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domingo, 12 de abril de 2015

Duas Quintas Reserva 2011


Característica diferenciadora: Pujança




Preço: 25€



Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17.5


Comentário:   2011 é de facto um grande ano em Portugal e em particular na região do Douro. A Casa Ramos Pinto, há décadas que nos habitua a excelentes vinhos, amigos da cave e da mesa, sempre com uma excelente relação preço qualidade. Foi neste contexto de expectativa que o Duas Quintas Reserva de 2011 foi provado.
Negro na cor. Opaco, parece Porto vintage!
Escuro  e misterioso. Fechado ainda, cheio fruta e muita, muita mineralidade. Marca de barrica assumida, concentração elevada com notas púrpuras vivas...
Prova de boca a dizer-nos que é muito cedo para o beber... mas enfim, tem de se provar novo.
Barrica muito em evidência e espera-se que a cave lhe traga a elegância que merece. Fruta preta, amora e bastante acidez secundária a toda a mineralidade, mas prova de boca pautada por taninos e fruta concentrada presente e vigorosa.
Todas as sensações estão ainda (muito) fortes. Mas vale a experiência de o beber já e o preço tem a honestidade que a Casa Ramos Pinto assume com o mercado... bem como toda a cadeia de disrtibuição!


Bom, obrigatório guarder no mínimo 5 anos...



Provador: Mr. Wolf





Quinta de Roriz 1996

Característica diferenciadora: Elegância




Preço: 30€



Onde: Leilões eventualmente

Nota pessoal: 18


Comentário:  Que dizer? Um rótulo que um tem tanto de peculiar, um tanto rústico e um tanto de mítico. Desconhecido para muitos. Glorificado por alguns... Eu faço parte desses admiradores!
Nunca bebi um Quinta de Roriz que não fosse extraordinário... Não fosse o terroir mítico também... Mas para isso, e para os mais curiosos, remeto para o livro...Roriz, História de uma quinta no curacao do Douro, de Gaspar Martins Pereira (2011).



Este - voltando ao vinho -  de 1996 é o mais antigo que me lembro. Está em grande forma! Não é perfeito na cor, tão pouco no aroma. Tem as imperfeições que a idade nos grandes vinhos enaltece... e se perdoa. É maduro demais? Sim, é. É pouco opaco, e até um pouco turvo? É. É complexo nos aromas? É, mas diferente das complexidades contemporâneas. Este é genuinamente complexo... Imperfeito... Mas estrondosamente bom. Sabe a fruta. Não tem madeira. Tem taninos aguçados. Não é polido... Mas é - como diria o Jorge Jesus - "muita bom e com elevada nota artística!".

Sim, é isso mesmo... Como os quadros em que o JJ não vê a mulher a chorar, mas a artista vê... É um clássico e do melhor que se fez no Douro nas duas ultimas décadas. 
Carregado de carácter, muitos aromas de fruta madura, cereja, ameixa macerada... Tênue na entrada, guloso, muita groselha no palato, fino e com final recheado de fruta...
Um bocadinho doce, mas muito suculento. 18 anos...
Provavelmente já foi mais grandioso, mas mantém uma simplicidade majestosa, apesar do seu berço de nobreza.

Adorei


Provador: Mr. Wolf





Andreza Reserva 2011


Característica diferenciadora: Concentração...




Preço: 7€



Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Vinho proveniente da "winesandwinemakers", que produzem alguns vinhos, como o Quinta do Soque Vinhas Velhas 2007 que adoro. Produzem outros como o Lua Cheia em Vinhas Velhas que tem um perfil muito próprio. Bebe-se, mas enche muito...

Este Andreza, Reserva do excelente ano de 2011, tem a peculiaridade de que quando o abri, simplesmente não consegui beber mais do que um copo.
O vinho está "muitíssimo" em tudo. Basta por-lhe o nariz em cima. Ficou aberto, literalmente 9 dias... Sim, 9 sem rolha.
Quando a grande maioria dos vinhos estariam cansados, oxidados e eventualmente "avinagrados", este surpreendemente está bom... Não estou seguro, pelo que tenho de ver se consigo comprar mais... mas é um vinho com uma concentração que vai surpreender e encantar muitos consumidores. É bom, mas é de emoções (muito) fortes. Mas vale a experiência e o preço.



