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domingo, 14 de setembro de 2014

Quinta do Monte D´Oiro Aurius 2003


Característica diferenciadora: Classe


Preço: 25€

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Não é à toa que a maioria dos posts que coloco actualmente é relativa a vinhos com mais de 5 ou 6 anos... especialmente se tivermos em consideração que parece-me de senso comum assumir que a qualidade geral do vinho em Portugal tem crescido muito, diria eu nas últimas duas décadas... mérito superior para os Produtos, sem margem para dúvida, e mérito também para o consumidor, que duma forma geral aumentou a exigência e colabora duma forma mais activa para o gosto pelo vinho. O mercado cresceu em valor no consumo interno, e apresenta fulgor no mercado externo... então porque destaco normalmente vinhos com mais alguns anos de idade? Porque se é verdade que os vinhos melhoraram a qualidade geral, também convergiram para um perfil muito semelhante, homogéneo e "fast drinking"... e na maioria das vezes, apetece-me um (ou mais do que um...) copo de vinho com carácter! E este sem dúvida nenhuma tem!
A cor estremece qualquer mesa... Quais 11 anos?! Será 2003 ou 2013? É 2003.
Limpo, brilhante e cor tendencialmente púrpura escura. Uma enciclopédia vinícola olhar para um copo destes... Panóplia de aromas e densidade cromática fantástica. 
Provar demonstra no copo, aquilo que só realmente o tempo consegue. Impressionante. 
Bom, pelo princípio... Aromas fechados e quentes, com figo a dar o mote. Parece-me também ligeiro cacau, morno - aquele aroma do resto das chávenas de chocolate quente, qaundo era pequeno e ficava aquela "calda" de cacau e o resto do leite... bom, aromas iniciais mornos mas uma bomba de intensidade da prova de boca!
Desafia qualquer conceito dos perfis de vinhos actuais, demonstrando que é o estágio e a correcta maturação que permite colocar em evidência o que é um grande produto, pronto para os palcos globais, e muitas vezes dificil de compreender em circulos mais estritos. 
Infelizmente, Portugal é sem dúvida um mercado pequeno, apesar de proporcionalmente no rácio de consumo per capita, ser um mercado de destaque. Mas conseguir produzir vinhos destes, essencialmente para um mercado como o nosso, a preços acessíveis, é de louvar... e agadecer.
Voltando a esta garrafa... Impossível explicar por palavras o equilíbrio entre a intensidade e a elegância que tem. Impossível.
Notas vegetais e à medida que respira, florais... apimentadas por fruta quente, ligeira e quase confitada. Final estonteante, cheio, redondo, mágico na intensidade, fulgor na persistência... Muito complexo para harmonizar, pois é aquilo que denomino um vinho "muito reagente", ou seja a sua intensidade é tal, que facilmente na harmonização com a comida, provoca diferentes (e evidentes ) sensações... se não houver cuidado, facilmente o vinho cresce muito mais do que a comida...
Touriga Nacional, Syrah, Petit verdot e Touriga franca. 
Penso que o grande destaque deste vinho é a nobre elegância que se sente em cada golada de vinho, como em poucos, polida pelo - inalcançavel por outros meios - efeito dos anos e da muita qualidade empregue desde a vindima à vinificação e estágio. Soberbo. 
Baco seria teu amigo do Facebook pessoal, Quinta do Monte D´Oiro. De certeza... vivesse ele onde vivesse...

