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domingo, 12 de abril de 2015

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000

Característica diferenciadora: Baga & 15 anos




Preço: 40€



Onde: El Corte Inglés eventualmente

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Que dizer dum vinho com 15 anos que quando se deita no copo está literalmente preto e opaco? Não se diz nada. Arregalam-se os olhos! E agradece-se ao Universo o estarmos no mesmo sítio e na mesma hora que aquela garrafa se abriu.
Aromas fechados ainda balsâmicos, ligeiramente mentolados. Muito sério, com fruta escura, mas são as notas balsâmicas que predominam.

Na prova de boca é magnífico.
Muito denso, larguíssimo no alcance imediato e com o equilíbrio que só os grandes vinhos conseguem ter.
Ao contrário do que é comum actualmente na maioria dos vinhos, este vinho cresce em garrafa. Literalmente.
Aqui não há amaciados de barrica, nem massagem nos taninos... Não. Há que esperar pelo tempo certo. Mas quando o tempo chega, é inalcançavel através de "festinhas" como actualmente se faz. E a Baga presta-se como poucas castas a crescer com o tempo. Que vinho! É muito, muito, muito bom. É um vinho para qualquer mesa do mundo.
Para qualquer apreciador de vinhos, que saiba que vinho não é só o estilo contemporâneo com ares de sugus de fruta, ou laivos de caramelo e baunilha, doces, com Madeira a pontapé, e suculentos. A suculência deste Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000 vem da qualidade genuína e do tempo, duma forma que do os dois conseguem produzir... Claramente no pódio dos vinhos do ano de viragem do século. Curiosamente, o outro é Baga também e o outro - no meu pódio, naturalmente - é Barca Velha. 

Um prazer.



Provador: Mr. Wolf



domingo, 14 de setembro de 2014

Luis Pato Vinha Pan 2000


Característica diferenciadora: Classe e elegância.



Preço: 25€-30€.

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Patamar de excelência de vinhos elegantes em Portugal, Luis Pato dispensa qualquer tipo de apresentações e salamaleques. 
Os vinhos são normalmente excelentes e pontualmente muito bons. 
Este Vinha Pan de 2000 faz parte do conjunto de garrafas que se apresenta em excelentes condições!  
Rolha impecável, lustrosa e imaculada na sua função de vedar. 
Cor límpida, rubi escura. 14 anos...sim, 14!
Na prova de boca tudo é expandido, largo e homogéneo! 
Nada de barrica presente, nada de frutas fáceis - muito menos tropicais... a vinha não é um resort com palmeiras e fruta tropcial...
Aqui é a acidez perfeita que pauta a prova, subtil e fresca salpicada - a equilibrar - com as notas mais maduras de fruta seca, estilo tâmaras ou ameixa muito madura, mas muito, muito ligeiras. O carácter em  evidência é vegetal, balsâmico e profundo ... esporadicamente ligeira fruta vermelha, que curiosamente oscila entre a mais madura e silvestre à medida que o vinho respira. 
O final do vinho é imenso, integrado no prazer da prova desde o início... toda prova é imensa, desde os aromas ao primeiro trago que se engole. 
Perpetua o prazer, sempre num registo muito fino, coloquial e muito sério. 
É um perfil fora de moda, mas que há-de voltar a calibrar a excelência do vinho português, ao invés do que se premeia hoje em dia. 
O perverso deste paradigma, é que quando voltarem esses tempos, provavelmente diminui a capacidade financeira para beber estes vinhos como existe hoje... ou seja, subitamente encarecem ao ritmo de 3 dígitos percentuais...
Por isso, vou ser um humilde consumidor egoísta e desejar que se continuem a premiar os perfis que hoje se premeiam... Tirem as vossas ilações. 

Provador: Mr. Wolf



domingo, 8 de junho de 2014

Quinta do Poço do Lobo Reserva 1995


Característica diferenciadora: Bairrada... com Castelão e Moreto.

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras particulares... ou algumas Feiras de Vinho

Nota pessoal: 16

Comentário: "Sai uma brincadeira para a mesa da sala, faxavor!"... E sai um Baga, Castelão e Moreto de 95...
Cor ligeira, limpa... aromas animais. Pelo de animal. Barrica ligeira ainda presente...Bouquet muito bom, a superar claramente a expectativa. 
Falsamente aguado, anuncia e manifesta pouca acidez no palato, mas cumpre... Ligeiro café em grão. Precisava de arejar... e arejado, as notas mais animais desaparecem e aparece um vinho leve, com aromas de madeira encerada e com longa frescura que lhe confere muita graça. Não se pode exigir acompanhar pratos muito elaborados... mas está muito bem. 
Vale pela experiência e pela diferença na prova. 
Duvido que muitos dos "sprinters" que se produzem hoje em dia, passados 14 anos ainda se aguentem com este!