Provador: Mr. Wolf

Quinta do Portal Grande Reserva 2009

J
Característica diferenciadora: Douro com frescura e elegância




Preço: 28€



Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Quinta do Portal já nos habituou a vinhos que conseguem ter porte e estrutura mas ao mesmo tempo manifestarem-se num registo bastante fresco. Este Grande Reserva de 2009 está ainda na sua puberdade...
Cor viva e muito opaca, com aromas evidentes de cacau. Opaco, vivo. Dá gosto olhar para o copo.
Tem a particularidade dum perfil muito próprio... em que os aromas cativam, pelo vinco e aprumo, mas na prova de boca é bastante mais elegante que os aromas anunciam.


Necessita de respirar, onde cresce e cresce, num estilo unívoco de estrutura, acidez e elegância. Apesar de alguns aromas a fumeiro, é delicioso para o nariz. Aromas de pólvora também.
Prova de boca com carácter terroso, folhas secas, mas que rapidamente se torna fresco e mais num estilo herbáceo que fruta. O que é bom.
Guloso, precisa claramente de cave para afinar e registar o seu estilo num perfil de elegância, e deixar que as notas mais fumadas e torradas se "esfumem".
Muito bom.


Provador: Mr. Wolf





sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Quinta do Crasto Reserva 2007


Característica diferenciadora: Douro

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas.
 
Nota pessoal: 17.5

Comentário: Já andava há muito tempo a olhar para ela na cave... tem lá mais uma ou duas irmãs... mas andava mortinho por ver como estava.

Fora de modas e tendências, estes vinhos da Quinta do Crasto Reserva, criaram o seu próprio perfil, assente em muita qualidade na fruta e seguramente no cuidado durante a produção... e estágio em barrica de qualidade superior... e de facto, o que é bom, é muito bom sempre.

Pode variar ligeiramente no perfil, mas é bom. Quinta do Crasto Reserva 2007 não é para todos... Mais do que o custo financeiro que este vinho sempre teve - sem ser extraordinariamente caro, é um vinho inacessível para muitos consumidores -  é a maturidade de o deixar descansar e ir provando ao longo dos anos...

Cor limpa e rubi escura, caldosa e côr de cereja. Muito brilhante e lustrosa. Muito bonita a côr.
Aromas muito limpos com fruta e notas aromáticas vegetais também. Foi-se a hegemonia aromática da excelente barrica... o que não é mau de todo, apesar da barrica dos Crasto ser sempre muito boa! Ainda presente, mas pouco marcante.
Primários de fruta, carne e floral, com a fruta a pautar a prova sem estar em demasia. Muito maior subtileza do que evidência, o que confere um registo bastante elegante e distinto.

Gostei muito. Valeu a pena esperar e vai ser bom provar outras mais tarde.
 
Provador: Mr. Wolf

Casa Ferreirinha Vinha Grande 1995


Característica diferenciadora: Classe

Preço: 15€ ?

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas... ou leilões.

Nota pessoal: 17.5

Comentário: Provavelmente o último Vinha Grande que cheira a Barca Velha. Sim, cheira. Não quero saber se vou ferir sensibilidades ou não... Se cheira ou "tem aromas"... Para mim, cheira a Barca Velha.
A côr tem a côr que muitos Casa Ferreirinha têem. Não é turvo, é límpido. Mas não é 100% límpido. É Vinha Grande da Casa Ferreirinha...dos antigos.
E no nariz... chegada ao paraíso... Aquela poção mágica de aromas, inebriante e acutilante. Fruta muito fina e aromas balsâmicos. Arrebata qualquer um, tamanha é a sedução que os aromas manifestam. Nem apetece muito falar bem sobre o vinho... Tal é o egoísmo.
 
Fresco, com fruta e especiaria num equilíbrio muito giro, que proporciona muito prazer.

É um vinho do outro mundo, dada a pacatez que aparenta e a força que manifesta. Acidez na puberdade... Espicaçada ainda. Majestoso na capacidade de arrematar toda a atenção dos sentidos quando se bebe. Único no final, único no equilíbrio e persistência, largo, avassalador porque no fim é incrivelmente fresco. Esqueçam a idade. Esqueçam. Tem a pujança do que os vinhos novos têem, mas tem a classe e largura de sensações que só a idade confere! Brutal, brutal. Agora, para chatear... 12,5% e não tem Touriga Nacional. Mais do que opaco, é denso e quimicamente fresco. Vegetal, seco, espesso mas brutal. 
É a entrada tenaz na prova de boca que impressiona muito. Forte e densa, perfeita na entrada seca, mas com uma harmonização e secura final inesquecível! Muito, muito, muito, muito bom!