Provador: Mr. Wolf


domingo, 19 de janeiro de 2014

Quinta do Monte D'Oiro Reserva 2003


Característica diferenciadora: Elegância e tenacidade.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Escolher os vinhos para a Ceia de Natal não é fácil... escolher um vinho para a Ceia de Natal onde também vamos abrir Barca Velha, obriga a redobrada atenção... mas após alguma reflexão, um Quinta do Monte D´Oiro Reserva não comprometerá seguramente. Arrisca-se mesmo a ser protagonista.
Este de 2003 gosto especialmente. O facto de ser de 2003 induz em erro... pode pensar-se nalgum cansaço e "atenuado" pela idade... mas não!
Aberto com parcimónia e protocolo depois de repousada ao alto por 2 dias. Rolha imaculada, de vitrine!
Cor impenetrável ainda, escura e bastante límpido.
Aromas imediatos a lembrar azeite... profundo no entanto e muito balsâmico. Algum chá e ervas secas e depois de respirar um bom bocado, ligeiro doce. Aromaticamente está muito bem.
Na prova de boca é extraordinário na cremosidade e untuosidade com que se apresenta.
A estrutura que o vinha ainda apresenta é estrondosa. Elegante, mas cheio de tenacidade. Os taninos e a acidez estão tão muito bem, vivos e a fazerem-se a sentir ainda sem nunca chatear.
Fruta ténue, com predominância de especiaria e ligeiros aromas terrosos. Picante no palato e impressiona pela persistência final repleta de intensidade. 
É um excelente vinho em que todas as sensações quando se bebe é de equilíbrio e muita suculência. Nada de exageros, nada de "falta-lhe" o que quer que seja... é muito bom tal qual o vinho está... a questão é que é assim desde que saiu para o mercado, apesar de nos primeiros anos ser ligeiramente mais "vincado" nos taninos e mineral.

Puro prazer e 10 anos são 10 anos. É quando um grande vinho se mostra a sério.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 17 de novembro de 2013

Maréchal-Caillot Savigny-les-Beaune Borgonha 2003


Característica diferenciadora: Borgonha...

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Escuro e limpo. Cor grenada.
Fruta muito delicada, fresca. Notas terrosas iniciais, acompanhadas de fruta estilo ameixa escura, sem estar muito madura.
Prova de boca cheia de acidez e mineralidade apregoando equilibrio.É vinho para provar com atenção, pois não vinca, é discreto mas cheio de personalidade.
Entrada discreta na prova de boca mas persistência muito acentuada. Muito bom. Diferente do que se faz em Portugal, sem dúvida. Especialmente porque associamos o ano de 2003 a vinhos quentes, maduros... este não. Naturalmente que o clima, além do terroir em Portugal e na Borgonha não coincidam em absoluto... mas esta garrafa estava extraordinariamente fresca.
Fantástico o equilíbrio, clarividência de fruta e frescura deste vinho. É muito fácil destrinçar o paladar neste vinho. A fruta está muito "arrumada" e sem ser protagonista, percebe-se muito bem e a mineralidade e os aromas mais "da terra", idem, idem, aspas, aspas...

Com o tempo aberto, a fruta acidifica e parece-se mais com morango, amora. Muito, muito bom.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Taylor´s Vintage 2003



Característica diferenciadora: Pujança dos taninos (assegurando uma longa vida em cave)

Preço: 70€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17 (facilmente esta nota subirá. Daqui a 10 anos, quando este vinho se abrir ao Mundo, a pontuação será bem diferente e bem mais elevada)

Comentário: Esta foi a minha primeira vez com um Vintage clássico da Taylor´s! Expectativa elevada, não estivéssemos a falar de um ano de muito boa memória para o Porto Vintage, como foi o de 2003.

Tendo em conta que, nos Vintage novos, a fase dos 10 anos pode ser um bocadinho ingrata, decidimos que o tínhamos de arejar bastante por forma a contrariar a tendência natural de “fechado para obras”.

Assim, no início do almoço, o vinho foi decantado cuidadosamente, e logo aí deu para ver uma bonita cor escura mas não opaca, com uns tons rubi muito bonitos.

Deixámo-lo a descansar durante cerca de três horas e fomos “atacar” um Bacalhau Espiritual que acompanhou lindamente um Cartuxa branco de 2011 que, diga-se, en passant, está num momento de forma extraordinário! A boa fruta madura, bem como o corpo cheio e cremoso que o vinho apresentava, ligou lindamente com as das natas do Bacalhau Espiritual.

… mas a nossa cabeça continuava no Taylor´s …

Entretanto, começaram a chegar à mesa os queijos e os doces e a inquietação foi crescendo, até que … as primeiras gotas começam a cair nos nossos copos.

Este 2003 apresentou, tal como descrevemos em cima, uma cor escura mas não opaca, que nos fez lembrar “sangue de boi. No nariz, o vinho apresentou-se, tal como esperávamos, fechado, pouco claro, com algum floral, fruta preta fresca em fase de transição e nuances de Bolo Madeira. A boca é cheia e poderosa, sem ser esmagadora, onde se descortina facilmente uma nota vegetal e um conjunto absolutamente monumental de taninos de uma fineza desconcertante. O final é longo mas não é, ainda, extraordinariamente complexo.

