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sábado, 23 de novembro de 2013

Uvas Castas (2005)


Característica diferenciadora: Interessante pela evolução.


Preço: 18€

Onde: Distribuição em geral

Nota pessoal: 16

Comentário:  Cor limpa rubi acastanhada. Aromas muito limpos, com fruta madura, ameixa.
Taninos já muito ténues. Muito clean, doce e moderado. Diferente e muito dos tempos de juventude... descortina-se que era de 2005 apenas pelo contra-rótulo!
Excelente no equlibrio mas é claramente um vinho (bom) para beber jovem.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cune Imperial Gran Reserva 2005


Característica diferenciadora: Finesse, classe e muita elegância.

Preço: 28€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário:  A Companhia Vinícola do Norte de Espanha nasceu  no Século XIX e mantém-se em actividade, dirigida ainda por descendentes familiares, pelo que dispensa comentários em relação a responsabilidades de tradição, qualidade e compromisso. O facto de se manter no mercado é garante disso mesmo e com distinção, diria eu.

Eu confesso que não conhecia este vinho. 

Conheci-o (bem) porque fui um dos consumidores naif que achei que conseguia encontrar umas garrafas de 2004 alguns minutos depois de ter sido comunicado a quem subscreve a WS o prémio de 1º lugar na competição do Top 100 dos vinhos mais excitantes do ano. Para perceber melhor que competição é esta, consultar http://2013.top100.winespectator.com/.

Distinguido o de 2004, rapidamente encomendei, em Londres 5 garrafas... comprei, paguei e fiquei à espera. Curiosamente, afinal não foi possível receber as garrafas. Durou 6 dias de tensos emails e hoje um telefonema do CEO da empresa a explicar-me a situação. De todas as formas, obrigado Tim Francis pela forma esclarecida como explicou o que se passou. 
Infelizmente não se resolveu, mas demonstrou carácter e compromisso com os clientes por parte da empresa de e-commerce Inglesa. Como em paralelo tive a felicidade de estar durante 3 dias em Madrid ao longo desta semana, compreendi que as dificuldades sentidas em Londres, originam-se na mentalidade pouco íntegra da cadeia de distribuição que subitamente deixou de disponibilizar o vinho. E acreditem que contactei os mais destacados estabelecimentos de retalho de Madrid. 

Compreendi também que o de 2005 compra-se, por menos de 30€ em qualquer boa loja de vinhos ou mesmo na Lavinia do Terminal 2 de Barajas... Feito!

Prova-se o de 2005 e se tiver paciência e o vinho for de facto bom, encontra-se forma de falar com alguém responsável da CVNE e perceber se é esta a mensagem que se pretende passar ao mercado fora de Espanha.

Feita esta introdução, abre-se a garrafa com um mixed-feelings de entusiasmo com alguma frustração e jorra-se no copo. A cor promete. Poucos vinhos de 2005 conseguem uma tonalidade tão escura e ao mesmo tempo translúcida como este vinho tem.
Os aromas reforçam que é um vinho de eleição... robusto em aromas especiados, misturados com notas de madeira de cedro, muito tabaco e algum rebuçado. Todos estes aromas apresentam-se de forma extremamente subtil, harmoniosa e delicada.

Prova de boca arrebatadora. É um excelente vinho para qualquer enófilo do mundo. Entrada na boca assertiva, com acidez secundária a sensações de doçura, licor... mas de equilibrio e balanço extraordinário. Todo o vinho é clássico. Respira classe. Fino e muito elegante, mas muito intenso ao longo da prova de boca toda com um final igualmente delicado mas muito, muito longo.
Confesso que me surpreende como é que um perfil destes ganha um prémio da WS (acreditando nas informações que recolhi em Madrid de que o perfil de 05 é bastante semelhante ao premiado de 04), cujo enfoque, sem sentido pejorativo, normalmente é de graus de intensidade e exuberância mais vincados.

Muita, muita elegância e qualidade, com proporções muito equitativas de fruta vermelha ténue, com notas aromáticas frescas ao mesmo tempo com profundidade de madeira e aromas coloniais... cânfora, cera, madeira com tempo e história.

