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domingo, 31 de agosto de 2014

Soalheiro Reserva 2010


Característica diferenciadora: Intenso


Preço: 28€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Soalheiro é o mais consistente representante do bom vinho Alvarinho que se produz em Portugal. Fácil de encontrar - basta ir a um supermercado... - tem todos os anos qualidade acima da média e excelente relação preço/qualidade.
O seu topo de gama é o Reserva. Custa o preço de 3 garrafas do normal... e é muito bom. 
Este ano nas férias de Algarve, após abastado repasto de marisco e em muito boa conversa, abriu-se esta garrafa, bem fresca como convém no verão e em bons copos. Ele mais do que merece... precisa.
Aroma de barrica ligeiro. Lichia. Erva cortada, equilibrio extremo. Ácido e untuoso. Ouro branco. Quando a temperatura sobe ligeiramente, surgem as notas de alperce, pêssego. Quando respira... Perde! A mineralidade que tem, em conjunto com a acidez e vivacidade, estão muito presentes. É luxo, mas precisa e tempo.
Mas a primeira impressão é fenomenal quando tudo está equilibrado. Talvez esteja a dar a volta...
É realmente um Alvarinho muito peculiar, extremamente delicado e luxuoso. Aconselho guardar... Uns 3 ou 4 anos mais no mínimo... mas é muito bom. Para ir bebendo, recomendo vivamente o normal... de qualquer ano.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Porta dos Cavaleiros Reserva Branco 1985


Característica diferenciadora: 29 anos parece-me diferenciador o suficiente.

Preço: não aplicável

Onde: garrafeiras particulares

Nota pessoal: 17


Comentário:  Regressados de férias, é tempo de pôr "a escrita em dia"... e nada melhor do que uma nota de prova que rompe com os paradigmas das provas de vinho contemporâneas... um vinho branco com 29 anos!
Ouro líquido na cor. Limpo e vivo. Opacidade cristalina. 
Sem sinail de cansaço nos aromas, compreendemos que poderáter uma idade mais avançada apenas pela tonalidade do dourado... Mas muito belo.
Aromas de bolo quente e pólen. Respira, ganha mineralidade, muito floral e subitamente, equilibra-se. Uma verdadeira caixinha de aromas. Quentes, envolventes, mas sempre subtis e equilibrados.

Prova de boca...sumptuosa. Volume, acidez e vivacidade ainda presente,  ligeira nota aromática de fruta branca, estilo maçã reineta e mel. Impossível conseguir este volume com 10 anos... polidíssimo pelo tempo, está para durar e proporcionar prazer. E esta, hein?

Provador: Mr. Wolf

domingo, 1 de junho de 2014

Quinta do Portal Branco 2006



Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: Não sei.

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário:  Há vinhos sobre os quais tenho dificuldade em escrever. Dificuldade na medida em que a descrição sobre o prazer que proporcionou pode não fazer justiça à realidade e pecar por defeito.
Este é um caso desses.

Que o meu caríssimo amigo Bruno é um expert nos vinhos da Quinta do Portal, não é novidade.
Que normalmente nos proporciona excelentes momentos com vários dos vinhos da Quinta do Portal que provamos com ele... também não é novidade.
Que posso atestar com muita segurança que os vinhos são bons e com qualidade a atravessar anos e anos em cave, posso. Felizmente o meu Pai também tem alguns na sua garrafeira há já alguns anos... agora, que um vinho branco me impressionava tanto?

Essencialmente pela simplicidade e subtileza, que como em tudo na vida, confere a distinção. Confere. Não dá para comprar.

Tive a sorte de levar outra garrafa para casa... obrigado Bruno. Já foi também. Adorei também. E porquê?

É vinho branco, semelhante a tantos outros milhares de vinhos brancos... é verdade, mas está num sublime ponto de equilíbrio, de contrastes e surpreendentes harmonias.
Se a cor é amarelo dourado, apontando a média evolução - nunca diria que era de 2006... - os aromas primários são florais, quase a pólen... sim aquele centro das flores que quando somos miúdos, qual perdigueiro, literalmente cheiramos e quase que enjoa. Sabem? Pois, tem esse aroma, mas não enjoa.

Rapidamente somos envolvidos também com notas de melaço, favo de mel que nos acendem as luzes de prazer no cérebro... é instintivo... mas depois é o aroma calcário, de pedra molhada, que quase nos movimenta as pupílas nos olhos, tal é a excitação e conforto ao mesmo tempo.