Provador: Mr. Wolf

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Luis Pato Quinta do Ribeirinho 1995


Característica diferenciadora: Classe planetária...

Preço: 20€?

Onde: Garrafeiras particulares

Nota pessoal: 18

Comentário: Há dias em que apetece não não correr riscos na escolha dum vinho. Porque apetece uma boa refeição, boa conversa e ambiente confortável. Para a boa refeição bastam bons ingredientes, cuidada confecção e algum saber...
Para a boa conversa e ambiente confortável, a sala de jantar e a companhia assumem o protagonismo para alcançar o sucesso.
Para elevar o patamar de qualidade, cabe ao vinho que deve silenciar por momentos a amena cavaqueira pelo prazer que proporciona. E foi a pensar nisso que não hesitei a escolher este garrafa... e foi o que aconteceu.
"Filha única" e amavelmente oferecida pelo meu querido amigo e entusiasta de vinho Carlos Janeiro. O meu sincero obrigado.

Rolha difícil... aroma (ao aproximar-me do gargalo) de vinho irrepreensível. Aromas imediatos a Bairrada no seu melhor. 
Balsâmico, vegetal, apesar de ainda nem sequer ter saído da garrafa.

Jorrado no copo, com tanto cuidado como expectativa... Estaria atijolada a cor?  Nada disso. 

Rubi, brilhante e cheio de vida. Escorreito. Nariz repleto de elegância, com aromas de ervas frescas, algum barro molhado e ténue eucalipto. Aquele aroma dos eucaliptos no verão no Algarve... Fresco mas ao mesmo tempo "caloroso", polvilhado de ligeirissino pó de talco. Como diria uma criança: "tão bom!"



Mas é na prova de boca que a excelência se manifesta.
Potentíssimo no carácter, no tanino, na acidez, na mineralidade. Magistral na elegância e eloquência com que se passeia pelos nossos sentidos.
 É daqueles vinhos que parece não acabar.
Se tivesse pele, não ganhava rugas... Podia escurecer com o sol e a idade, mas a elasticidade está intocável. E é exactamente isso que ele tem, elasticidade.


Tenaz na entrada de boca, estende-se em sensações numa dimensão interminável e sempre em crescendo. Não se esgota. Não.
Consegue-se beber com a pretensão de dominar e identificar a quantidade de características que tem e sensações que provoca... mas não se consegue.
Se fosse um motor, não tinha limite para as rotações que é capaz de fazer, dependendo do que se quer retirar da sua performance. Basta para isso prolongar mais tempo na prova de boca e a frescura e intensidade esgotam-nos a nós antes que o vinho se esgote a ele próprio.

O carácter acetinado de fruta que tem impressiona. Impressiona pela subtileza, mas ao mesmo tempo pela clarividência que suscita. A fruta é estilo ginja, cereja quase cristalizada, doce e espessa, mas ao mesmo tempo fina e elegante. O vinho tem uma finesse impressionante. Mas a fruta, ao contrário das modas, não é o que domina neste vinho. É o equilíbrio entre doçura, acidez e mineralidade... para não ter de destacar que tem 19 anos...
Acidez estonteante, hiper equilibrado com final muito longo, repleto de notas cítricas, acidez na despedida e mestre na capacidade de proporcionar a sensação de plenitude que muito poucos vinhos conseguem proporcionar.
Felizmente, um perfil fora de moda... Uma maturidade apreciada por poucos... Uma qualidade seguramente com pouco retorno financeiro. O que faz com que um humilde apreciador de vinho como eu o possa beber, pois com um rótulo de outro país, este vinho teria um valor astronómico. 

Estou muito grato por poder beber vinhos destes. Muito mesmo. Grato, feliz e com sentimento dum dia fechado com chave... não... rolha de ouro.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Quinta das Bágeiras Colheita Tinto 2008

Característica diferenciadora: Baga!

Preço: 5€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguma distribuição (Leclerc)

Nota pessoal: 17


Comentário:  Revisitar um Baga de 2008 é sempre motivo de entusiasmo. 
2008 é na minha opinião um dos mais particulares anos desde o início deste século. Por estranho que pareça...  é um ano discreto, pouco dado a exuberâncias, mas extremamente competente, comedido e elegante... Em geral. Talvez porque 2007 foi um ano de muitas promessas e quiçá terá ensombrado o lançamento dos anos seguintes... Até que surge 2009 que outra vez nos projecta as expectativas. Mas 2008 não é expectativa. É certeza. Produziu peculiar elegância, tenacidade e factualmente os vinhos são muito bons. Um baga da Casa Quinta das Bágeiras então...


