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domingo, 12 de abril de 2015

Quinta do Portal Grande Reserva 2009

J
Característica diferenciadora: Douro com frescura e elegância




Preço: 28€



Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Quinta do Portal já nos habituou a vinhos que conseguem ter porte e estrutura mas ao mesmo tempo manifestarem-se num registo bastante fresco. Este Grande Reserva de 2009 está ainda na sua puberdade...
Cor viva e muito opaca, com aromas evidentes de cacau. Opaco, vivo. Dá gosto olhar para o copo.
Tem a particularidade dum perfil muito próprio... em que os aromas cativam, pelo vinco e aprumo, mas na prova de boca é bastante mais elegante que os aromas anunciam.


Necessita de respirar, onde cresce e cresce, num estilo unívoco de estrutura, acidez e elegância. Apesar de alguns aromas a fumeiro, é delicioso para o nariz. Aromas de pólvora também.
Prova de boca com carácter terroso, folhas secas, mas que rapidamente se torna fresco e mais num estilo herbáceo que fruta. O que é bom.
Guloso, precisa claramente de cave para afinar e registar o seu estilo num perfil de elegância, e deixar que as notas mais fumadas e torradas se "esfumem".
Muito bom.


Provador: Mr. Wolf





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Quinta do Portal Grande Reserva 2007


Característica diferenciadora: Genuíno Douro


Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário:  Que a Quinta do Portal é sinónimo de muita qualidade em tudo o que faz - pelo menos do que eu conheço - não é novidade...
Que 2007 é um ano que é necessário esperar... também penso que muitos já perceberam... mas que este vinho está extremamente volumoso e acetinado é que provavelmente poucos sabem!

Cor impenetrável... revestido de rubi escuro, lustroso, muito vivo e brilhante. Aromas de cacau misturados com algumas notas mais minerais... imperfeito nos aromas, no melhor dos sentidos... se querem Douro (ou qualquer outra região, diga-se de passagem...) com notas de caramelo e afins, gastem menos dinheiro que há aí muito para comprar... este não, tem aromas de vinho, ora mais terroso, ora mais doce, tal como alguma fruta quando se espreme.
Apesar de alguma tónica aromatica e vincada personalidade cromatica, é na prova de boca que o vinho se coloca no patamar de excelência que ele tem, dada a sua frescura e facilidade com que se integra na prova de boca.
Com anos ainda pela frente, está pronto para se beber já.
Tem um final muito longo, de deixar lastro como só os grandes vinhos têem.
Bom vinho! 

Provador: Mr. Wolf

domingo, 8 de junho de 2014

Manuel José Colares Reserva 1976


Característica diferenciadora: Colares.


Preço: Nem quero saber.

Onde: Garrafeiras particulares...

Nota pessoal: 17

Comentário:  Colares é Colares... Ponto final, parágrafo.
Não é para que todos gostem.
Nem vale o esforço... é indiferente... há tantos, tantos rótulos e tão bons vinhos, que estes vinhos de Colares, não vale a pena convencer ninguém de nada... Mais... ofereçam-me as garrafas que têem pois não gostam da acidez árida dos vinhos... do vinagre que apresentam nos aromas... da falta completa de fruta quando se abrem... digam-me onde que eu vou buscá-las!
Este, apesar dos 38 anos em garrafa... apresenta-se preto, vivo, com reflexos cobre no brilho...pois. No entanto há muitos cuidados a ter com estes vinhos quando se servem... temperatura dever estar a uns 14 graus quando se decanta... decantar, agiliza o seu melhor "fato"... que se for no copo, pode demorar. Convém decantar e estar atento ao sedimento... e depois de decantado a uns 14º, é aguardar que suba 2 ou 3 graus no copo e começar a provar. Daí para a frente só melhora... agora, se o servirem a 20º... esqueçam. É o mesmo que dar pontapés com as canelas numa parede. É estupidez pura e é impossível ter a mínima piada.

Aromas imediatos de iodo, mar... areia da praia molhada pela manhã... sim. Boca completamente diferente do que estamos habituados actualmente, a pedir comida... ou melhor, a gritar por acompanhante à altura. E este acompanhou queijos e enchidos. Safaram-se, mas não é fácil.
Ácido, leve, larguíssimo na boca, cítrico, faz salivar muito... ligeiro "vinagrinho" e com mineralidade ainda acentuada. Gosto muito. Obrigado Bruno pela partilha.

