Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta Preço: Mais de 40€. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Preço: Mais de 40€. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de abril de 2015

Quinta do Monte D´Oiro Syrah 24 2007


Característica diferenciadora: Carácter

Preço: 50€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: O grande problema deste vinho é que nunca vou conseguir beber este vinho com 10 anos. É a 3ª garrafa de 2007 que tenho o prazer de beber... todas diferentes no estado de maturidade, a crescerem claramente em cave, mas iguais na distinção e qualidade. É um dos grandes vinhos que nasceu em Portugal na última década.
Esta acompanhou-nos na noite da Consoada.
Aberta com o devido cuidado, a cor está rubi, antecipando um vinho muito vivo e vibrante.
Aromas iniciais de azeitona (da boa) esmagada, verde e limpa... Carácter aromático evidentemente sedutor e com propriedade magnética... pois o nariz tem dificuldade em afastar-se do copo!
Decantado... surge a acidez de oiro, que proporciona ao vinho tridimensionalidade e volumetria. Deixa de impressionar só pelos aromas e pela entrada de boca, mas também pelo final estrondoso que tem. Peculiar equilíbrio entre acidez e doçura, muito difícil de encontrar e fantástica tenacidade e vigor.
Aromas que abrem os sentidos, com calda de fruta em extraordinário equilíbrio com notas de ervas aromáticas ao "fundo".
Boca de sonho. Acidez com fulgor crescente. Equilíbrio e suculência. Muita amplitude e mais importante de tudo... sabe muito, muito, muito bem.
Vinho top! Duma vinha que certamente se tornará mítica nas próximas décadas.
Provador: Mr. Wolf



Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000

Característica diferenciadora: Baga & 15 anos




Preço: 40€



Onde: El Corte Inglés eventualmente

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Que dizer dum vinho com 15 anos que quando se deita no copo está literalmente preto e opaco? Não se diz nada. Arregalam-se os olhos! E agradece-se ao Universo o estarmos no mesmo sítio e na mesma hora que aquela garrafa se abriu.
Aromas fechados ainda balsâmicos, ligeiramente mentolados. Muito sério, com fruta escura, mas são as notas balsâmicas que predominam.

Na prova de boca é magnífico.
Muito denso, larguíssimo no alcance imediato e com o equilíbrio que só os grandes vinhos conseguem ter.
Ao contrário do que é comum actualmente na maioria dos vinhos, este vinho cresce em garrafa. Literalmente.
Aqui não há amaciados de barrica, nem massagem nos taninos... Não. Há que esperar pelo tempo certo. Mas quando o tempo chega, é inalcançavel através de "festinhas" como actualmente se faz. E a Baga presta-se como poucas castas a crescer com o tempo. Que vinho! É muito, muito, muito bom. É um vinho para qualquer mesa do mundo.
Para qualquer apreciador de vinhos, que saiba que vinho não é só o estilo contemporâneo com ares de sugus de fruta, ou laivos de caramelo e baunilha, doces, com Madeira a pontapé, e suculentos. A suculência deste Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000 vem da qualidade genuína e do tempo, duma forma que do os dois conseguem produzir... Claramente no pódio dos vinhos do ano de viragem do século. Curiosamente, o outro é Baga também e o outro - no meu pódio, naturalmente - é Barca Velha. 

Um prazer.



Provador: Mr. Wolf



domingo, 31 de agosto de 2014

Clos Mogador 2010


Característica diferenciadora: Sumptuosidade

Preço: 60€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Clos Mogador é "só", um dos melhores vinhos que se produz em Espanha... velho conhecido, só não costumo estar mais com ele pois a sua companhia sai muito cara... ou melhor, custa muito dinheiro...mas é sempre um prazer!
Como excelente vinho que é, acompanhou-nos para um excelente jantar de amigos, e serve apenas para prova "ao de leve"... 
Pareceu-me ser de perfil diferente dos de 03, 06 e 07 que tive a felicidade de provar nos últimos anos... mais subtil e a precisar de cave.
Cor tingida de negro violáceo...Cheiro de fruta escura, muito especiado, fumado e  tinta da china. Na prova de boca é denso, opulento, e com taninos de felino: afiadíssimos.
Quando repousa um pouco no copo, circunstância pouco comum, pois é daqueles vinhos que tende a desaparecer rapidamente dos copos, os aromas da infância das canetas Molin evidenciam-se. 
Secura e delicadeza, muita finesse, e taninos particularmente aguçados... e não deu tempo para muito mais, pois neste magnífico jantar as outras garrafas também gritavam por nós e a conversa era muito boa!
Mas havemos de nos voltar a encontrar! Para já, a breve nota para a memória... e quem queira comprar um excelente vinho e gastar 60€, é ir ao Gourmet do El Corte Inglés e seguramente faz uma excelente surpresa.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 19 de janeiro de 2014