Cor rubi mate, esbatido e de mediana opacidade. Aromas fiéis e verdadeiros embaixadores aromáticos da majestosa baga. Vincados, mentolados e extremamente potentes. Limpos no entanto. Muito enérgico aromaticamente e estranhamente equilibrado. Directo e assertivo. Não acrescenta muita complexidade, mas o que anuncia é bom. 
Boca muito boa. 
Ténue na acidez inicial, guloso na fruta silvestre e com carácter vegetal muito vincado. Extremamente directo, guloso e com final que termina de forma quente, apenas espicaçado pela acidez que se apresenta nesta fase final.
Excelente vinho, cheio de músculo e personalidade. Perfil muito específico, mas para quem gosta de Baga... é obrigatório ter na garrafeira.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Luis Pato Vinha Pan 2000


Característica diferenciadora: Luis Pato + Baga + 2000.

Preço: 25€

Onde: Não sei... garrafeiras muito boas, ou leilões.

Nota pessoal: 18


Comentário:  Vinha Pan é o nome querido para identificar a vinha da Panasqueira. 8500 videiras de Baga, plantadas nos anos 80, solos argilo-calcários em encosta virada a sul. Luis Pato... compreende-se por esta apresentação inicial que provar uma garrafa destas, é além da apreciação intrínseca do vinho, beber e ver a escrever uma página de história do vinho da Bairrada da era contemporânea. Mesmo que o vinho não fosse bom, valia pela experiência empírica. Pois meus amigos e amigas... não é o caso. O vinho é muito bom.

Fino na cor, rubi grenado, muito limpo e translúcido.
Aromas imediatos de pinheiro, caruma, resina. Eucalipto. Muito mentolado. Baga no seu esplendor, quando se apruma e se torna elegante.
Como explicado anteriormente, cerca de 20 anos após a plantação na vinha da Panasqueira, em solos argilo calcários, virada a Sul, engarrafou-se este vinha Pan...Mais de 12 anos após o engarrafamento, prova-se. Ainda só com o nariz e olhos... De destacar a imaculada e belíssima rolha, a respirar saúde.
Bom, há que tocar-lhe com a língua!

Limpo de sabores, taninos "sonsos"... Não se dão por eles inicialmente, mas estão lá e pregam grandes partidas, acutilantes e alicerçados em excelentes camadas de sensações primárias mais terrosas e vegetais. Barro húmido e eucalipto.
Após uns 20 minutos no copo, despe-se de preconceitos e mostra-se a Baga como ela é.
Muito músculo e adstringência, mas também muita profundidade e frescura. Devia mesmo haver pastas de dentes com toques de baga. Comparado com hortelã, a frescura da Baga faz em 5 segundos na boca o que a hortelã não faz em 5 minutos de infusão. Deixa tudo limpo e arejado, fresco e neutralizado. Diria mais... Purificado.

Devia-se beber baga 100% pelo menos uma vez por semana. Eu tento.

Agora é esperar que venha a fruta. Demora, mantém-se a frescura vegetal, os aromas de lenha seca.
Não tem fruta... A não ser castanha, no máximo. 1 hora depois de aberto e no copo é impressionante a acidez do vinho. 
Sensação de pedra molhada, limpo e crescente. Aromas muito carnudos agora. Gordura. Uau! Que transformação. Mas sempre impecável na estrutura, tenacidade e "goma". Sim, "goma". Vincado, erguido.

É comprar, ter paciência para ajustar a temperatura ao tempo que se deve decantar para que quando se serve esteja no máximo no início a 16º (não esquecer que numa sala em casa, normalmente a temperatura social é de cerca de 22º-24º... dificilmente menos de 20º) pois no copo, em alguns minutos sobe para 18º-20º. Aqui convém bebe-lo e pedir mais do "fresco"!

É de "levar à igreja" este vinho!