Provador: Mr. Wolf


Quinta do Poço do Lobo Reserva 1995


Característica diferenciadora: Bairrada... com Castelão e Moreto.

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras particulares... ou algumas Feiras de Vinho

Nota pessoal: 16

Comentário: "Sai uma brincadeira para a mesa da sala, faxavor!"... E sai um Baga, Castelão e Moreto de 95...
Cor ligeira, limpa... aromas animais. Pelo de animal. Barrica ligeira ainda presente...Bouquet muito bom, a superar claramente a expectativa. 
Falsamente aguado, anuncia e manifesta pouca acidez no palato, mas cumpre... Ligeiro café em grão. Precisava de arejar... e arejado, as notas mais animais desaparecem e aparece um vinho leve, com aromas de madeira encerada e com longa frescura que lhe confere muita graça. Não se pode exigir acompanhar pratos muito elaborados... mas está muito bem. 
Vale pela experiência e pela diferença na prova. 
Duvido que muitos dos "sprinters" que se produzem hoje em dia, passados 14 anos ainda se aguentem com este!





Provador: Mr. Wolf

domingo, 1 de junho de 2014

Quinta do Portal Branco 2006



Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: Não sei.

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário:  Há vinhos sobre os quais tenho dificuldade em escrever. Dificuldade na medida em que a descrição sobre o prazer que proporcionou pode não fazer justiça à realidade e pecar por defeito.
Este é um caso desses.

Que o meu caríssimo amigo Bruno é um expert nos vinhos da Quinta do Portal, não é novidade.
Que normalmente nos proporciona excelentes momentos com vários dos vinhos da Quinta do Portal que provamos com ele... também não é novidade.
Que posso atestar com muita segurança que os vinhos são bons e com qualidade a atravessar anos e anos em cave, posso. Felizmente o meu Pai também tem alguns na sua garrafeira há já alguns anos... agora, que um vinho branco me impressionava tanto?

Essencialmente pela simplicidade e subtileza, que como em tudo na vida, confere a distinção. Confere. Não dá para comprar.

Tive a sorte de levar outra garrafa para casa... obrigado Bruno. Já foi também. Adorei também. E porquê?

É vinho branco, semelhante a tantos outros milhares de vinhos brancos... é verdade, mas está num sublime ponto de equilíbrio, de contrastes e surpreendentes harmonias.
Se a cor é amarelo dourado, apontando a média evolução - nunca diria que era de 2006... - os aromas primários são florais, quase a pólen... sim aquele centro das flores que quando somos miúdos, qual perdigueiro, literalmente cheiramos e quase que enjoa. Sabem? Pois, tem esse aroma, mas não enjoa.

Rapidamente somos envolvidos também com notas de melaço, favo de mel que nos acendem as luzes de prazer no cérebro... é instintivo... mas depois é o aroma calcário, de pedra molhada, que quase nos movimenta as pupílas nos olhos, tal é a excitação e conforto ao mesmo tempo.

São estes os contrastes, difíceis de se harmonizarem, que este vinho tem. Isto era vinho para beber e estar ligado a uma máquina para fazer um exame neurológico ao mesmo tempo para avaliar os registos...

Floral + pólen + melaço + calcário. E esta, hein? Como diria o saudoso Fernando.

A prova de boca demonstra uma jovialidade que é um verdadeiro murro no estômago para qualquer preconceito contra 2006 e/ou para vinhos brancos que "não sejam do último ano"...
Muito envolvente, elegante e muito virtuoso no paladar.
A crescer ainda... Doce e calcário, de mineralidade cristalina, volto a dizer é um vinho simples, mas excelente.

Muitos parabéns! E obrigado Bruno!


Provador: Mr. Wolf


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dona Francisca 2010

Característica diferenciadora: Fresco e elegante

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras de Mourinho Wines (Mercado do Forno do Tijolo – Anjos)

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Apesar de ter escolhido como características diferenciadoras a frescura e a leveza não se julgue que estamos perante um vinho menor ou pouco intenso. Muito pelo contrário, é um grande vinho, com a presença notória da Touriga Nacional (mas sem ser em doses cansativas), super fino, elegante, com uma belíssima estrutura de taninos e com uma madeira formidável. Final longo e super fresco. É um daqueles vinhos em que apetece sempre beber mais um copo. Muito gastronómico.

Nota: infelizmente não guardei a fotografia do vinho. No entanto, e devido à sua qualidade e ao facto de ser um vinho que nunca mais encontrei à venda, julgo que se impõe a sua nota de prova.


