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sábado, 8 de junho de 2013

Chryseia 2009


Característica diferenciadora: Delizadeza

Preço: 38€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Na continuação dos grandes vinhos que se provaram neste almoço, aparece-nos Chryseia 2009 no copo. É sempre um prazer!
Mantém-se inalterável face à memória que tenho tido dos últimos meses deste vinho.
Denso e muita textura.
Lágrima muito apreciável. Opaco.. Cheio de tinta da china no copo. Lembram-se da forma escorreita como a tinta da china se movimenta? Tem semelhanças na forma da tinta da china, não nos aromas.

Na prova de boca está em grande forma, mas ainda a pedir descanso.
Muito equilíbrio entre acidez e fruta, elevada densidade, num registo de fruta discreta e muito, muito por desvendar.
Taninos perfeitos. Sempre muito "eloquente".Muitos pormenores, muitas sensações, sempre a insinuarem-se, sem vincarem a prova.
É um excelente vinho, goste-se ou não do perfil.
Eu gosto muito.

Provador: Mr. Wolf 




Quinta da Leda 2009


Característica diferenciadora: Frescura

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 18


Comentário: Quinta da Leda é um dos ícones máximos de produção e qualidade do vinho em Portugal.
Recente e moderna, casa das melhores práticas na produção e estágio de vinho, é a "morada" também do conhecido Barca Velha.

Mais recente e renovado no perfil, diferente dos célebres da década de 90, o vinho Quinta da Leda mantém-se irrepreensível na qualidade e potencial de guarda.
Rubi escuro, sem ser muito brilhante, mas muito límpido.
Aromas de fruta imediata.
Misterioso, aromas de alguma erva seca misturados com fruta. Sem exageros.
Muito, muito concentrado e um hino ao equilíbrio. Está lá tudo: concentração, balanceamento, acidez, fruta e textura sedosa. Tudo em proporção!
Extraordinária concentração. Fruta confitada...e muita frescura. Excelente para prova imediata, e evolução segura em cave.

A provar de novo seguramente. Excelente.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 2 de junho de 2013

Pape 2008


Característica diferenciadora: Elegância...neste rótulo não é comum!

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Pape... desde 2002 a produzir do melhor que se consegue no Dão... sempre muito pujantes, vigorosos e volumosos.
Curiosamente este de 2008, está diferente...

Cor bastante escura, limpa e fina na lágrima.
Nariz delicado, cheio de aromas de groselha.
Muita elegância, e muito, muito boa barrica... não costuma ser o que mais aprecio, mas reconheço que está muito bem conseguido.
Ano de 2008 e Pape, por si só criam equilibrio... e este saiu muito bem. Dos vários vinhos que provei de 2008 é sem dúvida o que se presta mais a prova imediata.
Elegantíssimo no nariz, mas cheio de secura muito bem integrada no conjunto.
Vinho para comida condimentada...

Provador: Mr. Wolf 




Poeira 2008


Característica diferenciadora: Poeira.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Cedo seguramente para estar em topo de forma... mas há que ir provando para saber. E assim foi com este... acompanhado numa prova de luxo, mostrou-se como sempre. Muito bom, cheio de personalidade, mas ainda a "crescer". Ainda é muito jovem...
Escuro no copo. Opaco... muito opaco.
Nariz com notas de barrica e aromas bastante "verdes". Qaundo areja, manifesta-se mais balsâmico, fechadíssimo ainda... Sândalo, misterioso. Muito elegante, mas tem muita força e quando se começa a descortinar alguma fruta, ganha muito volume na prova de boca.
Cheio, persistente e muito volume.

Este de 2008 é para guardar... mesmo!

Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ultreia 2010


Característica diferenciadora: Perfil delicado e intenso.


Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas..

