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domingo, 29 de março de 2015

Lisboa-Biarritz-Bordeaux-Lisboa... Soon, very soon!

Check out what we will have here soon to recomend you in this idilic destiny for all gastro&wine lovers!


Soon...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Quinta do Crasto Reserva 2007


Característica diferenciadora: Douro

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas.
 
Nota pessoal: 17.5

Comentário: Já andava há muito tempo a olhar para ela na cave... tem lá mais uma ou duas irmãs... mas andava mortinho por ver como estava.

Fora de modas e tendências, estes vinhos da Quinta do Crasto Reserva, criaram o seu próprio perfil, assente em muita qualidade na fruta e seguramente no cuidado durante a produção... e estágio em barrica de qualidade superior... e de facto, o que é bom, é muito bom sempre.

Pode variar ligeiramente no perfil, mas é bom. Quinta do Crasto Reserva 2007 não é para todos... Mais do que o custo financeiro que este vinho sempre teve - sem ser extraordinariamente caro, é um vinho inacessível para muitos consumidores -  é a maturidade de o deixar descansar e ir provando ao longo dos anos...

Cor limpa e rubi escura, caldosa e côr de cereja. Muito brilhante e lustrosa. Muito bonita a côr.
Aromas muito limpos com fruta e notas aromáticas vegetais também. Foi-se a hegemonia aromática da excelente barrica... o que não é mau de todo, apesar da barrica dos Crasto ser sempre muito boa! Ainda presente, mas pouco marcante.
Primários de fruta, carne e floral, com a fruta a pautar a prova sem estar em demasia. Muito maior subtileza do que evidência, o que confere um registo bastante elegante e distinto.

Gostei muito. Valeu a pena esperar e vai ser bom provar outras mais tarde.
 
Provador: Mr. Wolf

Casa Ferreirinha Vinha Grande 1995


Característica diferenciadora: Classe

Preço: 15€ ?

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas... ou leilões.

Nota pessoal: 17.5

Comentário: Provavelmente o último Vinha Grande que cheira a Barca Velha. Sim, cheira. Não quero saber se vou ferir sensibilidades ou não... Se cheira ou "tem aromas"... Para mim, cheira a Barca Velha.
A côr tem a côr que muitos Casa Ferreirinha têem. Não é turvo, é límpido. Mas não é 100% límpido. É Vinha Grande da Casa Ferreirinha...dos antigos.
E no nariz... chegada ao paraíso... Aquela poção mágica de aromas, inebriante e acutilante. Fruta muito fina e aromas balsâmicos. Arrebata qualquer um, tamanha é a sedução que os aromas manifestam. Nem apetece muito falar bem sobre o vinho... Tal é o egoísmo.
 
Fresco, com fruta e especiaria num equilíbrio muito giro, que proporciona muito prazer.

É um vinho do outro mundo, dada a pacatez que aparenta e a força que manifesta. Acidez na puberdade... Espicaçada ainda. Majestoso na capacidade de arrematar toda a atenção dos sentidos quando se bebe. Único no final, único no equilíbrio e persistência, largo, avassalador porque no fim é incrivelmente fresco. Esqueçam a idade. Esqueçam. Tem a pujança do que os vinhos novos têem, mas tem a classe e largura de sensações que só a idade confere! Brutal, brutal. Agora, para chatear... 12,5% e não tem Touriga Nacional. Mais do que opaco, é denso e quimicamente fresco. Vegetal, seco, espesso mas brutal. 
É a entrada tenaz na prova de boca que impressiona muito. Forte e densa, perfeita na entrada seca, mas com uma harmonização e secura final inesquecível! Muito, muito, muito, muito bom!

Nota e imagens em relação à excelente qualidade com que a rolha se apresentou.

Provador: Mr. Wolf


 





