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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Domaine Guigal Côte-Rôtie Brune et Blonde 2001


Característica diferenciadora: Elegância e mineralidade.

Preço: 45€

Onde: On-line- Experimentar procurar no wine searcher

Nota pessoal: 18


Comentário:  Gosto dos vinhos do Rhône. É verdade. Constato isso pois sempre que bebo, apesar de não serem estonteantes para os sentidos no primeiro impacto, sabem sempre de forma estonteantemente bem... Este é um achado de E.Guigal.
96% de Syrah e 4% de Voignier. Dois solos diferentes... Brune, com solo rico em óxidos de ferro e Blonde... silico-calcário... e depois o mais curioso... produções normalmente superiores a 200.000 garrafas... enfim.
Esta de 2001 foi adquirida em leilão... pelo que desconheço a proveniência apesar da garrafa parecer impecável.
E o vinho? Cor rosada, translúcida com laivos rubi.
Aromas muito frutados,onde o que impressiona é a clarividência com que identificamos morango, ao mesmo tempo que apresenta também notas muito terrosas.
Boca perfeita, iluminada por equilibrio, fruta, e muita mineralidade. Enche sem pesar absolutamente nada. Parece sumo... no melhor dos sentidos.
Ao longo da prova apresenta casca de laranja, muito carácter mineral, sabe mesmo a "pedra"... isto para quem, como eu, quando era puto e andava à pedrada com os outros miúdos, havia sempre um ritual, não sei se por superstição ou não, tocavamos com a ponta da língua nos projécteis para calibrar a pontaria... mas o certo é que ainda sei que um resto de tijolo, sabe completamente diferente dum calhau da calçada... felizmente, em adulto, o que mais se aproxima são de facto algumas sensações em vinho como esta. Bom, pedradas à parte, o vinho é muito, muito bom. Prima pela intensidade de fruta e pela elegância.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 25 de agosto de 2013

Poeira 2001

Característica diferenciadora: Persistência e complexidade.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário:  Ora bem... por onde começar? Talvez por explicar que em Junho desafiámos o restaurante ".come" em Alcabideche para ser o anfitrião duma "mini prova vertical" de Poeira... 2001 a 2005.
A prova foi "cega", naturalmente, no que diz respeito aos anos de colheita.

Sou um adepto confesso de Poeira. É de longe o vinho que ao longo dos anos mais me fidelizou no Douro. É coerente na qualidade sempre de excepção e no carácter fiel aos anos em que se produz, reflectindo na garrafa muitas das características climatéricas dos anos em questão. O resto, o terroir, está sempre lá. É sempre excelente e apresenta-se desde 2001 com uma estabilidade de preço de mercado de louvar. E os cerca de 30€ a que normalmente o podemos encontrar (podem-se encontrar variações para cima ou para baixo não superiores a 10%) são muito bem empregues.
Para resumir o meu apreço e admiração por este vinho, e por quem o produz, obviamente, se tivesse de levar 2 ou 3 vinhos para uma prova com enófilos de "mundos diferentes", que representassem o que é um vinho de topo Português, provavelmente este seria um dos dois ou três que não seriam Bairrada...

Voltando à prova... deitado no copo com preceito, imediatos aromas evidentes de azeitona, lagar... Cor a demonstrar evolução, com o rubi a esbater-se em laivos mais castanhos. Adequado no entanto para os 12 anos que já conta. Opacidade média e bastante limpo e cristalino.
Algum vegetal, muito tímido, a fazer lembrar cascas de pinheiro seco. Mas muito ligeiro.
Na prova de boca, impressiona o extremo equilíbrio que ainda mantém. Elegância e equilibrio entre acidez e fruta sempre foram imagem de marca do Poeira e mantém-se 12 anos depois.
Acidez ainda presente, notas de fruta secundária, estilo ginja, mas muito ténue.
Vivo ainda na sua persistência, mantendo muita frescura no final e deixando o palato limpo e aromático. O sprint final deste vinho é impressionante, pois ele cresce bastante e "aperfeiçoa-se" à medida que respira.
Prova de boca melhor que a análise aos aromas, que são discretos e conduzidos essencialmente em aromas de azeitona madura, cuja continuidade na prova de boca, manifestam-se, mas aqui muito secundários.
Frescura. Muita frescura.
Acredito que continuará a evoluir bem, mas recomenda-se ir bebendo as de 2001 pois estão perfeitas para consumo imediato.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 24 de março de 2013

