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domingo, 14 de abril de 2013

Post Scriptum 2010



Característica diferenciadora: relação preço/qualidade...

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário: Nascido em 2002, o Post Scriptum sempre se afirmou no mercado sem grandes necessidades de publicidade. É a qualidade da sua prova que o publicita a si mesmo. Este de 2010, já tinha sido provado e merece sem dúvida nenhuma lugar de destaque nos vinhos do Douro actuais.
Apesar de em 2002 ter "nascido" porque não saiu o Chryseia, não sai exclusivamente nestes anos.
Cor rubi/violeta opaco. Vinoso no copo e aromas fantásticos...Aroma cativante inicial que evolui de carácter mineral e com fruta discreta, para aromas densos, quentes, sedutores. Notas aromáticas de damasco. Pedra escuras quente, passe o cliché  de xisto quando está ao sol... ou ardósia quente.
À medida que respira, surgem aromas mais florais, trazendo à memória flores que emanam aromas com o cair das noites quentes de verão. Sempre num registo mais insinuante do que evidente.
Respirando mais... Fica fascinante no nariz. Equilibrado com notas florais e de fruta, sem ser muito madura. Nada está em demasia.
Passando do nariz para a boca...Boca pura e simplesmente arrebatadora. Cresce, cresce, cresce numa batalha entre a acidez contida e a fruta discreta. Madeira? Sim, excelente... Tem de se pensar se tem e procurá-la. Realmente como se quer.
Fruta está lá, acidez também e intensa mas muito bem equilibrada com os taninos, e o final... É duma frescura deliciosa. 
Acetinado... mentolado não é o que o caracteríza exactamente, mas é o mais semelhante, e elegante e fresco como se quer... Excelente vinho para beber já e obrigatório guardar!
Guardem... se conseguirem... no mínimo 5 anos.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Julian Reynolds 2006


Característica diferenciadora: 2006... Alentejano...para os mais cépticos.

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Por incrível que pareça, tem nariz de Mouchão! 
Sim, essa bandeira do que melhor se faz no Alentejo e com uma identidade muito própria.
Cor já acastanhada, mas limpa e de opacidade média.
Aromas quentes e doces... algumas notas aromáticas de azeitonas verdes, esmagadas, acompanhadas de notas terrosas. Muito giro no nariz e com muita personalidade.
Na boca é muito elegante, redondo e com alguma acidez ainda camuflada. Erva doce.
Final extraordinário, verde ainda ao contrário da entrada de boca. Muito complexo e muita qualidade. Ainda em evolução, para melhor embora num estilo pouco contemporãneo. Mas muito bom. Gostei muito.

Elaborado com Alicante Bouschet, Trincadeira, Aragonez e Syrah. Fermentação em Seguin Moreau e estágio em barrica da mesma casa...e nota-se a diferença. É um produto muito cuidado.

Provador: Mr. Wolf 



sábado, 30 de março de 2013

Joseph Drouhin Laforet Pinot Noir 2010



Característica diferenciadora: Pinot Noir

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Adquirida no Supercor, sem particular critério para além de ser Borgonha ...
Cor muito aberta com tons amarelo torrados na aureola. Rosa pálido. Auréola de arco íris de cores quente cujo último circulo é literalmente incolor.... Copo completamente translúcido! Sim, dá para ler um livro através do copo... acho que descreve bem o conceito de limpidez e cristalinidade deste vinho. Impressiona. Cor de filtro de fotografia... sem opacidade.
Bom, nariz em cima dele: aromas? Carne gorda, animal. Sela de cavalo. Lodo, águas paradas... pois... é de 2010. Devia estar quieto e deixá-lo na garrafeira um bom par de anos, não é? Mas é assim que se aprende.
Boca com muita acidez e notas de tangerina sem estar madura.
Faz salivar muito. Directo na prova de boca e ausência de fruta. Muita mineralidade. Salino. Voltam as notas na prova de águas em barro... sim, aquela sensação mais ou menos bafienta de cântaro de barro. Quem já bebeu àgua por cântaros, sabe o que é precisamente. A evolução do vinho em copo nunca é para a fruta... pelo contrário. Água de azeitonas. Terra. Pó bafiento.