Nota e imagens em relação à excelente qualidade com que a rolha se apresentou.

Provador: Mr. Wolf


 





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Quinta do Portal Grande Reserva 2007


Característica diferenciadora: Genuíno Douro


Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário:  Que a Quinta do Portal é sinónimo de muita qualidade em tudo o que faz - pelo menos do que eu conheço - não é novidade...
Que 2007 é um ano que é necessário esperar... também penso que muitos já perceberam... mas que este vinho está extremamente volumoso e acetinado é que provavelmente poucos sabem!

Cor impenetrável... revestido de rubi escuro, lustroso, muito vivo e brilhante. Aromas de cacau misturados com algumas notas mais minerais... imperfeito nos aromas, no melhor dos sentidos... se querem Douro (ou qualquer outra região, diga-se de passagem...) com notas de caramelo e afins, gastem menos dinheiro que há aí muito para comprar... este não, tem aromas de vinho, ora mais terroso, ora mais doce, tal como alguma fruta quando se espreme.
Apesar de alguma tónica aromatica e vincada personalidade cromatica, é na prova de boca que o vinho se coloca no patamar de excelência que ele tem, dada a sua frescura e facilidade com que se integra na prova de boca.
Com anos ainda pela frente, está pronto para se beber já.
Tem um final muito longo, de deixar lastro como só os grandes vinhos têem.
Bom vinho! 

Provador: Mr. Wolf

domingo, 1 de junho de 2014

Quinta do Portal Branco 2006



Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: Não sei.

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário:  Há vinhos sobre os quais tenho dificuldade em escrever. Dificuldade na medida em que a descrição sobre o prazer que proporcionou pode não fazer justiça à realidade e pecar por defeito.
Este é um caso desses.

Que o meu caríssimo amigo Bruno é um expert nos vinhos da Quinta do Portal, não é novidade.
Que normalmente nos proporciona excelentes momentos com vários dos vinhos da Quinta do Portal que provamos com ele... também não é novidade.
Que posso atestar com muita segurança que os vinhos são bons e com qualidade a atravessar anos e anos em cave, posso. Felizmente o meu Pai também tem alguns na sua garrafeira há já alguns anos... agora, que um vinho branco me impressionava tanto?

Essencialmente pela simplicidade e subtileza, que como em tudo na vida, confere a distinção. Confere. Não dá para comprar.

Tive a sorte de levar outra garrafa para casa... obrigado Bruno. Já foi também. Adorei também. E porquê?

É vinho branco, semelhante a tantos outros milhares de vinhos brancos... é verdade, mas está num sublime ponto de equilíbrio, de contrastes e surpreendentes harmonias.
Se a cor é amarelo dourado, apontando a média evolução - nunca diria que era de 2006... - os aromas primários são florais, quase a pólen... sim aquele centro das flores que quando somos miúdos, qual perdigueiro, literalmente cheiramos e quase que enjoa. Sabem? Pois, tem esse aroma, mas não enjoa.

Rapidamente somos envolvidos também com notas de melaço, favo de mel que nos acendem as luzes de prazer no cérebro... é instintivo... mas depois é o aroma calcário, de pedra molhada, que quase nos movimenta as pupílas nos olhos, tal é a excitação e conforto ao mesmo tempo.

São estes os contrastes, difíceis de se harmonizarem, que este vinho tem. Isto era vinho para beber e estar ligado a uma máquina para fazer um exame neurológico ao mesmo tempo para avaliar os registos...

Floral + pólen + melaço + calcário. E esta, hein? Como diria o saudoso Fernando.

A prova de boca demonstra uma jovialidade que é um verdadeiro murro no estômago para qualquer preconceito contra 2006 e/ou para vinhos brancos que "não sejam do último ano"...
Muito envolvente, elegante e muito virtuoso no paladar.
A crescer ainda... Doce e calcário, de mineralidade cristalina, volto a dizer é um vinho simples, mas excelente.

Muitos parabéns! E obrigado Bruno!


Provador: Mr. Wolf


sábado, 8 de março de 2014

Duas Quintas 2011


Característica diferenciadora: Douro, classe e 2011.


