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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Reguengos Reserva 2004

Característica diferenciadora: Clássico

Preço: 5€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16


Comentário: 
Então vamos lá provar um clássico rótulo do quotidiano vinho Alentejano, uma década depois da safra... Porque merecem, pois é provavelmente a adega cooperativa de referência ainda no Alentejo... pelo menos é a percepção que tenho. Pode estar errada!


Cor de tonalidade (ainda) muito escura, opacidade elevada e brilhante. Promete.
Aromas com muito café torrado. Notas fenólicas muito bem disfarçadas e integradas com fumeiro e soalho encerado. Não prima pela elegância, mas tem carácter.


Prova de boca: entrada muito assertiva. Polido ainda, doce quanto baste. Respira... fez-lhe bem. Caiu o carácter adocicado e manifesta-se agora mais verde nos aromas, unidireccional e vegetal. Parece Cabernet, mas não é... Mas tem a Trincadeira em muitos bicos de pés. Boca no entanto muito harmoniosa.  Uma delicia pela experiência. Beber quem ainda as estiver. Não deve melhorar mais, e actualmente faz uma boa mesa...



Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pêra-Grave 2009

Característica diferenciadora: Lustroso...

Preço: 12€

Onde: Supermercados e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário:  Já andava há muito tempo para provar este vinho. Normalmente apelidado de "muito bom" por quem o bebe regularmente, tem fiéis seguidores... e fidelizar um consumidor deve ser dos maiores desafios actuais neste mercado.
Escolhido para a mesa a par com outros vinhos para acompanhar umas Favas à Portuguesa... 

Frescura nos aromas e tendencialmente preto na cor... 
Peculiar no Alentejo... especialmente se considerarmos que o vinho é de 2009.
Fruta encarnada, fresca e intensa. Tenso o vinho e muito "esclarecido". 
Taninos muito bem enquadrados, vivos ainda, sem incomodar. 
Textura de tinta da china, muito bem na prova de boca, elegante mas ao mesmo tempo muito consistente e "lustroso". 
Frutado, muito especiado e vigoroso qb. Luxuoso. 
Muito bom vinho. Tenho de provar o mais recente.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 26 de janeiro de 2014

Granja Amareleja Vinhas Velhas 2009

Característica diferenciadora: Amareleja Vinhas Velhas... Adega Cooperativa...

Preço: 12€

Onde: Pontualmente em feiras de vinhos. 

Nota pessoal: 17


Comentário:  Avisa-se já que não é fácil de encontrar... no entanto, vinhos de "Granja - Amareleja" existem na distribuição comum (Jumbo, Continente, etc...) e são sempre bons e fiéis ao perfil. Gosta-se ou não...
Excelente cor. 
Escuro e vivo de opacidade média, cheio de aroma. 
Muita fruta delicada, profundo com algumas notas de eucalipto. Balsâmico.
Prova de boca fulminante. Classe pura. Ligeiro no tanino, perfeito na acidez. Redondo, aplicado na concentração, nada em demasia. 
Equilibrado, doce de tomate, ligeira barrica presente a adocicar, mas sem chatear. 
Muito "fino" mas denso ao mesmo tempo. Característico do que é o bom carácter do Alentejo tradicional. 
Comprar, beber e guardar algumas. 
Muito bom. Perfil peculiar, fora de modas. Mas para quem gosta, como eu, é um tesouro.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Mouchão 2007


Característica diferenciadora: Mouchão.


Preço: 27€

Onde: Qualquer garrafeira que se preze.