Nota pessoal: 18

Comentário: Uma estreia! É sempre com muita apreensão que se provam estes rótulos novos do caríssimo Dirk... procuro ir sem preconceitos nem expectativas... nunca sei se é um estilo Redoma, que muito gosto e admiro, ou um estilo Charme, que aprecio...
No copo maravilha logo pela vivacidade e destreza do jorrar...Rosado, média concentração... literalmente rosado!
Nariz de groselha... fruta muito fresca e encarnada, sem estar ainda madura.
Estive uns bons 5 minutos só a deliciar-me com os aromas... muito bom.
Boca redonda, fruta vermelha redonda, memórias imediatas de corneto de morango.
O vinho impressiona pela acidez e pelo final cítrico qb, frutado e com uma acidez camuflado e secura estonteante! Só pode melhorar em cave e vai seguramente ser um vinho de muita finesse e classe...
Muito, muito bom.
Finíssimo, delicado, acidez final brilhante.
Parabéns.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 4 de maio de 2013

Torre do Esporao 2007


Característica diferenciadora: Força e tenacidade

Preço: 100€

Onde: Garrafeiras especializadas (El Corte Inglés)

Nota pessoal: 18


Comentário: Torre do Esporão aberta, por si só torna uma noite especial... mas neste caso, foi ao contrário. A noite foi muito especial, e a garrafa foi aberta naturalmente, à mesa com excelente tertúlia e boa disposição. Podia ter acompanhado comida... sim, mas não era a mesma coisa!

Já tinha tido o prazer de provar este vinho. Recordo-me que deu muita luta, e que é provavelmente o vinho Alentejano com mais tenacidade, garra e complexidade que já provei. Mas provei-a cedo demais (em Dezembro de 2012...). Desta forma, alguns meses depois, foi um prazer cheio de curiosidade poder prová-la de novo. Obrigado ao Homem do Saca Rolhas...

Cor rubi escura muito viva. O vinho a escorrer no copo tem nuances fantásticas, cheias de cor, tinto e retinto.
Aroma imediato de carne e esclareça-se, para mim, aromas semelhantes a carne, nomeadamente crua, nem sempre é defeito...depende da persistência e intensidade da mesma. Já bebi excelentes vinhos, que quando são abertos, por ligeiros segundos, apresentam notas aromáticas de carne crua, lácteos evidentes  e afins, e passados breves segundos desaparecem completamente sem deixar rasto!
Bom, mas neste caso, rapidamente desaparece e estranhamente, o que era um aroma de carácter mais "quente", transforma-se num acutilante aroma vegetal, de lâmina afiada, fino e fresco!
É possível? É.
Tem fruta? Tem... mas é o carácter mais vegetal que me fascinou. E muito.
Elegância extrema... num registo vegetal e com acidez muito pouco comum no Alentejano.

Não há aqui lugar para doçuras fáceis, perfis de madeira obsessiva, não!
É um vinho com muito, muito carácter, que às cegas duvido que agrade a todos. Mas é duma opulência e duma assertividade muito pouco comum em Portugal e muito menos no Alentejo.

Boca cheia de complexidade, com fruta presente, muita opulência, alguma mineralidade e acidez a "mandar no jogo".

A minha opinião é que o vinho necessita de tempo. Muito tempo.
Nunca diria que o vinho era da colheita de 2007... e recomendo vivamente que quem esteja desejoso para provar uma, compre logo duas que poupa na ida de novo à Garrafeira.... este vinho é para guardar (sem abrir obviamente) no mínimo mais 2 anos. Depois, quiçá, vai ser dos vinhos com mais potencial de envelhecimento e garra Alentejano das últimas 2 décadas.

Parabéns à equipa que teve a ousadia e coragem de produzir um vinho com este perfil.

Provador: Mr. Wolf 

Domini Plus 2008



Característica diferenciadora: Blend clássico, equilíbrio e discreção.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas e algums supermercados

Nota pessoal: 18


Comentário: Muita curiosidade em provar este vinho, passados tantos anos após a última colheita que o provei...blend de Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional, estagiado em Carvalho Francês.
Escuro, muito escuro de opacidade elevada e densidade acentuada, passeia-se de forma muito tintureira no copo. É diferente, vê-se logo, e é um produto de cuidado especial.
Aromas imediatos de fumeiro. Enchidos. Dizem que "é defeito", mas não acho que se possa tornar uma regra. Doce também no nariz, com muita graça. É uma mistura gira, o fumeiro e o doce. Peculiar.
Boca elegante, fresca, com secura adequada e denso. A densidade manifesta-se também na textura do vinho. Bom sinal.
Concentrado, acidez presente e ainda à espera de mais tempo em garrafa. 
Está muito bem agora, mas melhorará seguramente em cave. Eu é que tenho dificuldades em conter-me! Este era de adivinhar que não era para já.

