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domingo, 31 de agosto de 2014

Quinta de Cabriz Alfrocheiro Preto 1999

Característica diferenciadora: Elegância e longevidade

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: 15 anos! Dão... Monocasta... Felizmente não é Touriga Nacional.. É Alfrocheiro Preto. Recordo-me de excelentes vinhos da Quinta dos Roques dessa época. Encontrada na Garrafeira Estado de Alma em Alcântara - recomendamos vivamente para quem gosta de vinhos bons, fora de modas e a bons preços - que consistentemente apresenta várias opções de vinhos a preços de feira, com renovação semanal dos stocks e com bons preços... e esta era daquelas garrafas que não podia ficar lá. Prova-se e aprende-se muito com estes vinhos.

Aberta a garrafa, a rolha apresentava uma bonita cor rubi viva e escura. 

Jorrado no copo, as sensações olfactivas remetem-nos para o Dão mais puro que há... Imediatamente... Caruma de pinheiro, aromas levemente cítricos, fresco e ao mesmo tempo fruta escura madura. 
A cor não impressiona mas também não compromete. Nuances "atijoladas", opacidade média e ligeiramente turvo.

Há que provar! A prova de boca é simples, despojada de manifestações exibicionistas de fruta, Madeira e afins como tão bem conhecemos hoje. Nada disso. Simples, correcto e bom. Mas é o final do vinho que justifica a escrita. Se quando provamos, é simples, o final é delicioso. O vinho ganha muita garra, cresce na textura e o apogeu estabelece-se no final cítrico, longo e muito persistente... Sem nunca perder a elegância. 

Impressionado, resolvi decantar... Refrescado para que se decante, neste caso usei uma manga para rapidamente e de forma homogênea baixar a temperatura a 14 graus. Decantado. É aguardar até ao jantar. Até já.

Provador: Mr. Wolf


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Porta dos Cavaleiros Reserva Branco 1985


Característica diferenciadora: 29 anos parece-me diferenciador o suficiente.

Preço: não aplicável

Onde: garrafeiras particulares

Nota pessoal: 17


Comentário:  Regressados de férias, é tempo de pôr "a escrita em dia"... e nada melhor do que uma nota de prova que rompe com os paradigmas das provas de vinho contemporâneas... um vinho branco com 29 anos!
Ouro líquido na cor. Limpo e vivo. Opacidade cristalina. 
Sem sinail de cansaço nos aromas, compreendemos que poderáter uma idade mais avançada apenas pela tonalidade do dourado... Mas muito belo.
Aromas de bolo quente e pólen. Respira, ganha mineralidade, muito floral e subitamente, equilibra-se. Uma verdadeira caixinha de aromas. Quentes, envolventes, mas sempre subtis e equilibrados.

Prova de boca...sumptuosa. Volume, acidez e vivacidade ainda presente,  ligeira nota aromática de fruta branca, estilo maçã reineta e mel. Impossível conseguir este volume com 10 anos... polidíssimo pelo tempo, está para durar e proporcionar prazer. E esta, hein?

Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Vinha Othon Reserva 2008

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário: Vinho para conhecedores... normalmente o Vinha Paz existe nos supermercados, estilo Continente... este (Vinha Paz) Vinha Othon só em garrafeiras... que eu saiba. 
Chateia o facto de ser tão desconhecido e ao mesmo tempo tão bom. 
Constante na (boa) evolução na cave, persistente na qualidade ao longo dos anos.
Opacidade elevada, denso e escorreito.
Aromas discretos, quentes com notas de  caruma de pinheiro, balsâmico e muito apelativo.
Prova de boca excelente.
Potente e opulento sem nunca pesar nada. Taninos perfeitos, acidez no ponto, pouca fruta e a existir é estilo tâmaras, ameixas em passa - sem as notas extremamente doces.
Melhora muito se for decantado umas duas horas. Ganha volume e espessura. Importante a temperatura. Servir a 17º. Com temperatura mais baixa, perde largura.
Fresquissimo na saída de boca, acidez acutilante no final a dizer que está para "lavar e durar".
Para qualquer carne - assada, grelhada, condimentada ou só com sal.
Para tacho, pede confecção aprumada, pois é extremamente aprumado.
Vinho top a preço "acessível". 
Difícil de encontrar. Se quiserem mesmo, o El Corte Inglés, no Club Gourmet normalmente tem. Estas comprei em Cascais na Garrafeira Cabaz Tinto ao pé da Estação de comboios de Cascais.

