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domingo, 8 de junho de 2014

Manuel José Colares Reserva 1976


Característica diferenciadora: Colares.


Preço: Nem quero saber.

Onde: Garrafeiras particulares...

Nota pessoal: 17

Comentário:  Colares é Colares... Ponto final, parágrafo.
Não é para que todos gostem.
Nem vale o esforço... é indiferente... há tantos, tantos rótulos e tão bons vinhos, que estes vinhos de Colares, não vale a pena convencer ninguém de nada... Mais... ofereçam-me as garrafas que têem pois não gostam da acidez árida dos vinhos... do vinagre que apresentam nos aromas... da falta completa de fruta quando se abrem... digam-me onde que eu vou buscá-las!
Este, apesar dos 38 anos em garrafa... apresenta-se preto, vivo, com reflexos cobre no brilho...pois. No entanto há muitos cuidados a ter com estes vinhos quando se servem... temperatura dever estar a uns 14 graus quando se decanta... decantar, agiliza o seu melhor "fato"... que se for no copo, pode demorar. Convém decantar e estar atento ao sedimento... e depois de decantado a uns 14º, é aguardar que suba 2 ou 3 graus no copo e começar a provar. Daí para a frente só melhora... agora, se o servirem a 20º... esqueçam. É o mesmo que dar pontapés com as canelas numa parede. É estupidez pura e é impossível ter a mínima piada.

Aromas imediatos de iodo, mar... areia da praia molhada pela manhã... sim. Boca completamente diferente do que estamos habituados actualmente, a pedir comida... ou melhor, a gritar por acompanhante à altura. E este acompanhou queijos e enchidos. Safaram-se, mas não é fácil.
Ácido, leve, larguíssimo na boca, cítrico, faz salivar muito... ligeiro "vinagrinho" e com mineralidade ainda acentuada. Gosto muito. Obrigado Bruno pela partilha.

Provador: Mr. Wolf


Quinta do Poço do Lobo Reserva 1995


Característica diferenciadora: Bairrada... com Castelão e Moreto.

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras particulares... ou algumas Feiras de Vinho

Nota pessoal: 16

Comentário: "Sai uma brincadeira para a mesa da sala, faxavor!"... E sai um Baga, Castelão e Moreto de 95...
Cor ligeira, limpa... aromas animais. Pelo de animal. Barrica ligeira ainda presente...Bouquet muito bom, a superar claramente a expectativa. 
Falsamente aguado, anuncia e manifesta pouca acidez no palato, mas cumpre... Ligeiro café em grão. Precisava de arejar... e arejado, as notas mais animais desaparecem e aparece um vinho leve, com aromas de madeira encerada e com longa frescura que lhe confere muita graça. Não se pode exigir acompanhar pratos muito elaborados... mas está muito bem. 
Vale pela experiência e pela diferença na prova. 
Duvido que muitos dos "sprinters" que se produzem hoje em dia, passados 14 anos ainda se aguentem com este!





Provador: Mr. Wolf

Hero do Castanheiro Reserva 2000

Característica diferenciadora: 14 de Castelão...

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras particulares...

Nota pessoal: 16


Comentário:  O que é que se bebe com umas costeletas fantásticas de cordeiro? Jovem, frutado e vigoroso? Não. Isso enjoa-me só de pensar... Cordeiro não é fácil... Preciso de secura e acidez... Resta Colares, Bairrada ou Palmela... Foi fácil escolher da garrafeira... Andava mortinho por abrir uma destas!

Não é translúcido... nem brilhante... é assim cor atijolada, opaco... sem brilho... Aroma clássico de Castelão... É sempre estranho! Arenoso, ligeiro vinagrinho... Inodoro quase, no bom sentido... notas de areia molhada, sem mofo. 

