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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quinta do Noval 2008



Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 32€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Quinta do Noval é sempre sinal de muita qualidade e alguma exclusividade. Desde 2004 que temos este vinho disponível no mercado, discreto na publicidade e constante na qualidade.

Foi com muito entusiasmo que adquiri esta garrafa de 2008... Saudades do de 2004. Saudades do de 2007 e muito expectativa para o de 2008... O que pode ser um desafio.

Cor límpida e escuro. Mantém o carácter denso (não tanto como o de 2004), que se manifesta pelo balanço no copo "diferente". Mais pesado que o comum dos vinhos.

Fruta muito evidente no nariz, mais insinuante do que evidente. Trabalho de barrica pura e simplesmente magnífico. Tudo é esclarecido nos aromas. Limpo.

Touriga Nacional evidente mas delicada qb. Notas florais  típicas, sem serem muito activas... o que é bom. Notas balsâmicas, e outra vez barrica... barrica muito boa. Nota-se que o vinho teve um estágio adequado em Madeira, mas madeira de muita qualidade sem o "tostar" ou adocicar.
Fruta delicadíssima, num registo de amoras e framboesas. Muito bem balanceado na prova de boca, tem acidez que baste e torna-se muito guloso. Não teme a cave, mas não me parece ser ávido desta como os anteriores.
A fruta evidencia-se de forma constante na prova, sempre num registo muito delicado, mais em "geleia" que em polpa.

Excelente representante do Douro e bom exemplar do que pode ser um bom vinho de 2008, muito diferente do de 2009, mas com características muito peculiares. Gosto dos dois anos (08 e 09), e este Noval de 2008 está excelente.

De louvar a redução significativa de preço de lançamento deste ano de 2008, que é cerca de 20% mais barato que os anteriores... pelo menos o de 2004 ultrapassava os 40€... na melhor das hipóteses. Mas é daqueles vinho que na minha opinião vale todos os cêntimos.



Provador: Mr. Wolf 


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Luís Pato Vinha Formal Branco 2010



Característica diferenciadora: Mineralidade

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Este vinho foi provado juntamente com o Pai Abel 2010 e com o Campolargo Arinto 2010 e acompanhou o mesmo Bacalhau à Minhota do Quinta das Bágeiras. Dos três foi o que se apresentou mais reservado de aromas, sério e ainda um pouco sisudo, circunspecto. Fruta muito subtil e delicada. Boa acidez e frescura asseguram uma boa evolução em cave. Persistente. Um vinho a precisar de tempo para se mostrar ainda em melhor forma. A beber agora, prefiro o 2008 que está absolutamente monumental (tal como o Vinhas Velhas branco do mesmo ano).

Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Reserva Especial Ferreirinha 2001


Característica diferenciadora: Casa Ferreirinha... e a sombra do "Barca Velha", para o melhor e para o pior.

Preço: 50€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16,5.


Comentário: Bom...dado o mote com um grupo de amigos para uma Prova Cega subordinada a temas escolhidos caso a caso, esta Reserva Especial Ferreirinha 2001 foi levada para uma retrospectiva ao que foi 2001. Era o tema.

Excelente mesa para acompanhar os 3 vinhos... aguardava um lombo de porco preto assado no forno, minunciosamente confeccionado pelo caríssimo Bruno...3 decanter... minúncia na abertura sigilosa das garrafas, peculiaridades com a temperatura e, enfim, os 3 para a mesa (provado em conjunto com Quinta da Dôna 2001 e Luis Pato Vinha Pan 2001).

Ora bem... prova fantástica com 2 Bairradas (às cegas naquele momento) anteriores, e cai no copo (às cegas, obviamente) este Reserva Especial... castanho! Percebe-se que a comparação com os outros vinhos é sempre "complexa", mas é o que é.

Àlcool presente e ligeiro amargo na boca... desagradável, precisa respirar no copo.
Arejado e todos de "faro" apurado qual perdigueiro a descortinar se gostavamos ou não dos aromas, quando me chegou ao nariz carne (para mim é pior que chegar-me a mostarda ao nariz...), suspirei e calei-me para voltar ao vinho numa 2ª volta.