Valeu pela experiência de provar algo que nem rotulado ainda devia estar... beber depois de 2015.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 10 de março de 2013

Pio Cesare Barbera D'Alba 2008


Característica diferenciadora: Barbera de Piedmonte... Italiano com atitude British

Preço: 15€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Porque provar vinhos diferentes faz mutio bem... porque Itália, além de muitas coisas boas, também faz bons vinhos... muito bons mesmo... porque andei pelas Amoreiras e fui ao Gourmet do Auchan (loja fora do supermercado, com excelentes produtos e preços de vinho muito adequada e com muita variedade)... e resolvi comprar um sortido para provar. E, num dos jantares seguintes, resolvi provar este... e vou comprar mais. Porquê? Por isto:

Cor rubi ligeira, de opacidade moderada.
Aromas imediatos de cereja. Modestamente pálido na cor rubi, é falsa modéstia... A opacidade e a cristalinidade do rubi é de contemplar. Aromas além da fruta inicial, com notas mentoladas. Resina de pinheiro. Bom... e a boca?
Na boca... Na boca é a redefinição dos parâmetros de elegância e frescura!
Entrada perfeita, a corroborar o nariz inicial com alguma fruta vermelha, taninos perfeitos e densidade exemplar.
Nada chateia... Mas é no fim que impressiona. A persistência do final e a elegância desconcertante atira-nos para prova atrás de prova... Impressionante.
Poderá ter barrica, mas sem ser expressiva.
Ligeiro na concentração e tenaz na persistência. Taninos finos mas de aço... acidez magistral, sempre num registo muito, muito, muito elegante...
Mineral, sem vincos de tendências de Novo Mundo, obsessivo na elegância, british no final, e muito, muito bom no final.
Fresco e ácido suculento.
Impressionante como a fruta nos aromas, encarnada se transforma mo palato em lima. Sim, lima. Quase parece uma Margharita...
Fenomenal.

Vinho de casta Barbera. Não é um Barbaresco, mas é de Alba, mais barato mas muito, muito bom.

Provador: Mr. Wolf 






Luis Pato Vinhas Velhas Tinto 2010


Característica diferenciadora: Classe

Preço: 12€


Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17

Comentário: De regresso aos Vinhas Velhas tinto do Luis Pato. Vinhos sempre com aptidão para a mesa, e durante largos e deliciosos anos.
2010 apresenta-se ao mundo num estilo de garrafa diferente dos clássicos Vinhas Velhas. Sinceramente não sei se este é o primeiro ano assim ou não.

No copo, como é? Rubi escuro de opacidade media. Lagrima apreciável. Muito apreciável mesmo. Tintureiro, pouco comum em Baga.
Madeira ligeira sem marcar. Notas terrosas. Fruta escura, tipo ameixa, framboesa, mirtilos maduros. Notas de bagas de eucalipto. Mentolado no nariz.
Boca de elegância exemplar.
Alguma mineralidade. Secura exemplar.
À medida que passeia pelo copo, melhora e muito.Fantástico.
Mais notas de fruta. Cereja. Acidez presente.
Final muito fresco. Precisa de mais 2 anos para harmonizar a acidez, e depois é deliciarmos-nos por mais um bom par de anos... Ou décadas... Tem tudo o que é preciso.
Excelente.

Provador: Mr. Wolf 







quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Quinta de Saes Estagio Prolongado 2008


Característica diferenciadora: Leve

Preço: 12€ 


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Ligeiro na cor e na concentração. 
Aroma vegetal. Cheira a vinhos do Álvaro Castro.
Notas florais...Parece Touriga Nacional, mas sem expressões agressivas da casta...Naturalmente, também não tinha aromas de fruta madura expressiva... mas, apesar de discreto, notas muito giras com aromas  frescos e cítricos.
Num tom mais delicado e "fino" que os anteriores, fiél ao que tenho provado do ano de 2008.