Quinta do Monte D'Oiro Reserva 2003


Característica diferenciadora: Elegância e tenacidade.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Escolher os vinhos para a Ceia de Natal não é fácil... escolher um vinho para a Ceia de Natal onde também vamos abrir Barca Velha, obriga a redobrada atenção... mas após alguma reflexão, um Quinta do Monte D´Oiro Reserva não comprometerá seguramente. Arrisca-se mesmo a ser protagonista.
Este de 2003 gosto especialmente. O facto de ser de 2003 induz em erro... pode pensar-se nalgum cansaço e "atenuado" pela idade... mas não!
Aberto com parcimónia e protocolo depois de repousada ao alto por 2 dias. Rolha imaculada, de vitrine!
Cor impenetrável ainda, escura e bastante límpido.
Aromas imediatos a lembrar azeite... profundo no entanto e muito balsâmico. Algum chá e ervas secas e depois de respirar um bom bocado, ligeiro doce. Aromaticamente está muito bem.
Na prova de boca é extraordinário na cremosidade e untuosidade com que se apresenta.
A estrutura que o vinha ainda apresenta é estrondosa. Elegante, mas cheio de tenacidade. Os taninos e a acidez estão tão muito bem, vivos e a fazerem-se a sentir ainda sem nunca chatear.
Fruta ténue, com predominância de especiaria e ligeiros aromas terrosos. Picante no palato e impressiona pela persistência final repleta de intensidade. 
É um excelente vinho em que todas as sensações quando se bebe é de equilíbrio e muita suculência. Nada de exageros, nada de "falta-lhe" o que quer que seja... é muito bom tal qual o vinho está... a questão é que é assim desde que saiu para o mercado, apesar de nos primeiros anos ser ligeiramente mais "vincado" nos taninos e mineral.

Puro prazer e 10 anos são 10 anos. É quando um grande vinho se mostra a sério.

Provador: Mr. Wolf


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Barca Velha 2004

Casa Ferreirinha Barca Velha 2004
Característica diferenciadora: Opulência, equilíbrio, intensidade. Majestosa harmonia.

Preço: 200€

Onde: Garrafeiras especializadas e restauração

Nota pessoal: 19.5


Comentário:  Escrever sobre a experiência de beber Barca Velha é para mim sentido como uma responsabilidade e previlégio.
Não é uma referência mundial no mundo dos vinhos que custe 3 ou 4 ordenados mínimos nacionais como vários vinhos Franceses custam... Não cura doenças como muitos dos princípios activos aplicados na indústria farmacêutica...Mas é um símbolo de orgulho nacional.
É uma das marcas de maior retorno e awareness das quais nos podemos orgulhar, não por estruturas de marketing agressivas, mas por ser a prova viva do sonho de um Homem, cujo carisma permitiu que o seu objectivo fosse executado de forma exímia por outros Homens da sua época e perpetuado por décadas.
O sonho de Fernando Nicolau de Almeida de ter um vinho de mesa de referência em Portugal na década de 50, quando as uvas pagavam-se era a produzir vinho do Porto, concretizou-se em 1952. E continua vivo. Assenta o seu sucesso na procura da qualidade superior, acção de tentarmos fazer o melhor que sabemos e darmos tudo de nós nas pequenas coisas que fazemos para produzir este vinho. Não li em lado nenhum, mas imagino que seja assim o espirito. Eu tenho muito respeito e admiração... Muito mesmo, sobretudo por aqueles que ainda hoje acreditam e aplicam a metodologia necessária para exprimir de forma tão suprema a qualidade das uvas e o esforço "das gentes" para o produzire. Vénia.

Uma nota também para quem é responsável pelo acompanhamento enológico. É necessário ser-se muito humilde e extremamente competente para continuar a aventura de Fernando Nicolau de Almeida como José Maria Soares Franco fez e actualmente Luis Sottomayor continua. Seguramente cada um destes actores acrescentou e acrescenta um pouco da sua vida a este vinho, mantendo a tradição viva ao mesmo tempo que o respeito pelo terroir o mantém contemporãneo. E um reconhecimento também à Sogrape por respeitar os pergaminhos do Barca Velha e permitir que se continuem a produzir, investindo e respeitando a marca.

Dito isto, foi com muita satisfação que retirei uma garrafa de Barca Velha 2004 para estar presente na Ceia de Natal este ano. Satisfação e confesso algum receio. Acho que foi o meu presente de Natal a mim mesmo... que é partilhar com quem nos é mais próximo e querido.