Provador: Mr. Wolf

Casa da Carvalha 2009


Característica diferenciadora: Elegância e potencial de guarda


Preço: 5€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17

Comentário: Vamos lá voltar a este excelente vinho. Fechado no aroma inicial que emana quando jorramos no copo.
Este vinho é muito peculiar. Está com o tempo em garrafa a ganhar muito músculo. Não é que lhe faltasse músculo... Está é mais evidente agora.
O que faz sentido, pois há uns meses atrás o vinho tinha de respirar um pouco para aparecer no copo... Agora está mais evidente e "crescido".
Nariz com aromas de Outono... Lenha seca. 
Barrica a marcar ligeiramente pelo carácter tostado. Aroma é parco de versatilidade, ainda que intenso. Mas é na boca que ele se manifesta como grande vinho que é. 
Fruta escura, cereja, guloso e suculento. Touriga Nacional a por-se em bicos de pés, mas felizmente não consegue sobrepor-se. 
Gosto muito pois tem carácter, é fiél ao melhor que o Dão nos dá, é clássico no perfil, o que é de louvar e consistente. Para não falar que tem uma relação preço/qualidade praticamente imbativel.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Quinta dos Carvalhais Colheita 2009

Característica diferenciadora: Dão puro contemporãneo.

Preço: 7€

Onde: Distribuição

Nota pessoal: 17

Comentário:  Já o escrevi, mas devia lapidar... 2009 é um ano extraordinário na nossa querida região do Dão. 
Este vinho da Quinta dos Carvalhais é normalmente muito bom. Nesta colheita em particular, tem o seu expoente máximo de todos os anos que já bebi. Não por ser exuberante, por captar os sentidos imediatamente, mas antes pelo equilíbrio com que se apresenta.
Efectuando zoom aos detalhes, a cor tem brilho e opacidade que cativam logo. Reflexos quase púrpura que nos puxam para o copo.
O vinho é muito sedutor. Fumado, especiado, com um toque vegetal, pinheiro, fruta escura quase madura... Tudo equilibrado. Vincado, mas equilibrado. Aromas, promete!
Na prova de boca é consistente com o primeiro impacto. Assertivo e cheio de carácter, com barrica muito bem integrada pois só acrescenta profundidade à prova sem se destacar, é repleto de homogeneidade.Si, está muito bem, "cheio" e homogéneo.
O vinho sabe bem, muito bem. Parece simples, mas não é.
Predispõe-se para quase qualquer prato da nossa gastronomia, pois tem um peculiar equilíbrio entre elegância e rusticidade. Não tem exageros florais, mas nota-se a (boa ) Touriga.
Tem mineralidade que lhe proporciona clarividência da prova, secura (acidez) muito bem dimensionada e taninos "sonsos", que não se apresentam no início, mas estão lá.
Final adequado, homogéneo, nada cansativo.
Granular, denso qb, largo, é um excelente vinho de guarda, onde à confiança pode esperar 6,7,10 anos em que só melhorará de certeza.
Há vinhos mais fáceis e quiçá até mais baratos... Duvido que existam muitos, tão disponíveis na distribuição, grandiosos e de guarda como este. 
Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 8 de dezembro de 2013

Pape 2007


Característica diferenciadora: Elegância.


Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário:  Pape é sempre Pape... PA de Passarela e PE de Pellada... para mim é o vinho mais consistente e equilibrado que Álvaro de Castro engarrafa ano após ano.
Segundo consta, este de 2007 provém de predominância - senão totalidade - de vinhas velhas de Touriga Nacional.
Cor rubi, translúcida e de mediana concentração.
Muito fino, estranhamente elegante para o que o Pape nos habituou. Recorte de barrica evidente, aromas e sensações mais "verdes", que tornam a prova ligeiramente curta, apesar do vigor inicial.
Vale sem dúvida pela elegância, num exercício de perfil do Dão, diferente dos Pape mais antigos. Guardar, pois apesar de não estar numa altura excepcional para provar, parece-nos que com o tempo vai melhorar e ganhar muito mais garra. A Touriga Nacional tem "muito disto"... é temperamental em cave.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 17 de novembro de 2013

Casa da Carvalha Reserva 2009


Característica diferenciadora: Classe e finesse.

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Casa da Carvalha foi a minha descoberta de 2012!
O vinho mais simples - de rótulo preto - custa 5€ no El Corte Inglés e é óptimo!
Este Reserva vai dar que falar... mas necessita de cave para ganhar mais força.
Cor escura, rubi clássico.
Aroma fumado, floral, muito expressivo.
Prova de boca pautada pela elegância. Fino na barrica, presente ainda que discreta. Touriga Nacional expressiva, ainda que nos limites do tolerável...Pelo menos para mim... Acetinada, vincada e cheia de carácter - a Touriga Nacional. 
Algumas notas de fumeiro surgem ao longo da prova a proporcionar profundidade aromática. Realmente percebe-se porque a Touriga Nacional no Dão é diferente, para muito melhor.
É um excelente vinho, modernizado só pela barrica de qualidade, mas clássico nos apontamentos de aroma, boca e final.

Beber já, decantando... mas recomendo fortemente guarda para os próximos anos. Ou décadas,
Vinho de muita classe.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 29 de outubro de 2013

M.O.B. 2011

Característica diferenciadora: Qualidade de referência em qualquer mesa do mundo.

Preço: 22€

Onde: Garrafeiras especializadas. Esta comprei no Supermercado O Saloio no Estoril

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Este é claramente um comentário que aqui coloco precipitado... precipitado essencialmente porque só bebi ainda uma garrafa deste vinho.
Este é claramente um exemplo de um vinho que uma garrafa não chega... ainda mais que foi dividida!
É precipitado como por exemplo ousar-se achar que por dormirmos um fim de semana numa cidade, Madrid por exemplo que é perto, arrogamos  falar do tema como se a conhecessemos desde infância... Depende da qualidade do conhecimento que entendemos devemos ter para falar sobre a cidade.
Às vezes ouço-os falar, porque foram lá sair um fim de semana à noite, ou a uma reunião "num projecto", e falam ... esclareça-se: eu não conheço bem Madrid... mas sei que Madrid não é só Cibeles, canhas e pata negra... também tem, por exemplo, 3 excelentes museus.
Também joga lá o Cristiano Ronaldo, mas o Real Madrid já tinha ganho umas coisas antes de ele lá jogar... enfim, tudo depende da perspectiva.

Voltando à minha precipitação... precipitado, pois o vinho está claramente adolescente. Não é daqueles adolescentes cheio de acne e desajeitados... não, já tem boa pinta... mas precisa amadurecer.

Mas então porque é que me precipito a escrever? Porque é daqueles vinhos que acho extraordinário. Porque quero conhecer melhor o vinho e para isso é necessário "visitá-lo" muitas mais vezes, pois vamos sempre descobrir novas sensações. É tipo um filme do Woody Allen. Pode-se ver e rever... o argumento sabemos qual é e como acaba... mas há sempre referências novas e piadas excelentes que nos passaram despercebidas, pois provavelmente estávamos a pensar. O Woody Allen faz isso muito bem. Pensa bem e faz pensar.

Bom... posto isto, a única consideração que tenho a fazer dirigido às 7 pessoas (contando comigo que sou narcísico e releio os meus posts) que sei que nos lêem é: procurem e comprem!