É um vinho de muito respeito. Vai fazer parte seguramente da minha garrafeira. Recomendo que provem se puderem - confesso que não sei se o El Corte Inglés em Portugal tem - mesmo que não seja o de 2004.

Produzido com 85% Tempranillo, 5% Mazuelo e 10% Graciano, 24 meses no mínimo de barrica e alguns anos de estágio em garrafa antes de sair para o mercado. Não é para todos e nem sai sempre bem. Este saiu.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Stanley Aragonez 2005


Característica diferenciadora: Less is more.

Preço: 8€

Onde: Garrafeiras especializadas.

Nota pessoal: 17


Comentário:  Sempre que provei um vinho "Stanley", nunca fiquei indiferente. Normalmente pela relação preço/satisfação.

Considero que não tenho capacidades para avaliar a qualidade dum vinho, nem empíricas e muito menos técnicas. Mas tenho a capacidade para avaliar se a minha experiência é boa ou não! Provo porque gosto de provar. Umas vezes corre bem, outras nem tanto. Serve sempre para cozinhar, ou pelo menos quase sempre, mas desses não se escreve aqui. Neste site, só escrevemos sobre o que gostamos.

E gostei muito deste vinho da "Estremadura".... Fundação Stanley Ho. Ao googlar, associa-se à Fundação Oriente. Bom... só queria saber detalhes sobre o vinho. Desisti.
Voltando à garrafa, pelo que compreendo, diferentes anos dão origem a diferentes blends e rótulos.

No copo apresenta-se muito opaco, escuro e limpo.
Aromas licorosos, estilo mon cherry. Licor e cereja.
Ligeiramente mineral. Ligeira baunilha. Unidireccional. Tudo é aparentemente "ligeiro", mas muito bom.
Consistente na prova de boca onde confirma o aroma. Sensação doce. No entanto, muito equilibrado e bem balanceado. Taninos muito ténues, mas presentes. 
Acidez patente mais no final de boca do que no início. Adstringência ainda presente e muito bem-vinda. 

É impossível ficar indiferente, tem carácter e tem muita finesse. Gostei. Vou comprar mais.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Zambujeiro 2005


Característica diferenciadora: Volume, elegância e Alicante Bouschet de sonho.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Quando nada o fazia prever num jantar simples... chegou-nos à mesa esta garrafa, impecavelmente guardada nos últimos anos.
Uma estreia, visto que só tinha tido o prazer de provar o mítico ano de 2001.

Retira-se a rolha... vislumbramos uma bonita cor rosada escura muito homogénea no carimbo da rolha!
Aponta-se a garrafa ao copo...o vinho impressiona logo pelo lustroso e escorreito rubi escuro.
Dada uma única volta no copo, os aromas colocam os sentidos... em sentido. Extremamente sedutor, com aromas especiados e doces, misturado com aromas de azeitonas verdes. Barrica de excelente qualidade, muito bem integrada no conjunto, sem marcar, mas a cumprir a função de prolongar complexidade e profundidade aromática. Fantástico.

Prova de boca extraordinária. Vinho muito "cheio", guloso, volumoso que no ataque à prova mostra-se imediatamente como ele é. É excelente.
Vigoroso na concentração, é bastante "aveludado" nos taninos, que estão bem presentes e a mostrar que temos aqui Alentejo para muitos anos. Muito redondo, muito "comprido", é realmente um vinho que se "mastiga".
Apesar do seu vigor e concentração é ao mesmo tempo bastante equilibrado e termina de forma longa, mas bastante elegante. A excelente barrica onde estagiou acompanha a prova toda, desde os aromas ao final, onde está maravilhosamente integrada.
Marca do Alentejo vincada. Tem a marca do melhor que se faz no Alentejo e é um Marco para mim do que é o Alentejo. Fora de modas apesar de ser contemporãneo no perfil, não tem medo de usar e provavelmente abusar dessa maravilhosa casta (Alicante Bouschet) que quando é bem trabalhada, constrói a história do melhor que o Alentejo traz para a mesa... Excelente Alicante Bouschet. Lote com Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonês.
No perfil que falo, a par com Mouchão, não conheço nada que ombreie com este vinho.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 25 de agosto de 2013

Poeira 2005

Característica diferenciadora: Volúpia.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas... provavelmente particulares.

