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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Reguengos Reserva 2004

Característica diferenciadora: Clássico

Preço: 5€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16


Comentário: 
Então vamos lá provar um clássico rótulo do quotidiano vinho Alentejano, uma década depois da safra... Porque merecem, pois é provavelmente a adega cooperativa de referência ainda no Alentejo... pelo menos é a percepção que tenho. Pode estar errada!


Cor de tonalidade (ainda) muito escura, opacidade elevada e brilhante. Promete.
Aromas com muito café torrado. Notas fenólicas muito bem disfarçadas e integradas com fumeiro e soalho encerado. Não prima pela elegância, mas tem carácter.


Prova de boca: entrada muito assertiva. Polido ainda, doce quanto baste. Respira... fez-lhe bem. Caiu o carácter adocicado e manifesta-se agora mais verde nos aromas, unidireccional e vegetal. Parece Cabernet, mas não é... Mas tem a Trincadeira em muitos bicos de pés. Boca no entanto muito harmoniosa.  Uma delicia pela experiência. Beber quem ainda as estiver. Não deve melhorar mais, e actualmente faz uma boa mesa...



Provador: Mr. Wolf

domingo, 12 de abril de 2015

Andreza Reserva 2011


Característica diferenciadora: Concentração...




Preço: 7€



Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Vinho proveniente da "winesandwinemakers", que produzem alguns vinhos, como o Quinta do Soque Vinhas Velhas 2007 que adoro. Produzem outros como o Lua Cheia em Vinhas Velhas que tem um perfil muito próprio. Bebe-se, mas enche muito...

Este Andreza, Reserva do excelente ano de 2011, tem a peculiaridade de que quando o abri, simplesmente não consegui beber mais do que um copo.
O vinho está "muitíssimo" em tudo. Basta por-lhe o nariz em cima. Ficou aberto, literalmente 9 dias... Sim, 9 sem rolha.
Quando a grande maioria dos vinhos estariam cansados, oxidados e eventualmente "avinagrados", este surpreendemente está bom... Não estou seguro, pelo que tenho de ver se consigo comprar mais... mas é um vinho com uma concentração que vai surpreender e encantar muitos consumidores. É bom, mas é de emoções (muito) fortes. Mas vale a experiência e o preço.



Provador: Mr. Wolf

domingo, 31 de agosto de 2014

Quinta de Cabriz Alfrocheiro Preto 1999

Característica diferenciadora: Elegância e longevidade

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: 15 anos! Dão... Monocasta... Felizmente não é Touriga Nacional.. É Alfrocheiro Preto. Recordo-me de excelentes vinhos da Quinta dos Roques dessa época. Encontrada na Garrafeira Estado de Alma em Alcântara - recomendamos vivamente para quem gosta de vinhos bons, fora de modas e a bons preços - que consistentemente apresenta várias opções de vinhos a preços de feira, com renovação semanal dos stocks e com bons preços... e esta era daquelas garrafas que não podia ficar lá. Prova-se e aprende-se muito com estes vinhos.

Aberta a garrafa, a rolha apresentava uma bonita cor rubi viva e escura. 

Jorrado no copo, as sensações olfactivas remetem-nos para o Dão mais puro que há... Imediatamente... Caruma de pinheiro, aromas levemente cítricos, fresco e ao mesmo tempo fruta escura madura. 
A cor não impressiona mas também não compromete. Nuances "atijoladas", opacidade média e ligeiramente turvo.

Há que provar! A prova de boca é simples, despojada de manifestações exibicionistas de fruta, Madeira e afins como tão bem conhecemos hoje. Nada disso. Simples, correcto e bom. Mas é o final do vinho que justifica a escrita. Se quando provamos, é simples, o final é delicioso. O vinho ganha muita garra, cresce na textura e o apogeu estabelece-se no final cítrico, longo e muito persistente... Sem nunca perder a elegância. 

Impressionado, resolvi decantar... Refrescado para que se decante, neste caso usei uma manga para rapidamente e de forma homogênea baixar a temperatura a 14 graus. Decantado. É aguardar até ao jantar. Até já.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 8 de junho de 2014

Hero do Castanheiro Reserva 2000

Característica diferenciadora: 14 de Castelão...

