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domingo, 12 de abril de 2015

Quinta do Monte D´Oiro Syrah 24 2007


Característica diferenciadora: Carácter

Preço: 50€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: O grande problema deste vinho é que nunca vou conseguir beber este vinho com 10 anos. É a 3ª garrafa de 2007 que tenho o prazer de beber... todas diferentes no estado de maturidade, a crescerem claramente em cave, mas iguais na distinção e qualidade. É um dos grandes vinhos que nasceu em Portugal na última década.
Esta acompanhou-nos na noite da Consoada.
Aberta com o devido cuidado, a cor está rubi, antecipando um vinho muito vivo e vibrante.
Aromas iniciais de azeitona (da boa) esmagada, verde e limpa... Carácter aromático evidentemente sedutor e com propriedade magnética... pois o nariz tem dificuldade em afastar-se do copo!
Decantado... surge a acidez de oiro, que proporciona ao vinho tridimensionalidade e volumetria. Deixa de impressionar só pelos aromas e pela entrada de boca, mas também pelo final estrondoso que tem. Peculiar equilíbrio entre acidez e doçura, muito difícil de encontrar e fantástica tenacidade e vigor.
Aromas que abrem os sentidos, com calda de fruta em extraordinário equilíbrio com notas de ervas aromáticas ao "fundo".
Boca de sonho. Acidez com fulgor crescente. Equilíbrio e suculência. Muita amplitude e mais importante de tudo... sabe muito, muito, muito bem.
Vinho top! Duma vinha que certamente se tornará mítica nas próximas décadas.
Provador: Mr. Wolf



domingo, 14 de setembro de 2014

Quinta do Monte D´Oiro Aurius 2003


Característica diferenciadora: Classe


Preço: 25€

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Não é à toa que a maioria dos posts que coloco actualmente é relativa a vinhos com mais de 5 ou 6 anos... especialmente se tivermos em consideração que parece-me de senso comum assumir que a qualidade geral do vinho em Portugal tem crescido muito, diria eu nas últimas duas décadas... mérito superior para os Produtos, sem margem para dúvida, e mérito também para o consumidor, que duma forma geral aumentou a exigência e colabora duma forma mais activa para o gosto pelo vinho. O mercado cresceu em valor no consumo interno, e apresenta fulgor no mercado externo... então porque destaco normalmente vinhos com mais alguns anos de idade? Porque se é verdade que os vinhos melhoraram a qualidade geral, também convergiram para um perfil muito semelhante, homogéneo e "fast drinking"... e na maioria das vezes, apetece-me um (ou mais do que um...) copo de vinho com carácter! E este sem dúvida nenhuma tem!
A cor estremece qualquer mesa... Quais 11 anos?! Será 2003 ou 2013? É 2003.
Limpo, brilhante e cor tendencialmente púrpura escura. Uma enciclopédia vinícola olhar para um copo destes... Panóplia de aromas e densidade cromática fantástica. 
Provar demonstra no copo, aquilo que só realmente o tempo consegue. Impressionante. 
Bom, pelo princípio... Aromas fechados e quentes, com figo a dar o mote. Parece-me também ligeiro cacau, morno - aquele aroma do resto das chávenas de chocolate quente, qaundo era pequeno e ficava aquela "calda" de cacau e o resto do leite... bom, aromas iniciais mornos mas uma bomba de intensidade da prova de boca!
Desafia qualquer conceito dos perfis de vinhos actuais, demonstrando que é o estágio e a correcta maturação que permite colocar em evidência o que é um grande produto, pronto para os palcos globais, e muitas vezes dificil de compreender em circulos mais estritos. 
Infelizmente, Portugal é sem dúvida um mercado pequeno, apesar de proporcionalmente no rácio de consumo per capita, ser um mercado de destaque. Mas conseguir produzir vinhos destes, essencialmente para um mercado como o nosso, a preços acessíveis, é de louvar... e agadecer.
Voltando a esta garrafa... Impossível explicar por palavras o equilíbrio entre a intensidade e a elegância que tem. Impossível.
Notas vegetais e à medida que respira, florais... apimentadas por fruta quente, ligeira e quase confitada. Final estonteante, cheio, redondo, mágico na intensidade, fulgor na persistência... Muito complexo para harmonizar, pois é aquilo que denomino um vinho "muito reagente", ou seja a sua intensidade é tal, que facilmente na harmonização com a comida, provoca diferentes (e evidentes ) sensações... se não houver cuidado, facilmente o vinho cresce muito mais do que a comida...
Touriga Nacional, Syrah, Petit verdot e Touriga franca. 
Penso que o grande destaque deste vinho é a nobre elegância que se sente em cada golada de vinho, como em poucos, polida pelo - inalcançavel por outros meios - efeito dos anos e da muita qualidade empregue desde a vindima à vinificação e estágio. Soberbo. 
Baco seria teu amigo do Facebook pessoal, Quinta do Monte D´Oiro. De certeza... vivesse ele onde vivesse...