Boca directa e completa... Taninos polidos pela erosão dos anos em garrafa... Mas existem. É um vinho sonso... Parece que não parte um prato, mas parte. 
Largo e volumoso na boca, as notas mais doces iniciais transformam-se (com a comida) num reagente delicioso, com notas cítricas, arenoso na textura, ácido no final e denso no palato. Casa muito bem com a força dos sabores das costoletas de sordeiro, sem nunca se sobrepor, mas a aguentar toda a suculência e pujança do sabor, correspondendo com uma harmonização muito bem conseguida. Seca, confere harmonia à refeição, neutralizando o carácter animal mais forte do cordeiro. Com garra, ligeira fruta confitada, acidez muito boa, redondo na boca, final consistente, sem cosmética nenhuma. É um estilo muito próprio, que ou se gosta ou se é indiferente... eu gosto muito e estas garrafas de 2000 estão extraordinárias. Não é um vinho extraordinário, mas bebe-se muito bem e é muito fiél ao que se quer dum bom Castelão. Não é um vinho para brilhar... é um vinho para deixar o prato cumprir o seu protagonismo e complementar. Também faz falta.
Muito bom! 

Provador: Mr. Wolf



Quinta do Monte D'Oiro Aurius 2009


Característica diferenciadora: Elegância


Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Quinta do Monte D'Oiro é sinónimo de qualidade e busca de excelência. É conhecido. 
Diferentes vinhos, radicados no mesmo, ou pelo menos semelhante terroir mesmo ali pertinho de Lisboa... vinificados com o mesmo cuidado, sempre extremo, do qual resultam sempre vinhos de culto, estandartes de elegância e exprimindo o que de mais puro as castas produzem. O Aurius de 2009 está ainda novo de mais - minha opinião. Controversa a opinião, seguramente... Mas está. 
Quem conhece o perfil sabe que tem de acetinar ainda mais. A Touriga Nacional tem de vergar o seu carácter floral, ligeiramente evidente ainda e aprumar a fruta e acidez. Porquê controverso? Porque o consumidor mais distraído quer é expressão de fruta, vigor... e nesse campo, este perfil peca por defeito. O consumidor mais atento, encontra a subtileza que só os grandes vinhos possuem... mas ainda a "amaciar". O vinho é assertivo, elegante e muito, muito gastronómico pelo excelente recorte. Fino e elegante, precisa só de mais uns aninhos em cave para se mostrar a sério. Em alternativa, considero que uma correcta decantação cerca de 1 hora antes de beber, pode ajudar a que o vinho se mostre mais... para a próxima já sei, porque esta garrafa não lhe demos tempo...

Provador: Mr. Wolf



domingo, 1 de junho de 2014

Marques de Griñon Caliza 2007 Syrah & Petit Verdot

Característica diferenciadora: Vadepusa, Vino de Pago... e muita frescura.

Preço: ?

Onde: Garrafeiras especializadas... provavelmente e-stores

Nota pessoal: 17


Comentário:  Garrafa provada num jantar gentilmente oferecida por um dos convivas. Completamente desconhecida para mim, quer o Domínio de Valpedusa, quer o Pagos de Marquês de Griñon.
Rolha impecável, cor e nariz do vinho irrepreensíveis, Grenat escuro, opaco e com aromas de fruta doce temperada com aromas minerais, de pedra e especiado. Pudera... Petit Verdot e Syrah. Blend curioso... investigado o vinho compreendi que estas castas foram plantadas no final do século passado por influência do então consultor Michel Rolland. Compreende-se que é uma casa que investiu na melhoria dos seus vinhos...

Eu não sei como estes vinhos eram antes... mas este é muito bom. Extremamente elegante, cremoso e fresco na boca, sem cansar nada, apesar dos 7 anos de idade e das castas que poderiam tender a tornar-se mais "redondas"... mas não.
Bom carácter, taninos muito bem integrados ainda, mais mineral que com acidez presente, mas muito bom.

Provador: Mr. Wolf

Aegerter Bourgogne Vieilles Vignes 2011


Característica diferenciadora: Borgonha.

Preço: Não me lembro...

Onde: Comprei numa garrafeira em Paris...

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Rosado na cor, muito limpo e brilhante. 
Aroma de fruta muito fresca. É na qualidade e discernimento dos aromas que estes vinhos me impressionam! 
Muito esclarecido no aroma... Directo e com carácter de essência!
Boca maravilhosa, falsamente simples e muito clean. Muitas sensações de morangos suculentos e realmente silvestres... nada de estufa.
Quando a impressão da fruta se torna habitual no palato, surge a majestosa mineralidade e ligeiras notas terrosas, sempre secundárias à fruta muito boa... mas a dar ao vinho outra dimensão.
Não é um vinho extremamente complexo, mas sabe muito bem e bebe-se muito rápido de tão bom que ele é. É o melhore selo de qualidade.
Excelente. 
A repetir... se conseguir comprar mais umas garrafas!

