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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Luis Pato Vinhas Velhas 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Sempre um prazer abrir estas garrafas... Bairrada... Vinhas Velhas de baga... 2007. Tudo promete. E não compromete.
Cor translúcida, ligeiramente "alaranjado", mas vivo e brilhante ainda.
Nariz com aromas cítricos. Fresco e bastante elegante. Notas de caruma seca e bosque. Sempre em grande forma... vinho para pratos de condimento moderado, mas que dá muito, muito prazer.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 4 de maio de 2013

Torre do Esporao 2007


Característica diferenciadora: Força e tenacidade

Preço: 100€

Onde: Garrafeiras especializadas (El Corte Inglés)

Nota pessoal: 18


Comentário: Torre do Esporão aberta, por si só torna uma noite especial... mas neste caso, foi ao contrário. A noite foi muito especial, e a garrafa foi aberta naturalmente, à mesa com excelente tertúlia e boa disposição. Podia ter acompanhado comida... sim, mas não era a mesma coisa!

Já tinha tido o prazer de provar este vinho. Recordo-me que deu muita luta, e que é provavelmente o vinho Alentejano com mais tenacidade, garra e complexidade que já provei. Mas provei-a cedo demais (em Dezembro de 2012...). Desta forma, alguns meses depois, foi um prazer cheio de curiosidade poder prová-la de novo. Obrigado ao Homem do Saca Rolhas...

Cor rubi escura muito viva. O vinho a escorrer no copo tem nuances fantásticas, cheias de cor, tinto e retinto.
Aroma imediato de carne e esclareça-se, para mim, aromas semelhantes a carne, nomeadamente crua, nem sempre é defeito...depende da persistência e intensidade da mesma. Já bebi excelentes vinhos, que quando são abertos, por ligeiros segundos, apresentam notas aromáticas de carne crua, lácteos evidentes  e afins, e passados breves segundos desaparecem completamente sem deixar rasto!
Bom, mas neste caso, rapidamente desaparece e estranhamente, o que era um aroma de carácter mais "quente", transforma-se num acutilante aroma vegetal, de lâmina afiada, fino e fresco!
É possível? É.
Tem fruta? Tem... mas é o carácter mais vegetal que me fascinou. E muito.
Elegância extrema... num registo vegetal e com acidez muito pouco comum no Alentejano.

Não há aqui lugar para doçuras fáceis, perfis de madeira obsessiva, não!
É um vinho com muito, muito carácter, que às cegas duvido que agrade a todos. Mas é duma opulência e duma assertividade muito pouco comum em Portugal e muito menos no Alentejo.

Boca cheia de complexidade, com fruta presente, muita opulência, alguma mineralidade e acidez a "mandar no jogo".

A minha opinião é que o vinho necessita de tempo. Muito tempo.
Nunca diria que o vinho era da colheita de 2007... e recomendo vivamente que quem esteja desejoso para provar uma, compre logo duas que poupa na ida de novo à Garrafeira.... este vinho é para guardar (sem abrir obviamente) no mínimo mais 2 anos. Depois, quiçá, vai ser dos vinhos com mais potencial de envelhecimento e garra Alentejano das últimas 2 décadas.

Parabéns à equipa que teve a ousadia e coragem de produzir um vinho com este perfil.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 28 de abril de 2013

Chryseia 2008


Característica diferenciadora: Elegância e fruta

Preço: 40€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Chryseia...cada vez aprecio mais este vinho. 
Já tinha provado o de 2008 quando saiu e pareceu-me ser mais "pálido" que os seus irmãos mais velhos. Fino e assertivo... tenho boa memória dele. 

Passados mais de 2 anos sobre esta prova, e depois de conhecer melhor o ano de 2008, eis que este Chryseia está como nunca. Fiél ao seu estilo e fiél à colheita de 2008.

Rubi rosado, aberto e brilhante. Cor diferente, menos extraída.
Aromas de fruta deliciosa. Groselhas, bagos de amoras esmagadas sem estarem muito maduras.
Licoroso. Muita groselha. Tudo numa "ventania" de aromas que se transforma, mas sempre deliciosos... sabem aquele aroma dos rebuçados Bola de Neve? Também... mas é na fruta encarnada limpa que se concentram.

