Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta 17.5. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 17.5. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de abril de 2015

Duas Quintas Reserva 2011


Característica diferenciadora: Pujança




Preço: 25€



Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17.5


Comentário:   2011 é de facto um grande ano em Portugal e em particular na região do Douro. A Casa Ramos Pinto, há décadas que nos habitua a excelentes vinhos, amigos da cave e da mesa, sempre com uma excelente relação preço qualidade. Foi neste contexto de expectativa que o Duas Quintas Reserva de 2011 foi provado.
Negro na cor. Opaco, parece Porto vintage!
Escuro  e misterioso. Fechado ainda, cheio fruta e muita, muita mineralidade. Marca de barrica assumida, concentração elevada com notas púrpuras vivas...
Prova de boca a dizer-nos que é muito cedo para o beber... mas enfim, tem de se provar novo.
Barrica muito em evidência e espera-se que a cave lhe traga a elegância que merece. Fruta preta, amora e bastante acidez secundária a toda a mineralidade, mas prova de boca pautada por taninos e fruta concentrada presente e vigorosa.
Todas as sensações estão ainda (muito) fortes. Mas vale a experiência de o beber já e o preço tem a honestidade que a Casa Ramos Pinto assume com o mercado... bem como toda a cadeia de disrtibuição!


Bom, obrigatório guarder no mínimo 5 anos...



Provador: Mr. Wolf





Quinta do Portal Grande Reserva 2009

J
Característica diferenciadora: Douro com frescura e elegância




Preço: 28€



Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Quinta do Portal já nos habituou a vinhos que conseguem ter porte e estrutura mas ao mesmo tempo manifestarem-se num registo bastante fresco. Este Grande Reserva de 2009 está ainda na sua puberdade...
Cor viva e muito opaca, com aromas evidentes de cacau. Opaco, vivo. Dá gosto olhar para o copo.
Tem a particularidade dum perfil muito próprio... em que os aromas cativam, pelo vinco e aprumo, mas na prova de boca é bastante mais elegante que os aromas anunciam.


Necessita de respirar, onde cresce e cresce, num estilo unívoco de estrutura, acidez e elegância. Apesar de alguns aromas a fumeiro, é delicioso para o nariz. Aromas de pólvora também.
Prova de boca com carácter terroso, folhas secas, mas que rapidamente se torna fresco e mais num estilo herbáceo que fruta. O que é bom.
Guloso, precisa claramente de cave para afinar e registar o seu estilo num perfil de elegância, e deixar que as notas mais fumadas e torradas se "esfumem".
Muito bom.


Provador: Mr. Wolf





sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Casa Ferreirinha Vinha Grande 1995


Característica diferenciadora: Classe

Preço: 15€ ?

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas... ou leilões.

Nota pessoal: 17.5

Comentário: Provavelmente o último Vinha Grande que cheira a Barca Velha. Sim, cheira. Não quero saber se vou ferir sensibilidades ou não... Se cheira ou "tem aromas"... Para mim, cheira a Barca Velha.
A côr tem a côr que muitos Casa Ferreirinha têem. Não é turvo, é límpido. Mas não é 100% límpido. É Vinha Grande da Casa Ferreirinha...dos antigos.
E no nariz... chegada ao paraíso... Aquela poção mágica de aromas, inebriante e acutilante. Fruta muito fina e aromas balsâmicos. Arrebata qualquer um, tamanha é a sedução que os aromas manifestam. Nem apetece muito falar bem sobre o vinho... Tal é o egoísmo.
 
Fresco, com fruta e especiaria num equilíbrio muito giro, que proporciona muito prazer.

É um vinho do outro mundo, dada a pacatez que aparenta e a força que manifesta. Acidez na puberdade... Espicaçada ainda. Majestoso na capacidade de arrematar toda a atenção dos sentidos quando se bebe. Único no final, único no equilíbrio e persistência, largo, avassalador porque no fim é incrivelmente fresco. Esqueçam a idade. Esqueçam. Tem a pujança do que os vinhos novos têem, mas tem a classe e largura de sensações que só a idade confere! Brutal, brutal. Agora, para chatear... 12,5% e não tem Touriga Nacional. Mais do que opaco, é denso e quimicamente fresco. Vegetal, seco, espesso mas brutal. 
É a entrada tenaz na prova de boca que impressiona muito. Forte e densa, perfeita na entrada seca, mas com uma harmonização e secura final inesquecível! Muito, muito, muito, muito bom!

