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sábado, 14 de abril de 2012

Quinta do Vallado Reserva 2003

Característica diferenciadora: Força e elegância
Preço: 30€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Cor rubi escura. Ligeiros laivos acastanhados, mas muito ligeiros.Limpo. Lágrima ainda evidente. Nariz com notas de Touriga Nacional a aparecer. Madeira verde. Eucalipto, mentolado.
Na boca vê-se que é um produto de muita qualidade. Fresco e fino, mas com fruta a ganhar concentração à medida que respira. Acidez ainda para durar. Muito bom.
Majestosa a personalidade com estes anos todos...

Nota: vinho em prova conjunta com Poeira e Vale Meão, todos de 2003.
Vinhos de perfil muito semelhante, ao final de 8 anos. Nenhum se destacou apesar de algumas nuances.

Provador: Mr. Wolf

Buçaco Tinto Reservado 2007

Característica diferenciadora: Complexidade
Preço: 28€

Onde: Palace Buçaco Hotel

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Bom... o tinto é também assustadoramente bom...cor correcta e limpa. Não é púrpura nem violeta... mas rubi brilhante.
No nariz os aromas iniciais são de café e passam para vegetal muito evidente, onde notas de alecrim seco aparecem. Nariz muito evidente, no entanto delicado, sem exageros. Notas de pele de animal.
Na boca é de uma delicadeza e textura impressionante. Fruta muito delicada, ténue mas presente. Taninos firmes mas não chateiam nada. Cremoso. Groselha. Depois de arejar, mostra-se então como verdadeiro Bairradino... seca a boca... ágil a chatear-se porque a abrimos já, quando está aqui vinho para muitos anos.
O tinto é uma experiência muito boa, apesar de a experiência do branco ser mais impressionante.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 10 de abril de 2012

Chryseia 2007

Característica diferenciadora: Complexidade e equilíbrio
Preço: 40€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário:Vinho extraordinário. Cor ainda com brilho púrpura escuro. Opaco mas limpo. Aromas muito complexos e muito heterogéneos... à medida que respira saúda-nos com nuances aromáticas fascinantes... inicialmente quente, com nuances de cacau quente... tipo o resto do chocolate que ficava no fundo das canecas... delicado e muito sedutor.
Enfrenta a prova de boca com uma elegância desconcertante. Macio mas muito concentrado e intenso. Frutos vermelhos muito densos, tipo abrunhos. Especiado e picante. Final muito, muito longo. Mastiga-se o sabor que fica nas papilas gustativas. Impressionante.
A complexidade aromática evolui para frutos secos... nozes e volta o ligeiro cacau... como se estivessemos perto duma cozinha onde se fizeram "brownies" de chocolate. Mais frutos secos.... e ligeiro caramelo. Sabem aquele cheiro do fundo do tacho onde se faz caramelo? Aquele que queima ligeiramente? É esse aroma. Na boca continua muito bom e mostra a acidez que ainda tem, mas estava muito bem vestida e não se percebia... e no nariz dá-nos agora notas de floresta, depois de chover... ervas...
Vinho excepcional e ano excepcional. Dos melhores exemplares dum vinho do Douro magnífico.
Tinha provado no WPM de 2011 e voltei a provar agora este de 2007. Parece-me dos melhores anos de sempre de Chryseia.
Muito bom.
Recomendação: vinho muito sensível à temperatura. A complexidade aromática manifesta-se consoante a temperatura varia. Recomendo servir inicialmente a 15-16º, não decantar (opinião pessoal) mas utilizar copos que permitam arejar bem,  fechados em cima para captar os aromas. Quando o vinho sobe ligeiramente a temperatura e os (poucos) fenóis que tem se dissipam, é maravilhoso para os sentidos.
Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2005

Característica diferenciadora: Fora de modas, à antiga e muito, muito bom!

Preço: 25€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Vinho para Homens!

Classe pura.

Necessita de decantar pelo menos 2 horas. Servir a 15-16 º e deixar até aos 18º.

Corpo brutal, seco, vegetal, mas duma delicadeza que envergonha muitos vinhos cheios de maquilhagem como tanto existe hoje em dia.
Não se sente madeira... estranho, não é? Bestial! Fruta vermelha ao fundo e um final que não acaba. Vinhão.

Obrigado Mário Sérgio por continuar a fazer vinhos na Bairrada à Francesa...


Provador: Mr. Wolf

Quinta do Monte D´Oiro Syrah 2004 (Edição Guilda dos Amigos da QMO)

Característica diferenciadora: O melhor syrah português que já bebi

Preço: ?

