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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Reguengos Reserva 2004

Característica diferenciadora: Clássico

Preço: 5€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16


Comentário: 
Então vamos lá provar um clássico rótulo do quotidiano vinho Alentejano, uma década depois da safra... Porque merecem, pois é provavelmente a adega cooperativa de referência ainda no Alentejo... pelo menos é a percepção que tenho. Pode estar errada!


Cor de tonalidade (ainda) muito escura, opacidade elevada e brilhante. Promete.
Aromas com muito café torrado. Notas fenólicas muito bem disfarçadas e integradas com fumeiro e soalho encerado. Não prima pela elegância, mas tem carácter.


Prova de boca: entrada muito assertiva. Polido ainda, doce quanto baste. Respira... fez-lhe bem. Caiu o carácter adocicado e manifesta-se agora mais verde nos aromas, unidireccional e vegetal. Parece Cabernet, mas não é... Mas tem a Trincadeira em muitos bicos de pés. Boca no entanto muito harmoniosa.  Uma delicia pela experiência. Beber quem ainda as estiver. Não deve melhorar mais, e actualmente faz uma boa mesa...



Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Barca Velha 2004

Casa Ferreirinha Barca Velha 2004
Característica diferenciadora: Opulência, equilíbrio, intensidade. Majestosa harmonia.

Preço: 200€

Onde: Garrafeiras especializadas e restauração

Nota pessoal: 19.5


Comentário:  Escrever sobre a experiência de beber Barca Velha é para mim sentido como uma responsabilidade e previlégio.
Não é uma referência mundial no mundo dos vinhos que custe 3 ou 4 ordenados mínimos nacionais como vários vinhos Franceses custam... Não cura doenças como muitos dos princípios activos aplicados na indústria farmacêutica...Mas é um símbolo de orgulho nacional.
É uma das marcas de maior retorno e awareness das quais nos podemos orgulhar, não por estruturas de marketing agressivas, mas por ser a prova viva do sonho de um Homem, cujo carisma permitiu que o seu objectivo fosse executado de forma exímia por outros Homens da sua época e perpetuado por décadas.
O sonho de Fernando Nicolau de Almeida de ter um vinho de mesa de referência em Portugal na década de 50, quando as uvas pagavam-se era a produzir vinho do Porto, concretizou-se em 1952. E continua vivo. Assenta o seu sucesso na procura da qualidade superior, acção de tentarmos fazer o melhor que sabemos e darmos tudo de nós nas pequenas coisas que fazemos para produzir este vinho. Não li em lado nenhum, mas imagino que seja assim o espirito. Eu tenho muito respeito e admiração... Muito mesmo, sobretudo por aqueles que ainda hoje acreditam e aplicam a metodologia necessária para exprimir de forma tão suprema a qualidade das uvas e o esforço "das gentes" para o produzire. Vénia.

Uma nota também para quem é responsável pelo acompanhamento enológico. É necessário ser-se muito humilde e extremamente competente para continuar a aventura de Fernando Nicolau de Almeida como José Maria Soares Franco fez e actualmente Luis Sottomayor continua. Seguramente cada um destes actores acrescentou e acrescenta um pouco da sua vida a este vinho, mantendo a tradição viva ao mesmo tempo que o respeito pelo terroir o mantém contemporãneo. E um reconhecimento também à Sogrape por respeitar os pergaminhos do Barca Velha e permitir que se continuem a produzir, investindo e respeitando a marca.

Dito isto, foi com muita satisfação que retirei uma garrafa de Barca Velha 2004 para estar presente na Ceia de Natal este ano. Satisfação e confesso algum receio. Acho que foi o meu presente de Natal a mim mesmo... que é partilhar com quem nos é mais próximo e querido.

