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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quinta da Manuela 2001

Característica diferenciadora: Elegância

Preço:30€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: 10 anos...curiosidade. Vinho provado a um excelente preço no restaurante A Tasca do Joel.
Cor adequada à idade. Sem traços evidentes de envelhecimento, no entanto sem a vivacidade dos vinhos contemporâneos.
Aromas estranhos quando decantado... e ligeiro "picar"... decidiu-se deixá-lo respirar.
O vinho estava ligeiramente alterado, mas recompos-se e é um luxo ainda na prova de boca. Cetim puro. Delicadíssimo ainda com acidez para mais 4 ou 5 anos no mínimo. Os aromas mais "chatos" iniciais alteraram-se para aromas de bosque húmido, chuva e terra. Fruta escura também, fina. Na boca, que é o seu melhor palco, torna-se incrivelmente jovem e fresco, sempre com muita, muita elegância. Bom vinho, a preço de saldos (o de 2001... entenda-se. Cerca de 21€ à mesa) e que é uma prova muito interessante para quem sabe o que é o Quinta da Manuela.

Provador: Mr. Wolf

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Quinta do Monte d´Oiro Lybra Rosé 2011

Característica diferenciadora: Equilíbrio
Preço: 8€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: O Rosé de verão perfeito. Cor rosa pálido, sem parecer sumo, como a maior parte dos Rosés que agora se fazem. Nariz mais vegetal que de fruta, sem notas a prevalecer de fruta. Acho mesmo muito vegetal. Na boca é excelente. Seco qb, sem enjoar nada e com um corpo e estrutura invulgar para um Rosé. Não é um vinho simples. Serve perfeitamente para beber ao fim da tarde, bem fresco (7º - 8º) ou a acompanhar peixe, carne branca ou saladas mediterrânicas a 10º-11º. Excelente Rosé.

Provador: Mr. Wolf

Munda Touriga Nacional 2008

Característica diferenciadora: Touriga Nacional decente.
Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Foi com curiosidade que voltei a adquirir uma garrafa destas, depois de ter gostado das primeiras que sairam, salvo erro em 2004. Bom, aberta e investigados os aromas, a madeira destaca-se. Boa qualidade. Fruta preta. Ameixas. Apelativo. Confesso que tenho preconceito com Touriga Nacional... são poucos os vinhos que provo que não acho um exagero de sensações. Bom, na prova de boca, a primeira sensação é de um vinho denso e pesado. No bom sentido. Mas é elegante... tem muita fruta, mas sem exageros. Cereja. Cheira a rebuçados "Bola de Neve". Depois da fruta, aparecem aromas florais, mas ligeiros, sem cansar. Na boca é muito bom. Agarra os sentidos. Tem acidez em excelente proporção para não marcar pela negativa a prova, mas para assegurar anos de boa evolução. Na boca, após prova mais demorada, vem notas de aniz e os taninos são musculados ainda, mas bebe-se muito bem. A par com o Vallado Touriga Nacional, é o exemplar da casta de maior qualidade, salvo muito raras excepções como eram os Quinta do Crasto. Relação preço/qualidade muito boa. Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf

Quinta dos Frades Vinhas Velhas 2008

Característica diferenciadora: Concentração
Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17

Comentário: Vivo na cor. Escuro e muito rubi. Aromas de muita fruta, groselha, amoras. Na prova de boca é muito bom. Sensação de estarmos a prová-lo ainda novo...garantidamente está aqui vinho para mais anos. Muio concentrado e com taninos bem domesticados. Final longo. Bom vinho.
Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de setembro de 2012

Campolargo Arinto Barrica 2010

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17

Comentário: Excelente cor e densidade. Nariz verde e cítrico. Na boca é untuoso qb, sem os excessos que hoje começam infelizmente a ser moda e acidez muito bem integrada. É leve, mas faz-se notar muito bem na prova de boca. Deve melhorar bastante em cave. Boa persistência final. Excelente qualidade por cerca de 10€.
Provador: Mr. Wolf

Campolargo Alvarelhão 2011

Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: Não sei. Eu pagava 15€-20€ por garrafa!