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras particulares...

Nota pessoal: 16


Comentário:  O que é que se bebe com umas costeletas fantásticas de cordeiro? Jovem, frutado e vigoroso? Não. Isso enjoa-me só de pensar... Cordeiro não é fácil... Preciso de secura e acidez... Resta Colares, Bairrada ou Palmela... Foi fácil escolher da garrafeira... Andava mortinho por abrir uma destas!

Não é translúcido... nem brilhante... é assim cor atijolada, opaco... sem brilho... Aroma clássico de Castelão... É sempre estranho! Arenoso, ligeiro vinagrinho... Inodoro quase, no bom sentido... notas de areia molhada, sem mofo. 

Boca directa e completa... Taninos polidos pela erosão dos anos em garrafa... Mas existem. É um vinho sonso... Parece que não parte um prato, mas parte. 
Largo e volumoso na boca, as notas mais doces iniciais transformam-se (com a comida) num reagente delicioso, com notas cítricas, arenoso na textura, ácido no final e denso no palato. Casa muito bem com a força dos sabores das costoletas de sordeiro, sem nunca se sobrepor, mas a aguentar toda a suculência e pujança do sabor, correspondendo com uma harmonização muito bem conseguida. Seca, confere harmonia à refeição, neutralizando o carácter animal mais forte do cordeiro. Com garra, ligeira fruta confitada, acidez muito boa, redondo na boca, final consistente, sem cosmética nenhuma. É um estilo muito próprio, que ou se gosta ou se é indiferente... eu gosto muito e estas garrafas de 2000 estão extraordinárias. Não é um vinho extraordinário, mas bebe-se muito bem e é muito fiél ao que se quer dum bom Castelão. Não é um vinho para brilhar... é um vinho para deixar o prato cumprir o seu protagonismo e complementar. Também faz falta.
Muito bom! 

Provador: Mr. Wolf



domingo, 9 de março de 2014

Arthur Metz Cuvée Anne-Laure Vin D´Alsace Gewurztraminer 2011


Característica diferenciadora: Alsácia.

Preço: 8€ (Wine Searcher)

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Amarelo vincado, untuoso qb e muito aromático. Aromas muito florais e com ligeiríssimas notas de fruta tropical cativam imediatamente os sentidos.
Prova de boca muito mais equilibrada do que os aromas poderiam anunciar... tal era a intensidade de aromas e expressividade do amarelo. No entanto, a prova de boca é encantadora e muito equilibrada. Tem um esgar de doce, quase aquele final de mel nas colheres... mas muito bem equilibrado com mineralidade. Eu pessoalmente aprecio carácter com mais acidez, mas não posso dizer que lhe falta acidez. É apenas a forma como se manifesta, discreta e muito ao fundo.
É um vinho que encanta facilmente e de superior carácter gastronómico pela delicadeza e painel aromático.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 8 de março de 2014

Duas Quintas 2011


Característica diferenciadora: Douro, classe e 2011.


Preço: 10€

Onde: Praticamente em todo o santo local onde se vende vinho...

Nota pessoal: 18

Comentário:  Pronto... finalmente uma surpresa de cair o queixo!
Não porque seja uma surpresa gostar de Duas Quintas... nada disso. É dos vinhos que provavelmente compro consistentemente há mais anos... e por parvoíce, nunca o guardo o suficiente! É tão bom, que vai-se bebendo...
Então porquê a surpresa? Porque o vinho está extraordinariamente bom!
Opaco, auréola carmim, extravagante qb... 
Nariz pujantissimo! Riquíssimo de aromas... Por um lado muito mineral, por outro salpicado de especiaria, e sempre muito fresco... Claramente o perfil de vinho que mais me identifico quando tenho de beber vinhos novos... e 2-3 anos é um vinho novo para mim.
Muito sedutor nos aromas, elegante e vigoroso mas muito engomado. 
Fruta vermelha a manifestar-se de forma brilhante... Cereja madura. 
Algum lápis. A grafite mesmo, não a apara da Madeira. 
Notas de especiaria, que a mim me parecem grãos de pimenta preta acabada de moer. Bom... nada a dizer quanto à qualidade do vinho. Pelo nariz vê-se logo que é muito bom.