Provador: Mr. Wolf

Quinta do Portal Branco 2006



Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: Não sei.

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário:  Há vinhos sobre os quais tenho dificuldade em escrever. Dificuldade na medida em que a descrição sobre o prazer que proporcionou pode não fazer justiça à realidade e pecar por defeito.
Este é um caso desses.

Que o meu caríssimo amigo Bruno é um expert nos vinhos da Quinta do Portal, não é novidade.
Que normalmente nos proporciona excelentes momentos com vários dos vinhos da Quinta do Portal que provamos com ele... também não é novidade.
Que posso atestar com muita segurança que os vinhos são bons e com qualidade a atravessar anos e anos em cave, posso. Felizmente o meu Pai também tem alguns na sua garrafeira há já alguns anos... agora, que um vinho branco me impressionava tanto?

Essencialmente pela simplicidade e subtileza, que como em tudo na vida, confere a distinção. Confere. Não dá para comprar.

Tive a sorte de levar outra garrafa para casa... obrigado Bruno. Já foi também. Adorei também. E porquê?

É vinho branco, semelhante a tantos outros milhares de vinhos brancos... é verdade, mas está num sublime ponto de equilíbrio, de contrastes e surpreendentes harmonias.
Se a cor é amarelo dourado, apontando a média evolução - nunca diria que era de 2006... - os aromas primários são florais, quase a pólen... sim aquele centro das flores que quando somos miúdos, qual perdigueiro, literalmente cheiramos e quase que enjoa. Sabem? Pois, tem esse aroma, mas não enjoa.

Rapidamente somos envolvidos também com notas de melaço, favo de mel que nos acendem as luzes de prazer no cérebro... é instintivo... mas depois é o aroma calcário, de pedra molhada, que quase nos movimenta as pupílas nos olhos, tal é a excitação e conforto ao mesmo tempo.

São estes os contrastes, difíceis de se harmonizarem, que este vinho tem. Isto era vinho para beber e estar ligado a uma máquina para fazer um exame neurológico ao mesmo tempo para avaliar os registos...

Floral + pólen + melaço + calcário. E esta, hein? Como diria o saudoso Fernando.

A prova de boca demonstra uma jovialidade que é um verdadeiro murro no estômago para qualquer preconceito contra 2006 e/ou para vinhos brancos que "não sejam do último ano"...
Muito envolvente, elegante e muito virtuoso no paladar.
A crescer ainda... Doce e calcário, de mineralidade cristalina, volto a dizer é um vinho simples, mas excelente.

Muitos parabéns! E obrigado Bruno!


Provador: Mr. Wolf


Pesquera Tinto 2011


Característica diferenciadora: Concentração


Preço: 16€

Onde: Distribuição em geral, garrafeiras especializadas (El Corte Inglés por exemplo)

Nota pessoal: 17

Comentário:  Pesquera... Ícone de Espanha. 
Clássico, sinal sempre de qualidade. Esta garrafa em particular comprei na Alemanha em trânsito para Portugal.

Cor grenat, opaco, escuro... lustroso.
Aroma de frescura, muita ameixa, muita fruta esmagada e madura. 
Novo ainda, a emanar aromas crus, vigorosos... mas cheira a vinho e do bom. Prova-se e evidenciam-se os taninos bem espigados. 
É um bom vinho, embora um pouco unidireccional. What you see is what you get.
Final persistente, embora o vinho precise mais tempo em garrafa. A guardar à confiança. 
Aberta a garrafa com um pouco de vinho ainda, passados uns dias manifesta-se ainda repleto de aromas. Excelente sinal.
Boa relação preço qualidade. 
Vinho para comida de tacho e para guardar à vontade anos em cave...

Vale a pena experimentar, para quem não conhece? Vale, pois é um excelente representante do bom vinho que se faz na Ribera del Duero, a um preço bastante justo para a qualidade que tem.

É melhor que os nossos vinhos do Douro? É um perfil diferente que eu pessoalmente aprecio.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de março de 2014

Arthur Metz Cuvée Anne-Laure Vin D´Alsace Gewurztraminer 2011


Característica diferenciadora: Alsácia.

Preço: 8€ (Wine Searcher)

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Amarelo vincado, untuoso qb e muito aromático. Aromas muito florais e com ligeiríssimas notas de fruta tropical cativam imediatamente os sentidos.
Prova de boca muito mais equilibrada do que os aromas poderiam anunciar... tal era a intensidade de aromas e expressividade do amarelo. No entanto, a prova de boca é encantadora e muito equilibrada. Tem um esgar de doce, quase aquele final de mel nas colheres... mas muito bem equilibrado com mineralidade. Eu pessoalmente aprecio carácter com mais acidez, mas não posso dizer que lhe falta acidez. É apenas a forma como se manifesta, discreta e muito ao fundo.
É um vinho que encanta facilmente e de superior carácter gastronómico pela delicadeza e painel aromático.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 8 de março de 2014

Duas Quintas 2011


Característica diferenciadora: Douro, classe e 2011.


Preço: 10€

Onde: Praticamente em todo o santo local onde se vende vinho...

Nota pessoal: 18

Comentário:  Pronto... finalmente uma surpresa de cair o queixo!
Não porque seja uma surpresa gostar de Duas Quintas... nada disso. É dos vinhos que provavelmente compro consistentemente há mais anos... e por parvoíce, nunca o guardo o suficiente! É tão bom, que vai-se bebendo...
Então porquê a surpresa? Porque o vinho está extraordinariamente bom!
Opaco, auréola carmim, extravagante qb... 
Nariz pujantissimo! Riquíssimo de aromas... Por um lado muito mineral, por outro salpicado de especiaria, e sempre muito fresco... Claramente o perfil de vinho que mais me identifico quando tenho de beber vinhos novos... e 2-3 anos é um vinho novo para mim.
Muito sedutor nos aromas, elegante e vigoroso mas muito engomado. 
Fruta vermelha a manifestar-se de forma brilhante... Cereja madura. 
Algum lápis. A grafite mesmo, não a apara da Madeira. 
Notas de especiaria, que a mim me parecem grãos de pimenta preta acabada de moer. Bom... nada a dizer quanto à qualidade do vinho. Pelo nariz vê-se logo que é muito bom.

Vamos então provar e testar todo este vigor! Boca de sonho!!!! Assombrosa a volúpia imediata que sentimos. Parece que transforma a sala onde estamos numa sala do tempo de Renascimento... pois todo o vinho é simples luxo. E como eu gosto de coisas simples...
Maravilhoso paladar e sensação de tinta da china, escorreito e leve, clean, em construção ainda, mas de fabulosa arquitectura. 
Pujante e muita opulência, carregado de acidez e secura a gritar-nos que é cedo para beber... mas está de tal forma bom já que vai ser muito difícil resistir-lhe...
Taninos evidentes ainda mas a augurar muitos anos em cave repletos de prosperidade.
Barrica de excelente recorte, pouco evidente, mas "ouve-se" ao fundo. Exactamente como se quer.
Muita força nos taninos. Final marcante. Curiosamente o final não prima pela elegância... Mas não se pode dizer que é rústico. 
Secura fenomenal. 
Há medida que respira, a fruta ganha mais protagonismo, ao melhor estilo de Porto Vintage novo, extraído e contido! 

Tiro o chapéu! Excelente vinho, a excelente preço dum ano que de facto se anuncia memorável para os vinhos Portugueses.

Provador: Mr. Wolf

Vértice Grande Reserva 2008


Característica diferenciadora: Douro, terroir e 2008.

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Grandes memórias dos excelentes vinhos Vértice... poder provar um Grande Reserva de 2008, que sabemos esteve impecavelmente acondicionado... é sempre motivo de entusiasmo.

Escuro e impenetrável na cor. Aroma de vinho maduro a sério...
Rolha imaculada, lustrosa e carimbada de púrpura escuro de brilho invejável. Se entusiasmo havia... com esta rolha então quadruplicou.
Cor brilhante e escura, cheia de vivacidade e muito peculiar. Quase cor de sangue.
Prova de boca, a sensação imediata é deliciosa. Muito, muito guloso... um dos melhores vinhos do Douro de 2008 que bebi este ano... e tenho bebido alguns de 2008 pois gosto muito do ano.
Redondo, muito volumoso e opulento na boca, mas ao mesmo tempo muito directo, no melhor dos sentidos nas deliciosas notas de fruta.Cheio de tanino, barrica a fazer-se notar e muita fruta vermelha, quase em calda. Mas a nota principal é que é muito, muito, muito guloso.
Não sei se durará muitos anos em cave, mas este vinho está muito elegante e distinto. Esta garrafa em particular, acho que nem 30 minutos durou.

