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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quinta de Pancas Reserva 2009


Característica diferenciadora: Classe e concentração.

Preço: 10€


Onde: Distribuição... está de novo na Feira de Vinhos e Enchidos do Continente

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Provado em Outubro passado. Surpresa completa. Agora, passados 4 meses, voltamos a ele. 
Simplesmente excelente. Muito volume e equilíbrio, excelente trabalho de barrica e blend muito bem conseguido. O vinho tem muita classe, personalidade muito própria.
Muito elegante, sem exageros de madeira e/ou fruta, tem na sua persistência a qualidade que mais aprecio.
Vinho para qualquer mesa do mundo.

Comprar e guardar sem medo...

Provador: Mr. Wolf 

Padre Pedro 2010


Característica diferenciadora: Quotidiano e bom

Preço: 3,99€


Onde: Distribuição

Nota pessoal: 16


Comentário: Cor escura e limpo
Cabernet Sauvignon presente, apesar de ligeiro, evidencia-se no nariz.
Excelente equilíbrio na boca. Ligeiro adocicado... Quiçá do Aragonez.
Vinho simples onde o "less is more" assenta que nem uma luva.
Acidez adequada. Mediana concentração, mas fruta viva sem ser em demasia.
Vinho excelente para o quotidiano. Versátil e sem medo de comida condimentada.
Guardar algumas.
Blend com Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Merlot.
Tem a "dureza" - no melhor dos sentidos - tradicional do Ribatejo, mas está muito bem feito e aparenta muita qualidade.
Guardar e provar mais tarde é obrigatório.

Provador: Mr. Wolf 






Conde Vimioso Reserva 2008



Característica diferenciadora: Mineralidade e elegante

Preço: 18€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Vinho em prova cega em conjunto com Marquês de Borba Reserva 2008 e Leo D´Honor 2008.

Notas de barrica boa e aromas "verdes". Fresco. Nariz mais vegetal do que frutado.
Na prova de boca está muito bem. Notas de madeira "verde", estilo cedro, mas muito fresco e equilibrado. Aromas de Cabernet Sauvignon explícitas e prova de boca excelente. Apesar do tema da prova cega ser 2008, este vinho "atira-nos" para a sensação de ser muito mais novo do que os restantes. E os restantes não pareciam de todo evoluídos em demasia!

Comparações à parte e de volta ao vinho... duro de certa forma, mas elegante, sempre num registo mais vegetal e mineral do que frutado. Elegância qb e certeza de vinho para muitos anos.
Constante na prova ao longo das várias "rondas" no copo, mostrou muita personalidade e qualidade. Foi o vinho que gostei mais na prova!

Provador: Mr. Wolf 


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Dão Álvaro Castro 2009



Característica diferenciadora: Álvaro Castro

Preço: 6€


Onde: Distribuição em geral. Esta comprei no Jumbo

Nota pessoal: 15,5

Comentário: Sempre sinal de vinhos com personalidade, foi com curiosidade de ver como estaria este vinho num ano (2009) em que ainda não consegui provar nada do Dão que não gostasse, e na maior parte das vezes, muito!

Escuro e denso. 
Nariz típico de Dão ainda por fazer-se na garrafa. Notas florais e verdes. Afirmativo. 
Na boca é mais dócil do que os aromas anunciam... boa prova de boca, no entanto à procura ainda do seu equilíbrio. 
Obriga a pratos com confecção de forno, estilo cabrito. 
Beneficiará de cave, no entanto o estilo será sempre semelhante. Mas melhorará seguramente.

Provador: Mr. Wolf 

Serra Mãe Reserva 2009



Característica diferenciadora: Equilíbrio

Preço: 6€


Onde: Jumbo

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Adoro Castelão! Guardo muitas memórias de excelentes Piriquitas  que provava há um bom par de anos... são vinhos muito próprios, menos expressivos aromaticamente que o mainstream, mas normalmente com longevidade e muito equilibrio. E é com esta motivação que adquiri algumas garrafas de Castelão para provar, das quais esta se destacou. 

