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domingo, 31 de agosto de 2014

Soalheiro Reserva 2010


Característica diferenciadora: Intenso


Preço: 28€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Soalheiro é o mais consistente representante do bom vinho Alvarinho que se produz em Portugal. Fácil de encontrar - basta ir a um supermercado... - tem todos os anos qualidade acima da média e excelente relação preço/qualidade.
O seu topo de gama é o Reserva. Custa o preço de 3 garrafas do normal... e é muito bom. 
Este ano nas férias de Algarve, após abastado repasto de marisco e em muito boa conversa, abriu-se esta garrafa, bem fresca como convém no verão e em bons copos. Ele mais do que merece... precisa.
Aroma de barrica ligeiro. Lichia. Erva cortada, equilibrio extremo. Ácido e untuoso. Ouro branco. Quando a temperatura sobe ligeiramente, surgem as notas de alperce, pêssego. Quando respira... Perde! A mineralidade que tem, em conjunto com a acidez e vivacidade, estão muito presentes. É luxo, mas precisa e tempo.
Mas a primeira impressão é fenomenal quando tudo está equilibrado. Talvez esteja a dar a volta...
É realmente um Alvarinho muito peculiar, extremamente delicado e luxuoso. Aconselho guardar... Uns 3 ou 4 anos mais no mínimo... mas é muito bom. Para ir bebendo, recomendo vivamente o normal... de qualquer ano.

Provador: Mr. Wolf

Clos Mogador 2010


Característica diferenciadora: Sumptuosidade

Preço: 60€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Clos Mogador é "só", um dos melhores vinhos que se produz em Espanha... velho conhecido, só não costumo estar mais com ele pois a sua companhia sai muito cara... ou melhor, custa muito dinheiro...mas é sempre um prazer!
Como excelente vinho que é, acompanhou-nos para um excelente jantar de amigos, e serve apenas para prova "ao de leve"... 
Pareceu-me ser de perfil diferente dos de 03, 06 e 07 que tive a felicidade de provar nos últimos anos... mais subtil e a precisar de cave.
Cor tingida de negro violáceo...Cheiro de fruta escura, muito especiado, fumado e  tinta da china. Na prova de boca é denso, opulento, e com taninos de felino: afiadíssimos.
Quando repousa um pouco no copo, circunstância pouco comum, pois é daqueles vinhos que tende a desaparecer rapidamente dos copos, os aromas da infância das canetas Molin evidenciam-se. 
Secura e delicadeza, muita finesse, e taninos particularmente aguçados... e não deu tempo para muito mais, pois neste magnífico jantar as outras garrafas também gritavam por nós e a conversa era muito boa!
Mas havemos de nos voltar a encontrar! Para já, a breve nota para a memória... e quem queira comprar um excelente vinho e gastar 60€, é ir ao Gourmet do El Corte Inglés e seguramente faz uma excelente surpresa.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Domaine Neferis D'istinto Magnifique Cuvée 2010



Característica diferenciadora: Tinto. Da Tunísia.

Preço: 20€

Onde: África...

Nota pessoal: 16

Comentário:  Bom... se é verdade que procuro beber bons vinhos pelos países que pontualmente visito, também é verdade que procuro vinhos locais e que "fujam" dos ridiculamente globalizados Cabernet Sauvignon e Merlot... e foi o que fiz. Fiz na Tunísia e na Bulgária... melhor a Bulgária neste capítulo...Pelo menos do que tive oportunidade de provar.

Esta garrafa não a provei lá... foi-me recomendada e comprei no aeroporto... e "by the way"... cuidado... pois compra-se e na caixa dão-vos o saco... mas se não o fecharem vocês e fizerem escala em algum aeroporto da Europa, como fiz em Paris... têem de despachar a mala, mesmo com o recibo da compra. Em Paris. Confesso que achei estranho na loja do aeroporto de Tunis não "selarem" o saco... mas enfim. Para a próxima já não me esqueço.

