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sábado, 16 de março de 2013

Luis Pato Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2003



Característica diferenciadora: Intensidade, elegância, classe...

Preço: 125€


Onde: Garrafeiras especializadas e alguns Auchan

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Os vinhos da Casa Luis Pato marcam o panorama de consumo de vinho em Portugal desde o século passado... esta expressão pode ser aplicada a pouco mais de uma dúzia de anos, mas não é o caso de Luis Pato. 
Luis Pato, que me recorde, desde os anos 80 que transformou e "modernizou" a percepção do consumidor de vinho sobre a casta Baga. 
E nestas garrafas que ostentam a denominação de Pé Franco, provavelmente a Baga manifesta-se da forma mais elegante que conheço. É como se antes de "sair de casa" fosse vestida pela Dior e perfumada pela Chanel. 
Bom, admiradores de Baga e das suas qualidades, eu e o Bruno chegámos à conclusão que nada mais inteligente para fazer rapidamente que juntar a minha de 2003 com a dele de 2005, num bom almoço com boa companhia, e bebê-las... se juntarmos ainda um Foz Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2007 que o Vasco trouxe, um Vintage Ramos Pinto 2004 e mais umas "brincadeiras", imaginam a tarde idílica que foi, não imaginam?

E assim foi... cuidadosamente abertas, lacre perfeitamente cortado, rolhas impecáveis, decantam-se cerca de 30 minutos antes de servir.

Cor no copo rubi ligeiramente translúcido. Muito limpo na cor. Aromas imediatos a perfumarem a mesa e arredores, muito colonial inicialmente, mobiliário velho, algum café... e muito, muito perfumado! Parecemos uns verdadeiros maluquinhos a provar este vinho, porque acho que umas duas vezes, peguei no copo com a clara atitude de quem vai beber para ver como harmoniza com o excelente assado que estávamos a degustar, apreciei os aromas com o copo aproximado do nariz, e pousei-o outra vez sem lhe tocar com os lábios... é verdade.

Mas aguenta-se pouco assim, por muito saciadores que sejam os aromas... e prova-se. E provado, é apenas o vinho mais acetinado que já provei.
Extremamente texturado, muito cheio na língua, cheio de pormenores e muito, muito persistente.
Mesmo na prova de boca, os aromas do vinho manifestam-se, recordando-me claramente um estádio diferente, e muito, da maioria dos vinhos que consumimos, do que é equilíbrio entre os aromas e a prova de boca. É este o exemplo. A prova de boca está claramente ligada e é uma extensão das notas aromáticas do vinho, e, o vinho em prova nunca permite que os aromas fiquem esquecidos... é talvez o melhor paradigma da expressão "pescadinha de rabo na boca" que conheço.
Provado e apreciado... finalmente surgem as notas de fruta, muito delicadas e a apresentarem uma secura inebriante que o vinho ainda tem. Ligeira cereja. Cereja do bolo-rei. Cristalizada.
Aromas constantes durante a prova, e à medida que vai respirando ganha uma dimensão de frescura impressionante. Sem ser evidentemente mentolado, manifesta-se mais fresco e balsâmico quando decantado há mais de 1 hora, sempre muito, muito, muito elegante.
A boca evolui de cetim para veludo...e com um final de recordar para sempre. E assim será, enquanto a saúde me permite guardar as boas memórias.

Espero repetir... esta é a 2ª de 2003 que provo... gostava de provar pelo menos meia dúzia!
Este vinho foi provado em conjunto com o de 2005.

Provador: Mr. Wolf 



domingo, 10 de março de 2013

Pio Cesare Barbera D'Alba 2008


Característica diferenciadora: Barbera de Piedmonte... Italiano com atitude British

Preço: 15€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Porque provar vinhos diferentes faz mutio bem... porque Itália, além de muitas coisas boas, também faz bons vinhos... muito bons mesmo... porque andei pelas Amoreiras e fui ao Gourmet do Auchan (loja fora do supermercado, com excelentes produtos e preços de vinho muito adequada e com muita variedade)... e resolvi comprar um sortido para provar. E, num dos jantares seguintes, resolvi provar este... e vou comprar mais. Porquê? Por isto:

