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domingo, 12 de abril de 2015

Duas Quintas Reserva 2011


Característica diferenciadora: Pujança




Preço: 25€



Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17.5


Comentário:   2011 é de facto um grande ano em Portugal e em particular na região do Douro. A Casa Ramos Pinto, há décadas que nos habitua a excelentes vinhos, amigos da cave e da mesa, sempre com uma excelente relação preço qualidade. Foi neste contexto de expectativa que o Duas Quintas Reserva de 2011 foi provado.
Negro na cor. Opaco, parece Porto vintage!
Escuro  e misterioso. Fechado ainda, cheio fruta e muita, muita mineralidade. Marca de barrica assumida, concentração elevada com notas púrpuras vivas...
Prova de boca a dizer-nos que é muito cedo para o beber... mas enfim, tem de se provar novo.
Barrica muito em evidência e espera-se que a cave lhe traga a elegância que merece. Fruta preta, amora e bastante acidez secundária a toda a mineralidade, mas prova de boca pautada por taninos e fruta concentrada presente e vigorosa.
Todas as sensações estão ainda (muito) fortes. Mas vale a experiência de o beber já e o preço tem a honestidade que a Casa Ramos Pinto assume com o mercado... bem como toda a cadeia de disrtibuição!


Bom, obrigatório guarder no mínimo 5 anos...



Provador: Mr. Wolf





Andreza Reserva 2011


Característica diferenciadora: Concentração...




Preço: 7€



Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Vinho proveniente da "winesandwinemakers", que produzem alguns vinhos, como o Quinta do Soque Vinhas Velhas 2007 que adoro. Produzem outros como o Lua Cheia em Vinhas Velhas que tem um perfil muito próprio. Bebe-se, mas enche muito...

Este Andreza, Reserva do excelente ano de 2011, tem a peculiaridade de que quando o abri, simplesmente não consegui beber mais do que um copo.
O vinho está "muitíssimo" em tudo. Basta por-lhe o nariz em cima. Ficou aberto, literalmente 9 dias... Sim, 9 sem rolha.
Quando a grande maioria dos vinhos estariam cansados, oxidados e eventualmente "avinagrados", este surpreendemente está bom... Não estou seguro, pelo que tenho de ver se consigo comprar mais... mas é um vinho com uma concentração que vai surpreender e encantar muitos consumidores. É bom, mas é de emoções (muito) fortes. Mas vale a experiência e o preço.



Provador: Mr. Wolf

domingo, 1 de junho de 2014

Aegerter Bourgogne Vieilles Vignes 2011


Característica diferenciadora: Borgonha.

Preço: Não me lembro...

Onde: Comprei numa garrafeira em Paris...

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Rosado na cor, muito limpo e brilhante. 
Aroma de fruta muito fresca. É na qualidade e discernimento dos aromas que estes vinhos me impressionam! 
Muito esclarecido no aroma... Directo e com carácter de essência!
Boca maravilhosa, falsamente simples e muito clean. Muitas sensações de morangos suculentos e realmente silvestres... nada de estufa.
Quando a impressão da fruta se torna habitual no palato, surge a majestosa mineralidade e ligeiras notas terrosas, sempre secundárias à fruta muito boa... mas a dar ao vinho outra dimensão.
Não é um vinho extremamente complexo, mas sabe muito bem e bebe-se muito rápido de tão bom que ele é. É o melhore selo de qualidade.
Excelente. 
A repetir... se conseguir comprar mais umas garrafas!

Provador: Mr. Wolf

Pesquera Tinto 2011


Característica diferenciadora: Concentração


Preço: 16€

Onde: Distribuição em geral, garrafeiras especializadas (El Corte Inglés por exemplo)

Nota pessoal: 17

Comentário:  Pesquera... Ícone de Espanha. 
Clássico, sinal sempre de qualidade. Esta garrafa em particular comprei na Alemanha em trânsito para Portugal.

