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domingo, 10 de março de 2013

Luis Pato Vinhas Velhas Tinto 2010


Característica diferenciadora: Classe

Preço: 12€


Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17

Comentário: De regresso aos Vinhas Velhas tinto do Luis Pato. Vinhos sempre com aptidão para a mesa, e durante largos e deliciosos anos.
2010 apresenta-se ao mundo num estilo de garrafa diferente dos clássicos Vinhas Velhas. Sinceramente não sei se este é o primeiro ano assim ou não.

No copo, como é? Rubi escuro de opacidade media. Lagrima apreciável. Muito apreciável mesmo. Tintureiro, pouco comum em Baga.
Madeira ligeira sem marcar. Notas terrosas. Fruta escura, tipo ameixa, framboesa, mirtilos maduros. Notas de bagas de eucalipto. Mentolado no nariz.
Boca de elegância exemplar.
Alguma mineralidade. Secura exemplar.
À medida que passeia pelo copo, melhora e muito.Fantástico.
Mais notas de fruta. Cereja. Acidez presente.
Final muito fresco. Precisa de mais 2 anos para harmonizar a acidez, e depois é deliciarmos-nos por mais um bom par de anos... Ou décadas... Tem tudo o que é preciso.
Excelente.

Provador: Mr. Wolf 







sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Luís Pato Vinha Formal Branco 2010



Característica diferenciadora: Mineralidade

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Este vinho foi provado juntamente com o Pai Abel 2010 e com o Campolargo Arinto 2010 e acompanhou o mesmo Bacalhau à Minhota do Quinta das Bágeiras. Dos três foi o que se apresentou mais reservado de aromas, sério e ainda um pouco sisudo, circunspecto. Fruta muito subtil e delicada. Boa acidez e frescura asseguram uma boa evolução em cave. Persistente. Um vinho a precisar de tempo para se mostrar ainda em melhor forma. A beber agora, prefiro o 2008 que está absolutamente monumental (tal como o Vinhas Velhas branco do mesmo ano).

Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Luis Pato Vinha Pan 2001

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 25-30€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Bom...dado o mote com um grupo de amigos para uma Prova Cega subordinada a temas escolhidos caso a caso, esta Vinha Pan 2001 foi levada para uma retrospectiva ao que foi 2001. Era o tema.

Excelente mesa para acompanhar os 3 vinhos... aguardava um lombo de porco preto assado no forno, minunciosamente confeccionado pelo caríssimo Bruno...3 decanter... minúncia na abertura sigilosa das garrafas, peculiaridades com a temperatura e, enfim, os 3 para a mesa (provado em conjunto com Quinta da Dôna 2001 e Reserva Especial Ferreirinha 2001).


Rubi escuro no copo. Elegantíssimo. Fino. Aromas comedidos inicias, num registo mais vegetal que frutado.
Principesco na boca, cheio de secura e elegância.
Algumas notas "quase picantes", com notas de pimenta.
Muito polido e sedoso na boca, apresenta-se com 12 anos em excelente forma. Redondo, mas com taninos e acidez para dar e vender... curiosamente, também se atirou de forma unânime "outro Bairrada"... tal era a carga genética deste vinho (bem como o Quinta da Dôna)... o que é estranho, pois na Prova Cega, seguir os instintos é o melhor, e se achamos que estão 2 Bairradas, devemos assumir mesmo que depois seja algo estranhamente (para nós) diferente. Mas era. E que Bairrada.

O vinho termina sempre com muita elegância, suportada mais em acidez que fruta, mas muito, muito bem.


Provador: Mr. Wolf 

Quinta da Dôna 2001

Característica diferenciadora: Frescura e longevidade

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Bom...dado o mote com um grupo de amigos para uma Prova Cega subordinada a temas escolhidos caso a caso, esta Quinta da Dôna 2001 foi levada para uma retrospectiva ao que foi 2001. Era o tema.