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Cor violeta escura! Pronto... baralhamos as contas todas de quem prova às cegas uma vertical de Poeira e já achava ter bebido o de 2005!

Mas como a prova dever ser livre de preconceitos e expectativas... há que ignorar e provar relativizando o que se bebeu antes... especialmente após ter provado todos e rever as notas tiradas. O importante no vinho é apreciar... e fruir.

Voltando a este de 2005... o 3º vinho a ser provado.

Cor, já referido, pujantes laivos violetas... tipo muitos de 2009, estão a ver? Cheios normalmente de Touriga Nacional... Graças a Deus, este não tem esses aromas nem vestes.
Aromas de groselha fresca. Fruta, especiaria muito ténue e ligeiro mentolado também. A groselha, é estilo cristalizada mas com pouco açucar. Estão a ver a mistura de Bolo Rei, das cerejas, figos e groselhas? É mais ou menos isso...
Na boca, cheíssimo... como se ouvia antigamente... "muito adamado"... veludo, com textura que agarra literalmente as papilas gustativas.
Acidez e estrutura, envolta em muita fruta de muita qualidade, verde, fresca... Um hino ao Douro, sem maquilhagens, sem vestidos engomadíssimos de barrica... não, nada disso! Fruta, da boa, verde e fresca, mas de origem vermelha. Nada de sobrematurações, nada de açucar fácil... e a fim de 7 ou 8 anos, o melhor mostra-se.
Tenho pouca experiência em vinhos de "outros mundos", mas confesso que só em alguns Franceses encontro esta pujança sem estar revestida de barrica ou jovialidade da maturação da fruta... é textura, granularidade na língua e final ainda de muita suculência...

Muito, muito, muito, mas muito bom.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2005



Característica diferenciadora: Persistência e complexidade.

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Qual é o vinho Branco Português que se abre a uma mesa após um Bussaco Branco de 2005? Não é fácil, mas dentro da escolha da humilde cave, o Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco de 2005 seria a escolha óbvia. Um desafio. Mas ultrapassado com distinção.

Cor amarelo intenso, limpo e com untuosidade manifesta na lindíssima lágrima que provoca.
Aromas curiosos, quase que a fazer lembrar croquetes de carne quentinhos... estranho, não? Mas é verdade. Aromas de carnes quentes, que rapidamente desaparecem. Mas bom, muito bom.
Mais uma volta no copo e as notas mais quentes desaparecem e surge tosta, amendoim torrado... e outra vez notas tostadas. Bom, vamos ao ataque de boca.

Impressionante... frescura, frescura e mais frescura. Muito cítrico, notas de lima muito finas e elegantes, alguma glicerina e garra! Muita garra. Uma verdadeira Pantera na mesa.
É impressionante a complexidade deste vinho, a sua vivacidade e o corpo e estrutura que mantém ao longo da prova, culminando no final muito persistente... e sempre fresco, apesar da concentração.

Excelente ano, em excelente forma e com muitos e muitos anos ainda preparado para a cave para quem tiver a felicidade de ter estas garrafas.

Top!

Provador: Mr. Wolf

Bussaco Branco Reservado 2005


Característica diferenciadora: Buçaco...

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas ou no próprio Bussaco Palace.

