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sábado, 8 de março de 2014

Duas Quintas 2011


Característica diferenciadora: Douro, classe e 2011.


Preço: 10€

Onde: Praticamente em todo o santo local onde se vende vinho...

Nota pessoal: 18

Comentário:  Pronto... finalmente uma surpresa de cair o queixo!
Não porque seja uma surpresa gostar de Duas Quintas... nada disso. É dos vinhos que provavelmente compro consistentemente há mais anos... e por parvoíce, nunca o guardo o suficiente! É tão bom, que vai-se bebendo...
Então porquê a surpresa? Porque o vinho está extraordinariamente bom!
Opaco, auréola carmim, extravagante qb... 
Nariz pujantissimo! Riquíssimo de aromas... Por um lado muito mineral, por outro salpicado de especiaria, e sempre muito fresco... Claramente o perfil de vinho que mais me identifico quando tenho de beber vinhos novos... e 2-3 anos é um vinho novo para mim.
Muito sedutor nos aromas, elegante e vigoroso mas muito engomado. 
Fruta vermelha a manifestar-se de forma brilhante... Cereja madura. 
Algum lápis. A grafite mesmo, não a apara da Madeira. 
Notas de especiaria, que a mim me parecem grãos de pimenta preta acabada de moer. Bom... nada a dizer quanto à qualidade do vinho. Pelo nariz vê-se logo que é muito bom.

Vamos então provar e testar todo este vigor! Boca de sonho!!!! Assombrosa a volúpia imediata que sentimos. Parece que transforma a sala onde estamos numa sala do tempo de Renascimento... pois todo o vinho é simples luxo. E como eu gosto de coisas simples...
Maravilhoso paladar e sensação de tinta da china, escorreito e leve, clean, em construção ainda, mas de fabulosa arquitectura. 
Pujante e muita opulência, carregado de acidez e secura a gritar-nos que é cedo para beber... mas está de tal forma bom já que vai ser muito difícil resistir-lhe...
Taninos evidentes ainda mas a augurar muitos anos em cave repletos de prosperidade.
Barrica de excelente recorte, pouco evidente, mas "ouve-se" ao fundo. Exactamente como se quer.
Muita força nos taninos. Final marcante. Curiosamente o final não prima pela elegância... Mas não se pode dizer que é rústico. 
Secura fenomenal. 
Há medida que respira, a fruta ganha mais protagonismo, ao melhor estilo de Porto Vintage novo, extraído e contido! 

Tiro o chapéu! Excelente vinho, a excelente preço dum ano que de facto se anuncia memorável para os vinhos Portugueses.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 17 de novembro de 2013

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2010


Característica diferenciadora: Intensidade.

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário:  Vinha Grande é uma das grandes referências de vinho do Douro em Portugal. Pouco massificado na década de 90, é sempre sinal de muita qualidade. Restaurante que tivesse na carta Vinha Grande, era bom de certeza.

Mudou o perfil diria eu em 2003... Afinou, para mim, agora. É diferente do que era, mas é muito bom.
Cor muito violeta. Auréola púrpura, muito bonita. 
Opacidade elevada, mas muito límpido.
Aromas de fruta estilo cereja, amora. Ligeira especiaria e madeira exótica. 
Prova de boca muito gulosa. Fruta polida, extraída no ponto, acidez e taninos perfeitos para consumo imediato, muito equilíbrio e carácter bastante vincado apesar de tudo.
Perfil mais globalizado, amaciado pela barrica, mas rusticidade peculiar na boca, a dizer-nos que é um Douro puro e duro. 

Excelente compromisso preço qualidade, muito à vontade na mesa e a avaliar a aptidão para evolução em cave. 2-3 anos é seguramente um "porto seguro"... Mais, acredito que sim. Tem fruta e acidez para isso.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 13 de outubro de 2013

Mouchão 2000


Característica diferenciadora: Mouchão... com mais de uma dúzia de Primaveras em garrafa.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas... ou por sorte em restaurantes!

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Mouchão... é Mouchão. Ponto final, parágrafo.