Barca Velha impõe respeito... facilmente influencia opiniões só pelo rótulo, para o bem e para o mal... por isso mesmo e felizmente como cá em casa normalmente bebe-se bom vinho, independentemenmte da origem ou preço, não há a preocupação ansiogénica dos convivas de saber o que se vai beber... há um conforto e confiança que será bom e a seu tempo descortinar-se-á, sem estar no centro das atenções. Foi o que aconteceu.
Foi o 2º tinto a ser servido durante a Ceia de Natal. Naturalmente que depois de ouvir as reacções, no seguimento do vinho anterior de muita satisfação também, resolvi em jeito de comentário informar "olha, este é o Barca Velha de 2004 que ainda não tinha provado...", sem sofismas e com um franco sorriso de estar a partilhar o vinho com a família.
Mas confesso que existia o receio de o perfil do vinho ter mudado e não ser próximo daquele que em meu entender foi dos mais míticos anos que provei Barca Velha: 1995. É sem dúvida a minha referência.
Tinha receio que se tivesse alterado. Estava na realidade diferente em 1999 e o de 2000 só o provei uma vez. Mas este não estava diferente da minha referência de Barca Velha. Era apenas mais jovem este de 2004... mas para quem gosta, e eu tenho a sorte de gostar deste perfil, este tem tudo de Barca Velha. Fiquei feliz. Muito feliz.

Quem procura vinhos escuros e densos, aromaticamente exuberantes, não gaste dinheiro em Barca Velha. 
Pode comprar 5 ou 6 caixas de vinho com o preço duma garrafa e tem mais sensações de adrenalina. Aqui é mais serotonina.

Rubi muito bonito de opacidade média. Muito brilhante, lustroso.
Aroma Ferreirinha, mas ao contrário do que costuma ser mais "clássico", este está muito quente e envolvente...Mais do que é habitual. Guardo muito boas memórias de 1995... É o mais parecido, na minha opinião, com este. Ainda bem. Mas a minha experiência com Barca Velha é parca... Apesar da maravilhosa prova vertical que efectuamos há 4 anos atrás, essencialmente porque em redor das garrafas estava um bom grupo de amigos... mas de resto, só esporadicamente o bebo. Mas este imediatamente transportou-me para essa noite em que provámos 8 anos à mesa com 8 amigos.
Aromas de sedução pura, num misto de ervas quentes... aromas quentes de verão de alfazema. Extremamente delicado, profundo e especiado também. Nada de notas de álcool, muito persistente onde nada está em demasia nos aromas. Dá vontade de "aspirar" o vinho com o nariz... se tivesse de o efectuar alguma vez e pudesse escolher, era com Barca Velha que experimentava,
Falsamente evoluído na entrada de boca, pois a acidez está lá. Pimenta branca, muita largura na prova, estonteante para os sentidos. Tem muita largura e muito comprimento. É a forma mais coerente com que consigo descrever a sensação. Mineral qb mas leve como o mercúrio.
Verde ainda...no limiar de "estar a ficar maduro", à medida que respira, ganha jovialidade. Pujante apesar de usar cetim no toque, tenaz, crocante nos aromas, crepitante na boca. Potentíssimo. Fresquíssimo, final muito longo e crescente. Novíssimo. 

À medida que evolui, manifestam-se com maior destaque aromas e frescura de ervas aromáticas, estilo lavanda. Muito fresco. Muito fino, ao mesmo tempo que muito complexo. No limite do quase doce, mas duma tonicidade e capacidade de refrescar o palato impressionante. Perdoem algum discurso estilo telegráfico, mas o vinho é assim. De forma telegráfica, produz-nos sensações extremamente claras, clarividentes, e deliciosas... nunca usei, mas se comparasse com um telegrama, seguramente seriam boas notícias.
O que o distingue da grande maioria de grandes vinhos que produzimos em Portugal é que o vinho nunca cai durante a prova em momento nenhum. É como se fosse um motor (potente) dum carro, que disponibiliza a muita potência que tem, de forma sempre muito progressiva mas sempre potente, com binário desde a rotação mínimo até à máxima. No entanto, sem o mínimo solavanco. 

Sempre lato nas sensações que produz, vasto na persistência e muito, muito, muito equilibrado. Se atentarmos no pormenor de ter 9 anos... calibra-nos o nosso imaginário de longevidade nos vinhos. É impressionante.
Fruta vermelha densa, muita frescura balsâmica, especiado qb e os 16 meses de barrica que estagia... nem se dão por eles, tão plena que é a integração no vinho da barrica (75% barrica nova e 25% usada)
Na minha opinião ainda está a "arrefecer"... a "apurar"... vai seguramente melhorar muito nos próximos anos.
É talvez dos melhores Barca Velha que já bebi... Mas felizmente ainda não bebi muitos. Sou novo... Mal seria. 

Este lote segundo a informação que investiguei na ficha técnica é composta por 40% de Touriga Nacional, 30% Touriga Franca, 20% Tinta Roriz e 10% Tinto Cão. Escolhidas as melhores uvas de diferentes altitudes do Douro Superior, cachos colhidos à mão e desengace total. Vinificado na sofisticada adega da Quinta da Leda, seguiu todo o preceito como se pode imaginar de cuidado loteamento, provas obsessivas na busca dos melhores equilíbrios antes de engarrafadass, até que segue em descanso para lançamento no mercado onde é possível compreender o porquê de se provar colheitas sempre com mais de 7-8 anos, mas que resultam em tanta harmonia.As que não se aproximam da perfeição... ficam Reserva Especial! Que também não é nada, nada mau.

Acabei bem o difícil ano de 2013. Entro em 2014 a escrever para que seja bom prenúncio.