Vinho para comprar já, mas beber depois de 2015... é uma opinião.

Provador: Mr. Wolf 

Esporão Private Selection Tinto 2009



Característica diferenciadora: Estrutura no Alentejo

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas e algums supermercados

Nota pessoal: 18

Comentário: Esporão é sempre sinal de qualidade e um "porto seguro", em qualquer ano e melhor do que isso, sejam acabadinhos de sair para o mercado, ou já "esquecidos" nas garrafeiras. Sendo os seus cavalos de batalha, rótulos mais "económicos", este vale bem todos os cêntimos que custa.
Presente na memória ainda uma prova vertical onde tive o prazer de estar presente, desde 1999 a 2007, aprendi melhor a história deste vinho. Uma evolução, sempre com o objectivo de se diferenciar pela qualidade de excepção, e de perfil que naturalmente se separou do seu "congénere" Esporão Reserva Tinto.

Embalado pela boa impressão que causou ao Bruno Jorge documentada neste blog há umas semanas atrás, foi provado com atenção e rodeado de excelentes enófilos.

Cor vigorosa, rubi muito escura. Reflexos escuros e opacidade elevada.
No nariz, é imediata a percepção de que se necessita deixar respirar. 
Muito especiado nos aromas, quase picantes inicialmente, transforma-se rapidamente passando por notas de fumo e algum cacau.
Mas é quando se "acalma" um bocadinho que vem ao de cima fruta de muita qualidade e elegância. Fruta encarnado escura, sem exageros e principalmente, sem "sobrematurações" e notas que rapidamente enjoam. Sempre muito bem amparadas por especiarias que dão um volume à experiência sensorial de excepção.

Na prova de boca é extremamente envolvente, volumoso e acetinado qb. Não tenho de todo competências para convictamente acertar regiões e/ou colheitas... mas este tenho uma certeza... dificilmente apontaria "de caras" para o Alentejo. Tem muitas características Alentejanas que se reconhecem, mas tem mais do que isso, sem prejuízo para o terroir  Alentejano. Tem estrutra acima da média, e não sei se é da acidez, mas parece-me muito peculiar as notas picantes que acompanham a prova de boca.
Barrica a acrescentar sem dúvida qualidade ao vinho, mas na minha opinião ainda em evidência.

Vinho obrigatório para a cave, mas com um bouquet extraordinário para consumo imediato e muita, muita qualidade. Suculento, elegante e distinto.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 



Nariz muito perfumado.
Cor preto. Rubi escuro.
Fruto encarnado, fumo e algum cacau. Extremamente complexo!

domingo, 21 de abril de 2013

Quinta do Noval 2005


Característica diferenciadora: Noval.

Preço: 40€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: É sempre um frenesim para mim provar estas garrafas. 
Gosto normalmente muito, muito, dos vinhos da Quinta do Noval. E desta vez foi a mesma coisa...
Cor impecável!
Rubi ensanguentado brilhante... Limpidez exemplar. Cor de cereja, rubi viva quando se coloca entre os nossos olhos e uma luz!
Aromas silvestres, de fruta fresca encarnada e acabada de colher. A expressividade da fruta é de realçar. Nunca é demasiado forte, demasiado marcado. O aroma é sempre delicado, apesar de muito expressivo. A acompanhar os aromas de fruta, tem também aromas fumados, torrados talvez... grão de café ao sol quando se acaba de moer.
Sabem o que é bom neste vinho? Tudo!
Na boca é muito equilibrado, suculento qb com acidez ainda com fartura. Registo mais frutado do que me recordo do de 2004, mas dentro do mesmo perfil. Perfil de muita elegância.
Bebe-se e prova-se com muito, muito prazer.
Recomendo boas carnes, para comer em sangue. Para quem goste, naturalmente.
Parece-me não ser vinho para guardar muitos mais anos... mas está excelente.

Provador: Mr. Wolf 






Chryseia 2005



Característica diferenciadora: Chryseia. Chega?

