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domingo, 12 de abril de 2015

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000

Característica diferenciadora: Baga & 15 anos




Preço: 40€



Onde: El Corte Inglés eventualmente

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Que dizer dum vinho com 15 anos que quando se deita no copo está literalmente preto e opaco? Não se diz nada. Arregalam-se os olhos! E agradece-se ao Universo o estarmos no mesmo sítio e na mesma hora que aquela garrafa se abriu.
Aromas fechados ainda balsâmicos, ligeiramente mentolados. Muito sério, com fruta escura, mas são as notas balsâmicas que predominam.

Na prova de boca é magnífico.
Muito denso, larguíssimo no alcance imediato e com o equilíbrio que só os grandes vinhos conseguem ter.
Ao contrário do que é comum actualmente na maioria dos vinhos, este vinho cresce em garrafa. Literalmente.
Aqui não há amaciados de barrica, nem massagem nos taninos... Não. Há que esperar pelo tempo certo. Mas quando o tempo chega, é inalcançavel através de "festinhas" como actualmente se faz. E a Baga presta-se como poucas castas a crescer com o tempo. Que vinho! É muito, muito, muito bom. É um vinho para qualquer mesa do mundo.
Para qualquer apreciador de vinhos, que saiba que vinho não é só o estilo contemporâneo com ares de sugus de fruta, ou laivos de caramelo e baunilha, doces, com Madeira a pontapé, e suculentos. A suculência deste Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000 vem da qualidade genuína e do tempo, duma forma que do os dois conseguem produzir... Claramente no pódio dos vinhos do ano de viragem do século. Curiosamente, o outro é Baga também e o outro - no meu pódio, naturalmente - é Barca Velha. 

Um prazer.



Provador: Mr. Wolf



domingo, 14 de setembro de 2014

Luis Pato Vinha Pan 2000


Característica diferenciadora: Classe e elegância.



Preço: 25€-30€.

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Patamar de excelência de vinhos elegantes em Portugal, Luis Pato dispensa qualquer tipo de apresentações e salamaleques. 
Os vinhos são normalmente excelentes e pontualmente muito bons. 
Este Vinha Pan de 2000 faz parte do conjunto de garrafas que se apresenta em excelentes condições!  
Rolha impecável, lustrosa e imaculada na sua função de vedar. 
Cor límpida, rubi escura. 14 anos...sim, 14!
Na prova de boca tudo é expandido, largo e homogéneo! 
Nada de barrica presente, nada de frutas fáceis - muito menos tropicais... a vinha não é um resort com palmeiras e fruta tropcial...
Aqui é a acidez perfeita que pauta a prova, subtil e fresca salpicada - a equilibrar - com as notas mais maduras de fruta seca, estilo tâmaras ou ameixa muito madura, mas muito, muito ligeiras. O carácter em  evidência é vegetal, balsâmico e profundo ... esporadicamente ligeira fruta vermelha, que curiosamente oscila entre a mais madura e silvestre à medida que o vinho respira. 
O final do vinho é imenso, integrado no prazer da prova desde o início... toda prova é imensa, desde os aromas ao primeiro trago que se engole. 
Perpetua o prazer, sempre num registo muito fino, coloquial e muito sério. 
É um perfil fora de moda, mas que há-de voltar a calibrar a excelência do vinho português, ao invés do que se premeia hoje em dia. 
O perverso deste paradigma, é que quando voltarem esses tempos, provavelmente diminui a capacidade financeira para beber estes vinhos como existe hoje... ou seja, subitamente encarecem ao ritmo de 3 dígitos percentuais...
Por isso, vou ser um humilde consumidor egoísta e desejar que se continuem a premiar os perfis que hoje se premeiam... Tirem as vossas ilações. 

Provador: Mr. Wolf



domingo, 31 de agosto de 2014

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000


Característica diferenciadora: Sumptuosidade


Preço: 25€-30€... se encontrarem.

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Que dizer dum vinho com 14 anos que quando se deita no copo está literalmente preto e opaco? 
Não se diz nada. Arregalam-se os olhos! 
Aromas fechados, a muito esforço e cuidada espera, balsâmicos e ligeiramente mentolados.
Muito sério, com fruta escura, mas são as notas balsâmicas que predominam... que carácter único, averso à perfeição... se fosse uma pop star, era bonita com 20, 30, 40, 50 ou mais anos... sem plásticas, silicones, ou o que seja. É bom e bonito, como veio ao mundo... percebem a comparação?