Este já foi um grande vinho com toda a certeza, há-de vir a ser um Vintage monumental, mas, neste momento, é apenas um muito bom vinho com um potencial colossal!

Provador: Bruno Miguel Jorge

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Quinta de La Rosa Reserva 2003


Característica diferenciadora: Juventude e elegância

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Quinta de La Rosa faz parte do imaginário de muitos enófilos... sempre foi bom. Vinho que apareceu com mais mediatismo nos anos 90, produzido na fantástica quinta debruçada sobre o Pinhão.

Esta garrafa de 2003 foi adquirida há cerca de um ano na garrafeira Cabaz Tinto em Cascais que é de absoluta confiança no que diz respeito à qualidade de acondicionamento dos vinhos. Foi recomendada pelo Pedro também... e eu comprei.

Rolha impressionante, tingida púrpura e exemplar na sua função vedante.
Cor rubi opaca, viva ainda e pesado a cair no copo.
Aromas imediatos de Vintage. Confesso que não é o que mais me agrada... normalmente tornam-se pesados... sou mais apreciador de vinhos que se destacam pela acidez e frescura...Notas muito licoradas no aroma... Notas florais. Bom... em poucos minutos o património aromático deste vinho impressiona. Os aromas que nos atiravam mais para vinhos do porto desapareceram. Ainda bem.
Depois deste exercício olfactivo, tempo para atacar a prova de boca.

Et voilá! Boca perfeita!

Guloso e espesso na entrada de boca, fruta fresquíssima, encarnada mas sem sobrematurações, muito denso e acompanhado de taninos muito vivos ainda, mas acomodados na espessura e concentração do vinho que nem se dá por eles..."...mau!" Pega-se na garrafa e confirma-se o ano. 2003...

Nariz no copo outra vez...

Aromas agora mais coloniais, com madeira encerada. Ligeiro pó de talco. As notas florais e de fruta mais evidentes no início dá ideia que se fundiram e resultam numa aroma semelhante a própolis... aquele aroma de favo de mel delicado. "Uau..." estou impressionado com este vinho.

Boca acetinada, licorosa e com um final muito, muito longo.
Fresco e muito bem balanceado, não chega a ser lácteo mas tem notas de iogurte de morango.

Grande vinho... recordo uma prova que efectuámos há uns meses atrás de Douro do ano de 2003... Poeira, Vale Meão e Quinta do Valado Reserva... se soubesse o que sei hoje, este tinha lá estado seguramente!

Há uma coisa que cada vez estou mais convicto. Não produzam os vinhos para se beberem logo... e quem os adquire guarde os (bons) vinhos uns anos, pois garanto-vos... este vinho novo podia impressionar muito... mas não daria tanto prazer e não mostraria tantas características se não tivessemos esperado por ele. Cada vez mais rejeito liminarmente beber vinhos que não sejam de uma colheita, no mínimo dos mínimos, 3 anos anteriores ao ano em que provo... pelo menos tento que assim seja. Quando assim não acontece, provo... não bebo.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 25 de agosto de 2013

Poeira 2003

Característica diferenciadora: Douro puro!

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas... provavelmente particulares.

Nota pessoal: 18


Comentário:  2ª garrafa da prova vertical a ser provada às cegas.
Cor limpa, rubi e viva. Sabia que no máximo seria de 2005 pelo que imediatamente pensamos que impressiona a vivacidade da cor.
Aromas frescos, repletos de fruta estilo groselha, fina... profundidade aromatica secundária balsâmica. Esplendoroso aromaticamente, pujante na intensidade e clarividência de aromas.
Prova de boca fantástica.
Entrada no palato delicioso, sem excessos de nada, mas com tudo lá. Fruta vermelha estilo compota sem excessos de doçura. Madeira imperceptivel, a não ser para os mais atentos. Volume, leveza e acidez. Nada cansado, muito pelo contrário. Fora de modas, que é tão bom.
Errei no ano... era de 2003. Está para durar, fino e elegante, mais volumoso na estrutura e na vigorosa acidez que ainda tem sem que nunca marque a prova.