Cor grenat, opaco, escuro... lustroso.
Aroma de frescura, muita ameixa, muita fruta esmagada e madura. 
Novo ainda, a emanar aromas crus, vigorosos... mas cheira a vinho e do bom. Prova-se e evidenciam-se os taninos bem espigados. 
É um bom vinho, embora um pouco unidireccional. What you see is what you get.
Final persistente, embora o vinho precise mais tempo em garrafa. A guardar à confiança. 
Aberta a garrafa com um pouco de vinho ainda, passados uns dias manifesta-se ainda repleto de aromas. Excelente sinal.
Boa relação preço qualidade. 
Vinho para comida de tacho e para guardar à vontade anos em cave...

Vale a pena experimentar, para quem não conhece? Vale, pois é um excelente representante do bom vinho que se faz na Ribera del Duero, a um preço bastante justo para a qualidade que tem.

É melhor que os nossos vinhos do Douro? É um perfil diferente que eu pessoalmente aprecio.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de março de 2014

Arthur Metz Cuvée Anne-Laure Vin D´Alsace Gewurztraminer 2011


Característica diferenciadora: Alsácia.

Preço: 8€ (Wine Searcher)

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Amarelo vincado, untuoso qb e muito aromático. Aromas muito florais e com ligeiríssimas notas de fruta tropical cativam imediatamente os sentidos.
Prova de boca muito mais equilibrada do que os aromas poderiam anunciar... tal era a intensidade de aromas e expressividade do amarelo. No entanto, a prova de boca é encantadora e muito equilibrada. Tem um esgar de doce, quase aquele final de mel nas colheres... mas muito bem equilibrado com mineralidade. Eu pessoalmente aprecio carácter com mais acidez, mas não posso dizer que lhe falta acidez. É apenas a forma como se manifesta, discreta e muito ao fundo.
É um vinho que encanta facilmente e de superior carácter gastronómico pela delicadeza e painel aromático.
Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 8 de março de 2014

Duas Quintas 2011


Característica diferenciadora: Douro, classe e 2011.


Preço: 10€

Onde: Praticamente em todo o santo local onde se vende vinho...

Nota pessoal: 18

Comentário:  Pronto... finalmente uma surpresa de cair o queixo!
Não porque seja uma surpresa gostar de Duas Quintas... nada disso. É dos vinhos que provavelmente compro consistentemente há mais anos... e por parvoíce, nunca o guardo o suficiente! É tão bom, que vai-se bebendo...
Então porquê a surpresa? Porque o vinho está extraordinariamente bom!
Opaco, auréola carmim, extravagante qb... 
Nariz pujantissimo! Riquíssimo de aromas... Por um lado muito mineral, por outro salpicado de especiaria, e sempre muito fresco... Claramente o perfil de vinho que mais me identifico quando tenho de beber vinhos novos... e 2-3 anos é um vinho novo para mim.
Muito sedutor nos aromas, elegante e vigoroso mas muito engomado. 
Fruta vermelha a manifestar-se de forma brilhante... Cereja madura. 
Algum lápis. A grafite mesmo, não a apara da Madeira. 
Notas de especiaria, que a mim me parecem grãos de pimenta preta acabada de moer. Bom... nada a dizer quanto à qualidade do vinho. Pelo nariz vê-se logo que é muito bom.

Vamos então provar e testar todo este vigor! Boca de sonho!!!! Assombrosa a volúpia imediata que sentimos. Parece que transforma a sala onde estamos numa sala do tempo de Renascimento... pois todo o vinho é simples luxo. E como eu gosto de coisas simples...
Maravilhoso paladar e sensação de tinta da china, escorreito e leve, clean, em construção ainda, mas de fabulosa arquitectura. 
Pujante e muita opulência, carregado de acidez e secura a gritar-nos que é cedo para beber... mas está de tal forma bom já que vai ser muito difícil resistir-lhe...
Taninos evidentes ainda mas a augurar muitos anos em cave repletos de prosperidade.
Barrica de excelente recorte, pouco evidente, mas "ouve-se" ao fundo. Exactamente como se quer.
Muita força nos taninos. Final marcante. Curiosamente o final não prima pela elegância... Mas não se pode dizer que é rústico. 
Secura fenomenal. 
Há medida que respira, a fruta ganha mais protagonismo, ao melhor estilo de Porto Vintage novo, extraído e contido! 