Provador: Mr. Wolf


domingo, 8 de junho de 2014

Quinta do Monte D'Oiro Aurius 2009


Característica diferenciadora: Elegância


Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Quinta do Monte D'Oiro é sinónimo de qualidade e busca de excelência. É conhecido. 
Diferentes vinhos, radicados no mesmo, ou pelo menos semelhante terroir mesmo ali pertinho de Lisboa... vinificados com o mesmo cuidado, sempre extremo, do qual resultam sempre vinhos de culto, estandartes de elegância e exprimindo o que de mais puro as castas produzem. O Aurius de 2009 está ainda novo de mais - minha opinião. Controversa a opinião, seguramente... Mas está. 
Quem conhece o perfil sabe que tem de acetinar ainda mais. A Touriga Nacional tem de vergar o seu carácter floral, ligeiramente evidente ainda e aprumar a fruta e acidez. Porquê controverso? Porque o consumidor mais distraído quer é expressão de fruta, vigor... e nesse campo, este perfil peca por defeito. O consumidor mais atento, encontra a subtileza que só os grandes vinhos possuem... mas ainda a "amaciar". O vinho é assertivo, elegante e muito, muito gastronómico pelo excelente recorte. Fino e elegante, precisa só de mais uns aninhos em cave para se mostrar a sério. Em alternativa, considero que uma correcta decantação cerca de 1 hora antes de beber, pode ajudar a que o vinho se mostre mais... para a próxima já sei, porque esta garrafa não lhe demos tempo...

Provador: Mr. Wolf



domingo, 19 de janeiro de 2014

Quinta do Monte D'Oiro Reserva 2003


Característica diferenciadora: Elegância e tenacidade.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Escolher os vinhos para a Ceia de Natal não é fácil... escolher um vinho para a Ceia de Natal onde também vamos abrir Barca Velha, obriga a redobrada atenção... mas após alguma reflexão, um Quinta do Monte D´Oiro Reserva não comprometerá seguramente. Arrisca-se mesmo a ser protagonista.
Este de 2003 gosto especialmente. O facto de ser de 2003 induz em erro... pode pensar-se nalgum cansaço e "atenuado" pela idade... mas não!
Aberto com parcimónia e protocolo depois de repousada ao alto por 2 dias. Rolha imaculada, de vitrine!
Cor impenetrável ainda, escura e bastante límpido.
Aromas imediatos a lembrar azeite... profundo no entanto e muito balsâmico. Algum chá e ervas secas e depois de respirar um bom bocado, ligeiro doce. Aromaticamente está muito bem.
Na prova de boca é extraordinário na cremosidade e untuosidade com que se apresenta.
A estrutura que o vinha ainda apresenta é estrondosa. Elegante, mas cheio de tenacidade. Os taninos e a acidez estão tão muito bem, vivos e a fazerem-se a sentir ainda sem nunca chatear.
Fruta ténue, com predominância de especiaria e ligeiros aromas terrosos. Picante no palato e impressiona pela persistência final repleta de intensidade. 
É um excelente vinho em que todas as sensações quando se bebe é de equilíbrio e muita suculência. Nada de exageros, nada de "falta-lhe" o que quer que seja... é muito bom tal qual o vinho está... a questão é que é assim desde que saiu para o mercado, apesar de nos primeiros anos ser ligeiramente mais "vincado" nos taninos e mineral.

Puro prazer e 10 anos são 10 anos. É quando um grande vinho se mostra a sério.