Nota e imagens em relação à excelente qualidade com que a rolha se apresentou.

Provador: Mr. Wolf


 





domingo, 8 de junho de 2014

Quinta do Monte D'Oiro Aurius 2009


Característica diferenciadora: Elegância


Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Quinta do Monte D'Oiro é sinónimo de qualidade e busca de excelência. É conhecido. 
Diferentes vinhos, radicados no mesmo, ou pelo menos semelhante terroir mesmo ali pertinho de Lisboa... vinificados com o mesmo cuidado, sempre extremo, do qual resultam sempre vinhos de culto, estandartes de elegância e exprimindo o que de mais puro as castas produzem. O Aurius de 2009 está ainda novo de mais - minha opinião. Controversa a opinião, seguramente... Mas está. 
Quem conhece o perfil sabe que tem de acetinar ainda mais. A Touriga Nacional tem de vergar o seu carácter floral, ligeiramente evidente ainda e aprumar a fruta e acidez. Porquê controverso? Porque o consumidor mais distraído quer é expressão de fruta, vigor... e nesse campo, este perfil peca por defeito. O consumidor mais atento, encontra a subtileza que só os grandes vinhos possuem... mas ainda a "amaciar". O vinho é assertivo, elegante e muito, muito gastronómico pelo excelente recorte. Fino e elegante, precisa só de mais uns aninhos em cave para se mostrar a sério. Em alternativa, considero que uma correcta decantação cerca de 1 hora antes de beber, pode ajudar a que o vinho se mostre mais... para a próxima já sei, porque esta garrafa não lhe demos tempo...

Provador: Mr. Wolf



domingo, 1 de junho de 2014

Quinta do Portal Branco 2006



Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: Não sei.

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário:  Há vinhos sobre os quais tenho dificuldade em escrever. Dificuldade na medida em que a descrição sobre o prazer que proporcionou pode não fazer justiça à realidade e pecar por defeito.
Este é um caso desses.

Que o meu caríssimo amigo Bruno é um expert nos vinhos da Quinta do Portal, não é novidade.
Que normalmente nos proporciona excelentes momentos com vários dos vinhos da Quinta do Portal que provamos com ele... também não é novidade.
Que posso atestar com muita segurança que os vinhos são bons e com qualidade a atravessar anos e anos em cave, posso. Felizmente o meu Pai também tem alguns na sua garrafeira há já alguns anos... agora, que um vinho branco me impressionava tanto?

Essencialmente pela simplicidade e subtileza, que como em tudo na vida, confere a distinção. Confere. Não dá para comprar.

Tive a sorte de levar outra garrafa para casa... obrigado Bruno. Já foi também. Adorei também. E porquê?

É vinho branco, semelhante a tantos outros milhares de vinhos brancos... é verdade, mas está num sublime ponto de equilíbrio, de contrastes e surpreendentes harmonias.
Se a cor é amarelo dourado, apontando a média evolução - nunca diria que era de 2006... - os aromas primários são florais, quase a pólen... sim aquele centro das flores que quando somos miúdos, qual perdigueiro, literalmente cheiramos e quase que enjoa. Sabem? Pois, tem esse aroma, mas não enjoa.

Rapidamente somos envolvidos também com notas de melaço, favo de mel que nos acendem as luzes de prazer no cérebro... é instintivo... mas depois é o aroma calcário, de pedra molhada, que quase nos movimenta as pupílas nos olhos, tal é a excitação e conforto ao mesmo tempo.

São estes os contrastes, difíceis de se harmonizarem, que este vinho tem. Isto era vinho para beber e estar ligado a uma máquina para fazer um exame neurológico ao mesmo tempo para avaliar os registos...

Floral + pólen + melaço + calcário. E esta, hein? Como diria o saudoso Fernando.