Bom trabalho de barrica, num registo mais elegante sem perder a marca genética dos vinhos de Álvaro Castro.

Diferente dos anteriores Estágio Prolongado... mais verde, mas bom.


Provador: Mr. Wolf 

Quinta da Bica Vinhas Velhas 2007



Característica diferenciadora: Gastronómico

Preço: 10€

Onde: El Corte Inglés e Garrafeira Campo de Ourique

Comentário: Um tinto do Dão, feito de vinhas velhas das castas Touriga Nacional, Baga, Alvarilhão, Jaen e Rufete. Estágio em madeira nova e mais 5 anos de garrafa antes de ser colocado no mercado. Cor rubi. Cheira a Baga, mato, vegetal. Pouca fruta, madeira quase imperceptível, pinheiro, taninos … muito, muito gastronómico e elegante. Na boca é muito persistente e sério … certamente um dos melhores vinhos que bebi ultimamente!

Acompanhou lindamente uns ovos mexidos com cogumelos frescos, chouriço alentejano e o tal Queijo da Serra da Estrela (do qual já falei em escritos anteriores), da Queijaria dos Lobos.

Um grande vinho do Dão! Um belíssimo vinho Português!
 
Nota: quem aqui vier à procura de baunilhas, concentrações, extracções, chocolates, doçura e afins tem que se virar para outros vinhos. Neste Quinta da Bica o que se apresenta é a antítese, isto é, aqui encontra-se VINHO!

Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quinta de Pancas Reserva 2009


Característica diferenciadora: Classe e concentração.

Preço: 10€


Onde: Distribuição... está de novo na Feira de Vinhos e Enchidos do Continente

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Provado em Outubro passado. Surpresa completa. Agora, passados 4 meses, voltamos a ele. 
Simplesmente excelente. Muito volume e equilíbrio, excelente trabalho de barrica e blend muito bem conseguido. O vinho tem muita classe, personalidade muito própria.
Muito elegante, sem exageros de madeira e/ou fruta, tem na sua persistência a qualidade que mais aprecio.
Vinho para qualquer mesa do mundo.

Comprar e guardar sem medo...

Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pequenos Rebentos Alvarinho 2010



Característica diferenciadora: Delicadeza

Preço: 12€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Delicadeza pura. 
Cor amarelo oiro, muito, muito limpo. Brilhante.
Tropical qb e com acidez muito bem integrada. Bebe-se, bebe-se e bebe-se sem cansar. Nota-se que é alvarinho perfeitamente, e tem um equilibrio muito bom entre a acidez/intensidade/fruta. Não é extraordinariamente intenso na boca, mas é persistente. Não tem notas muito vincadas de fruta, mas o palato fica frutado quando bebemos. E tem a capacidade de secar o suficiente para não se tornar enjoativo. Tem um citrico muito ligeiro, mas que equilibra o conjunto.
À medida que respira, cresce em volume e secura. Algum nariz de palha, mas sempre num registo muito bom. A provar de novo!

Muito bom. Pena é ser difícil de encontrar. E já só me restarem 3 na garrafeira.

Provador: Mr. Wolf 

Quinta do Portal Late Harvest 2007



Característica diferenciadora: Refrescante e intenso

Preço: 12 €

Onde: Continente

Comentário: A Quinta do Portal produz desde o ano de 2007 um vinho de colheita tardia feito a partir de Moscatel, Rabigato e Viosinho. Segundo informações do produtor o Moscatel é desidratado na videira e o Rabigato colhido com alguma podridão nobre. Na casta Viosinho, usada para conferir acidez, o método utilizado é o de secagem na palha.

O vinho apresenta uma bonita cor amarelo carregada. Sente-se o mel, citrinos (laranja), e algum fruto tropical. Elegante mas muito entroncado, fresco, untuoso e cheio de estrutura. A acidez, característica do ano de 2007, faz com que o vinho seja sempre um prazer e que apeteça sempre beber mais copo. Muito persistente! Final longuíssimo! Está num grande momento de prova!