Provador: Mr. Wolf


sábado, 5 de outubro de 2013

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007


Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 18


Comentário:  Denso e escuro. Muito escuro. Fechado no nariz...
Decantar é obrigatório.
Aromas de carácter mais animal imediatos. Pêlo de animal. Há que esperar.
Não se procure nestes vinhos exuberâncias de barrica, fruta, ou expressões neuróticas do que quer que seja. Esperem-se sim vinhos que se bebem com muito prazer, sem nunca pesarem e que aparentemente são "simples". Mas não são. Há aqui muito trabalho e qualidade para que o resultado tenha esta personalidade tão única como os Reserva da Quinta do Monte D´Oiro nos acostumaram.

Prova de boca cheia de fruta encarnada, viva e sem estar muito madura. Acidez fina e taninos hiper polidos e "arrumados".
Simples de entrada na boca, complexo quando sai. Muito complexo. Muita estrutura e taninos firmes que crescem ao longo da prova.
Precisa muito de ar. Cresce muito. Ganha muito volume e complexidade.

O que impressiona mais neste vinho é sem dúvida a elegância e a capacidade que demonstra para nunca cansar durante a prova. Muito gastronómico e cheio de pormenores, sempre em redor de fruta encarnada, algum picante e uma acidez crescente que lhe dão muito volume. Ganha grip à medida que respira.
Acidez, barrica e taninos muito bem integrados convivem com muita vivacidade e fruta muito boa.

Na minha opinião, apesar de estar muito bem para consumo imediato, é de guardar e ir provando ao longo dos próximos 10 anos. A fruta que o vinho tem necessita estágio para se emancipar, e a elegância e estrutura de taninos garantir-lhe-ão seguramente provas de luxo nos próximos anos.

Provador: Mr. Wolf


Quinta do Monte D´Oiro Syrah 24 2007


Característica diferenciadora: Elegância.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Syrah 24 da Quinta do Monte D´Oiro é um dos meus vinhos Portugueses preferidos. Essencialmente porque é muito bom e sabe muito bem, desde a primeira à última gota.
Cor ainda impenetrável. Escuro, limpo, com tons rubi escuro.
Aromas de fruta encarnada, estilo morangos. Sem muita doçura, mas muito expressivos.
Na prova de boca é muito interessante a delicadeza e a leveza que o vinho tem. Parece sempre que "vai acontecer qualquer coisa", mas não vai. Está lá tudo na devida proporção e extremamente bem equilibrado. É impossível enjoar deste vinho.
À medida que o vinho "respira", ganha incríveis notas aromáticas de alfazema e alecrim. Eu acho que o que define este vinho é a delicadeza e aptidão para nos surpreender com a expressividade aromática que tem, ao mesmo tempo que é ímpar na forma harmoniosa com que nos silencia quando se prova na boca.
Como excelente vinho que é, apesar de 6 anos, está em crescendo evidente. E isso vê-se ao longo da prova. Necessita de tempo. Seca ainda a lingua, o que é agradável pois garante alguma frescura, muito difícil nesta casta onde facilmente as notas de cacau e afins se sobrepõem ao conjunto. Nesta caso não. Ligeira azeitona, pimenta preta e "umas pitadas" de pimento, que nada chateiam.
Estrutura muito boa, assente em taninos finos, barrica de muita qualidade sem marcar a prova e fruta estilo morango e em alguns momentos de ameixas escuras, doces... mas sempre sem cansar nada.

Muito, muito bom.

Pimenta preta e ligeira pimento no final.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 30 de março de 2013

Quinta do Monte D' Oiro Lybra 2007


Característica diferenciadora: Quinta do Monte D´Oiro...

Preço: 8€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17


Comentário: Vitima do seu próprio sucesso, encontrar Lybra de 2007 não é fácil. Mas encontrei e comprei 2. Eram as que havia... Repousadas uns meses na garrafeira, chegou a hora de provar a primeira.

Rolha impecável, de cor rosa ténue.

No copo?