Tiro o chapéu! Excelente vinho, a excelente preço dum ano que de facto se anuncia memorável para os vinhos Portugueses.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Purple Angel 2011


Característica diferenciadora: Super Carmenère...

Preço: 35€

Onde: e-stores

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Do Chile... mais propriamente de Colchagua Valley, chega-nos esta (excelente) homenagem à casta Carmenère pelos vinhos Montes.
Cá a casa chegou pela mão do João... Obrigado!

Cor entre o carmim e o púrpura, faz-se ver e sentir quando se jorra no copo. Impressiona pelo carácter tintureiro, pela elevada opacidade e pelos aromas imediatos que se sentem.
Aromas especiados, fortes, sociabilizados apenas pela barrica de excelente qualidade.
Na prova de boca é surpreendemente delicado e elegante, construindo a sua personalidade em dois vectores essenciais: 
  • especiaria a par com potência, muita potência;
  • frescura e leveza, quase que não "molha" a língua de tão clean  que é.

Neste vinho tudo é para se sentir logo... é como o miúdo que vai sair à noite, acabou de tomar banho, pentear-se e perfumar-se! Quando sai do quarto os aromas de champo, gel de banho e perfume ainda se misturam,... assim está este vinho. Está tudo novo! Mas é tudo bom.
Quando respira, amadurece e surgem notas de frutos vermelhos, estilo ameixa, abrunho, mas sempre acompanhados por um toque picante que lhe dá muita graça.
É um vinho super sensorial... muito educado e de muita qualidade.
Mais de 90% Carmenère e um pouco de Petit Verdot, 18 meses de Barrica e 14,7% de graduação alcoólica. Para mim... bom exemplo de perfil de Novo Mundo evidente. Mas a  precisar de cave.
Uma escolha segura... recomendo para carnes vermelhas muito mal passadas! 
E recomendo que se decante, porque senão, como é bom, acaba antes de respirar.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Quinta do Vallado Reserva 2011

Característica diferenciadora: Tensão, estrutura e equilíbrio

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Este foi o primeiro grande vinho tinto do Douro, da extraordinária colheita de 2011, que tive o prazer de beber. Não provar, beber! Para mim, beber, implica: sentar à mesa, boa comida e bons copos. Foi o que aconteceu.

O Quinta do Vallado Reserva é sempre um grande vinho! Vinhos com perfil Douro. São vinhos que conheço bem e que reflectem com grande acuidade o ano vitivinícola a que se reportam. Destacaria o 2000, bebido em 2013, pela força e raça, o 2007 pela frescura, o 2008 (colheita ensombrada por 2007) pela elegância e este 2011 pela tensão e estrutura.

Apresenta-se com uma cor rubi carregada e com notas de ginjas, cereja, frutas pretas a que se junta algum floral (super bem integrado e sem exageros), acolitado por cacau e uma madeira de luxo, que nunca se impõe. Mineral e muito fresco, excelente acidez, compacto, tenso e estruturado. É um vinho fino e elegante, mas ao mesmo tempo pujante e poderoso.  Muito prolongado. Super equilibrado nas suas componentes. Pede mesa e petisco à altura. Apesar de ter muitos anos pela frente, é um vinho que dá muito prazer a beber desde já. É um grande vinho.

Provador: Bruno Miguel Jorge


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Adega Mãe Cabernet Sauvignon 2011


Característica diferenciadora: Cabernet Sauvignon cheio de carácter.

Preço: 10€

Onde: Só vi na Adega Mãe...