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Provavelmente o Mouchão que provo com menos anos de garrafa... mas não me contive.
Escuro... Rubi muito escuro com brilho de sangue vivo. 
Aroma inconfundível e único. Que delicia. Vegetal e quente ao mesmo tempo... Que hino ao Alicante Bouschet. Especiado ao fundo... Extremamente sedutor.
Nervos para provar... nunca provei nenhum tão jovem... Estrondoso! Pujantissimo, muito corpo e volume imediato, a mostrar que está a fazer-se ainda. 
Está jovem, pulsante e já muito complexo. Fechadissimo. 
Taninos a guerrear com a suavidade que só o Mouchão consegue no Alentejo. Tanto, mas tanto para dizer... Muito verde ainda, fresco qb e com uma austeridade muito british. É um portento! Quem tiver possibilidades e gosto por conhecer e aprender o que é um grande vinho e essencialmente uma grande experiência sensorial, compre por favor Mouchão. E prove. 
Obrigatório guardar.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 23 de novembro de 2013

Uvas Castas (2005)


Característica diferenciadora: Interessante pela evolução.


Preço: 18€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16

Comentário:  Cor limpa rubi acastanhada. Aromas muito limpos, com fruta madura, ameixa.
Taninos já muito ténues. Muito clean, doce e moderado. Diferente e muito dos tempos de juventude... descortina-se que era de 2005 apenas pelo contra-rótulo!
Excelente no equlibrio mas é claramente um vinho (bom) para beber jovem.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Aventura Susana Esteban 2012

Característica diferenciadora: Alentejo com personalidade própria.

Preço: 8€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Cromaticamente muito expressivo.
Violeta, púrpura, muito vincado e denso...
Muitas notas florais no aroma. Touriga nacional muito evidente. Ligeiro lácteo, barrica secundária, vincada mas ténue ao mesmo tempo. Muito bom o trabalho de barrica.
Elegante na boca, muito polido, taninos à procura de espaço para acalmarem, fruta estilo cereja, boa acidez e potencial de elegância... Mas precisa acalmar... Tudo muito cru ainda. 
Gosto normalmente muito dos vinhos da Susana... recordo com muita saudade os Xisto (sim, esses mesmo da Quinta do Crasto) sobre sua batuta enológica, e principalmente um vinho no Alentejo que sempre gostei muito... Perescuma Nº1. Mas neste caso, estamos a falar deste Aventura. E é uma boa aventura.
Bom vinho, talvez mesmo o melhor que já provei de 2012, pelo menos até à data, a um preço comedido. 
Melhorará em cave seguramente.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Mouchão 1974 (datado na rolha)

Característica diferenciadora: Mouchão!

Preço: 30€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 18

Comentário:  Sabe muito bem provar vinhos diferentes dos que se adquirem no quotidiano, seja quando procuramos novidades para a garrafeira ou para um jantar. E nada como provar vinhos, cujas Casas produtoras são consistentes, tradicionais e que associam qualidade da matéria prima ao processo desde o seu nascimento. Mouchão é uma delas.
Esta garrafa foi adquirida numa garrafeira, sem saber o seu histórico. Simplesmente arrisquei.
Sem data no rótulo, só na rolha... a expectativa era mais num vector de exercicio de prova do que propriamente de acreditar que teriamos vinho para o excelente almoço de assado no forno que tivemos.

Aberta... com delicadeza e cuidado na extracção da rolha, completamente húmida diga-se de passagem. 1974. Boa... 38 anos. Reduz-se a expectativa e espera-se um ténue vinho alentejano, quiçá com resquícios que nos permitissem saborear um vinho tinto duma região de temperaturas tão elevadas.
Deita-se no copo e a primeira surpresa: cor escura, grenada, sem marcas evidentes de oxidação.
Nariz doce, licoroso e frutado... e esta hein?
Boca maravilhosa... Acidez presente, muito equilíbrio e extremamente bem balanceado. Harmonia é a palavra de ordem. Afinal o Alicante Bouschet não é rude... precisa é de tempo.
Notas muito frutadas, estilo cereja muito madura.
Opaco, limpo e vivo.
E o melhor? O melhor é que cheira a Mouchão, aquele doce em calda, de fruta escura estilo ameixa mas com alguma frescura vegetal numa simbiose aromática difícil de igualar noutras castas. Fantástico.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 13 de outubro de 2013

Cartuxa Colheita 2010

Característica diferenciadora: Sempre muito bom!

