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domingo, 12 de abril de 2015

Duas Quintas Reserva 2011


Característica diferenciadora: Pujança




Preço: 25€



Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17.5


Comentário:   2011 é de facto um grande ano em Portugal e em particular na região do Douro. A Casa Ramos Pinto, há décadas que nos habitua a excelentes vinhos, amigos da cave e da mesa, sempre com uma excelente relação preço qualidade. Foi neste contexto de expectativa que o Duas Quintas Reserva de 2011 foi provado.
Negro na cor. Opaco, parece Porto vintage!
Escuro  e misterioso. Fechado ainda, cheio fruta e muita, muita mineralidade. Marca de barrica assumida, concentração elevada com notas púrpuras vivas...
Prova de boca a dizer-nos que é muito cedo para o beber... mas enfim, tem de se provar novo.
Barrica muito em evidência e espera-se que a cave lhe traga a elegância que merece. Fruta preta, amora e bastante acidez secundária a toda a mineralidade, mas prova de boca pautada por taninos e fruta concentrada presente e vigorosa.
Todas as sensações estão ainda (muito) fortes. Mas vale a experiência de o beber já e o preço tem a honestidade que a Casa Ramos Pinto assume com o mercado... bem como toda a cadeia de disrtibuição!


Bom, obrigatório guarder no mínimo 5 anos...



Provador: Mr. Wolf





sábado, 8 de março de 2014

Duas Quintas 2011


Característica diferenciadora: Douro, classe e 2011.


Preço: 10€

Onde: Praticamente em todo o santo local onde se vende vinho...

Nota pessoal: 18

Comentário:  Pronto... finalmente uma surpresa de cair o queixo!
Não porque seja uma surpresa gostar de Duas Quintas... nada disso. É dos vinhos que provavelmente compro consistentemente há mais anos... e por parvoíce, nunca o guardo o suficiente! É tão bom, que vai-se bebendo...
Então porquê a surpresa? Porque o vinho está extraordinariamente bom!
Opaco, auréola carmim, extravagante qb... 
Nariz pujantissimo! Riquíssimo de aromas... Por um lado muito mineral, por outro salpicado de especiaria, e sempre muito fresco... Claramente o perfil de vinho que mais me identifico quando tenho de beber vinhos novos... e 2-3 anos é um vinho novo para mim.
Muito sedutor nos aromas, elegante e vigoroso mas muito engomado. 
Fruta vermelha a manifestar-se de forma brilhante... Cereja madura. 
Algum lápis. A grafite mesmo, não a apara da Madeira. 
Notas de especiaria, que a mim me parecem grãos de pimenta preta acabada de moer. Bom... nada a dizer quanto à qualidade do vinho. Pelo nariz vê-se logo que é muito bom.

Vamos então provar e testar todo este vigor! Boca de sonho!!!! Assombrosa a volúpia imediata que sentimos. Parece que transforma a sala onde estamos numa sala do tempo de Renascimento... pois todo o vinho é simples luxo. E como eu gosto de coisas simples...
Maravilhoso paladar e sensação de tinta da china, escorreito e leve, clean, em construção ainda, mas de fabulosa arquitectura. 
Pujante e muita opulência, carregado de acidez e secura a gritar-nos que é cedo para beber... mas está de tal forma bom já que vai ser muito difícil resistir-lhe...
Taninos evidentes ainda mas a augurar muitos anos em cave repletos de prosperidade.
Barrica de excelente recorte, pouco evidente, mas "ouve-se" ao fundo. Exactamente como se quer.
Muita força nos taninos. Final marcante. Curiosamente o final não prima pela elegância... Mas não se pode dizer que é rústico. 
Secura fenomenal. 
Há medida que respira, a fruta ganha mais protagonismo, ao melhor estilo de Porto Vintage novo, extraído e contido! 

Tiro o chapéu! Excelente vinho, a excelente preço dum ano que de facto se anuncia memorável para os vinhos Portugueses.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Bons Ares 2007

Característica diferenciadora: Juventude

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário: Escuro, sisudo, misterioso, fresco.
São as 4 palavras que imediatamente explodem no pensamento...porque de facto é tudo isto ao mesmo tempo.
Escuro no copo, que contraria o facto de ter 6 anos de garrafa aproximadamente. 
Sisudo, pois não se mostra logo, mas dá-se a entender.
Especiado nos aromas, ainda que fechado e misterioso... e por fim extremamente fresco quando se bebe.

Bons Ares é uma das Quintas que contribui para o famoso Duas Quintas... (Ervamoira e Bons Ares). Normalmente faz vinhos excelentes e para nós consumidores, traz-nos a magnífica surpresa de ficar muitas vezes esquecido em prateleiras... foi o caso deste, onde o paguei (caro) esquecido num restaurante... mas era de 2007... e era Bons Ares.

Mentolado... Cabernet evidente... tudo bem, é diferente do que esperamos do Douro. Sem problema.
Doce, fresco e equilibrado, apesar do lado vegetal que aparece. Frescura é o mote. 
A dar a volta, para o seu lado mais simpático. Ainda está fechado, mas mantém uma elegância muito apreciável. 
Acidez envolta em muita fruta escura, discreto mas muito persistente. 
Muito bom. Precioso. 
Pena não haver mais na garrafeira. Excelente prova dum grande rótulo de Portugal.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 26 de janeiro de 2014

Quinta dos Carvalhais Colheita 2009

Característica diferenciadora: Dão puro contemporãneo.

Preço: 7€

Onde: Distribuição

Nota pessoal: 17

Comentário:  Já o escrevi, mas devia lapidar... 2009 é um ano extraordinário na nossa querida região do Dão. 
Este vinho da Quinta dos Carvalhais é normalmente muito bom. Nesta colheita em particular, tem o seu expoente máximo de todos os anos que já bebi. Não por ser exuberante, por captar os sentidos imediatamente, mas antes pelo equilíbrio com que se apresenta.
Efectuando zoom aos detalhes, a cor tem brilho e opacidade que cativam logo. Reflexos quase púrpura que nos puxam para o copo.
O vinho é muito sedutor. Fumado, especiado, com um toque vegetal, pinheiro, fruta escura quase madura... Tudo equilibrado. Vincado, mas equilibrado. Aromas, promete!
Na prova de boca é consistente com o primeiro impacto. Assertivo e cheio de carácter, com barrica muito bem integrada pois só acrescenta profundidade à prova sem se destacar, é repleto de homogeneidade.Si, está muito bem, "cheio" e homogéneo.
O vinho sabe bem, muito bem. Parece simples, mas não é.
Predispõe-se para quase qualquer prato da nossa gastronomia, pois tem um peculiar equilíbrio entre elegância e rusticidade. Não tem exageros florais, mas nota-se a (boa ) Touriga.
Tem mineralidade que lhe proporciona clarividência da prova, secura (acidez) muito bem dimensionada e taninos "sonsos", que não se apresentam no início, mas estão lá.
Final adequado, homogéneo, nada cansativo.
Granular, denso qb, largo, é um excelente vinho de guarda, onde à confiança pode esperar 6,7,10 anos em que só melhorará de certeza.
Há vinhos mais fáceis e quiçá até mais baratos... Duvido que existam muitos, tão disponíveis na distribuição, grandiosos e de guarda como este. 
Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 17 de novembro de 2013

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2010


Característica diferenciadora: Intensidade.

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário:  Vinha Grande é uma das grandes referências de vinho do Douro em Portugal. Pouco massificado na década de 90, é sempre sinal de muita qualidade. Restaurante que tivesse na carta Vinha Grande, era bom de certeza.

Mudou o perfil diria eu em 2003... Afinou, para mim, agora. É diferente do que era, mas é muito bom.
Cor muito violeta. Auréola púrpura, muito bonita. 
Opacidade elevada, mas muito límpido.
Aromas de fruta estilo cereja, amora. Ligeira especiaria e madeira exótica. 
Prova de boca muito gulosa. Fruta polida, extraída no ponto, acidez e taninos perfeitos para consumo imediato, muito equilíbrio e carácter bastante vincado apesar de tudo.
Perfil mais globalizado, amaciado pela barrica, mas rusticidade peculiar na boca, a dizer-nos que é um Douro puro e duro. 