Preço: 40€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Levar areia para o deserto é uma expressão do povo que se pode utilizar para ajudar a visualizarem este jantar onde bebi esta garrafa... isso, ou ir a jogo com 2 ases na mão e virarem os outros 2 na mesa. Estão a ver a ideia? Pois...partilhei uma garrafa magnum de Vale Meão de 2002 numa mesa onde estavam para beber um branco do Dão de 1994... Porta dos Cavaleiros, Primus 2006, Mersault 2005, Pai Abel Chumbado 2011 (by the way...adorei!), Dado - o primeiro, de 2001 - Chryseia e Batuta de 2005, entre outros... ou seja, torna-se difícil falar sobre vinhos, tal é o palco de vedetas que estamos a assistir!  
Isto para dizer o quê? Para dizer, porque foi de longe o que gostei mais, que só tive espaço mental para memorizar e focar-me no Chryseia. Ou isso, ou não falava com ninguém no jantar! E a conversa também faz falta.
Cor adequada para os 8 anos, ainda rubi escura e viva. Limpa. Opaco qb.

Nariz irritantemente sedutor. Digo irritante porque é doce e não aprecio tintos que se apresentam com aromas doces, excepção a alguns Alicante Bouschet muito pontuais... mas este Chryseia era manifestamente doce, mas é um doce diferente... é acompanhado de notas complexas e subtilmente minerais.
O que no aroma antecipa redundância na boca, pasme-se, manifesta-se volume, tendência para o equilíbrio perfeito de madeira, taninos e fruta... mas parece que só se evidenciam notas de cacau. Mentira!

  • Tem trabalho de barrica que só marcou o que tinha de marcar. 
  • Tem fruta preta, como se espremessemos na hora, sem apertar muito, 20% de cereja e 80% de abrunhos no perfeito estado de maturação. Sem apertar muito... para ficar só a essência da frutose.
É um vinho de prova muito fácil e apelativa. Esconde a complexidade que tem... mas é muito, muito, muito bom! E sabem o que me impressionou mais? É que dá aquela sensação de que já está bom há um bom par de anos e que se vai manter assim durante muitos mais. E depois pode evoluir e mudar, mas duvido que se canse nos próximos anos.

Estilo muito peculiar no Douro, tem volatilidade de características nos anos em que é declarado.. Lembro-me de ter gostado muito do de 2001, 2005 e 2007. 2009 promete. Este, adorei.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 16 de março de 2013

Quinta de Foz Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2007


Característica diferenciadora: Concentração e elegância

Preço: 38€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18


Comentário: Os vinhos Foz de Arouce nunca enganam! São sempre extraordinários... e só um vinho extraordinário de certeza se poderia provar com os dois Pé Francos do Luis Pato num almoço...naturalmente, sem intenções de comparações, até porque nenhum destes rótulos necessita de referências de comparação para nada... valem pelo que são e têem... e se têem... personalidade própria.

Desde o ano de 2001 que os provo... ou melhor, que os bebo! 2001 mais fino, 2003 quente e concentrado, na linha do de 2005, mais duro mas excelente... e chega-nos 2007.

Muita densidade na cor. Escura. Opacidade média, mas muito limpo.
Aromas de fruta e barrica de muita qualidade, num registo bastante denso. Baga a fazer-se notar, mas num perfil diferente dos mais clássicos. Tem uma parte de Touriga Nacional no lote.
Na prova de boca é muito bom. Muita estrutura, muito polido, muito bem equilibrado e um final muito, muito longo. Para a cave obrigatoriamente... vai melhorar e muito.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 10 de março de 2013

Quinta do Carmo Reserva 2001



Característica diferenciadora: Alentejo "Vintage"...

Preço: 40€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18


Comentário: Quem se lembra do que era um Quinta do Carmos Reserva no início do século? Era um dos mais glamourosos vinhos alentejanos, a par com o T de Terrugem... lembram-se? Pois é... encontrado num restaurante cujo armazenamento dá garantias de bom envelhecimento... há que prová-lo.
Cor impecável... limpíssima, rubi viva ainda, sem cansaços nem timidez.
Notas iniciais de estrebaria... há que arejá-lo. Azeitona, aromas de lagar, finos e muito esclarecidos.
Há que prová-lo, e é aqui que se percebem os disparates que fazemos hoje na forma como consumimos os vinhos. Há que saber aguardar... simplesmente delicioso. Muito fino, ligeiramente adocicado e muito, muito elegante. Taninos muito discretos já, acidez muita ténue, mas muito, muito equilibrado e harmonioso. Bebe-se, bebe-se e bebe-se e nunca cansa.
Experiência fantástica...e podem não acreditar, mas harmonizou e cumpriu com um fantástico Arroz de Lampreia. E cmpriu... muito, muito bom.