Barca Velha impõe respeito... facilmente influencia opiniões só pelo rótulo, para o bem e para o mal... por isso mesmo e felizmente como cá em casa normalmente bebe-se bom vinho, independentemenmte da origem ou preço, não há a preocupação ansiogénica dos convivas de saber o que se vai beber... há um conforto e confiança que será bom e a seu tempo descortinar-se-á, sem estar no centro das atenções. Foi o que aconteceu.
Foi o 2º tinto a ser servido durante a Ceia de Natal. Naturalmente que depois de ouvir as reacções, no seguimento do vinho anterior de muita satisfação também, resolvi em jeito de comentário informar "olha, este é o Barca Velha de 2004 que ainda não tinha provado...", sem sofismas e com um franco sorriso de estar a partilhar o vinho com a família.
Mas confesso que existia o receio de o perfil do vinho ter mudado e não ser próximo daquele que em meu entender foi dos mais míticos anos que provei Barca Velha: 1995. É sem dúvida a minha referência.
Tinha receio que se tivesse alterado. Estava na realidade diferente em 1999 e o de 2000 só o provei uma vez. Mas este não estava diferente da minha referência de Barca Velha. Era apenas mais jovem este de 2004... mas para quem gosta, e eu tenho a sorte de gostar deste perfil, este tem tudo de Barca Velha. Fiquei feliz. Muito feliz.

Quem procura vinhos escuros e densos, aromaticamente exuberantes, não gaste dinheiro em Barca Velha. 
Pode comprar 5 ou 6 caixas de vinho com o preço duma garrafa e tem mais sensações de adrenalina. Aqui é mais serotonina.

Rubi muito bonito de opacidade média. Muito brilhante, lustroso.
Aroma Ferreirinha, mas ao contrário do que costuma ser mais "clássico", este está muito quente e envolvente...Mais do que é habitual. Guardo muito boas memórias de 1995... É o mais parecido, na minha opinião, com este. Ainda bem. Mas a minha experiência com Barca Velha é parca... Apesar da maravilhosa prova vertical que efectuamos há 4 anos atrás, essencialmente porque em redor das garrafas estava um bom grupo de amigos... mas de resto, só esporadicamente o bebo. Mas este imediatamente transportou-me para essa noite em que provámos 8 anos à mesa com 8 amigos.
Aromas de sedução pura, num misto de ervas quentes... aromas quentes de verão de alfazema. Extremamente delicado, profundo e especiado também. Nada de notas de álcool, muito persistente onde nada está em demasia nos aromas. Dá vontade de "aspirar" o vinho com o nariz... se tivesse de o efectuar alguma vez e pudesse escolher, era com Barca Velha que experimentava,
Falsamente evoluído na entrada de boca, pois a acidez está lá. Pimenta branca, muita largura na prova, estonteante para os sentidos. Tem muita largura e muito comprimento. É a forma mais coerente com que consigo descrever a sensação. Mineral qb mas leve como o mercúrio.
Verde ainda...no limiar de "estar a ficar maduro", à medida que respira, ganha jovialidade. Pujante apesar de usar cetim no toque, tenaz, crocante nos aromas, crepitante na boca. Potentíssimo. Fresquíssimo, final muito longo e crescente. Novíssimo. 

À medida que evolui, manifestam-se com maior destaque aromas e frescura de ervas aromáticas, estilo lavanda. Muito fresco. Muito fino, ao mesmo tempo que muito complexo. No limite do quase doce, mas duma tonicidade e capacidade de refrescar o palato impressionante. Perdoem algum discurso estilo telegráfico, mas o vinho é assim. De forma telegráfica, produz-nos sensações extremamente claras, clarividentes, e deliciosas... nunca usei, mas se comparasse com um telegrama, seguramente seriam boas notícias.
O que o distingue da grande maioria de grandes vinhos que produzimos em Portugal é que o vinho nunca cai durante a prova em momento nenhum. É como se fosse um motor (potente) dum carro, que disponibiliza a muita potência que tem, de forma sempre muito progressiva mas sempre potente, com binário desde a rotação mínimo até à máxima. No entanto, sem o mínimo solavanco. 

Sempre lato nas sensações que produz, vasto na persistência e muito, muito, muito equilibrado. Se atentarmos no pormenor de ter 9 anos... calibra-nos o nosso imaginário de longevidade nos vinhos. É impressionante.
Fruta vermelha densa, muita frescura balsâmica, especiado qb e os 16 meses de barrica que estagia... nem se dão por eles, tão plena que é a integração no vinho da barrica (75% barrica nova e 25% usada)
Na minha opinião ainda está a "arrefecer"... a "apurar"... vai seguramente melhorar muito nos próximos anos.
É talvez dos melhores Barca Velha que já bebi... Mas felizmente ainda não bebi muitos. Sou novo... Mal seria. 