Nota pessoal: 17


Comentário:  Negro e muito opaco... opaco e muito vinoso. Púrpura escuro, lágrima densa. Aroma de barrica muito vincada, ainda que, sem chatear muito. A barrica é de muita qualidade. Notas também terrosas, vegetais e verdes. No entanto de registo elegante.

Na prova do boca o vinho está muito bem. Assertivo e vegetal, delgado na acidez, ainda bem presente com taninos bem integrados. É um excelente exemplo de Cabernet Sauvignon, uma vez que as características da casta estão lá todas no entanto sem se deixarem exagerar. O carácter vegetal nota-se na prova de boca também. Tem um perfil muito contemporâneo. Parece-me adequado para provar umas garrafas ao longo dos próximos anos a avaliar para onde caminha. Se por um lado tem "tudo no sítio" para prova imediata, existem algumas características que lhe identifico que me suscitam curiosidade para uns anos de cave, tais como a acidez, quase cítrica, o terroso e essencialmente a granularidade.
Muito curiosa também a vertente mineral que o vinho tem. Não é evidente mas aparece explicita no final, acrescentando-lhe cristalinidade. Muito interessante. 
Vinho para acompanhar.

Provador: Mr. Wolf


sábado, 23 de novembro de 2013

Poeira 2011


Característica diferenciadora: Poeira e opulência.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  10 anos de Poeira significam uma década de história  que assenta o seu sucesso numa pirâmida cujos vértices da base são a qualidade sempre muito acima da média num lado, a frescura ao invés de excessos de maturação tão típicos no Douro no outro vértice e no vértice superior, sempre, mas sempre, elegância suprema como voz das particularidades climatéricas de cada ano. 
Apesar do perfil de referência ser sempre idêntico, exprime o que resultou das condições climatéricas do ano em questão. 
Organolepticamente, é sempre exemplar.

Este de 2011, aposto que é um "infanticídio" provar já... mas pronto, sou assim. Gosto de opinar com propriedade.
Na cor...Preto... Ou melhor, cor de cereja escuríssima e fugir para reflexos de tinta da china. Cromaticamente é muito vincado. 
Aromas muito cerrados. Notas de fruta em maceração e ao mesmo tempo aparas de lápis. WIP! Work in Progress... perdoem o Inglesismo... Claramente o aroma de quando se afiava lápis na 4ª classe. 
Repousado no copo, passado menos de 1 hora o aroma mantém-se muito sério. Pouco dado a exuberâncias, sisudo. Quiçá a nota aromática mais evidente é mesmo a madeira verde, mas sem ser evidente em demasia. Tem de se procurar. 
Muita profundidade aromática, com frescura mentolado ainda que ligeira. É a grande diferença nos vinhos de Jorge Moreira. Less is (much) more
Prova de boca... Explosão de intensidade e elegância ao mesmo tempo. Vincadíssimo e cheio de mineralidade, fruta fresca, com sabor a cereja quando ainda não estão perfeitamente maduras. Licoroso e acidez cortante a por tudo em ordem. Fruta silvestre, e muito concentrado. Que vinho!
Nada quente, nada doce, mas sim muito cheio e muito prolongado. Muito, muito intenso. Mineral. Tem muito grip. Agarra de forma vigorosa, sem "magoar". Mas agarra muito. Muito granular, repleto de pormenores e com a sensação de "saber sempre a pouco", mas ao mesmo tempo, sacia muito.
Sem dúvida, na primeira impressão, o Poeira mais robusto e opulento de sempre. Afirmação de um patamar diferente e único de tudo o que se produz no Douro.

Muito bom. Guardar e provar paulatinamente ao longo dos anos. O ideal é ir comprando uma garrafa de dois em dois meses em 2014... e depois ir bebendo a caixa ao longo de 10, 12 anos... parece-me que do ponto de vista financeiro, o retorno em prazer será seguramente "lucro puro"!

Provador: Mr. Wolf

domingo, 17 de novembro de 2013

Crasto Superior 2011

Característica diferenciadora: Intensidade.