Preço: 10€

Onde: Praticamente em todo o santo local onde se vende vinho...

Nota pessoal: 18

Comentário:  Pronto... finalmente uma surpresa de cair o queixo!
Não porque seja uma surpresa gostar de Duas Quintas... nada disso. É dos vinhos que provavelmente compro consistentemente há mais anos... e por parvoíce, nunca o guardo o suficiente! É tão bom, que vai-se bebendo...
Então porquê a surpresa? Porque o vinho está extraordinariamente bom!
Opaco, auréola carmim, extravagante qb... 
Nariz pujantissimo! Riquíssimo de aromas... Por um lado muito mineral, por outro salpicado de especiaria, e sempre muito fresco... Claramente o perfil de vinho que mais me identifico quando tenho de beber vinhos novos... e 2-3 anos é um vinho novo para mim.
Muito sedutor nos aromas, elegante e vigoroso mas muito engomado. 
Fruta vermelha a manifestar-se de forma brilhante... Cereja madura. 
Algum lápis. A grafite mesmo, não a apara da Madeira. 
Notas de especiaria, que a mim me parecem grãos de pimenta preta acabada de moer. Bom... nada a dizer quanto à qualidade do vinho. Pelo nariz vê-se logo que é muito bom.

Vamos então provar e testar todo este vigor! Boca de sonho!!!! Assombrosa a volúpia imediata que sentimos. Parece que transforma a sala onde estamos numa sala do tempo de Renascimento... pois todo o vinho é simples luxo. E como eu gosto de coisas simples...
Maravilhoso paladar e sensação de tinta da china, escorreito e leve, clean, em construção ainda, mas de fabulosa arquitectura. 
Pujante e muita opulência, carregado de acidez e secura a gritar-nos que é cedo para beber... mas está de tal forma bom já que vai ser muito difícil resistir-lhe...
Taninos evidentes ainda mas a augurar muitos anos em cave repletos de prosperidade.
Barrica de excelente recorte, pouco evidente, mas "ouve-se" ao fundo. Exactamente como se quer.
Muita força nos taninos. Final marcante. Curiosamente o final não prima pela elegância... Mas não se pode dizer que é rústico. 
Secura fenomenal. 
Há medida que respira, a fruta ganha mais protagonismo, ao melhor estilo de Porto Vintage novo, extraído e contido! 

Tiro o chapéu! Excelente vinho, a excelente preço dum ano que de facto se anuncia memorável para os vinhos Portugueses.

Provador: Mr. Wolf

Vértice Grande Reserva 2008


Característica diferenciadora: Douro, terroir e 2008.

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Grandes memórias dos excelentes vinhos Vértice... poder provar um Grande Reserva de 2008, que sabemos esteve impecavelmente acondicionado... é sempre motivo de entusiasmo.

Escuro e impenetrável na cor. Aroma de vinho maduro a sério...
Rolha imaculada, lustrosa e carimbada de púrpura escuro de brilho invejável. Se entusiasmo havia... com esta rolha então quadruplicou.
Cor brilhante e escura, cheia de vivacidade e muito peculiar. Quase cor de sangue.
Prova de boca, a sensação imediata é deliciosa. Muito, muito guloso... um dos melhores vinhos do Douro de 2008 que bebi este ano... e tenho bebido alguns de 2008 pois gosto muito do ano.
Redondo, muito volumoso e opulento na boca, mas ao mesmo tempo muito directo, no melhor dos sentidos nas deliciosas notas de fruta.Cheio de tanino, barrica a fazer-se notar e muita fruta vermelha, quase em calda. Mas a nota principal é que é muito, muito, muito guloso.
Não sei se durará muitos anos em cave, mas este vinho está muito elegante e distinto. Esta garrafa em particular, acho que nem 30 minutos durou.

