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domingo, 1 de junho de 2014

Aegerter Bourgogne Vieilles Vignes 2011


Característica diferenciadora: Borgonha.

Preço: Não me lembro...

Onde: Comprei numa garrafeira em Paris...

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Rosado na cor, muito limpo e brilhante. 
Aroma de fruta muito fresca. É na qualidade e discernimento dos aromas que estes vinhos me impressionam! 
Muito esclarecido no aroma... Directo e com carácter de essência!
Boca maravilhosa, falsamente simples e muito clean. Muitas sensações de morangos suculentos e realmente silvestres... nada de estufa.
Quando a impressão da fruta se torna habitual no palato, surge a majestosa mineralidade e ligeiras notas terrosas, sempre secundárias à fruta muito boa... mas a dar ao vinho outra dimensão.
Não é um vinho extremamente complexo, mas sabe muito bem e bebe-se muito rápido de tão bom que ele é. É o melhore selo de qualidade.
Excelente. 
A repetir... se conseguir comprar mais umas garrafas!

Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de março de 2014

Arthur Metz Cuvée Anne-Laure Vin D´Alsace Gewurztraminer 2011


Característica diferenciadora: Alsácia.

Preço: 8€ (Wine Searcher)

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Amarelo vincado, untuoso qb e muito aromático. Aromas muito florais e com ligeiríssimas notas de fruta tropical cativam imediatamente os sentidos.
Prova de boca muito mais equilibrada do que os aromas poderiam anunciar... tal era a intensidade de aromas e expressividade do amarelo. No entanto, a prova de boca é encantadora e muito equilibrada. Tem um esgar de doce, quase aquele final de mel nas colheres... mas muito bem equilibrado com mineralidade. Eu pessoalmente aprecio carácter com mais acidez, mas não posso dizer que lhe falta acidez. É apenas a forma como se manifesta, discreta e muito ao fundo.
É um vinho que encanta facilmente e de superior carácter gastronómico pela delicadeza e painel aromático.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sauternes Château Villefranche 2010

Característica diferenciadora: Sauternes

Preço: 18€

Onde: El Corte Inglés, por exemplo..

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Amarelo loiro e transpira muitos aromas de alperce... explosivo! Tem muita untuosidade... é o que se vislumbra logo!
Cremosidade, tropical, ananás... tudo em explosão ainda. Vale pela prova para quem se quer iniciar no mundo dos Sauternes... pois está disponível no El Corte Inglés por exemplo a um preço relativamente acessível.
Falta-lhe cave e tempo para ganhar subtileza. Depois sim, acredito venha a ser um bom Sauternes. Agora é infanticídio...mas serve para referência.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Domaine Confuron-Cotetidot Vosne-Romanée 2010


Característica diferenciadora: Romanée.


Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Romanée... mágico para qualquer entusiasta de vinho. A casta mágica também... desconhecida para muitos pelo seu potencial, mitificada por outros pela experiência que é quando mostra o seu explendor. Pinot Noir.
Cor aberta, translúcida. Rubi suave.
Aromas imediatos de pó talco.
Fruta estrondosa... as sensações sensoriais são muito mais poderosas do que a cor e opacidade fariam supor... face às referências que temos.
Boca... Tracção imediata. Poderoso. Mineralidade a pontapé, extrema elegância, fruta estilo morango pisado.
Sensação de veludo no entanto a par com muita mineralidade crescente em disputa com acidez perfeita, consistente e "quase que" disfarçada.
Nuanças aromáticas assustadoras pelo que crescem no copo. Brutal no nariz... a prova sensorial dos aromas é recorrrente. Não é só no princípio da prova.
Pó de talco, fruta e notas animais... Pêlo de animal.
Profundo e muito largo nas sensações, muito elegante na consistência.
Brutal. Para provar e guardar.