Muito, muito bom.


domingo, 24 de março de 2013

Casa Ferreirinha Reserva Especial 2003


Característica diferenciadora: Terroir Casa Ferreirinha!

Preço: 50€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18


Comentário: Depois de duas experiências traumáticas nos últimos 9 meses com o Reserva Especial de 2001, há que provar o de 2003. E nada melhor do que numa prova cega, com um primo direito mais velho, o Quinta da Leda 2000 e um primo afastado mais jovem... o Adelaide 2005 da Quinta do Vallado. É um risco... mas como admirador e apreciador confesso que sou dos vinhos da Casa Ferreirinha, nada melhor do que enfrentar o tema.

E valeu a pena. Admito (com felicidade...) que tive azar nas duas garrafas do ano de 2001 que provei. 
Este de 2003, apesar de não me impressionar como as de 1997 ainda me impressionam, está fantástico e na minha opinião, ainda vai melhorar mais. É necessário compreender que estes vinhos Reserva Especial, melhoram pela harmonia que conseguem atingir. "Melhorar" neste exercício, não é serem mais expressivos de aromas, ou vigorosos no palato... não, nada disso... para isso há muitos vinhos novos para escolherem. "Melhorar" é atingir a leveza tão característica que estes vinhos têem, acetinados, harmoniosos como o nascer do sol nas praias das nossas magnífica praias no início do Verão. Nunca será o sol das 15h da tarde... mas aquecem como os primeiros raios de sol aquecem, por exemplo, nas nossas magníficas praias da Costa Vicentina. São graduações de aquecimento diferentes, mas para quem consegue visualizar a imagem, sabe que é muito mais reconfortante o aquecimento do nascer do sol que propriamente o das 15h. Estão a ver a metáfora? É isso mesmo. 

Cor rubi escura. Notas aromáticas ainda evidentes de barrica.
Ligeira tosta nos aromas. Especiado... e sim... este Reserva Especial sim... cheira a Ferreirinha.Não sei dizer o que é, mas sei identificar e gosto muito.
Algumas notas de cacau, ténue, fruta estilo cereja... e mais especiarias.
Na prova de boca é simplesmente excelente. Limpo o directo, frutado sem sobrematurações, ligeira untuosidade, quase que "amanteigado" e muito, muito equilíbrio.
Enche o palato, directo e de forma muito persistente desde a entrada de boca até ao final. Mantém-se sempre guloso quanto baste. Ligeiras notas especiadas e picantes, que lhe dão graça, mas sempre num registo bastante aveludado e com estrutura para muitos e excelentes anos de guarda.

Excelente Reserva Especial Ferreirinha.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 16 de março de 2013

Luis Pato Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2003



Característica diferenciadora: Intensidade, elegância, classe...

Preço: 125€


Onde: Garrafeiras especializadas e alguns Auchan

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Os vinhos da Casa Luis Pato marcam o panorama de consumo de vinho em Portugal desde o século passado... esta expressão pode ser aplicada a pouco mais de uma dúzia de anos, mas não é o caso de Luis Pato. 
Luis Pato, que me recorde, desde os anos 80 que transformou e "modernizou" a percepção do consumidor de vinho sobre a casta Baga. 
E nestas garrafas que ostentam a denominação de Pé Franco, provavelmente a Baga manifesta-se da forma mais elegante que conheço. É como se antes de "sair de casa" fosse vestida pela Dior e perfumada pela Chanel. 
Bom, admiradores de Baga e das suas qualidades, eu e o Bruno chegámos à conclusão que nada mais inteligente para fazer rapidamente que juntar a minha de 2003 com a dele de 2005, num bom almoço com boa companhia, e bebê-las... se juntarmos ainda um Foz Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2007 que o Vasco trouxe, um Vintage Ramos Pinto 2004 e mais umas "brincadeiras", imaginam a tarde idílica que foi, não imaginam?

E assim foi... cuidadosamente abertas, lacre perfeitamente cortado, rolhas impecáveis, decantam-se cerca de 30 minutos antes de servir.