São estes os contrastes, difíceis de se harmonizarem, que este vinho tem. Isto era vinho para beber e estar ligado a uma máquina para fazer um exame neurológico ao mesmo tempo para avaliar os registos...

Floral + pólen + melaço + calcário. E esta, hein? Como diria o saudoso Fernando.

A prova de boca demonstra uma jovialidade que é um verdadeiro murro no estômago para qualquer preconceito contra 2006 e/ou para vinhos brancos que "não sejam do último ano"...
Muito envolvente, elegante e muito virtuoso no paladar.
A crescer ainda... Doce e calcário, de mineralidade cristalina, volto a dizer é um vinho simples, mas excelente.

Muitos parabéns! E obrigado Bruno!


Provador: Mr. Wolf


domingo, 9 de março de 2014

Arthur Metz Cuvée Anne-Laure Vin D´Alsace Gewurztraminer 2011


Característica diferenciadora: Alsácia.

Preço: 8€ (Wine Searcher)

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Amarelo vincado, untuoso qb e muito aromático. Aromas muito florais e com ligeiríssimas notas de fruta tropical cativam imediatamente os sentidos.
Prova de boca muito mais equilibrada do que os aromas poderiam anunciar... tal era a intensidade de aromas e expressividade do amarelo. No entanto, a prova de boca é encantadora e muito equilibrada. Tem um esgar de doce, quase aquele final de mel nas colheres... mas muito bem equilibrado com mineralidade. Eu pessoalmente aprecio carácter com mais acidez, mas não posso dizer que lhe falta acidez. É apenas a forma como se manifesta, discreta e muito ao fundo.
É um vinho que encanta facilmente e de superior carácter gastronómico pela delicadeza e painel aromático.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Silver Angel Sauvignon Blanc 2012


Característica diferenciadora: Equilibrio

Preço: 12€

Onde: On line... pois esta veio do aeroporto de Sofia!

Nota pessoal: 17


Comentário:  Do centro frio da Europa a minha curiosidade enófilo-felina impediu-me de não comprar esta garrafa de Sauvignon Blanc... cativou-me a imagem, que está bastante bem conseguida. Pedi opinião na loja e garantiram-me que era bom... arrisquei.
Amarelo pálido, cristalino. Ténue e quase cor de champagne. Laivos amarelos quase esverdeados, mas muito bonita a cor. 
Aromas contidos, verdes, estili maçã verde... Boca fresca. Fruta de maçã verde consistente com os aromas com um "toque" tropical. 
Fresco e muito envolvente, notas de mel na untuosidade. Ligeiramente doce apesar do carácter cítrico. Tem a subtileza que poucos vinhos conseguem ter, pois sacia mesmo quando temos a sensação que "falta algo". Mas não falta. Tem a capacidade de amplificar as sensações sem que nunca seja vincado nos aromas ou prova de boca. Excelente produto, Búlgaro... E com uma imagem muito apelativa. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 10 de novembro de 2013

Quinta das Bágeiras Branco 2011

Característica diferenciadora: Mineralidade

Preço: 5€

Onde: Garrafeiras especializadas - Garrafeira Nacional em Lisboa por exemplo

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Verdadeiro vinho para conhecedores... pouco divulgado na distribuição, pouco comum em restaurantes... felizes aqueles que o encontrem num restaurante... pois é excelente e de preço bastante adequado,
Amarelo pálido e aromas discretos. Nada de modas... tão pouco de fruta gratuíta. Cheira a vinho e do bom.
Prova de boca muito boa. Untuoso quanto baste, muito mineral e acidez no ponto. Vinho que parece ser bastante simples, mas não é... precisa é de cave. Seguramente crescerá muito.
Ano excepcional este de 2011... mas nunca bebi um vinho branco da Quinta das Bágeiras que não fosse muito bom... mas este parece-me destacar dos restantes anos. Este está excelente.
Notas citricas e final longo e essencialmente bebe-se muito bem e com muito prazer.
Pede pratos de peixe... mas bebe-se bem com carnes brancas seguramente... eu recomendo peixes assados no forno, ou salmão mal passado (para quem gosta de comer salmão como se lombo de vitela fosse).

Provador: Mr. Wolf


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Soalheiro Reserva 2010


Característica diferenciadora: Soalheiro...com Barrica... elegância.

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17


Comentário:  Vinho mítico, fruto da consistência e qualidade ao longo dos anos.
Alvarinho, expoente máximo da acidez e equilíbrio em Portugal.