Provador: Mr. Wolf 


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Chateau de Viaud-Lalande 2010


Característica diferenciadora: Espessura e elegância


Preço: 13€

Onde: Comprei na Wine-Time (on-line)

Nota pessoal: 17

Comentário:  Há que ser honesto... pelo preço e pela proveniência, estava tão confiante neste vinho que quando fui à garrafeira buscar a garrafa para jantar - nessa noite ía ser a minha companhia - trouxe logo um Lybra do Monte D´Oiro também, não fosse correr mal e não me apetecia voltar à cave... tal era a expectativa.
Cor de mediana opacidade. Muito limpo, auréola quase rosada. Rosado escuro. Bonita a expressão cromática. Bom, vamos lá ver então o "nariz que diz".
Aromas marcados por componentes mais terrosas que florais. Muita terra molhada... Primeiras chuvas pós verão, ainda com amena temperatura. É a isso que cheira. Final aromático balsâmico, alguma mineralidade e essencialmente muito equilíbrio. Harmonioso nos aromas que emana. Bom.. parece que temos vinho para acompanhar os cogumelos Portobelo que preparei para acompanhar um Cordon Bleau que estava bem bom. 

Prova de boca coerente com o início do exercício... Gradual na sua imposição, exprime-se mais pela harmonia do que pela evidência. Interessante. Pede comida e tem mais "arcaboiço" do que a experiência sensorial aromática deixaria adivinhar.

Especiadíssimo, tem uma interpretação do Cabernet Sauvignon muito distinta, extraindo-lhe o melhor carácter picante possível, bem como notas frutadas, extraordinárias pela leveza e ao mesmo tempo pela acuidade que tem. 
Que excelente vinho. Vale muito pela persistência que tem, pela largura no paladar e sempre em equilíbrio. Tem força, mas também bastante descrição. Bom vinho a muito bom preço de mercado.

Gostei, comprei mais umas garrafas pois acho que vale muito a pena pois é um bom exemplo, pelo preço acessivel, do blend de Bordéus.

Provador: Mr. Wolf

Domaine Guigal Côte-Rôtie Brune et Blonde 2001


Característica diferenciadora: Elegância e mineralidade.

Preço: 45€

Onde: On-line- Experimentar procurar no wine searcher

Nota pessoal: 18


Comentário:  Gosto dos vinhos do Rhône. É verdade. Constato isso pois sempre que bebo, apesar de não serem estonteantes para os sentidos no primeiro impacto, sabem sempre de forma estonteantemente bem... Este é um achado de E.Guigal.
96% de Syrah e 4% de Voignier. Dois solos diferentes... Brune, com solo rico em óxidos de ferro e Blonde... silico-calcário... e depois o mais curioso... produções normalmente superiores a 200.000 garrafas... enfim.
Esta de 2001 foi adquirida em leilão... pelo que desconheço a proveniência apesar da garrafa parecer impecável.
E o vinho? Cor rosada, translúcida com laivos rubi.
Aromas muito frutados,onde o que impressiona é a clarividência com que identificamos morango, ao mesmo tempo que apresenta também notas muito terrosas.
Boca perfeita, iluminada por equilibrio, fruta, e muita mineralidade. Enche sem pesar absolutamente nada. Parece sumo... no melhor dos sentidos.
Ao longo da prova apresenta casca de laranja, muito carácter mineral, sabe mesmo a "pedra"... isto para quem, como eu, quando era puto e andava à pedrada com os outros miúdos, havia sempre um ritual, não sei se por superstição ou não, tocavamos com a ponta da língua nos projécteis para calibrar a pontaria... mas o certo é que ainda sei que um resto de tijolo, sabe completamente diferente dum calhau da calçada... felizmente, em adulto, o que mais se aproxima são de facto algumas sensações em vinho como esta. Bom, pedradas à parte, o vinho é muito, muito bom. Prima pela intensidade de fruta e pela elegância.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 8 de dezembro de 2013

Château La Grande Clotte 2009


Característica diferenciadora: Um amostra bordalesa.

