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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Crozes-Hermitage Alain Graillot 2011

Característica diferenciadora: Tudo. Explosivo e elegante.


Preço: 24€

Onde: On line (sites diversos), Niepoort Projectos, El Corte Inglés, Lavinia.

Nota pessoal: 18

Comentário:  Andava "mortinho" por abrir esta garrafa, mesmo sabendo que provavelmente abri-la agora é a mesma coisa que por gostar muito de diospiros, atrever-me a trincar um mal fique "alaranjado"... corre mal, claro. Bastava mais um pouco de sol e a sensação de adstrigência máxima e rusticidade na boca transformava-se naquele fruto de suculência e açucar meloso tão especial. Pois, mas todos os que gostam de diospiros seguramente já o provaram "verde"... se calhar por isso depois, e pelo trauma que é, o adoramos tanto quando o provamos maduro!
Com os vinhos, gosto deles "maduros", mas provo sempre uma "verde". E andava muito curioso para provar este.

Especiado nos aromas que nos invadem à mesma velocidade que conseguimos processar a cor: púrpura. Em relação à cor, nem me atrevo a caracterizá-la mais. É púrpura. Lágrima muito persistente.

Explosão aromática... muita evidência de pimenta branca. Fruta roxa. Cheira a adega... aquelas salas de estágio em barrica onde repousam. E este é estagiado só em barrica nova. Notas de Porto Vintage acabado de engarrafar, se atentarmos às notas de fruta.

Bom, o painél de aromas faz lembrar a mala do Sport Billy - para quem quiser matar saudades: https://www.youtube.com/watch?v=fAwTUXENFj0 - ou seja, quem não sabe o que é, o Sport Billy era mais impressionante que o MacGiver... da sua mala saía tudo o que fosse necessário para os desafios que tinha pela frente, fosse uma caneta, uns sapatos que o faziam voar ou um avião. Era indiferente. 

Este vinho, em relação aos aromas é mais ou menos a mesma coisa... passamos pela pimenta branca de expressividade impressionante, fruta escura sem estar muito madura, algum figo, barrica e depois uma frescura semelhante a alfazema seca que delicia os sentidos. 
Madeira verde, esclarecida e vincada. Tudo claramente por casar. 
Sisudo no entanto. Vinho que nos coloca em sentido, pois apesar de todos os aromas serem muito evidentes, está claramente fechado. 


Bom, vamos lá então à prova de boca.
Muito intenso. Vinho claramente na adolescência... No entanto, atinado apesar do ímpeto que tem.
Muito concentrado sem ser pesado. Extraído, provavelmente puxado pela maceração de cerca de 20 dias, conforme investiguei no site do produtor...Químico e vegetal com fartura. Verde. Muito verde... Muito perfumado no entanto. Equilíbrio no caos explosivo ainda de texturas e sabores. Este vinho dá trabalho a provar. Mas dá muito prazer e é um excelente vinho, apesar de tudo, acessível. É necessário interpretarmos e atribuir simbolo às sensações que os sentidos experimentam. É uma muito boa experiência.
Roxo no sabor... sim, é como o consigo adjectivar. Muito roxo. Bagas silvestres de framboesa. 
Final repleto de pimenta branca. Língua e palato parece que acabaram de deitar pimenta branca directamente nas papilas gustativas. Impressionante. 
Muito verde, delicado mas muito potente e muito clarividente.
Barrica muito expressiva.

Comprar, guardar e ir provando, mas daqui a uns 5 anos no mínimo...

Provador: Mr. Wolf

Caves Solar São Domingos 1980


Característica diferenciadora: 33 aninhos...

Preço: Não faço ideia.

Onde: Garrafeiras especializadas ou particulares.

Nota pessoal: 17

Comentário:  Caves do Solar de S.Domingos... há quase 8 décadas a produzir produtos de qualidade, e percebe-se porquê. Fora das tendências de procurar vinhos mal saem, ou pior, sem sequer ainda terem saído para o mercado, esforçamos-nos por frequentemente calibrarmos o nosso paladar, provando vinhos que pela sua evolução e qualidade, nos mostram o que são vinhos com "V" grande... e este é um deles. Colheita. Exacto. Colheita...

Rolha humida, no entanto adequada na sua função, mas húmida. Medo.
Cor iodada, limpa no entanto.
Aromas iniciais desagradáveis. Fruta podre.

Decante-se.

Pouco sedimento, limpíssimo.