Onde: QMO

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Simplesmente especial. Pela garrafa, pela edição, pela expectativa... e porque ultrapassa de longe tudo o que se possa imaginar. Um vinho feito por um produtor que nos prendou com a arte de saber fazer bem como os melhores fazem, mas em Portugal.
Obrigado José Bento dos Santos por fazer o que faz, sem andar atrás de modas e desvarios de pulverizar os vinhos com aromas de madeira... e excessos de fruta para que todos gostem.
Este vinho é misterioso no nariz, corpo de veludo, mas do bom... não dessde veludo que se vê agora por aí...picante... especiado e duma textura que ainda não tinha provado em Portugal. Arte pura. Excelente.

Provador: Mr. Wolf

Quinta do Noval 2004

Característica diferenciadora: Densidade

Preço: 45€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Provada uma em Fevereiro e outra em Março... as últimas duma caixa de 6 adquiridas na Garrafeira Nacional quando saiu o vinho. Este vinho é duma concentração ímpar. Nariz "doce", cor escura e limpa. Corpo denso. O vinho està ainda em grande forma. É acetinado na boca, com excelente acidez ainda e fruta delicada. Grande vinho.

Provador: Mr. Wolf

Soalheiro Reserva 2009


Característica diferenciadora: Concentração de aromas

Preço: 27€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Muito bom. Cor muito bonita com notas de aromas de fruta "verde", mas muito equilibrada. O vinho à medida que "respira" no copo ganha muita profundidade. Vai melhorar bastante em cave. O facto de estagiar em madeira acrescenta complexidade aromática muito interessante. É um excelente vinho em qualquer mesa do mundo.

Provador: Mr. Wolf

Soalheiro Primeiras Vinhas 2007

Característica diferenciadora: Intensidade e elegância

Preço: 15€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Palavras para quê? Prazer puro liquido engarrafado.
O primeiro vinhas velhas. Está meloso mas muito delicado. É muito, mas muito elegante. Feno, ligeiro floral, muita fruta confitada... E um final que não acaba. Uma delícia.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 11 de setembro de 2010

Clos Mogador 2006 e 2007



Região: Priorat

Castas: 35% Garnacha, 35% Cabernet Sauvignon, 20% Syrah, 10% Cariñena

Produtor: Rene Barbier.

Álcool: 14,5 %

Enólogo: René Barbier

Notas de Prova: Pronto... depois há isto. Potência, concentração, profundidade... é um vinho único, e dos melhores espanhóis que já provei. O de 2006 está bom para beber... o de 2007 necessita de cave. Mas são dois colossos. Muito bom. Caros, mas muito bons.

Provador: Mr Wolf

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: 62€

domingo, 25 de abril de 2010

Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003


Região: Beiras

Castas:

Produtor: Quinta de Foz de Arouce

Álcool: 14%

Enólogo: ?

Notas de Prova: Pronto... depois há isto...este vinho é excepcional! Potência na cor e nos aromas. Vivos os dois... rubi cintilante com ligeiríssimos laivos violeta. Depois é o aroma especiado, misterioso e delicado, sem fenóis!! Frutos vermelhos...maduros quanto baste. E a seguir na boca é dos vinhos mais elegantes e “aveludados” – perdoem-me o lugar comum – que alguma vez bebi. Um verdadeiro Príncipe.
Infelizmente deste ano já tenho muito poucas... de 2001, nenhuma. Já foram. Mas é um Baga – acho que é 100%, mas não estou certo se tem alguma Touriga Nacional ou não – diferente e é um vinho para qualquer mesa do mundo. Um verdadeiro tesouro. Obrigado Exmo. Conde Foz de Arouce, e respectiva família.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: 40€

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Barca Velha 1991


Região: Douro

Castas:
Cerca de 50% de Tinta Roriz, cerca de 40% de Touriga Nacional e Touriga Francesa e 10% são Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Amarela (in Barca Velha, Histórias de um Vinho, Fonseca, Ana Sofia, Dom Quixote, 2004)

Produtor: A.A.Ferreira

Álcool: 12,0%

Enólogo: José Maria Soares Franco

Notas de Prova: 1º Barca Velha da década de 90. Cor ainda escura. Fruta pisada. Corpo e acidez ainda presente, mas já a tender para a evolução. Está talvez no auge da idade adulta. Nariz Ferreirinha clássico.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: 200€

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Casal Figueira Vindima Tardia 2005


Região: Estremadura

Castas: Petit Manseng

Produtor: António Carvalho

Álcool: 9,5%

Enólogo: António Carvalho

Notas de Prova: È um vinho que nos proporciona um final longo,com acentuado sabor a alperce havendo também algumas nuances de saborosos frutos tropicais.
Este vinho transporta-nos para um mundo de sensações invulgar e doce, o qual é difícil abandonar...
Grande Vinho de um Grande Homem, obrigado António e até sempre.

Provador: Sir Bakus

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: 10 a 15€

sábado, 31 de outubro de 2009

Duas Quintas Reserva 2004


Região: Douro

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca.