Mais uma vez... Luis Pato não falha. Magnífico.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 24 de novembro de 2013

Luis Pato Vinhas Velhas 1990


Característica diferenciadora: Longevidade e classe

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário:  Extraordinária garrafa duma das primeiras edições do tinto Vinhas Velhas do Luis Pato.
23 anos depois da colheita, é absolutamente impressionante o vigor e frescura que este vinho ainda tem.
Rubi ligeiro na cor, com laivos acastanhados.
Aromas muito frescos, estilo eucalipto, madeiras parecidas com cedro e algum cogumelo quando se cozinha.
Elegantíssimo na prova de boca, largo ainda, com acidez bastante vincada e aromas mais torrados. É no entanto a sua "leveza" que sabe muito bem. Nada cansado, nada oxidado, cheio de vida e capaz para qualquer prato. Não é fácil! Pena ser a última!
Mas são garrafas que dão muito prazer abrir depois de longa guarda.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 10 de novembro de 2013

Bussaco Reservado Tinto 2004

Característica diferenciadora: Bussaco.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas ou nos Hotéis do grupo Thema

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Beber Bussaco é sempre um momento especial. Poder bebê-lo no próprio Hotel é sempre memorável.
De realçar que actualmente, no bar do Hotel é possível beber Bussaco branco ou tinto a copo! Muito bom.
Este de 2004 acompanhou o jantar.
Temperatura adequada, copos adequados e sala inigualável em Portugal. Pelo menos, do que conheço.
Cor limpa, mediana opacidade. Não esquecer que já conta com 9 anos.
Aroma fino, colonial. Madeira e muita gordura animal. Leves notas lácteas, muito ligeiras. Carne.
Há que respirar.
Prova de boca é que é muito distinta... muito peculiar e único na elegância...Elegantíssimo, cheio de acidez suave, algum vegetal e muita maturidade. 
Muito vivo, quente nas sensações apesar da frescura, e sem nunca me cansar... extremamente elegante.
Fruta, a existir, é vermelha e ténue.
Muito sedutor na boca, com notas mais evidentes de grão de café e ligeiríssino cacau.
É de facto um estrondo... incansável e impossível de cansar quem os prova.

Bem haja ao Bussaco e à nova dinâmica que se respira no Hotel... onde convive a magia natural das paredes, com a envolvência mística da Mata do Bussaco e a simpatia de todo o staff.

Vale a pena em todos os sentidos e os preços são todos bem adequados, a começar e acabar nos vinhos, que se bebem à mesa a partir dos 30€... acho que não vale a pena explicar mais nada.

Provador: Mr. Wolf

Quinta das Bágeiras Branco 2011

Característica diferenciadora: Mineralidade

Preço: 5€

Onde: Garrafeiras especializadas - Garrafeira Nacional em Lisboa por exemplo

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Verdadeiro vinho para conhecedores... pouco divulgado na distribuição, pouco comum em restaurantes... felizes aqueles que o encontrem num restaurante... pois é excelente e de preço bastante adequado,
Amarelo pálido e aromas discretos. Nada de modas... tão pouco de fruta gratuíta. Cheira a vinho e do bom.
Prova de boca muito boa. Untuoso quanto baste, muito mineral e acidez no ponto. Vinho que parece ser bastante simples, mas não é... precisa é de cave. Seguramente crescerá muito.
Ano excepcional este de 2011... mas nunca bebi um vinho branco da Quinta das Bágeiras que não fosse muito bom... mas este parece-me destacar dos restantes anos. Este está excelente.
Notas citricas e final longo e essencialmente bebe-se muito bem e com muito prazer.
Pede pratos de peixe... mas bebe-se bem com carnes brancas seguramente... eu recomendo peixes assados no forno, ou salmão mal passado (para quem gosta de comer salmão como se lombo de vitela fosse).

Provador: Mr. Wolf


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Bussaco Reservado Branco 1991


Característica diferenciadora: Elegância, juventude e equilíbrio


Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Bussaco... esgoto o vocabulário para expressar o regojizo que sinto quando abro (ou vejo abrir) uma garrafa de Bussaco. Deve ser de provar estes vinhos que vem a expressão do povo: "branco ou tinto, interessa é que venha cheio".

Não há palavras. É extraordinariamente bom e provoca sensações extraordinárias!
Esta garrafa foi simpaticamente oferecida duma garrafeira particular... Obrigado!
Partilhada com família e amigos, apreciadores de vinho também, acompanhou um excelente Arroz de Bacalhau confeccionado pelo caríssimo amigo Bruno. Cenário adequado.

Cor viva, amarelo ouro muito brilhante sem o mínimo laivo de oxidação. Não percebo! Limpíssimo e cristalino após 22 anos. Dá para explicar?
Aromas inicias fresquissímos. Untuoso no copo, densidade evidente com o ligeiro balancear do copo e notas cítricas de limão acompanhadas de leves notas aromáticas de barro. Alguma relva cortada.
Prova de boca desconcertante, no melhor dos sentidos. Muito, mas muito delicado, denso no paladar e muito homogéneo nas sensações que provoca, desde o contacto inicial até ao final de boca. Pura e simplesmente impressionante.
Muito concentrado sem nunca ser esmagador ou sequer evidente demais, assenta toda a sua estrutura num equilíbrio impressionante, onde o carácter vegetal e cítrico predomina, evoluindo para estrutura mineral à medida que respira. Sempre com delicadeza. Muita delicadeza.
Não se procure neste vinho tostados de madeira, adocicados de mel, muito menos frutas tropicais! Graças a Deus!!!

