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domingo, 8 de junho de 2014

Quinta do Monte D'Oiro Aurius 2009


Característica diferenciadora: Elegância


Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Quinta do Monte D'Oiro é sinónimo de qualidade e busca de excelência. É conhecido. 
Diferentes vinhos, radicados no mesmo, ou pelo menos semelhante terroir mesmo ali pertinho de Lisboa... vinificados com o mesmo cuidado, sempre extremo, do qual resultam sempre vinhos de culto, estandartes de elegância e exprimindo o que de mais puro as castas produzem. O Aurius de 2009 está ainda novo de mais - minha opinião. Controversa a opinião, seguramente... Mas está. 
Quem conhece o perfil sabe que tem de acetinar ainda mais. A Touriga Nacional tem de vergar o seu carácter floral, ligeiramente evidente ainda e aprumar a fruta e acidez. Porquê controverso? Porque o consumidor mais distraído quer é expressão de fruta, vigor... e nesse campo, este perfil peca por defeito. O consumidor mais atento, encontra a subtileza que só os grandes vinhos possuem... mas ainda a "amaciar". O vinho é assertivo, elegante e muito, muito gastronómico pelo excelente recorte. Fino e elegante, precisa só de mais uns aninhos em cave para se mostrar a sério. Em alternativa, considero que uma correcta decantação cerca de 1 hora antes de beber, pode ajudar a que o vinho se mostre mais... para a próxima já sei, porque esta garrafa não lhe demos tempo...

Provador: Mr. Wolf



sábado, 5 de outubro de 2013

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007


Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 18


Comentário:  Denso e escuro. Muito escuro. Fechado no nariz...
Decantar é obrigatório.
Aromas de carácter mais animal imediatos. Pêlo de animal. Há que esperar.
Não se procure nestes vinhos exuberâncias de barrica, fruta, ou expressões neuróticas do que quer que seja. Esperem-se sim vinhos que se bebem com muito prazer, sem nunca pesarem e que aparentemente são "simples". Mas não são. Há aqui muito trabalho e qualidade para que o resultado tenha esta personalidade tão única como os Reserva da Quinta do Monte D´Oiro nos acostumaram.

Prova de boca cheia de fruta encarnada, viva e sem estar muito madura. Acidez fina e taninos hiper polidos e "arrumados".
Simples de entrada na boca, complexo quando sai. Muito complexo. Muita estrutura e taninos firmes que crescem ao longo da prova.
Precisa muito de ar. Cresce muito. Ganha muito volume e complexidade.

O que impressiona mais neste vinho é sem dúvida a elegância e a capacidade que demonstra para nunca cansar durante a prova. Muito gastronómico e cheio de pormenores, sempre em redor de fruta encarnada, algum picante e uma acidez crescente que lhe dão muito volume. Ganha grip à medida que respira.
Acidez, barrica e taninos muito bem integrados convivem com muita vivacidade e fruta muito boa.

Na minha opinião, apesar de estar muito bem para consumo imediato, é de guardar e ir provando ao longo dos próximos 10 anos. A fruta que o vinho tem necessita estágio para se emancipar, e a elegância e estrutura de taninos garantir-lhe-ão seguramente provas de luxo nos próximos anos.

Provador: Mr. Wolf


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Stanley Aragonez 2005


Característica diferenciadora: Less is more.

Preço: 8€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17


Comentário:  Sempre que provei um vinho "Stanley", nunca fiquei indiferente. Normalmente pela relação preço/satisfação.

Considero que não tenho capacidades para avaliar a qualidade dum vinho, nem empíricas e muito menos técnicas. Mas tenho a capacidade para avaliar se a minha experiência é boa ou não! Provo porque gosto de provar. Umas vezes corre bem, outras nem tanto. Serve sempre para cozinhar, ou pelo menos quase sempre, mas desses não se escreve aqui. Neste site, só escrevemos sobre o que gostamos.

E gostei muito deste vinho da "Estremadura".... Fundação Stanley Ho. Ao googlar, associa-se à Fundação Oriente. Bom... só queria saber detalhes sobre o vinho. Desisti.
Voltando à garrafa, pelo que compreendo, diferentes anos dão origem a diferentes blends e rótulos.