Provador: Mr. Wolf

Evel Garrafeira 1974


Característica diferenciadora: Idade

Preço: ?€

Onde: Leilões

Nota pessoal: Sem nota


Comentário:  Vale pela curiosidade... de ser um Evel Garrafeira... e de ser de 1974.
Laivos castanhos. Alaranjado no entanto muito cristalino.
Aromas de ligeira oxidação. Pólen de flores na Primavera. Ligeiras notas animais.
Boca ainda aprumada. Pouca acidez, está na curva descendente. Bom bouquet no entanto.

Provador: Mr. Wolf

Quem nos visita - Janeiro e Fevereiro

Janeiro Fevereiro
Portugal 39,2%
Portugal
38,0%
Estados Unidos 14,0%
Rússia
26,8%
Rússia 12,3%
Estados Unidos
11,2%
Brasil 7,9%
Brasil
7,1%
Alemanha 4,9%
China
2,6%
China 4,4%
Luxemburgo
1,6%
Luxemburgo 2,9%
França
1,4%
Canadá 2,1%
Alemanha
1,3%
Holanda 2,0%
Reino Unido
0,6%
Reino Unido 1,5%
Polónia
0,4%
Outros 9,1% Outros 9,1%

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

No Man´s Land Kometa 2010


Característica diferenciadora: Bulgária... Cabernet Sauvignon e Merlot... e carácter metálico


Preço: 30€

Onde: Bulgária... ou e-stores

Nota pessoal: 16


Comentário:  Merlot vindimado um mês antes do Cabernet Sauvignon... menos de 7000 garrafas produzidas... pretensiosa a garrafa e apresentado na loja como uma das coqueluche actuais da Bulgária... bom... apesar de caro, vamos experimentar.
Opaco, grenat mate. Opacidade elevada. 
Aromas de farmácia, untuosos, natureza primária, mineral primário, quase vulcânico. Fruta nada, mas polvilha os aromas com uma doçura estranha e desconcertante. Barro húmido, lamacento. Água de rio misto de salgado, estilo ria... Uau... Não prima pela eloquência aromática, mas tem carácter. Carne crua. 
Entrada directa e extremamente mineral. Pouco corpo e Cabernet Sauvignon praticamente mudo... não é de todo um vinho consensual. Não tem fruta... não se nota a barrica... vale pela mineralidade e pelas notas ferrosas que tem, mas só isso... parece-me que a garrafa e a imagem muito cuidada não me justificam que adquira outra garrafa pelo mesmo preço. Mas valeu pela prova e pela diferença. E vendo em perspectiva o vinho tem cuidada qualidade....mas se soubesse o que sei hoje, tinha trazido da Bulgária mais garrafas da casta Mavrud... bem mais baratos e muito bons! Fica o alerta!

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quinta do Soque 2008


Característica diferenciadora: Frescura

Preço: 7€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Gosto muito deste vinho...e não sei o porquê nunca escrevi muito sobre o prazer com que já bebi várias garrafas das cerca de 12 que comprei...provavelmente porque o tempo nem sempre dá para fazermos tudo o que gostamos!
Nariz herbáceo, vegetal e fresco a fazer lembrar lavanda. Sabem aqueles lenços de papel com aroma de alfazema? É parecido... 
Neste caso a análise dos aromas antecipa-se à análise visual, pois é os aromas são muito apelativos!
Cor rubi escuro, sem ser muito brilhante, mas muito bem. Opacidade média.
Directo na prova de boca, com taninos parcos, acidez parca, mas muito equilíbrio. É um vinho pouco conhecido, mas muito bom. Bom companheiro da mesa, versátil para qualquer prato e muito bem feito, sem as cosméticas actuais de excessos de madeira ou exageros de álcool. Gosto muito. Simples, mas ao mesmo tempo distinto e bom.

