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sábado, 8 de março de 2014

Duas Quintas 2011


Característica diferenciadora: Douro, classe e 2011.


Preço: 10€

Onde: Praticamente em todo o santo local onde se vende vinho...

Nota pessoal: 18

Comentário:  Pronto... finalmente uma surpresa de cair o queixo!
Não porque seja uma surpresa gostar de Duas Quintas... nada disso. É dos vinhos que provavelmente compro consistentemente há mais anos... e por parvoíce, nunca o guardo o suficiente! É tão bom, que vai-se bebendo...
Então porquê a surpresa? Porque o vinho está extraordinariamente bom!
Opaco, auréola carmim, extravagante qb... 
Nariz pujantissimo! Riquíssimo de aromas... Por um lado muito mineral, por outro salpicado de especiaria, e sempre muito fresco... Claramente o perfil de vinho que mais me identifico quando tenho de beber vinhos novos... e 2-3 anos é um vinho novo para mim.
Muito sedutor nos aromas, elegante e vigoroso mas muito engomado. 
Fruta vermelha a manifestar-se de forma brilhante... Cereja madura. 
Algum lápis. A grafite mesmo, não a apara da Madeira. 
Notas de especiaria, que a mim me parecem grãos de pimenta preta acabada de moer. Bom... nada a dizer quanto à qualidade do vinho. Pelo nariz vê-se logo que é muito bom.

Vamos então provar e testar todo este vigor! Boca de sonho!!!! Assombrosa a volúpia imediata que sentimos. Parece que transforma a sala onde estamos numa sala do tempo de Renascimento... pois todo o vinho é simples luxo. E como eu gosto de coisas simples...
Maravilhoso paladar e sensação de tinta da china, escorreito e leve, clean, em construção ainda, mas de fabulosa arquitectura. 
Pujante e muita opulência, carregado de acidez e secura a gritar-nos que é cedo para beber... mas está de tal forma bom já que vai ser muito difícil resistir-lhe...
Taninos evidentes ainda mas a augurar muitos anos em cave repletos de prosperidade.
Barrica de excelente recorte, pouco evidente, mas "ouve-se" ao fundo. Exactamente como se quer.
Muita força nos taninos. Final marcante. Curiosamente o final não prima pela elegância... Mas não se pode dizer que é rústico. 
Secura fenomenal. 
Há medida que respira, a fruta ganha mais protagonismo, ao melhor estilo de Porto Vintage novo, extraído e contido! 

Tiro o chapéu! Excelente vinho, a excelente preço dum ano que de facto se anuncia memorável para os vinhos Portugueses.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Casa da Carvalha 2009


Característica diferenciadora: Elegância e potencial de guarda


Preço: 5€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17

Comentário: Vamos lá voltar a este excelente vinho. Fechado no aroma inicial que emana quando jorramos no copo.
Este vinho é muito peculiar. Está com o tempo em garrafa a ganhar muito músculo. Não é que lhe faltasse músculo... Está é mais evidente agora.
O que faz sentido, pois há uns meses atrás o vinho tinha de respirar um pouco para aparecer no copo... Agora está mais evidente e "crescido".
Nariz com aromas de Outono... Lenha seca. 
Barrica a marcar ligeiramente pelo carácter tostado. Aroma é parco de versatilidade, ainda que intenso. Mas é na boca que ele se manifesta como grande vinho que é. 
Fruta escura, cereja, guloso e suculento. Touriga Nacional a por-se em bicos de pés, mas felizmente não consegue sobrepor-se. 
Gosto muito pois tem carácter, é fiél ao melhor que o Dão nos dá, é clássico no perfil, o que é de louvar e consistente. Para não falar que tem uma relação preço/qualidade praticamente imbativel.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Quinta dos Carvalhais Colheita 2009

Característica diferenciadora: Dão puro contemporãneo.