Cor rubi ligeira, de opacidade moderada.
Aromas imediatos de cereja. Modestamente pálido na cor rubi, é falsa modéstia... A opacidade e a cristalinidade do rubi é de contemplar. Aromas além da fruta inicial, com notas mentoladas. Resina de pinheiro. Bom... e a boca?
Na boca... Na boca é a redefinição dos parâmetros de elegância e frescura!
Entrada perfeita, a corroborar o nariz inicial com alguma fruta vermelha, taninos perfeitos e densidade exemplar.
Nada chateia... Mas é no fim que impressiona. A persistência do final e a elegância desconcertante atira-nos para prova atrás de prova... Impressionante.
Poderá ter barrica, mas sem ser expressiva.
Ligeiro na concentração e tenaz na persistência. Taninos finos mas de aço... acidez magistral, sempre num registo muito, muito, muito elegante...
Mineral, sem vincos de tendências de Novo Mundo, obsessivo na elegância, british no final, e muito, muito bom no final.
Fresco e ácido suculento.
Impressionante como a fruta nos aromas, encarnada se transforma mo palato em lima. Sim, lima. Quase parece uma Margharita...
Fenomenal.

Vinho de casta Barbera. Não é um Barbaresco, mas é de Alba, mais barato mas muito, muito bom.

Provador: Mr. Wolf 






Quinta do Corujão Reserva 2008


Característica diferenciadora: Densidade e elegância

Preço: <5€


Onde: Pingo Doce

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Já visto bastantes vezes referenciado, andava curioso por provar tal preciosidade... e assim foi. O célebre Quinta do Corujão Reserva de 2008. E a verdade é que não desiludiu... olhando para a relação preço/qualidade então... tal como muitos vinhos do Dão actualmente... é simplesmente imperdível.

Cor rubi escuro, opaco. Notas de fruta contida e muito "misterioso". Pouco dado a exuberâncias.
É na boca que se apresenta como deve de ser. Cheio, denso, guloso sem ser enjoativo e muito, muito harmonioso e elegante.
Fechado ainda. Mais tónico na frescura do que na fruta.
Muito constante ao longo da prova.... nada se sobrepõe. Encontra na sua harmonia e densidade quase perfeita a sua melhor qualidade. É vinho para qualquer mesa... curioso por ver a sua evolução.

Recomendo a guarda de algumas garrafas a ver como evolui nos próximos 5 anos.
Excelente exemplo dum bom vinho de 2008. A preço bastante adequado para quem quer bom vinho sem dispender muitos Euros. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 



Ramos Pinto Vintage 2004



Característica diferenciadora: Pujança e equilíbrio

Preço: 40€


Onde: Garrafeiras especializadas e Distribuição

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Mas que grande Vintage! 
Adquirido num supermercado em promoção... custou cerca de 30€, mas tipicamente é mais caro.
Ramos Pinto é uma das Casas no Douro que tudo o que faz, é bom. Muito bom, normalmente. E este Porto Vintage estava excelente.
Cor de tingir. Encarnado escuro, tintureiro, brilhante e denso.
Aromas terrosos... humidade, terra mas muito, muito apelativo.
Boca extraordinária. Cheio, muito cheio e com muito volume e amplitude. As notas mais terrosas manifestam-se na secura que consegue ter, acompanhada de fruta excelente e um ligeiro vegetal que compõe muito bem o conjunto. 
Tenacidade na prova de boca, sempre em linha com a prova inicial.
Fechado e reservado ainda de mais complexidade, é franco e directo nos aromas e palato. É aquilo. Fruta, muito, muito volume e equilíbrio. Ligeiras aparições de especiarias, especificamente pimenta branca, a "neutralizar" a evidência da qualidade da fruta.
Não diria que tem 9 anos... está jovem para a idade, e muito mais precoce ainda para a vida que tem (quer dizer, esta garrafa... tinha, em vez de tem) pela frente.
Vintage clássico, com tudo o que se quer num Porto para qualquer mesa do mundo.
Elegância, volume frescura, densidade. Em cave ganhará complexidade, silhouette, harmonia e décadas de vida.