Bom... aberto com alguma expectativa, como seria este Syrah das terras quentes da Tunísia?
Cor rubi rosada... sim, rosa da cor de pétalas escuras!
Translúcido. Aromas iniciais de álcool e mofo. Álcool muito evidente. Se procurarmos bem encontramos morango, o que é estranho considerando que a casta é Syrah...
Fruta fresca, encarnada... mas estranha... parece a parte branca dos morangos quando ainda não amadureceram.
Vale pela experiência... e para apreciar melhor o que se faz em Portugal... mas se forem à Tunisia, bebam Vieux Magon... é um conselho. De amigo e de borla.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

No Man´s Land Kometa 2010


Característica diferenciadora: Bulgária... Cabernet Sauvignon e Merlot... e carácter metálico


Preço: 30€

Onde: Bulgária... ou e-stores

Nota pessoal: 16


Comentário:  Merlot vindimado um mês antes do Cabernet Sauvignon... menos de 7000 garrafas produzidas... pretensiosa a garrafa e apresentado na loja como uma das coqueluche actuais da Bulgária... bom... apesar de caro, vamos experimentar.
Opaco, grenat mate. Opacidade elevada. 
Aromas de farmácia, untuosos, natureza primária, mineral primário, quase vulcânico. Fruta nada, mas polvilha os aromas com uma doçura estranha e desconcertante. Barro húmido, lamacento. Água de rio misto de salgado, estilo ria... Uau... Não prima pela eloquência aromática, mas tem carácter. Carne crua. 
Entrada directa e extremamente mineral. Pouco corpo e Cabernet Sauvignon praticamente mudo... não é de todo um vinho consensual. Não tem fruta... não se nota a barrica... vale pela mineralidade e pelas notas ferrosas que tem, mas só isso... parece-me que a garrafa e a imagem muito cuidada não me justificam que adquira outra garrafa pelo mesmo preço. Mas valeu pela prova e pela diferença. E vendo em perspectiva o vinho tem cuidada qualidade....mas se soubesse o que sei hoje, tinha trazido da Bulgária mais garrafas da casta Mavrud... bem mais baratos e muito bons! Fica o alerta!

Provador: Mr. Wolf

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2010


Característica diferenciadora: Cabernet Sauvignon do Chile.

Preço: 15€

Onde: e-stores

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Clássico Cabernet Sauvignon do novo mundo! 
Cheio de glamour de barrica, aveludado nos aromas e verde nas notas de Cabernet, muito químico nos aromas mas muito apelativo. Chama-nos para o copo. Tem esse mérito. 
Cromaticamente é rubi, opacidade média elevada, mate.
Boca com muito boa sensação de secura, granular e "poeirento"... Cria a sensação de pó na língua. Mas é bom. 
Tem corpo e estrutura, não se deixa levar pelos traços mais vegetais do Cabernet Sauvignon e consegue mesmo ter alguma delicadeza quase que láctea, que lhe dá alguma graça.
É bom, muito bom para quem gosta de Cabernet Sauvignon. 
Para quem quer provar um Cabernet Sauvignon bastante fiél à casta tem aqui um excelente produto a preço acessível.

Provador: Mr. Wolf

Sauternes Château Villefranche 2010

Característica diferenciadora: Sauternes

Preço: 18€

Onde: El Corte Inglés, por exemplo..