Na prova de boca é igual ao que os aromas anunciam... muita fruta, fresca e delicada, sem estar sobrematura. Muito fino e elegância extrema... acidez ainda presente, fininha mas presente.
Final de boca peculiarmente frutado, sempre no mesmo registo de fruta encarnada, limpa e pouco extraída.

Diferente de anos anteriores... sem dúvida, mas também muito bom. Mais "vestido" com fruta, mas muito bom.

Provador: Mr. Wolf 






domingo, 14 de abril de 2013

Post Scriptum 2010



Característica diferenciadora: relação preço/qualidade...

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário: Nascido em 2002, o Post Scriptum sempre se afirmou no mercado sem grandes necessidades de publicidade. É a qualidade da sua prova que o publicita a si mesmo. Este de 2010, já tinha sido provado e merece sem dúvida nenhuma lugar de destaque nos vinhos do Douro actuais.
Apesar de em 2002 ter "nascido" porque não saiu o Chryseia, não sai exclusivamente nestes anos.
Cor rubi/violeta opaco. Vinoso no copo e aromas fantásticos...Aroma cativante inicial que evolui de carácter mineral e com fruta discreta, para aromas densos, quentes, sedutores. Notas aromáticas de damasco. Pedra escuras quente, passe o cliché  de xisto quando está ao sol... ou ardósia quente.
À medida que respira, surgem aromas mais florais, trazendo à memória flores que emanam aromas com o cair das noites quentes de verão. Sempre num registo mais insinuante do que evidente.
Respirando mais... Fica fascinante no nariz. Equilibrado com notas florais e de fruta, sem ser muito madura. Nada está em demasia.
Passando do nariz para a boca...Boca pura e simplesmente arrebatadora. Cresce, cresce, cresce numa batalha entre a acidez contida e a fruta discreta. Madeira? Sim, excelente... Tem de se pensar se tem e procurá-la. Realmente como se quer.
Fruta está lá, acidez também e intensa mas muito bem equilibrada com os taninos, e o final... É duma frescura deliciosa. 
Acetinado... mentolado não é o que o caracteríza exactamente, mas é o mais semelhante, e elegante e fresco como se quer... Excelente vinho para beber já e obrigatório guardar!
Guardem... se conseguirem... no mínimo 5 anos.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 30 de março de 2013

Joseph Drouhin Laforet Pinot Noir 2010



Característica diferenciadora: Pinot Noir

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Adquirida no Supercor, sem particular critério para além de ser Borgonha ...
Cor muito aberta com tons amarelo torrados na aureola. Rosa pálido. Auréola de arco íris de cores quente cujo último circulo é literalmente incolor.... Copo completamente translúcido! Sim, dá para ler um livro através do copo... acho que descreve bem o conceito de limpidez e cristalinidade deste vinho. Impressiona. Cor de filtro de fotografia... sem opacidade.
Bom, nariz em cima dele: aromas? Carne gorda, animal. Sela de cavalo. Lodo, águas paradas... pois... é de 2010. Devia estar quieto e deixá-lo na garrafeira um bom par de anos, não é? Mas é assim que se aprende.
Boca com muita acidez e notas de tangerina sem estar madura.
Faz salivar muito. Directo na prova de boca e ausência de fruta. Muita mineralidade. Salino. Voltam as notas na prova de águas em barro... sim, aquela sensação mais ou menos bafienta de cântaro de barro. Quem já bebeu àgua por cântaros, sabe o que é precisamente. A evolução do vinho em copo nunca é para a fruta... pelo contrário. Água de azeitonas. Terra. Pó bafiento.

Valeu pela experiência de provar algo que nem rotulado ainda devia estar... beber depois de 2015.

Provador: Mr. Wolf 

Luis Pato 2004



Característica diferenciadora: Baga de consumo e capacidade de guarda

Preço: 4€


Onde: Garrafeiras especializadas ou supermercados antigos, para este de 2004

Nota pessoal: 16,5

Comentário: 100% baga! 9 anos! Esquecido numa cooperativa de distribuição alimentar... medo, muito medo, mas muita curiosidade também.

Aberta a garrafa... rolha normal. Rolha, diga-se de passagem, de qualidade que deixa bastantea  desejar, mas veda...
Alguma evolução na cor, limpa  e aberta. Rubi rosada, escuro.
Ligeiras notas de barrica ao fundo e aromas mentolados e frescos. Sim, é Bairradino sem dúvida nenhuma e tem aquele carimbo no nariz inconfundível.
Boca muito boa. Muito, muito boa... Acidez ainda bem presente, fruta qb madura, escura e elegante.
Tudo está no sítio, sendo a elegância desconcertante para os aromas expressivos que apresenta! Excelente vinho, cm excelente relação preço/qualidade esperando-lhe ainda vários anos de muita saúde na cave.