Preço: 15€

Onde: E-stores (wine searcher por exemplo)

Nota pessoal: 16.5

Comentário:  Bordéus, mais propriamente Lussac. Solos argilo-calcários com 80% de Merlot e 20% de Cabernet Franc. Algumas vinhas com mais de 60 anos. Michel Rolland com responsabilidade na enologia... bom, vale pela curiosidade. Na maioria destas "experiências" que faço de comprar às cegas, acabam esquecidas nas minhas memórias, pois felizmente dou-me ao luxo de escrever aqui só sobre os vinhos que gosto. Quando não gosto, não me dedico a investir tempo numa acção "negativa", muito menos a opinar sobre a qualidade do trabalho de outras pessoas. Este tive receio ser um desses casos. Foi quase.

Aroma muito fino e especiado com aromas mais expressivos de pimento. Aberto na cor, mediana concentração. 
Boca cheia apesar do registo de elegância, especiado e pimento na entrada... mantendo-se fino e elegante no fim. 
Balsâmico, algum aniz no aroma e retronasal mas muito equilibrado. 
Aromaticamente muito interessante, com fruta estilo ameixa branca, quase cítrico e com fruto seco ao mesmo tempo. Não é um vinhão de encher as medidas... em nada. Mas é um bom vinho pelo registo e equilibrio. 
Aquém no entanto das expectativas em termos de volume de boca, acidez e final...vale pela disponibilidade nas lojas do aeroporto a um preço comedido. Só por isso. 

Provador: Mr. Wolf

sábado, 23 de novembro de 2013

Domaine de la Forêt - Bouches du Rhône 1985 (mis en bouiteille par S.A. Desbonnets)


Característica diferenciadora: Rhône com 28 anos.


Preço: ?€

Onde: ?

Nota pessoal: 17


Comentário:  Esta nota serve mais para memória própria do que propriamente para divulgação, pois parece-me pouco provável que eu consiga encontrar mais garrafas destas.
Grenache, cinsault e morvedre - "morvedre", como está escrito no rótulo. 1985... 28 anos. 
Cor translúcida, ainda que atijolada. Aromas inicialmente de putrefacção... 
Respire. 
Passados os aromas mais "nauseabundos", emanam aromas de tangerina e gengibre. Secundários, naturalmente... mas aromas muito bons após o início menos  bem conseguido.
Prova de boca muito boa. Equilibrio entre intensidade, leveza, fruta ainda delicada e acidez. O vinho engana, pois parece já pouco intenso... mas não. Parece diluído, seja pela pouca tenacidade da cor, seja pelos aromas ténues... mas continua em forma, com fruta, mineralidade e floral. Muito bom, cheio de folha de laranjeira. Final óptimo. Nada cansado, mineral e especiado qb., muito harmonioso e ainda intenso.

Um bom exercício.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Crozes-Hermitage Alain Graillot 2011

Característica diferenciadora: Tudo. Explosivo e elegante.


Preço: 24€

Onde: On line (sites diversos), Niepoort Projectos, El Corte Inglés, Lavinia.

Nota pessoal: 18

Comentário:  Andava "mortinho" por abrir esta garrafa, mesmo sabendo que provavelmente abri-la agora é a mesma coisa que por gostar muito de diospiros, atrever-me a trincar um mal fique "alaranjado"... corre mal, claro. Bastava mais um pouco de sol e a sensação de adstrigência máxima e rusticidade na boca transformava-se naquele fruto de suculência e açucar meloso tão especial. Pois, mas todos os que gostam de diospiros seguramente já o provaram "verde"... se calhar por isso depois, e pelo trauma que é, o adoramos tanto quando o provamos maduro!
Com os vinhos, gosto deles "maduros", mas provo sempre uma "verde". E andava muito curioso para provar este.

Especiado nos aromas que nos invadem à mesma velocidade que conseguimos processar a cor: púrpura. Em relação à cor, nem me atrevo a caracterizá-la mais. É púrpura. Lágrima muito persistente.