Pode-se discutir o perfil, o preço, a elegância, o que se quiser... mas a verdade é que quanto mais estas garrafas (e eu...) envelhecemos, mais prazer retiro ao apreciá-las. À expectativa de prazer que normalmente acompanha o momento de abrir uma garrafa de Mouchão, juntou-se o efeito surpresa! É verdade... numa noite em casa a provar uns vinhos adquiridos nas Feiras de Vinhos, eis que salta para a mesa esta preciosidade, partilhada por bom amigo. Obrigado!

Cuidadosamente retirada a rolha, impecável a olho nú, cuidadosamente enchemos os copos com o precioso néctar.
Literalmente opaco. Rubi alcatrão... não existe? Existe, existe... É produzido com Alicante Bouschet... Impressiona a cor.

Nariz apontado ao copo e a frescura dos aromas é impressionante.
Alguns aromas de cereais, pó... aromas mais terrosos. Ouviu-se um "Cheira a milho!"... não sei bem a que cheira o milho, mas percebo. Mas num registo muito fresco e nada "asfixiante" como alguns terrosos podem parecer. Bom, há que deixá-lo respirar.
Prova-se.
Boca possante, volumoso, muito volumoso revestindo o palato com o doce do Alicante tão especial nesta casa.
Extremamente complexo e muito fresco, deixa um final quase cítrico a fazer lembrar casca de laranja. É impressionante a juventude e ao mesmo tempo maturidade deste vinho. Está muito bom para prova já e não vira a cara a mais uns anos de cave seguramente.

Nariz outra vez no copo e a brisa de aromas continua a impressionar. Alguma fruta vermelha discreta com notas vegetais e terrosas sempre presentes. Especiado mas sempre muito elegante, e na boca, ao longo da prova surpreende sempre pela frescura que tem e pelo final muito longo e fresco. 
Acidez perfeitamente integrada, que dá para para vender, sem evidências de barrica e muita harmonia e suculência. Esta garrafa, apesar dos seguramente 12 anos em garrafa que já conta, ou perto disso, continua numa forma exemplar a mostrar que um grande vinho, necessita naturalmente de cave para se mostrar a sério.

Exelente! 



Provador: Mr. Wolf


sábado, 13 de abril de 2013

Monte da Penha 2008


Característica diferenciadora: Força

Preço: 6€

Onde: Distribuição

Nota pessoal: 16 - 17


Comentário: Continuando a jornada pelos vinhos de consumo quotidiano provenientes do Alentejo, provámos também o Monte da Penha 2008.
Cor expressiva. Escuro e violeta na auréola.
Nariz muito intenso. Precisa copos abertos... trocámos os copos.
Festival aromático rico... Nariz com notas peculiares de grafite, alguma humidade, pedra molhada. Fecha-se! Por estranho que pareça... torna-se praticamente interactivo. Ou isso, ou o olfacto saturou-se. É um misto!
As características mais minerais cedem o lugar da frente a aromas florais, ligeiramente expressivos demais, para o meu gosto.
Precisa de estágio... mas parece-me um bom investimento para a mesa. Mas antes, passa pela cave 1 ou 2 Invernos...
Touriga Nacional evidencia-se nos aromas com contacto com o ar. A prova de boca acompanha...Boca com expressões da Touriga Nacional em evidência e acetinado no final.

Promete, mas na minha opinião é para guardar mais 1 ou 2 anos e seguramente dará uma prova muito melhor. Tem tudo para isso.

Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Herdade de Coelheiros Branca de Almeida 2007


Característica diferenciadora: Longevidade...

Preço: 9€

Onde: Distribuição (Pingo Doce... eventualmente no Jumbo e El Corte Inglés também)

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Cor escura, e opacidade media. Expectativa elevada para os vinhos da Herdade de Coelheiros. Confesso que há muito tempo não os provo... especialmente os Garrafeira.
Bom, mas de cor vaidosa no copo para quem tem já meia dúzia de primaveras, o nariz também não se mostra tímido. Doce nos aromas e algumas notas de pimento, num registo determinado mas reservado ainda a pedir arejamento. Deixe-se interagir com o ar!

