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domingo, 8 de dezembro de 2013

Poeira 2008


Característica diferenciadora: Elixir de elegância e fruta.


Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Poeira dispensa apresentações... o que não significa que se abra sem a devida preparação ou conveniente briefting... neste fórum, é um velho conhecido e sabemos bem o que abrimos quando pegamos numa garrafa de Poeira!
Escorreito e muito virtuoso no rubi com que se apresenta... há que compreender que são quase 5 anos em garrafa. Parece acabadinho de engarrafar.
Aromas sérios, masculino sem vincar muito nas expressões de fruta, o que é bom, mas mais minerais, quase com aparas de lápis... num registo sempre distinto e discreto.
É sem dúvida o perfil de vinho que mais prazer me dá. Não se evidencia logo, insinua-se e nunca "pesa" em nada. Precisa é de cave. 
Este de 2008 está a começar a ficar em forma para a mesa!
Prova de boca excelente. Está um verdadeiro hino à elegância. Fresquissimo, foi o rei da noite. Numa noite em que nem se procuravam comparações... pela disparidade de estilos à mesa, onde provámos um super Toscano, ou pelo conhecimento que já temos destes vinhos que abrimos... mas foi sem dúvida a garrafa que mais rápido acabou quando todas estavam abertas e a que melhor mais considerações de admiração recolheu dos convivas.
Depois de respirar está repleto de fruta encarnada, muita amora, e como é apanágio, acidez no ponto conferindo-lhe extraordinária elegância. Mineralidade a evitar que a fruta seja o actor principal.
É realmente "sumo", no melhor dos sentidos. Vivíssimo, equilibrado, intenso, muito homogéneo e com final muito longo. Memória de fruta muito delicada, encarnada e boa e extrema facilidade em beber. 
Maravilhoso.

Provador: Mr. Wolf


sábado, 23 de novembro de 2013

Poeira 2011


Característica diferenciadora: Poeira e opulência.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  10 anos de Poeira significam uma década de história  que assenta o seu sucesso numa pirâmida cujos vértices da base são a qualidade sempre muito acima da média num lado, a frescura ao invés de excessos de maturação tão típicos no Douro no outro vértice e no vértice superior, sempre, mas sempre, elegância suprema como voz das particularidades climatéricas de cada ano. 
Apesar do perfil de referência ser sempre idêntico, exprime o que resultou das condições climatéricas do ano em questão. 
Organolepticamente, é sempre exemplar.

Este de 2011, aposto que é um "infanticídio" provar já... mas pronto, sou assim. Gosto de opinar com propriedade.
Na cor...Preto... Ou melhor, cor de cereja escuríssima e fugir para reflexos de tinta da china. Cromaticamente é muito vincado. 
Aromas muito cerrados. Notas de fruta em maceração e ao mesmo tempo aparas de lápis. WIP! Work in Progress... perdoem o Inglesismo... Claramente o aroma de quando se afiava lápis na 4ª classe. 
Repousado no copo, passado menos de 1 hora o aroma mantém-se muito sério. Pouco dado a exuberâncias, sisudo. Quiçá a nota aromática mais evidente é mesmo a madeira verde, mas sem ser evidente em demasia. Tem de se procurar. 
Muita profundidade aromática, com frescura mentolado ainda que ligeira. É a grande diferença nos vinhos de Jorge Moreira. Less is (much) more
Prova de boca... Explosão de intensidade e elegância ao mesmo tempo. Vincadíssimo e cheio de mineralidade, fruta fresca, com sabor a cereja quando ainda não estão perfeitamente maduras. Licoroso e acidez cortante a por tudo em ordem. Fruta silvestre, e muito concentrado. Que vinho!
Nada quente, nada doce, mas sim muito cheio e muito prolongado. Muito, muito intenso. Mineral. Tem muito grip. Agarra de forma vigorosa, sem "magoar". Mas agarra muito. Muito granular, repleto de pormenores e com a sensação de "saber sempre a pouco", mas ao mesmo tempo, sacia muito.
Sem dúvida, na primeira impressão, o Poeira mais robusto e opulento de sempre. Afirmação de um patamar diferente e único de tudo o que se produz no Douro.

Muito bom. Guardar e provar paulatinamente ao longo dos anos. O ideal é ir comprando uma garrafa de dois em dois meses em 2014... e depois ir bebendo a caixa ao longo de 10, 12 anos... parece-me que do ponto de vista financeiro, o retorno em prazer será seguramente "lucro puro"!

Provador: Mr. Wolf

domingo, 28 de outubro de 2012

Passagem Reserva 2007

Característica diferenciadora: Elegância
Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Jorge Moreira é sempre sinal de qualidade e cuidado nos vinhos que produz. Este Passagem, diferente na forma como se apresenta (rótulo) do primeiro que bebi, de 2005 acho eu, está pura e simplesmente excelente para beber... fechado ainda como a maioria dos 2007 do Douro estão, este apresenta-se escuro na cor, com cheiro a "vinho".
Notas de fruta secundam o carácter vinoso. Groselha. Na boca é muito elegante, denso q.b. taninos discretos e fantásticas notas de ginja. Como é possível, no Douro Superior (tenho ideia que a Quinta das Bandeiras é no Douro Superior), num ano como 2007 ter esta frescura?
Bom, as notas de rebuçado, concentrado de fruta e muita ginja não param de emanar do copo. Xarope, mas sem ser doçe. É a textura. Tem madeira, mas sem estar muito vincada, o que é bom.

A ver como evolui em cave, mas para já está muito bem. Nos próximos 4 - 5  anos deve ficar excelente.
Provador: Mr. Wolf

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Poeira 2008

Característica diferenciadora: Fino

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Poeira, é Poeira... único e pioneiro no estilo em Portugal.
Coerente e bom! 2008, um ano especial em que tenho provado vinhos distintos e bons. Não faço ideia se choveu muito ou pouco, nem em que meses... sei que os vinhos normalmente são bons!

Este Poeira não foge à sua origem. Sempre com acidez, nariz com aromas discretos inicialmente, mais evidentes durante a prova. Algumas notas de madeira e fruta. Ligeiro vegetal. Inicialmente parece curto, mas à medida que respira ganha dimensão. A acidez comanda, deixando no entanto um bom balanço para que a prova de boca seja boa. O vinho seca literalmente a boca toda, como que a vaticinar que foi muito cedo para o beber... e foi. Apesar de ter sempre o selo de muita qualidade e elegância, ou se decanta previamente (tipo 2 horas...) ou não se beba antes de 2014, 2015... Nós não fizemos nem uma coisa nem outra... quando se estava a equilibrar no copo, como fruta bem expressiva já, acabou. Normalmente é assim com o Poeira.

Para quem conhece bem os anos de Poeira, diferente este. Gostei muito dos de 2004 e 2007 e fiquei com muito boa impressão do de 2009. Adorei o de 2001 e 2002 foi extraordinário, para mim. Este de 2008 volta a ter algo parecido com o de 2002, para mim. É esperar e paulatinamente ir provando uma garrafa a ver quando atinge o seu esplendor, sempre em elegância, fora dos enjoos de vinhos que persistem em lançar para o mercado.
Vinho em prova cega com: Quinta da Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003, Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007 e Domaine Charvin 2003

Provador: Mr. Wolf