Preço: 15€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 17


Comentário:  Quinta do Crasto é sempre sinal de muita qualidade. Confesso que muitas vezes, novos, têem um bocadinho mais de barrica do que eu aprecio. Mas neste caso...Recorte de barrica exemplar.
Na minha opinião, é um produtor de referência (também) em Portugal pela forma como utiliza barrica a complementar o vinho. Não porque eu a aprecie... Mas porque aparece sempre, o que não aprecio, mas não me incomoda, pelo que só pode ser muito boa... Mas sempre vincada.

Este Crasto Superior (do Douro Superior)  de 2011, está preto alcatrão.
Aromas de muita cereja madura. Muito nariz de Touriga Nacional... ainda que doce no entanto. Este vinho é todo ele "muito". Mas dentro do muito... Tem um equilíbrio apreciável. Dentro do intenso, tem equilibrio e harmonia. É doçura. Fruta de muita qualidade. Muita fruta.

Não é o perfil que mais gosto, mas é seguramente um vinho que vai agradar e muito à grande maioria, pois está muito bom para prova já, cheio de sensações, equilibrado e de prova muito fácil. É um bom vinho a um preço adequado.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 10 de novembro de 2013

Quinta das Bágeiras Branco 2011

Característica diferenciadora: Mineralidade

Preço: 5€

Onde: Garrafeiras especializadas - Garrafeira Nacional em Lisboa por exemplo

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Verdadeiro vinho para conhecedores... pouco divulgado na distribuição, pouco comum em restaurantes... felizes aqueles que o encontrem num restaurante... pois é excelente e de preço bastante adequado,
Amarelo pálido e aromas discretos. Nada de modas... tão pouco de fruta gratuíta. Cheira a vinho e do bom.
Prova de boca muito boa. Untuoso quanto baste, muito mineral e acidez no ponto. Vinho que parece ser bastante simples, mas não é... precisa é de cave. Seguramente crescerá muito.
Ano excepcional este de 2011... mas nunca bebi um vinho branco da Quinta das Bágeiras que não fosse muito bom... mas este parece-me destacar dos restantes anos. Este está excelente.
Notas citricas e final longo e essencialmente bebe-se muito bem e com muito prazer.
Pede pratos de peixe... mas bebe-se bem com carnes brancas seguramente... eu recomendo peixes assados no forno, ou salmão mal passado (para quem gosta de comer salmão como se lombo de vitela fosse).

Provador: Mr. Wolf


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Lua Nova em Vinhas Velhas 2011


Característica diferenciadora: Muito concentrado e frutado.

Preço: 4,75€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Cor carmim, com lágrima acentuada.
Exuberante de aromas... Tudo está exagerado! Não é de todo o meu estilo de prova assim... Há que deixá-lo descansar... muito. Mas como já estava aberta... deixei-a. Ficou aberta 2 dias (!?).

Voltei a provar no 3º dia, Et voila... Amaciou o suficiente.
Concentrado, muito vivo na cor, muita fruta silvestre, taninos presentes e muito vigorosos, ligeira doçura final mas muita concentração.
É um vinho com um estilo muito próprio... confesso que comprei porque gosto muito do Quinta do Soque Vinhas Velhas de 2007 e tinha a expectativa de ser um vinho de perfil semelhante. Não é.
É um vinho para pratos de confecção e sabores persistentes... Ou carnes quase cruas, para quem goste.
O vinho necessita de cave, e é obrigatório, para quem as pretenda beber já, decantar no mínimo 2 horas antes... E antes de decantar, na minha opinião baixar a temperatura para que durante o tempo decantado não "aqueça" em demasia que o prejudicaria.

É uma excelente relação preço/qualidade, sendo que tem um estilo bastante vigoroso. Mas é um bom vinho.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 29 de outubro de 2013

M.O.B. 2011

Característica diferenciadora: Qualidade de referência em qualquer mesa do mundo.