domingo, 14 de setembro de 2014

Quinta do Monte D´Oiro Aurius 2003


Característica diferenciadora: Classe


Preço: 25€

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Não é à toa que a maioria dos posts que coloco actualmente é relativa a vinhos com mais de 5 ou 6 anos... especialmente se tivermos em consideração que parece-me de senso comum assumir que a qualidade geral do vinho em Portugal tem crescido muito, diria eu nas últimas duas décadas... mérito superior para os Produtos, sem margem para dúvida, e mérito também para o consumidor, que duma forma geral aumentou a exigência e colabora duma forma mais activa para o gosto pelo vinho. O mercado cresceu em valor no consumo interno, e apresenta fulgor no mercado externo... então porque destaco normalmente vinhos com mais alguns anos de idade? Porque se é verdade que os vinhos melhoraram a qualidade geral, também convergiram para um perfil muito semelhante, homogéneo e "fast drinking"... e na maioria das vezes, apetece-me um (ou mais do que um...) copo de vinho com carácter! E este sem dúvida nenhuma tem!
A cor estremece qualquer mesa... Quais 11 anos?! Será 2003 ou 2013? É 2003.
Limpo, brilhante e cor tendencialmente púrpura escura. Uma enciclopédia vinícola olhar para um copo destes... Panóplia de aromas e densidade cromática fantástica. 
Provar demonstra no copo, aquilo que só realmente o tempo consegue. Impressionante. 
Bom, pelo princípio... Aromas fechados e quentes, com figo a dar o mote. Parece-me também ligeiro cacau, morno - aquele aroma do resto das chávenas de chocolate quente, qaundo era pequeno e ficava aquela "calda" de cacau e o resto do leite... bom, aromas iniciais mornos mas uma bomba de intensidade da prova de boca!
Desafia qualquer conceito dos perfis de vinhos actuais, demonstrando que é o estágio e a correcta maturação que permite colocar em evidência o que é um grande produto, pronto para os palcos globais, e muitas vezes dificil de compreender em circulos mais estritos. 
Infelizmente, Portugal é sem dúvida um mercado pequeno, apesar de proporcionalmente no rácio de consumo per capita, ser um mercado de destaque. Mas conseguir produzir vinhos destes, essencialmente para um mercado como o nosso, a preços acessíveis, é de louvar... e agadecer.
Voltando a esta garrafa... Impossível explicar por palavras o equilíbrio entre a intensidade e a elegância que tem. Impossível.
Notas vegetais e à medida que respira, florais... apimentadas por fruta quente, ligeira e quase confitada. Final estonteante, cheio, redondo, mágico na intensidade, fulgor na persistência... Muito complexo para harmonizar, pois é aquilo que denomino um vinho "muito reagente", ou seja a sua intensidade é tal, que facilmente na harmonização com a comida, provoca diferentes (e evidentes ) sensações... se não houver cuidado, facilmente o vinho cresce muito mais do que a comida...
Touriga Nacional, Syrah, Petit verdot e Touriga franca. 
Penso que o grande destaque deste vinho é a nobre elegância que se sente em cada golada de vinho, como em poucos, polida pelo - inalcançavel por outros meios - efeito dos anos e da muita qualidade empregue desde a vindima à vinificação e estágio. Soberbo. 
Baco seria teu amigo do Facebook pessoal, Quinta do Monte D´Oiro. De certeza... vivesse ele onde vivesse...

Provador: Mr. Wolf


Luis Pato Vinha Pan 2000


Característica diferenciadora: Classe e elegância.



Preço: 25€-30€.

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Patamar de excelência de vinhos elegantes em Portugal, Luis Pato dispensa qualquer tipo de apresentações e salamaleques. 
Os vinhos são normalmente excelentes e pontualmente muito bons. 
Este Vinha Pan de 2000 faz parte do conjunto de garrafas que se apresenta em excelentes condições!  
Rolha impecável, lustrosa e imaculada na sua função de vedar. 
Cor límpida, rubi escura. 14 anos...sim, 14!
Na prova de boca tudo é expandido, largo e homogéneo! 
Nada de barrica presente, nada de frutas fáceis - muito menos tropicais... a vinha não é um resort com palmeiras e fruta tropcial...
Aqui é a acidez perfeita que pauta a prova, subtil e fresca salpicada - a equilibrar - com as notas mais maduras de fruta seca, estilo tâmaras ou ameixa muito madura, mas muito, muito ligeiras. O carácter em  evidência é vegetal, balsâmico e profundo ... esporadicamente ligeira fruta vermelha, que curiosamente oscila entre a mais madura e silvestre à medida que o vinho respira. 
O final do vinho é imenso, integrado no prazer da prova desde o início... toda prova é imensa, desde os aromas ao primeiro trago que se engole. 
Perpetua o prazer, sempre num registo muito fino, coloquial e muito sério. 
É um perfil fora de moda, mas que há-de voltar a calibrar a excelência do vinho português, ao invés do que se premeia hoje em dia. 
O perverso deste paradigma, é que quando voltarem esses tempos, provavelmente diminui a capacidade financeira para beber estes vinhos como existe hoje... ou seja, subitamente encarecem ao ritmo de 3 dígitos percentuais...
Por isso, vou ser um humilde consumidor egoísta e desejar que se continuem a premiar os perfis que hoje se premeiam... Tirem as vossas ilações. 