Provador: Mr. Wolf









domingo, 8 de dezembro de 2013

Quinta do Vale Meão 2008


Característica diferenciadora: Equilibrio e envolvência.


Preço: 55€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Quinta do Vale Meão é naturalmente sinal de qualidade e uma das bandeiras do vinho do Douro e de Portugal além fronteiras. É com satisfação que conseguimos ver a consistência das apreciações que a Wine Spectator atribui a este vinho Português, sabendo no entanto dar o devido valor a isso. Ou seja, é bom pelo reconhecimento além fronteiras, pela adequação ao perfil que o consumo da especialidade mundial aprecia e pelo retorno financeiro e de construção de marca - também da marca "Douro"- que significa.
Por isto tudo, são importantes os "galardões" das revistas internacionais. De resto, para nosso barómetro, não. Não precisamos ler a WS para quando pomos o nariz num copo de Vale Meão compreendamos logo que o vinho é extraordinário!
Passando então à prova deste de 2008!

Nariz com barrica expressiva de muita qualidade. É incontornável referir que de facto a barrica em que este vinho estagia acrescenta muito vigor aromático, sem se sobrepor no entanto ao vinho na prova de boca. Não é fácil.
Vinoso, marcado ligeiramente ainda pela barrica, emergem de seguida notas florais e cedro. O nariz é muito bom, muito expressivo e vincado. Não é propriamente "elegante" no nariz... mas como é bom, admite-se.
Boca muito elegante, muito fino e polido. Marcado por Touriga nacional, muito bem no entanto na boca. Eu não aprecio muito a expressão tradicional da Touriga Nacional... são mais as vezes que me enjoam do que as que me fazem desejar! No entanto, neste caso está no limite superior do tolerável e do floral.
Na minha opinião, dos melhores anos de Vale Meão.
Extremamente elegante, fruta estilo cereja sem estar muito madura, nada cansativo e ainda a crescer garrafa. Acidez presente e taninos moderados.
Final longo. Notas finais persistentes ainda "amendoadas"... mas faz parte do estilo Douro Superior, onde o Vale Meão é sem margem de dúvidas o melhor exemplar que podemos mostrar desse património tão importante para nós.

Excelente.

Provador: Mr. Wolf


Giorgio Primo La Massa 2007


Característica diferenciadora: Um "super Toscano" galardoado com 97 pontos na Wine Spectator por si parece-me que chega... mas tem muito mais!

Preço: 70€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Ora aqui está uma estreia nossa, tardia, num Super Toscano!
Começamos bem... vinho do momento em Itália no ano de 2009, consagrado pela pontuação distintiva da conhecida revista Wine Spectator... resolvemos abrir e provar depois da "poeira assentar", como se costuma dizer.
E é aqui que chegamos... e 2013 onde resolvemos provar no nosso encontro anual em Penacova, focados em vinhos essencialmente com 5 ou mais anos.

Nariz peculiar a assegurar continuidade à cor e espessura do vinho. Muito escuro ainda, sem grande vivacidade no rubi, mas destacado na viscosidade com que se agarra ao vidro do copo... quase que caramelizado na opacidade. 
Bomba aromática cheia de ervas secas, azeitona e uns fantásticos toques de rosmaninho. Impressionante o nariz. Impressiona pela diversidade e contraste. Pela intensidade de aromas mais terrosos e ao mesmo tempo frescura de erva aromática. Muito giro.

Boca assombrosa! Pujança, cremosidade e equilíbrio.

Falsa acidez escondida, taninos vigorosos mas envoltos em veludo. Muito, muito polidos e ao mesmo tempo vigorosos. 
Muito diferente do que se produz em Portugal. O que é bom, para os dois países.
Muito potente. Volumoso e opulento. Cala-nos pela "diplomacia" com que nos agarra.
Muito encorpado mas extremamente elegante. É na dinâmica de volume e profundidade com delicadeza e acetinado que o vinho sobressai.
Memorável e muito, muito bom.
Blend com Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot, está para durar.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Quinta do Côtto Grande Escolha 1995


Característica diferenciadora: Grandiosidade.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas... e particulares.

Nota pessoal: 18


Comentário: Vinho absolutamente mítico da década de 90... símbolo de qualidade inquestionável, exímio estandarte dum perfil de Douro já transformado, de vinhos grandiosos, rústicos e cuja rusticidade só era aceitável em virtude de a qualidade ser extraordinária. 
Lembro-me perfeitamente da textura aveludada e ao mesmo tempo rústica que estes vinhos tinham. Bebi vários Quinta do Côtto (sem ser Grande Escolha) de 1997 que era fenomenal. Infelizmente hoje são diferentes. Felizmente ainda existem garrafas como esta, em excelentes condições para as provar!
Não era perfeito, nem tinha perfil para agradar a todos os consumidores... nada disso. Nem grandes preocupações relacionadas com preços... este, especialmente, era "caro como fogo"!
Era um vinhão, cheirava a vinho a sério e tinha muita força. Marcava a prova... lembro-me das sensações quando tive as oportunidades de as provar... só comparável, para mim, a alguns Tapado do Chaves antigos, também eles cheios de personalidade, marcantes, diferentes. Nostálgico e triste, quando provei  uma de 2001 e achei que nada tinha a ver com estes magníficos Grande Escolha da Quinta do Côtto...