Preço: 13€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário:  Cartuxa... adquirido para revisitá-lo neste ano de 2010! Como será que esta bandeira do bom vinho Alentejano se comprtará num ano que se manifestou tão peculiar?
Vivo na cor a fazer lembrar sangue. Muito bonito e vivo no copo. Brilhante e lustroso.

Aromas de barro, ligeira tosta e fruta encarnada esmagada. Apesar de díspares, estes aromas convivem de forma muito harmoniosa e agradável aos nossos sentidos. Tudo "leve", mas esclarecido!
Boca muito sedutora, com acidez discreta e taninos finos, mas presentes. Uma boa surpresa de 2010. Adequado no entanto à qualidade da casa, que é acima da média.

Mediana opacidade, notas na boca de chocolate e suculento. Muito interessante e muito bom. Uma escolha segura para o estilo. Fora de modas apesar de ter "uns toques" mais contemporãneos. Eu gosto muito. Fino, final longo e muito harmonioso. Nada chateia e é bom. Ponto.

Provador: Mr. Wolf

Mouchão 2000


Característica diferenciadora: Mouchão... com mais de uma dúzia de Primaveras em garrafa.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas... ou por sorte em restaurantes!

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Mouchão... é Mouchão. Ponto final, parágrafo.

Pode-se discutir o perfil, o preço, a elegância, o que se quiser... mas a verdade é que quanto mais estas garrafas (e eu...) envelhecemos, mais prazer retiro ao apreciá-las. À expectativa de prazer que normalmente acompanha o momento de abrir uma garrafa de Mouchão, juntou-se o efeito surpresa! É verdade... numa noite em casa a provar uns vinhos adquiridos nas Feiras de Vinhos, eis que salta para a mesa esta preciosidade, partilhada por bom amigo. Obrigado!

Cuidadosamente retirada a rolha, impecável a olho nú, cuidadosamente enchemos os copos com o precioso néctar.
Literalmente opaco. Rubi alcatrão... não existe? Existe, existe... É produzido com Alicante Bouschet... Impressiona a cor.

Nariz apontado ao copo e a frescura dos aromas é impressionante.
Alguns aromas de cereais, pó... aromas mais terrosos. Ouviu-se um "Cheira a milho!"... não sei bem a que cheira o milho, mas percebo. Mas num registo muito fresco e nada "asfixiante" como alguns terrosos podem parecer. Bom, há que deixá-lo respirar.
Prova-se.
Boca possante, volumoso, muito volumoso revestindo o palato com o doce do Alicante tão especial nesta casa.
Extremamente complexo e muito fresco, deixa um final quase cítrico a fazer lembrar casca de laranja. É impressionante a juventude e ao mesmo tempo maturidade deste vinho. Está muito bom para prova já e não vira a cara a mais uns anos de cave seguramente.

Nariz outra vez no copo e a brisa de aromas continua a impressionar. Alguma fruta vermelha discreta com notas vegetais e terrosas sempre presentes. Especiado mas sempre muito elegante, e na boca, ao longo da prova surpreende sempre pela frescura que tem e pelo final muito longo e fresco. 
Acidez perfeitamente integrada, que dá para para vender, sem evidências de barrica e muita harmonia e suculência. Esta garrafa, apesar dos seguramente 12 anos em garrafa que já conta, ou perto disso, continua numa forma exemplar a mostrar que um grande vinho, necessita naturalmente de cave para se mostrar a sério.

Exelente! 



Provador: Mr. Wolf


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Zambujeiro 2005


Característica diferenciadora: Volume, elegância e Alicante Bouschet de sonho.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Quando nada o fazia prever num jantar simples... chegou-nos à mesa esta garrafa, impecavelmente guardada nos últimos anos.
Uma estreia, visto que só tinha tido o prazer de provar o mítico ano de 2001.