Provador: Mr. Wolf



domingo, 31 de agosto de 2014

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000


Característica diferenciadora: Sumptuosidade


Preço: 25€-30€... se encontrarem.

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Que dizer dum vinho com 14 anos que quando se deita no copo está literalmente preto e opaco? 
Não se diz nada. Arregalam-se os olhos! 
Aromas fechados, a muito esforço e cuidada espera, balsâmicos e ligeiramente mentolados.
Muito sério, com fruta escura, mas são as notas balsâmicas que predominam... que carácter único, averso à perfeição... se fosse uma pop star, era bonita com 20, 30, 40, 50 ou mais anos... sem plásticas, silicones, ou o que seja. É bom e bonito, como veio ao mundo... percebem a comparação?

Na prova de boca é magnífico. Muito denso, larguíssimo no alcance imediato e com o equilíbrio que só os grandes vinhos conseguem ter. Os muito grandes... Ao contrário do que é moda agora, este vinho cresce em garrafa. Literalmente.
Aqui não existem carícias de barrica, nem spa nos taninos... Não. Há que esperar pelo tempo certo. Mas quando o tempo chega, é inalcançavel através de "festinhas" como actualmente se faz. E a Baga presta-se como poucas castas a crescer com o tempo.
Que vinho!
É muito, muito, muito bom. É um vinho para qualquer mesa do mundo. Para qualquer apreciador de vinhos, que saiba que vinho não é só o estilo americanizado que se quer, doces, com Madeira a pontapé, e suculentos. 
A suculência deste vinho vem da qualidade genuína e do tempo, duma forma que só estes 2 vectores dois conseguem produzir... Claramente no pódio dos vinhos do ano de viragem do século. Curiosamente, o outro é Baga também é o outro - no meu pódio, naturalmente - é Barca Velha. 

Provador: Mr. Wolf





Soalheiro Reserva 2010


Característica diferenciadora: Intenso


Preço: 28€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Soalheiro é o mais consistente representante do bom vinho Alvarinho que se produz em Portugal. Fácil de encontrar - basta ir a um supermercado... - tem todos os anos qualidade acima da média e excelente relação preço/qualidade.
O seu topo de gama é o Reserva. Custa o preço de 3 garrafas do normal... e é muito bom. 
Este ano nas férias de Algarve, após abastado repasto de marisco e em muito boa conversa, abriu-se esta garrafa, bem fresca como convém no verão e em bons copos. Ele mais do que merece... precisa.
Aroma de barrica ligeiro. Lichia. Erva cortada, equilibrio extremo. Ácido e untuoso. Ouro branco. Quando a temperatura sobe ligeiramente, surgem as notas de alperce, pêssego. Quando respira... Perde! A mineralidade que tem, em conjunto com a acidez e vivacidade, estão muito presentes. É luxo, mas precisa e tempo.
Mas a primeira impressão é fenomenal quando tudo está equilibrado. Talvez esteja a dar a volta...
É realmente um Alvarinho muito peculiar, extremamente delicado e luxuoso. Aconselho guardar... Uns 3 ou 4 anos mais no mínimo... mas é muito bom. Para ir bebendo, recomendo vivamente o normal... de qualquer ano.

Provador: Mr. Wolf

Clos Mogador 2010


Característica diferenciadora: Sumptuosidade

Preço: 60€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Clos Mogador é "só", um dos melhores vinhos que se produz em Espanha... velho conhecido, só não costumo estar mais com ele pois a sua companhia sai muito cara... ou melhor, custa muito dinheiro...mas é sempre um prazer!
Como excelente vinho que é, acompanhou-nos para um excelente jantar de amigos, e serve apenas para prova "ao de leve"... 
Pareceu-me ser de perfil diferente dos de 03, 06 e 07 que tive a felicidade de provar nos últimos anos... mais subtil e a precisar de cave.
Cor tingida de negro violáceo...Cheiro de fruta escura, muito especiado, fumado e  tinta da china. Na prova de boca é denso, opulento, e com taninos de felino: afiadíssimos.
Quando repousa um pouco no copo, circunstância pouco comum, pois é daqueles vinhos que tende a desaparecer rapidamente dos copos, os aromas da infância das canetas Molin evidenciam-se. 
Secura e delicadeza, muita finesse, e taninos particularmente aguçados... e não deu tempo para muito mais, pois neste magnífico jantar as outras garrafas também gritavam por nós e a conversa era muito boa!
Mas havemos de nos voltar a encontrar! Para já, a breve nota para a memória... e quem queira comprar um excelente vinho e gastar 60€, é ir ao Gourmet do El Corte Inglés e seguramente faz uma excelente surpresa.

Provador: Mr. Wolf