Cor no copo rubi ligeiramente translúcido. Muito limpo na cor. Aromas imediatos a perfumarem a mesa e arredores, muito colonial inicialmente, mobiliário velho, algum café... e muito, muito perfumado! Parecemos uns verdadeiros maluquinhos a provar este vinho, porque acho que umas duas vezes, peguei no copo com a clara atitude de quem vai beber para ver como harmoniza com o excelente assado que estávamos a degustar, apreciei os aromas com o copo aproximado do nariz, e pousei-o outra vez sem lhe tocar com os lábios... é verdade.

Mas aguenta-se pouco assim, por muito saciadores que sejam os aromas... e prova-se. E provado, é apenas o vinho mais acetinado que já provei.
Extremamente texturado, muito cheio na língua, cheio de pormenores e muito, muito persistente.
Mesmo na prova de boca, os aromas do vinho manifestam-se, recordando-me claramente um estádio diferente, e muito, da maioria dos vinhos que consumimos, do que é equilíbrio entre os aromas e a prova de boca. É este o exemplo. A prova de boca está claramente ligada e é uma extensão das notas aromáticas do vinho, e, o vinho em prova nunca permite que os aromas fiquem esquecidos... é talvez o melhor paradigma da expressão "pescadinha de rabo na boca" que conheço.
Provado e apreciado... finalmente surgem as notas de fruta, muito delicadas e a apresentarem uma secura inebriante que o vinho ainda tem. Ligeira cereja. Cereja do bolo-rei. Cristalizada.
Aromas constantes durante a prova, e à medida que vai respirando ganha uma dimensão de frescura impressionante. Sem ser evidentemente mentolado, manifesta-se mais fresco e balsâmico quando decantado há mais de 1 hora, sempre muito, muito, muito elegante.
A boca evolui de cetim para veludo...e com um final de recordar para sempre. E assim será, enquanto a saúde me permite guardar as boas memórias.

Espero repetir... esta é a 2ª de 2003 que provo... gostava de provar pelo menos meia dúzia!
Este vinho foi provado em conjunto com o de 2005.

Provador: Mr. Wolf 



segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Luis Pato Vinha Pan 2003

Característica diferenciadora: Elegância em Baga

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18
Comentário:  Outro ícone do vinho Português, fiél ao seu estilo...sempre um momento especial... e este foi um dos vinhos da Ceia de Natal cá em casa, Junto com um Bussaco Branco de 2003 e um Ex-Aequo 2008.

Bom, por partes... a rolha. Excelente, comprida e em excelente estado de conservação.
Os aromas da garrafa... vegetais. Folhas verdes esmagadas.
No copo, encarnado cereja muito bonito de média concentração. Aromas a Baga pura... sim, aquelas notas que não enganam, de Bairrada no seu esplendor.
Muito, muito elegante... muita "lucidez" na forma como emana aromas. Muito limpo e delicado. Um verdadeiro gentleman.
Nariz apaixonante... mentol e cânhamo. Menta, caruma de pinheiro verde e muito, muito elegante.
Extraordinário.
Acidez muito bem integrada e nada marcado por madeira, o que é muito bom. Final que parece não acaba... e sempre num registo de invejável elegância.

Muito bom. Vinho que fica na memória e acrescenta às boas memórias com que o Eng. Luis Pato nos prenda há décadas.
.Obrigado!Provador: Mr. Wolf 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Quinta de Roriz Reserva 2003

Característica diferenciadora: Terroir de Douro genuíno

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17,5
Comentário: Lembro-me perfeitamente da sensação da primeira vez que bebi Quita de Roriz... 1996 ostentava no rótulo... era um hino a fruta de categoria! Foi há alguns anos... mais de 10... depois, esporadicamente, provei um de 1999 na Bica do Sapato... estonteante também... este talvez já em 2004 ou 2005... onde já existia a nova vaga de vinhos do Douro, mais contemporãneos, expressivos. E este, afirmava-se pela sistematica qualidade e... raridade. Não era um vinho fácil de encontrar.
Felizmente, a partir de 2002 (da safra de 2002 estar no mercado, entenda-se), este vinho apareceu em mais garrafeiras... e a preços mais apetecíveis... sabemos hoje que era o início do fim... no entanto, resta-nos a esperança que ficou em boas mãos a Quinta de Roriz e que a qualidade das suas uvas será bem empregue.

Bom, e este de 2003... que tal está?