Depois de uma refeição de forno, acompanhada de 3 grandes tintos, este vinho fez-nos maravilhas ao palato e deixou-nos o espírito ainda mais preenchido.

Dos três Late Harvest que a Quinta do Portal produziu este é sem sombra para dúvidas o melhor, não tendo comparação com nenhuma das colheitas subsequentes. Será que o ano de 2011 vai permitir um perfil similar a este? Vamos esperar que sim … e ansiosos!

Um Colheita Tardia luxuoso e luxuriante!

Provador: Bruno Miguel Jorge

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Vértice Millésime 2008



Característica diferenciadora: Harmonia do conjunto

Preço: 12.5

Onde: Garrafeira do Encontro Vinhos e Sabores (Revista de Vinhos)

Comentário: Os espumantes, tal como os brancos, têm vindo a ganhar um espaço cada vez maior na minha garrafeira e nas minhas preferências quando chega a altura de escolher o que beber. E as razões são simples: este tipo de vinho tem tido um acréscimo de qualidade muito significativa e os preços são muito apetecíveis.

Este Vértice Millésime é um excelente exemplo de um vinho de grande qualidade com um preço extremamente atraente. É um espumante para ser bebido à mesa, com comida e com quem o saiba apreciar. Vem na senda da boa colheita de 2007, apresentando-se com uma notas de maçã ácida e citrinos, bolha fina e uma estrutura muito séria. Termina longo. Uma sugestão clássica para harmonização: lombo de porco preto, com migas de grelos, farinheira e feijão-frade.

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 4 de novembro de 2012

Bétula 2009

Característica diferenciadora: Vegetal

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16

Comentário: Cor amarelo "palha" limpo. Leve, sem sinais de oxidação. Leve no copo.
Nariz com aromas muito vegetais, herbáceo. Notas de hortelã.
Na prova de boca é bastante elegante. Tudo é secundário, nada é evidente. Vinho muito interessante, "verde" sem ser ácido. Intenso. Interessante avaliar a evolução em cave mais uns 2 anos.

Vinho provado em prova vertical de 2009, 2010 e 2011.
Provador: Mr. Wolf

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ferreira LBV 2008




Características diferenciadoras: Potência e elegância

Preço: 12.98

Onde: Continente/ Pingo Doce

Comentário: Foi há cerca de 15 anos atrás, com os Vintages Ferreira, que me iniciei no mundo das categorias especiais do Vinho do Porto. Paulatinamente fui descobrindo outras marcas e os Ferreira começaram a ficar um pouquinho para trás; achava-os muito doces e com muita fruta. No ano passado retomei os Ferreira pelo LBV de 2007. Gostei. Este ano voltei, desta feita pelo LBV de 2008 e … gostei muito! Um vinho cheio de personalidade, distinto e elegante. Muito cheio mas também muito educado. Uma fruta muito certinha, animada por uma excelente acidez, torna a prova irresistível. Excelentes taninos asseguram-lhe vida longa em cave. Para mim, está extraordinário assim mesmo. Gosto muito de o beber a acompanhar chocolates e/ou queijos secos poderosos. Extraordinária relação qualidade/ preço.

Provador: Bruno Miguel Jorge

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Campolargo Pinot Noir 2008

Característica diferenciadora: Pinot Noir.

Preço: 11€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Vinho provado pela primeira vez durante o Openday do WPM em 2011. Marcou pela positiva. Superou expectativas, apesar dos "irmãos muito mais musculados" com que foi provado... Novidade, diferente, distinto entre os interessantes Pinot Noir que se fazem em Portugal. Poderá ser da forma como é "arquitectado"... Pode ser do próprio terroir da Bairrada. Não sei, mas de todos os Pinot Noir que já provei Portugueses, reúne sem dúvida a minha preferência.

