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domingo, 16 de dezembro de 2012

Casa da Carvalha 2009

Característica diferenciadora: Fruta delicada e equilíbrio geral

Preço: 4,99€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 16,5
Comentário: Na senda de "regresso ao Dão" nas minhas escolhas para a mesa, surge o Casa da Carvalha 2009.
Enologia a cargo de Rui Reguinga... apesar de desconhecido o rótulo!
Cor rubi escura e viva. Densidade média, sem opacidade.
Nariz balsâmico muito interessante e fruta confitada em segundo plano. Frutos encarnados, sem exagero. Desperta curiosidade.
Na boca é excelente! Muito acetinado, com acidez e tanino presente mas muito bem integrado no conjunto. O vinho é bastante gastronómico. Não tem excessos de extracção, nem de fruta, tão pouco de madeira. Mas sabe sim, a vinho e do bom. Não tem medo de comidas com sabor mais vincado, como cabrito, cordeiro e afins, mas parece-me um excelente acompanhante para quem gosta de carnes vermelhas, só com sal e mal passadas... ou Rosbife à Inglesa. Na minha opinião, é o que este vinho pede, mas parece-me ter muita polivalência gastronómica.

É vinho para comprar, provar e guardar a avaliar como evolui. A perspectiva é boa, na minha opinião. Muito boa relação preço/qualidade. Escolha muito segura e excelente novidade no panorama nacional. Está fora de modas e espero que assim continue.E esclareça-se, embora custe menos alguns Euros que muitos dos rótulos que encontramos no mercado, parece-me de valor muito superior ao que os Euros supoem. É a minha opinião.

Provador: Mr. Wolf 

Duque de Viseu 2001

Característica diferenciadora: Crescimento em cave

Preço: 5€

Onde: Distribuição
Nota pessoal: 16  (conservadora a nota em virtude da década que já leva de cave...)

Comentário: Foi com bastante resistência que abri a última da caixa de 6 que adquiri há muitos anos... ainda a tentar recriar o mito da garrafa de Duque de Viseu de 1996 que uma vez provei em casa de amigos e que surpreendeu todos os convivas face à qualidade e frescura apresentada... devo dizer que deve ter sido desse ano... no entanto, esta garrafa vincou o carácter de crescimento em cave que o terroir do Dão confere aos vinhos.

Cor adequada. Rubi, com ligeiros laivos castanhos. Aromas de caruma de pinheiro.Muita elegância. Fumo ligeiro. Fruta muito, muito, escondida. Na prova de boca constata-se que os taninos estão perfeitos com acidez no ponto. Bolo inglês. Há medida que respira no copo, manifesta-se untuoso e mantém  muita, muita frescura, nada chateia.
Quando se renova o copo, as nota de eucalipto surgem outra vez em primeiro plano. De renovação em renovação, este é daqueles vinhos cujas garrafas parecem mais pequenas.
Tinto clássico português, sem medo nenhum de cave. Delicioso. Vinho à Francesa, fora de modas e com personalidade bem vincada. Não faz favores a ninguém e não se veste nem de madeira, nem de excessos de fruta doce e madura. E ainda bem.
Pela prova que este deu, 11 anos após a safra, vou comprar mais 2 ou 3 caixas do actual, e feliz aguardar mais uma década para as provar.


Provador: Mr. Wolf

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Casa da Passarela Reserva 2009



Característica diferenciadora: Formidável relação qualidade - preço

Preço: 5 €

Onde: El Corte Inglés

Comentário: Uma grande surpresa! Um senhor vinho com um preço absolutamente escandaloso! Tem uma cor violácea bem carregada e no nariz apresenta-se com madeira bem em evidência mas de muita qualidade. Austero. Lá no fundo, e depois de algum tempo no copo, espreita a Touriga Nacional, mas nunca a marcar em demasia a prova, só a aconchegar. É um vinho com a acidez e a frescura característica dos vinhos da região (Dão) e com grande aptidão gastronómica. Já está muito bem mas a guarda em cave é muito aconselhada para que tudo se harmonize. Acompanhou lindamente uns lombinhos de porco com massa de pimentão e coentros. ... e soube-me lindamente (que é o mais importante)!!!