Nariz imediato de azeitonas verdes... carne, toucinho quente. Nariz expressivo e pouco comum.
Cor muito negra, com anel rubi vivo. Lágrima densa. Pimenta preta...
Na boca é excelente... acetinado como poucos conseguem, e com acidez vestida de Prada. Fumeiro e charcutaria. Taninos perfeitos... fruta muito delicada... essência de fruta, tipo framboesas.

Um puro prazer. Delicioso. Grande vinho.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 30 de setembro de 2012

Domaine Charvin Châteauneuf-du-Pape 2003

Característica diferenciadora: Tudo é diferente...

Preço: 55€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Era com muita dificuldade que conseguia manter esta garrafa na minha garrafeira... adquirida há uns meses por recomendação do Pedro do Cabaz Tinto, lá me enchi de coragem e resolvi incluí-la numa prova a ser efectuada em Setembro. Expectativa grande... 95 ou 96 pontos na Wine Spectator...Um bom Châteauneuf-du-Pape, como me explicaram... e pelo facto de gostar de vinho e gostar de conhecer coisas diferentes, desde que boas... andava aqui em pulguinhas. Bom... depois de servir o Quinta da Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003, o caminho óbvio era este... ninguém suspeitava da origem tão diferente do vinho.

Para o copo! Ui... translúcido... quase, quase "palheto". Mau. E o nariz? Mau. Notas de cavalariça... ou seja, gestão de expectativas minhas, nota 0. Estava destroçado. Pensei, "ainda não é desta que provo um vinho característico desta região"... mentira!

O vinho arejou, perdeu literalmente todo o aroma desagradável e ganhou aromas evidentemente cítricas. Sim. Sabem as laranjas cristalizada do Bolo Rei? É isso. Na boca a delicadeza do vinho, limpíssimo, translúcido dum rubi ligeiramente bronzeado, é acompanhada duma estrutura como nunca vi nada assim..."o vinho depois de engolir, sobe pela língua acima uma onda de sabores e sensações impressionante" - comentou-se. Completamente diferente do que provamos cá, sem desconsideração, obviamente. É diferente e ainda bem.
A fruta que o vinho tem é toranja. Sim. Toranja. Daquela quando está madura, mas que nunca deixa de ser ligeiramente ácida. A língua sente os efeitos de picante, pimenta... exactamente. E tudo, cheio de sensações e sabores, mas com uma leveza de extracção inigualável. O que parecia um vinho "leve", é de facto uma construção para durar décadas, sem dúvida.

Excelente! Pela diferença e pela qualidade. Grenache e Syrah. Excelente.

Vinho em prova cega com: Quinta da Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003, Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007 e Poeira 2008

Provador: Mr. Wolf

Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003

 
Característica diferenciadora: Baga de classe internacional

Preço: 40€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: É sempre um acontecimento à mesa retirar o invólucro que separa a atmosfera da rolha destas garrafas... esta, é a última duma caixa de 6. Paciência. Mas teve um final feliz, num bom jantar, repleto de outras boas "amigas" a quem retirámos a rolha. Começámos pelos anos de 2003 e evoluímos para 2007 e 2008, tudo às cegas.

Bom, qual catarata do paraíso, lá escorremos para os 4 copos e contemplámos como se comportaria.Cor entre o rubi e o café escuro. Limpo. Pouca consonância sobre o que seria, até que se ouve um "isto é baga, muito bem trabalhada". É verdade. Coerente com a sua idade, não foi com dificuldade que os cerca de 8-10 anos de vida foram sugeridos. É fiél. Identifica-se claramente que não é novo, mas que tenha a idade que tenha, está em excelente forma. Taninos perfeitos. Estão lá, mas macios. Aliás, o vinho parece que tinha sido guardado em garrafas de vidro, forradas a veludo. Intensidade máxima, à medida que respira. Ganha fruta, crispa os lados mais silvestres de bagas encarnadas, ainda não muito maduras na parte lateral da língua. A acidez afinal está lá ainda... mas muito bem educada.