Bom... temperatura adequada, rolha retirada com dificuldade... garrafa apontada ao copo. Cor de iodo escuro!

Nariz com fruta pisada, estranhamente a puxar para pêras e alguma fruta confitada.
Não está límpido nem cristalino. Longe disso. Está ligeiramente turvo com algumas notas metálicas, no nariz e na boca. Não é de todo um vinho perfeito, mas é dos defeitos que emerge o seu grande carácter.
Clássico, mineral, notas de couro e estevas secas. Muitas. Boca muito harmoniosa. Muito, muito, muito elegante. Não é para agradar a todos 18 anos depois... tal como em jovem. Pode ser pura e simplesmente ignorado, ou pode ser vinho de culto. Volto a repetir... Este, de 1995 está fiél a sim mesmo, grandioso e elegante. 
Final muito longo, fresco e com notas cítricas, espicaçadas por uma acidez ainda presente. Dá prazer beber? Dá!!! Muito! É bom? É!!! Muito.
Enerva pensar porque é que actualmente não há vinhos assim... 12,5% de graduação alcoólica, fiel ao ano e só terroir... Da região de Mesão Frio, que nem é das minhas preferidas do Douro. Mas é uma pena... Hoje em dia, os vinhos saem quase todos os anos iguais... Estes não! 
Mas quando saem (ou saíam) bem, são imortais. 
Muito especiado, entrada momentanea na boca ainda rude, mas final longuíssimo e persistentemente elegante. Nada enjoa, nada está em demasia. Bebe-se com prazer, sem nunca enjoar, pesar, nada... respeita-se o seu tempo e as suas limitações, e sabe muito bem, que é o que fica na memória... agora, como há 18 anos atrás.

Os meus parabéns caro Miguel. Gostava que conseguisse produzir na sua Quinta vinhos outra vez semelhantes e com este perfil.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Taylor´s Vintage 2003



Característica diferenciadora: Pujança dos taninos (assegurando uma longa vida em cave)

Preço: 70€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17 (facilmente esta nota subirá. Daqui a 10 anos, quando este vinho se abrir ao Mundo, a pontuação será bem diferente e bem mais elevada)

Comentário: Esta foi a minha primeira vez com um Vintage clássico da Taylor´s! Expectativa elevada, não estivéssemos a falar de um ano de muito boa memória para o Porto Vintage, como foi o de 2003.

Tendo em conta que, nos Vintage novos, a fase dos 10 anos pode ser um bocadinho ingrata, decidimos que o tínhamos de arejar bastante por forma a contrariar a tendência natural de “fechado para obras”.

Assim, no início do almoço, o vinho foi decantado cuidadosamente, e logo aí deu para ver uma bonita cor escura mas não opaca, com uns tons rubi muito bonitos.

Deixámo-lo a descansar durante cerca de três horas e fomos “atacar” um Bacalhau Espiritual que acompanhou lindamente um Cartuxa branco de 2011 que, diga-se, en passant, está num momento de forma extraordinário! A boa fruta madura, bem como o corpo cheio e cremoso que o vinho apresentava, ligou lindamente com as das natas do Bacalhau Espiritual.

… mas a nossa cabeça continuava no Taylor´s …

Entretanto, começaram a chegar à mesa os queijos e os doces e a inquietação foi crescendo, até que … as primeiras gotas começam a cair nos nossos copos.

Este 2003 apresentou, tal como descrevemos em cima, uma cor escura mas não opaca, que nos fez lembrar “sangue de boi. No nariz, o vinho apresentou-se, tal como esperávamos, fechado, pouco claro, com algum floral, fruta preta fresca em fase de transição e nuances de Bolo Madeira. A boca é cheia e poderosa, sem ser esmagadora, onde se descortina facilmente uma nota vegetal e um conjunto absolutamente monumental de taninos de uma fineza desconcertante. O final é longo mas não é, ainda, extraordinariamente complexo.

Este já foi um grande vinho com toda a certeza, há-de vir a ser um Vintage monumental, mas, neste momento, é apenas um muito bom vinho com um potencial colossal!

