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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cune Imperial Gran Reserva 2005


Característica diferenciadora: Finesse, classe e muita elegância.

Preço: 28€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário:  A Companhia Vinícola do Norte de Espanha nasceu  no Século XIX e mantém-se em actividade, dirigida ainda por descendentes familiares, pelo que dispensa comentários em relação a responsabilidades de tradição, qualidade e compromisso. O facto de se manter no mercado é garante disso mesmo e com distinção, diria eu.

Eu confesso que não conhecia este vinho. 

Conheci-o (bem) porque fui um dos consumidores naif que achei que conseguia encontrar umas garrafas de 2004 alguns minutos depois de ter sido comunicado a quem subscreve a WS o prémio de 1º lugar na competição do Top 100 dos vinhos mais excitantes do ano. Para perceber melhor que competição é esta, consultar http://2013.top100.winespectator.com/.

Distinguido o de 2004, rapidamente encomendei, em Londres 5 garrafas... comprei, paguei e fiquei à espera. Curiosamente, afinal não foi possível receber as garrafas. Durou 6 dias de tensos emails e hoje um telefonema do CEO da empresa a explicar-me a situação. De todas as formas, obrigado Tim Francis pela forma esclarecida como explicou o que se passou. 
Infelizmente não se resolveu, mas demonstrou carácter e compromisso com os clientes por parte da empresa de e-commerce Inglesa. Como em paralelo tive a felicidade de estar durante 3 dias em Madrid ao longo desta semana, compreendi que as dificuldades sentidas em Londres, originam-se na mentalidade pouco íntegra da cadeia de distribuição que subitamente deixou de disponibilizar o vinho. E acreditem que contactei os mais destacados estabelecimentos de retalho de Madrid. 

Compreendi também que o de 2005 compra-se, por menos de 30€ em qualquer boa loja de vinhos ou mesmo na Lavinia do Terminal 2 de Barajas... Feito!

Prova-se o de 2005 e se tiver paciência e o vinho for de facto bom, encontra-se forma de falar com alguém responsável da CVNE e perceber se é esta a mensagem que se pretende passar ao mercado fora de Espanha.

Feita esta introdução, abre-se a garrafa com um mixed-feelings de entusiasmo com alguma frustração e jorra-se no copo. A cor promete. Poucos vinhos de 2005 conseguem uma tonalidade tão escura e ao mesmo tempo translúcida como este vinho tem.
Os aromas reforçam que é um vinho de eleição... robusto em aromas especiados, misturados com notas de madeira de cedro, muito tabaco e algum rebuçado. Todos estes aromas apresentam-se de forma extremamente subtil, harmoniosa e delicada.

Prova de boca arrebatadora. É um excelente vinho para qualquer enófilo do mundo. Entrada na boca assertiva, com acidez secundária a sensações de doçura, licor... mas de equilibrio e balanço extraordinário. Todo o vinho é clássico. Respira classe. Fino e muito elegante, mas muito intenso ao longo da prova de boca toda com um final igualmente delicado mas muito, muito longo.
Confesso que me surpreende como é que um perfil destes ganha um prémio da WS (acreditando nas informações que recolhi em Madrid de que o perfil de 05 é bastante semelhante ao premiado de 04), cujo enfoque, sem sentido pejorativo, normalmente é de graus de intensidade e exuberância mais vincados.

Muita, muita elegância e qualidade, com proporções muito equitativas de fruta vermelha ténue, com notas aromáticas frescas ao mesmo tempo com profundidade de madeira e aromas coloniais... cânfora, cera, madeira com tempo e história.

É um vinho de muito respeito. Vai fazer parte seguramente da minha garrafeira. Recomendo que provem se puderem - confesso que não sei se o El Corte Inglés em Portugal tem - mesmo que não seja o de 2004.

Produzido com 85% Tempranillo, 5% Mazuelo e 10% Graciano, 24 meses no mínimo de barrica e alguns anos de estágio em garrafa antes de sair para o mercado. Não é para todos e nem sai sempre bem. Este saiu.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 7 de setembro de 2013

Roda Reserva 2007


Característica diferenciadora: Elegância.


Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas. 

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  De Espanha podem não vir bons ventos, mas há seguramente bons vinhos. Há que prová-los e ir conhecendo. E é desta forma que resolvemos servir num jantar este Roda Reserva de 2007.
89% Tempranillo ( a "nossa" Tinta Roriz), 8% Garnacha e 3% Graciano, com fermentação em barrica e estágio de 16 meses em barrica e 20 meses em garrafa.

Rubi muito escuro e opaco. Para 6 anos, a densidade cromática é surpreendente.
Aromas iniciais de carne fumada. Aromas muito ligeiros de fruta encarnada, mas é no fumado e especiaria que encontra o seu carácter principal.
Prova de boca muito boa. Equilíbrio geral, muito cremoso e especiado. Algum cravinho na língua e essencialmente um final que se destaca pela persistência.
É um clássico. Não impressiona os sentidos pela exuberância de aromas ou expressividade de acidez, fruta ou taninos, mas sim, satisfaz muito pela facilidade com que se bebe e pela cremosidade que tem.
Paladar muito "colonial", com semelhanças a café moído e ligeiro cacau.

Bom vinho e fácil de encontrar, nos free shops, por exemplo.


Provador: Mr. Wolf