A comprar, quase todos os anos. O de 2010, tem uma percentagem de Touriga Nacional, mas é muito bom também.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 16 de março de 2013

Casa Ferreirinha Papa Figos 2011


Característica diferenciadora: Fast-wine...há em abundância, é apelativo e bom!

Preço: 5€


Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16


Comentário: 2º ano deste controverso rótulo... digo controverso porquê? Eu, gostei muito de todas as que bebi... achei a fórmula despretenciosa e o resultado muito bom. Mas encontrei muitas pessoas que pura e simplesmente não gostaram do vinho...
Bom... chega a 2ª edição e vamos ver como se comporta.
Cheio de vivacidade na cor! Tinto e retinto. Làgrima apreciável, vinoso. Rosado escuro, groselha. A cor é muito bonita.
Muita fruta nos aromas... aromaticamente é doce, dando imagens mentais de compotas de framboesa e amoras. Ao longe ligeiras notas fumadas. Ligeiro caramelo... Já imagem de marca, pelo que percebo.
Na boca... Confirma o que o nariz anuncia. Muito frutado e polido. Concentração qb. O que lhe falta de elegância, transborda de suculência. É guloso.
Muito bem balanceado, cheio de cereja, amoras e morangos. Taninos muito domesticados, acidez ligeira mas estrutura adequada ao conjunto e ao perfil. Não é de todo um vinho elegante... Mas bebe-se bem que se farta.
Tenho duvida como evoluirá o perfil em 2-3 anos. Se amadurecerá bem, ou se perderá estas notas todas frutadas e sabe-se lá o que fica...
Tenho de provar um de 2010 a ver como anda, para imaginar para onde este caminhara. Mas no  geral, é muito bom e agradará a muitos apreciadores. É uma escolha segura para adquirir à última da hora num supermercado para algum jantar de convívio. Agradará seguramente a grande parte dos consumidores. Eu gosto.
Bom produto a muito bom preço.

Provador: Mr. Wolf 



domingo, 10 de março de 2013

Quinta da Bica Vinhas Velhas 2007


Característica diferenciadora: Pouco extraído

Preço: 10€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Já comentado aqui neste blog pelo Bruno, chegou a minha vez de o provar... com o Bruno! De facto, muito bom e a primar pela diferença.
Muito aberto na cor, sem "carimbos" de fruta, sem extracções exageradas, sem madeira marcada... mas muito perfumado, vegetal, ligeiro na cor e muito delicado. De facto pede comida.
Impressiona pelo facto de parecer um vinho ligeiro, mas com um final de boca e uma estrutura muito boa. Na minha opinião, vai melhorar em cave. Ligeiras notas citricas, de lima no final de boca. Muito fino e elegante. Precisa de ganhar complexidade, e tem estrutura para isso.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 

Luis Pato Vinhas Velhas Tinto 2010


Característica diferenciadora: Classe

Preço: 12€


Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17

Comentário: De regresso aos Vinhas Velhas tinto do Luis Pato. Vinhos sempre com aptidão para a mesa, e durante largos e deliciosos anos.
2010 apresenta-se ao mundo num estilo de garrafa diferente dos clássicos Vinhas Velhas. Sinceramente não sei se este é o primeiro ano assim ou não.

No copo, como é? Rubi escuro de opacidade media. Lagrima apreciável. Muito apreciável mesmo. Tintureiro, pouco comum em Baga.
Madeira ligeira sem marcar. Notas terrosas. Fruta escura, tipo ameixa, framboesa, mirtilos maduros. Notas de bagas de eucalipto. Mentolado no nariz.
Boca de elegância exemplar.
Alguma mineralidade. Secura exemplar.
À medida que passeia pelo copo, melhora e muito.Fantástico.
Mais notas de fruta. Cereja. Acidez presente.
Final muito fresco. Precisa de mais 2 anos para harmonizar a acidez, e depois é deliciarmos-nos por mais um bom par de anos... Ou décadas... Tem tudo o que é preciso.
Excelente.