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Amarelo loiro e transpira muitos aromas de alperce... explosivo! Tem muita untuosidade... é o que se vislumbra logo!
Cremosidade, tropical, ananás... tudo em explosão ainda. Vale pela prova para quem se quer iniciar no mundo dos Sauternes... pois está disponível no El Corte Inglés por exemplo a um preço relativamente acessível.
Falta-lhe cave e tempo para ganhar subtileza. Depois sim, acredito venha a ser um bom Sauternes. Agora é infanticídio...mas serve para referência.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dona Francisca 2010

Característica diferenciadora: Fresco e elegante

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras de Mourinho Wines (Mercado do Forno do Tijolo – Anjos)

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Apesar de ter escolhido como características diferenciadoras a frescura e a leveza não se julgue que estamos perante um vinho menor ou pouco intenso. Muito pelo contrário, é um grande vinho, com a presença notória da Touriga Nacional (mas sem ser em doses cansativas), super fino, elegante, com uma belíssima estrutura de taninos e com uma madeira formidável. Final longo e super fresco. É um daqueles vinhos em que apetece sempre beber mais um copo. Muito gastronómico.

Nota: infelizmente não guardei a fotografia do vinho. No entanto, e devido à sua qualidade e ao facto de ser um vinho que nunca mais encontrei à venda, julgo que se impõe a sua nota de prova.


Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Domaine Confuron-Cotetidot Vosne-Romanée 2010


Característica diferenciadora: Romanée.


Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Romanée... mágico para qualquer entusiasta de vinho. A casta mágica também... desconhecida para muitos pelo seu potencial, mitificada por outros pela experiência que é quando mostra o seu explendor. Pinot Noir.
Cor aberta, translúcida. Rubi suave.
Aromas imediatos de pó talco.
Fruta estrondosa... as sensações sensoriais são muito mais poderosas do que a cor e opacidade fariam supor... face às referências que temos.
Boca... Tracção imediata. Poderoso. Mineralidade a pontapé, extrema elegância, fruta estilo morango pisado.
Sensação de veludo no entanto a par com muita mineralidade crescente em disputa com acidez perfeita, consistente e "quase que" disfarçada.
Nuanças aromáticas assustadoras pelo que crescem no copo. Brutal no nariz... a prova sensorial dos aromas é recorrrente. Não é só no princípio da prova.
Pó de talco, fruta e notas animais... Pêlo de animal.
Profundo e muito largo nas sensações, muito elegante na consistência.
Brutal. Para provar e guardar.

Provador: Mr. Wolf 


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Chateau de Viaud-Lalande 2010


Característica diferenciadora: Espessura e elegância


Preço: 13€

Onde: Comprei na Wine-Time (on-line)

Nota pessoal: 17

Comentário:  Há que ser honesto... pelo preço e pela proveniência, estava tão confiante neste vinho que quando fui à garrafeira buscar a garrafa para jantar - nessa noite ía ser a minha companhia - trouxe logo um Lybra do Monte D´Oiro também, não fosse correr mal e não me apetecia voltar à cave... tal era a expectativa.
Cor de mediana opacidade. Muito limpo, auréola quase rosada. Rosado escuro. Bonita a expressão cromática. Bom, vamos lá ver então o "nariz que diz".
Aromas marcados por componentes mais terrosas que florais. Muita terra molhada... Primeiras chuvas pós verão, ainda com amena temperatura. É a isso que cheira. Final aromático balsâmico, alguma mineralidade e essencialmente muito equilíbrio. Harmonioso nos aromas que emana. Bom.. parece que temos vinho para acompanhar os cogumelos Portobelo que preparei para acompanhar um Cordon Bleau que estava bem bom. 

Prova de boca coerente com o início do exercício... Gradual na sua imposição, exprime-se mais pela harmonia do que pela evidência. Interessante. Pede comida e tem mais "arcaboiço" do que a experiência sensorial aromática deixaria adivinhar.

Especiadíssimo, tem uma interpretação do Cabernet Sauvignon muito distinta, extraindo-lhe o melhor carácter picante possível, bem como notas frutadas, extraordinárias pela leveza e ao mesmo tempo pela acuidade que tem. 
Que excelente vinho. Vale muito pela persistência que tem, pela largura no paladar e sempre em equilíbrio. Tem força, mas também bastante descrição. Bom vinho a muito bom preço de mercado.