Provador: Mr. Wolf


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Silver Angel Sauvignon Blanc 2012


Característica diferenciadora: Equilibrio

Preço: 12€

Onde: On line... pois esta veio do aeroporto de Sofia!

Nota pessoal: 17


Comentário:  Do centro frio da Europa a minha curiosidade enófilo-felina impediu-me de não comprar esta garrafa de Sauvignon Blanc... cativou-me a imagem, que está bastante bem conseguida. Pedi opinião na loja e garantiram-me que era bom... arrisquei.
Amarelo pálido, cristalino. Ténue e quase cor de champagne. Laivos amarelos quase esverdeados, mas muito bonita a cor. 
Aromas contidos, verdes, estili maçã verde... Boca fresca. Fruta de maçã verde consistente com os aromas com um "toque" tropical. 
Fresco e muito envolvente, notas de mel na untuosidade. Ligeiramente doce apesar do carácter cítrico. Tem a subtileza que poucos vinhos conseguem ter, pois sacia mesmo quando temos a sensação que "falta algo". Mas não falta. Tem a capacidade de amplificar as sensações sem que nunca seja vincado nos aromas ou prova de boca. Excelente produto, Búlgaro... E com uma imagem muito apelativa. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Luis Pato Quinta do Ribeirinho 1995


Característica diferenciadora: Classe planetária...

Preço: 20€?

Onde: Garrafeiras particulares

Nota pessoal: 18

Comentário: Há dias em que apetece não não correr riscos na escolha dum vinho. Porque apetece uma boa refeição, boa conversa e ambiente confortável. Para a boa refeição bastam bons ingredientes, cuidada confecção e algum saber...
Para a boa conversa e ambiente confortável, a sala de jantar e a companhia assumem o protagonismo para alcançar o sucesso.
Para elevar o patamar de qualidade, cabe ao vinho que deve silenciar por momentos a amena cavaqueira pelo prazer que proporciona. E foi a pensar nisso que não hesitei a escolher este garrafa... e foi o que aconteceu.
"Filha única" e amavelmente oferecida pelo meu querido amigo e entusiasta de vinho Carlos Janeiro. O meu sincero obrigado.

Rolha difícil... aroma (ao aproximar-me do gargalo) de vinho irrepreensível. Aromas imediatos a Bairrada no seu melhor. 
Balsâmico, vegetal, apesar de ainda nem sequer ter saído da garrafa.

Jorrado no copo, com tanto cuidado como expectativa... Estaria atijolada a cor?  Nada disso. 

Rubi, brilhante e cheio de vida. Escorreito. Nariz repleto de elegância, com aromas de ervas frescas, algum barro molhado e ténue eucalipto. Aquele aroma dos eucaliptos no verão no Algarve... Fresco mas ao mesmo tempo "caloroso", polvilhado de ligeirissino pó de talco. Como diria uma criança: "tão bom!"



Mas é na prova de boca que a excelência se manifesta.
Potentíssimo no carácter, no tanino, na acidez, na mineralidade. Magistral na elegância e eloquência com que se passeia pelos nossos sentidos.
 É daqueles vinhos que parece não acabar.
Se tivesse pele, não ganhava rugas... Podia escurecer com o sol e a idade, mas a elasticidade está intocável. E é exactamente isso que ele tem, elasticidade.


Tenaz na entrada de boca, estende-se em sensações numa dimensão interminável e sempre em crescendo. Não se esgota. Não.
Consegue-se beber com a pretensão de dominar e identificar a quantidade de características que tem e sensações que provoca... mas não se consegue.
Se fosse um motor, não tinha limite para as rotações que é capaz de fazer, dependendo do que se quer retirar da sua performance. Basta para isso prolongar mais tempo na prova de boca e a frescura e intensidade esgotam-nos a nós antes que o vinho se esgote a ele próprio.