Excelente mesa para acompanhar os 3 vinhos... aguardava um lombo de porco preto assado no forno, minunciosamente confeccionado pelo caríssimo Bruno...3 decanter... minúncia na abertura sigilosa das garrafas, peculiaridades com a temperatura e, enfim, os 3 para a mesa (provado em conjunto com Luis Pato Vinha Pan 2001 e Reserva Especial Ferreirinha 2001).

Ataque ao copo com a idade a evidenciar-se pela cor já ligeiramnete acastanhada. Natural... uma dúzia de Primaveras pesa a todos...
Frescura na boca. Notas de café e algum (muito ligeiro) cabedal.
Compota doce de frutos encarnados no palato, sempre acompanhado de excelente frescura e acidez.
Nuances químicas, com notas de farmácia ligeira a dar um pouco mais de profundidade à prova.
Muito giro e muito bom.
Sempre muito fresco e vivo. Especiado.
Os 4 provadores de "serviço" foram unânimes, às cegas, a atirar "Bairrada" para a região provável, o que atesta a personalidade e genuinidade deste vinho.

Um grande vinho num bom ano!

Provador: Mr. Wolf 



Colinas Principal 2007


Característica diferenciadora: Volume e frescura

Preço: 18€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot... não é o cartão de visita da Bairrada, mas acreditem... o terroir está lá. 

Em nada é fácil, e puxa-se claramente as características mais "duras" destas castas... o Cabernet não apresenta as amiúde notas vegetais, a Touriga Nacional não vem com aqueles ventos florais enjoativos e o Merlot não cheira a "matança"! Não... 

Escuro e denso a cair no copo, os primeiros aromas são de espargos... sim, espargos verdes. Mistura estranha entre o sabor do que os espargos têm e o seu aroma.

Acetinado e com muito volume. Fresco mas com muita dimensão na prova. Austero qb. Acidez secundária a volume imediato na prova. Vinhão, comedido e claramente muito polido por barrica de muito boa qualidade. Fruta escura sem ser a actriz principal.

Sem nunca ser enjoativo, ou chato, não prima pela elegância. Vinho difícil de casar com comida... bebe-se bem a solo, mas parece-me bom para caça, ou pratos de confecção simples mas com azeite. Mas é um vinho sui generis.

Vinho diferente do que se encontra em Portugal, especialmente na Bairrada, mas muito bom. Muito bom, mesmo.

Gostei muito.

Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quinta das Bágeiras Pai Abel Branco 2010



Característica diferenciadora: Acidez bem marcada

Preço: 18 €

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Se não estou enganado, foi em 2009 que o Mário Sérgio arrancou com este projecto de fazer um vinho com estágio em barrica usada e não em velhos tonéis, como é usual nos seus Garrafeiras brancos e tintos. Além disso, em vez das velhas vinhas usadas nos brancos de topo da casa, este Pai Abel, é feito de uma vinha mais nova, apesar de manter, salvo erro,  as mesmas castas tradicionais.

Bem, e o vinho … o vinho é muito bom e muito novo! Cheio de mineralidade, muito fresco e com uma madeira muito distante e super elegante. É claramente um vinho para guardar ou para pratos que peçam vinhos com estrutura e muita acidez. Foi exactamente o que aconteceu com a ligação que fizemos com um belíssimo Bacalhau à Minhota … perfeito! Ficamos com uma boca limpa e fresca mas com os sabores do prato claramente casados com o vinho. Depois foi a vez de o “chegar” a um Serra da Estrela “daqueles de verdade”, da Queijaria dos Lobos, e deu-se outro encontro extraordinário, com a untuosidade do vinho a ligar-se ao queijo de forma exemplar.

Acabámos com um Whisky The Antiquary 1977. Não sei porquê mas não me sai da cabeça a música "Paradise" dos Coldplay :)


Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 27 de janeiro de 2013

Marquês de Marialva Reserva Seleccionada Baga 2010


Característica diferenciadora: Baga!

Preço: ?