Gostei, comprei mais umas garrafas pois acho que vale muito a pena pois é um bom exemplo, pelo preço acessivel, do blend de Bordéus.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 17 de novembro de 2013

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2010


Característica diferenciadora: Intensidade.

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário:  Vinha Grande é uma das grandes referências de vinho do Douro em Portugal. Pouco massificado na década de 90, é sempre sinal de muita qualidade. Restaurante que tivesse na carta Vinha Grande, era bom de certeza.

Mudou o perfil diria eu em 2003... Afinou, para mim, agora. É diferente do que era, mas é muito bom.
Cor muito violeta. Auréola púrpura, muito bonita. 
Opacidade elevada, mas muito límpido.
Aromas de fruta estilo cereja, amora. Ligeira especiaria e madeira exótica. 
Prova de boca muito gulosa. Fruta polida, extraída no ponto, acidez e taninos perfeitos para consumo imediato, muito equilíbrio e carácter bastante vincado apesar de tudo.
Perfil mais globalizado, amaciado pela barrica, mas rusticidade peculiar na boca, a dizer-nos que é um Douro puro e duro. 

Excelente compromisso preço qualidade, muito à vontade na mesa e a avaliar a aptidão para evolução em cave. 2-3 anos é seguramente um "porto seguro"... Mais, acredito que sim. Tem fruta e acidez para isso.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 13 de outubro de 2013

Cartuxa Colheita 2010

Característica diferenciadora: Sempre muito bom!

Preço: 13€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário:  Cartuxa... adquirido para revisitá-lo neste ano de 2010! Como será que esta bandeira do bom vinho Alentejano se comprtará num ano que se manifestou tão peculiar?
Vivo na cor a fazer lembrar sangue. Muito bonito e vivo no copo. Brilhante e lustroso.

Aromas de barro, ligeira tosta e fruta encarnada esmagada. Apesar de díspares, estes aromas convivem de forma muito harmoniosa e agradável aos nossos sentidos. Tudo "leve", mas esclarecido!
Boca muito sedutora, com acidez discreta e taninos finos, mas presentes. Uma boa surpresa de 2010. Adequado no entanto à qualidade da casa, que é acima da média.

Mediana opacidade, notas na boca de chocolate e suculento. Muito interessante e muito bom. Uma escolha segura para o estilo. Fora de modas apesar de ter "uns toques" mais contemporãneos. Eu gosto muito. Fino, final longo e muito harmonioso. Nada chateia e é bom. Ponto.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Dory Reserva 2010

Característica diferenciadora: Acidez/frescura (Torres Vedras “terroir”?)

Preço: 10€ (5 euros nas Feiras de Vinho)

Onde: Feiras de Vinhos do Continente e El Corte Inglés

Nota pessoal: 16,5/17

Comentário: Eu gosto dos vinhos da Adega Mãe. O branco colheita, os varietais de Chardonnay, Viognier, Viosinho e Alvarinho e o Reserva Tinto de 2010, são vinhos que me dão prazer a beber e que me fizerem companhia durante o tempo mais quente (os brancos). Mesmo o Chardonnay e o Viognier, castas já por si mais “pesadas”, mesmo fermentadas em madeira, apresentam uma frescura e uma acidez muito interessante, que espevitam o vinho e o tornam sempre muito prazeroso à mesa. O Viognier tem a ganhar com alguma tempo de cave, porque ainda se sente muito a tosta.

Bem, mas hoje não estamos virados para os brancos … ficam para um outro dia! O Dory Reserva tinto, quando custava 10 euros já era um tinto que dava muito prazer a beber. Agora que custa 5, é para comprar à caixa. Foi o que fiz e que voltarei a tentar fazer, se ainda o encontrar.