Provador: Mr. Wolf

Evel Garrafeira 1974


Característica diferenciadora: Idade

Preço: ?€

Onde: Leilões

Nota pessoal: Sem nota


Comentário:  Vale pela curiosidade... de ser um Evel Garrafeira... e de ser de 1974.
Laivos castanhos. Alaranjado no entanto muito cristalino.
Aromas de ligeira oxidação. Pólen de flores na Primavera. Ligeiras notas animais.
Boca ainda aprumada. Pouca acidez, está na curva descendente. Bom bouquet no entanto.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quinta do Soque 2008


Característica diferenciadora: Frescura

Preço: 7€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Gosto muito deste vinho...e não sei o porquê nunca escrevi muito sobre o prazer com que já bebi várias garrafas das cerca de 12 que comprei...provavelmente porque o tempo nem sempre dá para fazermos tudo o que gostamos!
Nariz herbáceo, vegetal e fresco a fazer lembrar lavanda. Sabem aqueles lenços de papel com aroma de alfazema? É parecido... 
Neste caso a análise dos aromas antecipa-se à análise visual, pois é os aromas são muito apelativos!
Cor rubi escuro, sem ser muito brilhante, mas muito bem. Opacidade média.
Directo na prova de boca, com taninos parcos, acidez parca, mas muito equilíbrio. É um vinho pouco conhecido, mas muito bom. Bom companheiro da mesa, versátil para qualquer prato e muito bem feito, sem as cosméticas actuais de excessos de madeira ou exageros de álcool. Gosto muito. Simples, mas ao mesmo tempo distinto e bom.

Provador: Mr. Wolf


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dona Francisca 2010

Característica diferenciadora: Fresco e elegante

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras de Mourinho Wines (Mercado do Forno do Tijolo – Anjos)

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Apesar de ter escolhido como características diferenciadoras a frescura e a leveza não se julgue que estamos perante um vinho menor ou pouco intenso. Muito pelo contrário, é um grande vinho, com a presença notória da Touriga Nacional (mas sem ser em doses cansativas), super fino, elegante, com uma belíssima estrutura de taninos e com uma madeira formidável. Final longo e super fresco. É um daqueles vinhos em que apetece sempre beber mais um copo. Muito gastronómico.

Nota: infelizmente não guardei a fotografia do vinho. No entanto, e devido à sua qualidade e ao facto de ser um vinho que nunca mais encontrei à venda, julgo que se impõe a sua nota de prova.


Provador: Bruno Miguel Jorge

Quinta do Vallado Reserva 2011

Característica diferenciadora: Tensão, estrutura e equilíbrio

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Este foi o primeiro grande vinho tinto do Douro, da extraordinária colheita de 2011, que tive o prazer de beber. Não provar, beber! Para mim, beber, implica: sentar à mesa, boa comida e bons copos. Foi o que aconteceu.

O Quinta do Vallado Reserva é sempre um grande vinho! Vinhos com perfil Douro. São vinhos que conheço bem e que reflectem com grande acuidade o ano vitivinícola a que se reportam. Destacaria o 2000, bebido em 2013, pela força e raça, o 2007 pela frescura, o 2008 (colheita ensombrada por 2007) pela elegância e este 2011 pela tensão e estrutura.

Apresenta-se com uma cor rubi carregada e com notas de ginjas, cereja, frutas pretas a que se junta algum floral (super bem integrado e sem exageros), acolitado por cacau e uma madeira de luxo, que nunca se impõe. Mineral e muito fresco, excelente acidez, compacto, tenso e estruturado. É um vinho fino e elegante, mas ao mesmo tempo pujante e poderoso.  Muito prolongado. Super equilibrado nas suas componentes. Pede mesa e petisco à altura. Apesar de ter muitos anos pela frente, é um vinho que dá muito prazer a beber desde já. É um grande vinho.

Provador: Bruno Miguel Jorge


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Passadouro 1995

Característica diferenciadora: Douro de 95...

Preço: 10€

Onde: Leilões?

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Cor rubi atijolada de opacidade média e limpidez média. Lágrima ainda evidente, clara.
Aromas de evolução. Metálico e fenolico. Confesso que a cor inicial e os aromas iniciais não deslumbram. Com o arejamento os aromas ganham um carácter terroso e perdem os aromas metálicos. 
Notas aromáticas de folha seca, com mato seco, esteva. Cheira a Outono seco e quente. 
Prova de boca muito melhor que a análise cromática e olfactiva. 
Muito fresco ainda, fino e elegante, vincado na mineralidade que ainda tem. E tem muita. É mesmo o seu principal argumento. 
Fruta pouca... A haver é cítrica. Curiosamente acho que se não soubesse que vinho era não diria que seria Douro. Estou a aprender.
O que o vinho tem de bom é realmente a sua frescura limite. E mineralidade. Curiosamente eu tinha ideia que este vinho não seria de altitude..mas parece. 
Bom +. 