Nariz continua doce. Algum pimento. Prova de boca muito boa e fresca, Bom equilíbrio entre acidez, doçura e estrutura. Sem exageros de fruta. Não impressiona, mas surpreende pela forma fantástica que está... e é daqueles que se bebe, e bebe, e bebe...
Trincadeira, Merlot e Alicante Bouschet. Blend atiíco no Alentejo se atentarmos no Merlot, mas que funcionou muito bem.
Recomendo com comida de tacho.
Recomendo guarda por mais um bom par de anos.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 31 de março de 2013

Montefino 2008


Característica diferenciadora: 4 castas em partes iguais e Alentejo


Preço: 4€

Onde: Distribuição

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Touriga Nacional, Trincadeira, Alicante Bouschet e Aragonez em partes iguais.

Confesso que tive várias desilusões com os Vinhos Monte da Penha... lançados no mercado há vário anos atrás como continuadores do legado de produção de vinho dos Tapada do Chaves - pelo menos foi assim que me informaram... - desde logo vi que nada tinham a ver... e quiçá por isso, independentemente da qualidade deles, como não tinham o perfil que eu procurava, deixei pura e semplesmente de os provar.
Encontrei novos rótulos na distribuição e comprei, para ver como estão os perfis dos vinhos.
Este é o de entrada de gama, e é muito bom! Limpo na cor,  grenat escura, brilhante e a anunciar suculência.
Na boca é um clássico vinho Alentejano no perfil, com um toque de modernidade que não lhe retira capacidade nenhuma de representar eficazmente e com propriedade o Alentejo.
Redondo, guloso, com taninos e acidez muito adequadas, dá prova muito boa, fácil de beber e com final longo. A pedir uma carne do alguidar com migas.
Relação preço / qualidade excelente.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 16 de março de 2013

Casa Ferreirinha Papa Figos 2011


Característica diferenciadora: Fast-wine...há em abundância, é apelativo e bom!

Preço: 5€


Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16


Comentário: 2º ano deste controverso rótulo... digo controverso porquê? Eu, gostei muito de todas as que bebi... achei a fórmula despretenciosa e o resultado muito bom. Mas encontrei muitas pessoas que pura e simplesmente não gostaram do vinho...
Bom... chega a 2ª edição e vamos ver como se comporta.
Cheio de vivacidade na cor! Tinto e retinto. Làgrima apreciável, vinoso. Rosado escuro, groselha. A cor é muito bonita.
Muita fruta nos aromas... aromaticamente é doce, dando imagens mentais de compotas de framboesa e amoras. Ao longe ligeiras notas fumadas. Ligeiro caramelo... Já imagem de marca, pelo que percebo.
Na boca... Confirma o que o nariz anuncia. Muito frutado e polido. Concentração qb. O que lhe falta de elegância, transborda de suculência. É guloso.
Muito bem balanceado, cheio de cereja, amoras e morangos. Taninos muito domesticados, acidez ligeira mas estrutura adequada ao conjunto e ao perfil. Não é de todo um vinho elegante... Mas bebe-se bem que se farta.
Tenho duvida como evoluirá o perfil em 2-3 anos. Se amadurecerá bem, ou se perderá estas notas todas frutadas e sabe-se lá o que fica...
Tenho de provar um de 2010 a ver como anda, para imaginar para onde este caminhara. Mas no  geral, é muito bom e agradará a muitos apreciadores. É uma escolha segura para adquirir à última da hora num supermercado para algum jantar de convívio. Agradará seguramente a grande parte dos consumidores. Eu gosto.
Bom produto a muito bom preço.

Provador: Mr. Wolf 



domingo, 10 de março de 2013

Quinta do Corujão Reserva 2008


Característica diferenciadora: Densidade e elegância

Preço: <5€


Onde: Pingo Doce

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Já visto bastantes vezes referenciado, andava curioso por provar tal preciosidade... e assim foi. O célebre Quinta do Corujão Reserva de 2008. E a verdade é que não desiludiu... olhando para a relação preço/qualidade então... tal como muitos vinhos do Dão actualmente... é simplesmente imperdível.

Cor rubi escuro, opaco. Notas de fruta contida e muito "misterioso". Pouco dado a exuberâncias.
É na boca que se apresenta como deve de ser. Cheio, denso, guloso sem ser enjoativo e muito, muito harmonioso e elegante.
Fechado ainda. Mais tónico na frescura do que na fruta.
Muito constante ao longo da prova.... nada se sobrepõe. Encontra na sua harmonia e densidade quase perfeita a sua melhor qualidade. É vinho para qualquer mesa... curioso por ver a sua evolução.