Vinho em prova cega com: Domaine Charvin Châteauneuf-du-Pape 2003, Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007 e Poeira 2008

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2003

Característica diferenciadora: Longevidade e elegância

Preço:35€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Escuro na cor ainda. Nariz de muita classe, com fruta ainda ligeiramente evidente, notas de tabaco e algum cacau.
Boca extraordinária de muita elegância.
Os aromas de fruta ficam tímidos à medida que as notas de chocolate e outros aromas que não consigo identificar se manifestam mais evidentes.
O vinho cresce literalmente em espessura. Denso. Pede comida de confecção genuína, ou seja com sabores separados.
É um vinho de muita classe e que está diferente e muito, da nota de prova de quando era novo... recordo-me das sensações que o Quinta do Monte D´Oiro Reserva provocava, sempre mais sedutor no imediato e com aromas frutados. Actualmente está mais fechado, misterioso e quando respira ganha muita dimensão.
Equilibradíssimo de acidez, sem excessos de doçura e outras notas típicas do Syrah, é e continua a ser uma bandeira de muita qualidade no panorama nacional de vinhos.
Inicia aqui o processo de consolidação, pois não é um vinho que oscila e é bom alguns anos e em outros não, ou, dura só com carácter 3 ou 4 anos... este vai em 9... E o de 2001 que provámos há pouco tempo, apesar de diferente, era extraordinário também. Pena é que há poucas garrafas no mercado e é um vinho que mesmo quem gosta de estruturar garrafeiras particulares não tem a predominância que deveria ter. Eu, pessoalmente, há muitos anos que compro e guardo. Nos últimos 3 a 4 anos aprendi que desta Casa tem de se aprender a moderar a abertura de rolhas e guardar muitas para o futuro, pois crescem muito bem em cave.

Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vértice Reserva 2003

Característica diferenciadora: Boa evolução
Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17

Comentário: Escuro ainda. Rubi escuro. Notas de chocolate, doce. Boca muito boa ainda, com acidez ténue e algum amadurecimento de fruta. Em prova cega em conjunto com o Château Avernus 2003 e Cortes de Cima Reserva 2003, subordinada ao tema "2003". É a confirmação de que os vinhos desta casa aguentam a cave sem problema. Recordo bem o estilo quando é mais jovem e reconhece-se depois, na evolução da fruta. Estranhei os aromas doces, mas não chatearam nada. Bom vinho e excelente relação preço/qualidade
Provador: Mr. Wolf



Château Avernus 2003

Característica diferenciadora: Equilibrio
Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas. Eu comprei na Quinta do Saloio no Estoril, mas não faço ideia quem distribui.
Nota pessoal: 16,5
Comentário: Na linha do (muito) pouco que tenho experimentado de França. Estou a aprender.
Essencialmente é um vinho extremamente bem "balanceado". Fresco e mentolado na prova de boca. No copo não evidencia os 9 anos com cor e textura ainda bastante apreciável. Sem laivos de envelhecimento, o que não seria mau por si só.
Bom vinho. Foi provado em prova cega, cujo tema era "2003", em conjunto com um Vértice Reserva 2003 e um Cortes de Cima Reserva 2003.
Provador: Mr. Wolf





quarta-feira, 9 de maio de 2012

Marquês de Marialva Grande Escolha Baga 2003 Selecção Cinquentenário

Característica diferenciadora: ...
Preço: 10€

Onde: Há 8 anos, nos supermercados e na própria cooperativa...
Nota pessoal: sem nota
Comentário: Nariz cansado... animal. Suor... enfim, nada animador. Estava oxidado cansado. Recordo-me das primeiras que bebi. Esta, foi-se...
Em 2005/06, quando provadas tinham uma fruta excelente e prometiam longevidade em cave... esta foi-se. É pena. Vinho apenas colocado pois foi em prova cega... normalmente, quando não apreciamos com agrado particular, não publicamos nada. Servimos para divulgar apenas o que gostamos. Neste caso, numa prova cega com mais vinhos estes azares também acontecem. E foi azar esta garrafa, pois a casa onde este vinho foi produzido tem méritos reconhecidos. Por isso publicámos.

Vinho provado em prova cega, em conjunto com o Rol de Coisas Antigas  2008 e o Termeão Pássaro Vermelho 2004 do Campolargo, onde o tema era "Bairrada/Beiras".

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2003

Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: 20€ (o de 2004, este era mais caro mas não sei quanto custa actualmente)

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Enfim... depois há disto. Pode-se beber... e beber...e provar milhares de vinhos em Portugal, mas muito poucos têem a qualidade e carácter destes Garrafeiras. Ponto final, parágrafo.