Provador: Bruno Miguel Jorge

sábado, 5 de outubro de 2013

Quinta do Monte D´Oiro Syrah 24 2007


Característica diferenciadora: Elegância.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Syrah 24 da Quinta do Monte D´Oiro é um dos meus vinhos Portugueses preferidos. Essencialmente porque é muito bom e sabe muito bem, desde a primeira à última gota.
Cor ainda impenetrável. Escuro, limpo, com tons rubi escuro.
Aromas de fruta encarnada, estilo morangos. Sem muita doçura, mas muito expressivos.
Na prova de boca é muito interessante a delicadeza e a leveza que o vinho tem. Parece sempre que "vai acontecer qualquer coisa", mas não vai. Está lá tudo na devida proporção e extremamente bem equilibrado. É impossível enjoar deste vinho.
À medida que o vinho "respira", ganha incríveis notas aromáticas de alfazema e alecrim. Eu acho que o que define este vinho é a delicadeza e aptidão para nos surpreender com a expressividade aromática que tem, ao mesmo tempo que é ímpar na forma harmoniosa com que nos silencia quando se prova na boca.
Como excelente vinho que é, apesar de 6 anos, está em crescendo evidente. E isso vê-se ao longo da prova. Necessita de tempo. Seca ainda a lingua, o que é agradável pois garante alguma frescura, muito difícil nesta casta onde facilmente as notas de cacau e afins se sobrepõem ao conjunto. Nesta caso não. Ligeira azeitona, pimenta preta e "umas pitadas" de pimento, que nada chateiam.
Estrutura muito boa, assente em taninos finos, barrica de muita qualidade sem marcar a prova e fruta estilo morango e em alguns momentos de ameixas escuras, doces... mas sempre sem cansar nada.

Muito, muito bom.

Pimenta preta e ligeira pimento no final.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 7 de setembro de 2013

Pato D´Oiro 2010


Característica diferenciadora: Luxo em garrafa.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Escrever sobre um vinho produzido por Luis Pato e José Bento dos Santos é mais ou menos como escrever uma fábula sobre imaginar o que seria uma acção de altruísmo acordada entre Mahatma Gandhi e a Madre Teresa de Calcultá. 

Para quem gosta de carros, talvez se aproxime ao que seria guiar um carro que tivesse a longevidade dum Mercedes, com o estilo, design e condução dum Porsche e o rugido num Ferrari sempre que se ultrapassasse as 4000 rpm. 

Para os mais fúteis amantes de futebol, era um team  onde alinhava o Preud´homme na baliza, o Baresi na defesa, o meio campo com Ronaldo, Messi, Maradona e Pelé a servirem Puskas e Eusébio soltos na frente. A restante constituição da defesa, como compreendem, é indiferente.

Do ponto de vista intelectual era ter uma soirée numa mesa octagonal com Joana D´Arc, Freud, Churchill, D. Afonso Henriques, César, Pasteur, Casanova e o Ricardo Araújo Pereira para mediar a discussão. Numa sala ao lado, estaria o Dali e o Fernando Pessoa para quem quisesse ouvir um chill out com o James Douglas Morrison na mesa de mistura.

Bom... estas metáforas são excentricidades que nem o Euromilhões pode satisfazer tamanho capricho. Mas encher uma garrafeira deste vinho, sim, quiçá seria possível.

Parece-me que está esclarecida a admiração que tenho por estes dois Produtores. Mais do que pela qualidade com que os vinhos saem para o mercado, mas mais, muito mais... pela qualidade superlativa que se exponencia à medida que os anos passam na garrafeira e provamos garrafas antigas.

Foi mais ao menos embuído neste espírito curioso por natureza com que retirei a rolha a uma garrafa destas este ano. Sou precipitado, é verdade, mas gosto de opinar com conhecimento de causa.

Barrica excelente!
É expressiva? É. Cansa? Não.
Porque é que é boa? Porque nos faz reavaliar a nossa própria ideia de boas integrações de barrica em vinho. Reposicionamos todas as memórias que já temos sobre vinhos e respectivo "casamento" com madeira. Quando assim é, a civilização avança.

Muita fruta silvestre no aroma, doce e concentrado.
Ao mesmo tempo que tem estas  nuances aromáticas deliciosas e mais joviais, mostra-se sério...muito sério, com a barrica acentuada mas, mais uma vez, magistralmente integrada.
Fruta silvestre persistente. Lácteo ligeiro.

E, posto isto, passam-se vários minutos. Em vez de levarmos o copo à boca mal aterra no copo, sacia-se só com o nariz.

A cor é amora escura, opaco. Brilhante... não, lustroso. Tem brilho na sua textura.

Uns bons 15 minutos depois, prova-se!

Boca fantástica, avassaladora.
Muita intensidade, cremoso e muito, muito elegante. Ao ponto de, se pega na moda, na próxima Moda Lisboa (passe a redundância), a imprensa caracteriza algumas colecções como irreverentes e outras, as que trazem uma nova dimensão ao impacto da vulgar "elegância", como: "... a colecção de determinado criador é marcada por muito Pato D´Oiro". É uma patamar diferente de "elegância".

Acidez presente e taninos extremamente bem polidos, conferem à prova de boca sinal evidente do músculo que este vinho tem, e terá!
Fesquíssimo, luxuoso e cheio de pormenores. Muito guloso. Fruta silvestre, encarnada, viva,  a comprovar as notas aromáticas e final muito longo. Sempre muito elegante.