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aneto Grande Reserva 2007

Característica diferenciadora: Estrutura

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Os anos parecem não passar por este vinho. Nasceu “forte e feio” e, passados 6 anos, continua no mesmo registo. Apresenta-se ainda com uma cor muito carregada. Boca cheia e firme, com muita fruta vermelha e cacau. Muito estruturado. O final de boca é longo mas um pouco quente. Tenho bebido este vinho todos os anos e fico com a sensação de que nunca se vai aprimorar.

Provador: Bruno Miguel Jorge

Portal Grande Reserva 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 22,5€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Eu gosto muito dos vinhos da Quinta do Portal! Estes Grandes Reservas, são sempre muito elegantes e com grande capacidade para se aprimorarem com o tempo de garrafa (não são os vinhos mais Douro da Quinta do Portal, para isso teríamos que ir para o AURU. Aí sim, o Douro exprimisse em toda a sua plenitude). Este vinho, nascido de um ano vitivinícola que se diz excelente, é o epíteto da elegância e do glamour. Ainda muito carregado na cor, com um nariz muito bonito, com fruta vermelha e algum chocolate. Não há madeiras a mais nem excessos espalhafatosos. Denso e muito estruturado. Acidez brilhante. Sempre em crescendo. Deixa muitas saudades. Final de boca muito persistente. Muito gastronómico e com taninos a assegurarem longa vida pela frente.

Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Bons Ares 2007

Característica diferenciadora: Juventude

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário: Escuro, sisudo, misterioso, fresco.
São as 4 palavras que imediatamente explodem no pensamento...porque de facto é tudo isto ao mesmo tempo.
Escuro no copo, que contraria o facto de ter 6 anos de garrafa aproximadamente. 
Sisudo, pois não se mostra logo, mas dá-se a entender.
Especiado nos aromas, ainda que fechado e misterioso... e por fim extremamente fresco quando se bebe.

Bons Ares é uma das Quintas que contribui para o famoso Duas Quintas... (Ervamoira e Bons Ares). Normalmente faz vinhos excelentes e para nós consumidores, traz-nos a magnífica surpresa de ficar muitas vezes esquecido em prateleiras... foi o caso deste, onde o paguei (caro) esquecido num restaurante... mas era de 2007... e era Bons Ares.

Mentolado... Cabernet evidente... tudo bem, é diferente do que esperamos do Douro. Sem problema.
Doce, fresco e equilibrado, apesar do lado vegetal que aparece. Frescura é o mote. 
A dar a volta, para o seu lado mais simpático. Ainda está fechado, mas mantém uma elegância muito apreciável. 
Acidez envolta em muita fruta escura, discreto mas muito persistente. 
Muito bom. Precioso. 
Pena não haver mais na garrafeira. Excelente prova dum grande rótulo de Portugal.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Barca Velha 2004

Casa Ferreirinha Barca Velha 2004
Característica diferenciadora: Opulência, equilíbrio, intensidade. Majestosa harmonia.

Preço: 200€

Onde: Garrafeiras especializadas e restauração

Nota pessoal: 19.5


Comentário:  Escrever sobre a experiência de beber Barca Velha é para mim sentido como uma responsabilidade e previlégio.
Não é uma referência mundial no mundo dos vinhos que custe 3 ou 4 ordenados mínimos nacionais como vários vinhos Franceses custam... Não cura doenças como muitos dos princípios activos aplicados na indústria farmacêutica...Mas é um símbolo de orgulho nacional.
É uma das marcas de maior retorno e awareness das quais nos podemos orgulhar, não por estruturas de marketing agressivas, mas por ser a prova viva do sonho de um Homem, cujo carisma permitiu que o seu objectivo fosse executado de forma exímia por outros Homens da sua época e perpetuado por décadas.
O sonho de Fernando Nicolau de Almeida de ter um vinho de mesa de referência em Portugal na década de 50, quando as uvas pagavam-se era a produzir vinho do Porto, concretizou-se em 1952. E continua vivo. Assenta o seu sucesso na procura da qualidade superior, acção de tentarmos fazer o melhor que sabemos e darmos tudo de nós nas pequenas coisas que fazemos para produzir este vinho. Não li em lado nenhum, mas imagino que seja assim o espirito. Eu tenho muito respeito e admiração... Muito mesmo, sobretudo por aqueles que ainda hoje acreditam e aplicam a metodologia necessária para exprimir de forma tão suprema a qualidade das uvas e o esforço "das gentes" para o produzire. Vénia.