Na prova de boca é magnífico. Muito denso, larguíssimo no alcance imediato e com o equilíbrio que só os grandes vinhos conseguem ter. Os muito grandes... Ao contrário do que é moda agora, este vinho cresce em garrafa. Literalmente.
Aqui não existem carícias de barrica, nem spa nos taninos... Não. Há que esperar pelo tempo certo. Mas quando o tempo chega, é inalcançavel através de "festinhas" como actualmente se faz. E a Baga presta-se como poucas castas a crescer com o tempo.
Que vinho!
É muito, muito, muito bom. É um vinho para qualquer mesa do mundo. Para qualquer apreciador de vinhos, que saiba que vinho não é só o estilo americanizado que se quer, doces, com Madeira a pontapé, e suculentos. 
A suculência deste vinho vem da qualidade genuína e do tempo, duma forma que só estes 2 vectores dois conseguem produzir... Claramente no pódio dos vinhos do ano de viragem do século. Curiosamente, o outro é Baga também é o outro - no meu pódio, naturalmente - é Barca Velha. 

Provador: Mr. Wolf





domingo, 8 de junho de 2014

Hero do Castanheiro Reserva 2000

Característica diferenciadora: 14 de Castelão...

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras particulares...

Nota pessoal: 16


Comentário:  O que é que se bebe com umas costeletas fantásticas de cordeiro? Jovem, frutado e vigoroso? Não. Isso enjoa-me só de pensar... Cordeiro não é fácil... Preciso de secura e acidez... Resta Colares, Bairrada ou Palmela... Foi fácil escolher da garrafeira... Andava mortinho por abrir uma destas!

Não é translúcido... nem brilhante... é assim cor atijolada, opaco... sem brilho... Aroma clássico de Castelão... É sempre estranho! Arenoso, ligeiro vinagrinho... Inodoro quase, no bom sentido... notas de areia molhada, sem mofo. 

Boca directa e completa... Taninos polidos pela erosão dos anos em garrafa... Mas existem. É um vinho sonso... Parece que não parte um prato, mas parte. 
Largo e volumoso na boca, as notas mais doces iniciais transformam-se (com a comida) num reagente delicioso, com notas cítricas, arenoso na textura, ácido no final e denso no palato. Casa muito bem com a força dos sabores das costoletas de sordeiro, sem nunca se sobrepor, mas a aguentar toda a suculência e pujança do sabor, correspondendo com uma harmonização muito bem conseguida. Seca, confere harmonia à refeição, neutralizando o carácter animal mais forte do cordeiro. Com garra, ligeira fruta confitada, acidez muito boa, redondo na boca, final consistente, sem cosmética nenhuma. É um estilo muito próprio, que ou se gosta ou se é indiferente... eu gosto muito e estas garrafas de 2000 estão extraordinárias. Não é um vinho extraordinário, mas bebe-se muito bem e é muito fiél ao que se quer dum bom Castelão. Não é um vinho para brilhar... é um vinho para deixar o prato cumprir o seu protagonismo e complementar. Também faz falta.
Muito bom! 

Provador: Mr. Wolf



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Luis Pato Vinha Pan 2000


Característica diferenciadora: Luis Pato + Baga + 2000.

Preço: 25€

Onde: Não sei... garrafeiras muito boas, ou leilões.

Nota pessoal: 18


Comentário:  Vinha Pan é o nome querido para identificar a vinha da Panasqueira. 8500 videiras de Baga, plantadas nos anos 80, solos argilo-calcários em encosta virada a sul. Luis Pato... compreende-se por esta apresentação inicial que provar uma garrafa destas, é além da apreciação intrínseca do vinho, beber e ver a escrever uma página de história do vinho da Bairrada da era contemporânea. Mesmo que o vinho não fosse bom, valia pela experiência empírica. Pois meus amigos e amigas... não é o caso. O vinho é muito bom.