Luis Pato Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2001



Característica diferenciadora: É Pé Franco do Luis Pato... isso diz tudo.

Preço: 125€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Há semanas assim... por pura coincidência, na semana seguinte a provar o Pé Franco 2003 e 2005... provei também uma de 2001. Aberta no dia anterior... mas ainda assim... o meu agradecimento ao caro amigo João Chambel. Estes vinhos são dos que provocam um experiência que se retém na memória.

E como estava esta garrafa de 2001 aberta no dia anterior? Estava impecável! Com o mesmo perfil do de 2003 e 2005, sendo mais semelhante ao de 2005... cor ainda rubi, bastante limpa e viva. Aromas de Bairrada... vegetal e bastante balsâmico. Pinheiro e eucalipto. Mas com um perfil aromático de perfume, muito sedutor e que dá muito gozo apreciar os aromas.
Na prova de boca é impressionante a finesse que estes vinhos têem... não é coincidência. É daqueles vinhos que constato que quem os prove com regularidade, com alguma facilidade os identifica em prova cega. Delicadeza extraordinária ao mesmo tempo que tem muita, muita persistência.
Seco ainda quanto baste, com ligeiro licoroso, muito ligeiro, mas acima de tudo, acidez perfeitamente integrada que lhe garante ainda muitos e bons anos para quem as tiver por abrir.

Um luxo...

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 10 de março de 2013

Quinta do Carmo Reserva 2001



Característica diferenciadora: Alentejo "Vintage"...

Preço: 40€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18


Comentário: Quem se lembra do que era um Quinta do Carmos Reserva no início do século? Era um dos mais glamourosos vinhos alentejanos, a par com o T de Terrugem... lembram-se? Pois é... encontrado num restaurante cujo armazenamento dá garantias de bom envelhecimento... há que prová-lo.
Cor impecável... limpíssima, rubi viva ainda, sem cansaços nem timidez.
Notas iniciais de estrebaria... há que arejá-lo. Azeitona, aromas de lagar, finos e muito esclarecidos.
Há que prová-lo, e é aqui que se percebem os disparates que fazemos hoje na forma como consumimos os vinhos. Há que saber aguardar... simplesmente delicioso. Muito fino, ligeiramente adocicado e muito, muito elegante. Taninos muito discretos já, acidez muita ténue, mas muito, muito equilibrado e harmonioso. Bebe-se, bebe-se e bebe-se e nunca cansa.
Experiência fantástica...e podem não acreditar, mas harmonizou e cumpriu com um fantástico Arroz de Lampreia. E cmpriu... muito, muito bom.

Provador: Mr. Wolf 



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Reserva Especial Ferreirinha 2001


Característica diferenciadora: Casa Ferreirinha... e a sombra do "Barca Velha", para o melhor e para o pior.

Preço: 50€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16,5.


Comentário: Bom...dado o mote com um grupo de amigos para uma Prova Cega subordinada a temas escolhidos caso a caso, esta Reserva Especial Ferreirinha 2001 foi levada para uma retrospectiva ao que foi 2001. Era o tema.

Excelente mesa para acompanhar os 3 vinhos... aguardava um lombo de porco preto assado no forno, minunciosamente confeccionado pelo caríssimo Bruno...3 decanter... minúncia na abertura sigilosa das garrafas, peculiaridades com a temperatura e, enfim, os 3 para a mesa (provado em conjunto com Quinta da Dôna 2001 e Luis Pato Vinha Pan 2001).