Preço: 22€

Onde: Garrafeiras especializadas. Esta comprei no Supermercado O Saloio no Estoril

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Este é claramente um comentário que aqui coloco precipitado... precipitado essencialmente porque só bebi ainda uma garrafa deste vinho.
Este é claramente um exemplo de um vinho que uma garrafa não chega... ainda mais que foi dividida!
É precipitado como por exemplo ousar-se achar que por dormirmos um fim de semana numa cidade, Madrid por exemplo que é perto, arrogamos  falar do tema como se a conhecessemos desde infância... Depende da qualidade do conhecimento que entendemos devemos ter para falar sobre a cidade.
Às vezes ouço-os falar, porque foram lá sair um fim de semana à noite, ou a uma reunião "num projecto", e falam ... esclareça-se: eu não conheço bem Madrid... mas sei que Madrid não é só Cibeles, canhas e pata negra... também tem, por exemplo, 3 excelentes museus.
Também joga lá o Cristiano Ronaldo, mas o Real Madrid já tinha ganho umas coisas antes de ele lá jogar... enfim, tudo depende da perspectiva.

Voltando à minha precipitação... precipitado, pois o vinho está claramente adolescente. Não é daqueles adolescentes cheio de acne e desajeitados... não, já tem boa pinta... mas precisa amadurecer.

Mas então porque é que me precipito a escrever? Porque é daqueles vinhos que acho extraordinário. Porque quero conhecer melhor o vinho e para isso é necessário "visitá-lo" muitas mais vezes, pois vamos sempre descobrir novas sensações. É tipo um filme do Woody Allen. Pode-se ver e rever... o argumento sabemos qual é e como acaba... mas há sempre referências novas e piadas excelentes que nos passaram despercebidas, pois provavelmente estávamos a pensar. O Woody Allen faz isso muito bem. Pensa bem e faz pensar.

Bom... posto isto, a única consideração que tenho a fazer dirigido às 7 pessoas (contando comigo que sou narcísico e releio os meus posts) que sei que nos lêem é: procurem e comprem!

A cor do vinho é rubi escura, quase violeta muito densa e brilhante.
Aromas imediatos de bosque. Vegetal e muito expressivo. Aromas de "adega"... Algumas notas florais mas é o cedro, aquela madeira verde, com chuva e resina,  intenso tão característico da boa Baga (parece-me), que se evidencia. E digo isto com carácter adjectivo. É bom. Produzir vinho, a "tresandar" a fruta e madeira "doce" e abaunilhada, estilo ambientadores de ligar à tomada da electricidade, eu estou fartinho há muitos anos... mas eu sou muito particular nisso... normalmente sou o único em algumas mesas em que me sento. Esse perfil de ambientador, agrada à maioria.

Na prova de boca está ainda por harmonizar, muito intenso, concentrado e nota-se muito cuidado. Tudo está contido, mas cheio de pujança e concentração. O aroma mais "rústico", manifesta-se na prova de boca duma forma mais "chic", onde é a frescura e a clarividência de sabores que comanda a prova...
Acetinado e muito, muito fresco. É majestoso pela frescura, mais do que por fruta. É o perfil que eu reconheço que mais me encanta. Frescura. Pode ter fruta, mas é a frescura que faz com que se tenha vontade de beber outra vez e fica na memória. A fruta encanta no início, mas desaparece com outro vinho, por exemplo. Frescura só alguns vinhos têem. Fruta parece-me ser mais comum.

Perfeito na acidez, mostra-se um vinho para excelentes anos em cave. Tem um grande problema, manifesto neste post e que é evidente... Deveria ser engarrafado em garrafas mínimas de 3L. Acabei aqui as minhas notas... pois o vinho sumiu-se em 3 tempos... porque ainda o estava a descobrir e o vinho cresce muito, muito, muito em copo, e a garrafa esvaziou-se.