Produtor: Ramos Pinto

Álcool: 13,5%

Enólogo: na

Notas de Prova: Cor límpida, densa vermelho escuro, nariz intenso, macio com grande volume, muita complexidade aromática, final longo e prelongado. Um grande vinho.



Provador: klassico

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: 22€ (Restaurante)


domingo, 25 de outubro de 2009

Cossart Gordon Co. Bual 10 Anos


Região: Madeira

Castas: Bual

Produtor: Cossart Gordon

Álcool: 19 %

Enólogo: nd

Notas de Prova: Cor impressionante. Bronze. Laivos acastanhados e esverdeados… mas é no nariz e no final que os bons Madeiras me entusiasmam. Nariz com muito fruto seco. Figo seco depois de aberto. Algum cheiro típico de bons Cognacs. Fantástico. Na boca comprova-se o sabor a figos e uma complexidade que não acaba. Bebi ao almoço. Jantei e de manhã ainda sentia resquícios de sabores do Madeira. É impressionante.

Provador: Mr Wolf

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: ??€

sábado, 24 de outubro de 2009

Mouchão Tonel 3-4 2003


Região: Alentejo

Castas: Alicante Bouchet e Trincadeira

Produtor: Vinhos da Cavaca Dourada S.A.

Álcool: 14,5 %

Enólogo: nd

Notas de Prova: Cor fantástica. Rubi, sangue escuro com auréola violeta. O nariz é impressionante. Muita fruta vermelha, morangos, groselha, bolo inglês. Cheiro doce. Na boca é daqueles vinhos que enche tudo. Suave, doce e ao mesmo tempo com a acidez a dar-lhe persistência mas a não se fazer notar. O vinho é muito macio. É um vinho para qualquer mesa do mundo. Impressiona pela suavidade e pela intensidade.

Provador: Mr Wolf

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: 50€

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Poeira 2002


Região: Douro

Castas: Tenho ideia que tem lotes de castas típicas do Douro, que não só as mais populares.

Produtor: Jorge Moreira

Álcool: 13%

Enólogo: Jorge Moreira

Notas de Prova: Bom... por onde começar?
Pelo ano:
2002, apregoado como um ano mau, felizmente trouxe-me dos melhores vinhos Portugueses que já bebi (recordo-me do Pape e do Vale Meão, por exemplo...). Não me lembro do que fiz em 2002, se o verão foi bom ou mau, choveu muito ou pouco. Não faço ideia. Mas de facto teve alguns dos melhores vinhos que já bebi.
A rolha: em perfeito estado de conservação... tão bem desenhado o fundo púrpura, perfeitamente delineado quase como o baton dos lábios da Marilyn (pelo menos como os vía nos filmes).
A côr: normal para um bom vinho do Douro. Não parece ter 7 anos. Escuro, límpido, o vinho apresenta-se com uma densidade no copo e lágrima muito boa.

O Nariz e a Prova: bem...cheirar Poeira é como cheirar um bom perfume, daqueles que são tão bons, tão bons, que alguns até dizem que “cheira a pai”, porque já no tempo dos pais se usava. Ou seja, é bom e é identificável... o Poeira é assim. Quando lhe pomos o “nariz em cima”, sorrimos e pensamos “... pois é, é isto mesmo... isto cheira muito bem”. Não interessa se é frutos, madeira ou o que seja... cheira bem! O vinho insinua-se, não é óbvio, mas é muito bom.
Na boca, o vinho literalmente agarra-nos os sentidos. Não há papila gostativa desde a epiglote às papilas fungiformes que não se debruce sobre o que está a acontecer naqueles minutos. Tem fruta? Tem. Talvez um bocadinho de groselha… ou framboesa, não sei bem. Tem tanino? Tem, mas está tão bem integrado que não chateia nada. Tem corpo? Tem… e o que é que tem mais? Tem um final tão longo, tão longo, que até chateia ter de lavar os dentes depois porque ficamos sempre com a sensação que vamos ter de nos despedir de algo que gostamos. Só me lembro dum Madeira Boal que bebi que tinha mais final que este Poeira. À medida que o vinho vai respirando (esta garrafa abri e servi decantado no imediato) vai ganhando mais fruta. Mas o que me impressionou mesmo foi o “agarrar”. Literalmente de “garra”. O vinho prende. Não é o Poeira mais “fácil” que já bebi. Este ano bebi um de 03 e outro de 04, e um deles estava absolutamente estupendo. Este no entanto encantou-me de outra forma. É um vinho de muita classe. Se tivesse que levar este vinho para alguma mesa, como por vezes metaforizo, diria que não levava! Isto, se eu pudesse escolher, não é vinho que se leve... é vinho com que eu gostava sempre de andar.


Provador: Mr. Wolf

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: 30€