Provador: Mr. Wolf 







domingo, 17 de fevereiro de 2013

Marquês de Borba Reserva 2008



Característica diferenciadora: Doce

Preço: 29€


Onde: Distribuição

Nota pessoal: 17


Comentário: Bom, mais uma prova cega! 
Garrafas decantadas e não identificadas. 
Este Marquês de Borba Reserva foi provado em conjunto com um Conde Vimioso Reserva 2008 e Leo D´Honor 2008...

Cor rubi mediana. Notas de madeira evidentes. Barrica boa.
Imediatamente, surgem notas doces nos aromas. Na prova de boca é "fino" e muito redondo.
Notas de morangos muito maduros, num registo elegante. Bastante equilibrado, "ligeiro" e delicado.
Completamente diferente do ano de 2009, que para mim foi dos preferidos de Marquês de Borba, está mais no estilo do de 2004.
Em resumo, é um excelente vinho Alentejano, feito com bastante cuidado e qualidade, com variações de ano para ano, o que é bom, pois exprime as variações climatéricas e de produção. Normalmente, é um vinho excelente.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Padre Pedro 2010


Característica diferenciadora: Quotidiano e bom

Preço: 3,99€


Onde: Distribuição

Nota pessoal: 16


Comentário: Cor escura e limpo
Cabernet Sauvignon presente, apesar de ligeiro, evidencia-se no nariz.
Excelente equilíbrio na boca. Ligeiro adocicado... Quiçá do Aragonez.
Vinho simples onde o "less is more" assenta que nem uma luva.
Acidez adequada. Mediana concentração, mas fruta viva sem ser em demasia.
Vinho excelente para o quotidiano. Versátil e sem medo de comida condimentada.
Guardar algumas.
Blend com Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Merlot.
Tem a "dureza" - no melhor dos sentidos - tradicional do Ribatejo, mas está muito bem feito e aparenta muita qualidade.
Guardar e provar mais tarde é obrigatório.

Provador: Mr. Wolf 






Conde Vimioso Reserva 2008



Característica diferenciadora: Mineralidade e elegante

Preço: 18€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Vinho em prova cega em conjunto com Marquês de Borba Reserva 2008 e Leo D´Honor 2008.

Notas de barrica boa e aromas "verdes". Fresco. Nariz mais vegetal do que frutado.
Na prova de boca está muito bem. Notas de madeira "verde", estilo cedro, mas muito fresco e equilibrado. Aromas de Cabernet Sauvignon explícitas e prova de boca excelente. Apesar do tema da prova cega ser 2008, este vinho "atira-nos" para a sensação de ser muito mais novo do que os restantes. E os restantes não pareciam de todo evoluídos em demasia!

Comparações à parte e de volta ao vinho... duro de certa forma, mas elegante, sempre num registo mais vegetal e mineral do que frutado. Elegância qb e certeza de vinho para muitos anos.
Constante na prova ao longo das várias "rondas" no copo, mostrou muita personalidade e qualidade. Foi o vinho que gostei mais na prova!

Provador: Mr. Wolf 


domingo, 20 de janeiro de 2013

Duque de Viseu 2009


Característica diferenciadora: Relação preço/qualidade

Preço: 3,98€


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Estou convencido. 2009 é um grande ano para a região do Dão. E bem que ela a merece... não têem sido poucos os vinhos que tenho bebido, mais baratos ou mais caros, que em 2009 estão simplesmente excelentes e a prometerem grandes provas para os próximos anos. E este é outro exemplo!

A destacar a tenacidade comercial deste rótulo... sobrevive no mercado há vários anos e aqui aparece agora em grande estilo.

Rubi médio... limpo e vivo. Aromas de caruma de pinheiro inicial e alguma fumado.
Na boca é muito bom. Cheio de fruta inicial, sem ser madura e com muita, muita elegância. Tostados. Ligeiro "amargar" na boca que desaparece à medida que respira.
Ganha muito corpo e força à medida que respira, e apesar de não parecer de imediato, este vinho precisa de comida.
Acidez excelente e muito bem balanceado. Muito, muito elegante e a dar certezas de bons anos em cave.
Vinho excelente para carnes estufadas, assadas... pede condimento e não vai desiludir de certeza. Nada de clichés de "para queijos...". Não é como a maioria dos tintos não são para a maioria dos queijos... mas enfim. Este, é para pratos de tempo a confeccionar.