Provador: Bruno Miguel Jorge

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ramos Pinto Vintage 1983



Característica diferenciadora: Perfume

Preço: 99

Onde: El Corte Inglés

Comentário: Outro vinho para falar pouco e beber mais vezes. Decantado 3 horas antes de ser servido. Grande complexidade aromática, tabaco e café. Tem um corpo muito bem composto, acetinado, elegante mas ainda com tanino para lhe assegurar longa vida em cave. Muito fresco e com final muito longo. Memorável.

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 28 de outubro de 2012

Esporão Reserva Tinto 2009

Característica diferenciadora: Consistência e fruta

Preço: 15€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: Sempre sinal de qualidade. Esporão Reserva, Tinto ou Branco, são dois rótulos que normalmente não enganam o consumidor. Não têem medo de cave, e normalmente quando saem para o mercado estão bons para beber logo. E assim é este de 2009. Cor retinta, nariz de muita fruta madura, ameixas pretas e ginjas. Na boca é redondo. Cheio, doce e com calda de compota de frutos vermelho escuro. Certinho na acidez, ideal para carnes grelhadas e muito bem feito. Excelente produto, que além de muito bom e consistente ao longo dos anos, tem uma distribuição "planetária" de fazer inveja. Parabéns ao Esporão.
Provador: Mr. Wolf

Duorum 2010

Característica diferenciadora: Concentração e elegância
Preço: 9€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: Marca de qualidade. Dois excelentes profissionais do mundo do vinho lançaram este vinho ao mercado em 2007. Excelente... tenho bastante pena que das várias que comprei para guardar... não as consegui guardar mais do que uns míseros 3 ou 4 meses... as que vou provando agora ainda de 2007, estão excelentes. E este de 2010?
Bom, cai no copo com uma cor bastante vaidosa, brilhante e opaco. Rubi muito escuro. Nariz imediato de fruta, elegante, com cereja e algumas notas lácteas... "iogurte de pêssego..." . foi um dos comentários ao jantar de uma das provadoras, convictamente comprovado por outros experimentados narizes. E a verdade é que a semelhança, induzida ou não, fez-me sentido. Pêssego, ou outras, o nariz é bastante guloso, elegante, com madeira muito, muito discreta, e muito convidativo.
Na boca é um novo ícone de elegância no Douro. Fora de modas, parece-me que criará a moda, para quem conseguir replicar semelhanças. O vinho é bastante concentrado, com acidez muito bem equilibrada, taninos polidíssimos e a noção clara que é vinho para beber ou guardar. Cheio de fruta na boca, envolvente e cheio de estrutura, persistente, com alguma especiaria, mas essencialmente muito frutado. Muito, muito bom, com excelente relação preço/qualidade. Vinho para qualquer mesa e gastronómico.
Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2000

Característica diferenciadora: Casa Ferreirinha

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: A última de muitas que viveram felizes na Garrafeira, e tanto se divertiram conosco à mesa...agora, só eventualmente 1 ou 2 magnums...
Provada a última vez em 2010 ( http://winepenacovameeting.blogspot.pt/2010/01/vinha-grande-2000.html ), pelo sim, pelo não, decantou-se. Abrir uma garrafa com a história que estas antigas Vinha Grande têem, não é todos os dias...rolha impecável!

Limpíssima a cor. Grenat vivo. Muito, mas muito ligeiros laivos "atijolados"... mas é preciso procura-los bem.
Nariz Ferreirinha evidente. Logo. Muito ao longe, Barca Velha, sim. Reza a lenda que os Vinha Grande produzidos na Quinta do Seixo estagiavam em barricas usadas de Barca Velha. Não faço ideia. Mas que tem semelhanças no aroma, tem.
Aromas de fruta pisada, escura, ameixas em passa seca. Evolui para aromas mentolados. Erva doce, sim, bolos de erva doce. Mas o característico "Ferreirinha" está lá... não sei é descrevê-lo.
Boca muito clean. Impressionante o discrenimento que este vinho tem após 12 anos. Ligeiras notas de lagar de azeite, mas nada cansado, pelo contrário, este é daqueles vinhos que cresce muito quando é decantado. Especiarias, pimenta preta. Obviamente não tem a concentração de cor e acidez dum vinho novo (3-5 anos), mas discute estrutura e persistência com muitos que se encontram hoje a preços bem mais caros. Curiosa a semelhança de notas aromáticas com alguns Redomas... pelo menos a mim fez-me essa associação. Redoma, é só um dos vinhos mais característicos da personalidade que eu reconheço como Douro. Puro e duro. E encontra-se neste Vinha Grande também isso. Rijos como o aço e com acidez qb. Não têem a longevidade dos típicos Baga, mas possuem uma largura de banda de consumo bem mais rápida a ser atingida e que também dura, e dura, e dura...