O vinho imediatamente mostra a sua musculatura atlética, fora de modas, mas contemporãneo. Tem acidez e ao mesmo tempo a suculência da fruta que poucos conseguem alcançar e a maior parte nem ambiciona, pois não sabe que a suculência está para o mel como o frutado está para o caramelo... e são ambos doces.

O equilibrio entre a acidez e vivacidade e a suculência aportam à prova uma dimensão muito diferente do que se produz em Portugal.
Coerente ao longo da prova, sempre a crescer em termos de vivacidade, intensidade, é daquelas garrafas que parecem nos provocam ilusões, ou seja, alteração ao nível da percepção sensorial, nomeadamente da vista e tacto, pois a garrafa assemelha-se a ter 0,75l, mas dura muito menos que as "outras", e no mínimo bebia-se o dobro, até à última gota.
Mineralidade presente também e muita finesse.

Não estou surpreendido, pela admiração já reconhecida. Estou estupefacto pela sensação que tive.
É das experiências que marcam, pois sabem muito bem.
Muito prazer em partilhar esta garrafa com ilustres amigos e entusiastas deste mundo de experiências que é o vinho. Talvez tenha ajudado, no entanto, acho que quando voltar a beber uma garrafa, se a beber sozinho saber-me-á extraordinariamente bem também!

Seguramenta na imprensa profissional se esclarecerá a origem deste vinho, as castas, o porquê de ter sido produzido, etc... também o sei. É é de louvar.
Mas neste caso, o texto é muito mais para agradecer e homenegear do que para caracterizar.

A minha humilde homenagem e obrigado ao Engº. José Bento dos Santos, ao Engº. Luis Pato e respectivas equipas que articularam ideias, executaram e engarrafaram este vinho.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Zambujeiro 2005


Característica diferenciadora: Volume, elegância e Alicante Bouschet de sonho.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Quando nada o fazia prever num jantar simples... chegou-nos à mesa esta garrafa, impecavelmente guardada nos últimos anos.
Uma estreia, visto que só tinha tido o prazer de provar o mítico ano de 2001.

Retira-se a rolha... vislumbramos uma bonita cor rosada escura muito homogénea no carimbo da rolha!
Aponta-se a garrafa ao copo...o vinho impressiona logo pelo lustroso e escorreito rubi escuro.
Dada uma única volta no copo, os aromas colocam os sentidos... em sentido. Extremamente sedutor, com aromas especiados e doces, misturado com aromas de azeitonas verdes. Barrica de excelente qualidade, muito bem integrada no conjunto, sem marcar, mas a cumprir a função de prolongar complexidade e profundidade aromática. Fantástico.

Prova de boca extraordinária. Vinho muito "cheio", guloso, volumoso que no ataque à prova mostra-se imediatamente como ele é. É excelente.
Vigoroso na concentração, é bastante "aveludado" nos taninos, que estão bem presentes e a mostrar que temos aqui Alentejo para muitos anos. Muito redondo, muito "comprido", é realmente um vinho que se "mastiga".
Apesar do seu vigor e concentração é ao mesmo tempo bastante equilibrado e termina de forma longa, mas bastante elegante. A excelente barrica onde estagiou acompanha a prova toda, desde os aromas ao final, onde está maravilhosamente integrada.
Marca do Alentejo vincada. Tem a marca do melhor que se faz no Alentejo e é um Marco para mim do que é o Alentejo. Fora de modas apesar de ser contemporãneo no perfil, não tem medo de usar e provavelmente abusar dessa maravilhosa casta (Alicante Bouschet) que quando é bem trabalhada, constrói a história do melhor que o Alentejo traz para a mesa... Excelente Alicante Bouschet. Lote com Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonês.
No perfil que falo, a par com Mouchão, não conheço nada que ombreie com este vinho.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Buçaco Tinto Reserva 1992


Característica diferenciadora: Buçaco

Preço: 50€

Onde: Garrafeiras especializadas, Niepoort Projectos... Palácio do Buçaco Hotel...

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Buçaco... temos sido felizes este ano e por diversas vezes temos provado diferentes anos, brancos e tintos. Este de 1992 estava em condições exteriores imaculadas. Rolha dificil, mas extraída completa sem mazelas.

Cor literalmente opaca! Sim, opaca. Sim, 21 anos de idade e a cor está opaca. Rubi ainda sem sinais cromáticos evidentes de oxidação. Naturalmente não é rubi de laivos encarnados... mas também não é castanho. Está muito bem.

Aromas iniciais de barro, poeira. Aromas secundários de casaco de peles com pêlo. Aromas muito focados nestes aromas que são finalizados por fruta. Morango maduro. A parte branca do interior dos morangos. Equilibrio, estrutura e força impressionante para 21 anos.
Muito aveludado na boca, deixando uma sensação de camurça muito macia e com acidez ainda para dar e vender.
Ananás em calda no final. Depois de respirar, surgem notas de café nos aromas. A prova de boca mantém-se firme na fruta de carácter mais ácido, mas muito equilibrado. Uma das características que marca os Buçaco é a coerência da prova, quer ao nível dos aromas e da prova de boca, quer da consistência desde o início ao final. É sempre de personalidade vincada e marca de facto quem tem a felicidade de os provar. Não é de meis tintas. Não tem máscaras de madeira. É vinho, cheira a vinho e tem seguramente defeitos... mas é muito bom.