Apresentação efectuada, há que libertá-lo da garrafa para o copo.
Amarelo esverdeado... Ameno na cor, sem expressividade evidente de lágrima ou tonalidade.
Nariz no copo...delicado, maracujá ligeiro. Acidez nos aromas, contida, muito delicada. Ligeiro vegetal, relva cortada. 
Muito bem balanceado, muito delicado, 
Prova de boca a manifestar untuosidade q.b. e paladar predominantemente cítrico.
Fruta delicada, fora de modas de extravagância de aromas, fruta ou barrica, o que é de louvar. Parece-me que ganhará em porte e complexidade com cave. Muito contido para já.

Bom, mas é como andar de Porsche na A5 às 8:00h da manhã à entrada do viaduto Duarte Pacheco. Imagina-se o potencial, mas não se consegue constatar.

Guardar.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 1 de setembro de 2013

Marquesa de Alorna Reserva Branco 2009


Característica diferenciadora: Ribatejo

Preço:18€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns supermercados

Nota pessoal: 16.5


Comentário: Quinta da Alorna é um marco incontornável dos vinhos do Ribatejo.
Vinhos de carácter, com preços sempre muito ajustados à sua elevada qualidade e produzido em quantidades muito apreciáveis.
Recordo com muito boa memória os grandes Colheita Seleccionada tinto de 1999 e o melhor de todos... o Cabernet Sauvignon Reserva 1998.

A Quinta da Alorna acompanhou bem os tempos actuais, "contemporaneizou-se" e tem desde há uns anos uma boa  imagem, boa colocação no mercado, normalmente disponível nas grandes superfícies e sempre a preços muito adequados.

Atirando para o Marquesa de Alorna Reserva Branco, apontamos ao topo de gama. Já provado noutras ocasiões, nunca tinha colocado apreciação sobre ele... normalmente, só coloco apreciações quando gosto dos vinhos. E desta garrafa, gostei.

Tostado, amarelo torrado e denso.
Nariz com aromas de tropical e doce. Respirando, a fruta, mais do que tropical parece fruta de medronheiro. É muito específico, mas é de facto ao que se assemelha mais. Doce no nariz com levedura.
Prova de boca boa. Mais impressionante no início e curta no fim. Mas boa.
Barrica de qualidade em destaque. Untuoso mas a ficar cansado. A mineralidade que tem não chega para acompanhar a oxidação a que já está sujeito. Está a chegar ao limite de equilíbrio entre oxidação e frescura.
É no entanto muito bom... simplesmente vê-se que é um vinho com muito cuidado na produção e na forma como "se veste" e aí, a expectativa coloca-nos um grau de exigência que não se compadece com algum cansaço que apresenta... na prática está muito bom e é para beber rapidamente... mas merecia ter estrutura para mais uns anos. Mas é um bom vinho branco e um excelente representante do Ribatejo.

Provador: Mr. Wolf

Quinta dos Carvalhais Bical/Loureiro 2000

Característica diferenciadora: Carvalhais... branco com Loureiro e Bical de 2000

Preço: 5-10€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Quinta dos Carvalhais normalmente é sinal de qualidade. Produtos de discreção quanto baste, berço do sucesso do histórico Duque de Viseu.
Este Loureiro/Bical de 2000 é bastante desconhecido.
Cor mel muito limpo de lágrima bastante expressiva.
Aromas de alperce e abacaxi com alguma calda de maça reineta. Interessante... ligeiras notas de massa de bolo também. Sim, tarte de maça morna.
Prova de boca muito boa.
A untuosidade que se vê na lágrima do copo e poderia antecipar algum peso na prova de boca é surpreendentemente inexistente.
É  fresco e leve o que até faz confusão aos sentidos que naturalmente não se dissociam da imagem "untuosa" e esperavam maior espessura e peso no palato. Tem 13 anos... não esquecer.
Acidez vincada sempre em disputa com a ligeira densidade doce da fruta em calda.
Muito equilibrio, muito bem balanceado, com (suponho) alguma tosta de barrica, eventualmente estagiado com borras, mas muito bem.
Final não muito longo, mas bom e fresco. Perfeito para uma boa caldeirada ou um peixe assado no forno.
Este acompanhou e bem bacalhau com batatas assadas e beringela grelhada.