Este lote segundo a informação que investiguei na ficha técnica é composta por 40% de Touriga Nacional, 30% Touriga Franca, 20% Tinta Roriz e 10% Tinto Cão. Escolhidas as melhores uvas de diferentes altitudes do Douro Superior, cachos colhidos à mão e desengace total. Vinificado na sofisticada adega da Quinta da Leda, seguiu todo o preceito como se pode imaginar de cuidado loteamento, provas obsessivas na busca dos melhores equilíbrios antes de engarrafadass, até que segue em descanso para lançamento no mercado onde é possível compreender o porquê de se provar colheitas sempre com mais de 7-8 anos, mas que resultam em tanta harmonia.As que não se aproximam da perfeição... ficam Reserva Especial! Que também não é nada, nada mau.

Acabei bem o difícil ano de 2013. Entro em 2014 a escrever para que seja bom prenúncio.

Provador: Mr. Wolf









domingo, 10 de novembro de 2013

Bussaco Reservado Tinto 2004

Característica diferenciadora: Bussaco.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas ou nos Hotéis do grupo Thema

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Beber Bussaco é sempre um momento especial. Poder bebê-lo no próprio Hotel é sempre memorável.
De realçar que actualmente, no bar do Hotel é possível beber Bussaco branco ou tinto a copo! Muito bom.
Este de 2004 acompanhou o jantar.
Temperatura adequada, copos adequados e sala inigualável em Portugal. Pelo menos, do que conheço.
Cor limpa, mediana opacidade. Não esquecer que já conta com 9 anos.
Aroma fino, colonial. Madeira e muita gordura animal. Leves notas lácteas, muito ligeiras. Carne.
Há que respirar.
Prova de boca é que é muito distinta... muito peculiar e único na elegância...Elegantíssimo, cheio de acidez suave, algum vegetal e muita maturidade. 
Muito vivo, quente nas sensações apesar da frescura, e sem nunca me cansar... extremamente elegante.
Fruta, a existir, é vermelha e ténue.
Muito sedutor na boca, com notas mais evidentes de grão de café e ligeiríssino cacau.
É de facto um estrondo... incansável e impossível de cansar quem os prova.

Bem haja ao Bussaco e à nova dinâmica que se respira no Hotel... onde convive a magia natural das paredes, com a envolvência mística da Mata do Bussaco e a simpatia de todo o staff.

Vale a pena em todos os sentidos e os preços são todos bem adequados, a começar e acabar nos vinhos, que se bebem à mesa a partir dos 30€... acho que não vale a pena explicar mais nada.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 25 de agosto de 2013

Poeira 2004

Característica diferenciadora: Volume e aromas.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas... provavelmente particulares.

Nota pessoal: 18


Comentário: Última garrafa servida... sem sabermos o ano, naturalmente.
Escuro, denso e de opacidade evidente ainda... confusão, visto que eu acharia que o de 2005 já tinha sido provado (verifiquei depois que era o de 2003...).

Aromaticamente o que mais gostei.
Além das notas de fruta que normalmente acompanham o Poeira, sempre num registo mais de insinuação do que festivaleiro, este de 2004 apresentou-se com notas vegetais de erva seca e alguma grão de café que entusiasmam logo pela contradição. Claro que a fruta aparece em evidência também, a fazer lembrar o aroma dos rebuçados bola de neve, mas as notas vegetais e de grão de café tornaram a prova mais demorada.
Estrutura, fenomenal.
Parece acabado de sair do estágio em garrafa para o mercado.
Muito concentrado ainda, extremamente bem balanceado e com fruta no final de boca muito boa. Texturado e com muitos pormenores. Ligeira especiaria a picar a fruta.
Mais quente do que os outros provados.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 2 de junho de 2013

Quinta do Portal Reserva 2004


Característica diferenciadora: Grande Douro.

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário: Um vinho com 2 ou 3 anos dificilmente pode ser um grande vinho (para mim...), pode ser vaidoso, exuberante... Mas um grande vinho tem de ter no mínimo 5 anos. Como este. Com 9 anos, está majestoso, grandioso, complexo, cítrico, volumoso...

Mas por partes...

Cor impecável. Opaco, rubi com tons de barro escuro, mas limpo.
Notas fenolicas e mentoladas imediatas... mas não chateiam. Algum couro. Passado algum tempo os aromas deliciam-nos com notas de ervas frescas, lavanda, alfazema.
Na prova de boca licor de café.
Acidez ainda presente, musculado e muito fresco. Está talvez no seu topo de forma... vantagem das garrafeiras dos pais... têem mais paciência que nós, guardam-nas e depois temos destas surpresas.