Vamos então provar e testar todo este vigor! Boca de sonho!!!! Assombrosa a volúpia imediata que sentimos. Parece que transforma a sala onde estamos numa sala do tempo de Renascimento... pois todo o vinho é simples luxo. E como eu gosto de coisas simples...
Maravilhoso paladar e sensação de tinta da china, escorreito e leve, clean, em construção ainda, mas de fabulosa arquitectura. 
Pujante e muita opulência, carregado de acidez e secura a gritar-nos que é cedo para beber... mas está de tal forma bom já que vai ser muito difícil resistir-lhe...
Taninos evidentes ainda mas a augurar muitos anos em cave repletos de prosperidade.
Barrica de excelente recorte, pouco evidente, mas "ouve-se" ao fundo. Exactamente como se quer.
Muita força nos taninos. Final marcante. Curiosamente o final não prima pela elegância... Mas não se pode dizer que é rústico. 
Secura fenomenal. 
Há medida que respira, a fruta ganha mais protagonismo, ao melhor estilo de Porto Vintage novo, extraído e contido! 

Tiro o chapéu! Excelente vinho, a excelente preço dum ano que de facto se anuncia memorável para os vinhos Portugueses.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quinta do Soque 2008


Característica diferenciadora: Frescura

Preço: 7€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Gosto muito deste vinho...e não sei o porquê nunca escrevi muito sobre o prazer com que já bebi várias garrafas das cerca de 12 que comprei...provavelmente porque o tempo nem sempre dá para fazermos tudo o que gostamos!
Nariz herbáceo, vegetal e fresco a fazer lembrar lavanda. Sabem aqueles lenços de papel com aroma de alfazema? É parecido... 
Neste caso a análise dos aromas antecipa-se à análise visual, pois é os aromas são muito apelativos!
Cor rubi escuro, sem ser muito brilhante, mas muito bem. Opacidade média.
Directo na prova de boca, com taninos parcos, acidez parca, mas muito equilíbrio. É um vinho pouco conhecido, mas muito bom. Bom companheiro da mesa, versátil para qualquer prato e muito bem feito, sem as cosméticas actuais de excessos de madeira ou exageros de álcool. Gosto muito. Simples, mas ao mesmo tempo distinto e bom.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Passadouro 1995

Característica diferenciadora: Douro de 95...

Preço: 10€

Onde: Leilões?

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Cor rubi atijolada de opacidade média e limpidez média. Lágrima ainda evidente, clara.
Aromas de evolução. Metálico e fenolico. Confesso que a cor inicial e os aromas iniciais não deslumbram. Com o arejamento os aromas ganham um carácter terroso e perdem os aromas metálicos. 
Notas aromáticas de folha seca, com mato seco, esteva. Cheira a Outono seco e quente. 
Prova de boca muito melhor que a análise cromática e olfactiva. 
Muito fresco ainda, fino e elegante, vincado na mineralidade que ainda tem. E tem muita. É mesmo o seu principal argumento. 
Fruta pouca... A haver é cítrica. Curiosamente acho que se não soubesse que vinho era não diria que seria Douro. Estou a aprender.
O que o vinho tem de bom é realmente a sua frescura limite. E mineralidade. Curiosamente eu tinha ideia que este vinho não seria de altitude..mas parece. 
Bom +. 

Provador: Mr. Wolf

Markowitsch Rubin Carnuntum 2012


Característica diferenciadora: Carnuntum

Preço: 10€

Onde: e-stores?

Nota pessoal: 17

Comentário: A região Carnuntum na Áustria tem uma longa tradição de viticultura que remonta aos tempos Celtas.

Carnuntum representou uma base estrategicamente ideal para as legiões romanas. O nome é de origem Carnuntum Ilíria e significa pedra, penhasco ou lugar firme.
Abrange uma área a sudeste de Viena e ao sul do Danúbio é dominado pela viticultura.
A pedra em conjunto com o micro clima Panónia e a proximidade com o Danúbio oferecem condições naturais ideais.
Carnuntum é uma das menores regiões vinícolas da Áustria, representando apenas 2% mas com potencial de crescimento, com 1.000 hectares cultivados com videira.
A uma curta viagem de Viena, Carnuntum é uma parte da Áustria, com uma história romana única e muitas ruínas ainda estão presentes em toda a região hoje. A região  estende-se de leste de Viena para a fronteira da Eslováquia com vinhedos espalhados ao longo do famoso rio Danúbio entre três setores: o Leithagebirge, o Arbesthaler Hugelland e o Hainburger Berge.