Não é um vinho que impressione aromaticamente, ou pela sua dimensão na prova de boca... mas antes pelo seu registo elegante e sem se por em "bicos de pé" em nada. É bom e isso basta-lhe.

Gostei muito. A comprar para beber e guardar.

Provador: Mr. Wolf 

Luis Pato Baga - Touriga Nacional 2010


Característica diferenciadora: Baga com Touriga Nacional em equilíbrio

Preço: 4,60€


Onde: Distribuição 

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Alguns anos depois... cá volto eu a provar este rótulo. Habitué antigo da minha garrafeira, deixou de ser parte dela mais ou menos desde 2005. Por nenhuma razão em especial, embora penso que foi precisamente o de 2005, não foi totalmente do meu agrado... mas é um rótulo com história e que muito contribuiu para a boa história da Bairrada contemporânea.

Se é apreciador de vinhos marcados pela madeira, "perfeitinhos" nos aromas pouco expressivos... não vale a pena ler. O que estamos a falar aqui é um Bairrada jovem! 

Se quer um vinho de preço comedido, disponível na maioria dos supermercados para uma refeição em que vai ter tempo de o colocar à temperatura adequada (16-17 graus quando servir... ou seja, uns 15 minutos no congelador antes de decantar) e tem a possibilidade de decantá-lo uns 30 minutos no mínimo antes de servi-lo... deve experimentar este!

No copo manifesta-se muito limpo e escuro qb na tonalidade. Vivo na cor e com aromas que me dizem muito. Cheira a vinho! Cheira a adega de quem conhece os vinhos "rudimentares" (no melhor dos sentidos) da zona da Bairrada... O que é excelente. É terroir puro. É genuinidade.
Borracha e fruta... Uma taça constituída de borrachas, daquelas que tinham uma parte para apagar caneta e outra lapis... lembram-se? Anos 80-90? Aromas da parte da borracha para apagar lapis (a castanha atijolada)... Com mistura de frutas vermelhas.

Na boca... Uma mistura da rusticidade do aroma com muito polimento de fruta. Muito rebuçado e muito perfume doce. Depois surgem muitas notas de caruma de pinheiro seca.
Ligeiramente doce demais na boca, muito sedutor e ao mesmo tempo duro no final. Está ainda a fazer-se.
Acidez final adequada.
É talvez o blend de Touriga Nacional com baga na Bairrada mais interessante que já provei.
Precisa de muita cave.
Vinho ideal para um bacalhau com grão. Ou para um cozido de grão.

Após respirar, torna-se mais acetinado na boca surgindo notas muito giras de rebuçados de fruta silvestre. Algumas notas de pedra molhada na língua...
Touriga Nacionsl afirmativa. Vincada. Gostava de saber qual a proporção de TN no blend.
Vegetal qb... e cave... grita por cave.
Algum lácteo momentaneo e depois de respirar.
Acidez muito disfarçada mas presente.

Muito boa escolha e um preço muito bom. Vinho para qualquer comida bem condimentada... ou para guardar uns bons anos e ir apreciando de ano a ano.

Provador: Mr. Wolf 

Redoma 2004


Característica diferenciadora: Terroir do Douro

Preço: 25€


Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: A possibilidade de provar Redoma de 2004 - para mim, é só dos vinhos mais coerentes Portugueses, com elevado padrão de qualidade e respeito pelas características do Douro - 9 anos depois, sabendo que a proveniência da garrafa é de alguém que as cuida tão bem como eu... torna qualquer jantar num acontecimento! E assim foi...

Rolha impecável. Preta. Até apetecia carimbar, tal o seu púrpura negro fundo era bonito.

Cor já a denunciar alguns anos, mas em muita forma. Escura ainda. opacidade ligeira e limpa.

Nos aromas... e aqui é que está... fantástico. Aromas quentes, de carnes, fumeiro e muito, muito perfumado. Uma delícia.
À medida que respira - não foi decantado - no copo, surgem surpreendentes notas de lavanda, alfazema, muito frescos que dão muita graça à prova de boca.

Pouca acidez - ou talvez porque se seguiu à prova dum Touriga Nacional da Quinta da Pellada 2004 - e ligeiramente doce na boca, no entanto a frescura aromática confere uma finesse pouco comum em Portugal e muito menos no Douro... sem no entanto fugir minimamente das suas raízes.