Excelente compromisso preço qualidade, muito à vontade na mesa e a avaliar a aptidão para evolução em cave. 2-3 anos é seguramente um "porto seguro"... Mais, acredito que sim. Tem fruta e acidez para isso.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

Crasto Superior 2011

Característica diferenciadora: Intensidade.

Preço: 15€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário:  Quinta do Crasto é sempre sinal de muita qualidade. Confesso que muitas vezes, novos, têem um bocadinho mais de barrica do que eu aprecio. Mas neste caso...Recorte de barrica exemplar.
Na minha opinião, é um produtor de referência (também) em Portugal pela forma como utiliza barrica a complementar o vinho. Não porque eu a aprecie... Mas porque aparece sempre, o que não aprecio, mas não me incomoda, pelo que só pode ser muito boa... Mas sempre vincada.

Este Crasto Superior (do Douro Superior)  de 2011, está preto alcatrão.
Aromas de muita cereja madura. Muito nariz de Touriga Nacional... ainda que doce no entanto. Este vinho é todo ele "muito". Mas dentro do muito... Tem um equilíbrio apreciável. Dentro do intenso, tem equilibrio e harmonia. É doçura. Fruta de muita qualidade. Muita fruta.

Não é o perfil que mais gosto, mas é seguramente um vinho que vai agradar e muito à grande maioria, pois está muito bom para prova já, cheio de sensações, equilibrado e de prova muito fácil. É um bom vinho a um preço adequado.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 13 de outubro de 2013

Pegos Claros 2008


Característica diferenciadora: Vinhas velhas de Castelão!


Preço: 4€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16

Comentário:  Um clássico do quotidiano de qualquer enófilo. Se não faz parte do quotidiano, devia fazer, acreditem.
Tantas garrafas destas esquecidas que devem estar por essas garrafeiras, arrecadações, despensas... E tão deliciosas.
Um exemplo muito genuíno e fiél do que a casta Castelão, que me é tão querida, produz. Solos arenosos, pisa a pé... Barrica 9 meses... Tudo bem. Modernices. Mas aceita-se!

Escuro e rubi, muito denso. Fumo nos aromas e rebuçado. Bola de neve. Fruta muito viva a lembrar framboesas! Curiosamente, tinhamos em casa uma caixa de framboesas acabadas de colher... colocar o nariz na caixa e no copo é um exercicio muito giro... de facto o vinho não tem aromas de framboesa, é semelhante apenas... porque framboesas frescas é outra coisa! No entanto, é o mais próximo!

Muito directo na boca, bastante equilibrado e com acidez muito bem integrada, estes Pegos Claros de 2008 está um excelente produto, para a mesa já ou para ganhar mais vida na cave em alguns anos. Isso é seguro. Bom vinho a bom preço.

Provador: Mr. Wolf




Cartuxa Colheita 2010

Característica diferenciadora: Sempre muito bom!

Preço: 13€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário:  Cartuxa... adquirido para revisitá-lo neste ano de 2010! Como será que esta bandeira do bom vinho Alentejano se comprtará num ano que se manifestou tão peculiar?
Vivo na cor a fazer lembrar sangue. Muito bonito e vivo no copo. Brilhante e lustroso.

Aromas de barro, ligeira tosta e fruta encarnada esmagada. Apesar de díspares, estes aromas convivem de forma muito harmoniosa e agradável aos nossos sentidos. Tudo "leve", mas esclarecido!
Boca muito sedutora, com acidez discreta e taninos finos, mas presentes. Uma boa surpresa de 2010. Adequado no entanto à qualidade da casa, que é acima da média.

Mediana opacidade, notas na boca de chocolate e suculento. Muito interessante e muito bom. Uma escolha segura para o estilo. Fora de modas apesar de ter "uns toques" mais contemporãneos. Eu gosto muito. Fino, final longo e muito harmonioso. Nada chateia e é bom. Ponto.