Porque gostei particularmente deste vinho seguem alguns detalhes que investiguei sobre o mesmo:
Casta: Zweigelt, solo rico em calcário, idade das vinhas 8-20 anos, vindima no final de setembro para início de outubro,f ermentação em tanques de aço de 30-32 °C e estágiou em barricas de carvalho francês.

Cor rubi rosada escura, vivo de opacidade média elevada. Muito tintureiro.
Aromas de carne imediatas. Cheira a adega com pipas de vinho escorrido no chão... Pronto, é rústico. 
Notas florais. Pimenta branca.
Boca cheia de tanino, seco e álcool presente. 
Assertivo, fino e acidez expressiva. Nada polido, mas cheio de carácter. Muito mineral e "vidrado". Quase cítrico.
Para descobrir mais... a comprar! Eu gostei muito e preço muito adequado.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Katarzyna Mezzek White Soil Mavrud 2012


Característica diferenciadora: Carácter. Trácio!

Preço: 6€

Onde: Bulgária?

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Vinho proveniente da região de Mezzek. Sul da Bulgária, Vale Trácio (Thracian Valley), respira história... o que eu desconhecia é que respirava qualidade também.
Casta mais conhecida da Bulgária, Mavrud que tem a sua etimologia no Grego mavru que significa "preto".

E porque é que aparecem de repente vinho Búlgaros neste fórum?

Porque na minha opinião merecem... profissionalmente tive de efectuar uma viagem a Sofia, onde a expectativa de beber bons vinhos era mais ou menos semelhante a comer um bom Robalo au Sal em Arganil... refiro Arganil pois pensei no local mais impróprio para comer peixe fresco, dada a sua distância do mar e hábitos gastronómicos locais... podia ser uma chanfana no Alvor... percebem a ideia, não percebem? Pois, enganei-me...
Mezzek é a região...perto da fronteira com a Grécia e Turquia. Mauvrud a casta... comum em muitos vinhos.
Rubi escuro, cheio de tanino, muito especiado e muito "calcário". Uau... eu esperava uma tentativa de perfil internacional. Nada disso. Muito carácter próprio de quem ainda não se procupa com o consumidor "global" e ao mesmo tempo faz o melhor que sabe com as uvas que tem.
Notas terrosas, com "pó" de pedra e muito tenaz. Cheio de especiaria, seco e cheio de erva cortada quase amargo mas estranhamente bem balanceado. Cresce muito, mas mesmo muito quando respira, mantendo um perfil calcário e de "pedreira" que dificilmente dificulta a prova mesmo para os que procuram vinhos mais consensuais.
Impossível de encontrar em Portugal, é verdade, mas quiçá encontra-se on-line, não sei. Mas garanto que vale a pena.

Aberta a "página" para esta região de vinhos, espero que cresça ao longo do tempo pois vou estar mais atento.
Provador: Mr. Wolf 


Casa da Carvalha 2009


Característica diferenciadora: Elegância e potencial de guarda


Preço: 5€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17

Comentário: Vamos lá voltar a este excelente vinho. Fechado no aroma inicial que emana quando jorramos no copo.
Este vinho é muito peculiar. Está com o tempo em garrafa a ganhar muito músculo. Não é que lhe faltasse músculo... Está é mais evidente agora.
O que faz sentido, pois há uns meses atrás o vinho tinha de respirar um pouco para aparecer no copo... Agora está mais evidente e "crescido".
Nariz com aromas de Outono... Lenha seca. 
Barrica a marcar ligeiramente pelo carácter tostado. Aroma é parco de versatilidade, ainda que intenso. Mas é na boca que ele se manifesta como grande vinho que é. 
Fruta escura, cereja, guloso e suculento. Touriga Nacional a por-se em bicos de pés, mas felizmente não consegue sobrepor-se. 
Gosto muito pois tem carácter, é fiél ao melhor que o Dão nos dá, é clássico no perfil, o que é de louvar e consistente. Para não falar que tem uma relação preço/qualidade praticamente imbativel.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Bons Ares 2007