Encontre-se o expoente máximo em Portugal (na minha opinião) para a experiência e saber empírico aliada a condições de terroir específico e qualidade da matéria prima. Com discreção, que faz toda a diferença. Se tiverem oportunidade de provar estes vinhos no próprio Palácio do Bussaco, garantidamente é uma experiência que não esquecerão. Recomendo!

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Bussaco Branco Reservado 2005


Característica diferenciadora: Buçaco...

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas ou no próprio Bussaco Palace.

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Nada melhor que um dos melhores e mais característicos vinhos Portugueses para o regresso de férias!
Buçaco... ou Bussaco... é sempre um momento festivo. Um momento especial, por tudo o que rodeia o rótulo... e especialmente pelo que está acomodado no interior da garrafa.
Bussaco é daqueles vinhos que não devia pagar IVA. Ou pelo menos, deveria ter equivalência a despesas de saúde.
Jorrado no copo, a cor amarela ouro brilha tanto ou mais que os nossos olhos. Leve, intenso e muito brilhante, vivo. Cristalino e ligeiramente untuoso.
Nariz imediato de erva fresca cortada e ainda molhada.
Ligeira resina e mentolado. Cânfora.
Nariz absolutamente de sonho, de nos transportar na penumbra dos sentidos, tal é a intensidade dos aromas e ao mesmo tempo a delicadeza com que se descortinam.
Com temperatura a aumentar, e, esclareça-se, este vinho é para baixar a temperatura a 10 graus, máximo, e servir e aguardar que respire...e como escrevia, à medida que a temperatura sobe para os 13-14 graus, evidencia-se notas frutadas lideradas por  alperce, damasco.
Delicioso.
Quando se prova e bebe, como tudo na vida, o melhor vem no fim... como se fosse possível melhorar a fantástica prova de boca. Final estonteante. Longuíssimo, persistentíssimo... delicadíssimo.
Quase dá vontade de não lavar os dentes para poder disfrutar ao máximo da persitência deste vinho.
1 única gota sabe bem.

É absolutamente um produto de culto, para saborear.

Provador: Mr. Wolf


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Luis Pato Vinhas Velhas 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Sempre um prazer abrir estas garrafas... Bairrada... Vinhas Velhas de baga... 2007. Tudo promete. E não compromete.
Cor translúcida, ligeiramente "alaranjado", mas vivo e brilhante ainda.
Nariz com aromas cítricos. Fresco e bastante elegante. Notas de caruma seca e bosque. Sempre em grande forma... vinho para pratos de condimento moderado, mas que dá muito, muito prazer.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2011



Característica diferenciadora: Elegante e perfumado

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Gosto de todos os vinhos que o Mário Sérgio faz. São vinhos sempre sérios, honestos, com grande respeito pelo material que lhes dá origem, com grande carácter, que gostam de cave e que pedem mesa. Na pequena localidade de Fogueira e com base nas castas Baga, Maria Gomes, Bical e alguma Touriga Nacional, forjam-se dos melhores vinhos de Portugal!

Recentemente chegado ao mercado, este garrafeira de 2011 repete a receita de colheitas anteriores. Segundo informação do produtor, Maria Gomes e Bical de vinhas velhas, fermentadas em tonel de madeira avinhada e engarrafadas sem recurso a colagem e filtração. Tradição e qualidade!

Julgo que este vinho espelha na perfeição a colheita de 2011. Quanto a mim 2011 tem-nos apresentado vinhos com muita elegância, com boa fruta delicada e com muito boa acidez. Este vinho do Mário Sérgio é tudo isso mas, em contraponto, por exemplo, com o PAI Abel 2010, com a acidez super bem integrada, sem excessos, tudo delicado e bem arranjado. Esta elegância e delicadeza têm por detrás uma estrutura férrea e de grande compostura onde se encontram escudados as ervas secas, a fruta branca bem madura e um perfume delicado, tudo permitir prova imediata mas também a guarda em cave.

Gosto muito de “emparelhar” este vinho com pratos de bacalhau (frito, cozido ou confitado), com peixes fritos ou com saladas de polvo ou ovas, regadas com azeite e salpicadas com um bom vinagre (pode ser o da Quintas Bágeiras que é fenomenal). No entanto, este 2011, devido à sua elegância, merece um prato mais delicado, que permita captar as suas muitas e delicadas nuances … um arroz de tamboril?!

