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domingo, 1 de setembro de 2013

Marquesa de Alorna Reserva Branco 2009


Característica diferenciadora: Ribatejo

Preço:18€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns supermercados

Nota pessoal: 16.5


Comentário: Quinta da Alorna é um marco incontornável dos vinhos do Ribatejo.
Vinhos de carácter, com preços sempre muito ajustados à sua elevada qualidade e produzido em quantidades muito apreciáveis.
Recordo com muito boa memória os grandes Colheita Seleccionada tinto de 1999 e o melhor de todos... o Cabernet Sauvignon Reserva 1998.

A Quinta da Alorna acompanhou bem os tempos actuais, "contemporaneizou-se" e tem desde há uns anos uma boa  imagem, boa colocação no mercado, normalmente disponível nas grandes superfícies e sempre a preços muito adequados.

Atirando para o Marquesa de Alorna Reserva Branco, apontamos ao topo de gama. Já provado noutras ocasiões, nunca tinha colocado apreciação sobre ele... normalmente, só coloco apreciações quando gosto dos vinhos. E desta garrafa, gostei.

Tostado, amarelo torrado e denso.
Nariz com aromas de tropical e doce. Respirando, a fruta, mais do que tropical parece fruta de medronheiro. É muito específico, mas é de facto ao que se assemelha mais. Doce no nariz com levedura.
Prova de boca boa. Mais impressionante no início e curta no fim. Mas boa.
Barrica de qualidade em destaque. Untuoso mas a ficar cansado. A mineralidade que tem não chega para acompanhar a oxidação a que já está sujeito. Está a chegar ao limite de equilíbrio entre oxidação e frescura.
É no entanto muito bom... simplesmente vê-se que é um vinho com muito cuidado na produção e na forma como "se veste" e aí, a expectativa coloca-nos um grau de exigência que não se compadece com algum cansaço que apresenta... na prática está muito bom e é para beber rapidamente... mas merecia ter estrutura para mais uns anos. Mas é um bom vinho branco e um excelente representante do Ribatejo.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tapada do Chaves Reserva 1997


Característica diferenciadora: Tapada do Chaves

Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas antigas...

Nota pessoal: 18


Comentário: Sou um adepto confesso de alguns vinhos Portugueses.
Provo tudo, sem preconceitos de tipo, preço ou região.
O tempo fez-me compreender que existem vinhos aos quais reagimos mais do que outros. Há vinhos de muita qualidade, que impressionam e tornam deliciosos os minutos ou horas que nos acompanham, mas que passados alguns dias(ou copos...)  esbatem-se quando aparecem outros que impressionam ainda mais, ou impressionam por características diferentes.

O Tapada do Chaves não. Não se esbate, nem é comparável para mim a nada.

Reconheço o seu aroma característico e experiencio várias memórias sensoriais que tenho do passado, onde tive a felicidade de provar com alguma frequência garrafas da década de 90 deste vinho mítico de Portalegre.

Não tenho a pretensão de qualificar um vinho como melhor ou pior... aliás, como todas as notas de prova que coloco. Simplesmente, qualifico o grau de satisfação que ele me dá quando o bebo.
Muito importante é compreender que Tapada do Chaves (Reserva no rótulo ou não) é excelente de 94,95,96 e 97... após esses anos, esqueçam! Até 2009... em que finalmente voltou uma colheita que tem a marca organoléptica tão genuína.

Dito isto... o meu agradecimento ao caríssimo João Chambel que teve a amabilidade de trazer esta garrafa para provarmos!

Turvo! Rubi pálido e muito turvo. Mais rosado do que acastanhado.
Nariz perfeito. Está cá claramente o aroma de Tapada do Chaves... que a verdade é que não sei o que é.... faz-me lembrar aromas de quando alcatroavam estradas no verão, mas dizer que o vinho tem aromas de alcatrão, além de soar mal, é redutor.
É químico e com pouca expressão de fruta. "Fruta", neste caso, é "fruto"... castanhas, quando suam enquanto assam. Mais vegetal que frutado.

A prova de boca é deliciosa.
Veludo e cetim, se fossem configurados para produzir uma nova textura, seria provavelmente algo como fica o palato e a lingua depois de provar este vinho.
Delicadissimo, usado, que é diferente de dizer que o vinho está velho, mas cheio de charme e vitalidade.
Rebuçado e alguma especiaria. A fruta, de muita delicadeza, é também na prova de boca secundária ao carácter vegetal e químico.
Taninos ténues e mais evidentes quando reagimos ao "especiado".
Textura inconfundível.
À medida que respira, surgem ao longe notas aromáticas de lenha seca.