Cor rubi escuro, opaco.
Notas doces nos aromas. Rebuçado daqueles estilo "bola de neve".
Na prova de boca imediatamente surgem peculiares notas de xarope de laranja, densas, a impressionar pela diferença. Com o arejamento, transforma-se, e as notas de carácter mais cítrico desaparecem.
Boca muito harmoniosa. Taninos presentes mas muito bem integrados. Sabor doce e concentrado, com algum xarope a fazer lembrar os sentidos de aromas de farmácia antiga.
Muito discreto ao fundo, aroma de alfazema. Frescura.
Muito equilibrado com prova de boca muito envolvente, harmoniosa e final fresco.
O típico cacau presente nos Syrah não surge aqui em evidência, o que é bom. Mas nota-se ligeiro aroma de chávena de leite com chocolate quente, quando ficava aquele "restinho" de chocolate no fim da chávena, lembram-se?
Muito acetinado, gastronómico, e essencialmente, muito bom e sem medo de cave.

A pedir prova com os seus irmãos mais novos. Vou tratar disso.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Quinta do Monte D´Oiro ex aequo 2008


Característica diferenciadora: Luxo em formato 0,75l

Preço: 42


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Provado  há uns meses atrás (post no blog disponível), fiquei muito inquieto para o provar mais vezes. Voltei a prová-lo no Openday do Wine Penacova Meeting de 2012 e prometi-me que o provaria de novo no Natal. E nunca devemos prometer o que não conseguimos cumprir. Eu cumpro.

Apreciei bastante o estilo do de 2007 e sou adepto confesso deste vinho. Vale cada cêntimo e ainda bem que é um vinho de região Portuguesa, pois seguramente se o rótulo fosse Castelhano custaria umas 4 a 5 vezes mais e caso fosse Francês, no mínimo, o dobro. Sim, se fosse Castelhano era mais caro que se fosse Francês. Com um vinho desta qualidade, a presunção toldava-lhes o espírito. Bom, comentários sociológicos à parte, a prova:

Copos ansiosos. Brilhantes e orgulhosos de serem Austríacos felizes à beira mar vivendo e servindo bons vinhos Portugueses.. Cobrem-se de reflexos rubi escuro, espesso à medida que o vinho cai.
Aromas imediatos de madeira muito fina e de muita qualidade misturados com cerejas. Delicisoso... é fácil ficar a ver a bonita cor do vinho.
No ataque de boca, a entrada é falsamente doce. É antes sim, muito concentrado, cheio... envolvente. O vinho parece que nem existe, atordoando os sentidos tal é a sua delicadeza no que tem de ser delicado, nomeadamente na acidez e taninos. E se os tem... mas o equilíbrio é admirável. Parece que não pesa na lingua.

À medida que respira, o vinho cresce em pujança, emergindo notas mais evidentes de fruta encarnada escura, como cerejas e ameixas pretas acompanhadas de notas picantes impressionantes. É um verdadeiro Gladiador da mesa, tal a sua tenacidade e força, sem manifestações exacerbadas de fruta, álcool ou madeira como tanto está em voga. É um vinho que não precisa de se "fazer ouvir". É dos que "se escuta".

A concentração e delicadeza conferem-lhe características de facto únicas proporcionando uma prova no minímo excelente. É uma mistura de seda com veludo. É sem dúvida (pelo menos para mim) um dos melhores vinhos Portugueses da actualidade.

A comprar e guardar algumas (pelo menos 2) sem medo 2 décadas. Mas dá para beber já sem problema nenhum...

Excelente.


Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Aurius 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 25€
Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17
Comentário:  
Sempre delicioso! Fora de concentrações desmedidas, modas contemporãneas e tendências de mercados "adocicados" e "timberlovers"...Este não...tem algum arrojo no blend e  percebe-se mal se coloca no copo que é "outra loiça".
Rubi de média concentração. Ligeiramente translúcido.
Mentolado no nariz... notas químicas misturadas com algum couro, ligeiro.
Mas é na boca que se manifesta o seu verdadeiro palco de luxo... muito elegante, fresco, como que a deixar a "boca lavada". Acidez e frescura em sintonia.
Algum picante e verde que oscila com as notas mais florais da Touriga Nacional.
Final longuíssimo.
Excelente vinho e excelente relação preço/qualidade.
Vinho de classe para qualquer mesa do mundo.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 4 de novembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro TN 2005 - Edição limitada Guilda

Característica diferenciadora: Textura

Preço: não disponível
Onde: Clubes de Vinhos e garrafeiras particulares
Nota pessoal: 17

Comentário: Edição limitada de Tinta Roriz de 2005 de José Bento dos Santos... provado em jantar com convidados apreciadores de boa mesa... La Chaîne des Rôtisseurs... é um desafio.... O vinho tinha de ser sem dúvida gastronómico e sem procurar ser protagonista. E foi adequada a escolha.