20 minutos depois, lá voltei. Melhor.
Mais verde, mais fresco e vegetal... com ligeiro cabedal. Mas as notas de "carne crua" tinham desaparecido.
Ganhou frescura, mas nunca se manifestou equilibrado. Com o tempo ganhou mais acidez. Mas o vinho oscila muito na prova, ora manifestando algum equilíbrio e acidez, ora caindo em aromas e palato manifestamente desagradáveis, amargos em demasia e àcidos.

Muitas "apostas" que seria um Douro. Mas não unânime.

Descortinado os vinhos em prova, foi uma desilusão para mim... sim, porque sou um adepto confesso da Casa Ferreirinha.
Porque o provei em Junho de 2012 e achei que a sombra do Barca Velha prejudica muito este vinho... sim, porque se em relação ao de 1997 consigo alimentar uma discussão sobre as hipotéticas possibilidades de ter sido declarado Barca Velha ou não, neste ano de 2001 não há margem absolutamente nenhuma para essa conversa. Não é de todo.
Desiludi-me porque bebi várias garrafas (felizmente) de 1992 e cheira a Ferreirinha e tem uma finesse  que este nunca terá.
Desiludi-me porque achei que talvez a garrafa que bebi em Junho (post aqui no blog), ou não teria sido feliz na abertura nesse dia ou na conjugação com a comida, ou estivesse "fora de forma". Não. Há que aceitar a evidência... se eu fosse um "rapaz" de confrontações, adorava prová-lo às cegas com o Colheita de 98 Ferreirinha, ou mesmo com um Quinta da Leda de 2000 para não ir mais longe. Mas com custos sem serem suportados pela minha carteira. É que só pelo nariz o vinho destoa. Não cheira a Ferreirinha.

Bom, por morrer uma andorinha, não acaba a Primavera... não é assim? Não é por uma má experiência com as garrafas já bebidas de RE Ferreirinha de 2001 que as dezenas ou centenas de boas experiências que já tive desta casa se fragilizam. Mas que chateia, chateia.

Provador: Mr. Wolf 


Luis Pato Vinha Pan 2001

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 25-30€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Bom...dado o mote com um grupo de amigos para uma Prova Cega subordinada a temas escolhidos caso a caso, esta Vinha Pan 2001 foi levada para uma retrospectiva ao que foi 2001. Era o tema.

Excelente mesa para acompanhar os 3 vinhos... aguardava um lombo de porco preto assado no forno, minunciosamente confeccionado pelo caríssimo Bruno...3 decanter... minúncia na abertura sigilosa das garrafas, peculiaridades com a temperatura e, enfim, os 3 para a mesa (provado em conjunto com Quinta da Dôna 2001 e Reserva Especial Ferreirinha 2001).


Rubi escuro no copo. Elegantíssimo. Fino. Aromas comedidos inicias, num registo mais vegetal que frutado.
Principesco na boca, cheio de secura e elegância.
Algumas notas "quase picantes", com notas de pimenta.
Muito polido e sedoso na boca, apresenta-se com 12 anos em excelente forma. Redondo, mas com taninos e acidez para dar e vender... curiosamente, também se atirou de forma unânime "outro Bairrada"... tal era a carga genética deste vinho (bem como o Quinta da Dôna)... o que é estranho, pois na Prova Cega, seguir os instintos é o melhor, e se achamos que estão 2 Bairradas, devemos assumir mesmo que depois seja algo estranhamente (para nós) diferente. Mas era. E que Bairrada.

O vinho termina sempre com muita elegância, suportada mais em acidez que fruta, mas muito, muito bem.


Provador: Mr. Wolf 

Quinta da Dôna 2001

Característica diferenciadora: Frescura e longevidade

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Bom...dado o mote com um grupo de amigos para uma Prova Cega subordinada a temas escolhidos caso a caso, esta Quinta da Dôna 2001 foi levada para uma retrospectiva ao que foi 2001. Era o tema.