A cor do vinho é rubi escura, quase violeta muito densa e brilhante.
Aromas imediatos de bosque. Vegetal e muito expressivo. Aromas de "adega"... Algumas notas florais mas é o cedro, aquela madeira verde, com chuva e resina,  intenso tão característico da boa Baga (parece-me), que se evidencia. E digo isto com carácter adjectivo. É bom. Produzir vinho, a "tresandar" a fruta e madeira "doce" e abaunilhada, estilo ambientadores de ligar à tomada da electricidade, eu estou fartinho há muitos anos... mas eu sou muito particular nisso... normalmente sou o único em algumas mesas em que me sento. Esse perfil de ambientador, agrada à maioria.

Na prova de boca está ainda por harmonizar, muito intenso, concentrado e nota-se muito cuidado. Tudo está contido, mas cheio de pujança e concentração. O aroma mais "rústico", manifesta-se na prova de boca duma forma mais "chic", onde é a frescura e a clarividência de sabores que comanda a prova...
Acetinado e muito, muito fresco. É majestoso pela frescura, mais do que por fruta. É o perfil que eu reconheço que mais me encanta. Frescura. Pode ter fruta, mas é a frescura que faz com que se tenha vontade de beber outra vez e fica na memória. A fruta encanta no início, mas desaparece com outro vinho, por exemplo. Frescura só alguns vinhos têem. Fruta parece-me ser mais comum.

Perfeito na acidez, mostra-se um vinho para excelentes anos em cave. Tem um grande problema, manifesto neste post e que é evidente... Deveria ser engarrafado em garrafas mínimas de 3L. Acabei aqui as minhas notas... pois o vinho sumiu-se em 3 tempos... porque ainda o estava a descobrir e o vinho cresce muito, muito, muito em copo, e a garrafa esvaziou-se.

É de comprar às caixas todas as que encontrarem. É um vinhão e vai seguramente dar que falar. Eu falarei seguramente outra vez, pois tenho mais duas que encontrei no Saloio e vou à procura de mais.

Perdoem a precipitação, mas quando me entusiasmo, gosto de partilhar o entusiasmo.

Provador: Mr. Wolf


Casa da Carvalha 2008

Característica diferenciadora: Sempre muito bom!

Preço: 5€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17

Comentário:  Casa da Carvalha... sempre bons. Pouco conhecidos, mas de muita qualidade.
Depois de já ter escrito os bons vinhos de 2009 que já bebi desta Casa, chega a altura de procurar outro ano e perceber se o de 2009 estava bom porque resultou bem, ou se o vinho é bom porque as uvas são boas e a vinificação é cuidada e adequada. E é o caso.
Eu gosto de praticamente todos os vinhos sem excepção de 2009 do Dão. Acho que é um ano mítico. Mas também gosto de muitos de 2008. Normalmente têem um equilibrio entre o carácter frutado e acidez muito peculiar.
Este está excelente. Cor de mediana opacidade, rubi ligeiro e muito aromático. Fruta e barrica discreta. Fruta vermelha, muito viva e expressiva e barrica de qualidade ao fundo, bem integrada.
Prova de boca de acordo com o que conheço do de 2009, sempre num registo muito elegante e muito persistente.
Fino, tanino fino mas presente, acidez delicada e muito frutado.
Excelente vinho, a excelente preço.
Só o conheço à venda no El Corte Inglés, normalmente no supermercado, não no Gourmet.
Recomendo vivamente.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Caves Solar São Domingos 1980


Característica diferenciadora: 33 aninhos...

Preço: Não faço ideia.

Onde: Garrafeiras especializadas ou particulares.

Nota pessoal: 17

Comentário:  Caves do Solar de S.Domingos... há quase 8 décadas a produzir produtos de qualidade, e percebe-se porquê. Fora das tendências de procurar vinhos mal saem, ou pior, sem sequer ainda terem saído para o mercado, esforçamos-nos por frequentemente calibrarmos o nosso paladar, provando vinhos que pela sua evolução e qualidade, nos mostram o que são vinhos com "V" grande... e este é um deles. Colheita. Exacto. Colheita...