De gole em gole, o vinho cresce, ganhando notas muito giras. Leves aromas de noz moscada, muito fresco e muito elegante. Equilibra-se a acidez a mostrar que ainda se podia guardar mais uns tempos.

Excelente vinho, no seu auge, na minha opinião.

Redoma... é sempre uma escolha acertada. Sempre. Seja para consumo imediato - como os mais recentes, em que o de 2007 era um hino à fruta vermelha e concentração - seja para longos e felizes anos em cave.

Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quinta do Vallado Touriga Nacional 2007

Característica diferenciadora: Touriga Nacional excelente

Preço: 19
€ (aproximadamente)

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17


Comentário: Depois de 3 ou 4 anos na crista da onda do sucesso, é tempo de provar com outra atenção um Vallado Touriga Nacional de 2007.

2007 é um ano de excelentes vinhos no Douro, embora com prova difícil actualmente (na minha opinião).
Touriga Nacional é a casta mais "vaidosa" do Douro... pelo menos é como a percepciono. É conhecida e faz-se por ser conhecida, independentemente das suas qualidades. E é Portuguesa, o que por si só associado à qualidade inequívoca que tem, merece respeito acrescido. No entanto, normalmente não morro de amores pelos Touriga Nacional que se encontram no mercado. É raro.

Não é o caso deste. Este foi o primeiro Touriga Nacional da Quinta do Vallado a saltar para os palco dos >94 pontos da Wine Spectator. 

Consecutivamente andava perto dos 92 e desde 2007 teve 94, 95 e 95 em 2007, 2008 e 2009 respectivamente. A título de exemplo, o Quinta do Vale Meão em 2007, 2008 e 2009 teve respectivamente 95, 95 e 93 pontos na mesma revista da especialidade... e isto para chegar onde?


  • É um excelente vinho.
  • Tem reconhecimento internacional e agrada a mercados de novo mundo sem se descaracterizar do seu berço Duriense.
  • Não se deve comparar a título de exemplo com o Quinta do Vale Meão, sendo no entanto óbvio que questões de preço e questões de apreciação e pontuação são muito mais subjectivas do que parecem.
Porque sempre gostei em geral dos vinhos da Quinta do Vallado, tenho seguido com atenção este em particular pelas razões apontadas anteriormente... e foi com bastante curiosidade que provei esta no passado mês de Dezembro.

Nariz com algumas notas florais... sem exageros. Cor rubi escura de densidade média. Perdeu a robustez de cor e nariz que tinha. Amadureceu e atenuou o seu vigor.
As notas de madeira encontram-se presentes, sem no entanto marcar a prova. O vinho está bastante equilibrado. Muito acetinado na boca, mostra algum cacau... mais familiar do que cacau, são bomboms.
Ligeiro alecrim ou algo semelhante, fresco e "campestre".
Curiosamente, mantém nos aromas o carimbo de Douro. E ainda bem.

Está muito bem e pronto para beber. Beba-se agora, na minha opinião, pois acredito que nos próximos anos não ganhará encantos que compensem o prazer que dá prová-lo já.

E muito parabéns à Quinta do Vallado, pelo trabalho desenvolvido, pela qualidade e consistência além dos preços adequados.


Provador: Mr. Wolf 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Mouchão 2006


Característica diferenciadora: Qualidade pura e doçura

Preço: 29


Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Depois de se provar um Poeira 2009, um Quinta do Portal Grande Reserva 2007 e se quer dar uma espreitadela no Alentejo, o que provar a não ser um Mouchão na sua juventude? Exacto. Foi o que fizémos, com uma de 2006... Cor ameaçadora de sangue de boi escuro! Vivíssima.

Denso e opaco...Cheira a Mouchão. Aquele adocicado característico. Se Alicante Bouschet fosse uma peça de carne gourmet, a do Mouchão é o melhor filet mignon que se pode provar. É um hino à perfeita maturação e colheita desta casta.
Muita fruta vermelha. Notas muito engraçadas de fruta verde também. Tarte de maça à Inglesa. Misto de bolo inglês com uma verdura interessantíssima. Equílibrio suculento de doces vermelhos com alguma verdura.
Acidez notável... sem estar evidente, existe. Muito fresco, nada cansativo. Cetim.
Com o arejamento, a fruta ganha contornos mais espessos. Abrunhos maduros...