Só para aguçar o apetite, o Pai Abel Chumbado é mesmo um SUPER VINHO! Aguarde-se pelos próximos post.

Provador: Bruno Miguel Jorge

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ataíde Semedo Vio 2011


Característica diferenciadora: Bairrada por si só.

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Amarelo palha muito limpo e brilhante. Vivo.
Nariz muito bom. Esclarecido. Cítrico e carimbo de Bairrada, com alguma rusticidade. Resinoso... complexo e sem "maquilhagens".
Aromas de  fruta branca, fazendo lembrar pêra e ficar madura.
Boca excelente! Excelente estrutura e equilibrio. Muito encorpado, fresquissimo e delicado, com um final de menta fresca e alguns apontamentos de lima.
Untuoso e com alguma glicerina a conferir-lhe densidade e volume.
Excelente vinho da Bairrada.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 30 de março de 2013

Luis Pato 2004



Característica diferenciadora: Baga de consumo e capacidade de guarda

Preço: 4€


Onde: Garrafeiras especializadas ou supermercados antigos, para este de 2004

Nota pessoal: 16,5

Comentário: 100% baga! 9 anos! Esquecido numa cooperativa de distribuição alimentar... medo, muito medo, mas muita curiosidade também.

Aberta a garrafa... rolha normal. Rolha, diga-se de passagem, de qualidade que deixa bastantea  desejar, mas veda...
Alguma evolução na cor, limpa  e aberta. Rubi rosada, escuro.
Ligeiras notas de barrica ao fundo e aromas mentolados e frescos. Sim, é Bairradino sem dúvida nenhuma e tem aquele carimbo no nariz inconfundível.
Boca muito boa. Muito, muito boa... Acidez ainda bem presente, fruta qb madura, escura e elegante.
Tudo está no sítio, sendo a elegância desconcertante para os aromas expressivos que apresenta! Excelente vinho, cm excelente relação preço/qualidade esperando-lhe ainda vários anos de muita saúde na cave.

A comprar, quase todos os anos. O de 2010, tem uma percentagem de Touriga Nacional, mas é muito bom também.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 24 de março de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2008



Característica diferenciadora: Baga tradicional.

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas (eventualmente nos supermercados Intermarché, pois vendem os Colheita)

Nota pessoal: 18

Comentário: Quinta das Bágeiras é sinal de tradição, terroir e genuinidade a fazer vinho no coração da Bairrada. É Português e produz-se em função das suas melhores práticas... Portuguesas. Pena é que exista, em quantidade menos do que o desejável, Portuguses a saberem o que é vinho "a saber a vinho Português" e não a sumo de fruta e demais essências. Mas são sinais dos tempos, que felizmente, estão a mudar. 
Pode-se conhecer ou não o estilo destes Garrafeiras... mas é impossível não apreciar. São sempre vinhos de muito carácter, muito vigor e de prova de boca marcante.

Este Garrafeira Tinto 2008 impressionou-me em Novembro pela garra que tinha e pelo facto de ter já aptidão para se deixar beber. Voltei a provar agora, para tirar as dúvidas.

Escuro na cor, quase opaco, mas muito vivo e de cor muito bonita, quase púrpura nos reflexos. Rubi escuro, limpíssimo, vivaço.
No copo - usei os copos Riedel específicos para a Borgonha ao invés dos habituais Syrah cá da casa - a limpeza de cor, opacidade adequada a um Baga e a bonita cor, não deixam adivinhar o verdadeiro Samurai que está lá dentro!

Cheira a Bairrada... nem sei se não é a Bairrada que cheira a Bágeiras... pois estes vinhos têem sempre vincadas as características mais dominantes de como deve ser um Baga contemporãneo. 
Vegetal, verde, cedro, resinas, bosque... e muitos mentolados... faz lembrar aquelas cápsulas dos eucaliptos tão generosas em aromas frescos. Quase desentope o nariz mais obstruído... isso é que era... ter vinho deste a ser aviado em Farmácias, de preferência sob prescrição e comparticipado pelos seguros de Saúde. Isso é que era conversa.

Na prova de boca é um verdadeiro guerreiro! Assumidamente Baga, destemido, vinhas com mais de 75 anos, solo argilo-calcário,  sem desengace e estágio em barricas avinhadas... querem mais o quê? 