Rolha humida, no entanto adequada na sua função, mas húmida. Medo.
Cor iodada, limpa no entanto.
Aromas iniciais desagradáveis. Fruta podre.

Decante-se.

Pouco sedimento, limpíssimo.

Aromas de óleo...não... aromas de pizzeria, sim... Aromas de pizzeria daquelas de forno de lenha, mistura de pão com tomate e orégãos em forno de lenha. Estranho!
Mais um tempo no copo e surgem notas florais. Rosas vermelhas.
Fruta secundária, a fazer lembrar Figos de São João. Quente no aroma.
Prova de boca surpreendente.
Directo no açúcar que ainda tem, persistência e muito equilíbrio. Nada de sabores ou aromas estranhos que desculpemos por questões relacionadas com a idade.
Muito adequado em notas de xarope, café, e curiosante algum cítrico. Limão.
Naturalmente, é um vinho já delicado e com fragilidades, mas bom e ainda vivo.

33 anos... acabo como começo. E acreditem... estas provas, renovam e calibram-nos.


Provador: Mr. Wolf

domingo, 1 de setembro de 2013

Campolargo Tinto Alvarelhão 2011


Característica diferenciadora: Perfil.

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: Passado um ano que provei pela primeira vez este vinho (colocado aqui em Setembro de 2012), a curiosidade era muita. Há um ano gostei muito! Como estará agora? Era uma prova muito polémica.

Cor de opacidade ténue, cor rubi palido... curioso... era mais ligeiro no verão passado. Lágrima apreciavel. . Nariz fumado e ligeiras notas de fumeiro, carne fumada.
Alguns aromas de vegetal, aproximando-se de pimento verde.
Fruta ligeira, morango, framboesa. Mais arejado, cereja muito, muito madura.
Prova de boca doce, com tanino muito disfarçado e esforçado, amparado por acidez muito ajustada. Final de boca bom.
Prova persistente de final cheio de garra e notas de toranja. O vinho ainda se transforma muito com o arejamento. Tem perfil muito específico, não agradará a muitos, mas eu gosto muito. Vinho para uns tapas de presunto. Tem acidez para acompanhar e é falsamente leve para não se sobrepor. Gosto muito do perfil.

Provador: Mr. Wolf

Quinta dos Carvalhais Bical/Loureiro 2000

Característica diferenciadora: Carvalhais... branco com Loureiro e Bical de 2000

Preço: 5-10€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Quinta dos Carvalhais normalmente é sinal de qualidade. Produtos de discreção quanto baste, berço do sucesso do histórico Duque de Viseu.
Este Loureiro/Bical de 2000 é bastante desconhecido.
Cor mel muito limpo de lágrima bastante expressiva.
Aromas de alperce e abacaxi com alguma calda de maça reineta. Interessante... ligeiras notas de massa de bolo também. Sim, tarte de maça morna.
Prova de boca muito boa.
A untuosidade que se vê na lágrima do copo e poderia antecipar algum peso na prova de boca é surpreendentemente inexistente.
É  fresco e leve o que até faz confusão aos sentidos que naturalmente não se dissociam da imagem "untuosa" e esperavam maior espessura e peso no palato. Tem 13 anos... não esquecer.
Acidez vincada sempre em disputa com a ligeira densidade doce da fruta em calda.
Muito equilibrio, muito bem balanceado, com (suponho) alguma tosta de barrica, eventualmente estagiado com borras, mas muito bem.
Final não muito longo, mas bom e fresco. Perfeito para uma boa caldeirada ou um peixe assado no forno.
Este acompanhou e bem bacalhau com batatas assadas e beringela grelhada.