Onde: Adega Cooperativa de Cantanhede e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: sem nota

Comentário: Como apreciador da fantastica casta Baga, é sempre um prazer conhecer um rótulo diferente de uma casa tão conhecida como a Adega Cooperativa de Cantanhede. E de facto não conhecia este Reserva Seleccionada de 2000... Obrigado caro João pela garrafa! 
Tivémos um percalço... nariz com muita rolha...
No entanto, no dia seguinte, como bom Baga que é, mantinha os aromas de TCA (tricloroanisol... responsável pelo vulgo sabor "a rolha") mas sobrepunham-se frutos vermelhos muito bons, bastante equilibrado. Seco qb, mas muito guloso. Excelente acidez.
Obrigatório voltar a provar sem rolha!

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Luis Pato Baga - Touriga Nacional 2010


Característica diferenciadora: Baga com Touriga Nacional em equilíbrio

Preço: 4,60€


Onde: Distribuição 

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Alguns anos depois... cá volto eu a provar este rótulo. Habitué antigo da minha garrafeira, deixou de ser parte dela mais ou menos desde 2005. Por nenhuma razão em especial, embora penso que foi precisamente o de 2005, não foi totalmente do meu agrado... mas é um rótulo com história e que muito contribuiu para a boa história da Bairrada contemporânea.

Se é apreciador de vinhos marcados pela madeira, "perfeitinhos" nos aromas pouco expressivos... não vale a pena ler. O que estamos a falar aqui é um Bairrada jovem! 

Se quer um vinho de preço comedido, disponível na maioria dos supermercados para uma refeição em que vai ter tempo de o colocar à temperatura adequada (16-17 graus quando servir... ou seja, uns 15 minutos no congelador antes de decantar) e tem a possibilidade de decantá-lo uns 30 minutos no mínimo antes de servi-lo... deve experimentar este!

No copo manifesta-se muito limpo e escuro qb na tonalidade. Vivo na cor e com aromas que me dizem muito. Cheira a vinho! Cheira a adega de quem conhece os vinhos "rudimentares" (no melhor dos sentidos) da zona da Bairrada... O que é excelente. É terroir puro. É genuinidade.
Borracha e fruta... Uma taça constituída de borrachas, daquelas que tinham uma parte para apagar caneta e outra lapis... lembram-se? Anos 80-90? Aromas da parte da borracha para apagar lapis (a castanha atijolada)... Com mistura de frutas vermelhas.

Na boca... Uma mistura da rusticidade do aroma com muito polimento de fruta. Muito rebuçado e muito perfume doce. Depois surgem muitas notas de caruma de pinheiro seca.
Ligeiramente doce demais na boca, muito sedutor e ao mesmo tempo duro no final. Está ainda a fazer-se.
Acidez final adequada.
É talvez o blend de Touriga Nacional com baga na Bairrada mais interessante que já provei.
Precisa de muita cave.
Vinho ideal para um bacalhau com grão. Ou para um cozido de grão.

Após respirar, torna-se mais acetinado na boca surgindo notas muito giras de rebuçados de fruta silvestre. Algumas notas de pedra molhada na língua...
Touriga Nacionsl afirmativa. Vincada. Gostava de saber qual a proporção de TN no blend.
Vegetal qb... e cave... grita por cave.
Algum lácteo momentaneo e depois de respirar.
Acidez muito disfarçada mas presente.

Muito boa escolha e um preço muito bom. Vinho para qualquer comida bem condimentada... ou para guardar uns bons anos e ir apreciando de ano a ano.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Luis Pato Vinhas Velhas Tinto 2007

Característica diferenciadora: Clássico
Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns supermercados

Nota pessoal: 16,5
Comentário: Cor já com laivos acastanhados.
Notas de carne fumada... fruta bastante ligeira, encarnada, mas muito ao fundo.
Limpo na cor. Fino e de média opacidade. Notas muito ligeiras (depois de respirar no copo) de caruma de pinheiro. Café ligeiro.
Não está no melhor ano de prova... acho que necessita de mais cave para aprimorar.
Mas é um bom vinho, com estrutura e acidez ainda para dar e vender. Com muita elegância.
Provador: Mr. Wolf 

sábado, 27 de outubro de 2012

Sidónio de Sousa Garrafeira 2000


Característica diferenciadora: Baga clássico
 
Preço: ?