Preço: 7€

Onde: Distribuição

Nota pessoal: 17

Comentário:  Já o escrevi, mas devia lapidar... 2009 é um ano extraordinário na nossa querida região do Dão. 
Este vinho da Quinta dos Carvalhais é normalmente muito bom. Nesta colheita em particular, tem o seu expoente máximo de todos os anos que já bebi. Não por ser exuberante, por captar os sentidos imediatamente, mas antes pelo equilíbrio com que se apresenta.
Efectuando zoom aos detalhes, a cor tem brilho e opacidade que cativam logo. Reflexos quase púrpura que nos puxam para o copo.
O vinho é muito sedutor. Fumado, especiado, com um toque vegetal, pinheiro, fruta escura quase madura... Tudo equilibrado. Vincado, mas equilibrado. Aromas, promete!
Na prova de boca é consistente com o primeiro impacto. Assertivo e cheio de carácter, com barrica muito bem integrada pois só acrescenta profundidade à prova sem se destacar, é repleto de homogeneidade.Si, está muito bem, "cheio" e homogéneo.
O vinho sabe bem, muito bem. Parece simples, mas não é.
Predispõe-se para quase qualquer prato da nossa gastronomia, pois tem um peculiar equilíbrio entre elegância e rusticidade. Não tem exageros florais, mas nota-se a (boa ) Touriga.
Tem mineralidade que lhe proporciona clarividência da prova, secura (acidez) muito bem dimensionada e taninos "sonsos", que não se apresentam no início, mas estão lá.
Final adequado, homogéneo, nada cansativo.
Granular, denso qb, largo, é um excelente vinho de guarda, onde à confiança pode esperar 6,7,10 anos em que só melhorará de certeza.
Há vinhos mais fáceis e quiçá até mais baratos... Duvido que existam muitos, tão disponíveis na distribuição, grandiosos e de guarda como este. 
Excelente vinho.

Provador: Mr. Wolf


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Quinta das Bágeiras Colheita Tinto 2008

Característica diferenciadora: Baga!

Preço: 5€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguma distribuição (Leclerc)

Nota pessoal: 17


Comentário:  Revisitar um Baga de 2008 é sempre motivo de entusiasmo. 
2008 é na minha opinião um dos mais particulares anos desde o início deste século. Por estranho que pareça...  é um ano discreto, pouco dado a exuberâncias, mas extremamente competente, comedido e elegante... Em geral. Talvez porque 2007 foi um ano de muitas promessas e quiçá terá ensombrado o lançamento dos anos seguintes... Até que surge 2009 que outra vez nos projecta as expectativas. Mas 2008 não é expectativa. É certeza. Produziu peculiar elegância, tenacidade e factualmente os vinhos são muito bons. Um baga da Casa Quinta das Bágeiras então...


Cor rubi mate, esbatido e de mediana opacidade. Aromas fiéis e verdadeiros embaixadores aromáticos da majestosa baga. Vincados, mentolados e extremamente potentes. Limpos no entanto. Muito enérgico aromaticamente e estranhamente equilibrado. Directo e assertivo. Não acrescenta muita complexidade, mas o que anuncia é bom. 
Boca muito boa. 
Ténue na acidez inicial, guloso na fruta silvestre e com carácter vegetal muito vincado. Extremamente directo, guloso e com final que termina de forma quente, apenas espicaçado pela acidez que se apresenta nesta fase final.
Excelente vinho, cheio de músculo e personalidade. Perfil muito específico, mas para quem gosta de Baga... é obrigatório ter na garrafeira.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 10 de novembro de 2013