Excelente lote com Touriga Nacional (50%), Tinta Roriz (40%) e Touriga Franca (10%) com 9 meses de estágio em Carvalho Francês. Nada marcado pela madeira, e muito bem balanceado. Excelente representante do Douro, conservador mas com aquilo que é preciso para estar ainda "moderno".

Muito bom. Adorei.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 30 de março de 2013

Luis Pato 2004



Característica diferenciadora: Baga de consumo e capacidade de guarda

Preço: 4€


Onde: Garrafeiras especializadas ou supermercados antigos, para este de 2004

Nota pessoal: 16,5

Comentário: 100% baga! 9 anos! Esquecido numa cooperativa de distribuição alimentar... medo, muito medo, mas muita curiosidade também.

Aberta a garrafa... rolha normal. Rolha, diga-se de passagem, de qualidade que deixa bastantea  desejar, mas veda...
Alguma evolução na cor, limpa  e aberta. Rubi rosada, escuro.
Ligeiras notas de barrica ao fundo e aromas mentolados e frescos. Sim, é Bairradino sem dúvida nenhuma e tem aquele carimbo no nariz inconfundível.
Boca muito boa. Muito, muito boa... Acidez ainda bem presente, fruta qb madura, escura e elegante.
Tudo está no sítio, sendo a elegância desconcertante para os aromas expressivos que apresenta! Excelente vinho, cm excelente relação preço/qualidade esperando-lhe ainda vários anos de muita saúde na cave.

A comprar, quase todos os anos. O de 2010, tem uma percentagem de Touriga Nacional, mas é muito bom também.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 10 de março de 2013

Ramos Pinto Vintage 2004



Característica diferenciadora: Pujança e equilíbrio

Preço: 40€


Onde: Garrafeiras especializadas e Distribuição

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Mas que grande Vintage! 
Adquirido num supermercado em promoção... custou cerca de 30€, mas tipicamente é mais caro.
Ramos Pinto é uma das Casas no Douro que tudo o que faz, é bom. Muito bom, normalmente. E este Porto Vintage estava excelente.
Cor de tingir. Encarnado escuro, tintureiro, brilhante e denso.
Aromas terrosos... humidade, terra mas muito, muito apelativo.
Boca extraordinária. Cheio, muito cheio e com muito volume e amplitude. As notas mais terrosas manifestam-se na secura que consegue ter, acompanhada de fruta excelente e um ligeiro vegetal que compõe muito bem o conjunto. 
Tenacidade na prova de boca, sempre em linha com a prova inicial.
Fechado e reservado ainda de mais complexidade, é franco e directo nos aromas e palato. É aquilo. Fruta, muito, muito volume e equilíbrio. Ligeiras aparições de especiarias, especificamente pimenta branca, a "neutralizar" a evidência da qualidade da fruta.
Não diria que tem 9 anos... está jovem para a idade, e muito mais precoce ainda para a vida que tem (quer dizer, esta garrafa... tinha, em vez de tem) pela frente.
Vintage clássico, com tudo o que se quer num Porto para qualquer mesa do mundo.
Elegância, volume frescura, densidade. Em cave ganhará complexidade, silhouette, harmonia e décadas de vida.

Harmonizou de forma fantástica com uma sobremesa "Delícia de Chocolate", mais adequada que a mesa de queijos. Delicioso. Recomendo.

Muito bom mesmo.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Redoma 2004


Característica diferenciadora: Terroir do Douro

Preço: 25€


Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: A possibilidade de provar Redoma de 2004 - para mim, é só dos vinhos mais coerentes Portugueses, com elevado padrão de qualidade e respeito pelas características do Douro - 9 anos depois, sabendo que a proveniência da garrafa é de alguém que as cuida tão bem como eu... torna qualquer jantar num acontecimento! E assim foi...

Rolha impecável. Preta. Até apetecia carimbar, tal o seu púrpura negro fundo era bonito.

Cor já a denunciar alguns anos, mas em muita forma. Escura ainda. opacidade ligeira e limpa.

Nos aromas... e aqui é que está... fantástico. Aromas quentes, de carnes, fumeiro e muito, muito perfumado. Uma delícia.
À medida que respira - não foi decantado - no copo, surgem surpreendentes notas de lavanda, alfazema, muito frescos que dão muita graça à prova de boca.