Retira-se a rolha... vislumbramos uma bonita cor rosada escura muito homogénea no carimbo da rolha!
Aponta-se a garrafa ao copo...o vinho impressiona logo pelo lustroso e escorreito rubi escuro.
Dada uma única volta no copo, os aromas colocam os sentidos... em sentido. Extremamente sedutor, com aromas especiados e doces, misturado com aromas de azeitonas verdes. Barrica de excelente qualidade, muito bem integrada no conjunto, sem marcar, mas a cumprir a função de prolongar complexidade e profundidade aromática. Fantástico.

Prova de boca extraordinária. Vinho muito "cheio", guloso, volumoso que no ataque à prova mostra-se imediatamente como ele é. É excelente.
Vigoroso na concentração, é bastante "aveludado" nos taninos, que estão bem presentes e a mostrar que temos aqui Alentejo para muitos anos. Muito redondo, muito "comprido", é realmente um vinho que se "mastiga".
Apesar do seu vigor e concentração é ao mesmo tempo bastante equilibrado e termina de forma longa, mas bastante elegante. A excelente barrica onde estagiou acompanha a prova toda, desde os aromas ao final, onde está maravilhosamente integrada.
Marca do Alentejo vincada. Tem a marca do melhor que se faz no Alentejo e é um Marco para mim do que é o Alentejo. Fora de modas apesar de ser contemporãneo no perfil, não tem medo de usar e provavelmente abusar dessa maravilhosa casta (Alicante Bouschet) que quando é bem trabalhada, constrói a história do melhor que o Alentejo traz para a mesa... Excelente Alicante Bouschet. Lote com Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonês.
No perfil que falo, a par com Mouchão, não conheço nada que ombreie com este vinho.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tapada do Chaves Reserva 1997


Característica diferenciadora: Tapada do Chaves

Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas antigas...

Nota pessoal: 18


Comentário: Sou um adepto confesso de alguns vinhos Portugueses.
Provo tudo, sem preconceitos de tipo, preço ou região.
O tempo fez-me compreender que existem vinhos aos quais reagimos mais do que outros. Há vinhos de muita qualidade, que impressionam e tornam deliciosos os minutos ou horas que nos acompanham, mas que passados alguns dias(ou copos...)  esbatem-se quando aparecem outros que impressionam ainda mais, ou impressionam por características diferentes.

O Tapada do Chaves não. Não se esbate, nem é comparável para mim a nada.

Reconheço o seu aroma característico e experiencio várias memórias sensoriais que tenho do passado, onde tive a felicidade de provar com alguma frequência garrafas da década de 90 deste vinho mítico de Portalegre.

Não tenho a pretensão de qualificar um vinho como melhor ou pior... aliás, como todas as notas de prova que coloco. Simplesmente, qualifico o grau de satisfação que ele me dá quando o bebo.
Muito importante é compreender que Tapada do Chaves (Reserva no rótulo ou não) é excelente de 94,95,96 e 97... após esses anos, esqueçam! Até 2009... em que finalmente voltou uma colheita que tem a marca organoléptica tão genuína.

Dito isto... o meu agradecimento ao caríssimo João Chambel que teve a amabilidade de trazer esta garrafa para provarmos!

Turvo! Rubi pálido e muito turvo. Mais rosado do que acastanhado.
Nariz perfeito. Está cá claramente o aroma de Tapada do Chaves... que a verdade é que não sei o que é.... faz-me lembrar aromas de quando alcatroavam estradas no verão, mas dizer que o vinho tem aromas de alcatrão, além de soar mal, é redutor.
É químico e com pouca expressão de fruta. "Fruta", neste caso, é "fruto"... castanhas, quando suam enquanto assam. Mais vegetal que frutado.