Fino na cor, rubi grenado, muito limpo e translúcido.
Aromas imediatos de pinheiro, caruma, resina. Eucalipto. Muito mentolado. Baga no seu esplendor, quando se apruma e se torna elegante.
Como explicado anteriormente, cerca de 20 anos após a plantação na vinha da Panasqueira, em solos argilo calcários, virada a Sul, engarrafou-se este vinha Pan...Mais de 12 anos após o engarrafamento, prova-se. Ainda só com o nariz e olhos... De destacar a imaculada e belíssima rolha, a respirar saúde.
Bom, há que tocar-lhe com a língua!

Limpo de sabores, taninos "sonsos"... Não se dão por eles inicialmente, mas estão lá e pregam grandes partidas, acutilantes e alicerçados em excelentes camadas de sensações primárias mais terrosas e vegetais. Barro húmido e eucalipto.
Após uns 20 minutos no copo, despe-se de preconceitos e mostra-se a Baga como ela é.
Muito músculo e adstringência, mas também muita profundidade e frescura. Devia mesmo haver pastas de dentes com toques de baga. Comparado com hortelã, a frescura da Baga faz em 5 segundos na boca o que a hortelã não faz em 5 minutos de infusão. Deixa tudo limpo e arejado, fresco e neutralizado. Diria mais... Purificado.

Devia-se beber baga 100% pelo menos uma vez por semana. Eu tento.

Agora é esperar que venha a fruta. Demora, mantém-se a frescura vegetal, os aromas de lenha seca.
Não tem fruta... A não ser castanha, no máximo. 1 hora depois de aberto e no copo é impressionante a acidez do vinho. 
Sensação de pedra molhada, limpo e crescente. Aromas muito carnudos agora. Gordura. Uau! Que transformação. Mas sempre impecável na estrutura, tenacidade e "goma". Sim, "goma". Vincado, erguido.

É comprar, ter paciência para ajustar a temperatura ao tempo que se deve decantar para que quando se serve esteja no máximo no início a 16º (não esquecer que numa sala em casa, normalmente a temperatura social é de cerca de 22º-24º... dificilmente menos de 20º) pois no copo, em alguns minutos sobe para 18º-20º. Aqui convém bebe-lo e pedir mais do "fresco"!

É de "levar à igreja" este vinho!

Mais uma vez... Luis Pato não falha. Magnífico.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 13 de outubro de 2013

Mouchão 2000


Característica diferenciadora: Mouchão... com mais de uma dúzia de Primaveras em garrafa.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas... ou por sorte em restaurantes!

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Mouchão... é Mouchão. Ponto final, parágrafo.

Pode-se discutir o perfil, o preço, a elegância, o que se quiser... mas a verdade é que quanto mais estas garrafas (e eu...) envelhecemos, mais prazer retiro ao apreciá-las. À expectativa de prazer que normalmente acompanha o momento de abrir uma garrafa de Mouchão, juntou-se o efeito surpresa! É verdade... numa noite em casa a provar uns vinhos adquiridos nas Feiras de Vinhos, eis que salta para a mesa esta preciosidade, partilhada por bom amigo. Obrigado!

Cuidadosamente retirada a rolha, impecável a olho nú, cuidadosamente enchemos os copos com o precioso néctar.
Literalmente opaco. Rubi alcatrão... não existe? Existe, existe... É produzido com Alicante Bouschet... Impressiona a cor.

Nariz apontado ao copo e a frescura dos aromas é impressionante.
Alguns aromas de cereais, pó... aromas mais terrosos. Ouviu-se um "Cheira a milho!"... não sei bem a que cheira o milho, mas percebo. Mas num registo muito fresco e nada "asfixiante" como alguns terrosos podem parecer. Bom, há que deixá-lo respirar.
Prova-se.
Boca possante, volumoso, muito volumoso revestindo o palato com o doce do Alicante tão especial nesta casa.
Extremamente complexo e muito fresco, deixa um final quase cítrico a fazer lembrar casca de laranja. É impressionante a juventude e ao mesmo tempo maturidade deste vinho. Está muito bom para prova já e não vira a cara a mais uns anos de cave seguramente.