Recomendo a guarda de algumas garrafas a ver como evolui nos próximos 5 anos.
Excelente exemplo dum bom vinho de 2008. A preço bastante adequado para quem quer bom vinho sem dispender muitos Euros. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 



domingo, 27 de janeiro de 2013

Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada 2009


Característica diferenciadora: 2009, Dão e bom, já não é diferenciador.

Preço: < de 3€


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 16

Comentário: Outro... já começa a chatear. Encontrar um Dão de 2009 que não seja bom torna-se difícil! E normalmente com relações preço / qualidade excelentes.
A Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada, naturalmente não é uma surpresa. É um sucesso comercial com mais de uma década de mercado e fiéis consumidores. Este de 2009 está muito bom.

Rubi médio sem grande concentração e aromas muito giros de fruta "pisada". Morangos e framboesas. Corpo médio, mas muito persistente e com bom equilíbrio na acidez. Quase, quase que faz lembrar um Pinot novo... mas na minha opiniãonão necessita de comparações para enaltecer as suas próprias qualidades... e são bastantes.
Elegante, fresco e equilibrado... para pratos saudáveis e equilibrados também! Ou então, na minha opinião esperem 2 anos em cave.

Gostei. E de louvar a facilidade com que se encontra em todos os supermercados.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Duque de Viseu 2009


Característica diferenciadora: Relação preço/qualidade

Preço: 3,98€


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Estou convencido. 2009 é um grande ano para a região do Dão. E bem que ela a merece... não têem sido poucos os vinhos que tenho bebido, mais baratos ou mais caros, que em 2009 estão simplesmente excelentes e a prometerem grandes provas para os próximos anos. E este é outro exemplo!

A destacar a tenacidade comercial deste rótulo... sobrevive no mercado há vários anos e aqui aparece agora em grande estilo.

Rubi médio... limpo e vivo. Aromas de caruma de pinheiro inicial e alguma fumado.
Na boca é muito bom. Cheio de fruta inicial, sem ser madura e com muita, muita elegância. Tostados. Ligeiro "amargar" na boca que desaparece à medida que respira.
Ganha muito corpo e força à medida que respira, e apesar de não parecer de imediato, este vinho precisa de comida.
Acidez excelente e muito bem balanceado. Muito, muito elegante e a dar certezas de bons anos em cave.
Vinho excelente para carnes estufadas, assadas... pede condimento e não vai desiludir de certeza. Nada de clichés de "para queijos...". Não é como a maioria dos tintos não são para a maioria dos queijos... mas enfim. Este, é para pratos de tempo a confeccionar.

Não é um vinho que impressione aromaticamente, ou pela sua dimensão na prova de boca... mas antes pelo seu registo elegante e sem se por em "bicos de pé" em nada. É bom e isso basta-lhe.

Gostei muito. A comprar para beber e guardar.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Duque de Viseu 2001

Característica diferenciadora: Crescimento em cave

Preço: 5€

Onde: Distribuição
Nota pessoal: 16  (conservadora a nota em virtude da década que já leva de cave...)

Comentário: Foi com bastante resistência que abri a última da caixa de 6 que adquiri há muitos anos... ainda a tentar recriar o mito da garrafa de Duque de Viseu de 1996 que uma vez provei em casa de amigos e que surpreendeu todos os convivas face à qualidade e frescura apresentada... devo dizer que deve ter sido desse ano... no entanto, esta garrafa vincou o carácter de crescimento em cave que o terroir do Dão confere aos vinhos.