Ora bem... prova fantástica com 2 Bairradas (às cegas naquele momento) anteriores, e cai no copo (às cegas, obviamente) este Reserva Especial... castanho! Percebe-se que a comparação com os outros vinhos é sempre "complexa", mas é o que é.

Àlcool presente e ligeiro amargo na boca... desagradável, precisa respirar no copo.
Arejado e todos de "faro" apurado qual perdigueiro a descortinar se gostavamos ou não dos aromas, quando me chegou ao nariz carne (para mim é pior que chegar-me a mostarda ao nariz...), suspirei e calei-me para voltar ao vinho numa 2ª volta.

20 minutos depois, lá voltei. Melhor.
Mais verde, mais fresco e vegetal... com ligeiro cabedal. Mas as notas de "carne crua" tinham desaparecido.
Ganhou frescura, mas nunca se manifestou equilibrado. Com o tempo ganhou mais acidez. Mas o vinho oscila muito na prova, ora manifestando algum equilíbrio e acidez, ora caindo em aromas e palato manifestamente desagradáveis, amargos em demasia e àcidos.

Muitas "apostas" que seria um Douro. Mas não unânime.

Descortinado os vinhos em prova, foi uma desilusão para mim... sim, porque sou um adepto confesso da Casa Ferreirinha.
Porque o provei em Junho de 2012 e achei que a sombra do Barca Velha prejudica muito este vinho... sim, porque se em relação ao de 1997 consigo alimentar uma discussão sobre as hipotéticas possibilidades de ter sido declarado Barca Velha ou não, neste ano de 2001 não há margem absolutamente nenhuma para essa conversa. Não é de todo.
Desiludi-me porque bebi várias garrafas (felizmente) de 1992 e cheira a Ferreirinha e tem uma finesse  que este nunca terá.
Desiludi-me porque achei que talvez a garrafa que bebi em Junho (post aqui no blog), ou não teria sido feliz na abertura nesse dia ou na conjugação com a comida, ou estivesse "fora de forma". Não. Há que aceitar a evidência... se eu fosse um "rapaz" de confrontações, adorava prová-lo às cegas com o Colheita de 98 Ferreirinha, ou mesmo com um Quinta da Leda de 2000 para não ir mais longe. Mas com custos sem serem suportados pela minha carteira. É que só pelo nariz o vinho destoa. Não cheira a Ferreirinha.

Bom, por morrer uma andorinha, não acaba a Primavera... não é assim? Não é por uma má experiência com as garrafas já bebidas de RE Ferreirinha de 2001 que as dezenas ou centenas de boas experiências que já tive desta casa se fragilizam. Mas que chateia, chateia.

Provador: Mr. Wolf 


Luis Pato Vinha Pan 2001

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 25-30€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Bom...dado o mote com um grupo de amigos para uma Prova Cega subordinada a temas escolhidos caso a caso, esta Vinha Pan 2001 foi levada para uma retrospectiva ao que foi 2001. Era o tema.

Excelente mesa para acompanhar os 3 vinhos... aguardava um lombo de porco preto assado no forno, minunciosamente confeccionado pelo caríssimo Bruno...3 decanter... minúncia na abertura sigilosa das garrafas, peculiaridades com a temperatura e, enfim, os 3 para a mesa (provado em conjunto com Quinta da Dôna 2001 e Reserva Especial Ferreirinha 2001).


Rubi escuro no copo. Elegantíssimo. Fino. Aromas comedidos inicias, num registo mais vegetal que frutado.
Principesco na boca, cheio de secura e elegância.
Algumas notas "quase picantes", com notas de pimenta.
Muito polido e sedoso na boca, apresenta-se com 12 anos em excelente forma. Redondo, mas com taninos e acidez para dar e vender... curiosamente, também se atirou de forma unânime "outro Bairrada"... tal era a carga genética deste vinho (bem como o Quinta da Dôna)... o que é estranho, pois na Prova Cega, seguir os instintos é o melhor, e se achamos que estão 2 Bairradas, devemos assumir mesmo que depois seja algo estranhamente (para nós) diferente. Mas era. E que Bairrada.