No copo apresenta-se muito opaco, escuro e limpo.
Aromas licorosos, estilo mon cherry. Licor e cereja.
Ligeiramente mineral. Ligeira baunilha. Unidireccional. Tudo é aparentemente "ligeiro", mas muito bom.
Consistente na prova de boca onde confirma o aroma. Sensação doce. No entanto, muito equilibrado e bem balanceado. Taninos muito ténues, mas presentes. 
Acidez patente mais no final de boca do que no início. Adstringência ainda presente e muito bem-vinda. 

É impossível ficar indiferente, tem carácter e tem muita finesse. Gostei. Vou comprar mais.

Provador: Mr. Wolf

Fonte das Moças 1999

Característica diferenciadora: Torres Vedras!

Preço: 4€

Onde: Garrafeiras especializadas... mercearias antigas, quiçá.

Nota pessoal: 16 - pela capacidade de envelhecimento.


Comentário:  Por onde começar? Talvez pelos louváveis 12,5% de graduação alcoólica. Penso que são dispensáveis comentários sobre as comuns graduações alcoólicas actuais em Portugal (e não só em Portugal...)e perfis associados. Mas a culpa é nossa, pois somos nós os consumidores que assinalamos com a compra, se valorizamos os exageros que se produzem hoje em dia, ou não.
Eu, pessoalmente, tenho preconceito com a maior parte das graduações que vejo superiores a 13º.

Continuando... Fonte das Moças é um rótulo pelo qual tenho especial apreço. Conhecio-o através do Gonçalo... Sim, Gonçalo, da Casa da Ribeira. Partilhava a produção deste vinho com o enólogo João Melicias, e os vinhos eram surpreendentes. Várias garrafas bebi ao longo dos anos, seja do Branco de 2006, seja do Touriga Nacional da Casa da Ribeira. Memórias. Nada mais do que isso. A parceria dissolveu-se e hoje, que eu conheça, existe o Fonte das Moças Reserva 2004 (publicado neste espaço) e pouco mais... Desta forma, é muito bom voltar a provar uma garrafa destas, 14 anos após entrar na adega em forma de uva...

Cor de barro escuro, limpo e de opacidade média.
Aroma de pedra molhada, algum lagar e notas de café em grão. Limpo de aromas também, muito expressivo no que tem.

Prova de boca excelente. Adequada intensidade para a idade que tem. Não surpreende, mas cumpre integralmente. Não nós podemos esquecer que este era um vinho de pretensão modesta, apesar do cuidado processo de vinificação. 
Castelão, Touriga Nacional e Tinta Roriz.
Muito elegante, parco na acidez e fruta, mas delicioso. Excelente para prova já e sem sinais de não poder estar mais uns bons anos em cave...
No entanto, está muito bem agora. Beba-se com pratos de confecção morosa e apurados. Ele aguenta!

Provador: Mr. Wolf

domingo, 31 de março de 2013

Quinta do Gradil Touriga & Tannat 2009


Característica diferenciadora: Blend com Tannat

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16 - nota provisória


Comentário: Recordo-me perfeitamente de ter provado este vinho num jantar em casa do Bruno há largos meses... foi provado "de fugida", mas não foi de todo esquecido.
Encontrado agora numa prateleira dum supermercado, basicamente coloquei no carro todas as garrafas que lá estavam...
A cor deste vinho é petróleo! Escuro, brilhante a tender para o negro! 
À medida que colocamos no copo, aromas fumados, tostados, ligeiramente químicos. Perguntar-se-á o que aconteceu à Touriga Nacional. E o curioso é que a sensação não é que a Tannat se sobreponha à Touriga Nacional... não. A sensação é que "reage" com a Touriga Nacional de forma muito interessante e transforma-se num blend difícil de não se admirar.

Boca muito volumosa, falsamente "aveludada", com fruta muito escura, estilo ameixas, abrunhos e um carácter áspero engraçado. Seco, mas duma forma diferente do que habitualmente consideramos seco. É quase adstringente... é muito giro.

Obrigatório cave! Por longos anos seguramente... obrigatório decantar uns bons 30 minutos antes.
Recomendado para carnes vermelhas, mal passadas.
Se encontrarem, comprem uma sem receio. O vinho é bom, vale pela diferença e pela qualidade com que foi produzido.
Muitos parabéns.