Já pronto para se beber, embora a decantação seja obrigatória... esta garrafa, decantei para um decanter, esperei, voltei a decantá-lo para a garrafa e por fim, decantei de novo para o decanter antes de servir. Sempre com cuidado para não agitar o vinho, mas sim de forma a acelerar o seu contacto e reacções com o ar.

Assertivo na entrada de boca e cheio de personalidade. Duro, sem atenuantes de barrica... vinho para quem  sabe o que é vinho para durar décadas.
Seco e verde, com a fruta a surgir só após longo tempo em copo. Nota-se o carimbo evidente de 2008... onde os vinhos surgiram mais elegantes e frescos, eventualmente por maturações mais dificeis, não sei. Mas apesar de 2008 não ter vinhos de "encher o olho" logo, são vinhos que vão dar que falar ao longo dos anos. Mas voltando a este excelente Garrafeira 2008, está fantástico e obriga a confecção gastronómica com preceito.
Fruta silvestre, sem ser muito doce, mas é no seu lado mais vegetal que encanta. Tem peculiar elegância e finesse, embora necessite na minha opinião, de pelo menos 2 a 3 anos em cave para "crescer" mais. Depois... depois deve ser guardá-lo por décadas.

Provar Bagas destes quando "acabam de nascer" é uma satisfação muito grande para mim... faz-me perceber que estou a provar um vinho, já com idade suficiente para o apreciar, e felizmente, saúde que me permite ter ainda mais longevidade que o vinho para o ir provando... assim espero!

Excelente. Obrigatório comida de confecção que garanta persistência de sabores... senão, nem se dá pela comida!

Provador: Mr. Wolf 

Luis Pato Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2001



Característica diferenciadora: É Pé Franco do Luis Pato... isso diz tudo.

Preço: 125€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Há semanas assim... por pura coincidência, na semana seguinte a provar o Pé Franco 2003 e 2005... provei também uma de 2001. Aberta no dia anterior... mas ainda assim... o meu agradecimento ao caro amigo João Chambel. Estes vinhos são dos que provocam um experiência que se retém na memória.

E como estava esta garrafa de 2001 aberta no dia anterior? Estava impecável! Com o mesmo perfil do de 2003 e 2005, sendo mais semelhante ao de 2005... cor ainda rubi, bastante limpa e viva. Aromas de Bairrada... vegetal e bastante balsâmico. Pinheiro e eucalipto. Mas com um perfil aromático de perfume, muito sedutor e que dá muito gozo apreciar os aromas.
Na prova de boca é impressionante a finesse que estes vinhos têem... não é coincidência. É daqueles vinhos que constato que quem os prove com regularidade, com alguma facilidade os identifica em prova cega. Delicadeza extraordinária ao mesmo tempo que tem muita, muita persistência.
Seco ainda quanto baste, com ligeiro licoroso, muito ligeiro, mas acima de tudo, acidez perfeitamente integrada que lhe garante ainda muitos e bons anos para quem as tiver por abrir.

Um luxo...

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 16 de março de 2013

Quinta de Foz Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2007


Característica diferenciadora: Concentração e elegância

Preço: 38€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18


Comentário: Os vinhos Foz de Arouce nunca enganam! São sempre extraordinários... e só um vinho extraordinário de certeza se poderia provar com os dois Pé Francos do Luis Pato num almoço...naturalmente, sem intenções de comparações, até porque nenhum destes rótulos necessita de referências de comparação para nada... valem pelo que são e têem... e se têem... personalidade própria.

Desde o ano de 2001 que os provo... ou melhor, que os bebo! 2001 mais fino, 2003 quente e concentrado, na linha do de 2005, mais duro mas excelente... e chega-nos 2007.

Muita densidade na cor. Escura. Opacidade média, mas muito limpo.
Aromas de fruta e barrica de muita qualidade, num registo bastante denso. Baga a fazer-se notar, mas num perfil diferente dos mais clássicos. Tem uma parte de Touriga Nacional no lote.
Na prova de boca é muito bom. Muita estrutura, muito polido, muito bem equilibrado e um final muito, muito longo. Para a cave obrigatoriamente... vai melhorar e muito.

Provador: Mr. Wolf 

Luis Pato Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2005


Característica diferenciadora: Intensidade, elegância, classe...