Apresenta-se escuro com uma ligeira aureola ruby. No nariz, sobressai a madeira, e à primeira podemos pensar que vamos beber mais um daqueles vinhos achocolatados e docinhos. Felizmente isso não se confirma! Continuando … químico, algumas notas de farmácia. Boca com fruta preta e algum vegetal. Passado algum tempo, surgem-nos notas de pimenta e alguns taninos mais aguçados a disserem de sua justiça e a aconselhar alguma calma no consumo do vinho. No final da refeição, mostrava-se mais proporcional e arrumado, mas, sem nunca ser um vinho aborrecido, porque, tal como os seus “irmãos” brancos, também ele tem uma belíssima acidez e frescura, tornando-se, por isso mesmo, um amigo da mesa. Vinho que enche a boca e que se prolonga.


Provador: Bruno Miguel Jorge

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Soalheiro Reserva 2010


Característica diferenciadora: Soalheiro...com Barrica... elegância.

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17


Comentário:  Vinho mítico, fruto da consistência e qualidade ao longo dos anos.
Alvarinho, expoente máximo da acidez e equilíbrio em Portugal.

Apresentação efectuada, há que libertá-lo da garrafa para o copo.
Amarelo esverdeado... Ameno na cor, sem expressividade evidente de lágrima ou tonalidade.
Nariz no copo...delicado, maracujá ligeiro. Acidez nos aromas, contida, muito delicada. Ligeiro vegetal, relva cortada. 
Muito bem balanceado, muito delicado, 
Prova de boca a manifestar untuosidade q.b. e paladar predominantemente cítrico.
Fruta delicada, fora de modas de extravagância de aromas, fruta ou barrica, o que é de louvar. Parece-me que ganhará em porte e complexidade com cave. Muito contido para já.

Bom, mas é como andar de Porsche na A5 às 8:00h da manhã à entrada do viaduto Duarte Pacheco. Imagina-se o potencial, mas não se consegue constatar.

Guardar.

Provador: Mr. Wolf

Poeira Dusty 2010


Característica diferenciadora: Concentração.

Preço: 10€!

Onde: Eu comprei porque encontrei no Jumbo! Não faço ideia onde existirá mais.

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Rótulo que desconhecia. Curioso, experimentei... Feiras dos Vinhos têem destas coisas.
Cor rubi com laivos violeta de lágrima muito escorreita.
Limpidez e densidade acima do comum.
Chegado o nariz ao copo, aromas verdes, com muita especiaria e fruta muito discreta. Muito discreta mesmo. Presente no entanto...Fruta a assemelhar-se a framboesa e mirtilos. Fruta escura, quase madura ainda que suculenta. Aromas de Vintage novo, ainda que ténues, mas "violetas" e vincadas.
Aqui, neste vinho não há facilidades de aromas de barrica, muito menos doçuras e tostados. Há sumo brotado dos cachos, vinificado de forma exímia.
Terroir à parte, a clarividência e cristalinidade dos sabores e texturas faz-me lembrar alguns Chateauneuf du Pape quando são adolescentes. Já apresentam fruta, mas claramente necessitam de tempo.
Este vinho pode beber-se já sem problema nenhum... Pede é pratos a sério. E copos.
No entanto, este vinho precisa claramente 2 a 3 anos de estágio. No copo, quando "abre", tem um crescimento assombroso com muita groselha e fruto agora mais vivo a surgir em primeiro plano... E com a vantagem de acompanhar sempre com uma acidez desconcertante.
Ligeiro amargo  (imagino da Touriga Nacional) a desiquilibrar um pouco. Pode ser que acalme com o tempo.
Muita elegância, apesar de verde ainda. Quando respira ganha muita elegância e harmoniza-se.

A provar de novo daqui a alguns meses. Vinho para a cave.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 7 de setembro de 2013

Pato D´Oiro 2010


Característica diferenciadora: Luxo em garrafa.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Escrever sobre um vinho produzido por Luis Pato e José Bento dos Santos é mais ou menos como escrever uma fábula sobre imaginar o que seria uma acção de altruísmo acordada entre Mahatma Gandhi e a Madre Teresa de Calcultá. 