É de comprar às caixas todas as que encontrarem. É um vinhão e vai seguramente dar que falar. Eu falarei seguramente outra vez, pois tenho mais duas que encontrei no Saloio e vou à procura de mais.

Perdoem a precipitação, mas quando me entusiasmo, gosto de partilhar o entusiasmo.

Provador: Mr. Wolf


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Manoella 2011



Característica diferenciadora: potencialidade em evidência para ser um belíssimo vinho daqui a uns 2 ou 3 anos

Preço: 11€

Onde: El Corte Inglês

Nota pessoal: 16,5 (dentro de 2 ou 3 anos será um 17 ou 17,5)

Comentário: Foi com muita vontade e expectativa que me atirei a este Manoella. Tinha tido um encontro fugaz com o 2010, à relativamente pouco tempo, e tinha ficado bastante bem impressionado (ainda mais vindo o vinho de um ano que se diz ser menor). No entanto, e por comparação com o 2011, achei-o muito mais pronto a beber e com menor potencial para evoluir em cave de forma positiva.
 
Apresenta-se com uma cor violeta carregada. No nariz, as notas da barrica ainda se apresentam com muito predominância, secundadas por algum floral da Touriga Naciona (mas sem cansar nada). Na boca é cheio sem ser gordo e espalhafatoso. Está todo muito certinho com as suas notas de fruta preta, violeta e um toque floral a dar elegância e distinção. Surge no final de boca uma nota vegetal, tão típica dos verdadeiros Douro, e que muito me agradou. A amparar tudo isto temos uma estrutura de taninos densa, ainda um bocadinho aguçados, mas muito finos. Boa acidez, boa frescura e um comprimento de boca longo, mas que ainda não é extraordinariamente complexo.

Recomenda-se a compra de uma caixa, abrindo uma garrafa para conferir o estilo, e as restantes para ir abrindo a partir de 2016.

Nota: A mim, já não me apanham mais no Pintas Character (em abono da verdade, já me apanhavam pouco!).

Provador: Bruno Miguel Jorge

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Crozes-Hermitage Alain Graillot 2011

Característica diferenciadora: Tudo. Explosivo e elegante.


Preço: 24€

Onde: On line (sites diversos), Niepoort Projectos, El Corte Inglés, Lavinia.

Nota pessoal: 18

Comentário:  Andava "mortinho" por abrir esta garrafa, mesmo sabendo que provavelmente abri-la agora é a mesma coisa que por gostar muito de diospiros, atrever-me a trincar um mal fique "alaranjado"... corre mal, claro. Bastava mais um pouco de sol e a sensação de adstrigência máxima e rusticidade na boca transformava-se naquele fruto de suculência e açucar meloso tão especial. Pois, mas todos os que gostam de diospiros seguramente já o provaram "verde"... se calhar por isso depois, e pelo trauma que é, o adoramos tanto quando o provamos maduro!
Com os vinhos, gosto deles "maduros", mas provo sempre uma "verde". E andava muito curioso para provar este.

Especiado nos aromas que nos invadem à mesma velocidade que conseguimos processar a cor: púrpura. Em relação à cor, nem me atrevo a caracterizá-la mais. É púrpura. Lágrima muito persistente.

Explosão aromática... muita evidência de pimenta branca. Fruta roxa. Cheira a adega... aquelas salas de estágio em barrica onde repousam. E este é estagiado só em barrica nova. Notas de Porto Vintage acabado de engarrafar, se atentarmos às notas de fruta.

Bom, o painél de aromas faz lembrar a mala do Sport Billy - para quem quiser matar saudades: https://www.youtube.com/watch?v=fAwTUXENFj0 - ou seja, quem não sabe o que é, o Sport Billy era mais impressionante que o MacGiver... da sua mala saía tudo o que fosse necessário para os desafios que tinha pela frente, fosse uma caneta, uns sapatos que o faziam voar ou um avião. Era indiferente. 