Nariz outra vez no copo e a brisa de aromas continua a impressionar. Alguma fruta vermelha discreta com notas vegetais e terrosas sempre presentes. Especiado mas sempre muito elegante, e na boca, ao longo da prova surpreende sempre pela frescura que tem e pelo final muito longo e fresco. 
Acidez perfeitamente integrada, que dá para para vender, sem evidências de barrica e muita harmonia e suculência. Esta garrafa, apesar dos seguramente 12 anos em garrafa que já conta, ou perto disso, continua numa forma exemplar a mostrar que um grande vinho, necessita naturalmente de cave para se mostrar a sério.

Exelente! 



Provador: Mr. Wolf


domingo, 1 de setembro de 2013

Quinta dos Carvalhais Bical/Loureiro 2000

Característica diferenciadora: Carvalhais... branco com Loureiro e Bical de 2000

Preço: 5-10€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Quinta dos Carvalhais normalmente é sinal de qualidade. Produtos de discreção quanto baste, berço do sucesso do histórico Duque de Viseu.
Este Loureiro/Bical de 2000 é bastante desconhecido.
Cor mel muito limpo de lágrima bastante expressiva.
Aromas de alperce e abacaxi com alguma calda de maça reineta. Interessante... ligeiras notas de massa de bolo também. Sim, tarte de maça morna.
Prova de boca muito boa.
A untuosidade que se vê na lágrima do copo e poderia antecipar algum peso na prova de boca é surpreendentemente inexistente.
É  fresco e leve o que até faz confusão aos sentidos que naturalmente não se dissociam da imagem "untuosa" e esperavam maior espessura e peso no palato. Tem 13 anos... não esquecer.
Acidez vincada sempre em disputa com a ligeira densidade doce da fruta em calda.
Muito equilibrio, muito bem balanceado, com (suponho) alguma tosta de barrica, eventualmente estagiado com borras, mas muito bem.
Final não muito longo, mas bom e fresco. Perfeito para uma boa caldeirada ou um peixe assado no forno.
Este acompanhou e bem bacalhau com batatas assadas e beringela grelhada.

Um ensaio como o contra rótulo informa, que na minha opinião dá origem a um vinho muito bom e que poderia dar origem a mais um rótulo histórico da casa. Parece-me uma fórmula boa.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 24 de março de 2013

Casa Ferreirinha Quinta da Leda 2000



Característica diferenciadora: Fruta e elegância com meia dúzia de Primaveras

Preço: 25€-30€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17,5

Comentário: A seguir a um Pé Franco 2001 do Luis Pato, "às claras", preparava-se uma prova cega cabendo a esta garrafa a desafiante tarefa de ser o vinho provado imediatamente a seguir...
Cor limpa e translúcida, de opacidade reduzida, com reflexos encarnado vivo.
Nariz com fruta silvestre em evidência, sem se manifestar de forma abrupta. Notas de framboesas, amoras e aroma ligeiro de caixa de tabaco. Muito ligeiro. É a fruta delicada que domina.
Na prova de boca impressiona pela tenacidade que ainda tem. Parece essência de fruta, limpíssima e sustentada por excelentes taninos e acidez.
Na prova cega, apontou-se sem unanimidade para o ano de colheita do vinho, mas sempre com a sensação de parecer mais recente.
Extraordinária elegância, parecendo-me estar no ponto para quem ainda lhe quer apreciar as notas mais frutadas... dá-me ideia que mais 2 ou 3 anos e deverá evoluir para a sua maturidade onde seguramente dará também excelente prova. 

Vinho provado em Prova Cega com Casa Ferreirinha Reserva Especial 2003 e Quinta do Vallado Adelaide 2005.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Quinta de Nápoles 2000


Característica diferenciadora: Longevidade

Preço: 20€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: 2000... ano de expectativas. Volver do século. Crescimento exponencial do número de rótulos no mercado, com particular incidência no Douro. 
Início de década muito promissora e alavancadora do que é a realidade de sucesso de muitos dos nossos vinhos no mundo. E a Niepoort foi sempre um dos principais motores e orientadores desta acção. 
Sou um confesso apreciador destes vinhos, com especial destaque para o Redoma que normalmente é um excelente vinho, cromossomaticamente registado com o que de melhor existe no Douro.