O vinho termina sempre com muita elegância, suportada mais em acidez que fruta, mas muito, muito bem.


Provador: Mr. Wolf 

Quinta da Dôna 2001

Característica diferenciadora: Frescura e longevidade

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Bom...dado o mote com um grupo de amigos para uma Prova Cega subordinada a temas escolhidos caso a caso, esta Quinta da Dôna 2001 foi levada para uma retrospectiva ao que foi 2001. Era o tema.

Excelente mesa para acompanhar os 3 vinhos... aguardava um lombo de porco preto assado no forno, minunciosamente confeccionado pelo caríssimo Bruno...3 decanter... minúncia na abertura sigilosa das garrafas, peculiaridades com a temperatura e, enfim, os 3 para a mesa (provado em conjunto com Luis Pato Vinha Pan 2001 e Reserva Especial Ferreirinha 2001).

Ataque ao copo com a idade a evidenciar-se pela cor já ligeiramnete acastanhada. Natural... uma dúzia de Primaveras pesa a todos...
Frescura na boca. Notas de café e algum (muito ligeiro) cabedal.
Compota doce de frutos encarnados no palato, sempre acompanhado de excelente frescura e acidez.
Nuances químicas, com notas de farmácia ligeira a dar um pouco mais de profundidade à prova.
Muito giro e muito bom.
Sempre muito fresco e vivo. Especiado.
Os 4 provadores de "serviço" foram unânimes, às cegas, a atirar "Bairrada" para a região provável, o que atesta a personalidade e genuinidade deste vinho.

Um grande vinho num bom ano!

Provador: Mr. Wolf 



domingo, 16 de dezembro de 2012

Duque de Viseu 2001

Característica diferenciadora: Crescimento em cave

Preço: 5€

Onde: Distribuição
Nota pessoal: 16  (conservadora a nota em virtude da década que já leva de cave...)

Comentário: Foi com bastante resistência que abri a última da caixa de 6 que adquiri há muitos anos... ainda a tentar recriar o mito da garrafa de Duque de Viseu de 1996 que uma vez provei em casa de amigos e que surpreendeu todos os convivas face à qualidade e frescura apresentada... devo dizer que deve ter sido desse ano... no entanto, esta garrafa vincou o carácter de crescimento em cave que o terroir do Dão confere aos vinhos.

Cor adequada. Rubi, com ligeiros laivos castanhos. Aromas de caruma de pinheiro.Muita elegância. Fumo ligeiro. Fruta muito, muito, escondida. Na prova de boca constata-se que os taninos estão perfeitos com acidez no ponto. Bolo inglês. Há medida que respira no copo, manifesta-se untuoso e mantém  muita, muita frescura, nada chateia.
Quando se renova o copo, as nota de eucalipto surgem outra vez em primeiro plano. De renovação em renovação, este é daqueles vinhos cujas garrafas parecem mais pequenas.
Tinto clássico português, sem medo nenhum de cave. Delicioso. Vinho à Francesa, fora de modas e com personalidade bem vincada. Não faz favores a ninguém e não se veste nem de madeira, nem de excessos de fruta doce e madura. E ainda bem.
Pela prova que este deu, 11 anos após a safra, vou comprar mais 2 ou 3 caixas do actual, e feliz aguardar mais uma década para as provar.


Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quinta da Manuela 2001

Característica diferenciadora: Elegância

Preço:30€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: 10 anos...curiosidade. Vinho provado a um excelente preço no restaurante A Tasca do Joel.
Cor adequada à idade. Sem traços evidentes de envelhecimento, no entanto sem a vivacidade dos vinhos contemporâneos.
Aromas estranhos quando decantado... e ligeiro "picar"... decidiu-se deixá-lo respirar.
O vinho estava ligeiramente alterado, mas recompos-se e é um luxo ainda na prova de boca. Cetim puro. Delicadíssimo ainda com acidez para mais 4 ou 5 anos no mínimo. Os aromas mais "chatos" iniciais alteraram-se para aromas de bosque húmido, chuva e terra. Fruta escura também, fina. Na boca, que é o seu melhor palco, torna-se incrivelmente jovem e fresco, sempre com muita, muita elegância. Bom vinho, a preço de saldos (o de 2001... entenda-se. Cerca de 21€ à mesa) e que é uma prova muito interessante para quem sabe o que é o Quinta da Manuela.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 24 de junho de 2012

Casa Ferreirinha Reserva Especial 2001

Característica diferenciadora: Casa Ferreirinha por si só.
Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Sou um confesso adepto da Casa Ferreirinha... estive na dúvida de colocar este vinho no blog ou não... acredito que o perfil dos Reserva Especial Ferreirinha esteja a mudar... do ano, não é, pois 2001 foi inclusivamente para mim berço de vinhos mais musculados e característicos que 2000, apesar do simbolismo da mudança de século...  enfim, não estava de acordo com a minha expectativa de Reserva Especial. É um bom vinho e reconhece-se a capacidade de envelhecimento, pois foi bebido com 11 anos... mas comparado (é legítimo que se compare, pois é de facto um vinho especial) com o de 97 ou mesmo com o de 92, é estranhíssimo. Uma coisa é verdade, não é de facto Barca Velha.
Enfim, tenho de provar outra vez. Mas, apesar de ser excelente, foi o Reserva Especial, ou Reserva, para não o comparar com o Colheita de 98 que menos me fez recordar o que é um Casa Ferreirinha.Provador: Mr. Wolf



Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2001

Característica diferenciadora: Longevidade e classe

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Bom... por onde começar? Talvez por ter sido dado a provar à cega e ninguém, reforço, ninguém dos que estavam a jantar diria que o vinho era inferior a 2007... apesar da "delicadeza" evidente. Cor escura, com ligeiros laivos tijolo, mas rubi ainda. Nariz misterioso com notas de especiaria e algum adocicado. Fruta muito delicada, parece essência de fruta encarnada, silvestre mas doce. Faz lembrar aqula calda que por vezes fica nos frascos de doces caseiros. Madeira ligeira ainda evidente, mas esssencialmente muita complexidade aromática e uma finesse  na boca... de realçar também que este vinho foi servido em conjunto com outro, que não estava às cegas, de 2009... taninos não são de aço, são de carbono. Presentes e não cedem, mas sem marcar a prova. Quando descoberto foi uma surpresa. Não se bebam estes vinhos novos, por favor... para exuberância, o mercado está inundado de inúmeros rótulos e ainda se poupa dinheiro. Quem não procura exuberância, mas sim intensidade e tenacidade, este é o exemplo do melhor, sem margem de dúvidas, Syrah da Península Ibérica. Excelente.

Provador: Mr. Wolf



domingo, 13 de maio de 2012

Quinta da Dôna 2001

Característica diferenciadora: Longevidade e pujança
Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17