Aromas de óleo...não... aromas de pizzeria, sim... Aromas de pizzeria daquelas de forno de lenha, mistura de pão com tomate e orégãos em forno de lenha. Estranho!
Mais um tempo no copo e surgem notas florais. Rosas vermelhas.
Fruta secundária, a fazer lembrar Figos de São João. Quente no aroma.
Prova de boca surpreendente.
Directo no açúcar que ainda tem, persistência e muito equilíbrio. Nada de sabores ou aromas estranhos que desculpemos por questões relacionadas com a idade.
Muito adequado em notas de xarope, café, e curiosante algum cítrico. Limão.
Naturalmente, é um vinho já delicado e com fragilidades, mas bom e ainda vivo.

33 anos... acabo como começo. E acreditem... estas provas, renovam e calibram-nos.


Provador: Mr. Wolf

José Maria da Fonseca Alambre 10 Anos


Característica diferenciadora: Alambre. Acho que é suficiente.

Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas ou na loja da José Maria da Fonseca em Azeitão.

Nota pessoal: 17


Comentário:  José Maria da Fonseca dispensa qualquer tipo de introdução. Basta "googlar" e ler... O vinho Moscatél faz parte do pódium do nosso espólio vinícola, e é na minha opinião pouco acarinhado pelos Portugueses e consequentemente, pouco consumido. É pena. Mas como tudo, há-de chegar o seu tempo outra vez. Enquanto isso não acontece, nós, consumidores mais atentos e criteriosos, lá nos vamos deliciando com este fantástico vinho.

Este moscatel Alambre 10 anos é uma relação preço / qualidade (elevadissima) imperdível!
Cor de bronze pálido, cristalino e muito vivo.
Fora de exageros aromáticos, apresenta ao abrir algumas notas de barro acompanhadas de flor de laranjeira. Muito apelativo, sem notas de alcóol evidente, nem exageros de doçura aromática.
Engomadíssimo na prova de boca, longe das untuosidades extremas da maioria dos moscatéis de consumo.
Cristalino também na prova, fresquíssimo e muito assertivo. E ainda bem!
Não se pretende num 10 anos complexidades românticas! Quer dizer, podemos encontra-las, mas é muito directo e fino. É assertivo e vai directo ao que é bom!
Casca de laranja delicada, algum chá e densidade qb. Nada de exageros. Assertivo sim, exagerado não.
Muito elegante. Excelente produto, para qualquer mesa do mundo.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 14 de setembro de 2013

Periquita Superyor 2008


Característica diferenciadora: Vinhas velhas de Castelão... Periquita.

Preço: 38€

Onde: Garrafeiras especializadas ou na loja da José Maria da Fonseca em Azeitão.

Nota pessoal: 18

Comentário:  Vinhas velhas de Castelão Francês (mais de 92%), Tinta Francisca e Cabernet Sauvignon. Solo arenoso e 14 meses de barrica. Para quem gosta de vinho produzido em Portugal, querem mais o quê?

Cor rubi, sangue escuro. Densidade média, muito limpo.
Aromas marcados por notas herbáceas e especiaria. Misterioso e apelativo.
Aromas de caixa de tabaco evidenciam-se com o arejamento.
Conjunto aromático muito bom.
Prova de boca marcada pela elegância e finesse. Acidez presente, estruturado e bastante "fino". Apesar da delicada textura, sem vincos muito expressivos, tem um final bastante persistente.
Cresce bastante em prova e a acidez coloca "as unhas de fora"... a acidez, da boa entenda-se.
Está aqui vinho a sério para a cave. Sem excessos de extracção, "amassos" de barrica, doçuras. Não. Vinho bom e genuíno.

Como gostei bastante do perfil, guardei um terço aproximadamente da garrafa para o dia seguinte. É uma "prova dos 9" que costumo fazer. Coloco a válvula de vácuo e no dia seguinte avalio para "onde caminhou" o vinho.

Dia seguinte - Elegância evidente ainda. Nada oxidado ou cansado...Chocolate negro e por incrível que possa parecer, amêndoas doces.
Prova de boca a reforçar o perfil de elegância, com fruta escura estilo abrunho e algum picante.

Muito bom. Obrigatório para qualquer enófilo que queira ter na sua garrafeira diversidade "cromossomática" da verdadeira identidade do vinho Português. Não é só Douro e Alentejo... muito menos Touriga Nacional... fica a dica.


Provador: Mr. Wolf

sábado, 7 de setembro de 2013

Pato D´Oiro 2010


Característica diferenciadora: Luxo em garrafa.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Escrever sobre um vinho produzido por Luis Pato e José Bento dos Santos é mais ou menos como escrever uma fábula sobre imaginar o que seria uma acção de altruísmo acordada entre Mahatma Gandhi e a Madre Teresa de Calcultá. 

Para quem gosta de carros, talvez se aproxime ao que seria guiar um carro que tivesse a longevidade dum Mercedes, com o estilo, design e condução dum Porsche e o rugido num Ferrari sempre que se ultrapassasse as 4000 rpm. 

