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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Quinta do Côtto 1997


Característica diferenciadora: Quinta do Côtto de 97.


Preço: 19€ - foi o que paguei por cada garrafa num leilão de vinhos...mas normalmente custam à volta de 9€.

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário:  Garrafa mítica para mim... Era, a par com os Tapada do Chaves e o Vinha Grande mais 2 ou 3 um dos rótulos preferidos do início do século - e relativamente acessíveis...- e donde retirava muito prazer. Aprazivel em casa com amigos antes de ir sair à noite em soirées muito agradavéis, ou em restaurantes onde os preços eram relativamente acessíveis... Guardo memórias excelentes... incluindo olfactiva deste, bem como do Tapada do Chaves e Vinha Grande muito presente. Acho que isto é a idade. A minha, não a do vinho. 
Este de 1997 está no ponto!
Escuro, opaco e muitos aromas de cabedal, especiado e forte. Cheira a vinho, apesar dos aromas mais "animais"... cheira a adega.
Prova de boca a recordar-me porque gostava tanto, tanto deste vinho... Reza a história que me contaram numa adega que os quinta do Côtto mudaram o perfil pois um produtor perto da quinta passou a produzir os seus próprios vinhos e deixou de vender uva à Quinta do Côtto... Pois, não sei. Pode ser, pois são muito diferentes. Mas estes, até 1997 seguramente são extraordinários. 
Mas este está um clássico. Virtuoso nos aromas e prova de boca muito especiada e "carnuda", é no entanto no final que marca muito. E por ser longe de perfeito... pela rusticidade, mas ao mesmo tempo pela capacidade de deixar lastro vincado, mas que rapidamente se torna sedoso. Não se percebe muito bem, pois não? Mas é mesmo isso... é rustico, mas ao mesmo tempo tem glamour e classe.
Prova-se e prova-se e ficamos muito impressionados com a diferença de perfil face ao que bebemos hoje em dia... e não vai lá com cave.
Basta olhar para a cor do vinho e atentar nos 12 comedidos graus alcoólicos. Onde se vê isto agora? Não vê.

E sem expressões de barrica, sem amargos de abusos de Touriga nacional... Só vinho e do bom! 
Adorei. Resta-me outra.

Provador: Mr. Wolf


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tapada do Chaves Reserva 1997


Característica diferenciadora: Tapada do Chaves

Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas antigas...

Nota pessoal: 18


Comentário: Sou um adepto confesso de alguns vinhos Portugueses.
Provo tudo, sem preconceitos de tipo, preço ou região.
O tempo fez-me compreender que existem vinhos aos quais reagimos mais do que outros. Há vinhos de muita qualidade, que impressionam e tornam deliciosos os minutos ou horas que nos acompanham, mas que passados alguns dias(ou copos...)  esbatem-se quando aparecem outros que impressionam ainda mais, ou impressionam por características diferentes.

O Tapada do Chaves não. Não se esbate, nem é comparável para mim a nada.

Reconheço o seu aroma característico e experiencio várias memórias sensoriais que tenho do passado, onde tive a felicidade de provar com alguma frequência garrafas da década de 90 deste vinho mítico de Portalegre.

Não tenho a pretensão de qualificar um vinho como melhor ou pior... aliás, como todas as notas de prova que coloco. Simplesmente, qualifico o grau de satisfação que ele me dá quando o bebo.
Muito importante é compreender que Tapada do Chaves (Reserva no rótulo ou não) é excelente de 94,95,96 e 97... após esses anos, esqueçam! Até 2009... em que finalmente voltou uma colheita que tem a marca organoléptica tão genuína.

Dito isto... o meu agradecimento ao caríssimo João Chambel que teve a amabilidade de trazer esta garrafa para provarmos!

Turvo! Rubi pálido e muito turvo. Mais rosado do que acastanhado.
Nariz perfeito. Está cá claramente o aroma de Tapada do Chaves... que a verdade é que não sei o que é.... faz-me lembrar aromas de quando alcatroavam estradas no verão, mas dizer que o vinho tem aromas de alcatrão, além de soar mal, é redutor.
É químico e com pouca expressão de fruta. "Fruta", neste caso, é "fruto"... castanhas, quando suam enquanto assam. Mais vegetal que frutado.