Um ensaio como o contra rótulo informa, que na minha opinião dá origem a um vinho muito bom e que poderia dar origem a mais um rótulo histórico da casa. Parece-me uma fórmula boa.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Bussaco Reservado Branco 1991


Característica diferenciadora: Elegância, juventude e equilíbrio


Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Bussaco... esgoto o vocabulário para expressar o regojizo que sinto quando abro (ou vejo abrir) uma garrafa de Bussaco. Deve ser de provar estes vinhos que vem a expressão do povo: "branco ou tinto, interessa é que venha cheio".

Não há palavras. É extraordinariamente bom e provoca sensações extraordinárias!
Esta garrafa foi simpaticamente oferecida duma garrafeira particular... Obrigado!
Partilhada com família e amigos, apreciadores de vinho também, acompanhou um excelente Arroz de Bacalhau confeccionado pelo caríssimo amigo Bruno. Cenário adequado.

Cor viva, amarelo ouro muito brilhante sem o mínimo laivo de oxidação. Não percebo! Limpíssimo e cristalino após 22 anos. Dá para explicar?
Aromas inicias fresquissímos. Untuoso no copo, densidade evidente com o ligeiro balancear do copo e notas cítricas de limão acompanhadas de leves notas aromáticas de barro. Alguma relva cortada.
Prova de boca desconcertante, no melhor dos sentidos. Muito, mas muito delicado, denso no paladar e muito homogéneo nas sensações que provoca, desde o contacto inicial até ao final de boca. Pura e simplesmente impressionante.
Muito concentrado sem nunca ser esmagador ou sequer evidente demais, assenta toda a sua estrutura num equilíbrio impressionante, onde o carácter vegetal e cítrico predomina, evoluindo para estrutura mineral à medida que respira. Sempre com delicadeza. Muita delicadeza.
Não se procure neste vinho tostados de madeira, adocicados de mel, muito menos frutas tropicais! Graças a Deus!!!

Encontre-se o expoente máximo em Portugal (na minha opinião) para a experiência e saber empírico aliada a condições de terroir específico e qualidade da matéria prima. Com discreção, que faz toda a diferença. Se tiverem oportunidade de provar estes vinhos no próprio Palácio do Bussaco, garantidamente é uma experiência que não esquecerão. Recomendo!

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2005



Característica diferenciadora: Persistência e complexidade.

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Qual é o vinho Branco Português que se abre a uma mesa após um Bussaco Branco de 2005? Não é fácil, mas dentro da escolha da humilde cave, o Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco de 2005 seria a escolha óbvia. Um desafio. Mas ultrapassado com distinção.

Cor amarelo intenso, limpo e com untuosidade manifesta na lindíssima lágrima que provoca.
Aromas curiosos, quase que a fazer lembrar croquetes de carne quentinhos... estranho, não? Mas é verdade. Aromas de carnes quentes, que rapidamente desaparecem. Mas bom, muito bom.
Mais uma volta no copo e as notas mais quentes desaparecem e surge tosta, amendoim torrado... e outra vez notas tostadas. Bom, vamos ao ataque de boca.

Impressionante... frescura, frescura e mais frescura. Muito cítrico, notas de lima muito finas e elegantes, alguma glicerina e garra! Muita garra. Uma verdadeira Pantera na mesa.
É impressionante a complexidade deste vinho, a sua vivacidade e o corpo e estrutura que mantém ao longo da prova, culminando no final muito persistente... e sempre fresco, apesar da concentração.

Excelente ano, em excelente forma e com muitos e muitos anos ainda preparado para a cave para quem tiver a felicidade de ter estas garrafas.

Top!

Provador: Mr. Wolf

Bussaco Branco Reservado 2005


Característica diferenciadora: Buçaco...

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas ou no próprio Bussaco Palace.

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Nada melhor que um dos melhores e mais característicos vinhos Portugueses para o regresso de férias!
Buçaco... ou Bussaco... é sempre um momento festivo. Um momento especial, por tudo o que rodeia o rótulo... e especialmente pelo que está acomodado no interior da garrafa.
Bussaco é daqueles vinhos que não devia pagar IVA. Ou pelo menos, deveria ter equivalência a despesas de saúde.
Jorrado no copo, a cor amarela ouro brilha tanto ou mais que os nossos olhos. Leve, intenso e muito brilhante, vivo. Cristalino e ligeiramente untuoso.
Nariz imediato de erva fresca cortada e ainda molhada.
Ligeira resina e mentolado. Cânfora.
Nariz absolutamente de sonho, de nos transportar na penumbra dos sentidos, tal é a intensidade dos aromas e ao mesmo tempo a delicadeza com que se descortinam.
Com temperatura a aumentar, e, esclareça-se, este vinho é para baixar a temperatura a 10 graus, máximo, e servir e aguardar que respire...e como escrevia, à medida que a temperatura sobe para os 13-14 graus, evidencia-se notas frutadas lideradas por  alperce, damasco.
Delicioso.
Quando se prova e bebe, como tudo na vida, o melhor vem no fim... como se fosse possível melhorar a fantástica prova de boca. Final estonteante. Longuíssimo, persistentíssimo... delicadíssimo.
Quase dá vontade de não lavar os dentes para poder disfrutar ao máximo da persitência deste vinho.
1 única gota sabe bem.