Está excelente. Quem as tenha, se estiverem bem guardadas, aguentam-se bem uns bons anos ainda. Para já, está excelente dentro do perfil. Muito bom.













Provador: Mr. Wolf



domingo, 14 de outubro de 2012

Quinta da Bacalhôa 2010 Tinto

Característica diferenciadora: Delicioso e com muita classe.
Preço: 15€

Onde: Distribuição em geral
Nota pessoal: 17,5

Comentário: Sempre um excelente produto. Vinho que se pode normalmente pedir na restauração, na ausência de Carta de Vinhos cuidada... porquê? Porque normalmente é muito bom, e mesmo que esteja esquecida, aguenta-se muito bem! Este de 2010, foi assim que o provei este ano, que me obrigou a procurá-lo nas feiras. O vinho está extraordinário. É o melhor Quinta da Bacalhôa que já bebi.
Cor muito viva e nariz muito elegante. Ligeira fruta vermelha, e notas de pimento e especiarias muito envolventes. Na boca, a fruta consegue incialmente sobrepor-se ao lado mais vegetal e picante. É muito guloso. Compotas encarnadas. Quase morangos. Delicioso. Quando a vertente mais vegetal ganha espaço, então o paladar frutado ganha mais espaço e os "picantes" deliciam-nos. É muito bem balanceado. Fica quase "sedoso". Quase não se dá pela acidez. O álcool é imperceptivel e a madeira está muito bem integrada. E o vinho é duma concentração em fruta "no ponto".
Muito, muito bom. E na cave deve melhorar bastante. Mas beba-se já algumas.
Provador: Mr. Wolf

Duas Quintas 2010

Característica diferenciadora: Respeito... é um verdadeiro Cavalheiro
Preço: 8€

Onde: Distribuição
Nota pessoal: 16

Comentário: Ora bem...Duas Quintas é de facto um Cavalheiro intemporal. Há décadas "vestido" de forma bastante semelhante, tem sido vitima do seu próprio sucesso. Porquê? Porque como não é novidade ser bom e haver sempre disponível, normalmente não as aguentamos muito tempo na cave... falo por mim... e depois, quando encontro umas com 4, 5 ou mais anos, delicio-me. Enfim. Desta vez, na Feira dos Vinhos obriguei-me a comprar uma caixa, provar uma e guardar as restantes.

Duas Quintas tem sempre um perfil semelhante. Um Douro com carácter e que aprendeu a adaptar-se aos tempos modernos. Cor rubi de mediana concentração, taninos muito certinhos, fruta "calibrada", mas boa. Acidez ligeira, e essencialmente muito equilíbrio. Não é vinho para guardar 10 anos, na minha opinião, mas bebe-lo de repente ou só ocasionalmente é um erro. Um erro porque é uma excelente companhia para a Cave do dia em casa...

Este de 2010 não falha. Sem excessos, sem vincos de madeira muito expressivos, ideal para carnes vermelhas grelhadas, ou massas sem excessos de queijo. Boca muito equilibrada e concentração média, mas está bem assim.
Provador: Mr. Wolf

Quinta do Cachão Colheita 2010

Característica diferenciadora: Potente
Preço: 3,99€

Onde: Distribuição (esta comprada do El Corte Inglés)
Nota pessoal: 15,5

Comentário: Escuro na cor. Rubi denso e escuro. Nariz de fruta silvestre, sem estar muito madura. Fechado ainda. À medida que respira, ganha aromas de amêndoa amarga... aroma floral também presente. Ligeiras notas de aromas lácteos.
Na boca é bastante denso, cheio. Balsâmico, especiado e bastante "cheio". Bom vinho. Persistente e continua com frutos secos. Bom vinho a excelente preço. Interessante guardar 3 ou 4 anos a ver como evolui.

Provador: Mr. Wolf