Quinta das Bágeiras Branco 2011

Característica diferenciadora: Mineralidade

Preço: 5€

Onde: Garrafeiras especializadas - Garrafeira Nacional em Lisboa por exemplo

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Verdadeiro vinho para conhecedores... pouco divulgado na distribuição, pouco comum em restaurantes... felizes aqueles que o encontrem num restaurante... pois é excelente e de preço bastante adequado,
Amarelo pálido e aromas discretos. Nada de modas... tão pouco de fruta gratuíta. Cheira a vinho e do bom.
Prova de boca muito boa. Untuoso quanto baste, muito mineral e acidez no ponto. Vinho que parece ser bastante simples, mas não é... precisa é de cave. Seguramente crescerá muito.
Ano excepcional este de 2011... mas nunca bebi um vinho branco da Quinta das Bágeiras que não fosse muito bom... mas este parece-me destacar dos restantes anos. Este está excelente.
Notas citricas e final longo e essencialmente bebe-se muito bem e com muito prazer.
Pede pratos de peixe... mas bebe-se bem com carnes brancas seguramente... eu recomendo peixes assados no forno, ou salmão mal passado (para quem gosta de comer salmão como se lombo de vitela fosse).

Provador: Mr. Wolf


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Casa da Carvalha 2008

Característica diferenciadora: Sempre muito bom!

Preço: 5€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17

Comentário:  Casa da Carvalha... sempre bons. Pouco conhecidos, mas de muita qualidade.
Depois de já ter escrito os bons vinhos de 2009 que já bebi desta Casa, chega a altura de procurar outro ano e perceber se o de 2009 estava bom porque resultou bem, ou se o vinho é bom porque as uvas são boas e a vinificação é cuidada e adequada. E é o caso.
Eu gosto de praticamente todos os vinhos sem excepção de 2009 do Dão. Acho que é um ano mítico. Mas também gosto de muitos de 2008. Normalmente têem um equilibrio entre o carácter frutado e acidez muito peculiar.
Este está excelente. Cor de mediana opacidade, rubi ligeiro e muito aromático. Fruta e barrica discreta. Fruta vermelha, muito viva e expressiva e barrica de qualidade ao fundo, bem integrada.
Prova de boca de acordo com o que conheço do de 2009, sempre num registo muito elegante e muito persistente.
Fino, tanino fino mas presente, acidez delicada e muito frutado.
Excelente vinho, a excelente preço.
Só o conheço à venda no El Corte Inglés, normalmente no supermercado, não no Gourmet.
Recomendo vivamente.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 13 de outubro de 2013

Pegos Claros 2008


Característica diferenciadora: Vinhas velhas de Castelão!


Preço: 4€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16

Comentário:  Um clássico do quotidiano de qualquer enófilo. Se não faz parte do quotidiano, devia fazer, acreditem.
Tantas garrafas destas esquecidas que devem estar por essas garrafeiras, arrecadações, despensas... E tão deliciosas.
Um exemplo muito genuíno e fiél do que a casta Castelão, que me é tão querida, produz. Solos arenosos, pisa a pé... Barrica 9 meses... Tudo bem. Modernices. Mas aceita-se!

Escuro e rubi, muito denso. Fumo nos aromas e rebuçado. Bola de neve. Fruta muito viva a lembrar framboesas! Curiosamente, tinhamos em casa uma caixa de framboesas acabadas de colher... colocar o nariz na caixa e no copo é um exercicio muito giro... de facto o vinho não tem aromas de framboesa, é semelhante apenas... porque framboesas frescas é outra coisa! No entanto, é o mais próximo!

Muito directo na boca, bastante equilibrado e com acidez muito bem integrada, estes Pegos Claros de 2008 está um excelente produto, para a mesa já ou para ganhar mais vida na cave em alguns anos. Isso é seguro. Bom vinho a bom preço.

Provador: Mr. Wolf




sábado, 4 de maio de 2013

Andreza Reserva 2010



Característica diferenciadora: Suculência!

Preço: 7€

Onde: Garrafeiras especializadas...distribuição, não sei.

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Esse blend magnífico, quando não se procura retirar mais do que genuinamente este lote dá... sim, é uma nota a quando se procuram extracções exageradas e "colagens" com perfis que não são o que eu gosto no Douro.

E este rótulo, foi por recomendação do meu prezado Pai, que impressionado pelo estilo e perfil, há uns meses atrás me telefonou exlicitamente para dizer o nome deste vinho para eu provar.