Onde: Talvez no produtor

Comentário: Na última incursão por terras da Bairrada consegui comprar umas garrafas deste hino à casta Baga. A garrafa é bastante pesada (parecida, senão igual, à 1ª edição do SS Garrafeira 2005) e o rótulo é muito bonito. Gosto do classicismo! O vinho foi duplamente decantado por volta das 19h e servido pelas 22h. Quando o servi detectei-lhe algum gás (para o qual já estava devidamente avisado) e agitei-o vigorosamente no decanter e … voilá apareceu o vinho! O vinho apresenta-se com uma cor ainda bastante carregada (parece que os 12 anos de vida que leva não lhe fizeram mossa) e com um nariz muito austero, com muito vegetal e mato seco. Na boca revela-se um vinho robusto, comedido na fruta, com bons taninos (que fazem com que a prova seja já muito boa, mas tendo todas as condições para continuar a ser guardado) e com uma capacidade notável para se ligar a pratos com peso. É um vinho muito fino (parece contraditório depois de tudo o que disse … e se calhar é mesmo) e com uma frescura que o mantém sempre no registo da excelência. 

Provador: Bruno Miguel Jorge

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Campolargo Pinot Noir 2008

Característica diferenciadora: Pinot Noir.

Preço: 11€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Vinho provado pela primeira vez durante o Openday do WPM em 2011. Marcou pela positiva. Superou expectativas, apesar dos "irmãos muito mais musculados" com que foi provado... Novidade, diferente, distinto entre os interessantes Pinot Noir que se fazem em Portugal. Poderá ser da forma como é "arquitectado"... Pode ser do próprio terroir da Bairrada. Não sei, mas de todos os Pinot Noir que já provei Portugueses, reúne sem dúvida a minha preferência.

Tem cor ligeiramente mais "aberta" que um tinto... mas não muito. Notas de musgo iniciais evidentes. Bosque quando chove. Durante a prova manifesta aromas de fruta muito limpa,  de morangos maduros, sem deixar nunca no entanto o perfil mais vegetal, húmido, que o caracteriza.
Taninos presentes, mas muito bem integrados. Untuoso, mas sempre num registo muito equilibrado e com um final de boca com persistência muito boa.
Recomendo guarda em cave para avaliar a evolução.


Provador: Mr. Wolf

domingo, 7 de outubro de 2012

Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2010

Característica diferenciadora: É um vinho super educado

Preço: 12.00 Euros

Onde: Garrafeira Nacional

Comentário:  Este é provavelmente o meu Garrafeira Branco preferido. O nariz levou-me para madeiras exóticas, resinas, flores. A frescura é impressionante, a acidez, como sempre, é perfeita e, o corpo do vinho envolve tudo isto com grande delicadeza. É um vinho com clara vocação gastronómica (acompanhou muito bem uma salada de grão com bacalhau) e com muito boa capacidade para enfrentar cave.
 
Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 30 de setembro de 2012

Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003

 
Característica diferenciadora: Baga de classe internacional

Preço: 40€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: É sempre um acontecimento à mesa retirar o invólucro que separa a atmosfera da rolha destas garrafas... esta, é a última duma caixa de 6. Paciência. Mas teve um final feliz, num bom jantar, repleto de outras boas "amigas" a quem retirámos a rolha. Começámos pelos anos de 2003 e evoluímos para 2007 e 2008, tudo às cegas.

Bom, qual catarata do paraíso, lá escorremos para os 4 copos e contemplámos como se comportaria.Cor entre o rubi e o café escuro. Limpo. Pouca consonância sobre o que seria, até que se ouve um "isto é baga, muito bem trabalhada". É verdade. Coerente com a sua idade, não foi com dificuldade que os cerca de 8-10 anos de vida foram sugeridos. É fiél. Identifica-se claramente que não é novo, mas que tenha a idade que tenha, está em excelente forma. Taninos perfeitos. Estão lá, mas macios. Aliás, o vinho parece que tinha sido guardado em garrafas de vidro, forradas a veludo. Intensidade máxima, à medida que respira. Ganha fruta, crispa os lados mais silvestres de bagas encarnadas, ainda não muito maduras na parte lateral da língua. A acidez afinal está lá ainda... mas muito bem educada.