Um ensaio como o contra rótulo informa, que na minha opinião dá origem a um vinho muito bom e que poderia dar origem a mais um rótulo histórico da casa. Parece-me uma fórmula boa.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 2 de junho de 2013

Pape 2008


Característica diferenciadora: Elegância...neste rótulo não é comum!

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Pape... desde 2002 a produzir do melhor que se consegue no Dão... sempre muito pujantes, vigorosos e volumosos.
Curiosamente este de 2008, está diferente...

Cor bastante escura, limpa e fina na lágrima.
Nariz delicado, cheio de aromas de groselha.
Muita elegância, e muito, muito boa barrica... não costuma ser o que mais aprecio, mas reconheço que está muito bem conseguido.
Ano de 2008 e Pape, por si só criam equilibrio... e este saiu muito bem. Dos vários vinhos que provei de 2008 é sem dúvida o que se presta mais a prova imediata.
Elegantíssimo no nariz, mas cheio de secura muito bem integrada no conjunto.
Vinho para comida condimentada...

Provador: Mr. Wolf 




domingo, 28 de abril de 2013

Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2005



Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Vinho ícone do Dão da década passada. Normalmente cheios de concentração e camuflados com delicadeza. Passados alguns anos em cave, como estará? Foi isso que fomos descobrir numa jantar de degustação de vinhos no restaurante .Come em Alcabideche.
Está bom!
Escuro ainda... rubi, opaco.
Aromas muito vinosos ainda, com ligeiríssimo lácteo e caruma densa.
Na boca está muito limpo. Madeira pouco marcada, o que é bom, mais elegante do que o nariz anuncia, muito fresco e balsâmico. Perdeu a pujança da idade jovem, mas ganhou em elegância e frescura.
Limonado no final de boca.
Bom vinho. Parece-me no entanto que o posicionamento de preço é desposicionado... embora seja um tema naturalmente subjectivo. Mas é um vinho caro e que não se destaca tanto na prova como na carteira.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 13 de abril de 2013

Quinta do Cerrado Reserva 2005



Característica diferenciadora: 2005 + Dão + <7€...

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: Perdida numa prateleira de supermercado, por justos 6€... impossível não trazer depois de ter provado o de 2007!
Estagiado uns dias na cave, para assentar, chegou o dia de saciar a curiosidade.
Cor impecável. Rubi escuro.
Aromas de ameixa equilibrado com especiarias. Contido no entanto nos aromas.
Boca extraordinária... Finíssimo e elegante, texturado e muito, muito bem balanceado. Notas doces no final de boca que não chateiam nada. Licoroso, sem exageros. Notas de tâmara.
Cheira a clássico, mas com a suculência da fruta preta, pastosa qb a conferir um final de boca longuíssima. Acidez no ponto. Maravilhoso.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 26 de março de 2013

Quinta da Pellada 2007



Característica diferenciadora: Equilíbrio (potente)

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Este vinho, o Quinta Dona Basilia Old Vines Premium e o Dona Maria Reserva 2007, foram os vinhos escolhidos para comemorar o aniversário da minha mulher! O único senão é que ela não bebe uma gota de vinho!!! Mesmo assim, é sempre uma boa ocasião para beber ou voltar a beber alguns vinhos que estão na garrafeira e perceber como estão a evoluir.

Este Pellada de 2007 foi uma estreia. Tinha bebido recentemente o Pape do mesmo ano e encontrei-o num momento de forma formidável. Fiquei curioso de perceber com estaria o Pellada … e assim foi!

Cor carregada mas não opaca. Notas florais amparadas por fruta preta e uma madeira muito bem integrada. Na boca é denso, encorpado, com uma acidez viva e taninos poderosos mas muito cooperantes. Depois de algum tempo no copo surgem mais em evidência as notas da Touriga Nacional, mas tudo num registo de grande equilíbrio e contenção. Termina muito longo, fresco e com grande potencial de vida em cave.