Excelente tinto e do melhor que se faz no Alentejo e em Portugal.

Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Luis Pato Vinha Pan 2003

Característica diferenciadora: Elegância em Baga

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18
Comentário:  Outro ícone do vinho Português, fiél ao seu estilo...sempre um momento especial... e este foi um dos vinhos da Ceia de Natal cá em casa, Junto com um Bussaco Branco de 2003 e um Ex-Aequo 2008.

Bom, por partes... a rolha. Excelente, comprida e em excelente estado de conservação.
Os aromas da garrafa... vegetais. Folhas verdes esmagadas.
No copo, encarnado cereja muito bonito de média concentração. Aromas a Baga pura... sim, aquelas notas que não enganam, de Bairrada no seu esplendor.
Muito, muito elegante... muita "lucidez" na forma como emana aromas. Muito limpo e delicado. Um verdadeiro gentleman.
Nariz apaixonante... mentol e cânhamo. Menta, caruma de pinheiro verde e muito, muito elegante.
Extraordinário.
Acidez muito bem integrada e nada marcado por madeira, o que é muito bom. Final que parece não acaba... e sempre num registo de invejável elegância.

Muito bom. Vinho que fica na memória e acrescenta às boas memórias com que o Eng. Luis Pato nos prenda há décadas.
.Obrigado!Provador: Mr. Wolf 

Aurius 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 25€
Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17
Comentário:  
Sempre delicioso! Fora de concentrações desmedidas, modas contemporãneas e tendências de mercados "adocicados" e "timberlovers"...Este não...tem algum arrojo no blend e  percebe-se mal se coloca no copo que é "outra loiça".
Rubi de média concentração. Ligeiramente translúcido.
Mentolado no nariz... notas químicas misturadas com algum couro, ligeiro.
Mas é na boca que se manifesta o seu verdadeiro palco de luxo... muito elegante, fresco, como que a deixar a "boca lavada". Acidez e frescura em sintonia.
Algum picante e verde que oscila com as notas mais florais da Touriga Nacional.
Final longuíssimo.
Excelente vinho e excelente relação preço/qualidade.
Vinho de classe para qualquer mesa do mundo.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Poeira 2010


Característica diferenciadora: Ser Poeira

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns supermercados

Nota pessoal: 17,5 (nota provisória)

Comentário: Ora bem... vamos lá tentar dar estrutura a esta nota de prova:



  1. Quem é adepto de futebol, se assistir ao seu clube favorito durante semanas consecutivas ganhar expressivamente aos seus adversários, não se cansa, pois não?
  2. Se tivermos 6 ou 7 anos de idade e nos largarem numa sala cheia de construções de Lego e com dunas de peças para brincarmos, não nos cansamos, pois não?
  3. Se gostarmos de voz de Ópera (não confundir com a Voz do Operário, por favor) e se de repente entrassemos numa sala, 50 anos atrás, em que a Callas estava in loco a mostrar o que é "soprano", não nos cansávamos, pois não?
É mais ou menos como eu encaro beber Poeira. Sim, beber. A provar dou aos meus amigos, porque eu bebo-o mesmo!

E este Poeira 2010 dá imenso gozo... mas não está fácil ainda...Groselha (na cor) muito escuro, o ataque ao copo com o nariz dá sensações muito químicas...verniz, cedro e algum mofo! Dá ideia de em 2010 a Touriga Nacional está mais expressiva...
Apesar de ser um vinho (o Poeira genericamente) que respira muita mais frescura do que fruta em fartura, este de 2010 anda a pisar os limites... ou seja, eu de fruta encontrei-lhe muito pouco! O que não é mau, entenda-se. Mas parece-me que o vinho está ainda "verde".
Tem muitas notas químicas, alguma humidade e cânfora, com muitas notas mentoladas. Não fosse a prova de boca e com os aromas facilmente nos confundiam para regiões com características mais vegetais.

Decantei-o e verifiquei a temperatura. 16º. Esperei 30 minutos. Estava igual! Bom... Há que respeitá-lo, dar tempo ao tempo e prová-lo, daqui a uns largos meses. No final do último copo, encontrei um resquício de fruta, tipo amoras silvestres. Mas muito ao longe...tudo num registo de elegância e muita persistência.

A provar daqui a uns tempos, quando se harmonizar mais. Ou então, a decantar umas 2 horas antes de beber.
  Provador: Mr. Wolf