Provador: Mr. Wolf

Mouchão 2000


Característica diferenciadora: Mouchão... com mais de uma dúzia de Primaveras em garrafa.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas... ou por sorte em restaurantes!

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Mouchão... é Mouchão. Ponto final, parágrafo.

Pode-se discutir o perfil, o preço, a elegância, o que se quiser... mas a verdade é que quanto mais estas garrafas (e eu...) envelhecemos, mais prazer retiro ao apreciá-las. À expectativa de prazer que normalmente acompanha o momento de abrir uma garrafa de Mouchão, juntou-se o efeito surpresa! É verdade... numa noite em casa a provar uns vinhos adquiridos nas Feiras de Vinhos, eis que salta para a mesa esta preciosidade, partilhada por bom amigo. Obrigado!

Cuidadosamente retirada a rolha, impecável a olho nú, cuidadosamente enchemos os copos com o precioso néctar.
Literalmente opaco. Rubi alcatrão... não existe? Existe, existe... É produzido com Alicante Bouschet... Impressiona a cor.

Nariz apontado ao copo e a frescura dos aromas é impressionante.
Alguns aromas de cereais, pó... aromas mais terrosos. Ouviu-se um "Cheira a milho!"... não sei bem a que cheira o milho, mas percebo. Mas num registo muito fresco e nada "asfixiante" como alguns terrosos podem parecer. Bom, há que deixá-lo respirar.
Prova-se.
Boca possante, volumoso, muito volumoso revestindo o palato com o doce do Alicante tão especial nesta casa.
Extremamente complexo e muito fresco, deixa um final quase cítrico a fazer lembrar casca de laranja. É impressionante a juventude e ao mesmo tempo maturidade deste vinho. Está muito bom para prova já e não vira a cara a mais uns anos de cave seguramente.

Nariz outra vez no copo e a brisa de aromas continua a impressionar. Alguma fruta vermelha discreta com notas vegetais e terrosas sempre presentes. Especiado mas sempre muito elegante, e na boca, ao longo da prova surpreende sempre pela frescura que tem e pelo final muito longo e fresco. 
Acidez perfeitamente integrada, que dá para para vender, sem evidências de barrica e muita harmonia e suculência. Esta garrafa, apesar dos seguramente 12 anos em garrafa que já conta, ou perto disso, continua numa forma exemplar a mostrar que um grande vinho, necessita naturalmente de cave para se mostrar a sério.

Exelente! 



Provador: Mr. Wolf


sábado, 8 de junho de 2013

Quinta da Leda 2009


Característica diferenciadora: Frescura

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 18


Comentário: Quinta da Leda é um dos ícones máximos de produção e qualidade do vinho em Portugal.
Recente e moderna, casa das melhores práticas na produção e estágio de vinho, é a "morada" também do conhecido Barca Velha.

Mais recente e renovado no perfil, diferente dos célebres da década de 90, o vinho Quinta da Leda mantém-se irrepreensível na qualidade e potencial de guarda.
Rubi escuro, sem ser muito brilhante, mas muito límpido.
Aromas de fruta imediata.
Misterioso, aromas de alguma erva seca misturados com fruta. Sem exageros.
Muito, muito concentrado e um hino ao equilíbrio. Está lá tudo: concentração, balanceamento, acidez, fruta e textura sedosa. Tudo em proporção!
Extraordinária concentração. Fruta confitada...e muita frescura. Excelente para prova imediata, e evolução segura em cave.

A provar de novo seguramente. Excelente.

Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Luis Pato Vinhas Velhas 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Sempre um prazer abrir estas garrafas... Bairrada... Vinhas Velhas de baga... 2007. Tudo promete. E não compromete.
Cor translúcida, ligeiramente "alaranjado", mas vivo e brilhante ainda.
Nariz com aromas cítricos. Fresco e bastante elegante. Notas de caruma seca e bosque. Sempre em grande forma... vinho para pratos de condimento moderado, mas que dá muito, muito prazer.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 4 de maio de 2013

Duorum 2011



Característica diferenciadora: Relação preço-qualidade imbatível. Projecto de José Maria Soares Franco e João Portugal Ramos. É preciso detalhar mais?