Uma nota também para quem é responsável pelo acompanhamento enológico. É necessário ser-se muito humilde e extremamente competente para continuar a aventura de Fernando Nicolau de Almeida como José Maria Soares Franco fez e actualmente Luis Sottomayor continua. Seguramente cada um destes actores acrescentou e acrescenta um pouco da sua vida a este vinho, mantendo a tradição viva ao mesmo tempo que o respeito pelo terroir o mantém contemporãneo. E um reconhecimento também à Sogrape por respeitar os pergaminhos do Barca Velha e permitir que se continuem a produzir, investindo e respeitando a marca.

Dito isto, foi com muita satisfação que retirei uma garrafa de Barca Velha 2004 para estar presente na Ceia de Natal este ano. Satisfação e confesso algum receio. Acho que foi o meu presente de Natal a mim mesmo... que é partilhar com quem nos é mais próximo e querido.

Barca Velha impõe respeito... facilmente influencia opiniões só pelo rótulo, para o bem e para o mal... por isso mesmo e felizmente como cá em casa normalmente bebe-se bom vinho, independentemenmte da origem ou preço, não há a preocupação ansiogénica dos convivas de saber o que se vai beber... há um conforto e confiança que será bom e a seu tempo descortinar-se-á, sem estar no centro das atenções. Foi o que aconteceu.
Foi o 2º tinto a ser servido durante a Ceia de Natal. Naturalmente que depois de ouvir as reacções, no seguimento do vinho anterior de muita satisfação também, resolvi em jeito de comentário informar "olha, este é o Barca Velha de 2004 que ainda não tinha provado...", sem sofismas e com um franco sorriso de estar a partilhar o vinho com a família.
Mas confesso que existia o receio de o perfil do vinho ter mudado e não ser próximo daquele que em meu entender foi dos mais míticos anos que provei Barca Velha: 1995. É sem dúvida a minha referência.
Tinha receio que se tivesse alterado. Estava na realidade diferente em 1999 e o de 2000 só o provei uma vez. Mas este não estava diferente da minha referência de Barca Velha. Era apenas mais jovem este de 2004... mas para quem gosta, e eu tenho a sorte de gostar deste perfil, este tem tudo de Barca Velha. Fiquei feliz. Muito feliz.

Quem procura vinhos escuros e densos, aromaticamente exuberantes, não gaste dinheiro em Barca Velha. 
Pode comprar 5 ou 6 caixas de vinho com o preço duma garrafa e tem mais sensações de adrenalina. Aqui é mais serotonina.

Rubi muito bonito de opacidade média. Muito brilhante, lustroso.
Aroma Ferreirinha, mas ao contrário do que costuma ser mais "clássico", este está muito quente e envolvente...Mais do que é habitual. Guardo muito boas memórias de 1995... É o mais parecido, na minha opinião, com este. Ainda bem. Mas a minha experiência com Barca Velha é parca... Apesar da maravilhosa prova vertical que efectuamos há 4 anos atrás, essencialmente porque em redor das garrafas estava um bom grupo de amigos... mas de resto, só esporadicamente o bebo. Mas este imediatamente transportou-me para essa noite em que provámos 8 anos à mesa com 8 amigos.
Aromas de sedução pura, num misto de ervas quentes... aromas quentes de verão de alfazema. Extremamente delicado, profundo e especiado também. Nada de notas de álcool, muito persistente onde nada está em demasia nos aromas. Dá vontade de "aspirar" o vinho com o nariz... se tivesse de o efectuar alguma vez e pudesse escolher, era com Barca Velha que experimentava,
Falsamente evoluído na entrada de boca, pois a acidez está lá. Pimenta branca, muita largura na prova, estonteante para os sentidos. Tem muita largura e muito comprimento. É a forma mais coerente com que consigo descrever a sensação. Mineral qb mas leve como o mercúrio.
Verde ainda...no limiar de "estar a ficar maduro", à medida que respira, ganha jovialidade. Pujante apesar de usar cetim no toque, tenaz, crocante nos aromas, crepitante na boca. Potentíssimo. Fresquíssimo, final muito longo e crescente. Novíssimo. 