Para quem gosta de carros, talvez se aproxime ao que seria guiar um carro que tivesse a longevidade dum Mercedes, com o estilo, design e condução dum Porsche e o rugido num Ferrari sempre que se ultrapassasse as 4000 rpm. 

Para os mais fúteis amantes de futebol, era um team  onde alinhava o Preud´homme na baliza, o Baresi na defesa, o meio campo com Ronaldo, Messi, Maradona e Pelé a servirem Puskas e Eusébio soltos na frente. A restante constituição da defesa, como compreendem, é indiferente.

Do ponto de vista intelectual era ter uma soirée numa mesa octagonal com Joana D´Arc, Freud, Churchill, D. Afonso Henriques, César, Pasteur, Casanova e o Ricardo Araújo Pereira para mediar a discussão. Numa sala ao lado, estaria o Dali e o Fernando Pessoa para quem quisesse ouvir um chill out com o James Douglas Morrison na mesa de mistura.

Bom... estas metáforas são excentricidades que nem o Euromilhões pode satisfazer tamanho capricho. Mas encher uma garrafeira deste vinho, sim, quiçá seria possível.

Parece-me que está esclarecida a admiração que tenho por estes dois Produtores. Mais do que pela qualidade com que os vinhos saem para o mercado, mas mais, muito mais... pela qualidade superlativa que se exponencia à medida que os anos passam na garrafeira e provamos garrafas antigas.

Foi mais ao menos embuído neste espírito curioso por natureza com que retirei a rolha a uma garrafa destas este ano. Sou precipitado, é verdade, mas gosto de opinar com conhecimento de causa.

Barrica excelente!
É expressiva? É. Cansa? Não.
Porque é que é boa? Porque nos faz reavaliar a nossa própria ideia de boas integrações de barrica em vinho. Reposicionamos todas as memórias que já temos sobre vinhos e respectivo "casamento" com madeira. Quando assim é, a civilização avança.

Muita fruta silvestre no aroma, doce e concentrado.
Ao mesmo tempo que tem estas  nuances aromáticas deliciosas e mais joviais, mostra-se sério...muito sério, com a barrica acentuada mas, mais uma vez, magistralmente integrada.
Fruta silvestre persistente. Lácteo ligeiro.

E, posto isto, passam-se vários minutos. Em vez de levarmos o copo à boca mal aterra no copo, sacia-se só com o nariz.

A cor é amora escura, opaco. Brilhante... não, lustroso. Tem brilho na sua textura.

Uns bons 15 minutos depois, prova-se!

Boca fantástica, avassaladora.
Muita intensidade, cremoso e muito, muito elegante. Ao ponto de, se pega na moda, na próxima Moda Lisboa (passe a redundância), a imprensa caracteriza algumas colecções como irreverentes e outras, as que trazem uma nova dimensão ao impacto da vulgar "elegância", como: "... a colecção de determinado criador é marcada por muito Pato D´Oiro". É uma patamar diferente de "elegância".

Acidez presente e taninos extremamente bem polidos, conferem à prova de boca sinal evidente do músculo que este vinho tem, e terá!
Fesquíssimo, luxuoso e cheio de pormenores. Muito guloso. Fruta silvestre, encarnada, viva,  a comprovar as notas aromáticas e final muito longo. Sempre muito elegante.

O vinho imediatamente mostra a sua musculatura atlética, fora de modas, mas contemporãneo. Tem acidez e ao mesmo tempo a suculência da fruta que poucos conseguem alcançar e a maior parte nem ambiciona, pois não sabe que a suculência está para o mel como o frutado está para o caramelo... e são ambos doces.