Provador: Mr. Wolf 

Mundus Escolha 2009



Característica diferenciadora: Relação preço/qualidade

Preço: 4€

Onde: Distribuição... a confirmar em quais. Este comprei num Eleclerc

Nota pessoal: 15,5


Comentário: Syrah, Aragonez e Alicante Bouschet.
6 meses de barrica
Adega Cooperativa da Vermelha... e um vinho muito adequado para a mesa. Cor viva, com "montra aromática" discreta. Limpo e de opacidade mediana.
Boca muito gira, com entrada ligeiramente doce, mas com final mineral e muito equilibrado.
Fruta estilo morango, alicorado. Rebuçado. 
Média concentração, média persistência, mas vale acima de tudo pelo equilíbrio global. 
Gostei. Faz-me lembrar os primeiros Palha Canas que bebi há um bom par de anos.

Bom vinho. Vale a pena guardar para verificar a evolução. Está no entanto adequado para prova agora. Beba-se.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 30 de março de 2013

Quinta do Monte D' Oiro Lybra 2007


Característica diferenciadora: Quinta do Monte D´Oiro...

Preço: 8€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17


Comentário: Vitima do seu próprio sucesso, encontrar Lybra de 2007 não é fácil. Mas encontrei e comprei 2. Eram as que havia... Repousadas uns meses na garrafeira, chegou a hora de provar a primeira.

Rolha impecável, de cor rosa ténue.

No copo?

Cor rubi escuro, opaco.
Notas doces nos aromas. Rebuçado daqueles estilo "bola de neve".
Na prova de boca imediatamente surgem peculiares notas de xarope de laranja, densas, a impressionar pela diferença. Com o arejamento, transforma-se, e as notas de carácter mais cítrico desaparecem.
Boca muito harmoniosa. Taninos presentes mas muito bem integrados. Sabor doce e concentrado, com algum xarope a fazer lembrar os sentidos de aromas de farmácia antiga.
Muito discreto ao fundo, aroma de alfazema. Frescura.
Muito equilibrado com prova de boca muito envolvente, harmoniosa e final fresco.
O típico cacau presente nos Syrah não surge aqui em evidência, o que é bom. Mas nota-se ligeiro aroma de chávena de leite com chocolate quente, quando ficava aquele "restinho" de chocolate no fim da chávena, lembram-se?
Muito acetinado, gastronómico, e essencialmente, muito bom e sem medo de cave.

A pedir prova com os seus irmãos mais novos. Vou tratar disso.

Provador: Mr. Wolf 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quinta de Pancas Reserva 2009


Característica diferenciadora: Classe e concentração.

Preço: 10€


Onde: Distribuição... está de novo na Feira de Vinhos e Enchidos do Continente

Nota pessoal: 17,5


Comentário: Provado em Outubro passado. Surpresa completa. Agora, passados 4 meses, voltamos a ele. 
Simplesmente excelente. Muito volume e equilíbrio, excelente trabalho de barrica e blend muito bem conseguido. O vinho tem muita classe, personalidade muito própria.
Muito elegante, sem exageros de madeira e/ou fruta, tem na sua persistência a qualidade que mais aprecio.
Vinho para qualquer mesa do mundo.

Comprar e guardar sem medo...

Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Aurius 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 25€
Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17
Comentário:  
Sempre delicioso! Fora de concentrações desmedidas, modas contemporãneas e tendências de mercados "adocicados" e "timberlovers"...Este não...tem algum arrojo no blend e  percebe-se mal se coloca no copo que é "outra loiça".
Rubi de média concentração. Ligeiramente translúcido.
Mentolado no nariz... notas químicas misturadas com algum couro, ligeiro.
Mas é na boca que se manifesta o seu verdadeiro palco de luxo... muito elegante, fresco, como que a deixar a "boca lavada". Acidez e frescura em sintonia.
Algum picante e verde que oscila com as notas mais florais da Touriga Nacional.
Final longuíssimo.
Excelente vinho e excelente relação preço/qualidade.
Vinho de classe para qualquer mesa do mundo.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 4 de novembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro TN 2005 - Edição limitada Guilda

Característica diferenciadora: Textura

Preço: não disponível
Onde: Clubes de Vinhos e garrafeiras particulares
Nota pessoal: 17

Comentário: Edição limitada de Tinta Roriz de 2005 de José Bento dos Santos... provado em jantar com convidados apreciadores de boa mesa... La Chaîne des Rôtisseurs... é um desafio.... O vinho tinha de ser sem dúvida gastronómico e sem procurar ser protagonista. E foi adequada a escolha.

Vinho de cor ainda bastante rubi e limpíssima.
Nariz de aparas de lápis, cedro muito ligeiro.
Boca com uma textura maravilhosa, fino de taninos muito discretos mas com muita estrutura ainda na boca. Fruta delicada, estilo amoras, mas muito discreta. Aveludado e com muito, muito equilíbrio. Na língua a persistência do vinho era magnífica e com capacidade de equilibrar uma boa carne vermelha feita à Portuguesa, ligeiramente mal passada. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 14 de outubro de 2012

Quinta de Pancas Reserva 2009

Característica diferenciadora: Uma bomba!
Preço: 10€(!!!)

Onde: Distribuição (comprada na Feira de Vinhos do Jumbo)
Nota pessoal: 17,5

Comentário: Muito cuidado com este vinho.
Comprei na feira pela referência dum amigo que me tinha falado nele. Comprei pela curiosidade de voltar a provar vinhos desta casa. Sendo referenciado então, melhor ainda.
Cor rubi escura e notas de fruta escura, mas muito "clean". Fresco.
É no entanto na prova de boca que a qualidade deste vinho se manifesta... delicadíssimo.
Muito, muito bem "educado".
Tudo está perfeitamente harmonizado e na proporção correcta. Impressionante é que se percebe muito bem que a cave só o vai fazer melhorar, ganhar mais estrutura e passar para outra dimensão.
Muito elegante, madeira muito bem integrada, ligeiro vegetal na boca e picante qb. Talvez não seja picante, mas especiarias com fartura, equilibradas com um "aveludado" muito interessante sem ser nada cansativo.
Excelente surpresa. A melhor surpresa das Feiras dos Vinhos deste ano.
Gostei muito. Comprar à vontade!
Provador: Mr. Wolf

domingo, 30 de setembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Madrigal 2010

Característica diferenciadora: Viognier... sem chatear

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Confesso que bebo Madrigal há algumas colheitas, sem que nunca me chamasse muito à atenção. Sempre encontrei neste vinho "leveza", delicadeza e uma cor pálida muito bonita. Mas nada que me fizesse procurá-lo.
Por sorte, provei uma vez um que não era do ano mais recente e fiquei pasmado com a intensidade que o vinho tinha. Comecei a prestar mais atenção... e é neste cenário, que após provar já algumas garrafas deste ano de 2010, resolvi colocar as minhas observações.

O vinho é muito bom.
Eu não conheço bem esta casta...dos poucos vinhos portugueses que já provei com Viognier, confesso que quase sempre os achei demasiados espessos e enjoativos.
O Madrigal não é, nem uma coisa, nem outra. É reservado de aromas e tímido na cor. Engana, pois na boca tem muita tenacidade. Reconheço-lhe "verdura", cítrico, lima. Muito bem balanceado do ponto de vista de acidez e álcool, ganha proporção à medida que a temperatura sobe. Não enjoa nunca e é muito "limpo". Ligeiramente mineral, na entrada de boca, e com notas evidentes de lima e ligeira relva quando se corta. Conquista pela coerência de intensidade ao longo da prova e da refeição. Vicia.

Vou guardar para provar as que restam nos próximos anos.
Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007


Característica diferenciadora: Equilibrio/ proporção
 
Preço: 30 Euros (aproxidamente)
 
Onde: Garrafeiras especializadas

  
Primeiro post no "Wine Penacova Meeting". Cabe-me agradecer ao Mr. Wolf pelo simpático convite. Para começar nada melhor do que um dos melhores vinhos de Portugal. Este Quinta do Monte D´Oiro Reserva de 2007 é um vinho de excepção: proporção e equilíbrio são a tónica dominante. Nada neste vinho se sobrepõe, não há protagonismos, antes um diálogo cooperante entre fruta e madeira. É um vinho muito fresco, com belíssima acidez e com uma extraordinária vocação gastronómica.

Provado com: Quinta da Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003, Domaine Charvin 2003 e Poeira 2008

Provador: Bruno Miguel Jorge



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro ex aequo 2008

Característica diferenciadora: Concentração e delicadeza

Preço: 42€

Onde: Garrafeiras Especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Depois do sucesso do de 2007, foi com muito entusiasmo que preparei esta garrafa para acompanhar com 2 amigos uma excelente iguaria no fantástico restaurante O Panorâmico em Penacova... Chanfana à antiga, em fornos de lenha e caçoila de barro entre outros... bom, ao vinho!
A Quinta do Monte D´Oiro é sempre sinal de qualidade de excepção... a expectativa para este vinho era muita.
Rubi cheio de energia, muito mais vivo que o de 2007. Muito mais. Nariz com aromas de cacau, especiarias. Confesso que me fez lembrar os primeiros Quinta do Monte D´Oiro Reserva que bebi, talvez no início da década de 2000. Era um nariz muito diferente dos demais tintos de Portugal.
No ataque à boca, a primeira sensação é imediata de muita concentração. Delicioso.
As notas do doce e amargo do cacau estão evidentes, mas complementadas com um picante na língua espantoso. Picante do vinho, entenda-se.
Texturado, cheio de pormenores que o tornam uma delícia para os sentidos.
Mais efusivo que o de 2007, vai ser também um grande, grande vinho. Já o é, mas acredito que vai balancear-se mais, equilibrar-se nele próprio e adquirir o estilo tão particular dos produtos desta magnífica Casa... equilibrados, requintados e de qualidade muito acima da média. Excelente. Vinho Top para qualquer mesa do mundo.

Provador: Mr. Wolf

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2003

Característica diferenciadora: Longevidade e elegância

Preço:35€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Escuro na cor ainda. Nariz de muita classe, com fruta ainda ligeiramente evidente, notas de tabaco e algum cacau.
Boca extraordinária de muita elegância.
Os aromas de fruta ficam tímidos à medida que as notas de chocolate e outros aromas que não consigo identificar se manifestam mais evidentes.
O vinho cresce literalmente em espessura. Denso. Pede comida de confecção genuína, ou seja com sabores separados.
É um vinho de muita classe e que está diferente e muito, da nota de prova de quando era novo... recordo-me das sensações que o Quinta do Monte D´Oiro Reserva provocava, sempre mais sedutor no imediato e com aromas frutados. Actualmente está mais fechado, misterioso e quando respira ganha muita dimensão.
Equilibradíssimo de acidez, sem excessos de doçura e outras notas típicas do Syrah, é e continua a ser uma bandeira de muita qualidade no panorama nacional de vinhos.
Inicia aqui o processo de consolidação, pois não é um vinho que oscila e é bom alguns anos e em outros não, ou, dura só com carácter 3 ou 4 anos... este vai em 9... E o de 2001 que provámos há pouco tempo, apesar de diferente, era extraordinário também. Pena é que há poucas garrafas no mercado e é um vinho que mesmo quem gosta de estruturar garrafeiras particulares não tem a predominância que deveria ter. Eu, pessoalmente, há muitos anos que compro e guardo. Nos últimos 3 a 4 anos aprendi que desta Casa tem de se aprender a moderar a abertura de rolhas e guardar muitas para o futuro, pois crescem muito bem em cave.

Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Quinta do Monte d´Oiro Lybra Rosé 2011

Característica diferenciadora: Equilíbrio
Preço: 8€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 16,5

Comentário: O Rosé de verão perfeito. Cor rosa pálido, sem parecer sumo, como a maior parte dos Rosés que agora se fazem. Nariz mais vegetal que de fruta, sem notas a prevalecer de fruta. Acho mesmo muito vegetal. Na boca é excelente. Seco qb, sem enjoar nada e com um corpo e estrutura invulgar para um Rosé. Não é um vinho simples. Serve perfeitamente para beber ao fim da tarde, bem fresco (7º - 8º) ou a acompanhar peixe, carne branca ou saladas mediterrânicas a 10º-11º. Excelente Rosé.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 8 de julho de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Aurius 2006

Característica diferenciadora: Fresco
Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas.
Nota pessoal: 17