A prova de boca é deliciosa.
Veludo e cetim, se fossem configurados para produzir uma nova textura, seria provavelmente algo como fica o palato e a lingua depois de provar este vinho.
Delicadissimo, usado, que é diferente de dizer que o vinho está velho, mas cheio de charme e vitalidade.
Rebuçado e alguma especiaria. A fruta, de muita delicadeza, é também na prova de boca secundária ao carácter vegetal e químico.
Taninos ténues e mais evidentes quando reagimos ao "especiado".
Textura inconfundível.
À medida que respira, surgem ao longe notas aromáticas de lenha seca.

É um dos grandes vinhos de Portugal. Pena ter "desaparecido" cerca de 10 anos. Desejo e anseio que o regresso com o rótulo de 2009 - pelo menos é o que encontro - seja para ficar e revitalizar o perfil que tanto, tanto gosto.

Provador: Mr. Wolf


Herdade das Barras 2006


Característica diferenciadora: Força!


Preço: 16€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário: Primeira vez que provo este vinho, num jantar num restaurante muito interessante em Bicesse (Estoril). 
Restaurante Conceito.  https://www.facebook.com/conceitofoodstore

Impressionantemente escuro.
Nariz muito verde, aromas evidentes e muito expressivos. Algumas notas tostadas.
Prova de boca com alguma rusticidade na entrada, mas surpreendentemente fresca e equilibrada. É um vinho curioso.
Fruta sem ser muito doce, ténue acidez mas secura que o equilibra e taninos bem integrados, ainda que pujante.
Curiosa a força e elegância passados 7 anos.
Elegante, verde e fresco!
Bom vinho.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 20 de julho de 2013

Herdade do Sobroso 2009


Característica diferenciadora: Gastronómico

Preço: 9€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Sempre pensei na Herdade do Sobroso mais como um projecto de enoturismo do que como uma casa produtora de vinhos. No entanto, os vinhos que recentemente tenho provado e, principalmente este tinto de 2009, desmentem por completo o que pensava.

Este Herdade do Sobroso 2009 apresenta-se com uma cor não muito carregada e com um nariz cheio de fruta. Na boca o chocolate amargo e um lado mais "verde" tornam cada copo um momento de prazer. Madeira impecável, excelente acidez, fresco, estruturado mas fino, sem pesar e sem cansar … amigo da mesa. Muito guloso! Está num ponto óptimo de consumo mas não vira a cara a mais um tempinho de cave. 

Apesar dos 15% de álcool é vinho muito equilibrado.

Provador: Bruno Miguel Jorge

sábado, 4 de maio de 2013

Torre do Esporao 2007


Característica diferenciadora: Força e tenacidade

Preço: 100€

Onde: Garrafeiras especializadas (El Corte Inglés)

Nota pessoal: 18


Comentário: Torre do Esporão aberta, por si só torna uma noite especial... mas neste caso, foi ao contrário. A noite foi muito especial, e a garrafa foi aberta naturalmente, à mesa com excelente tertúlia e boa disposição. Podia ter acompanhado comida... sim, mas não era a mesma coisa!

Já tinha tido o prazer de provar este vinho. Recordo-me que deu muita luta, e que é provavelmente o vinho Alentejano com mais tenacidade, garra e complexidade que já provei. Mas provei-a cedo demais (em Dezembro de 2012...). Desta forma, alguns meses depois, foi um prazer cheio de curiosidade poder prová-la de novo. Obrigado ao Homem do Saca Rolhas...

Cor rubi escura muito viva. O vinho a escorrer no copo tem nuances fantásticas, cheias de cor, tinto e retinto.
Aroma imediato de carne e esclareça-se, para mim, aromas semelhantes a carne, nomeadamente crua, nem sempre é defeito...depende da persistência e intensidade da mesma. Já bebi excelentes vinhos, que quando são abertos, por ligeiros segundos, apresentam notas aromáticas de carne crua, lácteos evidentes  e afins, e passados breves segundos desaparecem completamente sem deixar rasto!
Bom, mas neste caso, rapidamente desaparece e estranhamente, o que era um aroma de carácter mais "quente", transforma-se num acutilante aroma vegetal, de lâmina afiada, fino e fresco!
É possível? É.
Tem fruta? Tem... mas é o carácter mais vegetal que me fascinou. E muito.
Elegância extrema... num registo vegetal e com acidez muito pouco comum no Alentejano.