Bom, mas foquemos-nos neste. Quinta de Nápoles... sim, essa Quinta mesmo que conhecem agora. Vinho de ano único - segundo sei - lançado no mercado e pouco comum de encontrar hoje em dia.
Cor ainda escura e nariz com ligeiro lácteo... doce. Rústico nos aromas e muito unidireccional. Pouca variedade aromática. 
Rubi escuro..Bonito com laivos rosados.
Boca mais elegante que os aromas poderiam anunciar... muito polida, com muito volume um ligeiro chocolate que lhe dá muita piada. Acidez qb, mas a fugir.
Em prova cega, ninguém antecipou a idade do vinho... indo os mais arrojados a 2001-2003... mas não, era de 2000.
Respira Douro, com uma falta de contemporaneadade que sabe muito bem! Não tem notas de madeira evidente, sabe e cheira a adega... muito bom! Pena ser muito raro encontrar este perfil de vinho na actualidade.

Provador: Mr. Wolf 

Marquês de Marialva Reserva Seleccionada Baga 2010


Característica diferenciadora: Baga!

Preço: ?


Onde: Adega Cooperativa de Cantanhede e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: sem nota

Comentário: Como apreciador da fantastica casta Baga, é sempre um prazer conhecer um rótulo diferente de uma casa tão conhecida como a Adega Cooperativa de Cantanhede. E de facto não conhecia este Reserva Seleccionada de 2000... Obrigado caro João pela garrafa! 
Tivémos um percalço... nariz com muita rolha...
No entanto, no dia seguinte, como bom Baga que é, mantinha os aromas de TCA (tricloroanisol... responsável pelo vulgo sabor "a rolha") mas sobrepunham-se frutos vermelhos muito bons, bastante equilibrado. Seco qb, mas muito guloso. Excelente acidez.
Obrigatório voltar a provar sem rolha!

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 27 de outubro de 2012

Sidónio de Sousa Garrafeira 2000


Característica diferenciadora: Baga clássico
 
Preço: ?

Onde: Talvez no produtor

Comentário: Na última incursão por terras da Bairrada consegui comprar umas garrafas deste hino à casta Baga. A garrafa é bastante pesada (parecida, senão igual, à 1ª edição do SS Garrafeira 2005) e o rótulo é muito bonito. Gosto do classicismo! O vinho foi duplamente decantado por volta das 19h e servido pelas 22h. Quando o servi detectei-lhe algum gás (para o qual já estava devidamente avisado) e agitei-o vigorosamente no decanter e … voilá apareceu o vinho! O vinho apresenta-se com uma cor ainda bastante carregada (parece que os 12 anos de vida que leva não lhe fizeram mossa) e com um nariz muito austero, com muito vegetal e mato seco. Na boca revela-se um vinho robusto, comedido na fruta, com bons taninos (que fazem com que a prova seja já muito boa, mas tendo todas as condições para continuar a ser guardado) e com uma capacidade notável para se ligar a pratos com peso. É um vinho muito fino (parece contraditório depois de tudo o que disse … e se calhar é mesmo) e com uma frescura que o mantém sempre no registo da excelência. 

Provador: Bruno Miguel Jorge

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2000

Característica diferenciadora: Casa Ferreirinha

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: A última de muitas que viveram felizes na Garrafeira, e tanto se divertiram conosco à mesa...agora, só eventualmente 1 ou 2 magnums...
Provada a última vez em 2010 ( http://winepenacovameeting.blogspot.pt/2010/01/vinha-grande-2000.html ), pelo sim, pelo não, decantou-se. Abrir uma garrafa com a história que estas antigas Vinha Grande têem, não é todos os dias...rolha impecável!