Curiosidade, normalmente o nariz e palato do Pai, não enganam.

Exuberância nos aromas e na cor. Rosado e violeta escuro, brilhante e lustroso.
Aromas muito expressivos. Doce e barrica ainda a "secar", "abaunilhado" e muito envolvente. Não prima pela discreção... De todo. Se fosse um automóvel era "Vermelho Ferrari"...sem ser Ferrari.
Nariz com aromas de soalho encerado também e muita fruta vermelha doce. É um estilo.
Boca muito boa. Taninos muito bem integrados, apesar de vincadamente presentes, e uma aspereza que lhe dá muita graça
Secura, lácteo também e muito sedutor.
Não prima pela elegância... Mas não engana. É tudo em abundância... mas eu gostei bastante, essencialmente porque a "abundância" excessiva que tem, na minha opinião, é consequência da qualidade do vinho e apenas necessita de cave para "amaciar".

A guardar ou a beber já, para quem gosta de depsortos mais radicais e emoções mais fortes. Eu vou comprar e guardar uns 2 a 3 anos.

Provador: Mr. Wolf 

Duorum 2011



Característica diferenciadora: Relação preço-qualidade imbatível. Projecto de José Maria Soares Franco e João Portugal Ramos. É preciso detalhar mais?

Preço: 10€

Onde: Distribuição em geral.

Nota pessoal: 17

Comentário: Sou confesso admirador do Duorum, desde a já saudosa e longínqua colheita de 2007... pouco consenso em redor deste vinho quando saiu. Pioneiro no perfil na altura, sem excessos de barrica e de fruta quando era lançado no mercado, mas de "balanceamento" impressionante. A dúvida era a sua evolução em cave... dissipada, garanto-vos. Cresce, cresce e muito. Bebo-os todos regularmente e nenhum está "a cair".

Posto isto, feliz e contente adquiri as minhas de 2011 para provar. Ano que promete excelentes vinhos, este não podia falhar. E não falhou!

Vaidoso na cor, cheio de tinta rubi escura. Vinoso, expressivo e muito limpo sem ser de opacidade muito vincada.
Aromas intensos de fruta, cereja. Muito esclarecido nos aromas, muito "arrumado", e mais importante, delicioso para o nariz.
Ligeiros lácteos acompanham a análise... e surgem notas florais, discretas mas com carácter.Aromas de rosas... Bouquet extraordinário!
Boca explosiva, cheia de complexidade, sabor, fruta, suculento. Taninos polidissimos e final muito persistente.
Não se procure aqui um vinho exuberante de notas de barrica, que normalmente têem tanto de apelativas como de aborrecidas, mas antes um vinho de qualidade exemplar, fácil de beber para quem não é muito exigente e ao mesmo tempo, competentíssimo para quem pauta a sua prova pela exigência e análise mais escrutinada. E mais importante que isso tudo... sabe muito bem porque é muito bom, e tem um preço imbatível.

Se quiserem comprar "às caixas", obrigatório ir a www.grandesvinhos.com


Provador: Mr. Wolf 





domingo, 31 de março de 2013

Montefino 2008


Característica diferenciadora: 4 castas em partes iguais e Alentejo


Preço: 4€

Onde: Distribuição

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Touriga Nacional, Trincadeira, Alicante Bouschet e Aragonez em partes iguais.

Confesso que tive várias desilusões com os Vinhos Monte da Penha... lançados no mercado há vário anos atrás como continuadores do legado de produção de vinho dos Tapada do Chaves - pelo menos foi assim que me informaram... - desde logo vi que nada tinham a ver... e quiçá por isso, independentemente da qualidade deles, como não tinham o perfil que eu procurava, deixei pura e semplesmente de os provar.
Encontrei novos rótulos na distribuição e comprei, para ver como estão os perfis dos vinhos.
Este é o de entrada de gama, e é muito bom! Limpo na cor,  grenat escura, brilhante e a anunciar suculência.
Na boca é um clássico vinho Alentejano no perfil, com um toque de modernidade que não lhe retira capacidade nenhuma de representar eficazmente e com propriedade o Alentejo.
Redondo, guloso, com taninos e acidez muito adequadas, dá prova muito boa, fácil de beber e com final longo. A pedir uma carne do alguidar com migas.
Relação preço / qualidade excelente.