Pouca acidez - ou talvez porque se seguiu à prova dum Touriga Nacional da Quinta da Pellada 2004 - e ligeiramente doce na boca, no entanto a frescura aromática confere uma finesse pouco comum em Portugal e muito menos no Douro... sem no entanto fugir minimamente das suas raízes.

De gole em gole, o vinho cresce, ganhando notas muito giras. Leves aromas de noz moscada, muito fresco e muito elegante. Equilibra-se a acidez a mostrar que ainda se podia guardar mais uns tempos.

Excelente vinho, no seu auge, na minha opinião.

Redoma... é sempre uma escolha acertada. Sempre. Seja para consumo imediato - como os mais recentes, em que o de 2007 era um hino à fruta vermelha e concentração - seja para longos e felizes anos em cave.

Provador: Mr. Wolf 

Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004


Característica diferenciadora: Touriga Nacional jovial

Preço: 70
€ (Garrafa magnum)

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: A última duma série de 3 em magnum... vinho sempre dificil de compreender.
Nem sempre disponível para ser bebido.
Nos primeiros anos com muita força e desiquilibrado...e agora? 9 anos volvidos... como será que está? Bom, no copo está muito escuro.
Carácter tintureiro muito evidente. Encarniçado e brilhante ainda, com tingimento do copo imediato.
Aromas a atacarem o nariz de carácter eminentemente vegetal. Mentol... cânhamo... refrescante nos aromas.
Na boca é impressionante a acidez que ainda mantém. Notas muito terrosas e final vegetal ... de ervas verdes cortadas.
A sensação de criança do Vick Vaporub invade-nos o palato, trazida pela memória... No melhor dos sentidos e com lástima... quando estava doente, não eram mezinhas destas que me davam, apesar da semelhança de alguns aromas.

À medida que respira, "abrem" mais aromas e surgem notas de clara de ovo que desaparecem e aparece finalmente algum couro a domesticar os aromas vegetais e de terra. Café torrado.

1 hora depois de aberto e decantado, está no ponto.

Elegante, onde as notas todas iniciais se casam e se transformam num aroma evidente de Touriga Nacional, mais vegetal e floral e na boca com muito cetim, apesar dos seus taninos estarem sempre eriçados. Mas até se comportam bem...
Curiosamente não tenho encontrado este vinho à venda... mas é uma pena. O Dão necessita de mais vinhos destes, com reconhecimento de rótulo, sempre inovador como Álvaro de Castro nos habituou....e com personalidade vincadíssima.

Um bem haja para as equipas que produzem estes vinhos.

Provador: Mr. Wolf 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Quinta do Portal Vintage 2004

Característica diferenciadora: Elegante

Preço: 25€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Foi com muita curiosidade que abri este Vintage... adquirido há uns anos na distribuição (Jumbo, acho eu), única na Garrafeira... saiu de lá há umas semanas, preparada para ser aberta num jantar, mas acabou por ser mais tarde... e foi uma excelente surpresa.

Tem uma muito bonita, escura, azulada e muito escura e brilhante... laivos de rubi ligeiros junto à superfície do copo, mas de corpo negro. Muito apelativo. Parece o acabamento que se dá a determinado mobilário de estilo denominado "Preto Piano", estão a ver? É mais ou menos isso, mas adaptado ao vinho.
Nariz muito complexo... verde, químico com aromas de farmácia. Densidade perfeita. Nada de modas de "doçuras"... é verde. Nariz de tinta da china... sim, aquele aroma da tinta das Rotring antigas, ou do "tira-linhas" para os mais rigorosos.

Na boca é muito, mas muito elegante. Os aromas de alecrim, rosmaninho e alfazema misturam-se na prova de boca proporcionando uma sensação de frescura, muito pouco comum num Vintage tão recente. E se estava nesta garrafa Vintage para guardar... Muito "aveludado", sem excessos de açucar. Muito fresco. Final de boca interminável, sempre num registo leve, "escorreito". E sente-se a acidez bastante bem integrada no lado mais vegetal e verde, mas vestida de veludo que é a sensação que transmite na língua. Não seca. Muito, muito interessante.