Característica diferenciadora: Juventude

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário: Escuro, sisudo, misterioso, fresco.
São as 4 palavras que imediatamente explodem no pensamento...porque de facto é tudo isto ao mesmo tempo.
Escuro no copo, que contraria o facto de ter 6 anos de garrafa aproximadamente. 
Sisudo, pois não se mostra logo, mas dá-se a entender.
Especiado nos aromas, ainda que fechado e misterioso... e por fim extremamente fresco quando se bebe.

Bons Ares é uma das Quintas que contribui para o famoso Duas Quintas... (Ervamoira e Bons Ares). Normalmente faz vinhos excelentes e para nós consumidores, traz-nos a magnífica surpresa de ficar muitas vezes esquecido em prateleiras... foi o caso deste, onde o paguei (caro) esquecido num restaurante... mas era de 2007... e era Bons Ares.

Mentolado... Cabernet evidente... tudo bem, é diferente do que esperamos do Douro. Sem problema.
Doce, fresco e equilibrado, apesar do lado vegetal que aparece. Frescura é o mote. 
A dar a volta, para o seu lado mais simpático. Ainda está fechado, mas mantém uma elegância muito apreciável. 
Acidez envolta em muita fruta escura, discreto mas muito persistente. 
Muito bom. Precioso. 
Pena não haver mais na garrafeira. Excelente prova dum grande rótulo de Portugal.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 26 de janeiro de 2014

Quinta dos Carvalhais Colheita 2009

Característica diferenciadora: Dão puro contemporãneo.

Preço: 7€

Onde: Distribuição

Nota pessoal: 17

Comentário:  Já o escrevi, mas devia lapidar... 2009 é um ano extraordinário na nossa querida região do Dão. 
Este vinho da Quinta dos Carvalhais é normalmente muito bom. Nesta colheita em particular, tem o seu expoente máximo de todos os anos que já bebi. Não por ser exuberante, por captar os sentidos imediatamente, mas antes pelo equilíbrio com que se apresenta.
Efectuando zoom aos detalhes, a cor tem brilho e opacidade que cativam logo. Reflexos quase púrpura que nos puxam para o copo.
O vinho é muito sedutor. Fumado, especiado, com um toque vegetal, pinheiro, fruta escura quase madura... Tudo equilibrado. Vincado, mas equilibrado. Aromas, promete!
Na prova de boca é consistente com o primeiro impacto. Assertivo e cheio de carácter, com barrica muito bem integrada pois só acrescenta profundidade à prova sem se destacar, é repleto de homogeneidade.Si, está muito bem, "cheio" e homogéneo.
O vinho sabe bem, muito bem. Parece simples, mas não é.
Predispõe-se para quase qualquer prato da nossa gastronomia, pois tem um peculiar equilíbrio entre elegância e rusticidade. Não tem exageros florais, mas nota-se a (boa ) Touriga.
Tem mineralidade que lhe proporciona clarividência da prova, secura (acidez) muito bem dimensionada e taninos "sonsos", que não se apresentam no início, mas estão lá.
Final adequado, homogéneo, nada cansativo.
Granular, denso qb, largo, é um excelente vinho de guarda, onde à confiança pode esperar 6,7,10 anos em que só melhorará de certeza.
Há vinhos mais fáceis e quiçá até mais baratos... Duvido que existam muitos, tão disponíveis na distribuição, grandiosos e de guarda como este. 
Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Adega Mãe Cabernet Sauvignon 2011


Característica diferenciadora: Cabernet Sauvignon cheio de carácter.

Preço: 10€

Onde: Só vi na Adega Mãe...

Nota pessoal: 17


Comentário:  Negro e muito opaco... opaco e muito vinoso. Púrpura escuro, lágrima densa. Aroma de barrica muito vincada, ainda que, sem chatear muito. A barrica é de muita qualidade. Notas também terrosas, vegetais e verdes. No entanto de registo elegante.