A par no normal selo de "genuinidade" e qualidade que os vinhos da Sivipa transportam, o contra rótulo informa-nos que as vinhas de Castelão são velhas.... bom, ao copo! 
Cor rubi escura. Nariz com alguma groselha. Cerejas talvez. Boca muito boa. Falsa "elegância", que lhe dá muita graça. Cheio e volumoso, especiado e picante. Surgem notas de madeira, sem marcar em demasia.
Curiosamente, dá uma prova de boca que inicialmente sugere algumas sensações típicas de Syrah.
Excelente volume e acidez qb.

Gostei muito. Bom para guardar. Gosto do estilo.

Provador: Mr. Wolf 


domingo, 27 de janeiro de 2013

Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada 2009


Característica diferenciadora: 2009, Dão e bom, já não é diferenciador.

Preço: < de 3€


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 16

Comentário: Outro... já começa a chatear. Encontrar um Dão de 2009 que não seja bom torna-se difícil! E normalmente com relações preço / qualidade excelentes.
A Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada, naturalmente não é uma surpresa. É um sucesso comercial com mais de uma década de mercado e fiéis consumidores. Este de 2009 está muito bom.

Rubi médio sem grande concentração e aromas muito giros de fruta "pisada". Morangos e framboesas. Corpo médio, mas muito persistente e com bom equilíbrio na acidez. Quase, quase que faz lembrar um Pinot novo... mas na minha opiniãonão necessita de comparações para enaltecer as suas próprias qualidades... e são bastantes.
Elegante, fresco e equilibrado... para pratos saudáveis e equilibrados também! Ou então, na minha opinião esperem 2 anos em cave.

Gostei. E de louvar a facilidade com que se encontra em todos os supermercados.

Provador: Mr. Wolf 

Adega de Vila Real Reserva 2010

Característica diferenciadora: Barato e competente

Preço: < de 3€... acho eu.


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 15


Comentário: Não há de facto razão para não beber bom vinho às refeições em Portugal... pouco mais caro que uma garrafa de Evian, este Adega de Vila Real Reserva de 2010 porta-se muito bem. Superou a minha prova dos 9, que é deixá-la pura e simplesmente aberta do jantar para o dia seguinte e ver como evoluiu... e não se pode dizer que tenha evoluído mal.
Simpático na fruta, comedido o trabalho de madeira, sem tostados o que é bom. Corpo médio, mas sem problemas para a maior parte dos pratos na nossa mesa Portuguesa, seja de tacho ou forno.
Boa escolha para muitos restaurantes...

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Duque de Viseu 2009


Característica diferenciadora: Relação preço/qualidade

Preço: 3,98€


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Estou convencido. 2009 é um grande ano para a região do Dão. E bem que ela a merece... não têem sido poucos os vinhos que tenho bebido, mais baratos ou mais caros, que em 2009 estão simplesmente excelentes e a prometerem grandes provas para os próximos anos. E este é outro exemplo!

A destacar a tenacidade comercial deste rótulo... sobrevive no mercado há vários anos e aqui aparece agora em grande estilo.

Rubi médio... limpo e vivo. Aromas de caruma de pinheiro inicial e alguma fumado.
Na boca é muito bom. Cheio de fruta inicial, sem ser madura e com muita, muita elegância. Tostados. Ligeiro "amargar" na boca que desaparece à medida que respira.
Ganha muito corpo e força à medida que respira, e apesar de não parecer de imediato, este vinho precisa de comida.
Acidez excelente e muito bem balanceado. Muito, muito elegante e a dar certezas de bons anos em cave.
Vinho excelente para carnes estufadas, assadas... pede condimento e não vai desiludir de certeza. Nada de clichés de "para queijos...". Não é como a maioria dos tintos não são para a maioria dos queijos... mas enfim. Este, é para pratos de tempo a confeccionar.

Não é um vinho que impressione aromaticamente, ou pela sua dimensão na prova de boca... mas antes pelo seu registo elegante e sem se por em "bicos de pé" em nada. É bom e isso basta-lhe.

Gostei muito. A comprar para beber e guardar.