Não há aqui lugar para doçuras fáceis, perfis de madeira obsessiva, não!
É um vinho com muito, muito carácter, que às cegas duvido que agrade a todos. Mas é duma opulência e duma assertividade muito pouco comum em Portugal e muito menos no Alentejo.

Boca cheia de complexidade, com fruta presente, muita opulência, alguma mineralidade e acidez a "mandar no jogo".

A minha opinião é que o vinho necessita de tempo. Muito tempo.
Nunca diria que o vinho era da colheita de 2007... e recomendo vivamente que quem esteja desejoso para provar uma, compre logo duas que poupa na ida de novo à Garrafeira.... este vinho é para guardar (sem abrir obviamente) no mínimo mais 2 anos. Depois, quiçá, vai ser dos vinhos com mais potencial de envelhecimento e garra Alentejano das últimas 2 décadas.

Parabéns à equipa que teve a ousadia e coragem de produzir um vinho com este perfil.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 28 de abril de 2013

Quinta da Viçosa Syrah e Trincadeira 2009



Característica diferenciadora: Fruta e polido

Preço: 16€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17


Comentário: João Portugal Ramos é sinónimo de muita experiência na produção de vinho e um portfólio já com história e vasto... e de muito sucesso, seja no Alentejo, no Ribatejo ou no Douro... 
A marca Quinta da Viçosa normalmente não engana e melhoram bastante em cave.
Cor aberta. Rosado escuro. Aromas imediatos de morango, cerejas... fresco. Com arejamento apresenta algumas nuances de carne fresca, que desaparecem imediatamente.
Boa prova de boca, muito equilibrada, cheio de força inicial sem perder no entanto o seu carácter elegante inicial,  mantendo.se equilíbrado ao longo da prova.
Muito volume e final fresquissimo. Fresco, fresco, fresco...
Anos pela frente de maturidade e elegância.
Vinho para conhecedores.

Para comprarem, recomendo: www.grandesvinhos.com

Provador: Mr. Wolf 






sábado, 13 de abril de 2013

Monte do Carrapatelo 2009


Característica diferenciadora: Austeridade!

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16


Comentário: Garrafa adquirida e recomendada a prova pelo Supermercado Quinta do Saloio no Estoril -  "Vale a pena provarem que não se vão arrepender..." - sic...
Rótulo perfeitamente desconhecido, o que é uma vantagem para quem gosta de vinhos e cada vez mais gosta de provar vinhos fora do mainstream...
Escuro e vigoroso no copo!
Aromas cheios e expressivos. Notas de fumo, fruta secundaria estilo amoras e ameixas. Tudo num estilo rude, mas ao mesmo tempo com um toque chic!
Floral qb, e muito couro.
Bom... vale sem dúvida pela prova... para provadores com "sangue na guelra"... se fosse um automóvel, era um GTI de cilindrada comedida!

Provador: Mr. Wolf

Monte da Penha 2008


Característica diferenciadora: Força

Preço: 6€

Onde: Distribuição

Nota pessoal: 16 - 17


Comentário: Continuando a jornada pelos vinhos de consumo quotidiano provenientes do Alentejo, provámos também o Monte da Penha 2008.
Cor expressiva. Escuro e violeta na auréola.
Nariz muito intenso. Precisa copos abertos... trocámos os copos.
Festival aromático rico... Nariz com notas peculiares de grafite, alguma humidade, pedra molhada. Fecha-se! Por estranho que pareça... torna-se praticamente interactivo. Ou isso, ou o olfacto saturou-se. É um misto!
As características mais minerais cedem o lugar da frente a aromas florais, ligeiramente expressivos demais, para o meu gosto.
Precisa de estágio... mas parece-me um bom investimento para a mesa. Mas antes, passa pela cave 1 ou 2 Invernos...
Touriga Nacional evidencia-se nos aromas com contacto com o ar. A prova de boca acompanha...Boca com expressões da Touriga Nacional em evidência e acetinado no final.