Para os mais fúteis amantes de futebol, era um team  onde alinhava o Preud´homme na baliza, o Baresi na defesa, o meio campo com Ronaldo, Messi, Maradona e Pelé a servirem Puskas e Eusébio soltos na frente. A restante constituição da defesa, como compreendem, é indiferente.

Do ponto de vista intelectual era ter uma soirée numa mesa octagonal com Joana D´Arc, Freud, Churchill, D. Afonso Henriques, César, Pasteur, Casanova e o Ricardo Araújo Pereira para mediar a discussão. Numa sala ao lado, estaria o Dali e o Fernando Pessoa para quem quisesse ouvir um chill out com o James Douglas Morrison na mesa de mistura.

Bom... estas metáforas são excentricidades que nem o Euromilhões pode satisfazer tamanho capricho. Mas encher uma garrafeira deste vinho, sim, quiçá seria possível.

Parece-me que está esclarecida a admiração que tenho por estes dois Produtores. Mais do que pela qualidade com que os vinhos saem para o mercado, mas mais, muito mais... pela qualidade superlativa que se exponencia à medida que os anos passam na garrafeira e provamos garrafas antigas.

Foi mais ao menos embuído neste espírito curioso por natureza com que retirei a rolha a uma garrafa destas este ano. Sou precipitado, é verdade, mas gosto de opinar com conhecimento de causa.

Barrica excelente!
É expressiva? É. Cansa? Não.
Porque é que é boa? Porque nos faz reavaliar a nossa própria ideia de boas integrações de barrica em vinho. Reposicionamos todas as memórias que já temos sobre vinhos e respectivo "casamento" com madeira. Quando assim é, a civilização avança.

Muita fruta silvestre no aroma, doce e concentrado.
Ao mesmo tempo que tem estas  nuances aromáticas deliciosas e mais joviais, mostra-se sério...muito sério, com a barrica acentuada mas, mais uma vez, magistralmente integrada.
Fruta silvestre persistente. Lácteo ligeiro.

E, posto isto, passam-se vários minutos. Em vez de levarmos o copo à boca mal aterra no copo, sacia-se só com o nariz.

A cor é amora escura, opaco. Brilhante... não, lustroso. Tem brilho na sua textura.

Uns bons 15 minutos depois, prova-se!

Boca fantástica, avassaladora.
Muita intensidade, cremoso e muito, muito elegante. Ao ponto de, se pega na moda, na próxima Moda Lisboa (passe a redundância), a imprensa caracteriza algumas colecções como irreverentes e outras, as que trazem uma nova dimensão ao impacto da vulgar "elegância", como: "... a colecção de determinado criador é marcada por muito Pato D´Oiro". É uma patamar diferente de "elegância".

Acidez presente e taninos extremamente bem polidos, conferem à prova de boca sinal evidente do músculo que este vinho tem, e terá!
Fesquíssimo, luxuoso e cheio de pormenores. Muito guloso. Fruta silvestre, encarnada, viva,  a comprovar as notas aromáticas e final muito longo. Sempre muito elegante.

O vinho imediatamente mostra a sua musculatura atlética, fora de modas, mas contemporãneo. Tem acidez e ao mesmo tempo a suculência da fruta que poucos conseguem alcançar e a maior parte nem ambiciona, pois não sabe que a suculência está para o mel como o frutado está para o caramelo... e são ambos doces.

O equilibrio entre a acidez e vivacidade e a suculência aportam à prova uma dimensão muito diferente do que se produz em Portugal.
Coerente ao longo da prova, sempre a crescer em termos de vivacidade, intensidade, é daquelas garrafas que parecem nos provocam ilusões, ou seja, alteração ao nível da percepção sensorial, nomeadamente da vista e tacto, pois a garrafa assemelha-se a ter 0,75l, mas dura muito menos que as "outras", e no mínimo bebia-se o dobro, até à última gota.
Mineralidade presente também e muita finesse.

Não estou surpreendido, pela admiração já reconhecida. Estou estupefacto pela sensação que tive.
É das experiências que marcam, pois sabem muito bem.
Muito prazer em partilhar esta garrafa com ilustres amigos e entusiastas deste mundo de experiências que é o vinho. Talvez tenha ajudado, no entanto, acho que quando voltar a beber uma garrafa, se a beber sozinho saber-me-á extraordinariamente bem também!

Seguramenta na imprensa profissional se esclarecerá a origem deste vinho, as castas, o porquê de ter sido produzido, etc... também o sei. É é de louvar.
Mas neste caso, o texto é muito mais para agradecer e homenegear do que para caracterizar.

