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domingo, 12 de abril de 2015

Quinta de Roriz 1996

Característica diferenciadora: Elegância




Preço: 30€



Onde: Leilões eventualmente

Nota pessoal: 18


Comentário:  Que dizer? Um rótulo que um tem tanto de peculiar, um tanto rústico e um tanto de mítico. Desconhecido para muitos. Glorificado por alguns... Eu faço parte desses admiradores!
Nunca bebi um Quinta de Roriz que não fosse extraordinário... Não fosse o terroir mítico também... Mas para isso, e para os mais curiosos, remeto para o livro...Roriz, História de uma quinta no curacao do Douro, de Gaspar Martins Pereira (2011).



Este - voltando ao vinho -  de 1996 é o mais antigo que me lembro. Está em grande forma! Não é perfeito na cor, tão pouco no aroma. Tem as imperfeições que a idade nos grandes vinhos enaltece... e se perdoa. É maduro demais? Sim, é. É pouco opaco, e até um pouco turvo? É. É complexo nos aromas? É, mas diferente das complexidades contemporâneas. Este é genuinamente complexo... Imperfeito... Mas estrondosamente bom. Sabe a fruta. Não tem madeira. Tem taninos aguçados. Não é polido... Mas é - como diria o Jorge Jesus - "muita bom e com elevada nota artística!".

Sim, é isso mesmo... Como os quadros em que o JJ não vê a mulher a chorar, mas a artista vê... É um clássico e do melhor que se fez no Douro nas duas ultimas décadas. 
Carregado de carácter, muitos aromas de fruta madura, cereja, ameixa macerada... Tênue na entrada, guloso, muita groselha no palato, fino e com final recheado de fruta...
Um bocadinho doce, mas muito suculento. 18 anos...
Provavelmente já foi mais grandioso, mas mantém uma simplicidade majestosa, apesar do seu berço de nobreza.

Adorei


Provador: Mr. Wolf





domingo, 28 de outubro de 2012

Casa Ferreirinha Reserva 1996

Característica diferenciadora: Classe

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Abrir uma Casa Ferreirinha é sempre motivo de registo... e esta garrafa bem o merece.

Rolha impecável...o que nem sempre se consegue nas Reserva Ferreirinha. Esta estava notável. Cor rubi escuro, sem estar muito opaco, mas sem estar "acastanhado". Limpíssimo.
Reserva nos aromas... fechado. À medida que o deixamos respirar no copo, aparece a fruta. Vermelha, pisada, amoras. Pisada ainda há pouco tempo... como é possível?
A acidez ainda marca presença evidente, embora este Reserva de 1996 é ligeiramente mais doce do que normalmente, o que não é necessariamente mau. É diferente.

Muito elegante na prova, cheio de fruta delivada alternada com alguma lenha seca. Há medida que lhe damos tempo (quando conseguimos) para respirar mais, a fruta ganha espaço, e neste caso concreto, para deliciosas notas de bolo inglês.

Não se consegue deixar de beber este vinho... ganha corpo, fruta, acidez depois de estar em contacto com o ar. Vinho de muita, muita classe. Obviamente, tendo em conseideração que poderia ser Barca Velha, e apesar do ano ser diferente, mas relativizando com o Barca Velha de 1995, percebe-se porque não é Barca Velha, mas é muito, muito bom.


Provador: Mr. Wolf