Provador: Bruno Miguel Jorge

Quinta do Vallado Reserva 2011

Característica diferenciadora: Tensão, estrutura e equilíbrio

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Este foi o primeiro grande vinho tinto do Douro, da extraordinária colheita de 2011, que tive o prazer de beber. Não provar, beber! Para mim, beber, implica: sentar à mesa, boa comida e bons copos. Foi o que aconteceu.

O Quinta do Vallado Reserva é sempre um grande vinho! Vinhos com perfil Douro. São vinhos que conheço bem e que reflectem com grande acuidade o ano vitivinícola a que se reportam. Destacaria o 2000, bebido em 2013, pela força e raça, o 2007 pela frescura, o 2008 (colheita ensombrada por 2007) pela elegância e este 2011 pela tensão e estrutura.

Apresenta-se com uma cor rubi carregada e com notas de ginjas, cereja, frutas pretas a que se junta algum floral (super bem integrado e sem exageros), acolitado por cacau e uma madeira de luxo, que nunca se impõe. Mineral e muito fresco, excelente acidez, compacto, tenso e estruturado. É um vinho fino e elegante, mas ao mesmo tempo pujante e poderoso.  Muito prolongado. Super equilibrado nas suas componentes. Pede mesa e petisco à altura. Apesar de ter muitos anos pela frente, é um vinho que dá muito prazer a beber desde já. É um grande vinho.

Provador: Bruno Miguel Jorge


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aneto Grande Reserva 2007

Característica diferenciadora: Estrutura

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Os anos parecem não passar por este vinho. Nasceu “forte e feio” e, passados 6 anos, continua no mesmo registo. Apresenta-se ainda com uma cor muito carregada. Boca cheia e firme, com muita fruta vermelha e cacau. Muito estruturado. O final de boca é longo mas um pouco quente. Tenho bebido este vinho todos os anos e fico com a sensação de que nunca se vai aprimorar.

Provador: Bruno Miguel Jorge

Portal Grande Reserva 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 22,5€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Eu gosto muito dos vinhos da Quinta do Portal! Estes Grandes Reservas, são sempre muito elegantes e com grande capacidade para se aprimorarem com o tempo de garrafa (não são os vinhos mais Douro da Quinta do Portal, para isso teríamos que ir para o AURU. Aí sim, o Douro exprimisse em toda a sua plenitude). Este vinho, nascido de um ano vitivinícola que se diz excelente, é o epíteto da elegância e do glamour. Ainda muito carregado na cor, com um nariz muito bonito, com fruta vermelha e algum chocolate. Não há madeiras a mais nem excessos espalhafatosos. Denso e muito estruturado. Acidez brilhante. Sempre em crescendo. Deixa muitas saudades. Final de boca muito persistente. Muito gastronómico e com taninos a assegurarem longa vida pela frente.

Provador: Bruno Miguel Jorge

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Dory Reserva 2010

Característica diferenciadora: Acidez/frescura (Torres Vedras “terroir”?)

Preço: 10€ (5 euros nas Feiras de Vinho)

Onde: Feiras de Vinhos do Continente e El Corte Inglés

Nota pessoal: 16,5/17

Comentário: Eu gosto dos vinhos da Adega Mãe. O branco colheita, os varietais de Chardonnay, Viognier, Viosinho e Alvarinho e o Reserva Tinto de 2010, são vinhos que me dão prazer a beber e que me fizerem companhia durante o tempo mais quente (os brancos). Mesmo o Chardonnay e o Viognier, castas já por si mais “pesadas”, mesmo fermentadas em madeira, apresentam uma frescura e uma acidez muito interessante, que espevitam o vinho e o tornam sempre muito prazeroso à mesa. O Viognier tem a ganhar com alguma tempo de cave, porque ainda se sente muito a tosta.

Bem, mas hoje não estamos virados para os brancos … ficam para um outro dia! O Dory Reserva tinto, quando custava 10 euros já era um tinto que dava muito prazer a beber. Agora que custa 5, é para comprar à caixa. Foi o que fiz e que voltarei a tentar fazer, se ainda o encontrar.