Promete, mas na minha opinião é para guardar mais 1 ou 2 anos e seguramente dará uma prova muito melhor. Tem tudo para isso.

Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Herdade de Coelheiros Branca de Almeida 2007


Característica diferenciadora: Longevidade...

Preço: 9€

Onde: Distribuição (Pingo Doce... eventualmente no Jumbo e El Corte Inglés também)

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Cor escura, e opacidade media. Expectativa elevada para os vinhos da Herdade de Coelheiros. Confesso que há muito tempo não os provo... especialmente os Garrafeira.
Bom, mas de cor vaidosa no copo para quem tem já meia dúzia de primaveras, o nariz também não se mostra tímido. Doce nos aromas e algumas notas de pimento, num registo determinado mas reservado ainda a pedir arejamento. Deixe-se interagir com o ar!

Nariz continua doce. Algum pimento. Prova de boca muito boa e fresca, Bom equilíbrio entre acidez, doçura e estrutura. Sem exageros de fruta. Não impressiona, mas surpreende pela forma fantástica que está... e é daqueles que se bebe, e bebe, e bebe...
Trincadeira, Merlot e Alicante Bouschet. Blend atiíco no Alentejo se atentarmos no Merlot, mas que funcionou muito bem.
Recomendo com comida de tacho.
Recomendo guarda por mais um bom par de anos.

Provador: Mr. Wolf 

Julian Reynolds 2006


Característica diferenciadora: 2006... Alentejano...para os mais cépticos.

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Por incrível que pareça, tem nariz de Mouchão! 
Sim, essa bandeira do que melhor se faz no Alentejo e com uma identidade muito própria.
Cor já acastanhada, mas limpa e de opacidade média.
Aromas quentes e doces... algumas notas aromáticas de azeitonas verdes, esmagadas, acompanhadas de notas terrosas. Muito giro no nariz e com muita personalidade.
Na boca é muito elegante, redondo e com alguma acidez ainda camuflada. Erva doce.
Final extraordinário, verde ainda ao contrário da entrada de boca. Muito complexo e muita qualidade. Ainda em evolução, para melhor embora num estilo pouco contemporãneo. Mas muito bom. Gostei muito.

Elaborado com Alicante Bouschet, Trincadeira, Aragonez e Syrah. Fermentação em Seguin Moreau e estágio em barrica da mesma casa...e nota-se a diferença. É um produto muito cuidado.

Provador: Mr. Wolf 



terça-feira, 9 de abril de 2013

Outeiro 2009



Característica diferenciadora: Gastronómico

Preço: 22 €

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Gosto dos vinhos da Terras d´Alter! Gosto do Outeiro e também gosto do Alfrocheiro, ambos muito bons vinhos, sendo que o Alfrocheiro tem a particularidade de custar 6 ou 7 euros. Imperdível! … já me esquecia, o branco reserva também é muito bom!

Voltando ao Outeiro, feito em partes iguais de Syrah e Petit Verdot e estagiado durante 22 meses em barricas novas de carvalho americano. Violáceo na cor e com madeira bem presente. Abundantes notas de fruta preta e vermelha, pimenta, alcatrão e chocolate amargo. Estruturado sem ser pesado. Muitos taninos e um traço vegetal que o faz ser um super amigo da mesa. Fresco e muito longo.

Um vinho muito bem feito, que acompanhou lindamente um Cozido à Portuguesa! Deixou saudades!

Provador: Bruno Miguel Jorge