Limpíssima a cor. Grenat vivo. Muito, mas muito ligeiros laivos "atijolados"... mas é preciso procura-los bem.
Nariz Ferreirinha evidente. Logo. Muito ao longe, Barca Velha, sim. Reza a lenda que os Vinha Grande produzidos na Quinta do Seixo estagiavam em barricas usadas de Barca Velha. Não faço ideia. Mas que tem semelhanças no aroma, tem.
Aromas de fruta pisada, escura, ameixas em passa seca. Evolui para aromas mentolados. Erva doce, sim, bolos de erva doce. Mas o característico "Ferreirinha" está lá... não sei é descrevê-lo.
Boca muito clean. Impressionante o discrenimento que este vinho tem após 12 anos. Ligeiras notas de lagar de azeite, mas nada cansado, pelo contrário, este é daqueles vinhos que cresce muito quando é decantado. Especiarias, pimenta preta. Obviamente não tem a concentração de cor e acidez dum vinho novo (3-5 anos), mas discute estrutura e persistência com muitos que se encontram hoje a preços bem mais caros. Curiosa a semelhança de notas aromáticas com alguns Redomas... pelo menos a mim fez-me essa associação. Redoma, é só um dos vinhos mais característicos da personalidade que eu reconheço como Douro. Puro e duro. E encontra-se neste Vinha Grande também isso. Rijos como o aço e com acidez qb. Não têem a longevidade dos típicos Baga, mas possuem uma largura de banda de consumo bem mais rápida a ser atingida e que também dura, e dura, e dura...

Está excelente. Quem as tenha, se estiverem bem guardadas, aguentam-se bem uns bons anos ainda. Para já, está excelente dentro do perfil. Muito bom.













Provador: Mr. Wolf



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sidónio de Sousa Reserva 2000

Característica diferenciadora: Bairrada Clássico

Preço:10€

Onde: Garrafeiras particulares... duvido que ainda se encontre à venda.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Pronto! Depois há coisas destas ainda.

Um Bairrada como deve de ser.
Uma dúzia de Primaveras e Invernos e aí está ele para a prova...12 anos.
O vinho parece que tem 4.
Negro ainda e nariz típico Bairradino. Precisa de ar... com fartura.
Decantar e temperatura adequada é obrigatório... e depois de decantado, sai-se dos aromas "fechados", madeira seca, sala onde se comeram castanhas assadas, para fruta silvestre e ainda algum vegetal, tudo acompanhado duma almofada de concentração.
É uma bomba!
Parabéns à Casa que produz este vinho e cultiva o seu adequado consumo e distribuição. Vinho fora de modas. Nem o procurem. Caso tenham a felicidade de o encontrar, e quiserem prová-lo, sentem-se e calem-se antes de o provar. Depois falem à vontade.
Este vinho se não for servido em copos adequados, não se deve tirar a rolha de onde ela está.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 16 de janeiro de 2010

Vinha Grande 2000


Região: Douro

Castas: Tinta Roria, Touriga Franca e Tinta Barroca

Produtor: Sogrape

Álcool: 13,5%

Enólogo: ?

Notas de Prova: Ainda efectuado na Quinta do Seixo, este Vinha Grande de 2000 está em grande forma. Nariz “Ferreirinha”... não sei bem explicar o que e mas é muito característico. Tem aromas de Barca Velha já idoso... fruta ainda presente, cor escura e rubi, limpo. Boca com algum sabor vegetal, e muita elegância. Muito bom. Acredito que envelheça bem ainda por mais uma década, mas deve estar perto do seu melhor agora.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 16,5

Valor: 10€

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Barca Velha 2000


Região: Douro

Castas:
Cerca de 50% de Tinta Roriz, cerca de 40% de Touriga Nacional e Touriga Francesa e 10% são Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Amarela (in Barca Velha, Histórias de um Vinho, Fonseca, Ana Sofia, Dom Quixote, 2004)

Produtor: Sogrape

Álcool: 13,0%

Enólogo: José Maria Soares Franco

Notas de Prova: Na linha do de 1999 mas mais rubi escuro e mais concentrado. Eu pessoalmente gostei mais deste do que do de 1999. Ligeira madeira, muita fruta, muito denso e concentrado. Excelente Barca Velha

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 19,5

Valor: 150€

domingo, 22 de novembro de 2009

Granja Amareleja Garrafeira 2000


Região: Alentejo

Castas: Moreto, Alfrocheiro e Aragonês

Produtor: Cooperativa Agrícola de Granja

Álcool: 14%

Enólogo: ?

Notas de Prova: Bom... querem saber o que é um vinho clássico Alentejano, arredado de modas, orgulhoso de si mesmo? Bebam isto... Garrafeira, o normal era bom, mas o de 2001 que já provei não tem nada a ver. Cor envelhecida, mas muito translúcido. Boca fina, fruta ligeria e a puxar para frutos secos. Ligeiro chocolate e tudo muito harmonioso... é tão bom que quase podia ser de sobremesa apesar de não ser doce. E na minha opinião, ainda está para durar

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 17

Valor: 10€

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sidónio de Sousa Garrafeira 2000


Região: Bairrada

Castas: Baga.