Provador: Mr. Wolf 

Mundus Escolha 2009



Característica diferenciadora: Relação preço/qualidade

Preço: 4€

Onde: Distribuição... a confirmar em quais. Este comprei num Eleclerc

Nota pessoal: 15,5


Comentário: Syrah, Aragonez e Alicante Bouschet.
6 meses de barrica
Adega Cooperativa da Vermelha... e um vinho muito adequado para a mesa. Cor viva, com "montra aromática" discreta. Limpo e de opacidade mediana.
Boca muito gira, com entrada ligeiramente doce, mas com final mineral e muito equilibrado.
Fruta estilo morango, alicorado. Rebuçado. 
Média concentração, média persistência, mas vale acima de tudo pelo equilíbrio global. 
Gostei. Faz-me lembrar os primeiros Palha Canas que bebi há um bom par de anos.

Bom vinho. Vale a pena guardar para verificar a evolução. Está no entanto adequado para prova agora. Beba-se.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 30 de março de 2013

Luis Pato 2004



Característica diferenciadora: Baga de consumo e capacidade de guarda

Preço: 4€


Onde: Garrafeiras especializadas ou supermercados antigos, para este de 2004

Nota pessoal: 16,5

Comentário: 100% baga! 9 anos! Esquecido numa cooperativa de distribuição alimentar... medo, muito medo, mas muita curiosidade também.

Aberta a garrafa... rolha normal. Rolha, diga-se de passagem, de qualidade que deixa bastantea  desejar, mas veda...
Alguma evolução na cor, limpa  e aberta. Rubi rosada, escuro.
Ligeiras notas de barrica ao fundo e aromas mentolados e frescos. Sim, é Bairradino sem dúvida nenhuma e tem aquele carimbo no nariz inconfundível.
Boca muito boa. Muito, muito boa... Acidez ainda bem presente, fruta qb madura, escura e elegante.
Tudo está no sítio, sendo a elegância desconcertante para os aromas expressivos que apresenta! Excelente vinho, cm excelente relação preço/qualidade esperando-lhe ainda vários anos de muita saúde na cave.

A comprar, quase todos os anos. O de 2010, tem uma percentagem de Touriga Nacional, mas é muito bom também.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 16 de março de 2013

Casa Ferreirinha Papa Figos 2011


Característica diferenciadora: Fast-wine...há em abundância, é apelativo e bom!

Preço: 5€


Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16


Comentário: 2º ano deste controverso rótulo... digo controverso porquê? Eu, gostei muito de todas as que bebi... achei a fórmula despretenciosa e o resultado muito bom. Mas encontrei muitas pessoas que pura e simplesmente não gostaram do vinho...
Bom... chega a 2ª edição e vamos ver como se comporta.
Cheio de vivacidade na cor! Tinto e retinto. Làgrima apreciável, vinoso. Rosado escuro, groselha. A cor é muito bonita.
Muita fruta nos aromas... aromaticamente é doce, dando imagens mentais de compotas de framboesa e amoras. Ao longe ligeiras notas fumadas. Ligeiro caramelo... Já imagem de marca, pelo que percebo.
Na boca... Confirma o que o nariz anuncia. Muito frutado e polido. Concentração qb. O que lhe falta de elegância, transborda de suculência. É guloso.
Muito bem balanceado, cheio de cereja, amoras e morangos. Taninos muito domesticados, acidez ligeira mas estrutura adequada ao conjunto e ao perfil. Não é de todo um vinho elegante... Mas bebe-se bem que se farta.
Tenho duvida como evoluirá o perfil em 2-3 anos. Se amadurecerá bem, ou se perderá estas notas todas frutadas e sabe-se lá o que fica...
Tenho de provar um de 2010 a ver como anda, para imaginar para onde este caminhara. Mas no  geral, é muito bom e agradará a muitos apreciadores. É uma escolha segura para adquirir à última da hora num supermercado para algum jantar de convívio. Agradará seguramente a grande parte dos consumidores. Eu gosto.
Bom produto a muito bom preço.