Reza a lenda que os Buçaco são produzidos com Baga e Touriga Nacional... com vinhas da região demarcada da Bairrada e do Dão... não sei se é assim ou não, mas é muito bom.

É um vinho para qualquer mesa do mundo. Aromas de vinho a sério...Prova de boca arrebatadora. O tempo passa por este vinho, mas não o marca como a maioria dos vinhos. Não percebo porquê. Mas adoro.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 2 de junho de 2013

Quinta do Crasto Vinha da Ponte 2007


Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: 100€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Provado na companhia do Bruno e amigos, já documentado no blog pelo caríssimo Bruno!

Provar Quinta do Crasto é sempre bom. Ter a oportunidade de o provar num ambiente de amigos que apreciam vinho, é muito bom. Juntar estes dois requisitos e adiconar o "carimbo" Vinha da Ponte... é idílico.

Decantado a preceito, naturalmente.
Servido com parcimónia...Servido a 16,6 de temperatura, investigado no copo com ansiedade... foi mais ou menos assim...

Tentar manter uma prosa coerente e ligada sobre este vinho não é de facto fácil... pois o cérebro, enquanto escrevemos, pulveriza-nos com memórias gustativas e aromáticas impossíveis de descrever... por isso vou tentar:

Impenetrável na cor. Limpo, mas muito escuro.

Reservado de aroma inicialmente... a temperatura "faz-lhe" isto. Ligeiro bombom. 10 minutos depois...Voilá! Muito, muito perfumado.
Eloquente nos aromas.
Muita fruta vermelha, estilo framboesa. Com o passar do tempo, a fruta "amadurece", fica mais escura...Nariz muito vincado, especiado, químico... e sempre em constante transformação.
Marcado pela barrica, muito fina, perfeita.
Prova de boca muito aveludada, com concentração quanto baste, e muito equilíbrio entre a acidez, fruta e mineralidade.
Final absolutamente delicioso... Delicioso.

Do melhor que se produz em Portugal, sem sombra de dúvidas.

Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ultreia 2010


Característica diferenciadora: Perfil delicado e intenso.


Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas..

Nota pessoal: 18

Comentário: Uma estreia! É sempre com muita apreensão que se provam estes rótulos novos do caríssimo Dirk... procuro ir sem preconceitos nem expectativas... nunca sei se é um estilo Redoma, que muito gosto e admiro, ou um estilo Charme, que aprecio...
No copo maravilha logo pela vivacidade e destreza do jorrar...Rosado, média concentração... literalmente rosado!
Nariz de groselha... fruta muito fresca e encarnada, sem estar ainda madura.
Estive uns bons 5 minutos só a deliciar-me com os aromas... muito bom.
Boca redonda, fruta vermelha redonda, memórias imediatas de corneto de morango.
O vinho impressiona pela acidez e pelo final cítrico qb, frutado e com uma acidez camuflado e secura estonteante! Só pode melhorar em cave e vai seguramente ser um vinho de muita finesse e classe...
Muito, muito bom.
Finíssimo, delicado, acidez final brilhante.
Parabéns.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Batuta 2007



Característica diferenciadora: Frescura (impressionante)

Preço: 55 €

Onde: Garrafeira Nacional

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Este foi o último vinho servido no almoço onde se bebeu, Poeira 2008, Pape 2008, Chryseia 2009, Vinha da Ponte 2007, Ultreia 2010, Hexagon 2007. Coube ao Batuta a difícil tarefa de encerrar o repasto.

Para melhor percebermos quem é o Batuta recorri ao sítio na internet da Niepoort onde ficamos a saber que a base deste vinho é a vinha do Carril, com mais de 70 anos e também outras vinhas velhas (com cerca de 100 anos), situadas próximo da Quinta de Nápoles. Antes de cair nos nossos copos estagia em barricas de carvalho francês por um período de 20 a 22 meses.

Espreitámos, rodopiámos o vinho no copo e cheirámos. Numa troca rápida de palavras com o Mr. Wolf, proferimos um comentário quase em uníssono: carne, carne fresca (lombo). Reservámos e deixámos arejar. Quase que conseguia ouvir o meu inconsciente a trautear “Longa se torna a espera” dos Xutos!

Uma hora depois voltámos ao Batuta … cor pouco intensa, ligeira fruta vermelha e carne fresca, humidade. Na boca é estruturado, potente e mineral. Cheio de taninos que assegurarem uma longa e proveitosa vida em cave. Há por aqui um toque vegetal que me deixa maravilhado bem como uma frescura e acidez como não existe. Extraordinário! Longevo, longo e muito complexo.

De todos os vinhos servidos durante o almoço este foi o que mais me impressionou!

Provador: Bruno Miguel Jorge