Vinho de cor ainda bastante rubi e limpíssima.
Nariz de aparas de lápis, cedro muito ligeiro.
Boca com uma textura maravilhosa, fino de taninos muito discretos mas com muita estrutura ainda na boca. Fruta delicada, estilo amoras, mas muito discreta. Aveludado e com muito, muito equilíbrio. Na língua a persistência do vinho era magnífica e com capacidade de equilibrar uma boa carne vermelha feita à Portuguesa, ligeiramente mal passada. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 30 de setembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Madrigal 2010

Característica diferenciadora: Viognier... sem chatear

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Confesso que bebo Madrigal há algumas colheitas, sem que nunca me chamasse muito à atenção. Sempre encontrei neste vinho "leveza", delicadeza e uma cor pálida muito bonita. Mas nada que me fizesse procurá-lo.
Por sorte, provei uma vez um que não era do ano mais recente e fiquei pasmado com a intensidade que o vinho tinha. Comecei a prestar mais atenção... e é neste cenário, que após provar já algumas garrafas deste ano de 2010, resolvi colocar as minhas observações.

O vinho é muito bom.
Eu não conheço bem esta casta...dos poucos vinhos portugueses que já provei com Viognier, confesso que quase sempre os achei demasiados espessos e enjoativos.
O Madrigal não é, nem uma coisa, nem outra. É reservado de aromas e tímido na cor. Engana, pois na boca tem muita tenacidade. Reconheço-lhe "verdura", cítrico, lima. Muito bem balanceado do ponto de vista de acidez e álcool, ganha proporção à medida que a temperatura sobe. Não enjoa nunca e é muito "limpo". Ligeiramente mineral, na entrada de boca, e com notas evidentes de lima e ligeira relva quando se corta. Conquista pela coerência de intensidade ao longo da prova e da refeição. Vicia.

Vou guardar para provar as que restam nos próximos anos.
Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007


Característica diferenciadora: Equilibrio/ proporção
 
Preço: 30 Euros (aproxidamente)
 
Onde: Garrafeiras especializadas

  
Primeiro post no "Wine Penacova Meeting". Cabe-me agradecer ao Mr. Wolf pelo simpático convite. Para começar nada melhor do que um dos melhores vinhos de Portugal. Este Quinta do Monte D´Oiro Reserva de 2007 é um vinho de excepção: proporção e equilíbrio são a tónica dominante. Nada neste vinho se sobrepõe, não há protagonismos, antes um diálogo cooperante entre fruta e madeira. É um vinho muito fresco, com belíssima acidez e com uma extraordinária vocação gastronómica.

Provado com: Quinta da Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003, Domaine Charvin 2003 e Poeira 2008

Provador: Bruno Miguel Jorge



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro ex aequo 2008

Característica diferenciadora: Concentração e delicadeza

Preço: 42€

Onde: Garrafeiras Especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Depois do sucesso do de 2007, foi com muito entusiasmo que preparei esta garrafa para acompanhar com 2 amigos uma excelente iguaria no fantástico restaurante O Panorâmico em Penacova... Chanfana à antiga, em fornos de lenha e caçoila de barro entre outros... bom, ao vinho!
A Quinta do Monte D´Oiro é sempre sinal de qualidade de excepção... a expectativa para este vinho era muita.
Rubi cheio de energia, muito mais vivo que o de 2007. Muito mais. Nariz com aromas de cacau, especiarias. Confesso que me fez lembrar os primeiros Quinta do Monte D´Oiro Reserva que bebi, talvez no início da década de 2000. Era um nariz muito diferente dos demais tintos de Portugal.
No ataque à boca, a primeira sensação é imediata de muita concentração. Delicioso.
As notas do doce e amargo do cacau estão evidentes, mas complementadas com um picante na língua espantoso. Picante do vinho, entenda-se.
Texturado, cheio de pormenores que o tornam uma delícia para os sentidos.
Mais efusivo que o de 2007, vai ser também um grande, grande vinho. Já o é, mas acredito que vai balancear-se mais, equilibrar-se nele próprio e adquirir o estilo tão particular dos produtos desta magnífica Casa... equilibrados, requintados e de qualidade muito acima da média. Excelente. Vinho Top para qualquer mesa do mundo.