Provador: Mr. Wolf 

Luis Pato Baga - Touriga Nacional 2010


Característica diferenciadora: Baga com Touriga Nacional em equilíbrio

Preço: 4,60€


Onde: Distribuição 

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Alguns anos depois... cá volto eu a provar este rótulo. Habitué antigo da minha garrafeira, deixou de ser parte dela mais ou menos desde 2005. Por nenhuma razão em especial, embora penso que foi precisamente o de 2005, não foi totalmente do meu agrado... mas é um rótulo com história e que muito contribuiu para a boa história da Bairrada contemporânea.

Se é apreciador de vinhos marcados pela madeira, "perfeitinhos" nos aromas pouco expressivos... não vale a pena ler. O que estamos a falar aqui é um Bairrada jovem! 

Se quer um vinho de preço comedido, disponível na maioria dos supermercados para uma refeição em que vai ter tempo de o colocar à temperatura adequada (16-17 graus quando servir... ou seja, uns 15 minutos no congelador antes de decantar) e tem a possibilidade de decantá-lo uns 30 minutos no mínimo antes de servi-lo... deve experimentar este!

No copo manifesta-se muito limpo e escuro qb na tonalidade. Vivo na cor e com aromas que me dizem muito. Cheira a vinho! Cheira a adega de quem conhece os vinhos "rudimentares" (no melhor dos sentidos) da zona da Bairrada... O que é excelente. É terroir puro. É genuinidade.
Borracha e fruta... Uma taça constituída de borrachas, daquelas que tinham uma parte para apagar caneta e outra lapis... lembram-se? Anos 80-90? Aromas da parte da borracha para apagar lapis (a castanha atijolada)... Com mistura de frutas vermelhas.

Na boca... Uma mistura da rusticidade do aroma com muito polimento de fruta. Muito rebuçado e muito perfume doce. Depois surgem muitas notas de caruma de pinheiro seca.
Ligeiramente doce demais na boca, muito sedutor e ao mesmo tempo duro no final. Está ainda a fazer-se.
Acidez final adequada.
É talvez o blend de Touriga Nacional com baga na Bairrada mais interessante que já provei.
Precisa de muita cave.
Vinho ideal para um bacalhau com grão. Ou para um cozido de grão.

Após respirar, torna-se mais acetinado na boca surgindo notas muito giras de rebuçados de fruta silvestre. Algumas notas de pedra molhada na língua...
Touriga Nacionsl afirmativa. Vincada. Gostava de saber qual a proporção de TN no blend.
Vegetal qb... e cave... grita por cave.
Algum lácteo momentaneo e depois de respirar.
Acidez muito disfarçada mas presente.

Muito boa escolha e um preço muito bom. Vinho para qualquer comida bem condimentada... ou para guardar uns bons anos e ir apreciando de ano a ano.

Provador: Mr. Wolf 

Redoma 2004


Característica diferenciadora: Terroir do Douro

Preço: 25€


Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: A possibilidade de provar Redoma de 2004 - para mim, é só dos vinhos mais coerentes Portugueses, com elevado padrão de qualidade e respeito pelas características do Douro - 9 anos depois, sabendo que a proveniência da garrafa é de alguém que as cuida tão bem como eu... torna qualquer jantar num acontecimento! E assim foi...

Rolha impecável. Preta. Até apetecia carimbar, tal o seu púrpura negro fundo era bonito.

Cor já a denunciar alguns anos, mas em muita forma. Escura ainda. opacidade ligeira e limpa.

Nos aromas... e aqui é que está... fantástico. Aromas quentes, de carnes, fumeiro e muito, muito perfumado. Uma delícia.
À medida que respira - não foi decantado - no copo, surgem surpreendentes notas de lavanda, alfazema, muito frescos que dão muita graça à prova de boca.

Pouca acidez - ou talvez porque se seguiu à prova dum Touriga Nacional da Quinta da Pellada 2004 - e ligeiramente doce na boca, no entanto a frescura aromática confere uma finesse pouco comum em Portugal e muito menos no Douro... sem no entanto fugir minimamente das suas raízes.

De gole em gole, o vinho cresce, ganhando notas muito giras. Leves aromas de noz moscada, muito fresco e muito elegante. Equilibra-se a acidez a mostrar que ainda se podia guardar mais uns tempos.

Excelente vinho, no seu auge, na minha opinião.

Redoma... é sempre uma escolha acertada. Sempre. Seja para consumo imediato - como os mais recentes, em que o de 2007 era um hino à fruta vermelha e concentração - seja para longos e felizes anos em cave.

Provador: Mr. Wolf 

Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004


Característica diferenciadora: Touriga Nacional jovial

Preço: 70
€ (Garrafa magnum)

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: A última duma série de 3 em magnum... vinho sempre dificil de compreender.
Nem sempre disponível para ser bebido.
Nos primeiros anos com muita força e desiquilibrado...e agora? 9 anos volvidos... como será que está? Bom, no copo está muito escuro.
Carácter tintureiro muito evidente. Encarniçado e brilhante ainda, com tingimento do copo imediato.
Aromas a atacarem o nariz de carácter eminentemente vegetal. Mentol... cânhamo... refrescante nos aromas.
Na boca é impressionante a acidez que ainda mantém. Notas muito terrosas e final vegetal ... de ervas verdes cortadas.
A sensação de criança do Vick Vaporub invade-nos o palato, trazida pela memória... No melhor dos sentidos e com lástima... quando estava doente, não eram mezinhas destas que me davam, apesar da semelhança de alguns aromas.

À medida que respira, "abrem" mais aromas e surgem notas de clara de ovo que desaparecem e aparece finalmente algum couro a domesticar os aromas vegetais e de terra. Café torrado.

1 hora depois de aberto e decantado, está no ponto.

Elegante, onde as notas todas iniciais se casam e se transformam num aroma evidente de Touriga Nacional, mais vegetal e floral e na boca com muito cetim, apesar dos seus taninos estarem sempre eriçados. Mas até se comportam bem...
Curiosamente não tenho encontrado este vinho à venda... mas é uma pena. O Dão necessita de mais vinhos destes, com reconhecimento de rótulo, sempre inovador como Álvaro de Castro nos habituou....e com personalidade vincadíssima.

Um bem haja para as equipas que produzem estes vinhos.

Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Beyra Quartz 2011


Característica diferenciadora: Acidez e mineralidade

Preço: 5


Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Ora bem... para quem quer experimentar um vinho diferente... aqui está a escolha inevitável!
Preto...Escuro e denso a cair no copo. Vinhão. Quase tem cor de verde-tinto.
Festival aromático com muitas notas vegetais... muito seco, muito musgo, cerne de pinheiro acabado de cortar, aciprestes... impressionante a expressividade aromática.
Na boca, tem notas de veludo, mais rústico que veludo sedoso, mas de qualquer das formas texturado... e uma acidez que faz inveja a muitos limões (Passe a comparação)!

Bom, é melhor é deixa-lo a respirar e voltar cá 20 minutos depois. Muda, mas não se transfigura. Ganha notas de fruta muito engraçada, nomeadamente manga e frutas silvestres, esmagadas ainda em verde.
Notas de toranja também. Tudo mais em cítrico que nos comuns frutos vermelhos. As pontuais notas tropicais que a mim se pareceram manga é que me confunde. Mas é um vinho muito giro.

Dá muito a ideia que foi vinificado com engaço. Uvas verdes e pêssego agora. Aromas de telha molhada de novo a conferir notas de humidade. Fantástico do ponto de vista aromático. Alguns jalapenos, dos verdes. Sem ser picante, mas verde e vegetal.

 Não sei para onde caminhará esta acidez toda em cave, mas vale bem a pena ir espretando umas de vez em quando!

Muito giro e a preço imperdível de provar.

Provador: Mr. Wolf 

Quinta do Vallado Touriga Nacional 2007

Característica diferenciadora: Touriga Nacional excelente

Preço: 19
€ (aproximadamente)

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17


Comentário: Depois de 3 ou 4 anos na crista da onda do sucesso, é tempo de provar com outra atenção um Vallado Touriga Nacional de 2007.