O equilibrio entre a acidez e vivacidade e a suculência aportam à prova uma dimensão muito diferente do que se produz em Portugal.
Coerente ao longo da prova, sempre a crescer em termos de vivacidade, intensidade, é daquelas garrafas que parecem nos provocam ilusões, ou seja, alteração ao nível da percepção sensorial, nomeadamente da vista e tacto, pois a garrafa assemelha-se a ter 0,75l, mas dura muito menos que as "outras", e no mínimo bebia-se o dobro, até à última gota.
Mineralidade presente também e muita finesse.

Não estou surpreendido, pela admiração já reconhecida. Estou estupefacto pela sensação que tive.
É das experiências que marcam, pois sabem muito bem.
Muito prazer em partilhar esta garrafa com ilustres amigos e entusiastas deste mundo de experiências que é o vinho. Talvez tenha ajudado, no entanto, acho que quando voltar a beber uma garrafa, se a beber sozinho saber-me-á extraordinariamente bem também!

Seguramenta na imprensa profissional se esclarecerá a origem deste vinho, as castas, o porquê de ter sido produzido, etc... também o sei. É é de louvar.
Mas neste caso, o texto é muito mais para agradecer e homenegear do que para caracterizar.

A minha humilde homenagem e obrigado ao Engº. José Bento dos Santos, ao Engº. Luis Pato e respectivas equipas que articularam ideias, executaram e engarrafaram este vinho.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Luís Felipe Edwards Family Selection Grande Reserva Carmenere 2010


Característica diferenciadora: Carmenere...pouco comum ou inexistente em Portugal.

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras especializadas ou e-commerce.

Nota pessoal: 16


Comentário: Cor aproximadamente preta!
Nariz com muita especiaria e barrica bem integrada (12 meses em barrica apesar de ser Gran Reserva, sem marcar muito).
Prova de boca mais equilibrada do que a intensidade da cor faria supor.
Corpo mediano a confirmar a muita especiaria e notas de fruta ligeira. Suave.
Ligeiramente seco quando o carácter mais vegetal pica na lingua.
Com o tempo, dá notas aromáticas de terra quando chove.
Muito interessante e um bom exemplo do que um Carmenere é no Vale do Colchagua.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 25 de agosto de 2013

Nº Zero Negro Amaro 2010


Característica diferenciadora: Salinidade

Preço: 17.5€ (Restaurante Gulli - Cascais)

Onde: E-Commerce?

Nota pessoal: 17


Comentário:  Num restaurante que confecciona bem comida de inspiração italiana, nada como acompanhar por um bom tinto Italiano.
E é assim que chegamos a esta garrafa do produtor Menhir da região de Salento. 100% Negro Amaro, casta muito típica da região.
Escuro e de opacidade média a elevada, com brilho rubi.
Nariz bastante frutado, estilo cereja e frutos secos. Sem exageros de maturação. Mas com muito carácter.
Prova de boca com a secura tradicional de Itália. Rusticidade qb, mas muito bem polida.
Prevalece no entanto o equilibrio geral que se repercute também nas sensações. Muito homogéneo.
Textura com densidade muito interessante, generoso nas boas notas frutadas e muito, muito curioso pela salinidade que tem.
Final de boca que faz lembrar Flor de Sal. O contraste da boa fruta, estili cereja com o final salino, dá um "ar de graça" estilo sauer.
Taninos muito polidos e prova muito boa. Volumoso, limpo e equilibrado. Diferente.
Gostei muito.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ultreia 2010


Característica diferenciadora: Perfil delicado e intenso.


Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas..

Nota pessoal: 18

Comentário: Uma estreia! É sempre com muita apreensão que se provam estes rótulos novos do caríssimo Dirk... procuro ir sem preconceitos nem expectativas... nunca sei se é um estilo Redoma, que muito gosto e admiro, ou um estilo Charme, que aprecio...
No copo maravilha logo pela vivacidade e destreza do jorrar...Rosado, média concentração... literalmente rosado!
Nariz de groselha... fruta muito fresca e encarnada, sem estar ainda madura.
Estive uns bons 5 minutos só a deliciar-me com os aromas... muito bom.
Boca redonda, fruta vermelha redonda, memórias imediatas de corneto de morango.
O vinho impressiona pela acidez e pelo final cítrico qb, frutado e com uma acidez camuflado e secura estonteante! Só pode melhorar em cave e vai seguramente ser um vinho de muita finesse e classe...
Muito, muito bom.
Finíssimo, delicado, acidez final brilhante.
Parabéns.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 4 de maio de 2013

Andreza Reserva 2010



Característica diferenciadora: Suculência!