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral.

Nota pessoal: 17

Comentário: Sou confesso admirador do Duorum, desde a já saudosa e longínqua colheita de 2007... pouco consenso em redor deste vinho quando saiu. Pioneiro no perfil na altura, sem excessos de barrica e de fruta quando era lançado no mercado, mas de "balanceamento" impressionante. A dúvida era a sua evolução em cave... dissipada, garanto-vos. Cresce, cresce e muito. Bebo-os todos regularmente e nenhum está "a cair".

Posto isto, feliz e contente adquiri as minhas de 2011 para provar. Ano que promete excelentes vinhos, este não podia falhar. E não falhou!

Vaidoso na cor, cheio de tinta rubi escura. Vinoso, expressivo e muito limpo sem ser de opacidade muito vincada.
Aromas intensos de fruta, cereja. Muito esclarecido nos aromas, muito "arrumado", e mais importante, delicioso para o nariz.
Ligeiros lácteos acompanham a análise... e surgem notas florais, discretas mas com carácter.Aromas de rosas... Bouquet extraordinário!
Boca explosiva, cheia de complexidade, sabor, fruta, suculento. Taninos polidissimos e final muito persistente.
Não se procure aqui um vinho exuberante de notas de barrica, que normalmente têem tanto de apelativas como de aborrecidas, mas antes um vinho de qualidade exemplar, fácil de beber para quem não é muito exigente e ao mesmo tempo, competentíssimo para quem pauta a sua prova pela exigência e análise mais escrutinada. E mais importante que isso tudo... sabe muito bem porque é muito bom, e tem um preço imbatível.

Se quiserem comprar "às caixas", obrigatório ir a www.grandesvinhos.com


Provador: Mr. Wolf 





terça-feira, 23 de abril de 2013

Graham´s 10 Years Old Tawny Port



Característica diferenciadora: Frescura e a relação qualidade preço

Preço: 15€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Comentário: Gosto muito de Vinho do Porto! E gosto muito de Vinho do Porto bom! Quando aliado a isso consigo encontrar uma relação qualidade preço como esta … sinto-me no paraíso! Este é um belíssimo 10 anos, com um preço formidável, cheio de frescura e ainda com fruta fresca. Super equilibrado. Longo e super saboroso, rico. Nada falha! Como 10 anos é modelar. Entra directamente para a galeria daquelas coisas que gostaria sempre de ter em casa. Servir ligeiramente refrescado. Já me esquecia, a garrafa é muito bonita e valoriza muito o vinho.

Provador: Bruno Miguel Jorge

Castello D´Alba Vinhas Velhas Grande Reserva




Característica diferenciadora: Grande relação qualidade-preço

Preço: 10€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Comentário: Já escrevi e volto a escrever: gosto muito de alguns vinhos do Rui Madeira e este é claramente um deles! Apresenta-se carregado na cor e com madeira ainda bastante presente. Na boca é estruturado e denso, com fruta vermelha, preta e um traço vegetal (que nos levou para a Alicante Bouschet. Passado algum tempo no copo sugere aromas de café. É bom companheiro da mesa porque tem frescura e acidez mais que suficiente. Termina médio/longo. Um bom vinho e com uma óptima relação qualidade/preço.

Nota: vinho bebido em prova-cega

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 14 de abril de 2013

Post Scriptum 2010



Característica diferenciadora: relação preço/qualidade...

