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domingo, 28 de abril de 2013

Quinta da Viçosa Syrah e Trincadeira 2009



Característica diferenciadora: Fruta e polido

Preço: 16€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17


Comentário: João Portugal Ramos é sinónimo de muita experiência na produção de vinho e um portfólio já com história e vasto... e de muito sucesso, seja no Alentejo, no Ribatejo ou no Douro... 
A marca Quinta da Viçosa normalmente não engana e melhoram bastante em cave.
Cor aberta. Rosado escuro. Aromas imediatos de morango, cerejas... fresco. Com arejamento apresenta algumas nuances de carne fresca, que desaparecem imediatamente.
Boa prova de boca, muito equilibrada, cheio de força inicial sem perder no entanto o seu carácter elegante inicial,  mantendo.se equilíbrado ao longo da prova.
Muito volume e final fresquissimo. Fresco, fresco, fresco...
Anos pela frente de maturidade e elegância.
Vinho para conhecedores.

Para comprarem, recomendo: www.grandesvinhos.com

Provador: Mr. Wolf 






Chryseia 2008


Característica diferenciadora: Elegância e fruta

Preço: 40€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Chryseia...cada vez aprecio mais este vinho. 
Já tinha provado o de 2008 quando saiu e pareceu-me ser mais "pálido" que os seus irmãos mais velhos. Fino e assertivo... tenho boa memória dele. 

Passados mais de 2 anos sobre esta prova, e depois de conhecer melhor o ano de 2008, eis que este Chryseia está como nunca. Fiél ao seu estilo e fiél à colheita de 2008.

Rubi rosado, aberto e brilhante. Cor diferente, menos extraída.
Aromas de fruta deliciosa. Groselhas, bagos de amoras esmagadas sem estarem muito maduras.
Licoroso. Muita groselha. Tudo numa "ventania" de aromas que se transforma, mas sempre deliciosos... sabem aquele aroma dos rebuçados Bola de Neve? Também... mas é na fruta encarnada limpa que se concentram.

Na prova de boca é igual ao que os aromas anunciam... muita fruta, fresca e delicada, sem estar sobrematura. Muito fino e elegância extrema... acidez ainda presente, fininha mas presente.
Final de boca peculiarmente frutado, sempre no mesmo registo de fruta encarnada, limpa e pouco extraída.

Diferente de anos anteriores... sem dúvida, mas também muito bom. Mais "vestido" com fruta, mas muito bom.

Provador: Mr. Wolf 






Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2005



Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Vinho ícone do Dão da década passada. Normalmente cheios de concentração e camuflados com delicadeza. Passados alguns anos em cave, como estará? Foi isso que fomos descobrir numa jantar de degustação de vinhos no restaurante .Come em Alcabideche.
Está bom!
Escuro ainda... rubi, opaco.
Aromas muito vinosos ainda, com ligeiríssimo lácteo e caruma densa.
Na boca está muito limpo. Madeira pouco marcada, o que é bom, mais elegante do que o nariz anuncia, muito fresco e balsâmico. Perdeu a pujança da idade jovem, mas ganhou em elegância e frescura.
Limonado no final de boca.
Bom vinho. Parece-me no entanto que o posicionamento de preço é desposicionado... embora seja um tema naturalmente subjectivo. Mas é um vinho caro e que não se destaca tanto na prova como na carteira.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Graham´s 10 Years Old Tawny Port



Característica diferenciadora: Frescura e a relação qualidade preço

Preço: 15€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Comentário: Gosto muito de Vinho do Porto! E gosto muito de Vinho do Porto bom! Quando aliado a isso consigo encontrar uma relação qualidade preço como esta … sinto-me no paraíso! Este é um belíssimo 10 anos, com um preço formidável, cheio de frescura e ainda com fruta fresca. Super equilibrado. Longo e super saboroso, rico. Nada falha! Como 10 anos é modelar. Entra directamente para a galeria daquelas coisas que gostaria sempre de ter em casa. Servir ligeiramente refrescado. Já me esquecia, a garrafa é muito bonita e valoriza muito o vinho.

Provador: Bruno Miguel Jorge

Castello D´Alba Vinhas Velhas Grande Reserva




Característica diferenciadora: Grande relação qualidade-preço

Preço: 10€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Comentário: Já escrevi e volto a escrever: gosto muito de alguns vinhos do Rui Madeira e este é claramente um deles! Apresenta-se carregado na cor e com madeira ainda bastante presente. Na boca é estruturado e denso, com fruta vermelha, preta e um traço vegetal (que nos levou para a Alicante Bouschet. Passado algum tempo no copo sugere aromas de café. É bom companheiro da mesa porque tem frescura e acidez mais que suficiente. Termina médio/longo. Um bom vinho e com uma óptima relação qualidade/preço.

Nota: vinho bebido em prova-cega

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 21 de abril de 2013

Quinta do Noval 2005


Característica diferenciadora: Noval.