À medida que evolui, manifestam-se com maior destaque aromas e frescura de ervas aromáticas, estilo lavanda. Muito fresco. Muito fino, ao mesmo tempo que muito complexo. No limite do quase doce, mas duma tonicidade e capacidade de refrescar o palato impressionante. Perdoem algum discurso estilo telegráfico, mas o vinho é assim. De forma telegráfica, produz-nos sensações extremamente claras, clarividentes, e deliciosas... nunca usei, mas se comparasse com um telegrama, seguramente seriam boas notícias.
O que o distingue da grande maioria de grandes vinhos que produzimos em Portugal é que o vinho nunca cai durante a prova em momento nenhum. É como se fosse um motor (potente) dum carro, que disponibiliza a muita potência que tem, de forma sempre muito progressiva mas sempre potente, com binário desde a rotação mínimo até à máxima. No entanto, sem o mínimo solavanco. 

Sempre lato nas sensações que produz, vasto na persistência e muito, muito, muito equilibrado. Se atentarmos no pormenor de ter 9 anos... calibra-nos o nosso imaginário de longevidade nos vinhos. É impressionante.
Fruta vermelha densa, muita frescura balsâmica, especiado qb e os 16 meses de barrica que estagia... nem se dão por eles, tão plena que é a integração no vinho da barrica (75% barrica nova e 25% usada)
Na minha opinião ainda está a "arrefecer"... a "apurar"... vai seguramente melhorar muito nos próximos anos.
É talvez dos melhores Barca Velha que já bebi... Mas felizmente ainda não bebi muitos. Sou novo... Mal seria. 

Este lote segundo a informação que investiguei na ficha técnica é composta por 40% de Touriga Nacional, 30% Touriga Franca, 20% Tinta Roriz e 10% Tinto Cão. Escolhidas as melhores uvas de diferentes altitudes do Douro Superior, cachos colhidos à mão e desengace total. Vinificado na sofisticada adega da Quinta da Leda, seguiu todo o preceito como se pode imaginar de cuidado loteamento, provas obsessivas na busca dos melhores equilíbrios antes de engarrafadass, até que segue em descanso para lançamento no mercado onde é possível compreender o porquê de se provar colheitas sempre com mais de 7-8 anos, mas que resultam em tanta harmonia.As que não se aproximam da perfeição... ficam Reserva Especial! Que também não é nada, nada mau.

Acabei bem o difícil ano de 2013. Entro em 2014 a escrever para que seja bom prenúncio.

Provador: Mr. Wolf









domingo, 8 de dezembro de 2013

Poeira 2008


Característica diferenciadora: Elixir de elegância e fruta.


Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Poeira dispensa apresentações... o que não significa que se abra sem a devida preparação ou conveniente briefting... neste fórum, é um velho conhecido e sabemos bem o que abrimos quando pegamos numa garrafa de Poeira!
Escorreito e muito virtuoso no rubi com que se apresenta... há que compreender que são quase 5 anos em garrafa. Parece acabadinho de engarrafar.
Aromas sérios, masculino sem vincar muito nas expressões de fruta, o que é bom, mas mais minerais, quase com aparas de lápis... num registo sempre distinto e discreto.
É sem dúvida o perfil de vinho que mais prazer me dá. Não se evidencia logo, insinua-se e nunca "pesa" em nada. Precisa é de cave. 
Este de 2008 está a começar a ficar em forma para a mesa!
Prova de boca excelente. Está um verdadeiro hino à elegância. Fresquissimo, foi o rei da noite. Numa noite em que nem se procuravam comparações... pela disparidade de estilos à mesa, onde provámos um super Toscano, ou pelo conhecimento que já temos destes vinhos que abrimos... mas foi sem dúvida a garrafa que mais rápido acabou quando todas estavam abertas e a que melhor mais considerações de admiração recolheu dos convivas.
Depois de respirar está repleto de fruta encarnada, muita amora, e como é apanágio, acidez no ponto conferindo-lhe extraordinária elegância. Mineralidade a evitar que a fruta seja o actor principal.
É realmente "sumo", no melhor dos sentidos. Vivíssimo, equilibrado, intenso, muito homogéneo e com final muito longo. Memória de fruta muito delicada, encarnada e boa e extrema facilidade em beber. 
Maravilhoso.

Provador: Mr. Wolf