2007 é um ano de excelentes vinhos no Douro, embora com prova difícil actualmente (na minha opinião).
Touriga Nacional é a casta mais "vaidosa" do Douro... pelo menos é como a percepciono. É conhecida e faz-se por ser conhecida, independentemente das suas qualidades. E é Portuguesa, o que por si só associado à qualidade inequívoca que tem, merece respeito acrescido. No entanto, normalmente não morro de amores pelos Touriga Nacional que se encontram no mercado. É raro.

Não é o caso deste. Este foi o primeiro Touriga Nacional da Quinta do Vallado a saltar para os palco dos >94 pontos da Wine Spectator. 

Consecutivamente andava perto dos 92 e desde 2007 teve 94, 95 e 95 em 2007, 2008 e 2009 respectivamente. A título de exemplo, o Quinta do Vale Meão em 2007, 2008 e 2009 teve respectivamente 95, 95 e 93 pontos na mesma revista da especialidade... e isto para chegar onde?


  • É um excelente vinho.
  • Tem reconhecimento internacional e agrada a mercados de novo mundo sem se descaracterizar do seu berço Duriense.
  • Não se deve comparar a título de exemplo com o Quinta do Vale Meão, sendo no entanto óbvio que questões de preço e questões de apreciação e pontuação são muito mais subjectivas do que parecem.
Porque sempre gostei em geral dos vinhos da Quinta do Vallado, tenho seguido com atenção este em particular pelas razões apontadas anteriormente... e foi com bastante curiosidade que provei esta no passado mês de Dezembro.

Nariz com algumas notas florais... sem exageros. Cor rubi escura de densidade média. Perdeu a robustez de cor e nariz que tinha. Amadureceu e atenuou o seu vigor.
As notas de madeira encontram-se presentes, sem no entanto marcar a prova. O vinho está bastante equilibrado. Muito acetinado na boca, mostra algum cacau... mais familiar do que cacau, são bomboms.
Ligeiro alecrim ou algo semelhante, fresco e "campestre".
Curiosamente, mantém nos aromas o carimbo de Douro. E ainda bem.

Está muito bem e pronto para beber. Beba-se agora, na minha opinião, pois acredito que nos próximos anos não ganhará encantos que compensem o prazer que dá prová-lo já.

E muito parabéns à Quinta do Vallado, pelo trabalho desenvolvido, pela qualidade e consistência além dos preços adequados.


Provador: Mr. Wolf 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Mouchão 2006


Característica diferenciadora: Qualidade pura e doçura

Preço: 29


Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Depois de se provar um Poeira 2009, um Quinta do Portal Grande Reserva 2007 e se quer dar uma espreitadela no Alentejo, o que provar a não ser um Mouchão na sua juventude? Exacto. Foi o que fizémos, com uma de 2006... Cor ameaçadora de sangue de boi escuro! Vivíssima.

Denso e opaco...Cheira a Mouchão. Aquele adocicado característico. Se Alicante Bouschet fosse uma peça de carne gourmet, a do Mouchão é o melhor filet mignon que se pode provar. É um hino à perfeita maturação e colheita desta casta.
Muita fruta vermelha. Notas muito engraçadas de fruta verde também. Tarte de maça à Inglesa. Misto de bolo inglês com uma verdura interessantíssima. Equílibrio suculento de doces vermelhos com alguma verdura.
Acidez notável... sem estar evidente, existe. Muito fresco, nada cansativo. Cetim.
Com o arejamento, a fruta ganha contornos mais espessos. Abrunhos maduros...

Excelente tinto e do melhor que se faz no Alentejo e em Portugal.

Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Luis Pato Vinha Pan 2003

Característica diferenciadora: Elegância em Baga

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18
Comentário:  Outro ícone do vinho Português, fiél ao seu estilo...sempre um momento especial... e este foi um dos vinhos da Ceia de Natal cá em casa, Junto com um Bussaco Branco de 2003 e um Ex-Aequo 2008.