Este vinho, em relação aos aromas é mais ou menos a mesma coisa... passamos pela pimenta branca de expressividade impressionante, fruta escura sem estar muito madura, algum figo, barrica e depois uma frescura semelhante a alfazema seca que delicia os sentidos. 
Madeira verde, esclarecida e vincada. Tudo claramente por casar. 
Sisudo no entanto. Vinho que nos coloca em sentido, pois apesar de todos os aromas serem muito evidentes, está claramente fechado. 


Bom, vamos lá então à prova de boca.
Muito intenso. Vinho claramente na adolescência... No entanto, atinado apesar do ímpeto que tem.
Muito concentrado sem ser pesado. Extraído, provavelmente puxado pela maceração de cerca de 20 dias, conforme investiguei no site do produtor...Químico e vegetal com fartura. Verde. Muito verde... Muito perfumado no entanto. Equilíbrio no caos explosivo ainda de texturas e sabores. Este vinho dá trabalho a provar. Mas dá muito prazer e é um excelente vinho, apesar de tudo, acessível. É necessário interpretarmos e atribuir simbolo às sensações que os sentidos experimentam. É uma muito boa experiência.
Roxo no sabor... sim, é como o consigo adjectivar. Muito roxo. Bagas silvestres de framboesa. 
Final repleto de pimenta branca. Língua e palato parece que acabaram de deitar pimenta branca directamente nas papilas gustativas. Impressionante. 
Muito verde, delicado mas muito potente e muito clarividente.
Barrica muito expressiva.

Comprar, guardar e ir provando, mas daqui a uns 5 anos no mínimo...

Provador: Mr. Wolf

domingo, 1 de setembro de 2013

Campolargo Tinto Alvarelhão 2011


Característica diferenciadora: Perfil.

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: Passado um ano que provei pela primeira vez este vinho (colocado aqui em Setembro de 2012), a curiosidade era muita. Há um ano gostei muito! Como estará agora? Era uma prova muito polémica.

Cor de opacidade ténue, cor rubi palido... curioso... era mais ligeiro no verão passado. Lágrima apreciavel. . Nariz fumado e ligeiras notas de fumeiro, carne fumada.
Alguns aromas de vegetal, aproximando-se de pimento verde.
Fruta ligeira, morango, framboesa. Mais arejado, cereja muito, muito madura.
Prova de boca doce, com tanino muito disfarçado e esforçado, amparado por acidez muito ajustada. Final de boca bom.
Prova persistente de final cheio de garra e notas de toranja. O vinho ainda se transforma muito com o arejamento. Tem perfil muito específico, não agradará a muitos, mas eu gosto muito. Vinho para uns tapas de presunto. Tem acidez para acompanhar e é falsamente leve para não se sobrepor. Gosto muito do perfil.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Quinta de Sanjoanne Mineral 2011



Característica diferenciadora: Mineralidade e acidez

Preço: 5,75 €

Onde: Garrafeira de Campo de Ourique

Nota pessoal: 16

Comentário: Sábado de manhã, passeio familiar em Campo de Ourique, café, jornal e vistia à Garrafeira do Sr. Santos … vida simples, mas boa!

Foi lá que encontrei o Quinta de Sanjoanne Terroir Mineral de 2011. Pensei imediatamente num prato que gosto muito, e que junto do meu filho Francisco faz furor: Filetes de peixe-espada preto com arroz de tomate e pimentos … mineralidade e acidez para “brigar” com o tomate e a fritura! Bingo! Excelente ligação.

O vinho apresenta abundantes notas vegetais e de mato seco, pouca fruta (não há sequer aquele floral da Loureiro que podemos encontrar no Loureiro do Anselmo Mendes), alguns citrinos, mineralidade e uma excelente acidez que pede mesa e que não vira a cara a uns aninhos de guarda.

Belíssimo vinho para pratos que pedem vinhos espevitados e com garra, tais como caldeiradas, sável frito com açorda de ovas ou bacalhau à minhota.

Por 5,75 é um vinho imperdível!

Provador: Bruno Miguel Jorge