Tem cor ligeiramente mais "aberta" que um tinto... mas não muito. Notas de musgo iniciais evidentes. Bosque quando chove. Durante a prova manifesta aromas de fruta muito limpa,  de morangos maduros, sem deixar nunca no entanto o perfil mais vegetal, húmido, que o caracteriza.
Taninos presentes, mas muito bem integrados. Untuoso, mas sempre num registo muito equilibrado e com um final de boca com persistência muito boa.
Recomendo guarda em cave para avaliar a evolução.


Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quinta do Morgado da Torre Alvor Reserva 2009

Característica diferenciadora: Algarve
Preço: 10€-15€

Onde: Garrafeiras especializadas. Provei na Colina Verde (restaurante em Algoz, Algarve) e comprei depois na loja da Quinta
Nota pessoal: 17

Comentário: Bom... por onde começar? Pelo Algarve. Quantas vezes não bebemos já mal no Algarve, pela má escolha de rótulos que existia nos restaurantes e pela ausência de rótulos provenientes do Algarve? Muitas. Pois, isso está a mudar. Já no ano passado provei um vinho da Quinta do Barranco Longo acho eu, neste restaurante (recomendo, especialmente pelo fondue de peixe e pela simpatia e profissionalismo do Fernando, o dono) e este ano pedi-lhe o melhor vinho do Algarve que tinha na carta. Recomendou-me este. Excelente! Decantado e à temperatura. Extremamente especiado e balsâmico com uma acidez perfeitamente integrada e muito bom. Equilibradíssimo. O álccol mal se nota e torna-se bastante "aveludado", constante na prova e muito, muito bom. Elegante. Persistente. Gostei tanto que fui à procura da quinta para o adquirir e acabei por comprar também o de 2010, outro que não é reserva e um branco. Excelentes. Procurem e provem. Não se arrependem.
Provador: Mr. Wolf



domingo, 24 de junho de 2012

Tapada do Chaves Reserva 2009

Característica diferenciadora: Quente


Preço: 13€

Onde: distribuição
Nota pessoal: 17,5

Comentário: Voltou o Tapada do Chaves... como não acreditei a primeira vez que provei este novo rótulo, comprei mais umas 3 ou 4 para ir provando até ter certeza e colocar no blog. Voltou.
Para quem não faz ideia, os Tapada do Chaves de 1994 até 1997 (os que tive oportunidade de beber frequentemente na década passada) eram vinhos duma identidade própria única no panorâma Alentejano e mesmo nacional. Nariz inconfundível e textura densa, sedosa e de veludo inconfundíveis. 98,99,00,01 e etc... podiam ser bons, mas não tinha nada a ver. Nada. E com muita pena minha, especialmente depois da desilusão que foi uma "edição" "W", salvo erro, de 1999 que abordei com muita expectativa, nunca mais insisti, pois sempre que bebia, eram bons, mas semelhantes a tantos outros. Até que, sem saber porquê, voltou o carácter do vinho neste Reserva de 2009. Vinho capaz de nos levar a fazer km a restaurantes que sabemos que os têem...

Bom, aroma inconfundível da Trincadeira, que assume neste vinho o seu expoente máximo aromatico. Picante, vegetal. Boca ainda a pedir descanso em garrafa, mas já capaz de se provar... se for como os anteriores, vai ganhar uma dimensão de veludo. Obrigatório comprar 2 garrafas. 1 para provar e 1 ou mais para guardar.
Excelente.
Provador: Mr. Wolf



Quinta do Carmo 2008

Característica diferenciadora: Clássico Alentejano
Preço: 12€

Onde: Distribuição.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: De vez em quando sabe muito bem este estilo. Médio na concentração, cor já a evidenciar que não acabou de sair das uvas...mas perfil de delicadeza invejável. Leve, sem a acidez que caracteriza os vinhos actuais e de fruta irrepreensível. Nada de exageros, nem de pretensões. É um vinho bom, com perfil próprio e consumo específico para comidas de tempero moderado. Não desilude, e cumpre sem que se perceba que se gosta. Só quando mudamos de vinho, vemos que este bebia-se muito bem...


Provador: Mr. Wolf