A prova de boca demonstra uma jovialidade que é um verdadeiro murro no estômago para qualquer preconceito contra 2006 e/ou para vinhos brancos que "não sejam do último ano"...
Muito envolvente, elegante e muito virtuoso no paladar.
A crescer ainda... Doce e calcário, de mineralidade cristalina, volto a dizer é um vinho simples, mas excelente.

Muitos parabéns! E obrigado Bruno!


Provador: Mr. Wolf


sábado, 8 de março de 2014

Vértice Grande Reserva 2008


Característica diferenciadora: Douro, terroir e 2008.

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Grandes memórias dos excelentes vinhos Vértice... poder provar um Grande Reserva de 2008, que sabemos esteve impecavelmente acondicionado... é sempre motivo de entusiasmo.

Escuro e impenetrável na cor. Aroma de vinho maduro a sério...
Rolha imaculada, lustrosa e carimbada de púrpura escuro de brilho invejável. Se entusiasmo havia... com esta rolha então quadruplicou.
Cor brilhante e escura, cheia de vivacidade e muito peculiar. Quase cor de sangue.
Prova de boca, a sensação imediata é deliciosa. Muito, muito guloso... um dos melhores vinhos do Douro de 2008 que bebi este ano... e tenho bebido alguns de 2008 pois gosto muito do ano.
Redondo, muito volumoso e opulento na boca, mas ao mesmo tempo muito directo, no melhor dos sentidos nas deliciosas notas de fruta.Cheio de tanino, barrica a fazer-se notar e muita fruta vermelha, quase em calda. Mas a nota principal é que é muito, muito, muito guloso.
Não sei se durará muitos anos em cave, mas este vinho está muito elegante e distinto. Esta garrafa em particular, acho que nem 30 minutos durou.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dona Francisca 2010

Característica diferenciadora: Fresco e elegante

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras de Mourinho Wines (Mercado do Forno do Tijolo – Anjos)

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Apesar de ter escolhido como características diferenciadoras a frescura e a leveza não se julgue que estamos perante um vinho menor ou pouco intenso. Muito pelo contrário, é um grande vinho, com a presença notória da Touriga Nacional (mas sem ser em doses cansativas), super fino, elegante, com uma belíssima estrutura de taninos e com uma madeira formidável. Final longo e super fresco. É um daqueles vinhos em que apetece sempre beber mais um copo. Muito gastronómico.

Nota: infelizmente não guardei a fotografia do vinho. No entanto, e devido à sua qualidade e ao facto de ser um vinho que nunca mais encontrei à venda, julgo que se impõe a sua nota de prova.


Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Vinha Othon Reserva 2008

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário: Vinho para conhecedores... normalmente o Vinha Paz existe nos supermercados, estilo Continente... este (Vinha Paz) Vinha Othon só em garrafeiras... que eu saiba. 
Chateia o facto de ser tão desconhecido e ao mesmo tempo tão bom. 
Constante na (boa) evolução na cave, persistente na qualidade ao longo dos anos.
Opacidade elevada, denso e escorreito.
Aromas discretos, quentes com notas de  caruma de pinheiro, balsâmico e muito apelativo.
Prova de boca excelente.
Potente e opulento sem nunca pesar nada. Taninos perfeitos, acidez no ponto, pouca fruta e a existir é estilo tâmaras, ameixas em passa - sem as notas extremamente doces.
Melhora muito se for decantado umas duas horas. Ganha volume e espessura. Importante a temperatura. Servir a 17º. Com temperatura mais baixa, perde largura.
Fresquissimo na saída de boca, acidez acutilante no final a dizer que está para "lavar e durar".
Para qualquer carne - assada, grelhada, condimentada ou só com sal.
Para tacho, pede confecção aprumada, pois é extremamente aprumado.
Vinho top a preço "acessível". 
Difícil de encontrar. Se quiserem mesmo, o El Corte Inglés, no Club Gourmet normalmente tem. Estas comprei em Cascais na Garrafeira Cabaz Tinto ao pé da Estação de comboios de Cascais.

Provador: Mr. Wolf