Bom, por partes... a rolha. Excelente, comprida e em excelente estado de conservação.
Os aromas da garrafa... vegetais. Folhas verdes esmagadas.
No copo, encarnado cereja muito bonito de média concentração. Aromas a Baga pura... sim, aquelas notas que não enganam, de Bairrada no seu esplendor.
Muito, muito elegante... muita "lucidez" na forma como emana aromas. Muito limpo e delicado. Um verdadeiro gentleman.
Nariz apaixonante... mentol e cânhamo. Menta, caruma de pinheiro verde e muito, muito elegante.
Extraordinário.
Acidez muito bem integrada e nada marcado por madeira, o que é muito bom. Final que parece não acaba... e sempre num registo de invejável elegância.

Muito bom. Vinho que fica na memória e acrescenta às boas memórias com que o Eng. Luis Pato nos prenda há décadas.
.Obrigado!Provador: Mr. Wolf 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Altano - Quinta do Ataíde Reserva 2008



Característica diferenciadora: A forma de trabalhar a Touriga Nacional (sem flores e sem doçura)

Preço: 9

Onde: Garrafeira Nacional, Continente e Jumbo

Comentário: Não sou um grande apreciador de monocastas de Touriga Nacional ou de vinhos onde a mesma se faça sentir de forma muito preponderante. Os vinhos parecem-me muito direccionais e difíceis de ligar com comida. O que quero mesmo dizer é que por vezes me parecem vinhos chatos! Ora, não foi nada o que aconteceu com este vinho, apesar de ser um 100% Touriga Nacional. Apresenta uma cor bastante escura, com notas evidentes de madeira e com muitos frutos pretos. É um vinho possante, estruturado, que enche a boca e com muito boa acidez, o que lhe permite portar-se muito bem á mesa. Tem um final de boca médio/ médio longo. Ganhará em complexidade com mais 1 a 2 anos de cave. É um excelente vinho e uma extraordinária relação qualidade/ preço. Acompanhou uns lombinhos de porco fritos.

Nota: Já provei vinhos bem mais caros dos Symington, de quintas bem mais emblemáticas, que não trocaria por este.

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 16 de dezembro de 2012

Duque de Viseu 2001

Característica diferenciadora: Crescimento em cave

Preço: 5€

Onde: Distribuição
Nota pessoal: 16  (conservadora a nota em virtude da década que já leva de cave...)

Comentário: Foi com bastante resistência que abri a última da caixa de 6 que adquiri há muitos anos... ainda a tentar recriar o mito da garrafa de Duque de Viseu de 1996 que uma vez provei em casa de amigos e que surpreendeu todos os convivas face à qualidade e frescura apresentada... devo dizer que deve ter sido desse ano... no entanto, esta garrafa vincou o carácter de crescimento em cave que o terroir do Dão confere aos vinhos.

Cor adequada. Rubi, com ligeiros laivos castanhos. Aromas de caruma de pinheiro.Muita elegância. Fumo ligeiro. Fruta muito, muito, escondida. Na prova de boca constata-se que os taninos estão perfeitos com acidez no ponto. Bolo inglês. Há medida que respira no copo, manifesta-se untuoso e mantém  muita, muita frescura, nada chateia.
Quando se renova o copo, as nota de eucalipto surgem outra vez em primeiro plano. De renovação em renovação, este é daqueles vinhos cujas garrafas parecem mais pequenas.
Tinto clássico português, sem medo nenhum de cave. Delicioso. Vinho à Francesa, fora de modas e com personalidade bem vincada. Não faz favores a ninguém e não se veste nem de madeira, nem de excessos de fruta doce e madura. E ainda bem.
Pela prova que este deu, 11 anos após a safra, vou comprar mais 2 ou 3 caixas do actual, e feliz aguardar mais uma década para as provar.


