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domingo, 25 de agosto de 2013

Poeira 2002

Característica diferenciadora: Poeira... de 2002. Chega?

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas... provavelmente particulares.

Nota pessoal: 17.5


Comentário: Seguindo a ordem da prova desta prova vertical de 01-05... este foi o 4º vinho provado...
Distinto dos restantes,,. Bouquet extremamente elegante, com notas aromáticas de couro.
Sabendo (à posteriori) o ano, impressiona a cristalinidade que apresenta e o tom ainda escuro.
Relativamente discreto nos aromas, mesmo após as notas iniciais de couro desaparecerem, é na boca que se manifesta mais vivo.
Acidez ténue, ligeiras notas de rebuçado, mas como é apanágio da casa, extremamente fresco no final de boca. Cresce e muito. Mas ao fim ao cabo, como todos os Poeiras. Não se esperem vaidades de aromas de barrica nos copos, nem festivais de fruta, ou frenesim de tostas e caramelos... não, são vinhos para se apreciarem quando se bebem. Na prova, só os mais treinados.

Eu curiosamente, sempre apreciei muito o Poeira de 2002. Nesta prova, sem saber o ano, associei ao de 02 ou eventualmente 01.
No entanto, admito que relativamente aos outros anos, e apesar de ser o mais elegante deles todos, parece-me que é o que vai viver menos anos de saúde. Mas está impecável.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 13 de maio de 2012

Montes Claros Reserva 2002

Característica diferenciadora: Sumo

Preço: 10€

Onde: Distribuição
Nota pessoal: 16

Comentário: Tijolo limpo. Rosa velho escuro. Translúcido. Cor bonita, embora denuncie a idade. 10 anos... Aromas de mofo, barro, tijoleira quando chove e está calor. Complexo sem exageros. Acidez ainda presente e com o tempo ganha frescura. Nada cansado. Excelente vinho alentejano. Já não tem corpo, nem se espere muita força, mas é excelente do ponto de vista de limpeza de aromas e fruta.
Provador: Mr. Wolf



domingo, 3 de janeiro de 2010

Herdade do Pinheiro Reserva 2002


Região: Alentejo

Castas: Aragonês, Trincadeira e Touriga Nacional

Produtor: Herdade do Pinheiro

Álcool: 12,5%

Enólogo: José António Fonseca e Luis Leão

Notas de Prova: Rolha impecável. Cor escura e limpa... não é encarnada, é mais alcatrão. Nariz muito especiado, com frutos pretos. Boca muito elegante, com acidez ainda e um corpo extraordinário. Está em excelente forma este vinho e é de louvar os 12,5% “apenas.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 17

Valor: 15€

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Casal Figueira Tradition 2002


Região: Estremadura

Castas:

Produtor: António Carvalho

Álcool: 13,5%

Enólogo: António Carvalho

Notas de Prova: Para mim este foi o melhor Branco Tradition desta prova, tem notas a tangerina, é redondo, guloso e tem de se mastigar. Não é um vinho fácil, pois primeiro estranha-se mas depois entranha-se, grande branco.

Provador: Sir.Bakus

Classificação Pessoal: 17

Valor: n.d.

domingo, 22 de novembro de 2009

Pape 2002


Região: Dão

Castas: Touriga Nacional e Tinta Roriz?

Produtor: Álvaro de Castro

Álcool: 13%

Enólogo: Maria de Castro

Notas de Prova: Preto... nariz de madeira e balsamico. Caruma de pinheiro. Fruta. Boca ainda cheia, mas sem o exagero dos típicos vinhos do Dão actuais. Profundo. Menta. Para mim, foi o primeiro e o melhor Pape… curioso de 2002, esse ano tão mal divulgado.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 17,5

Valor: 25€

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Poeira 2002


Região: Douro

Castas: Tenho ideia que tem lotes de castas típicas do Douro, que não só as mais populares.

Produtor: Jorge Moreira

Álcool: 13%

Enólogo: Jorge Moreira

Notas de Prova: Bom... por onde começar?
Pelo ano:
2002, apregoado como um ano mau, felizmente trouxe-me dos melhores vinhos Portugueses que já bebi (recordo-me do Pape e do Vale Meão, por exemplo...). Não me lembro do que fiz em 2002, se o verão foi bom ou mau, choveu muito ou pouco. Não faço ideia. Mas de facto teve alguns dos melhores vinhos que já bebi.
A rolha: em perfeito estado de conservação... tão bem desenhado o fundo púrpura, perfeitamente delineado quase como o baton dos lábios da Marilyn (pelo menos como os vía nos filmes).
A côr: normal para um bom vinho do Douro. Não parece ter 7 anos. Escuro, límpido, o vinho apresenta-se com uma densidade no copo e lágrima muito boa.

