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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Beyra Quartz 2011


Característica diferenciadora: Acidez e mineralidade

Preço: 5


Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Ora bem... para quem quer experimentar um vinho diferente... aqui está a escolha inevitável!
Preto...Escuro e denso a cair no copo. Vinhão. Quase tem cor de verde-tinto.
Festival aromático com muitas notas vegetais... muito seco, muito musgo, cerne de pinheiro acabado de cortar, aciprestes... impressionante a expressividade aromática.
Na boca, tem notas de veludo, mais rústico que veludo sedoso, mas de qualquer das formas texturado... e uma acidez que faz inveja a muitos limões (Passe a comparação)!

Bom, é melhor é deixa-lo a respirar e voltar cá 20 minutos depois. Muda, mas não se transfigura. Ganha notas de fruta muito engraçada, nomeadamente manga e frutas silvestres, esmagadas ainda em verde.
Notas de toranja também. Tudo mais em cítrico que nos comuns frutos vermelhos. As pontuais notas tropicais que a mim se pareceram manga é que me confunde. Mas é um vinho muito giro.

Dá muito a ideia que foi vinificado com engaço. Uvas verdes e pêssego agora. Aromas de telha molhada de novo a conferir notas de humidade. Fantástico do ponto de vista aromático. Alguns jalapenos, dos verdes. Sem ser picante, mas verde e vegetal.

 Não sei para onde caminhará esta acidez toda em cave, mas vale bem a pena ir espretando umas de vez em quando!

Muito giro e a preço imperdível de provar.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Beyra Quartz e Superior Brancos 2011



Característica diferenciadora: Mineralidade e acidez

Preço: 5€ (Quartz), 10€ (Superior)

Onde: Continente (Quartz), e Garrafeira Nacional (toda a gama)

Comentário: Tenho uma relação curiosa com os vinhos do Rui Madeira. Mantenho uma relação apaixonada com 5 dos seus vinhos (Quartz, Superior, Pedra Escrita, Castelo D´Alba VV tinto e branco) e depois tenho outros, dos quais destaco o Atalaya, que não são nada a minha praia.

Este novo projecto Beyra é para mim a grande novidade vitivinícola do ano! Dos três vinhos brancos no mercado (não conheço os tintos), dois deles, o Quartz e o Superior, são do melhor que se faz em Portugal em vinhos brancos. Vinhos de uma região mal amada pelos consumidores e pouco conhecida. Os Beyra mostram a grande potencialidade das vinhas em altitude e dos solos graníticos e xistosos, fornecendo-lhes uma grande acidez e mineralidade.

O Quartz é um vinho que pede mesa. É um vinho fora de modas. Sem artificialismo ou pozinhos mágicos. Nota-se que é um vinho onde se teve o cuidado de deixar expressar o terroir e as uvas. Sem mais! Não é um vinho para beber como aperitivo ou de forma descontraída. É um vinho gastronómico, incisivo e sério e que brilhará com pratos com substância: filetes de peixe-espada com arroz de tomate e pimentos, massadas de cherne, caldeiradas, queijos curados, peixes fritos, ensopado de enguias. Por 5 bebe-se um grande vinho.

O Superior é tudo isto que se disse do Quartz, com uma componente floral que o torna mais acessível e com uma madeira ligeira que o torna muito arrumadinho e certinho. Corpo generoso. Não é tão selvagem como o Quartz, apontando mais para um perfil elegante. Tem uma prova mais fácil que o Quartz.

São vinhos com boa longevidade e que têm tudo para continuar a evoluir favoravelmente em cave.

Provador: Bruno Miguel Jorge