Nota pessoal: 18.5


Comentário: Nada melhor que um dos melhores e mais característicos vinhos Portugueses para o regresso de férias!
Buçaco... ou Bussaco... é sempre um momento festivo. Um momento especial, por tudo o que rodeia o rótulo... e especialmente pelo que está acomodado no interior da garrafa.
Bussaco é daqueles vinhos que não devia pagar IVA. Ou pelo menos, deveria ter equivalência a despesas de saúde.
Jorrado no copo, a cor amarela ouro brilha tanto ou mais que os nossos olhos. Leve, intenso e muito brilhante, vivo. Cristalino e ligeiramente untuoso.
Nariz imediato de erva fresca cortada e ainda molhada.
Ligeira resina e mentolado. Cânfora.
Nariz absolutamente de sonho, de nos transportar na penumbra dos sentidos, tal é a intensidade dos aromas e ao mesmo tempo a delicadeza com que se descortinam.
Com temperatura a aumentar, e, esclareça-se, este vinho é para baixar a temperatura a 10 graus, máximo, e servir e aguardar que respire...e como escrevia, à medida que a temperatura sobe para os 13-14 graus, evidencia-se notas frutadas lideradas por  alperce, damasco.
Delicioso.
Quando se prova e bebe, como tudo na vida, o melhor vem no fim... como se fosse possível melhorar a fantástica prova de boca. Final estonteante. Longuíssimo, persistentíssimo... delicadíssimo.
Quase dá vontade de não lavar os dentes para poder disfrutar ao máximo da persitência deste vinho.
1 única gota sabe bem.

É absolutamente um produto de culto, para saborear.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 28 de abril de 2013

Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2005



Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas 

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Vinho ícone do Dão da década passada. Normalmente cheios de concentração e camuflados com delicadeza. Passados alguns anos em cave, como estará? Foi isso que fomos descobrir numa jantar de degustação de vinhos no restaurante .Come em Alcabideche.
Está bom!
Escuro ainda... rubi, opaco.
Aromas muito vinosos ainda, com ligeiríssimo lácteo e caruma densa.
Na boca está muito limpo. Madeira pouco marcada, o que é bom, mais elegante do que o nariz anuncia, muito fresco e balsâmico. Perdeu a pujança da idade jovem, mas ganhou em elegância e frescura.
Limonado no final de boca.
Bom vinho. Parece-me no entanto que o posicionamento de preço é desposicionado... embora seja um tema naturalmente subjectivo. Mas é um vinho caro e que não se destaca tanto na prova como na carteira.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 21 de abril de 2013

Quinta do Noval 2005


Característica diferenciadora: Noval.

Preço: 40€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: É sempre um frenesim para mim provar estas garrafas. 
Gosto normalmente muito, muito, dos vinhos da Quinta do Noval. E desta vez foi a mesma coisa...
Cor impecável!
Rubi ensanguentado brilhante... Limpidez exemplar. Cor de cereja, rubi viva quando se coloca entre os nossos olhos e uma luz!
Aromas silvestres, de fruta fresca encarnada e acabada de colher. A expressividade da fruta é de realçar. Nunca é demasiado forte, demasiado marcado. O aroma é sempre delicado, apesar de muito expressivo. A acompanhar os aromas de fruta, tem também aromas fumados, torrados talvez... grão de café ao sol quando se acaba de moer.
Sabem o que é bom neste vinho? Tudo!
Na boca é muito equilibrado, suculento qb com acidez ainda com fartura. Registo mais frutado do que me recordo do de 2004, mas dentro do mesmo perfil. Perfil de muita elegância.
Bebe-se e prova-se com muito, muito prazer.
Recomendo boas carnes, para comer em sangue. Para quem goste, naturalmente.
Parece-me não ser vinho para guardar muitos mais anos... mas está excelente.

Provador: Mr. Wolf 






Chryseia 2005



Característica diferenciadora: Chryseia. Chega?

Preço: 40€

Onde: Distribuição e garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Levar areia para o deserto é uma expressão do povo que se pode utilizar para ajudar a visualizarem este jantar onde bebi esta garrafa... isso, ou ir a jogo com 2 ases na mão e virarem os outros 2 na mesa. Estão a ver a ideia? Pois...partilhei uma garrafa magnum de Vale Meão de 2002 numa mesa onde estavam para beber um branco do Dão de 1994... Porta dos Cavaleiros, Primus 2006, Mersault 2005, Pai Abel Chumbado 2011 (by the way...adorei!), Dado - o primeiro, de 2001 - Chryseia e Batuta de 2005, entre outros... ou seja, torna-se difícil falar sobre vinhos, tal é o palco de vedetas que estamos a assistir!  
Isto para dizer o quê? Para dizer, porque foi de longe o que gostei mais, que só tive espaço mental para memorizar e focar-me no Chryseia. Ou isso, ou não falava com ninguém no jantar! E a conversa também faz falta.
Cor adequada para os 8 anos, ainda rubi escura e viva. Limpa. Opaco qb.