Comentário: Literalmente preto... manifesta ainda ligeira "bolhinha", que devia endereçar os sentidos para Bairrada... mas não. Entusiasmados na prova cega por saber que era de 2001, o que parece fácil à posteriori, na prova, é muito interessante constatar que se alguns apostavam num Douro, outros nem arriscar que fosse de região Portuguesa...
Inicialmente, impressionante pela côr, mas agressivo na boca. Sequíssimo. Vegetal, lenha.
Após respirar (todos os vinhos em prova cega são decantados), apareceu (mas demorou...) cheio de aromas de frutos vermelhos, compota e um nariz "quente". Vinhão, noutro estádio completamente diferente de evolução comparado com os outros 2 em prova. Destacou-se por isso.
Diferente no perfil dos outros Quinta da Dôna de 2001 que já tinha provado, em que a elegância, apesar de alguma rusticidade, o destacavam entre os Bairradinos... afinal, estava era muito jovem... cresce, e muito de corpo em cave.
Vinho provado em prova cega, em conjunto com o Mouchão 2001 e Quinta de Santa Eufémia Garrafeira 2001, onde o tema era "2001".
Provador: Mr. Wolf



Quinta de Santa Eufémia Garrafeira 2001

Característica diferenciadora: Côr
Preço: ?€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 16
Comentário: Escuríssimo.Vinho provado em prova cega, em conjunto com o Quinta da Dôna 2001 e Mouchão 2001, onde o tema era "2001".
Pouco expressívo aromaticamente. Nariz delicado, com notas muito suaves de fruta. Acidez correcta. Confundido com Bairrada... talvez pela secura ainda evidente. Vinho pouco conhecido, dos produtores dos "antigos" Santa Júlia, acho eu. Interessante e bom para os 11 anos.

Provador: Mr. Wolf



Mouchão 2001

Característica diferenciadora: Terroir Alentejano
Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição.

Nota pessoal: 17

Comentário: Limpo de côr. Rosado escuro. Não denunciaria 11 anos...côr impecável. Leve, sem excessos, mas muita fruta vermelha esmagada e doce, madura. Na 2ª volta da prova (vinho em prova cega com mais outros 2), festival de aromas... muito perfumado. Algumas notas a fazerem lembrar leveduras, fruta em passa. Muito, muito bom. Identificável o ano (tema da prova era 2001) e o Alentejo. Adivinhava-se um clássico. Excelente.
Final muito persistente.
Vinho provado em prova cega, em conjunto com o Quinta da Dôna 2001 e Quinta de Santa Eufémia Garrafeira 2001, onde o tema era "2001".

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2001

Característica diferenciadora: Capacidade de envelhecimento

Preço: N.A.

Onde: Garrafeiras Especializadas

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Este vinho continua a surpreender, com grande capacidade de envelhecimento e a recordar os "Velhos Casa Ferreirinha", agora com cheiros láteos e ligeiros toques a fumo vegetal numa dança interminável produzindo uma acidez que nos permite compreender o porquê de um envelhecimento tão nobre. Que maravilha.
Provador: Sir Bakus



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Vinha da Nora Reserva 2001

Característica diferenciadora: Carácter e charme.
Preço: 15€
Onde: garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17

Comentário: Nariz fechado... farmácia ligeira, mas muito ténue. Cor inexpugnável. Nunca, mas nunca a análise da cor permitia dizer que o vinho era anterior a 2007. Impressionante. Não é viva, mas é densa e escura. Nada de castanhos ou oxidações. Nariz outra vez... mais dado a aromas, mas muito fechado. Algum cabedal, pimenta preta quando se acaba de moer. Aromas a que estamos pouco acostumados. Na boca, melhora...ou seja, mais familiar com o que estamos acostumados. Elegante. Equilbrado e muito intenso. Doce, sem ser enjoativo. Taninos, não são de aço... são de carbono, mas na disposição molecular que a transforma em diamante. Fortíssimos, mas nada incomodativos. Com o arejamento, ganha secura, acidez perfeita. O vinho parece que "falta" qualquer coisa, mas não. É mesmo assim. A custo, deixei um pouco no fundo do decanter para provar noutra refeição. Igual, algum tabaco e muito especiado. Taninos ainda firmes. Bom, o vinho impressiona porque ainda está fechado. Quem as tenha, que as beba daqui a uns anos que não se arrepende.