A prova de boca é deliciosa.
Veludo e cetim, se fossem configurados para produzir uma nova textura, seria provavelmente algo como fica o palato e a lingua depois de provar este vinho.
Delicadissimo, usado, que é diferente de dizer que o vinho está velho, mas cheio de charme e vitalidade.
Rebuçado e alguma especiaria. A fruta, de muita delicadeza, é também na prova de boca secundária ao carácter vegetal e químico.
Taninos ténues e mais evidentes quando reagimos ao "especiado".
Textura inconfundível.
À medida que respira, surgem ao longe notas aromáticas de lenha seca.

É um dos grandes vinhos de Portugal. Pena ter "desaparecido" cerca de 10 anos. Desejo e anseio que o regresso com o rótulo de 2009 - pelo menos é o que encontro - seja para ficar e revitalizar o perfil que tanto, tanto gosto.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 20 de janeiro de 2013

Caves do Solar de São Domingos - São Domingos 1997


Característica diferenciadora: 1997 em 2013...

Preço: 4,95€


Onde: Mercearia com garrafeira antiga... 

Nota pessoal: Sem nota.


Comentário: Não resisto a provar estas preciosidades. Como em tudo na vida, "provar" um pouco do passado faz-nos compreender melhor o presente e pode ajudar a construir o futuro. E provar estes vinhos, cheios de alma e conhecimento do que é a história do vinho de mesa Português é sempre um momento que nunca desilude. O máximo que pode acontecer é o vinho já não ter as propriedades necessárias... mas isso também acontece. Mas de resto, é sempre a acrescentar valor.

E então como estava este? Rolha impecável. Inteira e com lustro ainda.

Cor com notas de idade... prova delicada ainda. Alguma acidez inicial a marcar a prova, secundada de alguma fruta de mercearia antiga. Sim, aqueles aromas de fruta que está dentro das mercearias com os restantes géneros. Maças reinetas é o que talvez mais se aproxime... Estranhamente, passados alguns momentos os aromas assemelharam-se a legumes crus.

Prova gira, sempre com muito prazer e um vinho que apesar da idade, manifestou sempre limpeza de aromas e elegância. Fininho já na boca, mas com final ainda apreciável.

Um prova de passado.

Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Confradeiro Reserva 1997


Característica diferenciadora: Longevidade

Preço: 17,5


Onde: Onde encontrarem... esta foi numa garrafeira antiga...

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Sempre um prazer abrir estas garrafas... mas primeiro é necessário encontrá-las...
Rolha impecável. Lustrosa, competente na função e irrepreensível na cor. Dúvida... decanta-se ou não? Não. Prova-se e logo se vê. Cor pouco limpa... preocupação. Nariz no entanto apelativo. Elegância na fruta, muito ténue mas a lembrar morangos pisados e muito maduros.
Na boca uma delícia... acidez que se farta ainda, muito, muito fresco... alguma caruma de pinheiro e um final muito presente e longo.
Impressionante a forma passados 16 anos... longe dos sabores dos vinhos que se abrem com 1 ou 2 anos, mas muito perto daqueles vinhos que até tiram a capacidade de conversar por momentos quando se bebem.

Quem as tiver perdidas nas garrafeiras de casa... ou de casa dos pais... ou do que seja... parabéns!

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Casal Figueira 1997


Região: Estremadura

Castas:

Produtor: António Carvalho

Álcool: 13,0%

Enólogo: António Carvalho

Notas de Prova: Este é um vinho que já se encontra bastante doce,de cor dourada e no qual o mel predomina em abundância, no entanto ainda bastante agradavel para quem aprecia vinhos brancos velhos e convém não esquecer que se trata de uma colheita de 1997.

Provador: Sir.Bakus

Classificação Pessoal: 16

Valor: n.d.