Preço: 7€

Onde: Garrafeiras especializadas...distribuição, não sei.

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Esse blend magnífico, quando não se procura retirar mais do que genuinamente este lote dá... sim, é uma nota a quando se procuram extracções exageradas e "colagens" com perfis que não são o que eu gosto no Douro.

E este rótulo, foi por recomendação do meu prezado Pai, que impressionado pelo estilo e perfil, há uns meses atrás me telefonou exlicitamente para dizer o nome deste vinho para eu provar.

Curiosidade, normalmente o nariz e palato do Pai, não enganam.

Exuberância nos aromas e na cor. Rosado e violeta escuro, brilhante e lustroso.
Aromas muito expressivos. Doce e barrica ainda a "secar", "abaunilhado" e muito envolvente. Não prima pela discreção... De todo. Se fosse um automóvel era "Vermelho Ferrari"...sem ser Ferrari.
Nariz com aromas de soalho encerado também e muita fruta vermelha doce. É um estilo.
Boca muito boa. Taninos muito bem integrados, apesar de vincadamente presentes, e uma aspereza que lhe dá muita graça
Secura, lácteo também e muito sedutor.
Não prima pela elegância... Mas não engana. É tudo em abundância... mas eu gostei bastante, essencialmente porque a "abundância" excessiva que tem, na minha opinião, é consequência da qualidade do vinho e apenas necessita de cave para "amaciar".

A guardar ou a beber já, para quem gosta de depsortos mais radicais e emoções mais fortes. Eu vou comprar e guardar uns 2 a 3 anos.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 14 de abril de 2013

Post Scriptum 2010



Característica diferenciadora: relação preço/qualidade...

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário: Nascido em 2002, o Post Scriptum sempre se afirmou no mercado sem grandes necessidades de publicidade. É a qualidade da sua prova que o publicita a si mesmo. Este de 2010, já tinha sido provado e merece sem dúvida nenhuma lugar de destaque nos vinhos do Douro actuais.
Apesar de em 2002 ter "nascido" porque não saiu o Chryseia, não sai exclusivamente nestes anos.
Cor rubi/violeta opaco. Vinoso no copo e aromas fantásticos...Aroma cativante inicial que evolui de carácter mineral e com fruta discreta, para aromas densos, quentes, sedutores. Notas aromáticas de damasco. Pedra escuras quente, passe o cliché  de xisto quando está ao sol... ou ardósia quente.
À medida que respira, surgem aromas mais florais, trazendo à memória flores que emanam aromas com o cair das noites quentes de verão. Sempre num registo mais insinuante do que evidente.
Respirando mais... Fica fascinante no nariz. Equilibrado com notas florais e de fruta, sem ser muito madura. Nada está em demasia.
Passando do nariz para a boca...Boca pura e simplesmente arrebatadora. Cresce, cresce, cresce numa batalha entre a acidez contida e a fruta discreta. Madeira? Sim, excelente... Tem de se pensar se tem e procurá-la. Realmente como se quer.
Fruta está lá, acidez também e intensa mas muito bem equilibrada com os taninos, e o final... É duma frescura deliciosa. 
Acetinado... mentolado não é o que o caracteríza exactamente, mas é o mais semelhante, e elegante e fresco como se quer... Excelente vinho para beber já e obrigatório guardar!
Guardem... se conseguirem... no mínimo 5 anos.

Provador: Mr. Wolf