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domingo, 2 de junho de 2013

Quinta do Crasto Vinha da Ponte 2007


Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: 100€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Provado na companhia do Bruno e amigos, já documentado no blog pelo caríssimo Bruno!

Provar Quinta do Crasto é sempre bom. Ter a oportunidade de o provar num ambiente de amigos que apreciam vinho, é muito bom. Juntar estes dois requisitos e adiconar o "carimbo" Vinha da Ponte... é idílico.

Decantado a preceito, naturalmente.
Servido com parcimónia...Servido a 16,6 de temperatura, investigado no copo com ansiedade... foi mais ou menos assim...

Tentar manter uma prosa coerente e ligada sobre este vinho não é de facto fácil... pois o cérebro, enquanto escrevemos, pulveriza-nos com memórias gustativas e aromáticas impossíveis de descrever... por isso vou tentar:

Impenetrável na cor. Limpo, mas muito escuro.

Reservado de aroma inicialmente... a temperatura "faz-lhe" isto. Ligeiro bombom. 10 minutos depois...Voilá! Muito, muito perfumado.
Eloquente nos aromas.
Muita fruta vermelha, estilo framboesa. Com o passar do tempo, a fruta "amadurece", fica mais escura...Nariz muito vincado, especiado, químico... e sempre em constante transformação.
Marcado pela barrica, muito fina, perfeita.
Prova de boca muito aveludada, com concentração quanto baste, e muito equilíbrio entre a acidez, fruta e mineralidade.
Final absolutamente delicioso... Delicioso.

Do melhor que se produz em Portugal, sem sombra de dúvidas.

Provador: Mr. Wolf 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Quinta do Crasto Vinha da Ponte 2007



Característica diferenciadora: Intensidade e poderio

Preço: 90 € (na altura do lançamento para o mercado)

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: O Vinha da Ponte, a par do Vinha Maria Teresa, têm recebido por parte da crítica especializada e dos apaixonados pelo vinho os maiores elogios. Oriundo de uma vinha muito velha, com cerca de 100 anos, e onde é possível encontrar mais de 30 castas diferentes, plantadas de forma aleatória, chega-nos este néctar único e muito exclusivo (só é produzido em anos de excepcional qualidade e atinge preços de mercado muito elevados) que antes de ver a luz do dia passa 20 meses em barricas novas de carvalho francês.

O vinho apresenta uma cor violeta ainda muito carregada. No nariz encontramos madeira super bem integrada (os Crastos por vezes pecam, por em novo, terem sempre um pouco de madeira a mais. Aqui não há madeira nenhuma a sobrepor-se ao que quer que seja, tal a dimensão e estrutura do vinho), frutos pretos e chocolate preto. A boca tem um lado químico e mineral (xistoso) muito intenso. Cheio, estrutura férrea. Tenso e profundo. O fim-de-boca é longo e maravilhoso, cheio de coisas muito boas! Os 15.5% de álcool não se fazem sentir de forma alguma e o vinho é extremamente gastronómico.

Tem muitos anos pela frente, continuando sempre a evoluir na senda da excelência!

PUMADÃO!

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 14 de abril de 2013

Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2007



Característica diferenciadora: Potência, suculência e elegância... no Douro!

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas é sempre um "porto seguro" num estilo muito próprio dentro do panorama de "vinhos bandeira" do Douro actual. 

Excelente ano após ano, com uma produção já muito interessante face à qualidade apresentada (tenho a ideia que fazem mais de 100.000 garrafas/ano), carimbada com o reconhecimento internacional há uns anos atrás quando a Wine Spectator o identificou como o de 2005 um dos melhores 10 vinhos do ano... naturalmente que não é esse tipo de "selos de qualidade" que nos move... mas é no entanto de realçar que o vinho consegue esse reconhecimento internacional ao mesmo tempo que agrada aos consumidores mais específicos, como nos consideramos. 

Este de 2007 está claramente a chegar à idade adulta, onde vai mostrar de facto o que vale. E olhem... vale muito!

Ultrapassada alguma rusticidade inicial que tinha, visto já ter bebido algumas ao longo destes anos que guardo das 12 que adquiri quando saiu, está a ficar pronto para ser bebido.

Cor impressionante! Violeta escuro na borda e sangue vivo no centro cheio de brilho. Um regalo para a vista. Limpíssimo. Gosto!

Aromas expressivos, de cariz bastante floral. Notas também de ligeiríssima tosta, eventualmente proveniente da barrica, muito ao estilo da Quinta do Crasto, que o faz como ninguém.
Boca perfeita! Suculento, denso qb, limpíssimo e muito guloso, cheio de fruta encarnada, estilo amoras e mirtilos, sustentada numa "espessura" e dimensão que nos dizem que está a crescer e ainda vai mudar. É quase opulento, é complexo e acima de tudo, sabe muito, muito bem. É de levar ao médico alguém que não goste de provar este vinho.

Madeira perfeita. É incontornável não referir que o trabalho efectuado com o estágio em barrica efectuado é brilhante, pois não se separa do vinho, mas faz parte dele de forma estupenda.
Equilibradissimo durante toda a prova, entrada redonda na boca com os taninos muito bem integrados, persistência muito boa, deixando um final delicioso, elegante, e com a sensação que temos ainda vinho para durar.

Este acompanhou um coelho feito no tacho, e perversidade vínica à parte, deixei propositadamente uma boa medida de copo no decanter para o dia seguinte, aberto, sem qualquer recurso a vácuo, para ver como estava no dia seguinte... é um exercício que faço para ver em que fase da vida os vinhos estão... vale o que vale, mas tenho a prova já mais ou menos "calibrada" para perceber no dia seguinte quantos anos ainda tenho de esperar por ele. E digo-vos... o vinho está para durar, e durar, e durar. Inalterável a fruta, nada de paladores de oxidação manifesta, apenas maior evidência da acidez, o que é perfeitamente normal... e desejável.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf