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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Caves Solar São Domingos 1980


Característica diferenciadora: 33 aninhos...

Preço: Não faço ideia.

Onde: Garrafeiras especializadas ou particulares.

Nota pessoal: 17

Comentário:  Caves do Solar de S.Domingos... há quase 8 décadas a produzir produtos de qualidade, e percebe-se porquê. Fora das tendências de procurar vinhos mal saem, ou pior, sem sequer ainda terem saído para o mercado, esforçamos-nos por frequentemente calibrarmos o nosso paladar, provando vinhos que pela sua evolução e qualidade, nos mostram o que são vinhos com "V" grande... e este é um deles. Colheita. Exacto. Colheita...

Rolha humida, no entanto adequada na sua função, mas húmida. Medo.
Cor iodada, limpa no entanto.
Aromas iniciais desagradáveis. Fruta podre.

Decante-se.

Pouco sedimento, limpíssimo.

Aromas de óleo...não... aromas de pizzeria, sim... Aromas de pizzeria daquelas de forno de lenha, mistura de pão com tomate e orégãos em forno de lenha. Estranho!
Mais um tempo no copo e surgem notas florais. Rosas vermelhas.
Fruta secundária, a fazer lembrar Figos de São João. Quente no aroma.
Prova de boca surpreendente.
Directo no açúcar que ainda tem, persistência e muito equilíbrio. Nada de sabores ou aromas estranhos que desculpemos por questões relacionadas com a idade.
Muito adequado em notas de xarope, café, e curiosante algum cítrico. Limão.
Naturalmente, é um vinho já delicado e com fragilidades, mas bom e ainda vivo.

33 anos... acabo como começo. E acreditem... estas provas, renovam e calibram-nos.


Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

78/83 Dão e Douro


Setentas e Oitentas
Quando? Janeiro de 2013

Porquê? 

  • Porque ter memória do passado ajuda-nos a compreender melhor o presente e ajuizar sobre o futuro.
  • Porque é necessário provar vinhos adultos para "lavar a boca" dos sabores primários e evidentes do que existe hoje em dia.
  • Porque provar vinhos adultos e musculados, como estes eram, em forma, ajuda a identificar os verdadeiro aromas que as uvas dão. E por falar em Dão... 3 garrafas do Dão (78,80 e 83) e uma do Douro (83).Muito bom.


Como é que foi? 

...de 0 a 20? Muito bom... Não há escala que me apeteça encaixar a prova.

Falta uma das fotos das garrafas... um Cova dos Frades 83 do Dão.

Mas impressionou. Deu conversa sobre vinhos. Gerou silêncios. E soube muito bem, pois felizmente estavam os 4 impecáveis.

Abertura delicada das rolhas... todas elas com mais de 30 anos a cumprir a sua função.
Os vinhos, felizmente, todos impecáveis à vista.
Limpos, brilhantes ainda e rubi no caso do Grantom (83).
Aromas evidentes de evolução, embora por exemplo no Grantom era evidente ainda fruta encarnada e cor rubi muito acentuada.

No Cova dos Frades (83), os aromas iniciais eram claramente de café e algum cansaço. Após arejamento, ganhou muita finesse e acidez ainda para agarrar de forma impressionante o palato.

O Passarela... que dizer destas garrafas? Impressionante. 33 anos...cor impecável.
Acidez impressionante.
Espessura ainda e equilibrio.
Parco na fruta inicial, muitos aromas terciários, ligeira azeitona e muita, muita acidez. Fantástica forma.






Grão Vasco... Garrafeira 78. Doce. Citrico. Doce... arejado.
Cor atijolada, comparado com os outros. Doce... é a única chatice.... mas ainda com persistência e corpo.

Elegância com fartura.





O Grantom... o verdadeiro. O mítico Grantom 83. 30 anos depois, mantém fruta encarnada. Taninos vibrantes ainda e cor rubi ténue. Impressionante pela frescura, pela limpeza e pelos aromas. Bouquet impressionante.