O Nariz e a Prova: bem...cheirar Poeira é como cheirar um bom perfume, daqueles que são tão bons, tão bons, que alguns até dizem que “cheira a pai”, porque já no tempo dos pais se usava. Ou seja, é bom e é identificável... o Poeira é assim. Quando lhe pomos o “nariz em cima”, sorrimos e pensamos “... pois é, é isto mesmo... isto cheira muito bem”. Não interessa se é frutos, madeira ou o que seja... cheira bem! O vinho insinua-se, não é óbvio, mas é muito bom.
Na boca, o vinho literalmente agarra-nos os sentidos. Não há papila gostativa desde a epiglote às papilas fungiformes que não se debruce sobre o que está a acontecer naqueles minutos. Tem fruta? Tem. Talvez um bocadinho de groselha… ou framboesa, não sei bem. Tem tanino? Tem, mas está tão bem integrado que não chateia nada. Tem corpo? Tem… e o que é que tem mais? Tem um final tão longo, tão longo, que até chateia ter de lavar os dentes depois porque ficamos sempre com a sensação que vamos ter de nos despedir de algo que gostamos. Só me lembro dum Madeira Boal que bebi que tinha mais final que este Poeira. À medida que o vinho vai respirando (esta garrafa abri e servi decantado no imediato) vai ganhando mais fruta. Mas o que me impressionou mesmo foi o “agarrar”. Literalmente de “garra”. O vinho prende. Não é o Poeira mais “fácil” que já bebi. Este ano bebi um de 03 e outro de 04, e um deles estava absolutamente estupendo. Este no entanto encantou-me de outra forma. É um vinho de muita classe. Se tivesse que levar este vinho para alguma mesa, como por vezes metaforizo, diria que não levava! Isto, se eu pudesse escolher, não é vinho que se leve... é vinho com que eu gostava sempre de andar.


Provador: Mr. Wolf

Classificação Pessoal: 18,5

Valor: 30€

Quinta do Vale Meão 2002 (Magnum)


Região: Douro

Castas: Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (30%), Tinta Roriz (5%) e Tinta Barroca (5%)

Produtor: F.Olazabal&Filhos Lda.

Álcool: 14,5%

Enólogo: Francisco Olazabal y Nicolau de Almeida

Notas de Prova: Isto é uma coisa muito séria... mais um dos vinhos de 2002 que estragam a ideia que 2002 foi mau...
O Vale Meão dispensa apresentações. Indissociável da imagem do Barca Velha, ganhou a partir de 1999 notoriedade imediata e, na minha opinião, inicou em Portugal uma democratização de grandes vinhos. Ajudou a que outros procurassem elevar a qualidade e ao mesmo tempo, era lançado no mercado a um preço adequado. Pelo menos esta é a minha percepção.
99, 00 e 01 seguiram muito bem. Vinhos encantadores com madeira excelente e fruta com fartura. 02, 03 e 04 também fantásticos e por aí fora com todo o reconhecimento internacional e nacional.
Até que, hoje, provamos as primeiras garrafas e eu pelo menos já tive muitas desilusões de 00 e 01. De 1999 então, nem vale a pena comentar.
2002, curiosamente, é para mim e sempre foi o que mais gostei (até aos de 2004 inclusivé) pelo equilíbrio que sempre teve. Se calhar é porque geriu melhor as expectativas. Mas o vinho é e está excelente. Fruta muito abundante e saborosa... quando cheirei o vinho fez-me lembrar quando desembrulhamos aqueles rebuçados de bola de neve. O vinho cheira muito bem e nota-se que é um produto de aprumo. Na boca, ao mesmo tempo que nos deliciamos com a fruta, tem uma capacidade de secar a boca que é apreciável. Tem um pouco de álcool a mais na minha opinião, que não passa despercebido.
É um vinho cheio, de muita classe.
Infelizmente, hoje em dia o Vale Meão está a ser distribuído a um preço nada razoável, olhe-se da perspectiva que se olhar. Porque comparado com o que temos em Portugal existem muitas opções a menos de metade do preço. Porque para o patamar onde se pretende colocar, só há lugar para Barca Velha... E Vale Meão de facto é um vinho excelente que merecia ter uma distribuição muito mais razoável e um preço muito mais sensato. É a minha humilde opinião.

Nota: esta garrafa era Magnum.


Provador: Mr. Wolf

Classificação Pessoal: 18

Valor: ~200€ (garrafa Magnum actual)

domingo, 18 de outubro de 2009

Cortes Cima Syrah 2002


Região: Alentejo

Castas: Syrah

Produtor: Cortes de Cima

Álcool: 14%

Enólogo: ?

Notas de Prova: Muito bom este Syrah de 2002. Cheiro a fruta vermelha...rebuçados de ginja. Ainda com força e boca de muita qualidade. Um excelente Syrah.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 16

Valor: 8€