Provador: Mr. Wolf

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2003

Característica diferenciadora: Longevidade e elegância

Preço:35€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Escuro na cor ainda. Nariz de muita classe, com fruta ainda ligeiramente evidente, notas de tabaco e algum cacau.
Boca extraordinária de muita elegância.
Os aromas de fruta ficam tímidos à medida que as notas de chocolate e outros aromas que não consigo identificar se manifestam mais evidentes.
O vinho cresce literalmente em espessura. Denso. Pede comida de confecção genuína, ou seja com sabores separados.
É um vinho de muita classe e que está diferente e muito, da nota de prova de quando era novo... recordo-me das sensações que o Quinta do Monte D´Oiro Reserva provocava, sempre mais sedutor no imediato e com aromas frutados. Actualmente está mais fechado, misterioso e quando respira ganha muita dimensão.
Equilibradíssimo de acidez, sem excessos de doçura e outras notas típicas do Syrah, é e continua a ser uma bandeira de muita qualidade no panorama nacional de vinhos.
Inicia aqui o processo de consolidação, pois não é um vinho que oscila e é bom alguns anos e em outros não, ou, dura só com carácter 3 ou 4 anos... este vai em 9... E o de 2001 que provámos há pouco tempo, apesar de diferente, era extraordinário também. Pena é que há poucas garrafas no mercado e é um vinho que mesmo quem gosta de estruturar garrafeiras particulares não tem a predominância que deveria ter. Eu, pessoalmente, há muitos anos que compro e guardo. Nos últimos 3 a 4 anos aprendi que desta Casa tem de se aprender a moderar a abertura de rolhas e guardar muitas para o futuro, pois crescem muito bem em cave.

Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 8 de julho de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Aurius 2006

Característica diferenciadora: Fresco
Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas.
Nota pessoal: 17

Comentário: Cor rubi viva ainda. Aromas de Touriga Nacional ao longe... flores à noite, nas noites mais quentes de verão. Delicado. Na boca tem muita piada, pois sem nunca ser exuberante, puxa muito pelos sentidos. Tem toques de "after-eight"! É giro... e bom. Está no ponto para se provar.
Provador: Mr. Wolf



Quinta do Monte D´Oiro ex aequo 2007

Característica diferenciadora: Delicioso
Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18
Comentário: Vinho fora de modas. Pelo menos das que se encontram em Portugal. Modesto na cor e na densidade quando cai no copo, mas é na boca que se percebe a qualidade extraordinária deste vinho. Tudo é harmonia e intensidade. Licoroso, sem ser doce. Ligeiro chocolate, sem ser evidente e muito, muito persistente e fino. É, de longe, do melhor que se faz em Portugal. Sem exageros de barrica, sem exageros de fruta, nada. Então como se descreve? Néctar. Extremamente delicado e com acidez presente, a dar-lhe final. Taninos muito bem integrados. Nada na prova de boca se manifesta desagradavelmente. É um vinho muito dificil de comentar para quem procure exuberâncias. Não as tem, mas também quem as procura não consegue apontar um defeito. É daquelas experiências, que pela diferença, tem a capacidade de remeter o mais opinioso para o silêncio.
Ao invés, quem não procura a qualidade através do exagero e da exaltação severa de sentidos, é "O Vinho". Nada se mostra, insunua-se. É muito, muito bom. Recomenda-se e muito. Mas... aviso honesto à navegação... quem procura exuberâncias de fruta, homenagens a tanoarias e manifestações das papilas gustativas excitantes, guarde o dinheiro e compre em vez de uma garrafa destas, uma ou duas caixas de muitos rótulos que existem disponíveis para esse perfil.