Nariz irritantemente sedutor. Digo irritante porque é doce e não aprecio tintos que se apresentam com aromas doces, excepção a alguns Alicante Bouschet muito pontuais... mas este Chryseia era manifestamente doce, mas é um doce diferente... é acompanhado de notas complexas e subtilmente minerais.
O que no aroma antecipa redundância na boca, pasme-se, manifesta-se volume, tendência para o equilíbrio perfeito de madeira, taninos e fruta... mas parece que só se evidenciam notas de cacau. Mentira!

  • Tem trabalho de barrica que só marcou o que tinha de marcar. 
  • Tem fruta preta, como se espremessemos na hora, sem apertar muito, 20% de cereja e 80% de abrunhos no perfeito estado de maturação. Sem apertar muito... para ficar só a essência da frutose.
É um vinho de prova muito fácil e apelativa. Esconde a complexidade que tem... mas é muito, muito, muito bom! E sabem o que me impressionou mais? É que dá aquela sensação de que já está bom há um bom par de anos e que se vai manter assim durante muitos mais. E depois pode evoluir e mudar, mas duvido que se canse nos próximos anos.

Estilo muito peculiar no Douro, tem volatilidade de características nos anos em que é declarado.. Lembro-me de ter gostado muito do de 2001, 2005 e 2007. 2009 promete. Este, adorei.

Provador: Mr. Wolf 

sábado, 13 de abril de 2013

Quinta do Cerrado Reserva 2005



Característica diferenciadora: 2005 + Dão + <7€...

Preço: 6€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17


Comentário: Perdida numa prateleira de supermercado, por justos 6€... impossível não trazer depois de ter provado o de 2007!
Estagiado uns dias na cave, para assentar, chegou o dia de saciar a curiosidade.
Cor impecável. Rubi escuro.
Aromas de ameixa equilibrado com especiarias. Contido no entanto nos aromas.
Boca extraordinária... Finíssimo e elegante, texturado e muito, muito bem balanceado. Notas doces no final de boca que não chateiam nada. Licoroso, sem exageros. Notas de tâmara.
Cheira a clássico, mas com a suculência da fruta preta, pastosa qb a conferir um final de boca longuíssima. Acidez no ponto. Maravilhoso.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 16 de março de 2013

Luis Pato Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2005


Característica diferenciadora: Intensidade, elegância, classe...

Preço: 125€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns Auchan

Nota pessoal: 18,5


Comentário: Após o de 2003 estar em prova... já o de 2005 repousava num copo ao lado para cada um... cor ligeiramente mais viva que o de 2003 e a expectativa ao rubro. 
Aromas ligeiramente mais "gordos"... iogurte muito ligeiro. 
30 segundos depois...Mais "bairradino" no nariz. Aqui sente-se aroma vegetal marcado, com ligeira caruma de pinheiro. Curiosamente, muito ligeiras notas de cacau também.
Ataque de boca, antes que o coração cedesse tal devia ser a excitação, e outro monumento na prova de boca. Elegância para dar, vender, alugar... o que se quiser.
Muito suculento, denso e leve ao mesmo tempo, cheio de bouquet, tem uma dimensão e profundidade na prova de boca impressionante.
Muito concentrado e confitado... sem nunca ser pesado em nada.
Taninos e acidez para muitos anos, mas perfeitamente integrados no conjunto.
Harmonia é a palavra de ordem...muito mentolado e fresco, tem uma acidez desconcertante na forma como se alinha na perfeição com a fruta fina em perfeito estado de maturação... ou melhor, quase maturação, como se deixasse sempre antever que ainda vai ficar melhor. É um exemplo perfeito de less is more no campo das notas mais frutadas num vinho. Não chega a ter fruta em primeiro plano, mas está sempre presente nos sentidos. Muito, muito bom...