Preço: 40€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: É sempre um frenesim para mim provar estas garrafas. 
Gosto normalmente muito, muito, dos vinhos da Quinta do Noval. E desta vez foi a mesma coisa...
Cor impecável!
Rubi ensanguentado brilhante... Limpidez exemplar. Cor de cereja, rubi viva quando se coloca entre os nossos olhos e uma luz!
Aromas silvestres, de fruta fresca encarnada e acabada de colher. A expressividade da fruta é de realçar. Nunca é demasiado forte, demasiado marcado. O aroma é sempre delicado, apesar de muito expressivo. A acompanhar os aromas de fruta, tem também aromas fumados, torrados talvez... grão de café ao sol quando se acaba de moer.
Sabem o que é bom neste vinho? Tudo!
Na boca é muito equilibrado, suculento qb com acidez ainda com fartura. Registo mais frutado do que me recordo do de 2004, mas dentro do mesmo perfil. Perfil de muita elegância.
Bebe-se e prova-se com muito, muito prazer.
Recomendo boas carnes, para comer em sangue. Para quem goste, naturalmente.
Parece-me não ser vinho para guardar muitos mais anos... mas está excelente.

Provador: Mr. Wolf 






Dominio de Atauta 2008



Característica diferenciadora: Elegância e acidez

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas (Lavinia em Espanha)

Nota pessoal: 17,5-18

Comentário: 100% Tinto Fino! Ou Tempranillo... ou Aragonês no Alentejo... ou Tinta Roriz no Douro.
Mas 100% desta casta, pelo menos em Portugal é pouco comum.
Curioso por ver como se comportaria um monovarietal na realidade das provas que tenho efectuado.

Preto! Vigorosamente negro e lustroso. Literalmente brilhante.
Na prova de boca é imediata a fantástica e evidente acidez que tem. E é na acidez que encontra o seu melhor. Acidez e "ante-maturação". É diferente por isso. Aliás, o vinho é muito diferente. Muito estruturado e complexo, mas fino ao mesmo tempo.
Tem fruta esmagada, estilo azeitona verde.
(...) suspiro. E tempo...
Respira e cresce muito. Mas é sempre unilateral. Vincado na personalidade. Vinho de convicção, seguramente.
Pela delicadeza e concentração parecem-me vinhas muito velhas, mas pode ser um grande disparate. Mas a verdade, é que goste-se ou não, tem uma textura e concentração acima da média. E diferente.
Não prima pelo equilíbrio de sensações que provoca, pouco balanceado, no entanto é elegante por paradoxal que pareça.
Ligeiras notas de cacau, com muita elegância.
Licoroso e sempre com o registo de acidez com bastante personalidade. Imagino que tenha vinhas com exposição mais fresca.
É um grande vinho pela prova vigorosa sem perder a elegância e pelo final muito longo.
Obrigatório, mesmo, comprar mais, provar outra e guardar.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 






Chryseia 2005



Característica diferenciadora: Chryseia. Chega?

Preço: 40€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Levar areia para o deserto é uma expressão do povo que se pode utilizar para ajudar a visualizarem este jantar onde bebi esta garrafa... isso, ou ir a jogo com 2 ases na mão e virarem os outros 2 na mesa. Estão a ver a ideia? Pois...partilhei uma garrafa magnum de Vale Meão de 2002 numa mesa onde estavam para beber um branco do Dão de 1994... Porta dos Cavaleiros, Primus 2006, Mersault 2005, Pai Abel Chumbado 2011 (by the way...adorei!), Dado - o primeiro, de 2001 - Chryseia e Batuta de 2005, entre outros... ou seja, torna-se difícil falar sobre vinhos, tal é o palco de vedetas que estamos a assistir!  
Isto para dizer o quê? Para dizer, porque foi de longe o que gostei mais, que só tive espaço mental para memorizar e focar-me no Chryseia. Ou isso, ou não falava com ninguém no jantar! E a conversa também faz falta.
Cor adequada para os 8 anos, ainda rubi escura e viva. Limpa. Opaco qb.

Nariz irritantemente sedutor. Digo irritante porque é doce e não aprecio tintos que se apresentam com aromas doces, excepção a alguns Alicante Bouschet muito pontuais... mas este Chryseia era manifestamente doce, mas é um doce diferente... é acompanhado de notas complexas e subtilmente minerais.
O que no aroma antecipa redundância na boca, pasme-se, manifesta-se volume, tendência para o equilíbrio perfeito de madeira, taninos e fruta... mas parece que só se evidenciam notas de cacau. Mentira!

  • Tem trabalho de barrica que só marcou o que tinha de marcar. 
  • Tem fruta preta, como se espremessemos na hora, sem apertar muito, 20% de cereja e 80% de abrunhos no perfeito estado de maturação. Sem apertar muito... para ficar só a essência da frutose.
É um vinho de prova muito fácil e apelativa. Esconde a complexidade que tem... mas é muito, muito, muito bom! E sabem o que me impressionou mais? É que dá aquela sensação de que já está bom há um bom par de anos e que se vai manter assim durante muitos mais. E depois pode evoluir e mudar, mas duvido que se canse nos próximos anos.

Estilo muito peculiar no Douro, tem volatilidade de características nos anos em que é declarado.. Lembro-me de ter gostado muito do de 2001, 2005 e 2007. 2009 promete. Este, adorei.

Provador: Mr. Wolf