Produtor: Dulcineia dos Santos Ferreira

Álcool: 13%

Enólogo: nd

Notas de Prova: Em 2004 abri a 2ª das garrafas destas que tinha, e houve quem dissesse que o vinho estava estragado, tal era o cheiro a borracha queimada que emanava... de forma que desta vez abri em prova cega. Rolha rosa, carmim, violeta claro. Cor do vinho escuríssima... tomara muitos de 2007 e 2008 terem a cor que este vinho tem. Chega a parecer azul escuro... tinta da china. Nariz muito fechado, ligeiramente vegetal, mas muito discreto, até que começa a abrir e cheira a fruta pisada. Na boca está um colosso. Intenso, tem um ligeiro “gás” que lhe dá muita piada e acaba por desaparecer depois do vinho arejar. Muitas frutas silvestres, uma profundidade de prova exemplar. Este vinho dura facilmente mais 10 anos sem denunciar a idade. É impressionante.
Das 4 pessoas da mesa, 1 acertou em cheio na região e pasme-se, no ano! Tem nariz e sensibilidade para a coisa... as restantes 2 (eu sabia o que era, logo não conta) andaram perdidos entre 2004 e 2005, e entre Douro e Alentejo... mas é que o vinho é de facto único.
Pena é que todos os vinhos da Bairrada já não sejam como este e sejam arrastados para o “mainstream” de sabores, narizes e afins que hoje em dia ditam a saúde das empresas / produtores. Eu pessoalmente, adquiri estas garrafas no El Corte Inglés, mas vou investigar para adquirir mais.
Excelente vinho. À semelhança do que já aqui escrevi sobre o Quinta das Bageiras Garrafeira, estes vinhos ou se gostam, ou não se entendem... porque de facto são diferentes. Eu gosto muito.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 18

Valor: 27€

sábado, 14 de novembro de 2009

Quinta da Alorna Trincadeira 2000


Região: Tejo

Castas: Trincadeira

Produtor: Quinta da Alorna

Álcool: 13%

Enólogo: Cancela de Abreu

Notas de Prova: 9 anos... lembro-me perfeitamente das primeiras garrafas que bebi disto. Actualemente é só mesmo isso... uma lembrança. O vinho cheira a passado... cheiro animal, com cabedal e pouca fruta. Corpo mediano e cor sem parecer antigo, mas não é novo... na boca ainda é vinho, elegante, mas curto. Algum cacau. Vinho simples, mas bem feito. Vale pela curiosidade de ter 9 anos e ainda ser bebível.


Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 15

Valor: 5€

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Valle Pradinhos 2000


Região: Douro (Trás os Montes…)

Castas: Tinta Amarela, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional

Produtor: Casal Valle Pradinhos.

Álcool: 13,5%

Enólogo: ?

Notas de Prova: Bem, a cor é fantástica. Escura, limpa. Não diria nunca que o vinho tem 9 anos. Nariz muito bom, elegante mas presente. Na boca é que o vinho se evidencia a sério. Potente, mas com uma sensação de veludo muito boa. Nota-se algum pimento, ligeiro e fruta muito delicada. É um vinho muito bom. Foi a última duma caixa que comprei há uns anos... infelizmente já não se deve encontrar no mercado. Confesso que ainda não provei outros anos, mas este de 2000 é muito bom.


Provador: Mr. Wolf

Classificação Pessoal: 17

Valor: 10€

sábado, 24 de outubro de 2009

PORTALEGRE 2000


Região: Alentejo

Castas: Aragonês, Grand Noir, Periquita e Trincadeira

Produtor: Adega Cooperativa Portalegre

Álcool: 14 %

Enólogo: nd

Notas de Prova: Cor um pouco turva. Escuro ainda com nariz de fruta pisada. Algum couro muito ligeiro. Boca ainda com acidez e mais uma vez fruta pisada. Diria ameixas. Bom vinho.

Provador: Mr Wolf

Classificação Pessoal: 17

Valor: 12€