Vinho para ser provado de novo. Tenho só de encontrá-lo.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Portal LBV 2004


Característica diferenciadora: Estrutura

Preço: 17 euros (aproximadamente)

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: A Quinta do Portal faz grandes LBV´s! Este 2004 é cheio, denso e profundo. Acompanhou um Chiffon de Chocolate, numa maridagem absolutamente monumental … o doce e o Porto pareciam ter sido feitos e pensados para se encontrarem, tal foi a perfeição e a intensidade do momento. O vinho é doce mas tem uma acidez que torna a prova muito fresca. Gostava também de o provar com uns queijos secos. O vinho está muito bom de se beber mas não vira a cara a mais uns anos valentes de cave. 

Provador: Bruno Miguel Jorge


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Termeão Pássaro Vermelho 2004

Característica diferenciadora: Aromas

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Aromas imediatos de café. Evolução de fruta, doce. Cor a denunciar a idade de 8 anos, mas jovem ainda e limpo. Nariz de lenha, cedro. Seco, mas tem uma prova de boca delicada. Aromas muito doces ainda.

Depois de provar os outros vinhos, uns 20 minutos depois apresentava notas lácteas. Café mantém-se. Vinho muito bom. Nariz curioso, não tem baga, mas por incrível que pareça, o caractér Bairrada está lá. É de facto um terroir fantástico. Vinho com Castelão Nacional (15%), Touriga (75%) e Cabernet Sauvignon (10%). Quase 2 anos de madeira, mas sem marcar o vinho. Vinho interessante e muito bom de prova.
Vinho provado em prova cega, em conjunto com o Rol de Coisas Antigas  2008 e o Marquês de Marialva Cinquentenário 2003, onde o tema era "Bairrada/Beiras".

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 27 de abril de 2012

D.Graça Reserva 2004

Característica diferenciadora: Classe do Douro.

Preço: 10€

Onde: garrafeiras especializadas e restauração

Nota pessoal: 17

Comentário: Nariz com fumeiro. Carne fumada vermelha. Madeira discreta e muito bem integrada sem estar marcada. Lácteo. Cor ainda rubi, média cor, sem ser opaca.
Na boca fresquíssimo. Fora de modas. Muita classe. Fino e elegante. Ervas, mentolado. Acidez ainda para dar e vender. Firmes. Sem chatear nada. Na prova dá notas de fruta muito ligeiras, sendo o vegetal que se evidencia. Muito, muito elegante. Que classe de vinho. Acetinado. Muito bom. Pena a distribuição ser tão selecta.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Argiolas Costera Cannonau de Sardegna 2004

Característica diferenciadora: Festival aromático
Preço: 25€
Onde: garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18
Comentário: E depois temos disto... neste caso, sou obrigado a falar primeiro da cor... preocupantemente "atijolada"... oxidada, apesar de bastante limpa. "Vinho de 2004...", pensei eu, evoluído demais para a idade. Normalmente, antes de analisar a cor e a impressão que me causa, começo pelos aromas e depois olho para o copo... neste caso não deu. A cor era assustadoramente "esbatida" de rubi.
Ataquei os aromas e o manancial de aromas era tão vasto, que tive de me dedicar um bom bocado, e pedir ajuda... para decifrar algumas das notas aromáticas... foi dos vinhos que mais tempo demorei a provar. A garrafa durou mais de 2 horas. O aroma mais evidente era familiar, mas não conseguia chegar lá. Cheirava a Natal... ou seja, bolos quentes, açucar, etc, etc, até que chegámos a consenso de memória olfactiva. O vinho tem aromas de erva doce e canela. Madeira muito bem integrada sem chatear nada.

Na boca, corpo de concentração maior do que a cor deixaria antecipar e uma persistência enorme. Vinho muito delicado, seco qb, cremoso, que em contacto com o ar ganha mais corpo e densidade. Faz lembrar alguns vinhos, mais antigos do Dão.
No nariz, à medida que renovávamos vinho no copo, os aromas de erva doce e muita fruta cristalizada surgiam cada vez mais evidentes. Tangerina, daquelas confitadas e ligeiramente amargas.

A uva Cannonau de Sardegna, tem a sua origem na influência Espanhola em solo da Sardenha. É a Garnacha espanhola. Presumo que este vinho era só de Cannonau. Muito fresco e muito bom. Um vinhão. Um sedutor. Diferente do que se prova nos vinhos Portugueses. Dá-me ideia que está bastante bem para beber agora. Não creio que com menos anos de evolução em garrafa o vinho estivesse tão bem... Não sei porquê.