Provador: Mr. Wolf 



domingo, 20 de janeiro de 2013

Redoma 2004


Característica diferenciadora: Terroir do Douro

Preço: 25€


Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: A possibilidade de provar Redoma de 2004 - para mim, é só dos vinhos mais coerentes Portugueses, com elevado padrão de qualidade e respeito pelas características do Douro - 9 anos depois, sabendo que a proveniência da garrafa é de alguém que as cuida tão bem como eu... torna qualquer jantar num acontecimento! E assim foi...

Rolha impecável. Preta. Até apetecia carimbar, tal o seu púrpura negro fundo era bonito.

Cor já a denunciar alguns anos, mas em muita forma. Escura ainda. opacidade ligeira e limpa.

Nos aromas... e aqui é que está... fantástico. Aromas quentes, de carnes, fumeiro e muito, muito perfumado. Uma delícia.
À medida que respira - não foi decantado - no copo, surgem surpreendentes notas de lavanda, alfazema, muito frescos que dão muita graça à prova de boca.

Pouca acidez - ou talvez porque se seguiu à prova dum Touriga Nacional da Quinta da Pellada 2004 - e ligeiramente doce na boca, no entanto a frescura aromática confere uma finesse pouco comum em Portugal e muito menos no Douro... sem no entanto fugir minimamente das suas raízes.

De gole em gole, o vinho cresce, ganhando notas muito giras. Leves aromas de noz moscada, muito fresco e muito elegante. Equilibra-se a acidez a mostrar que ainda se podia guardar mais uns tempos.

Excelente vinho, no seu auge, na minha opinião.

Redoma... é sempre uma escolha acertada. Sempre. Seja para consumo imediato - como os mais recentes, em que o de 2007 era um hino à fruta vermelha e concentração - seja para longos e felizes anos em cave.

Provador: Mr. Wolf 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Quinta do Portal Grande Reserva 2007


Característica diferenciadora: Frescura e elegância

Preço: 35


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Quinta do Portal é sinal de qualidade e integridade nos produtos que disponibiliza. 
Pouco dada a "marketing" de massas, normalmente os vinhos são de relação preço/qualidade muito boa... e foi com grande expectativa que esta garrafa foi aberta... 2007, um grande ano...Grande Reserva, a anunciar qualidade e estágio superior.
Nariz de fruta doce e delicada. O vinho é muito elegante e perfeitamente polido.
Cor rubi escuro sem ser opaco.
Destaca-se a perfeita "arrumação" dos aromas.
É muito clean e muito aromático ao mesmo tempo. Envolvente e insinuante... parece que só tem aromas bons... nada de álcool ou madeira em exagero.
A fruta predominante é claramente cereja e alguma framboesa mais silvestre. Nunca perde a nota vegetal que o caracteriza, sempre num registo de perfeita harmonia.
À medida que respira ganha aromas de farmácia, algum químico e mentolado.
Muito persistente e final de boca muito fresco. Está num grande momento de forma este Grande Reserva de 2007. Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf 

Poeira 2009


Característica diferenciadora: Poeira é diferente pela elegância. Sempre.

Preço: 30


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: 6 meses depois de o provar, voltei... e encontrei-o mais "fechado"! 
Bastante escuro, rubi negro com laivos violeta escura no rebordo... nariz com aromas de muita humidade e algum mineral. Curioso... a fruta parecia escondida...
Ataque de boca e a acidez é quem domina a prova... muita, muita estrutura alicerçada mais em mineralidade e algum vegetal que em excessos de fruta. Parece-me que o vinho continua a necessitar de repouso.
Quando respira, ganha notas de algum picante, especiaria e de longe alguma fruta silvestre pouco madura.
Notas de madeira, algum fumeiro e taninos ainda ligeiramente "excitados"... é necessário ou decantá-lo ou ter paciência para saboreá-lo devagar em copos que permitam correcto arejamento.
A espaços a fruta aparece, mas sempre muito discreta. Muito expressivo na cor e na capacidade de tingir...

Conheço razoavelmente bem todos os anos de Poeira. Este tem tudo para ser um excelente ano... mas duvido que se manifeste no seu esplendor em 2013... vinho para guarda obrigatória. Pelo menos uns 2-3 anos.... se conseguirem.

Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Luis Pato Vinha Pan 2003

Característica diferenciadora: Elegância em Baga

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18
Comentário:  Outro ícone do vinho Português, fiél ao seu estilo...sempre um momento especial... e este foi um dos vinhos da Ceia de Natal cá em casa, Junto com um Bussaco Branco de 2003 e um Ex-Aequo 2008.

Bom, por partes... a rolha. Excelente, comprida e em excelente estado de conservação.
Os aromas da garrafa... vegetais. Folhas verdes esmagadas.
No copo, encarnado cereja muito bonito de média concentração. Aromas a Baga pura... sim, aquelas notas que não enganam, de Bairrada no seu esplendor.
Muito, muito elegante... muita "lucidez" na forma como emana aromas. Muito limpo e delicado. Um verdadeiro gentleman.
Nariz apaixonante... mentol e cânhamo. Menta, caruma de pinheiro verde e muito, muito elegante.
Extraordinário.
Acidez muito bem integrada e nada marcado por madeira, o que é muito bom. Final que parece não acaba... e sempre num registo de invejável elegância.

Muito bom. Vinho que fica na memória e acrescenta às boas memórias com que o Eng. Luis Pato nos prenda há décadas.
.Obrigado!Provador: Mr. Wolf 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Chryseia 2009

Característica diferenciadora: Delicadeza e elegância
Preço: 38€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns supermercados (Garrafeira Nacional tem o melhor preço)

Nota pessoal: 18
Comentário: Regresso aos grandes anos de Chryseia.
Chryseia sempre foi uma marca que se impôs pela qualidade inquestionável do produto... e um marketing comedido.
Nunca se fica indiferente a provar Chryseia. É muito bom. É sempre "misterioso" e delicado na prova. E olhando para este de 2009, voltamos a ter a sensação de "joalheria" de quem o provou nas primeiras edições (2000, 2001 e 2003...).
Cor muito viva e brilhante, enche o copo de reflexos rubi escuro.
Nariz discreto, com notas de madeira secundárias a um registo mais mineral, sem excessos de fruta.
Na boca é muito giro. Fino, doce, mas uma doçura diferente das sobrematurações de fruta...e acidez leve, mas presente.
É um estilo de vinho muito peculiar. É uma prova que dá  muito prazer, pois compreende-se que o produto é de extremo pormenor e luxo.
Não é um vinho com excessos de concentração, nem com exuberâncias de notas de madeira. Não "cheira à distância"... mas é um excelente vinho, num estilo muito diferente do que na maioria se faz em Portugal e particularmente no Douro.

Gosto muito. Curiosamente bastante diferente do estilo de vinho que mais aprecio no Douro contemporâneo (Poeira), mas de prova muito, muito boa. Recomendo vivamente que se prove... e se fale depois.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 16 de dezembro de 2012

La Bernardine Châteauneuf-Du-Pape 2005

Característica diferenciadora: Equilíbrio e densidade

Preço: ~ 40€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18
Comentário: Bom... e cá estamos outra vez a provar "coisas estrangeiras"... com tanto vinho bom que se faz por cá, como se ouve amiúde... e temos muito orgulho nisso. É olhando para fora de Portugal, que melhoramos a capacidade de apreciar o que temos e/ou ambicionar o que podemos ter, ou não, consoante os terroir permitam ou não. E este é mais um caso desses. Por onde começar? Pelo porquê da escolha desta garrafa... há muito que cobiço este produtor. Admiro a parceria que tem com José Bento dos Santos em Portugal, e é sinal de qualidade segura ser parceiro de José Bento dos Santos... parece óbvio. Porque é Châteauneuf-du-Pape... ou seja não é um cliché de madeira e fruta redonda... ou tostada...

No ataque à garrafa, a rolha é exemplar. Impecável na sua função de vedar, apresenta qualidade que dá vontade de reciclar e devolver ao produtor.

No copo... cor escura, sem ser muito brilhante. Notas violetas. Denso qb, mas ligeiro a acompanhar o movimento do copo. É logo no nariz que se evidencia que não é "fruta do nosso quintal"... "este vinho não é Português..." - manifestou-se logo um dos provadores. E não era.