Comentário: Cor rubi viva ainda. Aromas de Touriga Nacional ao longe... flores à noite, nas noites mais quentes de verão. Delicado. Na boca tem muita piada, pois sem nunca ser exuberante, puxa muito pelos sentidos. Tem toques de "after-eight"! É giro... e bom. Está no ponto para se provar.
Provador: Mr. Wolf



Quinta do Monte D´Oiro ex aequo 2007

Característica diferenciadora: Delicioso
Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18
Comentário: Vinho fora de modas. Pelo menos das que se encontram em Portugal. Modesto na cor e na densidade quando cai no copo, mas é na boca que se percebe a qualidade extraordinária deste vinho. Tudo é harmonia e intensidade. Licoroso, sem ser doce. Ligeiro chocolate, sem ser evidente e muito, muito persistente e fino. É, de longe, do melhor que se faz em Portugal. Sem exageros de barrica, sem exageros de fruta, nada. Então como se descreve? Néctar. Extremamente delicado e com acidez presente, a dar-lhe final. Taninos muito bem integrados. Nada na prova de boca se manifesta desagradavelmente. É um vinho muito dificil de comentar para quem procure exuberâncias. Não as tem, mas também quem as procura não consegue apontar um defeito. É daquelas experiências, que pela diferença, tem a capacidade de remeter o mais opinioso para o silêncio.
Ao invés, quem não procura a qualidade através do exagero e da exaltação severa de sentidos, é "O Vinho". Nada se mostra, insunua-se. É muito, muito bom. Recomenda-se e muito. Mas... aviso honesto à navegação... quem procura exuberâncias de fruta, homenagens a tanoarias e manifestações das papilas gustativas excitantes, guarde o dinheiro e compre em vez de uma garrafa destas, uma ou duas caixas de muitos rótulos que existem disponíveis para esse perfil.

Eu prefiro estar de 2ª a 6ª sem provar nada, para provar só 1 destas por semana, se esse fosse o caso.
Provador: Mr. Wolf



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Syrah 24 2007

Característica diferenciadora: Opulência
Preço: 50€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18,5

Comentário: Cor rubi escura viva. Nariz com muita fruta encarnada, tipo cereja, mas específica. Não sei identificar exactamente o tipo, mas mais intensas que os aromas de fruta são as nuances de cacau que se evidenciam. Confesso, que pedi o vinho num restaurante que costumo ir, a Horta dos Brunos em Lisboa, a pensar que era o Reserva "normal" e só a meio da refeição, impressionado pelo volume, pedi a garrafa para ver com atenção o que era... e é só, o melhor Syrah que já provei.
Suculento, equilibrado e com um final muito longo. Sem os excessos que o Syrah muitas vezes evidencia, mas com uma opulência e espessura de fruta extraordinário. O vinho "cresce" muito, e na boca todas as suas dimensões se manifestam de forma muito expressiva. É "clean", organizado, ou seja percebe-se muito bem as reacções que provoca e todas são muito agradáveis aos sentidos. Muito, muito, muito bom. Recomendo vivamente. Difícil de encontrar, este vinho, mas vale a pena a procura.

Provador: Mr. Wolf



domingo, 24 de junho de 2012

Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2001

Característica diferenciadora: Longevidade e classe

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Bom... por onde começar? Talvez por ter sido dado a provar à cega e ninguém, reforço, ninguém dos que estavam a jantar diria que o vinho era inferior a 2007... apesar da "delicadeza" evidente. Cor escura, com ligeiros laivos tijolo, mas rubi ainda. Nariz misterioso com notas de especiaria e algum adocicado. Fruta muito delicada, parece essência de fruta encarnada, silvestre mas doce. Faz lembrar aqula calda que por vezes fica nos frascos de doces caseiros. Madeira ligeira ainda evidente, mas esssencialmente muita complexidade aromática e uma finesse  na boca... de realçar também que este vinho foi servido em conjunto com outro, que não estava às cegas, de 2009... taninos não são de aço, são de carbono. Presentes e não cedem, mas sem marcar a prova. Quando descoberto foi uma surpresa. Não se bebam estes vinhos novos, por favor... para exuberância, o mercado está inundado de inúmeros rótulos e ainda se poupa dinheiro. Quem não procura exuberância, mas sim intensidade e tenacidade, este é o exemplo do melhor, sem margem de dúvidas, Syrah da Península Ibérica. Excelente.

Provador: Mr. Wolf