Explosão aromática... muita evidência de pimenta branca. Fruta roxa. Cheira a adega... aquelas salas de estágio em barrica onde repousam. E este é estagiado só em barrica nova. Notas de Porto Vintage acabado de engarrafar, se atentarmos às notas de fruta.

Bom, o painél de aromas faz lembrar a mala do Sport Billy - para quem quiser matar saudades: https://www.youtube.com/watch?v=fAwTUXENFj0 - ou seja, quem não sabe o que é, o Sport Billy era mais impressionante que o MacGiver... da sua mala saía tudo o que fosse necessário para os desafios que tinha pela frente, fosse uma caneta, uns sapatos que o faziam voar ou um avião. Era indiferente. 

Este vinho, em relação aos aromas é mais ou menos a mesma coisa... passamos pela pimenta branca de expressividade impressionante, fruta escura sem estar muito madura, algum figo, barrica e depois uma frescura semelhante a alfazema seca que delicia os sentidos. 
Madeira verde, esclarecida e vincada. Tudo claramente por casar. 
Sisudo no entanto. Vinho que nos coloca em sentido, pois apesar de todos os aromas serem muito evidentes, está claramente fechado. 


Bom, vamos lá então à prova de boca.
Muito intenso. Vinho claramente na adolescência... No entanto, atinado apesar do ímpeto que tem.
Muito concentrado sem ser pesado. Extraído, provavelmente puxado pela maceração de cerca de 20 dias, conforme investiguei no site do produtor...Químico e vegetal com fartura. Verde. Muito verde... Muito perfumado no entanto. Equilíbrio no caos explosivo ainda de texturas e sabores. Este vinho dá trabalho a provar. Mas dá muito prazer e é um excelente vinho, apesar de tudo, acessível. É necessário interpretarmos e atribuir simbolo às sensações que os sentidos experimentam. É uma muito boa experiência.
Roxo no sabor... sim, é como o consigo adjectivar. Muito roxo. Bagas silvestres de framboesa. 
Final repleto de pimenta branca. Língua e palato parece que acabaram de deitar pimenta branca directamente nas papilas gustativas. Impressionante. 
Muito verde, delicado mas muito potente e muito clarividente.
Barrica muito expressiva.

Comprar, guardar e ir provando, mas daqui a uns 5 anos no mínimo...

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Domaine des Raynières Vielles Vignes 2009


Característica diferenciadora: Elegância e acidez.

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas ou e-commerce.

Nota pessoal: 16.5


Comentário: Cor bastante limpa e aberta.
Escuro ainda que translúcido.
Aromas com muita humidade... mofo.
Quando o provamos percebemos que é um produto de carácter e qualidade.
A acidez imediata transforma-se em delicada compota de fruta no final. Muito diferente do que provamos em Portugal, onde normalmente é ao contrário.
Taninos ásperos qb e muito tenazes, compensados pela "limpeza" de características que tem: ténue mineralidade, pálida textura de cogumelos frescos no palato - aquele sabor dos líquidos que os cogumelos deitam, que não é forte mas persistente no sabor - e fruta muito delicada no final.
Fruta vermelha clara, de pouca intensidade mas muito expressiva.
Não impressiona os sentidos, mas o final da equação é muito bom.
Muito bem feito este vinho de Saumur Champigny do Vale do Loire.
Vinhas velhas, provavelmente 100% de Cabernet Franc.
Recomenda-se para carnes magras ou massas.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 30 de março de 2013