O carácter acetinado de fruta que tem impressiona. Impressiona pela subtileza, mas ao mesmo tempo pela clarividência que suscita. A fruta é estilo ginja, cereja quase cristalizada, doce e espessa, mas ao mesmo tempo fina e elegante. O vinho tem uma finesse impressionante. Mas a fruta, ao contrário das modas, não é o que domina neste vinho. É o equilíbrio entre doçura, acidez e mineralidade... para não ter de destacar que tem 19 anos...
Acidez estonteante, hiper equilibrado com final muito longo, repleto de notas cítricas, acidez na despedida e mestre na capacidade de proporcionar a sensação de plenitude que muito poucos vinhos conseguem proporcionar.
Felizmente, um perfil fora de moda... Uma maturidade apreciada por poucos... Uma qualidade seguramente com pouco retorno financeiro. O que faz com que um humilde apreciador de vinho como eu o possa beber, pois com um rótulo de outro país, este vinho teria um valor astronómico. 

Estou muito grato por poder beber vinhos destes. Muito mesmo. Grato, feliz e com sentimento dum dia fechado com chave... não... rolha de ouro.

Provador: Mr. Wolf

Purple Angel 2011


Característica diferenciadora: Super Carmenère...

Preço: 35€

Onde: e-stores

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Do Chile... mais propriamente de Colchagua Valley, chega-nos esta (excelente) homenagem à casta Carmenère pelos vinhos Montes.
Cá a casa chegou pela mão do João... Obrigado!

Cor entre o carmim e o púrpura, faz-se ver e sentir quando se jorra no copo. Impressiona pelo carácter tintureiro, pela elevada opacidade e pelos aromas imediatos que se sentem.
Aromas especiados, fortes, sociabilizados apenas pela barrica de excelente qualidade.
Na prova de boca é surpreendemente delicado e elegante, construindo a sua personalidade em dois vectores essenciais: 
  • especiaria a par com potência, muita potência;
  • frescura e leveza, quase que não "molha" a língua de tão clean  que é.

Neste vinho tudo é para se sentir logo... é como o miúdo que vai sair à noite, acabou de tomar banho, pentear-se e perfumar-se! Quando sai do quarto os aromas de champo, gel de banho e perfume ainda se misturam,... assim está este vinho. Está tudo novo! Mas é tudo bom.
Quando respira, amadurece e surgem notas de frutos vermelhos, estilo ameixa, abrunho, mas sempre acompanhados por um toque picante que lhe dá muita graça.
É um vinho super sensorial... muito educado e de muita qualidade.
Mais de 90% Carmenère e um pouco de Petit Verdot, 18 meses de Barrica e 14,7% de graduação alcoólica. Para mim... bom exemplo de perfil de Novo Mundo evidente. Mas a  precisar de cave.
Uma escolha segura... recomendo para carnes vermelhas muito mal passadas! 
E recomendo que se decante, porque senão, como é bom, acaba antes de respirar.

Provador: Mr. Wolf

Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2010


Característica diferenciadora: Cabernet Sauvignon do Chile.

Preço: 15€

Onde: e-stores

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Clássico Cabernet Sauvignon do novo mundo! 
Cheio de glamour de barrica, aveludado nos aromas e verde nas notas de Cabernet, muito químico nos aromas mas muito apelativo. Chama-nos para o copo. Tem esse mérito. 
Cromaticamente é rubi, opacidade média elevada, mate.
Boca com muito boa sensação de secura, granular e "poeirento"... Cria a sensação de pó na língua. Mas é bom. 
Tem corpo e estrutura, não se deixa levar pelos traços mais vegetais do Cabernet Sauvignon e consegue mesmo ter alguma delicadeza quase que láctea, que lhe dá alguma graça.
É bom, muito bom para quem gosta de Cabernet Sauvignon. 
Para quem quer provar um Cabernet Sauvignon bastante fiél à casta tem aqui um excelente produto a preço acessível.

Provador: Mr. Wolf

Sauternes Château Villefranche 2010

Característica diferenciadora: Sauternes

Preço: 18€

Onde: El Corte Inglés, por exemplo..

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Amarelo loiro e transpira muitos aromas de alperce... explosivo! Tem muita untuosidade... é o que se vislumbra logo!
Cremosidade, tropical, ananás... tudo em explosão ainda. Vale pela prova para quem se quer iniciar no mundo dos Sauternes... pois está disponível no El Corte Inglés por exemplo a um preço relativamente acessível.
Falta-lhe cave e tempo para ganhar subtileza. Depois sim, acredito venha a ser um bom Sauternes. Agora é infanticídio...mas serve para referência.

Provador: Mr. Wolf