A minha humilde homenagem e obrigado ao Engº. José Bento dos Santos, ao Engº. Luis Pato e respectivas equipas que articularam ideias, executaram e engarrafaram este vinho.

Provador: Mr. Wolf

Roda Reserva 2007


Característica diferenciadora: Elegância.


Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas. 

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  De Espanha podem não vir bons ventos, mas há seguramente bons vinhos. Há que prová-los e ir conhecendo. E é desta forma que resolvemos servir num jantar este Roda Reserva de 2007.
89% Tempranillo ( a "nossa" Tinta Roriz), 8% Garnacha e 3% Graciano, com fermentação em barrica e estágio de 16 meses em barrica e 20 meses em garrafa.

Rubi muito escuro e opaco. Para 6 anos, a densidade cromática é surpreendente.
Aromas iniciais de carne fumada. Aromas muito ligeiros de fruta encarnada, mas é no fumado e especiaria que encontra o seu carácter principal.
Prova de boca muito boa. Equilíbrio geral, muito cremoso e especiado. Algum cravinho na língua e essencialmente um final que se destaca pela persistência.
É um clássico. Não impressiona os sentidos pela exuberância de aromas ou expressividade de acidez, fruta ou taninos, mas sim, satisfaz muito pela facilidade com que se bebe e pela cremosidade que tem.
Paladar muito "colonial", com semelhanças a café moído e ligeiro cacau.

Bom vinho e fácil de encontrar, nos free shops, por exemplo.


Provador: Mr. Wolf







quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Zambujeiro 2005


Característica diferenciadora: Volume, elegância e Alicante Bouschet de sonho.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Quando nada o fazia prever num jantar simples... chegou-nos à mesa esta garrafa, impecavelmente guardada nos últimos anos.
Uma estreia, visto que só tinha tido o prazer de provar o mítico ano de 2001.

Retira-se a rolha... vislumbramos uma bonita cor rosada escura muito homogénea no carimbo da rolha!
Aponta-se a garrafa ao copo...o vinho impressiona logo pelo lustroso e escorreito rubi escuro.
Dada uma única volta no copo, os aromas colocam os sentidos... em sentido. Extremamente sedutor, com aromas especiados e doces, misturado com aromas de azeitonas verdes. Barrica de excelente qualidade, muito bem integrada no conjunto, sem marcar, mas a cumprir a função de prolongar complexidade e profundidade aromática. Fantástico.

Prova de boca extraordinária. Vinho muito "cheio", guloso, volumoso que no ataque à prova mostra-se imediatamente como ele é. É excelente.
Vigoroso na concentração, é bastante "aveludado" nos taninos, que estão bem presentes e a mostrar que temos aqui Alentejo para muitos anos. Muito redondo, muito "comprido", é realmente um vinho que se "mastiga".
Apesar do seu vigor e concentração é ao mesmo tempo bastante equilibrado e termina de forma longa, mas bastante elegante. A excelente barrica onde estagiou acompanha a prova toda, desde os aromas ao final, onde está maravilhosamente integrada.
Marca do Alentejo vincada. Tem a marca do melhor que se faz no Alentejo e é um Marco para mim do que é o Alentejo. Fora de modas apesar de ser contemporãneo no perfil, não tem medo de usar e provavelmente abusar dessa maravilhosa casta (Alicante Bouschet) que quando é bem trabalhada, constrói a história do melhor que o Alentejo traz para a mesa... Excelente Alicante Bouschet. Lote com Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonês.
No perfil que falo, a par com Mouchão, não conheço nada que ombreie com este vinho.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 1 de setembro de 2013

Campolargo Tinto Alvarelhão 2011


Característica diferenciadora: Perfil.

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: Passado um ano que provei pela primeira vez este vinho (colocado aqui em Setembro de 2012), a curiosidade era muita. Há um ano gostei muito! Como estará agora? Era uma prova muito polémica.

Cor de opacidade ténue, cor rubi palido... curioso... era mais ligeiro no verão passado. Lágrima apreciavel. . Nariz fumado e ligeiras notas de fumeiro, carne fumada.
Alguns aromas de vegetal, aproximando-se de pimento verde.
Fruta ligeira, morango, framboesa. Mais arejado, cereja muito, muito madura.
Prova de boca doce, com tanino muito disfarçado e esforçado, amparado por acidez muito ajustada. Final de boca bom.
Prova persistente de final cheio de garra e notas de toranja. O vinho ainda se transforma muito com o arejamento. Tem perfil muito específico, não agradará a muitos, mas eu gosto muito. Vinho para uns tapas de presunto. Tem acidez para acompanhar e é falsamente leve para não se sobrepor. Gosto muito do perfil.

Provador: Mr. Wolf