Estas garrafas pecam por serem muito pequenas...

Obrigado Luis Pato por produzir estes vinhos com tanto cuidado e dedicação.

Provador: Mr. Wolf 




domingo, 10 de março de 2013

Gouvyas Vinhas Velhas 2005



Característica diferenciadora: Fruta e elegância

Preço: 25€?


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Outrora um vinho muito procurado, encontramos agora num restaurante este Gouvyas Vinhas Velhas de 2005. 
Rubi escuro e muito perfumado. Notas elegantes, a atirar para o estilo de vinho do Porto Vintage novo. Ligeiro cacau.
Na prova de boca esta bastante aristocrata, fino e doce. Notas de fruta licorada, estilo morangos.
Vale pela curiosodade.
Beber, está no seu melhor momento de vida adulta...

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 16 de dezembro de 2012

La Bernardine Châteauneuf-Du-Pape 2005

Característica diferenciadora: Equilíbrio e densidade

Preço: ~ 40€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18
Comentário: Bom... e cá estamos outra vez a provar "coisas estrangeiras"... com tanto vinho bom que se faz por cá, como se ouve amiúde... e temos muito orgulho nisso. É olhando para fora de Portugal, que melhoramos a capacidade de apreciar o que temos e/ou ambicionar o que podemos ter, ou não, consoante os terroir permitam ou não. E este é mais um caso desses. Por onde começar? Pelo porquê da escolha desta garrafa... há muito que cobiço este produtor. Admiro a parceria que tem com José Bento dos Santos em Portugal, e é sinal de qualidade segura ser parceiro de José Bento dos Santos... parece óbvio. Porque é Châteauneuf-du-Pape... ou seja não é um cliché de madeira e fruta redonda... ou tostada...

No ataque à garrafa, a rolha é exemplar. Impecável na sua função de vedar, apresenta qualidade que dá vontade de reciclar e devolver ao produtor.

No copo... cor escura, sem ser muito brilhante. Notas violetas. Denso qb, mas ligeiro a acompanhar o movimento do copo. É logo no nariz que se evidencia que não é "fruta do nosso quintal"... "este vinho não é Português..." - manifestou-se logo um dos provadores. E não era.

Elegância é a nota dominante. Se fosse um carro, seria daqueles que enfrenta qualquer subida, descida, curva, recta ou registo de aderência com a mesma determinação e sensação de segurança, passando essas características para um plano de pormenor face ao protagonismo da qualidade. É um vinho de qualidade inquestionável.

Elaborado com Grenache (maioria), Syrah e Mourvédre, é na "fineza" da entrada de boca se se compreende o que é provar este vinho. Muita delicadeza, mas intenso ao mesmo tempo. Equilíbrio nas sensações, alternando especiarias picantes, com notas de fruta sem estar muito madura, estilo ameixas pretas. Mas não é na fruta que o fascínio se sustenta... é no balancear suave e delicioso das sensações... sem ser doce, adoça. Sem ter taninos espigados, percebe-se que estão lá. Ser manifestar acidez, é fresco... parece que quando a prova fica muito doce, lá vem um "bombeiro" de sabores providenciar umas notas mais coloniais, de café torrado em grão, ou ligeiríssimo cacau. Quando se renova no copo, lá vem outra vez uma fugaz sensação de "verdura", imediatamente transformada no frutado enunciado anteriormente.
Pimenta branca.

Muito, muito bom!
Provador: Mr. Wolf 

Xisto 2005

Característica diferenciadora: Crescimento em cave

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17 
Comentário: Vinho inovador no estilo em Portugal... surge numa década de muita força e afirmação da marca do Douro. Passados 7 anos, mantém os seus "genes" imaculados. Escuro e opaco, sangue de boi. Brilhante qb. Aromas presentes de madeira austera, mas sem incomodar. Fruta com muitas notas de cereja. Especiaria.
As notas de madeira acompanham a prova toda. Apesar da predominância de Touriga Nacional no lote (cerca de 60%), não está predominante na prova, surgindo notas picantes que dão muita profundidade à prova, persistência e frescura. Está em excelente forma, com muita estrutura ainda e sem medo nenhum de mais anos de cave. Excelente Douro.