Vinho em prova cega com: Domaine Charvin Châteauneuf-du-Pape 2003, Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007 e Poeira 2008

Provador: Mr. Wolf

Campolargo Branco do Tonel 2010

Característica diferenciadora: Fresco

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16

Comentário: Produção de garrafas que sairam com a Revista dos Vinhos. Arrojo em colocar Bical e Chardonnay. Resulta bem... cor amarelo já com ligeira oxidação. Nariz com notas cítricas. Não há aqui a "gordura" do Chardonnay típica, antes mineralidade. Vinho interessante. Tem peso, quer na cor quer na boca, mas não pesa. Não sei se resultará bem a cave, mas atentarei em provar algumas no próximo verão.

Excelente para peixes gordos ou carnes brancas grelhadas,
Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sidónio de Sousa Reserva 2000

Característica diferenciadora: Bairrada Clássico

Preço:10€

Onde: Garrafeiras particulares... duvido que ainda se encontre à venda.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Pronto! Depois há coisas destas ainda.

Um Bairrada como deve de ser.
Uma dúzia de Primaveras e Invernos e aí está ele para a prova...12 anos.
O vinho parece que tem 4.
Negro ainda e nariz típico Bairradino. Precisa de ar... com fartura.
Decantar e temperatura adequada é obrigatório... e depois de decantado, sai-se dos aromas "fechados", madeira seca, sala onde se comeram castanhas assadas, para fruta silvestre e ainda algum vegetal, tudo acompanhado duma almofada de concentração.
É uma bomba!
Parabéns à Casa que produz este vinho e cultiva o seu adequado consumo e distribuição. Vinho fora de modas. Nem o procurem. Caso tenham a felicidade de o encontrar, e quiserem prová-lo, sentem-se e calem-se antes de o provar. Depois falem à vontade.
Este vinho se não for servido em copos adequados, não se deve tirar a rolha de onde ela está.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de setembro de 2012

Campolargo Arinto Barrica 2010

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17

Comentário: Excelente cor e densidade. Nariz verde e cítrico. Na boca é untuoso qb, sem os excessos que hoje começam infelizmente a ser moda e acidez muito bem integrada. É leve, mas faz-se notar muito bem na prova de boca. Deve melhorar bastante em cave. Boa persistência final. Excelente qualidade por cerca de 10€.
Provador: Mr. Wolf

domingo, 13 de maio de 2012

Quinta da Dôna 2001

Característica diferenciadora: Longevidade e pujança
Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17

Comentário: Literalmente preto... manifesta ainda ligeira "bolhinha", que devia endereçar os sentidos para Bairrada... mas não. Entusiasmados na prova cega por saber que era de 2001, o que parece fácil à posteriori, na prova, é muito interessante constatar que se alguns apostavam num Douro, outros nem arriscar que fosse de região Portuguesa...
Inicialmente, impressionante pela côr, mas agressivo na boca. Sequíssimo. Vegetal, lenha.
Após respirar (todos os vinhos em prova cega são decantados), apareceu (mas demorou...) cheio de aromas de frutos vermelhos, compota e um nariz "quente". Vinhão, noutro estádio completamente diferente de evolução comparado com os outros 2 em prova. Destacou-se por isso.
Diferente no perfil dos outros Quinta da Dôna de 2001 que já tinha provado, em que a elegância, apesar de alguma rusticidade, o destacavam entre os Bairradinos... afinal, estava era muito jovem... cresce, e muito de corpo em cave.
Vinho provado em prova cega, em conjunto com o Mouchão 2001 e Quinta de Santa Eufémia Garrafeira 2001, onde o tema era "2001".
Provador: Mr. Wolf



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Termeão Pássaro Vermelho 2004

Característica diferenciadora: Aromas

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Aromas imediatos de café. Evolução de fruta, doce. Cor a denunciar a idade de 8 anos, mas jovem ainda e limpo. Nariz de lenha, cedro. Seco, mas tem uma prova de boca delicada. Aromas muito doces ainda.