É um dos grandes vinhos de Portugal. Pena ter "desaparecido" cerca de 10 anos. Desejo e anseio que o regresso com o rótulo de 2009 - pelo menos é o que encontro - seja para ficar e revitalizar o perfil que tanto, tanto gosto.

Provador: Mr. Wolf


Herdade das Barras 2006


Característica diferenciadora: Força!


Preço: 16€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário: Primeira vez que provo este vinho, num jantar num restaurante muito interessante em Bicesse (Estoril). 
Restaurante Conceito.  https://www.facebook.com/conceitofoodstore

Impressionantemente escuro.
Nariz muito verde, aromas evidentes e muito expressivos. Algumas notas tostadas.
Prova de boca com alguma rusticidade na entrada, mas surpreendentemente fresca e equilibrada. É um vinho curioso.
Fruta sem ser muito doce, ténue acidez mas secura que o equilibra e taninos bem integrados, ainda que pujante.
Curiosa a força e elegância passados 7 anos.
Elegante, verde e fresco!
Bom vinho.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 25 de agosto de 2013

Nº Zero Negro Amaro 2010


Característica diferenciadora: Salinidade

Preço: 17.5€ (Restaurante Gulli - Cascais)

Onde: E-Commerce?

Nota pessoal: 17


Comentário:  Num restaurante que confecciona bem comida de inspiração italiana, nada como acompanhar por um bom tinto Italiano.
E é assim que chegamos a esta garrafa do produtor Menhir da região de Salento. 100% Negro Amaro, casta muito típica da região.
Escuro e de opacidade média a elevada, com brilho rubi.
Nariz bastante frutado, estilo cereja e frutos secos. Sem exageros de maturação. Mas com muito carácter.
Prova de boca com a secura tradicional de Itália. Rusticidade qb, mas muito bem polida.
Prevalece no entanto o equilibrio geral que se repercute também nas sensações. Muito homogéneo.
Textura com densidade muito interessante, generoso nas boas notas frutadas e muito, muito curioso pela salinidade que tem.
Final de boca que faz lembrar Flor de Sal. O contraste da boa fruta, estili cereja com o final salino, dá um "ar de graça" estilo sauer.
Taninos muito polidos e prova muito boa. Volumoso, limpo e equilibrado. Diferente.
Gostei muito.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2005



Característica diferenciadora: Persistência e complexidade.

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Qual é o vinho Branco Português que se abre a uma mesa após um Bussaco Branco de 2005? Não é fácil, mas dentro da escolha da humilde cave, o Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco de 2005 seria a escolha óbvia. Um desafio. Mas ultrapassado com distinção.

Cor amarelo intenso, limpo e com untuosidade manifesta na lindíssima lágrima que provoca.
Aromas curiosos, quase que a fazer lembrar croquetes de carne quentinhos... estranho, não? Mas é verdade. Aromas de carnes quentes, que rapidamente desaparecem. Mas bom, muito bom.
Mais uma volta no copo e as notas mais quentes desaparecem e surge tosta, amendoim torrado... e outra vez notas tostadas. Bom, vamos ao ataque de boca.

Impressionante... frescura, frescura e mais frescura. Muito cítrico, notas de lima muito finas e elegantes, alguma glicerina e garra! Muita garra. Uma verdadeira Pantera na mesa.
É impressionante a complexidade deste vinho, a sua vivacidade e o corpo e estrutura que mantém ao longo da prova, culminando no final muito persistente... e sempre fresco, apesar da concentração.

Excelente ano, em excelente forma e com muitos e muitos anos ainda preparado para a cave para quem tiver a felicidade de ter estas garrafas.

Top!

Provador: Mr. Wolf

domingo, 23 de junho de 2013

The Foundry Syrah 2007


Característica diferenciadora: Tenacidade.