Na prova do boca o vinho está muito bem. Assertivo e vegetal, delgado na acidez, ainda bem presente com taninos bem integrados. É um excelente exemplo de Cabernet Sauvignon, uma vez que as características da casta estão lá todas no entanto sem se deixarem exagerar. O carácter vegetal nota-se na prova de boca também. Tem um perfil muito contemporâneo. Parece-me adequado para provar umas garrafas ao longo dos próximos anos a avaliar para onde caminha. Se por um lado tem "tudo no sítio" para prova imediata, existem algumas características que lhe identifico que me suscitam curiosidade para uns anos de cave, tais como a acidez, quase cítrica, o terroso e essencialmente a granularidade.
Muito curiosa também a vertente mineral que o vinho tem. Não é evidente mas aparece explicita no final, acrescentando-lhe cristalinidade. Muito interessante. 
Vinho para acompanhar.

Provador: Mr. Wolf


Quinta das Bágeiras Colheita Tinto 2008

Característica diferenciadora: Baga!

Preço: 5€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguma distribuição (Leclerc)

Nota pessoal: 17


Comentário:  Revisitar um Baga de 2008 é sempre motivo de entusiasmo. 
2008 é na minha opinião um dos mais particulares anos desde o início deste século. Por estranho que pareça...  é um ano discreto, pouco dado a exuberâncias, mas extremamente competente, comedido e elegante... Em geral. Talvez porque 2007 foi um ano de muitas promessas e quiçá terá ensombrado o lançamento dos anos seguintes... Até que surge 2009 que outra vez nos projecta as expectativas. Mas 2008 não é expectativa. É certeza. Produziu peculiar elegância, tenacidade e factualmente os vinhos são muito bons. Um baga da Casa Quinta das Bágeiras então...


Cor rubi mate, esbatido e de mediana opacidade. Aromas fiéis e verdadeiros embaixadores aromáticos da majestosa baga. Vincados, mentolados e extremamente potentes. Limpos no entanto. Muito enérgico aromaticamente e estranhamente equilibrado. Directo e assertivo. Não acrescenta muita complexidade, mas o que anuncia é bom. 
Boca muito boa. 
Ténue na acidez inicial, guloso na fruta silvestre e com carácter vegetal muito vincado. Extremamente directo, guloso e com final que termina de forma quente, apenas espicaçado pela acidez que se apresenta nesta fase final.
Excelente vinho, cheio de músculo e personalidade. Perfil muito específico, mas para quem gosta de Baga... é obrigatório ter na garrafeira.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Domaine Chamfort 2008


Característica diferenciadora: Terra.


Preço: 9€

Onde: e-stores

Nota pessoal: 16,5

Comentário:  Limpo na cor, grenada mate. 
Aromas imediatos de fruta podre. Alguma erva húmida, estilo mata quando chove e com muita madeira e caruma molhada. 
Aromas de clara de ovo ligeiramente desagradáveis... mas passado algum tempo melhora e fica com aromas mais quentes. Cacau e bosque. A precisar de cave. Bom no entanto pela diferença, mas necessita cave. 

Provador: Mr. Wolf

domingo, 24 de novembro de 2013

Valle do Nideo 2006


Característica diferenciadora: Frescura.

Preço: 8€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16

Lebre
Comentário:  Mais um ataque à garrafeira do Pai! Vantagens de quem tem a sorte de apreciar coisas que já os pais apreciavam... com a vantagem de levar "mais anos disto"! Se pensarmos então que acompanhou uma fantástica lebre feita com todo o preceito...
Atentando no vinho em si...10% de Touriga Nacional é de louvar! Tinta Roriz 50% e Tinta Franca 40%... Vale (também) por isso!
6 meses de carvalho francês de estágio. 6 anos depois... Vale a pena ver como está! E dizem que 2006 foi um mau ano... 
Opaco. Escuro. Tem acabamento "mate", mas limpo apesar da ausência de brilho.
Aromas intensos de ... Pinho. Muito verde. 
Boca boa. Entrada farta de fruta e chocolate, mas a compensar muita frescura no final. Verde ainda no fim, fresco. Peca por ser muito curto. E isso penaliza-o. Fica simples, apesar de ter momentos em que chama a atenção. 
Acidez é boa e seca bem a boca. Falta-lhe harmonia e balanço. Mas tem bons apontamentos. Vale por isso. É afinar, procurar menos sustento na madeira, manter a pouca preponderância de Touriga nacional e afinar o equilibrio. Mas é uma boa relação preço qualidade e o que tem de exuberante em novo, mantém de interesse com cave.


Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Aventura Susana Esteban 2012

Característica diferenciadora: Alentejo com personalidade própria.

Preço: 8€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Cromaticamente muito expressivo.
Violeta, púrpura, muito vincado e denso...
Muitas notas florais no aroma. Touriga nacional muito evidente. Ligeiro lácteo, barrica secundária, vincada mas ténue ao mesmo tempo. Muito bom o trabalho de barrica.
Elegante na boca, muito polido, taninos à procura de espaço para acalmarem, fruta estilo cereja, boa acidez e potencial de elegância... Mas precisa acalmar... Tudo muito cru ainda. 
Gosto normalmente muito dos vinhos da Susana... recordo com muita saudade os Xisto (sim, esses mesmo da Quinta do Crasto) sobre sua batuta enológica, e principalmente um vinho no Alentejo que sempre gostei muito... Perescuma Nº1. Mas neste caso, estamos a falar deste Aventura. E é uma boa aventura.
Bom vinho, talvez mesmo o melhor que já provei de 2012, pelo menos até à data, a um preço comedido. 
Melhorará em cave seguramente.

Provador: Mr. Wolf

Lua Nova em Vinhas Velhas 2011


Característica diferenciadora: Muito concentrado e frutado.

Preço: 4,75€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Cor carmim, com lágrima acentuada.
Exuberante de aromas... Tudo está exagerado! Não é de todo o meu estilo de prova assim... Há que deixá-lo descansar... muito. Mas como já estava aberta... deixei-a. Ficou aberta 2 dias (!?).

Voltei a provar no 3º dia, Et voila... Amaciou o suficiente.
Concentrado, muito vivo na cor, muita fruta silvestre, taninos presentes e muito vigorosos, ligeira doçura final mas muita concentração.
É um vinho com um estilo muito próprio... confesso que comprei porque gosto muito do Quinta do Soque Vinhas Velhas de 2007 e tinha a expectativa de ser um vinho de perfil semelhante. Não é.
É um vinho para pratos de confecção e sabores persistentes... Ou carnes quase cruas, para quem goste.
O vinho necessita de cave, e é obrigatório, para quem as pretenda beber já, decantar no mínimo 2 horas antes... E antes de decantar, na minha opinião baixar a temperatura para que durante o tempo decantado não "aqueça" em demasia que o prejudicaria.

É uma excelente relação preço/qualidade, sendo que tem um estilo bastante vigoroso. Mas é um bom vinho.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Casa da Carvalha 2008

Característica diferenciadora: Sempre muito bom!

Preço: 5€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17

Comentário:  Casa da Carvalha... sempre bons. Pouco conhecidos, mas de muita qualidade.
Depois de já ter escrito os bons vinhos de 2009 que já bebi desta Casa, chega a altura de procurar outro ano e perceber se o de 2009 estava bom porque resultou bem, ou se o vinho é bom porque as uvas são boas e a vinificação é cuidada e adequada. E é o caso.
Eu gosto de praticamente todos os vinhos sem excepção de 2009 do Dão. Acho que é um ano mítico. Mas também gosto de muitos de 2008. Normalmente têem um equilibrio entre o carácter frutado e acidez muito peculiar.
Este está excelente. Cor de mediana opacidade, rubi ligeiro e muito aromático. Fruta e barrica discreta. Fruta vermelha, muito viva e expressiva e barrica de qualidade ao fundo, bem integrada.
Prova de boca de acordo com o que conheço do de 2009, sempre num registo muito elegante e muito persistente.
Fino, tanino fino mas presente, acidez delicada e muito frutado.
Excelente vinho, a excelente preço.
Só o conheço à venda no El Corte Inglés, normalmente no supermercado, não no Gourmet.
Recomendo vivamente.

Provador: Mr. Wolf