Provador: Mr. Wolf

domingo, 28 de outubro de 2012

Esporão Reserva Tinto 2009

Característica diferenciadora: Consistência e fruta

Preço: 15€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: Sempre sinal de qualidade. Esporão Reserva, Tinto ou Branco, são dois rótulos que normalmente não enganam o consumidor. Não têem medo de cave, e normalmente quando saem para o mercado estão bons para beber logo. E assim é este de 2009. Cor retinta, nariz de muita fruta madura, ameixas pretas e ginjas. Na boca é redondo. Cheio, doce e com calda de compota de frutos vermelho escuro. Certinho na acidez, ideal para carnes grelhadas e muito bem feito. Excelente produto, que além de muito bom e consistente ao longo dos anos, tem uma distribuição "planetária" de fazer inveja. Parabéns ao Esporão.
Provador: Mr. Wolf

Duorum 2010

Característica diferenciadora: Concentração e elegância
Preço: 9€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: Marca de qualidade. Dois excelentes profissionais do mundo do vinho lançaram este vinho ao mercado em 2007. Excelente... tenho bastante pena que das várias que comprei para guardar... não as consegui guardar mais do que uns míseros 3 ou 4 meses... as que vou provando agora ainda de 2007, estão excelentes. E este de 2010?
Bom, cai no copo com uma cor bastante vaidosa, brilhante e opaco. Rubi muito escuro. Nariz imediato de fruta, elegante, com cereja e algumas notas lácteas... "iogurte de pêssego..." . foi um dos comentários ao jantar de uma das provadoras, convictamente comprovado por outros experimentados narizes. E a verdade é que a semelhança, induzida ou não, fez-me sentido. Pêssego, ou outras, o nariz é bastante guloso, elegante, com madeira muito, muito discreta, e muito convidativo.
Na boca é um novo ícone de elegância no Douro. Fora de modas, parece-me que criará a moda, para quem conseguir replicar semelhanças. O vinho é bastante concentrado, com acidez muito bem equilibrada, taninos polidíssimos e a noção clara que é vinho para beber ou guardar. Cheio de fruta na boca, envolvente e cheio de estrutura, persistente, com alguma especiaria, mas essencialmente muito frutado. Muito, muito bom, com excelente relação preço/qualidade. Vinho para qualquer mesa e gastronómico.
Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2000

Característica diferenciadora: Casa Ferreirinha

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: A última de muitas que viveram felizes na Garrafeira, e tanto se divertiram conosco à mesa...agora, só eventualmente 1 ou 2 magnums...
Provada a última vez em 2010 ( http://winepenacovameeting.blogspot.pt/2010/01/vinha-grande-2000.html ), pelo sim, pelo não, decantou-se. Abrir uma garrafa com a história que estas antigas Vinha Grande têem, não é todos os dias...rolha impecável!

Limpíssima a cor. Grenat vivo. Muito, mas muito ligeiros laivos "atijolados"... mas é preciso procura-los bem.
Nariz Ferreirinha evidente. Logo. Muito ao longe, Barca Velha, sim. Reza a lenda que os Vinha Grande produzidos na Quinta do Seixo estagiavam em barricas usadas de Barca Velha. Não faço ideia. Mas que tem semelhanças no aroma, tem.
Aromas de fruta pisada, escura, ameixas em passa seca. Evolui para aromas mentolados. Erva doce, sim, bolos de erva doce. Mas o característico "Ferreirinha" está lá... não sei é descrevê-lo.
Boca muito clean. Impressionante o discrenimento que este vinho tem após 12 anos. Ligeiras notas de lagar de azeite, mas nada cansado, pelo contrário, este é daqueles vinhos que cresce muito quando é decantado. Especiarias, pimenta preta. Obviamente não tem a concentração de cor e acidez dum vinho novo (3-5 anos), mas discute estrutura e persistência com muitos que se encontram hoje a preços bem mais caros. Curiosa a semelhança de notas aromáticas com alguns Redomas... pelo menos a mim fez-me essa associação. Redoma, é só um dos vinhos mais característicos da personalidade que eu reconheço como Douro. Puro e duro. E encontra-se neste Vinha Grande também isso. Rijos como o aço e com acidez qb. Não têem a longevidade dos típicos Baga, mas possuem uma largura de banda de consumo bem mais rápida a ser atingida e que também dura, e dura, e dura...

Está excelente. Quem as tenha, se estiverem bem guardadas, aguentam-se bem uns bons anos ainda. Para já, está excelente dentro do perfil. Muito bom.













Provador: Mr. Wolf