Joseph Drouhin Laforet Pinot Noir 2010



Característica diferenciadora: Pinot Noir

Preço: 12€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Adquirida no Supercor, sem particular critério para além de ser Borgonha ...
Cor muito aberta com tons amarelo torrados na aureola. Rosa pálido. Auréola de arco íris de cores quente cujo último circulo é literalmente incolor.... Copo completamente translúcido! Sim, dá para ler um livro através do copo... acho que descreve bem o conceito de limpidez e cristalinidade deste vinho. Impressiona. Cor de filtro de fotografia... sem opacidade.
Bom, nariz em cima dele: aromas? Carne gorda, animal. Sela de cavalo. Lodo, águas paradas... pois... é de 2010. Devia estar quieto e deixá-lo na garrafeira um bom par de anos, não é? Mas é assim que se aprende.
Boca com muita acidez e notas de tangerina sem estar madura.
Faz salivar muito. Directo na prova de boca e ausência de fruta. Muita mineralidade. Salino. Voltam as notas na prova de águas em barro... sim, aquela sensação mais ou menos bafienta de cântaro de barro. Quem já bebeu àgua por cântaros, sabe o que é precisamente. A evolução do vinho em copo nunca é para a fruta... pelo contrário. Água de azeitonas. Terra. Pó bafiento.

Valeu pela experiência de provar algo que nem rotulado ainda devia estar... beber depois de 2015.

Provador: Mr. Wolf 

Arcadie Côtes du Roussillon Villages 2007


Característica diferenciadora: Especiado

Preço: 15€


Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 16,5


Comentário: Provar vinhos provenientes de regiões fora de Portugal é sempre um exercício recomendável. E este Arcadie é sempre um prazer. É a última das garrafas que adquiri há uns anos na garrafeira a Quinta do Saloio no Estoril.

Feito com Grenache, Syrah, Mourvèdre e Lladoner Pelut, é negro na cor ainda e apresenta um nariz de fruta muito madura, escuro tipo ameixa.
Corpo com equilíbrio e acidez ainda presente, grosso e ligeiramente seco com final com notas de cacau em maior evidência.Precisa de ar.
É mais "colonial" que frutado. Notas de madeira seca, mobiliário velho, mas essencialmente muito especiado no palato.

Interessante e bom. Comprado numa promoção stock off, não sei o seu preço exacto.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 16 de março de 2013

Felix&Fils Bourgogne Côtes D'Auxerre Pinot Noir 2010



Característica diferenciadora: Fruta

Preço: 7€


Onde: Auchan

Nota pessoal: 15,5

Comentário: Mais uma volta pela Borgonha e pelo Pinot Noir.
Cor rosada escura, de opacidade média. Nariz de fruta vermelha expressiva. Cerejas maduras. Corpo médio, com acidez adequada a prova imediata,
Sempre que encontrarem vinhos da casta Pinot Noir em garrafeiras de confiança, experimentem. 
Calibrem as expectativas para fruta delicada e doce, concentrações muito moderadas na extracção e a qualidade do vinho varia depois em função da sua complexidade aromática e capacidade de estrutura na prova de boca... isso é que já não é para todos... agora, facilidade de prova e versatilidade gastronómica, valem bem a pena os € que dispenderem.

Provador: Mr. Wolf 

Emile Durand Pinot Noir 2009



Característica diferenciadora: Pinot Noir

Preço: ?€


Onde: ?

Nota pessoal: 15,5


Comentário: Simples Pinot Noir da Borgonha. Mas a beleza é essa... 
Nariz limpo, discreto de fruta e com pouca complexidade... cumpre no entanto pela excelente facilidade com que se bebe, tal é o equilíbrio e harmonia na entrada de boca.
Nada chateia.
Vinho que me trouxeram num jantar. 
Acho que foi comprado no Continente... mas não tenho certeza. Vale a pena pela diferença. 

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 16 de dezembro de 2012

La Bernardine Châteauneuf-Du-Pape 2005

Característica diferenciadora: Equilíbrio e densidade

Preço: ~ 40€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18
Comentário: Bom... e cá estamos outra vez a provar "coisas estrangeiras"... com tanto vinho bom que se faz por cá, como se ouve amiúde... e temos muito orgulho nisso. É olhando para fora de Portugal, que melhoramos a capacidade de apreciar o que temos e/ou ambicionar o que podemos ter, ou não, consoante os terroir permitam ou não. E este é mais um caso desses. Por onde começar? Pelo porquê da escolha desta garrafa... há muito que cobiço este produtor. Admiro a parceria que tem com José Bento dos Santos em Portugal, e é sinal de qualidade segura ser parceiro de José Bento dos Santos... parece óbvio. Porque é Châteauneuf-du-Pape... ou seja não é um cliché de madeira e fruta redonda... ou tostada...