Cor adequada. Rubi, com ligeiros laivos castanhos. Aromas de caruma de pinheiro.Muita elegância. Fumo ligeiro. Fruta muito, muito, escondida. Na prova de boca constata-se que os taninos estão perfeitos com acidez no ponto. Bolo inglês. Há medida que respira no copo, manifesta-se untuoso e mantém  muita, muita frescura, nada chateia.
Quando se renova o copo, as nota de eucalipto surgem outra vez em primeiro plano. De renovação em renovação, este é daqueles vinhos cujas garrafas parecem mais pequenas.
Tinto clássico português, sem medo nenhum de cave. Delicioso. Vinho à Francesa, fora de modas e com personalidade bem vincada. Não faz favores a ninguém e não se veste nem de madeira, nem de excessos de fruta doce e madura. E ainda bem.
Pela prova que este deu, 11 anos após a safra, vou comprar mais 2 ou 3 caixas do actual, e feliz aguardar mais uma década para as provar.


Provador: Mr. Wolf

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ferreira LBV 2008




Características diferenciadoras: Potência e elegância

Preço: 12.98

Onde: Continente/ Pingo Doce

Comentário: Foi há cerca de 15 anos atrás, com os Vintages Ferreira, que me iniciei no mundo das categorias especiais do Vinho do Porto. Paulatinamente fui descobrindo outras marcas e os Ferreira começaram a ficar um pouquinho para trás; achava-os muito doces e com muita fruta. No ano passado retomei os Ferreira pelo LBV de 2007. Gostei. Este ano voltei, desta feita pelo LBV de 2008 e … gostei muito! Um vinho cheio de personalidade, distinto e elegante. Muito cheio mas também muito educado. Uma fruta muito certinha, animada por uma excelente acidez, torna a prova irresistível. Excelentes taninos asseguram-lhe vida longa em cave. Para mim, está extraordinário assim mesmo. Gosto muito de o beber a acompanhar chocolates e/ou queijos secos poderosos. Extraordinária relação qualidade/ preço.

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 28 de outubro de 2012

Esporão Reserva Tinto 2009

Característica diferenciadora: Consistência e fruta

Preço: 15€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: Sempre sinal de qualidade. Esporão Reserva, Tinto ou Branco, são dois rótulos que normalmente não enganam o consumidor. Não têem medo de cave, e normalmente quando saem para o mercado estão bons para beber logo. E assim é este de 2009. Cor retinta, nariz de muita fruta madura, ameixas pretas e ginjas. Na boca é redondo. Cheio, doce e com calda de compota de frutos vermelho escuro. Certinho na acidez, ideal para carnes grelhadas e muito bem feito. Excelente produto, que além de muito bom e consistente ao longo dos anos, tem uma distribuição "planetária" de fazer inveja. Parabéns ao Esporão.
Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2000

Característica diferenciadora: Casa Ferreirinha

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17

Comentário: A última de muitas que viveram felizes na Garrafeira, e tanto se divertiram conosco à mesa...agora, só eventualmente 1 ou 2 magnums...
Provada a última vez em 2010 ( http://winepenacovameeting.blogspot.pt/2010/01/vinha-grande-2000.html ), pelo sim, pelo não, decantou-se. Abrir uma garrafa com a história que estas antigas Vinha Grande têem, não é todos os dias...rolha impecável!

Limpíssima a cor. Grenat vivo. Muito, mas muito ligeiros laivos "atijolados"... mas é preciso procura-los bem.
Nariz Ferreirinha evidente. Logo. Muito ao longe, Barca Velha, sim. Reza a lenda que os Vinha Grande produzidos na Quinta do Seixo estagiavam em barricas usadas de Barca Velha. Não faço ideia. Mas que tem semelhanças no aroma, tem.
Aromas de fruta pisada, escura, ameixas em passa seca. Evolui para aromas mentolados. Erva doce, sim, bolos de erva doce. Mas o característico "Ferreirinha" está lá... não sei é descrevê-lo.
Boca muito clean. Impressionante o discrenimento que este vinho tem após 12 anos. Ligeiras notas de lagar de azeite, mas nada cansado, pelo contrário, este é daqueles vinhos que cresce muito quando é decantado. Especiarias, pimenta preta. Obviamente não tem a concentração de cor e acidez dum vinho novo (3-5 anos), mas discute estrutura e persistência com muitos que se encontram hoje a preços bem mais caros. Curiosa a semelhança de notas aromáticas com alguns Redomas... pelo menos a mim fez-me essa associação. Redoma, é só um dos vinhos mais característicos da personalidade que eu reconheço como Douro. Puro e duro. E encontra-se neste Vinha Grande também isso. Rijos como o aço e com acidez qb. Não têem a longevidade dos típicos Baga, mas possuem uma largura de banda de consumo bem mais rápida a ser atingida e que também dura, e dura, e dura...