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: Um 17 diferente, pelo prazer que dá em beber!

Comentário: Vinho completamente diferente do que estamos habituados. De cor mais translúcida que o normal, mas com brilho e tonalidade viva. Aromas imediatos de fruta fresca, vermelha. Floral também.
Na boca é surpreendemente cremoso e "amanteigado"... como não percebo muito disto, não tenho problema nenhum em dizer que a única prova com algumas semelhanças que me recordo é de alguns tintos novos do Vale do Loire. Madeira ligeira no final que lhe dá muita graça.
Muito, muito bom.
Este vinho é de origem do Dão, produzido 100% da casta Alvarelhão com desengace total e pisa a pé. Foram produzidas apenas cerca de 2000 garrafas. Espero que seja para repetir.
É diferente, mas é excelente e muito gastronómico. Beber a 15º.

Provador: Mr. Wolf

Whyndam Estate Shiraz Bin 555 2005

Característica diferenciadora: Doce

Preço: 25€

Onde: Bebi no Hemingway na Marina de Cascais
Nota pessoal: 16,5

Comentário: Clássico Syrah que viveu há uns anos em madeira muito intensa. Picante, evoluído e doce. Vale pelo conhecimento, pois sem ser daqueles vinhos exagerados, é um bom exemplo do que se faz no Novo Mundo. Eu não sou muito apreciador, mas vale a pena experimentar. Cor ainda escura, aromas adocicados e ligeiramente especiado. Fino na boca, mas não chateia. Vale pela experiência.

Provador: Mr. Wolf

Visita à Adega Campolargo

É com muito gosto que documentamos os bons momentos que passámos na companhia de alguns amigos na Adega Campolargo. Falar desta Casa é falar de qualidade e dimensão. É falar dum estilo na Bairrada diferente do empírico. Pode-se gostar ou não, concordar ou não, mas é na qualidade dos seus produtos que se devem alicerçar as opiniões. Não em preconceitos. Eu gosto e como consumidor humilde que sou, tenho a possibilidade de escolher diversos estilos diferentes do portefólio que o Eng. Carlos Campolargo e restante equipa nos proporcionam.

Porque o espaço obriga a alguns comentários, a dimensão foi de facto o que mais me impressionou pela visita mais detalhada que efectuámos desta vez. É organizado, estruturado em função da ergonomia e com escala.

Este fantástico "deck" construído à entrada das "gigantes inoxs", permite que as uvas entrem na adega e todo o processo até ao inox seja efectuado por gravidade. Consequentemente, na planta inferior o vinho é estagiado, com as condições de temperatura e humidade adequadas. Parte da eficácia da estabilidade da temperatura é proporcinado pelo estético lago artificial que se vê na paisagem contígua à adega... inteligente, não é? E estéticamente eficaz.

O leque de produtos é bastante alargado, como é conhecido... nesta Casa experimenta-se muita para além da tradicional Baga. Eu adoro Baga... mas reconheço a importância que de ir produzindo além da Baga. Existem vinhos desta Casa excelentes e que se recomendam, conforme já temos divulgado, mas penso que existem 2 que são um bom cartão de visita para quem queira provar... Calda Bordaleza, de qualquer ano, e uma "brincadeira" que se chama Pinot Noir 2008. Mais há muito mais. Eu pessoalmente gosto muito do Diga, seja branco ou tinto, mas oportunamente vamos deixando aqui algumas sugestões.
Um agradecimento especial à Joana e restante equipa que com a reconhecida simpatia nos recebeu e ciceronizou até ao almoço.

Por falar no almoço... Restaurante "O Rafael" em Bustos... deixo que as imagens expliquem:


Bacalhau... nem sei o nome, mas era à antiga e de excelente confecção.
O bacalhau ferveu ainda uns 2 minutos à mesa...

Alvarelhão 2011
Arinto 2010 Barrica