Preço: 17€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário: Para se apreciar convenientemente o que se produz em Portugal, é absolutamente necessário conhecer e provar vinho fora de Portugal. Cada vez mais!
Este vinho foi partilhado por um aficionado de vinhos que comunga da mesma vontade de provar vinhos fora das nossas fronteiras! E é assim que provámos este Syrah de África do Sul.
Opaco no copo. Discreto, limpo e opaco. Aromas de barrica com ligeiríssima tosta. Evoluindo no copo, surgem aromas de cacau... melhor do que isso, mais expressivo é: nariz com aromas de bombom "mon cheri"
Prova de boca muito delicada, elegante, e marcada pelas notas (boas) de cacau e ao longe, ligeiro fundo de cabedal. Especiaria. Mas sempre num registo de elegância e tenacidade. Vigoroso sem ser exuberante.
Impressiona o carácter de aço com que se apresenta ainda, apesar de ser de 2007.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Luis Pato Vinhas Velhas 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Sempre um prazer abrir estas garrafas... Bairrada... Vinhas Velhas de baga... 2007. Tudo promete. E não compromete.
Cor translúcida, ligeiramente "alaranjado", mas vivo e brilhante ainda.
Nariz com aromas cítricos. Fresco e bastante elegante. Notas de caruma seca e bosque. Sempre em grande forma... vinho para pratos de condimento moderado, mas que dá muito, muito prazer.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2011



Característica diferenciadora: Elegante e perfumado

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Gosto de todos os vinhos que o Mário Sérgio faz. São vinhos sempre sérios, honestos, com grande respeito pelo material que lhes dá origem, com grande carácter, que gostam de cave e que pedem mesa. Na pequena localidade de Fogueira e com base nas castas Baga, Maria Gomes, Bical e alguma Touriga Nacional, forjam-se dos melhores vinhos de Portugal!

Recentemente chegado ao mercado, este garrafeira de 2011 repete a receita de colheitas anteriores. Segundo informação do produtor, Maria Gomes e Bical de vinhas velhas, fermentadas em tonel de madeira avinhada e engarrafadas sem recurso a colagem e filtração. Tradição e qualidade!

Julgo que este vinho espelha na perfeição a colheita de 2011. Quanto a mim 2011 tem-nos apresentado vinhos com muita elegância, com boa fruta delicada e com muito boa acidez. Este vinho do Mário Sérgio é tudo isso mas, em contraponto, por exemplo, com o PAI Abel 2010, com a acidez super bem integrada, sem excessos, tudo delicado e bem arranjado. Esta elegância e delicadeza têm por detrás uma estrutura férrea e de grande compostura onde se encontram escudados as ervas secas, a fruta branca bem madura e um perfume delicado, tudo permitir prova imediata mas também a guarda em cave.

Gosto muito de “emparelhar” este vinho com pratos de bacalhau (frito, cozido ou confitado), com peixes fritos ou com saladas de polvo ou ovas, regadas com azeite e salpicadas com um bom vinagre (pode ser o da Quintas Bágeiras que é fenomenal). No entanto, este 2011, devido à sua elegância, merece um prato mais delicado, que permita captar as suas muitas e delicadas nuances … um arroz de tamboril?!

Só para aguçar o apetite, o Pai Abel Chumbado é mesmo um SUPER VINHO! Aguarde-se pelos próximos post.

Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 23 de abril de 2013

Graham´s 10 Years Old Tawny Port



Característica diferenciadora: Frescura e a relação qualidade preço

Preço: 15€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Comentário: Gosto muito de Vinho do Porto! E gosto muito de Vinho do Porto bom! Quando aliado a isso consigo encontrar uma relação qualidade preço como esta … sinto-me no paraíso! Este é um belíssimo 10 anos, com um preço formidável, cheio de frescura e ainda com fruta fresca. Super equilibrado. Longo e super saboroso, rico. Nada falha! Como 10 anos é modelar. Entra directamente para a galeria daquelas coisas que gostaria sempre de ter em casa. Servir ligeiramente refrescado. Já me esquecia, a garrafa é muito bonita e valoriza muito o vinho.

Provador: Bruno Miguel Jorge

sábado, 30 de março de 2013

Arcadie Côtes du Roussillon Villages 2007


Característica diferenciadora: Especiado

Preço: 15€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Provar vinhos provenientes de regiões fora de Portugal é sempre um exercício recomendável. E este Arcadie é sempre um prazer. É a última das garrafas que adquiri há uns anos na garrafeira a Quinta do Saloio no Estoril.

Feito com Grenache, Syrah, Mourvèdre e Lladoner Pelut, é negro na cor ainda e apresenta um nariz de fruta muito madura, escuro tipo ameixa.
Corpo com equilíbrio e acidez ainda presente, grosso e ligeiramente seco com final com notas de cacau em maior evidência.Precisa de ar.
É mais "colonial" que frutado. Notas de madeira seca, mobiliário velho, mas essencialmente muito especiado no palato.