Depois de provar os outros vinhos, uns 20 minutos depois apresentava notas lácteas. Café mantém-se. Vinho muito bom. Nariz curioso, não tem baga, mas por incrível que pareça, o caractér Bairrada está lá. É de facto um terroir fantástico. Vinho com Castelão Nacional (15%), Touriga (75%) e Cabernet Sauvignon (10%). Quase 2 anos de madeira, mas sem marcar o vinho. Vinho interessante e muito bom de prova.
Vinho provado em prova cega, em conjunto com o Rol de Coisas Antigas  2008 e o Marquês de Marialva Cinquentenário 2003, onde o tema era "Bairrada/Beiras".

Provador: Mr. Wolf

Marquês de Marialva Grande Escolha Baga 2003 Selecção Cinquentenário

Característica diferenciadora: ...
Preço: 10€

Onde: Há 8 anos, nos supermercados e na própria cooperativa...
Nota pessoal: sem nota
Comentário: Nariz cansado... animal. Suor... enfim, nada animador. Estava oxidado cansado. Recordo-me das primeiras que bebi. Esta, foi-se...
Em 2005/06, quando provadas tinham uma fruta excelente e prometiam longevidade em cave... esta foi-se. É pena. Vinho apenas colocado pois foi em prova cega... normalmente, quando não apreciamos com agrado particular, não publicamos nada. Servimos para divulgar apenas o que gostamos. Neste caso, numa prova cega com mais vinhos estes azares também acontecem. E foi azar esta garrafa, pois a casa onde este vinho foi produzido tem méritos reconhecidos. Por isso publicámos.

Vinho provado em prova cega, em conjunto com o Rol de Coisas Antigas  2008 e o Termeão Pássaro Vermelho 2004 do Campolargo, onde o tema era "Bairrada/Beiras".

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2003

Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: 20€ (o de 2004, este era mais caro mas não sei quanto custa actualmente)

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Enfim... depois há disto. Pode-se beber... e beber...e provar milhares de vinhos em Portugal, mas muito poucos têem a qualidade e carácter destes Garrafeiras. Ponto final, parágrafo.

2003. 9 anos. Cor escura, intransponível, limpa. Aromas imediatos de mirtilos esmagados. Frutos encarnado escuros, silvestres.
Rapidamente o nariz recebe ao lado da fruta um aroma de humidade, bosque, pinhal que acabou de chover quando está algum calor.
Lenha arrumada na garagem.
Algum fumeiro.
Erva doce e muito vegetal depois.

Cheio de coragem, enfrento a boca dele, pois conheço-os bem de outros anos e temia um néctar ainda adverso à lingua, e surpresa... cetim. Note-se que tive o cuidado de o decantar 1 hora... mas ainda assim... bom, fino e de final longuíssimo. Ficamos a salivar.
Sabor vegetal, de ervas e fruta ligeira. Vinho de inverno. Não tem nada, mas nada a ver com as modas com que o mercado Americano convidou os produtores de todas as regiões do mundo a produzirem vinhos com perfis idênticos. Nada a ver com isso. Aqui é baga pura e dura.  Alíás, o vinho é duro. Mas duma capacidade gastronómica notável. Aguenta-se com qualquer assado, picante, especiado, o que quiserem. Mas recomendo-o, por estranho que pareça com uma boa confecção de inspiração italiana, de massa, com tomate, queijo, etc. O vinho tem acidez para dar e vender, e mantém-se sempre no mesmo registo de evidência do seu perfil no palato. É a comida que se adapta a ele. É um vinhão.

Nota: actualmente, encontra-se na Garrafeira Nacional à venda o de 2004 por cerca de 20€... não desperdicem. Este de 2004, porque a maior parte das pessoas não sabe, saiu no mercado há pouco tempo, posterior ao de 2005, por exemplo. Porque estes Garrafeiras são assim... e é de louvar.

Provador: Mr. Wolf