Excelente mesa para acompanhar os 3 vinhos... aguardava um lombo de porco preto assado no forno, minunciosamente confeccionado pelo caríssimo Bruno...3 decanter... minúncia na abertura sigilosa das garrafas, peculiaridades com a temperatura e, enfim, os 3 para a mesa (provado em conjunto com Luis Pato Vinha Pan 2001 e Reserva Especial Ferreirinha 2001).

Ataque ao copo com a idade a evidenciar-se pela cor já ligeiramnete acastanhada. Natural... uma dúzia de Primaveras pesa a todos...
Frescura na boca. Notas de café e algum (muito ligeiro) cabedal.
Compota doce de frutos encarnados no palato, sempre acompanhado de excelente frescura e acidez.
Nuances químicas, com notas de farmácia ligeira a dar um pouco mais de profundidade à prova.
Muito giro e muito bom.
Sempre muito fresco e vivo. Especiado.
Os 4 provadores de "serviço" foram unânimes, às cegas, a atirar "Bairrada" para a região provável, o que atesta a personalidade e genuinidade deste vinho.

Um grande vinho num bom ano!

Provador: Mr. Wolf 



Pintas Character 2010



Característica diferenciadora: Pujança

Preço: 22€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17--- a precisar de descanso...

Comentário: Pintas... é sempre Pintas. Pelo menos, nunca provei nada que não gostasse. Se custa muito ou pouco dinheiro, não é tido em consideração. Ou se gosta ou não. E eu gosto. Pintas Character, é normalmente muito bom também. Mais jovial e vigoroso. Confesso no entanto, que esta rolha saiu cedo demais...
Aromas imediatos mal cai no copo! Festa rija de fruta e madeira.
Cor escura com laivos violeta vincados... muita framboesa, amora esmagada. Muito tintureiro. É um verdadeiro festival de estímulos!
Na boca "porta-se" melhor... pelo menos para quem o prova já. Recomendo decantar pelo menos 30 minutos antes de beber.

Taninos espigados, mas muito bem integrados. Mais elegante na prova de boca do que os aromas "ameaçavam" no copo. Fruta e ligeiro mineral. Muito organizado na prova. Muito bom.

Na minha opinião, necessita de cave, mas vai valer a pena esperar de certeza.

Provador: Mr. Wolf 

Quinta de Pancas Reserva 2009


Característica diferenciadora: Classe e concentração.

Preço: 10€


Onde: Distribuição... está de novo na Feira de Vinhos e Enchidos do Continente

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Provado em Outubro passado. Surpresa completa. Agora, passados 4 meses, voltamos a ele. 
Simplesmente excelente. Muito volume e equilíbrio, excelente trabalho de barrica e blend muito bem conseguido. O vinho tem muita classe, personalidade muito própria.
Muito elegante, sem exageros de madeira e/ou fruta, tem na sua persistência a qualidade que mais aprecio.
Vinho para qualquer mesa do mundo.

Comprar e guardar sem medo...

Provador: Mr. Wolf 

Carcavelos Quinta dos Pesos 1990


Característica diferenciadora: Carcavelos

Preço: 25€-30€


Onde: Distribuição... alguma e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Limpíssmo na cor... laranja muito bonito. Brilho tímido.
Densidade média... vinho muito mais "leve" que os nossos Moscatéis, Madeira ou mesmo Porto Tawnies.
Após alguma "humidade" inicial nos aromas, emana aromas muito elegantes de nozes e avelãs. Muito distinto. Os frutos secos, no registo elegante, oscilam com notas de humidade, bosque, cogumelos, que lhe dá uma complexidade pouco comum.
Álcool presente nos aromas, a fazer lembrar um bom medronho.
Com o arejamento em copo, surgem notas florais.
Na boca é muito leve, sem nunca ser doce em excesso, mas com notas de mel muito delicadas. Acidez tenaz, sempre num registo muito, muito elegante. 

Seco qb.

Preciosidade, que se por um lado o Vinho da Madeira necessita de revitalização na sua divulgação e comercialização, o Vinho de Carcavelos carece urgentemente de revitalização nos seus fundamentos, de produção e revitalização das vinhas. Díficil, naturalmente dados os valores dos terrenos contíguos às suas pequenas produções, mas é um património a não perder.


Provador: Mr. Wolf