Preço: 125€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns Auchan

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Após o de 2003 estar em prova... já o de 2005 repousava num copo ao lado para cada um... cor ligeiramente mais viva que o de 2003 e a expectativa ao rubro. 
Aromas ligeiramente mais "gordos"... iogurte muito ligeiro. 
30 segundos depois...Mais "bairradino" no nariz. Aqui sente-se aroma vegetal marcado, com ligeira caruma de pinheiro. Curiosamente, muito ligeiras notas de cacau também.
Ataque de boca, antes que o coração cedesse tal devia ser a excitação, e outro monumento na prova de boca. Elegância para dar, vender, alugar... o que se quiser.
Muito suculento, denso e leve ao mesmo tempo, cheio de bouquet, tem uma dimensão e profundidade na prova de boca impressionante.
Muito concentrado e confitado... sem nunca ser pesado em nada.
Taninos e acidez para muitos anos, mas perfeitamente integrados no conjunto.
Harmonia é a palavra de ordem...muito mentolado e fresco, tem uma acidez desconcertante na forma como se alinha na perfeição com a fruta fina em perfeito estado de maturação... ou melhor, quase maturação, como se deixasse sempre antever que ainda vai ficar melhor. É um exemplo perfeito de less is more no campo das notas mais frutadas num vinho. Não chega a ter fruta em primeiro plano, mas está sempre presente nos sentidos. Muito, muito bom...

Estas garrafas pecam por serem muito pequenas...

Obrigado Luis Pato por produzir estes vinhos com tanto cuidado e dedicação.

Provador: Mr. Wolf 




Luis Pato Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2003



Característica diferenciadora: Intensidade, elegância, classe...

Preço: 125€


Onde: Garrafeiras especializadas e alguns Auchan

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Os vinhos da Casa Luis Pato marcam o panorama de consumo de vinho em Portugal desde o século passado... esta expressão pode ser aplicada a pouco mais de uma dúzia de anos, mas não é o caso de Luis Pato. 
Luis Pato, que me recorde, desde os anos 80 que transformou e "modernizou" a percepção do consumidor de vinho sobre a casta Baga. 
E nestas garrafas que ostentam a denominação de Pé Franco, provavelmente a Baga manifesta-se da forma mais elegante que conheço. É como se antes de "sair de casa" fosse vestida pela Dior e perfumada pela Chanel. 
Bom, admiradores de Baga e das suas qualidades, eu e o Bruno chegámos à conclusão que nada mais inteligente para fazer rapidamente que juntar a minha de 2003 com a dele de 2005, num bom almoço com boa companhia, e bebê-las... se juntarmos ainda um Foz Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2007 que o Vasco trouxe, um Vintage Ramos Pinto 2004 e mais umas "brincadeiras", imaginam a tarde idílica que foi, não imaginam?

E assim foi... cuidadosamente abertas, lacre perfeitamente cortado, rolhas impecáveis, decantam-se cerca de 30 minutos antes de servir.

Cor no copo rubi ligeiramente translúcido. Muito limpo na cor. Aromas imediatos a perfumarem a mesa e arredores, muito colonial inicialmente, mobiliário velho, algum café... e muito, muito perfumado! Parecemos uns verdadeiros maluquinhos a provar este vinho, porque acho que umas duas vezes, peguei no copo com a clara atitude de quem vai beber para ver como harmoniza com o excelente assado que estávamos a degustar, apreciei os aromas com o copo aproximado do nariz, e pousei-o outra vez sem lhe tocar com os lábios... é verdade.

Mas aguenta-se pouco assim, por muito saciadores que sejam os aromas... e prova-se. E provado, é apenas o vinho mais acetinado que já provei.
Extremamente texturado, muito cheio na língua, cheio de pormenores e muito, muito persistente.
Mesmo na prova de boca, os aromas do vinho manifestam-se, recordando-me claramente um estádio diferente, e muito, da maioria dos vinhos que consumimos, do que é equilíbrio entre os aromas e a prova de boca. É este o exemplo. A prova de boca está claramente ligada e é uma extensão das notas aromáticas do vinho, e, o vinho em prova nunca permite que os aromas fiquem esquecidos... é talvez o melhor paradigma da expressão "pescadinha de rabo na boca" que conheço.
Provado e apreciado... finalmente surgem as notas de fruta, muito delicadas e a apresentarem uma secura inebriante que o vinho ainda tem. Ligeira cereja. Cereja do bolo-rei. Cristalizada.
Aromas constantes durante a prova, e à medida que vai respirando ganha uma dimensão de frescura impressionante. Sem ser evidentemente mentolado, manifesta-se mais fresco e balsâmico quando decantado há mais de 1 hora, sempre muito, muito, muito elegante.
A boca evolui de cetim para veludo...e com um final de recordar para sempre. E assim será, enquanto a saúde me permite guardar as boas memórias.

Espero repetir... esta é a 2ª de 2003 que provo... gostava de provar pelo menos meia dúzia!
Este vinho foi provado em conjunto com o de 2005.

Provador: Mr. Wolf