Provador: Mr. Wolf 



domingo, 10 de março de 2013

Quinta do Corujão Reserva 2008


Característica diferenciadora: Densidade e elegância

Preço: <5€


Onde: Pingo Doce

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Já visto bastantes vezes referenciado, andava curioso por provar tal preciosidade... e assim foi. O célebre Quinta do Corujão Reserva de 2008. E a verdade é que não desiludiu... olhando para a relação preço/qualidade então... tal como muitos vinhos do Dão actualmente... é simplesmente imperdível.

Cor rubi escuro, opaco. Notas de fruta contida e muito "misterioso". Pouco dado a exuberâncias.
É na boca que se apresenta como deve de ser. Cheio, denso, guloso sem ser enjoativo e muito, muito harmonioso e elegante.
Fechado ainda. Mais tónico na frescura do que na fruta.
Muito constante ao longo da prova.... nada se sobrepõe. Encontra na sua harmonia e densidade quase perfeita a sua melhor qualidade. É vinho para qualquer mesa... curioso por ver a sua evolução.

Recomendo a guarda de algumas garrafas a ver como evolui nos próximos 5 anos.
Excelente exemplo dum bom vinho de 2008. A preço bastante adequado para quem quer bom vinho sem dispender muitos Euros. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf 



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Padre Pedro 2010


Característica diferenciadora: Quotidiano e bom

Preço: 3,99€


Onde: Distribuição

Nota pessoal: 16


Comentário: Cor escura e limpo
Cabernet Sauvignon presente, apesar de ligeiro, evidencia-se no nariz.
Excelente equilíbrio na boca. Ligeiro adocicado... Quiçá do Aragonez.
Vinho simples onde o "less is more" assenta que nem uma luva.
Acidez adequada. Mediana concentração, mas fruta viva sem ser em demasia.
Vinho excelente para o quotidiano. Versátil e sem medo de comida condimentada.
Guardar algumas.
Blend com Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Merlot.
Tem a "dureza" - no melhor dos sentidos - tradicional do Ribatejo, mas está muito bem feito e aparenta muita qualidade.
Guardar e provar mais tarde é obrigatório.

Provador: Mr. Wolf 






Stanley Vinho Regional Península de Setúbal 2008


Característica diferenciadora: Concentração

Preço: <4€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Stanley fácil!
 Adquiridos os dois (este e o de 2008 aqui publicado anteriormente), este é fácil!
Península de Setúbal (adoro vinhos deste terroir), Touriga Nacional, Touriga Franca e Syrah. Pena não ser Castelão...
Preto. Escuro e vaidoso na cor. 
Cheio de notas doces, ligeira madeira e um vegetal que lhe dá muita piada.
Muito volumoso, necessita de cave. Precisa de assentar... o que é de louvar, visto ser de 2008.
Madeira de muita qualidade e vinho para mesa de comidas condimentadas. O vinho "enche" muito. 
Não prima pela elegância, mas tem muita qualidade e é muito, muito guloso.

Vale a pena provar.

Difícil de encontrar. Comprei numa garrafeira em Benfica (Garrafeira S. João). Relação preço/ qualidade muito boa.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada 2009


Característica diferenciadora: 2009, Dão e bom, já não é diferenciador.

Preço: < de 3€


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 16

Comentário: Outro... já começa a chatear. Encontrar um Dão de 2009 que não seja bom torna-se difícil! E normalmente com relações preço / qualidade excelentes.
A Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada, naturalmente não é uma surpresa. É um sucesso comercial com mais de uma década de mercado e fiéis consumidores. Este de 2009 está muito bom.