Elegância é a nota dominante. Se fosse um carro, seria daqueles que enfrenta qualquer subida, descida, curva, recta ou registo de aderência com a mesma determinação e sensação de segurança, passando essas características para um plano de pormenor face ao protagonismo da qualidade. É um vinho de qualidade inquestionável.

Elaborado com Grenache (maioria), Syrah e Mourvédre, é na "fineza" da entrada de boca se se compreende o que é provar este vinho. Muita delicadeza, mas intenso ao mesmo tempo. Equilíbrio nas sensações, alternando especiarias picantes, com notas de fruta sem estar muito madura, estilo ameixas pretas. Mas não é na fruta que o fascínio se sustenta... é no balancear suave e delicioso das sensações... sem ser doce, adoça. Sem ter taninos espigados, percebe-se que estão lá. Ser manifestar acidez, é fresco... parece que quando a prova fica muito doce, lá vem um "bombeiro" de sabores providenciar umas notas mais coloniais, de café torrado em grão, ou ligeiríssimo cacau. Quando se renova no copo, lá vem outra vez uma fugaz sensação de "verdura", imediatamente transformada no frutado enunciado anteriormente.
Pimenta branca.

Muito, muito bom!
Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Poeira 2008

Característica diferenciadora: Fino

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Poeira, é Poeira... único e pioneiro no estilo em Portugal.
Coerente e bom! 2008, um ano especial em que tenho provado vinhos distintos e bons. Não faço ideia se choveu muito ou pouco, nem em que meses... sei que os vinhos normalmente são bons!

Este Poeira não foge à sua origem. Sempre com acidez, nariz com aromas discretos inicialmente, mais evidentes durante a prova. Algumas notas de madeira e fruta. Ligeiro vegetal. Inicialmente parece curto, mas à medida que respira ganha dimensão. A acidez comanda, deixando no entanto um bom balanço para que a prova de boca seja boa. O vinho seca literalmente a boca toda, como que a vaticinar que foi muito cedo para o beber... e foi. Apesar de ter sempre o selo de muita qualidade e elegância, ou se decanta previamente (tipo 2 horas...) ou não se beba antes de 2014, 2015... Nós não fizemos nem uma coisa nem outra... quando se estava a equilibrar no copo, como fruta bem expressiva já, acabou. Normalmente é assim com o Poeira.

Para quem conhece bem os anos de Poeira, diferente este. Gostei muito dos de 2004 e 2007 e fiquei com muito boa impressão do de 2009. Adorei o de 2001 e 2002 foi extraordinário, para mim. Este de 2008 volta a ter algo parecido com o de 2002, para mim. É esperar e paulatinamente ir provando uma garrafa a ver quando atinge o seu esplendor, sempre em elegância, fora dos enjoos de vinhos que persistem em lançar para o mercado.
Vinho em prova cega com: Quinta da Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003, Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007 e Domaine Charvin 2003

Provador: Mr. Wolf

domingo, 30 de setembro de 2012

Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003

 
Característica diferenciadora: Baga de classe internacional

Preço: 40€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: É sempre um acontecimento à mesa retirar o invólucro que separa a atmosfera da rolha destas garrafas... esta, é a última duma caixa de 6. Paciência. Mas teve um final feliz, num bom jantar, repleto de outras boas "amigas" a quem retirámos a rolha. Começámos pelos anos de 2003 e evoluímos para 2007 e 2008, tudo às cegas.

Bom, qual catarata do paraíso, lá escorremos para os 4 copos e contemplámos como se comportaria.Cor entre o rubi e o café escuro. Limpo. Pouca consonância sobre o que seria, até que se ouve um "isto é baga, muito bem trabalhada". É verdade. Coerente com a sua idade, não foi com dificuldade que os cerca de 8-10 anos de vida foram sugeridos. É fiél. Identifica-se claramente que não é novo, mas que tenha a idade que tenha, está em excelente forma. Taninos perfeitos. Estão lá, mas macios. Aliás, o vinho parece que tinha sido guardado em garrafas de vidro, forradas a veludo. Intensidade máxima, à medida que respira. Ganha fruta, crispa os lados mais silvestres de bagas encarnadas, ainda não muito maduras na parte lateral da língua. A acidez afinal está lá ainda... mas muito bem educada.

Vinho em prova cega com: Domaine Charvin Châteauneuf-du-Pape 2003, Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007 e Poeira 2008

Provador: Mr. Wolf