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário: Nascido em 2002, o Post Scriptum sempre se afirmou no mercado sem grandes necessidades de publicidade. É a qualidade da sua prova que o publicita a si mesmo. Este de 2010, já tinha sido provado e merece sem dúvida nenhuma lugar de destaque nos vinhos do Douro actuais.
Apesar de em 2002 ter "nascido" porque não saiu o Chryseia, não sai exclusivamente nestes anos.
Cor rubi/violeta opaco. Vinoso no copo e aromas fantásticos...Aroma cativante inicial que evolui de carácter mineral e com fruta discreta, para aromas densos, quentes, sedutores. Notas aromáticas de damasco. Pedra escuras quente, passe o cliché  de xisto quando está ao sol... ou ardósia quente.
À medida que respira, surgem aromas mais florais, trazendo à memória flores que emanam aromas com o cair das noites quentes de verão. Sempre num registo mais insinuante do que evidente.
Respirando mais... Fica fascinante no nariz. Equilibrado com notas florais e de fruta, sem ser muito madura. Nada está em demasia.
Passando do nariz para a boca...Boca pura e simplesmente arrebatadora. Cresce, cresce, cresce numa batalha entre a acidez contida e a fruta discreta. Madeira? Sim, excelente... Tem de se pensar se tem e procurá-la. Realmente como se quer.
Fruta está lá, acidez também e intensa mas muito bem equilibrada com os taninos, e o final... É duma frescura deliciosa. 
Acetinado... mentolado não é o que o caracteríza exactamente, mas é o mais semelhante, e elegante e fresco como se quer... Excelente vinho para beber já e obrigatório guardar!
Guardem... se conseguirem... no mínimo 5 anos.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 30 de março de 2013

Luis Pato 2004



Característica diferenciadora: Baga de consumo e capacidade de guarda

Preço: 4€


Onde: Garrafeiras especializadas ou supermercados antigos, para este de 2004

Nota pessoal: 16,5

Comentário: 100% baga! 9 anos! Esquecido numa cooperativa de distribuição alimentar... medo, muito medo, mas muita curiosidade também.

Aberta a garrafa... rolha normal. Rolha, diga-se de passagem, de qualidade que deixa bastantea  desejar, mas veda...
Alguma evolução na cor, limpa  e aberta. Rubi rosada, escuro.
Ligeiras notas de barrica ao fundo e aromas mentolados e frescos. Sim, é Bairradino sem dúvida nenhuma e tem aquele carimbo no nariz inconfundível.
Boca muito boa. Muito, muito boa... Acidez ainda bem presente, fruta qb madura, escura e elegante.
Tudo está no sítio, sendo a elegância desconcertante para os aromas expressivos que apresenta! Excelente vinho, cm excelente relação preço/qualidade esperando-lhe ainda vários anos de muita saúde na cave.

A comprar, quase todos os anos. O de 2010, tem uma percentagem de Touriga Nacional, mas é muito bom também.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 16 de março de 2013

Casa Ferreirinha Papa Figos 2011


Característica diferenciadora: Fast-wine...há em abundância, é apelativo e bom!

Preço: 5€


Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16


Comentário: 2º ano deste controverso rótulo... digo controverso porquê? Eu, gostei muito de todas as que bebi... achei a fórmula despretenciosa e o resultado muito bom. Mas encontrei muitas pessoas que pura e simplesmente não gostaram do vinho...
Bom... chega a 2ª edição e vamos ver como se comporta.
Cheio de vivacidade na cor! Tinto e retinto. Làgrima apreciável, vinoso. Rosado escuro, groselha. A cor é muito bonita.
Muita fruta nos aromas... aromaticamente é doce, dando imagens mentais de compotas de framboesa e amoras. Ao longe ligeiras notas fumadas. Ligeiro caramelo... Já imagem de marca, pelo que percebo.
Na boca... Confirma o que o nariz anuncia. Muito frutado e polido. Concentração qb. O que lhe falta de elegância, transborda de suculência. É guloso.
Muito bem balanceado, cheio de cereja, amoras e morangos. Taninos muito domesticados, acidez ligeira mas estrutura adequada ao conjunto e ao perfil. Não é de todo um vinho elegante... Mas bebe-se bem que se farta.
Tenho duvida como evoluirá o perfil em 2-3 anos. Se amadurecerá bem, ou se perderá estas notas todas frutadas e sabe-se lá o que fica...
Tenho de provar um de 2010 a ver como anda, para imaginar para onde este caminhara. Mas no  geral, é muito bom e agradará a muitos apreciadores. É uma escolha segura para adquirir à última da hora num supermercado para algum jantar de convívio. Agradará seguramente a grande parte dos consumidores. Eu gosto.
Bom produto a muito bom preço.

Provador: Mr. Wolf