Vinho muito bem balanceado. Uma surpresa muito boa.
Provador: Mr. Wolf

Glaetzer Wallace Shiraz Grenache 2004

Característica diferenciadora: Exuberância romática
Preço: 20€
Onde: garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17

Comentário: Fruta, fruta, fruta... doce, fruta, doce... fumo...fumo...enfim...na cor, impressiona a vivacidade que ainda tem. Grenat viva e escura. Imagino como seria novo... madeira de muita qualidade, presente ainda nos aromas e o vinho tem uma pujança impressionante para os 8 anos que tem. Boca um bocadinho enjoativa, para mim, mas é um vinho que recomendo para se alargar o espectro de hábitos de prova, tradicionalmente de vinhos Portugueses. Vinho Australiano. Pode-se adquirir na net, ou em algumas garrafeiras especializadas cá. É um vinho tradicionalmente bem pontuado nas revistas da especialidade, e é bom. Não é o meu estilo de vinho, mas é bom.


Provador: Mr. Wolf

Quinta de Roriz Reserva 2004

Característica diferenciadora: Terroir clássico do Douro
Preço: 14€
Onde: garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17
Comentário: Nariz doce. Insinuante. Cerejas. Cor rubi escuro. Denso e ainda opaco. Nariz com aromas a alterarem-se. Fumeiro. Boca de muita classe. Vinho para durar ainda alguns anos em evolução positiva. Vinhos desde 1996, salvo erro, sempre de classe superior. Este está no ponto. Elegante e com acidez muito presente. Fruta de muita qualidade e madeira quase inexistente no aroma. Persistente. Muito bom.
Provador: Mr. Wolf

D.V. Catena Cabernet Sauvignon 2004 Bodega Catena Zapata

Preço: ? (25-35€)
Onde: garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17

Comentário: Nariz típico de Cabernet Sauvignon. Pimentos verdes. Picante. Cor já a apresentar alguma evolução. Média opacidade, mas lágrima ainda evidente. Boca excelente. Delicado, gorduroso e muito persistente. Equilibrado. Excelente Cabernet. Proveniente de Mendoza em vinhedos de 900 e 1400 metros de altitude. A Bodega Catena Zapata é sempre sinal de muita qualidade, e este não foge desta regra. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Syrah 2004 (Edição Guilda dos Amigos da QMO)

Característica diferenciadora: O melhor syrah português que já bebi

Preço: ?

Onde: QMO

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Simplesmente especial. Pela garrafa, pela edição, pela expectativa... e porque ultrapassa de longe tudo o que se possa imaginar. Um vinho feito por um produtor que nos prendou com a arte de saber fazer bem como os melhores fazem, mas em Portugal.
Obrigado José Bento dos Santos por fazer o que faz, sem andar atrás de modas e desvarios de pulverizar os vinhos com aromas de madeira... e excessos de fruta para que todos gostem.
Este vinho é misterioso no nariz, corpo de veludo, mas do bom... não dessde veludo que se vê agora por aí...picante... especiado e duma textura que ainda não tinha provado em Portugal. Arte pura. Excelente.

Provador: Mr. Wolf

Quinta do Noval 2004

Característica diferenciadora: Densidade

Preço: 45€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Provada uma em Fevereiro e outra em Março... as últimas duma caixa de 6 adquiridas na Garrafeira Nacional quando saiu o vinho. Este vinho é duma concentração ímpar. Nariz "doce", cor escura e limpa. Corpo denso. O vinho està ainda em grande forma. É acetinado na boca, com excelente acidez ainda e fruta delicada. Grande vinho.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 1 de março de 2011

Quinta da Leda 2004

Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz.
Produtor: Casa Ferreirinha.
Álcool: 13,5%
Enólogo: n/a

Notas de Prova: De cor bastante escura, nariz vegetal e fruta delicada. Boca quase veludo, mostrando complexidade, com final equilibrado. Primeira garrafa estava estragada... acido e sem corpo nenhum. Não era rolha... mas esta estava clássica e muito bem. Sem duvida um grande vinho, embora diferente dos mais antigos.



Provador: Mr. Wolf

Classificação Pessoal: 16

Valor: 15 a 35€