Interessante e bom. Comprado numa promoção stock off, não sei o seu preço exacto.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

José De Sousa Mayor 2008


Característica diferenciadora: Textura

Preço: 20€ 


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Muitos anos volvidos... volto a provar um José de Sousa Mayor.
Vinho com muita tradição, fermentado em tradicionais ânforas de barro alentejanas, sempre muito elegante e tradicional... pelo menos, era! 
Este de 2008 destaca-se imediatamente pela apresentação da garrafa. Pessoalmente gosto. Passando ao vinho:

Apresenta uma cor bastante escura, sem ser muito denso. Opacidade adequada. Menos leve que os mais "antigos"...Alguma barrica presente nos aromas, e cacau... daquele amargo. E notas de alguma caruma verde. Engraçado. 
Atentando na garrafa, para perceber o que compunha o vinho, vejo com surpresa 65% de Grand Noir, 20% de Aragonês e 15% de Trincadeira....investigando descobri que a reconversão eficaz da Grand Noir permitiu que tenha actualmente maior proporção no lote do que antigamente.
O vinho tem uma personalidade muito própria, não se desvinculando do tradicional Alentejo, mas com uma "garra" muito peculiar. As notas mais verdes (imagino que seja daí) do Grand Noir dão-lhe muita piada. Eu gostei muito do vinho. Muito texturado na boca e com elegância qb.
Deve evoluir bem em cave nos próximos 10 anos... dependendo do que se procura num vinho. Se gostam de sensações vincadas... bebeam agora até 2015.

Nota: não se enganem com a informação em alguns sites na internet onde associam a Grand Noir ao sinónimo em Portugal para Baga... a Grand Noir é uma casta tintureira, descendente do Alicante Bouschet. Não tem nada a ver com Baga pelo que me explicaram.


Provador: Mr. Wolf 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Luís Pato Vinha Formal Branco 2010



Característica diferenciadora: Mineralidade

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Este vinho foi provado juntamente com o Pai Abel 2010 e com o Campolargo Arinto 2010 e acompanhou o mesmo Bacalhau à Minhota do Quinta das Bágeiras. Dos três foi o que se apresentou mais reservado de aromas, sério e ainda um pouco sisudo, circunspecto. Fruta muito subtil e delicada. Boa acidez e frescura asseguram uma boa evolução em cave. Persistente. Um vinho a precisar de tempo para se mostrar ainda em melhor forma. A beber agora, prefiro o 2008 que está absolutamente monumental (tal como o Vinhas Velhas branco do mesmo ano).

Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Colinas Principal 2007


Característica diferenciadora: Volume e frescura

Preço: 18€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot... não é o cartão de visita da Bairrada, mas acreditem... o terroir está lá. 

Em nada é fácil, e puxa-se claramente as características mais "duras" destas castas... o Cabernet não apresenta as amiúde notas vegetais, a Touriga Nacional não vem com aqueles ventos florais enjoativos e o Merlot não cheira a "matança"! Não... 

Escuro e denso a cair no copo, os primeiros aromas são de espargos... sim, espargos verdes. Mistura estranha entre o sabor do que os espargos têm e o seu aroma.

Acetinado e com muito volume. Fresco mas com muita dimensão na prova. Austero qb. Acidez secundária a volume imediato na prova. Vinhão, comedido e claramente muito polido por barrica de muito boa qualidade. Fruta escura sem ser a actriz principal.

Sem nunca ser enjoativo, ou chato, não prima pela elegância. Vinho difícil de casar com comida... bebe-se bem a solo, mas parece-me bom para caça, ou pratos de confecção simples mas com azeite. Mas é um vinho sui generis.

Vinho diferente do que se encontra em Portugal, especialmente na Bairrada, mas muito bom. Muito bom, mesmo.

Gostei muito.

Provador: Mr. Wolf 

Stanley (2009)


Característica diferenciadora: Tudo é diferente neste vinho. Pinot?

Preço: 8€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: Não sei.


Comentário: Começar por onde? Não faço ideia... talvez pelo exercício à Tarantino de prova deste vinho... aberto Sábado à noite. Não gostei. Deixei (literalmente aberta  a garrafa) para o dia seguinte... provado com mais 3 pessoas... polémico. Uns adoram, outros ficam apáticos. Eu sou dos apáticos. Sem expressão. Esquecido (aberto) mais 2 dias... eis que chega a 4ª feira. E o vinho é bom. 4 dias aberto e mantém-se inalterável, rijo e "engomado", não há dúvidas da sua estrutura.

Então, comecemos por partes:

Adquirido na Garrafeira S.João em Benfica... em jeito de nota, foi a primeira vez que visitei esta garrafeira. Não prima pelo profissionalismo... mas tem rótulos interessantes e a preços adequados qb.