No ataque à garrafa, a rolha é exemplar. Impecável na sua função de vedar, apresenta qualidade que dá vontade de reciclar e devolver ao produtor.

No copo... cor escura, sem ser muito brilhante. Notas violetas. Denso qb, mas ligeiro a acompanhar o movimento do copo. É logo no nariz que se evidencia que não é "fruta do nosso quintal"... "este vinho não é Português..." - manifestou-se logo um dos provadores. E não era.

Elegância é a nota dominante. Se fosse um carro, seria daqueles que enfrenta qualquer subida, descida, curva, recta ou registo de aderência com a mesma determinação e sensação de segurança, passando essas características para um plano de pormenor face ao protagonismo da qualidade. É um vinho de qualidade inquestionável.

Elaborado com Grenache (maioria), Syrah e Mourvédre, é na "fineza" da entrada de boca se se compreende o que é provar este vinho. Muita delicadeza, mas intenso ao mesmo tempo. Equilíbrio nas sensações, alternando especiarias picantes, com notas de fruta sem estar muito madura, estilo ameixas pretas. Mas não é na fruta que o fascínio se sustenta... é no balancear suave e delicioso das sensações... sem ser doce, adoça. Sem ter taninos espigados, percebe-se que estão lá. Ser manifestar acidez, é fresco... parece que quando a prova fica muito doce, lá vem um "bombeiro" de sabores providenciar umas notas mais coloniais, de café torrado em grão, ou ligeiríssimo cacau. Quando se renova no copo, lá vem outra vez uma fugaz sensação de "verdura", imediatamente transformada no frutado enunciado anteriormente.
Pimenta branca.

Muito, muito bom!
Provador: Mr. Wolf 

domingo, 30 de setembro de 2012

Domaine Charvin Châteauneuf-du-Pape 2003

Característica diferenciadora: Tudo é diferente...

Preço: 55€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Era com muita dificuldade que conseguia manter esta garrafa na minha garrafeira... adquirida há uns meses por recomendação do Pedro do Cabaz Tinto, lá me enchi de coragem e resolvi incluí-la numa prova a ser efectuada em Setembro. Expectativa grande... 95 ou 96 pontos na Wine Spectator...Um bom Châteauneuf-du-Pape, como me explicaram... e pelo facto de gostar de vinho e gostar de conhecer coisas diferentes, desde que boas... andava aqui em pulguinhas. Bom... depois de servir o Quinta da Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003, o caminho óbvio era este... ninguém suspeitava da origem tão diferente do vinho.

Para o copo! Ui... translúcido... quase, quase "palheto". Mau. E o nariz? Mau. Notas de cavalariça... ou seja, gestão de expectativas minhas, nota 0. Estava destroçado. Pensei, "ainda não é desta que provo um vinho característico desta região"... mentira!

O vinho arejou, perdeu literalmente todo o aroma desagradável e ganhou aromas evidentemente cítricas. Sim. Sabem as laranjas cristalizada do Bolo Rei? É isso. Na boca a delicadeza do vinho, limpíssimo, translúcido dum rubi ligeiramente bronzeado, é acompanhada duma estrutura como nunca vi nada assim..."o vinho depois de engolir, sobe pela língua acima uma onda de sabores e sensações impressionante" - comentou-se. Completamente diferente do que provamos cá, sem desconsideração, obviamente. É diferente e ainda bem.
A fruta que o vinho tem é toranja. Sim. Toranja. Daquela quando está madura, mas que nunca deixa de ser ligeiramente ácida. A língua sente os efeitos de picante, pimenta... exactamente. E tudo, cheio de sensações e sabores, mas com uma leveza de extracção inigualável. O que parecia um vinho "leve", é de facto uma construção para durar décadas, sem dúvida.

Excelente! Pela diferença e pela qualidade. Grenache e Syrah. Excelente.