Eu prefiro estar de 2ª a 6ª sem provar nada, para provar só 1 destas por semana, se esse fosse o caso.
Provador: Mr. Wolf



domingo, 24 de junho de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2001

Característica diferenciadora: Longevidade e classe

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Bom... por onde começar? Talvez por ter sido dado a provar à cega e ninguém, reforço, ninguém dos que estavam a jantar diria que o vinho era inferior a 2007... apesar da "delicadeza" evidente. Cor escura, com ligeiros laivos tijolo, mas rubi ainda. Nariz misterioso com notas de especiaria e algum adocicado. Fruta muito delicada, parece essência de fruta encarnada, silvestre mas doce. Faz lembrar aqula calda que por vezes fica nos frascos de doces caseiros. Madeira ligeira ainda evidente, mas esssencialmente muita complexidade aromática e uma finesse  na boca... de realçar também que este vinho foi servido em conjunto com outro, que não estava às cegas, de 2009... taninos não são de aço, são de carbono. Presentes e não cedem, mas sem marcar a prova. Quando descoberto foi uma surpresa. Não se bebam estes vinhos novos, por favor... para exuberância, o mercado está inundado de inúmeros rótulos e ainda se poupa dinheiro. Quem não procura exuberância, mas sim intensidade e tenacidade, este é o exemplo do melhor, sem margem de dúvidas, Syrah da Península Ibérica. Excelente.

Provador: Mr. Wolf



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Vinha da Nora Reserva 2001

Característica diferenciadora: Carácter e charme.
Preço: 15€
Onde: garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17

Comentário: Nariz fechado... farmácia ligeira, mas muito ténue. Cor inexpugnável. Nunca, mas nunca a análise da cor permitia dizer que o vinho era anterior a 2007. Impressionante. Não é viva, mas é densa e escura. Nada de castanhos ou oxidações. Nariz outra vez... mais dado a aromas, mas muito fechado. Algum cabedal, pimenta preta quando se acaba de moer. Aromas a que estamos pouco acostumados. Na boca, melhora...ou seja, mais familiar com o que estamos acostumados. Elegante. Equilbrado e muito intenso. Doce, sem ser enjoativo. Taninos, não são de aço... são de carbono, mas na disposição molecular que a transforma em diamante. Fortíssimos, mas nada incomodativos. Com o arejamento, ganha secura, acidez perfeita. O vinho parece que "falta" qualquer coisa, mas não. É mesmo assim. A custo, deixei um pouco no fundo do decanter para provar noutra refeição. Igual, algum tabaco e muito especiado. Taninos ainda firmes. Bom, o vinho impressiona porque ainda está fechado. Quem as tenha, que as beba daqui a uns anos que não se arrepende.

Vinho de boas memórias, das primeiras que bebi. lembro-me da finesse do de 98. Fruta delicada. Médio corpo. Com este vinho aprendi que o vinho não se mede pela impressão aromática, ou pela expressividade da fruta. A qualidade mede-se pela persistência, pelo equilíbrio. Recordo-me em 01, 02 e seguintes, o que era "qualidade" nos vinhos que saiam para o mercado era extracção, concentração, exuberância.
Com este aprendi que a qualidade mede-se pela experiência da prova e pela harmonização com o que se come, ou simplesmente se respira, pois bebe-se muito bem à conversa.
Com este aprendi que aprecio muito mais o perfil do Poeira do que do Vale Meão, sem querer entrar em comparações de qualidade, pois ambos são excelentes.
Com este aprendi que em prova com mais pessoas, é indiferente o que os outros dizem do vinho. Simplemente adorava-o. Saudosismo à parte, vou mas é à procura de garrafas destas perdidas em prateleiras.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 14 de abril de 2012

Têmpera Tinta Roriz 2006

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: ?€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Cor escura. Muito elegante. 
Nariz com aromas de aparas de lápis. Pimenta.
Na boca, muito elegante. A elegância manifesta na cor e aromas acentua-se na prova de boca.  Madeira muito discreta. Corpo médio.
Vinho muito gastronómico. Ligeiro lácteo.
Bom vinho.

Provador: Mr. Wolf

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2006

Característica diferenciadora: Classe pura.

Preço: 30€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Cor rubi, translúcida. Não impressiona pela cor, mas sim pelo nariz e boca.
Nariz muito insinuante, de fruta e madeira... madeira "ao longe" de muita qualidade.
Na boca é uma delícia.
Corpo médio, mas final de boca longuíssimo. Fruta pura, filtrada de tudo o que chateia e taninos presentes mas sem se fazerem notar em nada. Nada está demais ou excessivo. O vinho parece que lhe falta qualquer coisa, mas não falta. É daqueles vinhos que alimenta. Muito bom.


Provador: Mr. Wolf