Apresenta-se escuro com uma ligeira aureola ruby. No nariz, sobressai a madeira, e à primeira podemos pensar que vamos beber mais um daqueles vinhos achocolatados e docinhos. Felizmente isso não se confirma! Continuando … químico, algumas notas de farmácia. Boca com fruta preta e algum vegetal. Passado algum tempo, surgem-nos notas de pimenta e alguns taninos mais aguçados a disserem de sua justiça e a aconselhar alguma calma no consumo do vinho. No final da refeição, mostrava-se mais proporcional e arrumado, mas, sem nunca ser um vinho aborrecido, porque, tal como os seus “irmãos” brancos, também ele tem uma belíssima acidez e frescura, tornando-se, por isso mesmo, um amigo da mesa. Vinho que enche a boca e que se prolonga.


Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Taylor´s Vintage 2003



Característica diferenciadora: Pujança dos taninos (assegurando uma longa vida em cave)

Preço: 70€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17 (facilmente esta nota subirá. Daqui a 10 anos, quando este vinho se abrir ao Mundo, a pontuação será bem diferente e bem mais elevada)

Comentário: Esta foi a minha primeira vez com um Vintage clássico da Taylor´s! Expectativa elevada, não estivéssemos a falar de um ano de muito boa memória para o Porto Vintage, como foi o de 2003.

Tendo em conta que, nos Vintage novos, a fase dos 10 anos pode ser um bocadinho ingrata, decidimos que o tínhamos de arejar bastante por forma a contrariar a tendência natural de “fechado para obras”.

Assim, no início do almoço, o vinho foi decantado cuidadosamente, e logo aí deu para ver uma bonita cor escura mas não opaca, com uns tons rubi muito bonitos.

Deixámo-lo a descansar durante cerca de três horas e fomos “atacar” um Bacalhau Espiritual que acompanhou lindamente um Cartuxa branco de 2011 que, diga-se, en passant, está num momento de forma extraordinário! A boa fruta madura, bem como o corpo cheio e cremoso que o vinho apresentava, ligou lindamente com as das natas do Bacalhau Espiritual.

… mas a nossa cabeça continuava no Taylor´s …

Entretanto, começaram a chegar à mesa os queijos e os doces e a inquietação foi crescendo, até que … as primeiras gotas começam a cair nos nossos copos.

Este 2003 apresentou, tal como descrevemos em cima, uma cor escura mas não opaca, que nos fez lembrar “sangue de boi. No nariz, o vinho apresentou-se, tal como esperávamos, fechado, pouco claro, com algum floral, fruta preta fresca em fase de transição e nuances de Bolo Madeira. A boca é cheia e poderosa, sem ser esmagadora, onde se descortina facilmente uma nota vegetal e um conjunto absolutamente monumental de taninos de uma fineza desconcertante. O final é longo mas não é, ainda, extraordinariamente complexo.

Este já foi um grande vinho com toda a certeza, há-de vir a ser um Vintage monumental, mas, neste momento, é apenas um muito bom vinho com um potencial colossal!

Provador: Bruno Miguel Jorge

Manoella 2011



Característica diferenciadora: potencialidade em evidência para ser um belíssimo vinho daqui a uns 2 ou 3 anos

Preço: 11€

Onde: El Corte Inglês

Nota pessoal: 16,5 (dentro de 2 ou 3 anos será um 17 ou 17,5)

Comentário: Foi com muita vontade e expectativa que me atirei a este Manoella. Tinha tido um encontro fugaz com o 2010, à relativamente pouco tempo, e tinha ficado bastante bem impressionado (ainda mais vindo o vinho de um ano que se diz ser menor). No entanto, e por comparação com o 2011, achei-o muito mais pronto a beber e com menor potencial para evoluir em cave de forma positiva.
 
Apresenta-se com uma cor violeta carregada. No nariz, as notas da barrica ainda se apresentam com muito predominância, secundadas por algum floral da Touriga Naciona (mas sem cansar nada). Na boca é cheio sem ser gordo e espalhafatoso. Está todo muito certinho com as suas notas de fruta preta, violeta e um toque floral a dar elegância e distinção. Surge no final de boca uma nota vegetal, tão típica dos verdadeiros Douro, e que muito me agradou. A amparar tudo isto temos uma estrutura de taninos densa, ainda um bocadinho aguçados, mas muito finos. Boa acidez, boa frescura e um comprimento de boca longo, mas que ainda não é extraordinariamente complexo.

Recomenda-se a compra de uma caixa, abrindo uma garrafa para conferir o estilo, e as restantes para ir abrindo a partir de 2016.

Nota: A mim, já não me apanham mais no Pintas Character (em abono da verdade, já me apanhavam pouco!).

Provador: Bruno Miguel Jorge