É absolutamente um produto de culto, para saborear.

Provador: Mr. Wolf


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ataíde Semedo Vio 2011


Característica diferenciadora: Bairrada por si só.

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Amarelo palha muito limpo e brilhante. Vivo.
Nariz muito bom. Esclarecido. Cítrico e carimbo de Bairrada, com alguma rusticidade. Resinoso... complexo e sem "maquilhagens".
Aromas de  fruta branca, fazendo lembrar pêra e ficar madura.
Boca excelente! Excelente estrutura e equilibrio. Muito encorpado, fresquissimo e delicado, com um final de menta fresca e alguns apontamentos de lima.
Untuoso e com alguma glicerina a conferir-lhe densidade e volume.
Excelente vinho da Bairrada.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 19 de março de 2013

Vinha dos Reis Branco 2009



Característica diferenciadora: Acidez/untuosidade

Preço: 6.5 €

Onde: El Corte Inglés

Comentário: Dourado na cor, ainda com presença notória da madeira mas já em diálogo muito cooperante com a fruta. Alguns citrinos (limão), mas também frutos secos (nozes). Um vinho com boa estrutura e bastante untuoso. Muito fresco e com uma acidez ainda muito viva a dizer-nos que temos vinho para mais uns bons anos. Boa persistência final.

Acompanhou muito bem um Arroz de Bacalhau (com um bocadinho de colorau) e um Serra da Estrela de qualidade da Queijaria Dos Lobos. Para o meu gosto, os brancos com alguma idade, menos efusivos na fruta, com boa acidez e untuosidade ligam formidavelmente com queijos de pasta mole.

Provador: Bruno Miguel Jorge

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Luís Pato Vinha Formal Branco 2010



Característica diferenciadora: Mineralidade

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Este vinho foi provado juntamente com o Pai Abel 2010 e com o Campolargo Arinto 2010 e acompanhou o mesmo Bacalhau à Minhota do Quinta das Bágeiras. Dos três foi o que se apresentou mais reservado de aromas, sério e ainda um pouco sisudo, circunspecto. Fruta muito subtil e delicada. Boa acidez e frescura asseguram uma boa evolução em cave. Persistente. Um vinho a precisar de tempo para se mostrar ainda em melhor forma. A beber agora, prefiro o 2008 que está absolutamente monumental (tal como o Vinhas Velhas branco do mesmo ano).

Provador: Bruno Miguel Jorge

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quinta das Bágeiras Pai Abel Branco 2010



Característica diferenciadora: Acidez bem marcada

Preço: 18 €

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Se não estou enganado, foi em 2009 que o Mário Sérgio arrancou com este projecto de fazer um vinho com estágio em barrica usada e não em velhos tonéis, como é usual nos seus Garrafeiras brancos e tintos. Além disso, em vez das velhas vinhas usadas nos brancos de topo da casa, este Pai Abel, é feito de uma vinha mais nova, apesar de manter, salvo erro,  as mesmas castas tradicionais.

Bem, e o vinho … o vinho é muito bom e muito novo! Cheio de mineralidade, muito fresco e com uma madeira muito distante e super elegante. É claramente um vinho para guardar ou para pratos que peçam vinhos com estrutura e muita acidez. Foi exactamente o que aconteceu com a ligação que fizemos com um belíssimo Bacalhau à Minhota … perfeito! Ficamos com uma boca limpa e fresca mas com os sabores do prato claramente casados com o vinho. Depois foi a vez de o “chegar” a um Serra da Estrela “daqueles de verdade”, da Queijaria dos Lobos, e deu-se outro encontro extraordinário, com a untuosidade do vinho a ligar-se ao queijo de forma exemplar.

Acabámos com um Whisky The Antiquary 1977. Não sei porquê mas não me sai da cabeça a música "Paradise" dos Coldplay :)


Provador: Bruno Miguel Jorge