Vinho de boas memórias, das primeiras que bebi. lembro-me da finesse do de 98. Fruta delicada. Médio corpo. Com este vinho aprendi que o vinho não se mede pela impressão aromática, ou pela expressividade da fruta. A qualidade mede-se pela persistência, pelo equilíbrio. Recordo-me em 01, 02 e seguintes, o que era "qualidade" nos vinhos que saiam para o mercado era extracção, concentração, exuberância.
Com este aprendi que a qualidade mede-se pela experiência da prova e pela harmonização com o que se come, ou simplesmente se respira, pois bebe-se muito bem à conversa.
Com este aprendi que aprecio muito mais o perfil do Poeira do que do Vale Meão, sem querer entrar em comparações de qualidade, pois ambos são excelentes.
Com este aprendi que em prova com mais pessoas, é indiferente o que os outros dizem do vinho. Simplemente adorava-o. Saudosismo à parte, vou mas é à procura de garrafas destas perdidas em prateleiras.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quintas de Melgaço Alvarinho 2001




Característica diferenciadora: laranja cristalizada
Preço: 12€
Onde: garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 15,5
Comentário: 10 anos. Corpo ainda com acidez. Nariz de laranja cristalizada, alperce seca. Muito interessante. Na curva descendente, mas uma boa curiosidade. O vinho da casta alvarinho é uma preciosidade em Portugal.


                                           Provador: Mr. Wolf

domingo, 25 de abril de 2010

Quinta de Baixo Garrafeira 2001


Região: Bairrada

Castas:

Produtor: Quinta de Baixo

Álcool: 14%

Enólogo: ?

Notas de Prova: Excelente exemplo do que é um bom Baga. Fino, elegante e à medida que respira ganha fruta silvestre. Pouco – ou mesmo nada, diria – marcado pela madeira, não é um vinho de modas... mas também não é um clássico com a austeridade típica dum vinho “só” com 9 anos.
Vinho só com um lado... é como se prova... é aquilo, logo disponível e com uma persistência muito boa. Eu gosto deste estilo de vinho. Difícil de encontrar, mas quem as tiver guarde-as sem medo para beber daqui a 5 anos.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 17,5

Valor: 20€

domingo, 3 de janeiro de 2010

Grantom Reserva 2001


Região: Douro

Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Touriga Franca

Produtor: Real Companhia Velha

Álcool: 14%

Enólogo: ?

Notas de Prova: Excelente rolha e cor impressionante. Tingida de púrpura escura. Nariz com aromas de fruta madura, licor de cereja e frutos silvestres. Na boca é impressionante a potência e ao mesmo tempo elegância deste vinho. Fruta qb, taninos exemplares, presentes mas discretos, e acidez perfeita. Um dos meus vinhos preferidos Portugueses, que infelizmente não se encontra com facilidade e tenderá a desaparecer...

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 18

Valor: 25€

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quinta da Bacalhôa 2001


Região: Setúbal

Castas: Cabernet Sauvignon (90%) e Merlot (10%)

Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portgal SA

Álcool: 13%

Enólogo: nd

Notas de Prova: Querem beber um exemplar de Cabernet Sauvignon como deve de ser? Querem saber mais ou menos a que sabem, ou pelo menos, que castas produzem vinhos em Bordéus sem ter de pagar uma fortuna? Bebam Quinta da Bacalhôa.
Este é de 2001, mas frequentemente bebo mais recentes e a verdade é que são muito parecidos e bem feitos. Nariz imediato de pimentos, daqueles que são assados para comer com salada e sardinhas, mas crus. Como se os rasgassemos. O cheiro é o do vinho, característico como se sabe do Cabernet Sauvignon. Mas com a crucial diferença da maioria dos Cabernets que por aí anda que não enjoa! O vinho é muito bom. Este, de 2001, tinha uma cor excelente, taninos redondinhos, ligeira acidez, e era ainda muito, muito guloso. Muito bom.


Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 17

Valor: 13€