Está excelente. Quem as tenha, se estiverem bem guardadas, aguentam-se bem uns bons anos ainda. Para já, está excelente dentro do perfil. Muito bom.













Provador: Mr. Wolf



domingo, 14 de outubro de 2012

Duas Quintas 2010

Característica diferenciadora: Respeito... é um verdadeiro Cavalheiro
Preço: 8€

Onde: Distribuição
Nota pessoal: 16

Comentário: Ora bem...Duas Quintas é de facto um Cavalheiro intemporal. Há décadas "vestido" de forma bastante semelhante, tem sido vitima do seu próprio sucesso. Porquê? Porque como não é novidade ser bom e haver sempre disponível, normalmente não as aguentamos muito tempo na cave... falo por mim... e depois, quando encontro umas com 4, 5 ou mais anos, delicio-me. Enfim. Desta vez, na Feira dos Vinhos obriguei-me a comprar uma caixa, provar uma e guardar as restantes.

Duas Quintas tem sempre um perfil semelhante. Um Douro com carácter e que aprendeu a adaptar-se aos tempos modernos. Cor rubi de mediana concentração, taninos muito certinhos, fruta "calibrada", mas boa. Acidez ligeira, e essencialmente muito equilíbrio. Não é vinho para guardar 10 anos, na minha opinião, mas bebe-lo de repente ou só ocasionalmente é um erro. Um erro porque é uma excelente companhia para a Cave do dia em casa...

Este de 2010 não falha. Sem excessos, sem vincos de madeira muito expressivos, ideal para carnes vermelhas grelhadas, ou massas sem excessos de queijo. Boca muito equilibrada e concentração média, mas está bem assim.
Provador: Mr. Wolf

Quinta do Cachão Colheita 2010

Característica diferenciadora: Potente
Preço: 3,99€

Onde: Distribuição (esta comprada do El Corte Inglés)
Nota pessoal: 15,5

Comentário: Escuro na cor. Rubi denso e escuro. Nariz de fruta silvestre, sem estar muito madura. Fechado ainda. À medida que respira, ganha aromas de amêndoa amarga... aroma floral também presente. Ligeiras notas de aromas lácteos.
Na boca é bastante denso, cheio. Balsâmico, especiado e bastante "cheio". Bom vinho. Persistente e continua com frutos secos. Bom vinho a excelente preço. Interessante guardar 3 ou 4 anos a ver como evolui.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Soalheiro 2011

Característica diferenciadora: Elegância
Preço: 9€

Onde: Distribuição em geral e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Naturalmente excelente. Ligeiro ainda no amarelo palha. Bebido a seguir ao Soalheiro 2008. Diferente. E já significativamente diferente das garrafas de 2011 provadas há 3 ou 4 meses atrás e comentadas no blog. Menos ananás, menos frutado, mas a ganhar músculo. É duma delicadeza impressionante. Tem acidez que sobra, mas sem chatear nada. É delicado e parece "levezinho", mas deixa as papilas gustativas saciadas de experiências. Muito bom. Bebe-se já, mas deve deliciar nos próximos 10 anos.
Provador: Mr. Wolf



Soalheiro 2008

Característica diferenciadora: Qualidade e longevidade
Preço: 9€

Onde: Distribuição em geral
Nota pessoal: 17,5

Comentário: Bom... Soalheiro é Soalheiro. Vinho provado numa prova de Alvarinhos muito interessante. Por coincidência, tivemos um de 08 e 11. Este apresenta-se com uma cor amarela escura brilhante. Ainda com uma frescura muito boa e a ganhar alguma ligeira untuosidade. O que impressiona nos Soalheiros é a persistência que os vinhos têem à medida que envelhecem. A oxidação que a cor aparenta não tem nada a ver com a leveza, no melhor dos sentidos, que o vinho tem. Tem aromas de madeiras exóticas, alguma tropical, ligeiro e uma acidez de lima notável. Excelente.
Provador: Mr. Wolf