O vinho... curiosidade... ano não apresenta, nem região. 

Ataque de copo com cor de ginja pálido... perfil Pinot Noir.
Aromas... musgo, humidade, fruta pisada? Não! Nada disso. Mineral... álcool, ligeiro floral e muito, muito mineral... estranhíssimo. Podia ter notas de Touriga Nacional. No aroma. Mas o mineral da prova é blindado.

Ao longo dos dias a prova foi efectuada com atenção. O perfil é de muita personalidade e carácter... quer se goste ou não. Cor inalterável e aromas iguais! Sim... persistentes ao longo dos dias. Vinho que dá muita luta.

Aromas florais e de pedra molhada. Nada de fruta. Nada de madeira... eu pelo menos não encontro.
Boca... bom, a boca é fantástica. Estranho, mas não se fica indiferente à delicadeza e untuosidade do vinho. Muito calcário e secura qb. Nada de doçuras ou tostados... a cor muito ligeira e pálida, não avisa para a garra que tem na boca... mas é estranho. Precisa de comida.

E foi com comida adequada que se ergueu para um pódio muito especial este vinho... acompanhou um excelente Ratatui com peitos de frango grelhado, salpicados com chillis  de Moçambique onde este vinho mostrou toda a sua capacidade. Armadura de titânio para qualquer sabor, especiaria, condimento. Impenetravél na persistência e sempre, sempre como se acabasse de ser "engomado". Impressionante.

Não sei se adorei ou estranhei. Mas reconheço-lhe carácter e qualidade. A suficiente para comprar mais 3 garrafas para prova posterior... tipo daqui a 10 anos.

Vale todos os cêntimos pela diferença. Acredito que possa valer mais pela qualidade intrínseca. Mas tenho pouca experiência para o reconhecer. Vou dar-me tempo.

Provador: Mr. Wolf 




Conde Vimioso Reserva 2008



Característica diferenciadora: Mineralidade e elegante

Preço: 18€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Vinho em prova cega em conjunto com Marquês de Borba Reserva 2008 e Leo D´Honor 2008.

Notas de barrica boa e aromas "verdes". Fresco. Nariz mais vegetal do que frutado.
Na prova de boca está muito bem. Notas de madeira "verde", estilo cedro, mas muito fresco e equilibrado. Aromas de Cabernet Sauvignon explícitas e prova de boca excelente. Apesar do tema da prova cega ser 2008, este vinho "atira-nos" para a sensação de ser muito mais novo do que os restantes. E os restantes não pareciam de todo evoluídos em demasia!

Comparações à parte e de volta ao vinho... duro de certa forma, mas elegante, sempre num registo mais vegetal e mineral do que frutado. Elegância qb e certeza de vinho para muitos anos.
Constante na prova ao longo das várias "rondas" no copo, mostrou muita personalidade e qualidade. Foi o vinho que gostei mais na prova!

Provador: Mr. Wolf 


domingo, 27 de janeiro de 2013

Quinta de Nápoles 2000


Característica diferenciadora: Longevidade

Preço: 20€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: 2000... ano de expectativas. Volver do século. Crescimento exponencial do número de rótulos no mercado, com particular incidência no Douro. 
Início de década muito promissora e alavancadora do que é a realidade de sucesso de muitos dos nossos vinhos no mundo. E a Niepoort foi sempre um dos principais motores e orientadores desta acção. 
Sou um confesso apreciador destes vinhos, com especial destaque para o Redoma que normalmente é um excelente vinho, cromossomaticamente registado com o que de melhor existe no Douro.

Bom, mas foquemos-nos neste. Quinta de Nápoles... sim, essa Quinta mesmo que conhecem agora. Vinho de ano único - segundo sei - lançado no mercado e pouco comum de encontrar hoje em dia.
Cor ainda escura e nariz com ligeiro lácteo... doce. Rústico nos aromas e muito unidireccional. Pouca variedade aromática. 
Rubi escuro..Bonito com laivos rosados.
Boca mais elegante que os aromas poderiam anunciar... muito polida, com muito volume um ligeiro chocolate que lhe dá muita piada. Acidez qb, mas a fugir.
Em prova cega, ninguém antecipou a idade do vinho... indo os mais arrojados a 2001-2003... mas não, era de 2000.
Respira Douro, com uma falta de contemporaneadade que sabe muito bem! Não tem notas de madeira evidente, sabe e cheira a adega... muito bom! Pena ser muito raro encontrar este perfil de vinho na actualidade.

Provador: Mr. Wolf