Vinho em prova cega com: Quinta da Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2003, Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2007 e Poeira 2008

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Château Avernus 2003

Característica diferenciadora: Equilibrio
Preço: 20€

Onde: Garrafeiras especializadas. Eu comprei na Quinta do Saloio no Estoril, mas não faço ideia quem distribui.
Nota pessoal: 16,5
Comentário: Na linha do (muito) pouco que tenho experimentado de França. Estou a aprender.
Essencialmente é um vinho extremamente bem "balanceado". Fresco e mentolado na prova de boca. No copo não evidencia os 9 anos com cor e textura ainda bastante apreciável. Sem laivos de envelhecimento, o que não seria mau por si só.
Bom vinho. Foi provado em prova cega, cujo tema era "2003", em conjunto com um Vértice Reserva 2003 e um Cortes de Cima Reserva 2003.
Provador: Mr. Wolf





domingo, 24 de junho de 2012

Domaine Pantaléon Thierry - Saint Nicolas de Bourgueil Vielles Vignes 2009

Característica diferenciadora: Bosque
Preço: 15€

Onde: França...
Nota pessoal: 17,5

Comentário: Limpo na cor. Escura, mas sem ser muito denso. Lágrima muito evidente. Brilhante. No nariz impressiona pela diferença. Parece mofo, mas não é, já que o mofo é desagradável. É humido, mas fresco e vegetal. Cheira a um bosque, que parece ter sido aspirado para que chova. Fantástico. Fruta muito delicada e aromas de terra, sem que congestionem o nariz. Fruta de morangos, bagas silvestres. Mirtilos. Licoroso, mas sempre, sempre com a marca de bosque. Semelhante, em Portugal só consigo mesmo encontrar alguns Bairrada muito específicos. Semelhantes, mas com outros atributos, para bem das duas regiões. Voltando a este Loire, da AOC de Saint Nicolas de Bourgueil, excelente. Musgo, freco, e muito, muito equilibrado. Excelente. E para durar.
Provador: Mr. Wolf

Anjou-Villages 2010

Característica diferenciadora: Limpo. Assertivo. Sem madeira!

Preço: 10€

Onde: Em França...

Nota pessoal: 16,5

Comentário: Em Portugal fazemos muito vinho bom. Algum muito bom. E algum mesmo consegue ser fiél ainda ao Terroir. Nisto, reconheço que em França, são mais convictos e mais coerentes... e depois têem disto. Abordada a prova sem grande convicção... convenhamos que o rótulo não prima pelo design. É feio mesmo. A cor é ligeiramente rubi, brilhante mas translúcida. Lágrima, ok. Depois aproximamos o nariz, e tudo muda. Se em Portugal temos vinhos que têem aromas de fruta silvestre... este tem aromas de nós a acabarmos de apanhar a fruta. Na boca é irritantemente competente. Gosta-se de tudo. Tem fruta, é ligeiramente seco e com acidez q.b. e os taninos são perfeitamente "dóceis". E bebe-se, e bebe-se, e bebe-se sem chatear. Enche a boca de sabores de fruta pouco comuns em Portugal, sem exageros de nada. Parece realmente sumo. No melhor dos sentidos. E, por incrível que pareça, nem que colocássemos o melhor canino da brigada anti - narcóticos, mas faz de conta que era "anti-madeiras"...no limite, ladrava para poder beber uma tigelada, porque alarme de madeira não dava de certeza.

Vinho proveniente do Vale do Loire.
Provador: Mr. Wolf



sábado, 6 de fevereiro de 2010

Henri Ehrhart Pinot Gris Vendanges Tardive 2005


Região: Alsácia

Castas: Pinot Gris

Produtor: Sogrape

Álcool: 12,5%

Enólogo: ?

Notas de Prova: Cor de ouro branco. Nariz de fruta tropical, alperce. Boca de delicadeza extraordinária, mas muito potente e elegante. Algum mel ligeiro e um final muito bom.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 17

Valor: 20€