Harmonizou de forma fantástica com uma sobremesa "Delícia de Chocolate", mais adequada que a mesa de queijos. Delicioso. Recomendo.

Muito bom mesmo.

Provador: Mr. Wolf 

Quinta da Bica Vinhas Velhas 2007


Característica diferenciadora: Pouco extraído

Preço: 10€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Já comentado aqui neste blog pelo Bruno, chegou a minha vez de o provar... com o Bruno! De facto, muito bom e a primar pela diferença.
Muito aberto na cor, sem "carimbos" de fruta, sem extracções exageradas, sem madeira marcada... mas muito perfumado, vegetal, ligeiro na cor e muito delicado. De facto pede comida.
Impressiona pelo facto de parecer um vinho ligeiro, mas com um final de boca e uma estrutura muito boa. Na minha opinião, vai melhorar em cave. Ligeiras notas citricas, de lima no final de boca. Muito fino e elegante. Precisa de ganhar complexidade, e tem estrutura para isso.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 

Quinta do Carmo Reserva 2001



Característica diferenciadora: Alentejo "Vintage"...

Preço: 40€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18


Comentário: Quem se lembra do que era um Quinta do Carmos Reserva no início do século? Era um dos mais glamourosos vinhos alentejanos, a par com o T de Terrugem... lembram-se? Pois é... encontrado num restaurante cujo armazenamento dá garantias de bom envelhecimento... há que prová-lo.
Cor impecável... limpíssima, rubi viva ainda, sem cansaços nem timidez.
Notas iniciais de estrebaria... há que arejá-lo. Azeitona, aromas de lagar, finos e muito esclarecidos.
Há que prová-lo, e é aqui que se percebem os disparates que fazemos hoje na forma como consumimos os vinhos. Há que saber aguardar... simplesmente delicioso. Muito fino, ligeiramente adocicado e muito, muito elegante. Taninos muito discretos já, acidez muita ténue, mas muito, muito equilibrado e harmonioso. Bebe-se, bebe-se e bebe-se e nunca cansa.
Experiência fantástica...e podem não acreditar, mas harmonizou e cumpriu com um fantástico Arroz de Lampreia. E cmpriu... muito, muito bom.

Provador: Mr. Wolf 



Luis Pato Vinhas Velhas Tinto 2010


Característica diferenciadora: Classe

Preço: 12€


Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17

Comentário: De regresso aos Vinhas Velhas tinto do Luis Pato. Vinhos sempre com aptidão para a mesa, e durante largos e deliciosos anos.
2010 apresenta-se ao mundo num estilo de garrafa diferente dos clássicos Vinhas Velhas. Sinceramente não sei se este é o primeiro ano assim ou não.

No copo, como é? Rubi escuro de opacidade media. Lagrima apreciável. Muito apreciável mesmo. Tintureiro, pouco comum em Baga.
Madeira ligeira sem marcar. Notas terrosas. Fruta escura, tipo ameixa, framboesa, mirtilos maduros. Notas de bagas de eucalipto. Mentolado no nariz.
Boca de elegância exemplar.
Alguma mineralidade. Secura exemplar.
À medida que passeia pelo copo, melhora e muito.Fantástico.
Mais notas de fruta. Cereja. Acidez presente.
Final muito fresco. Precisa de mais 2 anos para harmonizar a acidez, e depois é deliciarmos-nos por mais um bom par de anos... Ou décadas... Tem tudo o que é preciso.
Excelente.

Provador: Mr. Wolf 







Gouvyas Vinhas Velhas 2005



Característica diferenciadora: Fruta e elegância

Preço: 25€?


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Outrora um vinho muito procurado, encontramos agora num restaurante este Gouvyas Vinhas Velhas de 2005. 
Rubi escuro e muito perfumado. Notas elegantes, a atirar para o estilo de vinho do Porto Vintage novo. Ligeiro cacau.
Na prova de boca esta bastante aristocrata, fino e doce. Notas de fruta licorada, estilo morangos.
Vale pela curiosodade.
Beber, está no seu melhor momento de vida adulta...

Provador: Mr. Wolf