O vinho acompanhou um belíssimo cabrito assado no forno, feito pelo meu cunhado João, que se apresentou tostadinho por fora mas muito húmido e suculento por dentro. Obrigado João pela magnífica confecção do cabrito e pelo Pellada 2007

Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 19 de março de 2013

Vinha dos Reis Branco 2009



Característica diferenciadora: Acidez/untuosidade

Preço: 6.5 €

Onde: El Corte Inglés

Comentário: Dourado na cor, ainda com presença notória da madeira mas já em diálogo muito cooperante com a fruta. Alguns citrinos (limão), mas também frutos secos (nozes). Um vinho com boa estrutura e bastante untuoso. Muito fresco e com uma acidez ainda muito viva a dizer-nos que temos vinho para mais uns bons anos. Boa persistência final.

Acompanhou muito bem um Arroz de Bacalhau (com um bocadinho de colorau) e um Serra da Estrela de qualidade da Queijaria Dos Lobos. Para o meu gosto, os brancos com alguma idade, menos efusivos na fruta, com boa acidez e untuosidade ligam formidavelmente com queijos de pasta mole.

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 10 de março de 2013

Quinta do Corujão Reserva 2008


Característica diferenciadora: Densidade e elegância

Preço: <5€


Onde: Pingo Doce

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Já visto bastantes vezes referenciado, andava curioso por provar tal preciosidade... e assim foi. O célebre Quinta do Corujão Reserva de 2008. E a verdade é que não desiludiu... olhando para a relação preço/qualidade então... tal como muitos vinhos do Dão actualmente... é simplesmente imperdível.

Cor rubi escuro, opaco. Notas de fruta contida e muito "misterioso". Pouco dado a exuberâncias.
É na boca que se apresenta como deve de ser. Cheio, denso, guloso sem ser enjoativo e muito, muito harmonioso e elegante.
Fechado ainda. Mais tónico na frescura do que na fruta.
Muito constante ao longo da prova.... nada se sobrepõe. Encontra na sua harmonia e densidade quase perfeita a sua melhor qualidade. É vinho para qualquer mesa... curioso por ver a sua evolução.

Recomendo a guarda de algumas garrafas a ver como evolui nos próximos 5 anos.
Excelente exemplo dum bom vinho de 2008. A preço bastante adequado para quem quer bom vinho sem dispender muitos Euros. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 



Quinta da Bica Vinhas Velhas 2007


Característica diferenciadora: Pouco extraído

Preço: 10€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Já comentado aqui neste blog pelo Bruno, chegou a minha vez de o provar... com o Bruno! De facto, muito bom e a primar pela diferença.
Muito aberto na cor, sem "carimbos" de fruta, sem extracções exageradas, sem madeira marcada... mas muito perfumado, vegetal, ligeiro na cor e muito delicado. De facto pede comida.
Impressiona pelo facto de parecer um vinho ligeiro, mas com um final de boca e uma estrutura muito boa. Na minha opinião, vai melhorar em cave. Ligeiras notas citricas, de lima no final de boca. Muito fino e elegante. Precisa de ganhar complexidade, e tem estrutura para isso.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Munda 2006



Característica diferenciadora: Boa Touriga Nacional

Preço: 20 €

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Iniciei-me nos vinhos Munda pelo branco de Encruzado. Um vinho sério, pouco dado a modas e que se mostra sempre melhor com 1 ou 2 anos de garrafa, altura em que madeira, fruta e acidez ficam melhor integrados.

Este tinto é um varietal de Touriga Nacional, com estágio de mais de um ano em barricas novas e, se não estou em erro, feito por um enólogo do Douro (Xito Olazabal – Vale Meão e Quinta do Vallado).

Apresenta-se muito carregado na cor, não denunciando os 6 anos que já leva desde a sua colheita. Violeta, cacau e um leve floral são facilmente perceptíveis. Nariz a remeter-nos para o Vinho do Porto, com muita fruta madura e algum álcool. Na boca volta a fruta, mas com garra, frescura e acidez bem integrada. Termina com boa persistência.

Uma boa Touriga!

Provador: Bruno Miguel Jorge