2003. 9 anos. Cor escura, intransponível, limpa. Aromas imediatos de mirtilos esmagados. Frutos encarnado escuros, silvestres.
Rapidamente o nariz recebe ao lado da fruta um aroma de humidade, bosque, pinhal que acabou de chover quando está algum calor.
Lenha arrumada na garagem.
Algum fumeiro.
Erva doce e muito vegetal depois.

Cheio de coragem, enfrento a boca dele, pois conheço-os bem de outros anos e temia um néctar ainda adverso à lingua, e surpresa... cetim. Note-se que tive o cuidado de o decantar 1 hora... mas ainda assim... bom, fino e de final longuíssimo. Ficamos a salivar.
Sabor vegetal, de ervas e fruta ligeira. Vinho de inverno. Não tem nada, mas nada a ver com as modas com que o mercado Americano convidou os produtores de todas as regiões do mundo a produzirem vinhos com perfis idênticos. Nada a ver com isso. Aqui é baga pura e dura.  Alíás, o vinho é duro. Mas duma capacidade gastronómica notável. Aguenta-se com qualquer assado, picante, especiado, o que quiserem. Mas recomendo-o, por estranho que pareça com uma boa confecção de inspiração italiana, de massa, com tomate, queijo, etc. O vinho tem acidez para dar e vender, e mantém-se sempre no mesmo registo de evidência do seu perfil no palato. É a comida que se adapta a ele. É um vinhão.

Nota: actualmente, encontra-se na Garrafeira Nacional à venda o de 2004 por cerca de 20€... não desperdicem. Este de 2004, porque a maior parte das pessoas não sabe, saiu no mercado há pouco tempo, posterior ao de 2005, por exemplo. Porque estes Garrafeiras são assim... e é de louvar.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 14 de abril de 2012

Quinta do Vale Meão 2003

Característica diferenciadora: Fruta e acidez apesar da idade
Preço: 50€
Onde: garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18,5

Comentário: Cor escura. Rubi. Nariz com aromas de café e algumas notas de álcool. Precisa de respirar. Forte. Não se evidencia pela elegância, embora não esteja desequilibrado. Muito boa acidez e notas de madeira ainda que ligeiras, bem marcadas. Parece-me que o vinho já não melhora em garrafa. Este vinho foi provado com Poeira e Vallado Reserva, e dos 3 é o que se apresenta mais diferente face à juventude, o que não é mau. Mas não tem nada a ver com os festivais de boa fruta e madeira que o Vale Meão nos costuma presentear em jovem.

Nota: vinho em prova conjunta com Poeira e Vale Meão, todos de 2003.

Vinhos de perfil muito semelhante, ao final de 8 anos. Nenhum se destacou apesar de algumas nuances.

Provador: Mr. Wolf

Poeira 2003

Característica diferenciadora: Potência e elegância

Preço: 30€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Cor opaco escura com ligeiros traços púrpura. Nariz de fruta madura. Frutos roxos maduros. Na boca é bastante suave mas com acidez ainda evidente. Passado um pouco tempo de respirar, o vinha ganha ainda mais força e seca ligeiramente a língua. Mas é sempre muito delicado, redondo mas assertivo na acidez. Bom Poeira.


Nota: vinho em prova conjunta com Vallado Reserva e Vale Meão, todos de 2003.

Provador: Mr. Wolf

Vinhos de perfil muito semelhante, ao final de 8 anos. Nenhum se destacou apesar de algumas nuances.

Quinta do Vallado Reserva 2003

Característica diferenciadora: Força e elegância
Preço: 30€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Cor rubi escura. Ligeiros laivos acastanhados, mas muito ligeiros.Limpo. Lágrima ainda evidente. Nariz com notas de Touriga Nacional a aparecer. Madeira verde. Eucalipto, mentolado.
Na boca vê-se que é um produto de muita qualidade. Fresco e fino, mas com fruta a ganhar concentração à medida que respira. Acidez ainda para durar. Muito bom.
Majestosa a personalidade com estes anos todos...

Nota: vinho em prova conjunta com Poeira e Vale Meão, todos de 2003.
Vinhos de perfil muito semelhante, ao final de 8 anos. Nenhum se destacou apesar de algumas nuances.

Provador: Mr. Wolf