Provador: Mr. Wolf 

domingo, 4 de novembro de 2012

Quinta do Monte D´Oiro TN 2005 - Edição limitada Guilda

Característica diferenciadora: Textura

Preço: não disponível
Onde: Clubes de Vinhos e garrafeiras particulares
Nota pessoal: 17

Comentário: Edição limitada de Tinta Roriz de 2005 de José Bento dos Santos... provado em jantar com convidados apreciadores de boa mesa... La Chaîne des Rôtisseurs... é um desafio.... O vinho tinha de ser sem dúvida gastronómico e sem procurar ser protagonista. E foi adequada a escolha.

Vinho de cor ainda bastante rubi e limpíssima.
Nariz de aparas de lápis, cedro muito ligeiro.
Boca com uma textura maravilhosa, fino de taninos muito discretos mas com muita estrutura ainda na boca. Fruta delicada, estilo amoras, mas muito discreta. Aveludado e com muito, muito equilíbrio. Na língua a persistência do vinho era magnífica e com capacidade de equilibrar uma boa carne vermelha feita à Portuguesa, ligeiramente mal passada. Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 9 de setembro de 2012

Whyndam Estate Shiraz Bin 555 2005

Característica diferenciadora: Doce

Preço: 25€

Onde: Bebi no Hemingway na Marina de Cascais
Nota pessoal: 16,5

Comentário: Clássico Syrah que viveu há uns anos em madeira muito intensa. Picante, evoluído e doce. Vale pelo conhecimento, pois sem ser daqueles vinhos exagerados, é um bom exemplo do que se faz no Novo Mundo. Eu não sou muito apreciador, mas vale a pena experimentar. Cor ainda escura, aromas adocicados e ligeiramente especiado. Fino na boca, mas não chateia. Vale pela experiência.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 27 de abril de 2012

D.Graça Reserva Especial Touriga Nacional 2005

Característica diferenciadora: Juventude e monocasta com muita elegância

Preço: 10€

Onde: garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Bom...prova cega. Cor escura, rubi escuro. Nariz de fruta sem exageros. Atirei um ano de 2010... ou 2009 tal era a concentração de aromas e cor. Ginjas. Cerejas. Boca extremamente elegante e com final muito persistente. Educado. E mostra-se a garrafa... Touriga Nacional, que é conhecido sou muito pouco apreciador dos exageros que esta casta confere aos vinhos, seja de sabor ou aromas...e 2005! Sim... 2005. O vinho evaporou dos 3 copos em menos de 30 minutos... vinho estupendo. Uma lição de como se bebe Touriga Nacional... e se produz. Sem exageros florais e de "amêndoa amarga" (como eu a caracterizo), aveludado e com fruta muito delicada. Muito bom.

.
Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2005

Característica diferenciadora: Fora de modas, à antiga e muito, muito bom!

Preço: 25€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Vinho para Homens!

Classe pura.

Necessita de decantar pelo menos 2 horas. Servir a 15-16 º e deixar até aos 18º.

Corpo brutal, seco, vegetal, mas duma delicadeza que envergonha muitos vinhos cheios de maquilhagem como tanto existe hoje em dia.
Não se sente madeira... estranho, não é? Bestial! Fruta vermelha ao fundo e um final que não acaba. Vinhão.

Obrigado Mário Sérgio por continuar a fazer vinhos na Bairrada à Francesa...


Provador: Mr. Wolf

domingo, 25 de abril de 2010

Omlet 2005


Região: Douro

Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz e Souzão... entre outras mais velhas...

Produtor: Niepoort

Álcool: 13%

Enólogo: Telmo Rodriguez… não sei. Dirk seguramente.

Notas de Prova: Nem sei a quem agradecer... porque o vinho é excelente. Porque o preço não é exagerado. Porque não tem Touriga Nacional. Porque não enjoa. Porque é diferente. Porque tem classe e glamour. Porque é muito bom.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 18

Valor: 30€