Rubi médio sem grande concentração e aromas muito giros de fruta "pisada". Morangos e framboesas. Corpo médio, mas muito persistente e com bom equilíbrio na acidez. Quase, quase que faz lembrar um Pinot novo... mas na minha opiniãonão necessita de comparações para enaltecer as suas próprias qualidades... e são bastantes.
Elegante, fresco e equilibrado... para pratos saudáveis e equilibrados também! Ou então, na minha opinião esperem 2 anos em cave.

Gostei. E de louvar a facilidade com que se encontra em todos os supermercados.

Provador: Mr. Wolf 

Poço do Canto Touriga Nacional 2009


Característica diferenciadora: Provavelmente a Touriga Nacional mais barata do mercado...

Preço: 4€


Onde: Lidl! 

Nota pessoal: 16


Comentário: Touriga Nacional boa!
Vinho de produtor de excelentes vinhos do Douro, na Meda. Grandes recordações do D. Graça 2004 e algumas boas dos seus Reserva Especial de Touriga Nacional...e provavelmente, sinais dos tempos, encontra-se agora este no Lidl... por 4,00€. A não perder,
Vinho para quem gosta de emoções fortes. Não prima pela elegância... anuncia-se e bem. Pela cor, preta, quase azulada. Pelo nariz, indisfarçavel a força dos aromas da Touriga Nacional, e na boca muito bem conseguido. Equilibrado e muito concentrado. É um estilo. 

Provador: Mr. Wolf 

Adega de Vila Real Reserva 2010

Característica diferenciadora: Barato e competente

Preço: < de 3€... acho eu.


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 15


Comentário: Não há de facto razão para não beber bom vinho às refeições em Portugal... pouco mais caro que uma garrafa de Evian, este Adega de Vila Real Reserva de 2010 porta-se muito bem. Superou a minha prova dos 9, que é deixá-la pura e simplesmente aberta do jantar para o dia seguinte e ver como evoluiu... e não se pode dizer que tenha evoluído mal.
Simpático na fruta, comedido o trabalho de madeira, sem tostados o que é bom. Corpo médio, mas sem problemas para a maior parte dos pratos na nossa mesa Portuguesa, seja de tacho ou forno.
Boa escolha para muitos restaurantes...

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Duque de Viseu 2009


Característica diferenciadora: Relação preço/qualidade

Preço: 3,98€


Onde: Distribuição em geral 

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Estou convencido. 2009 é um grande ano para a região do Dão. E bem que ela a merece... não têem sido poucos os vinhos que tenho bebido, mais baratos ou mais caros, que em 2009 estão simplesmente excelentes e a prometerem grandes provas para os próximos anos. E este é outro exemplo!

A destacar a tenacidade comercial deste rótulo... sobrevive no mercado há vários anos e aqui aparece agora em grande estilo.

Rubi médio... limpo e vivo. Aromas de caruma de pinheiro inicial e alguma fumado.
Na boca é muito bom. Cheio de fruta inicial, sem ser madura e com muita, muita elegância. Tostados. Ligeiro "amargar" na boca que desaparece à medida que respira.
Ganha muito corpo e força à medida que respira, e apesar de não parecer de imediato, este vinho precisa de comida.
Acidez excelente e muito bem balanceado. Muito, muito elegante e a dar certezas de bons anos em cave.
Vinho excelente para carnes estufadas, assadas... pede condimento e não vai desiludir de certeza. Nada de clichés de "para queijos...". Não é como a maioria dos tintos não são para a maioria dos queijos... mas enfim. Este, é para pratos de tempo a confeccionar.

Não é um vinho que impressione aromaticamente, ou pela sua dimensão na prova de boca... mas antes pelo seu registo elegante e sem se por em "bicos de pé" em nada. É bom e isso basta-lhe.

Gostei muito. A comprar para beber e guardar.

Provador: Mr. Wolf