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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Casa Ferreirinha Vinha Grande 1995


Característica diferenciadora: Classe

Preço: 15€ ?

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas... ou leilões.

Nota pessoal: 17.5

Comentário: Provavelmente o último Vinha Grande que cheira a Barca Velha. Sim, cheira. Não quero saber se vou ferir sensibilidades ou não... Se cheira ou "tem aromas"... Para mim, cheira a Barca Velha.
A côr tem a côr que muitos Casa Ferreirinha têem. Não é turvo, é límpido. Mas não é 100% límpido. É Vinha Grande da Casa Ferreirinha...dos antigos.
E no nariz... chegada ao paraíso... Aquela poção mágica de aromas, inebriante e acutilante. Fruta muito fina e aromas balsâmicos. Arrebata qualquer um, tamanha é a sedução que os aromas manifestam. Nem apetece muito falar bem sobre o vinho... Tal é o egoísmo.
 
Fresco, com fruta e especiaria num equilíbrio muito giro, que proporciona muito prazer.

É um vinho do outro mundo, dada a pacatez que aparenta e a força que manifesta. Acidez na puberdade... Espicaçada ainda. Majestoso na capacidade de arrematar toda a atenção dos sentidos quando se bebe. Único no final, único no equilíbrio e persistência, largo, avassalador porque no fim é incrivelmente fresco. Esqueçam a idade. Esqueçam. Tem a pujança do que os vinhos novos têem, mas tem a classe e largura de sensações que só a idade confere! Brutal, brutal. Agora, para chatear... 12,5% e não tem Touriga Nacional. Mais do que opaco, é denso e quimicamente fresco. Vegetal, seco, espesso mas brutal. 
É a entrada tenaz na prova de boca que impressiona muito. Forte e densa, perfeita na entrada seca, mas com uma harmonização e secura final inesquecível! Muito, muito, muito, muito bom!

Nota e imagens em relação à excelente qualidade com que a rolha se apresentou.

Provador: Mr. Wolf


 





domingo, 8 de junho de 2014

Quinta do Poço do Lobo Reserva 1995


Característica diferenciadora: Bairrada... com Castelão e Moreto.

Preço: 10€

Onde: Garrafeiras particulares... ou algumas Feiras de Vinho

Nota pessoal: 16

Comentário: "Sai uma brincadeira para a mesa da sala, faxavor!"... E sai um Baga, Castelão e Moreto de 95...
Cor ligeira, limpa... aromas animais. Pelo de animal. Barrica ligeira ainda presente...Bouquet muito bom, a superar claramente a expectativa. 
Falsamente aguado, anuncia e manifesta pouca acidez no palato, mas cumpre... Ligeiro café em grão. Precisava de arejar... e arejado, as notas mais animais desaparecem e aparece um vinho leve, com aromas de madeira encerada e com longa frescura que lhe confere muita graça. Não se pode exigir acompanhar pratos muito elaborados... mas está muito bem. 
Vale pela experiência e pela diferença na prova. 
Duvido que muitos dos "sprinters" que se produzem hoje em dia, passados 14 anos ainda se aguentem com este!





Provador: Mr. Wolf

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Luis Pato Quinta do Ribeirinho 1995


Característica diferenciadora: Classe planetária...

Preço: 20€?

Onde: Garrafeiras particulares

Nota pessoal: 18

Comentário: Há dias em que apetece não não correr riscos na escolha dum vinho. Porque apetece uma boa refeição, boa conversa e ambiente confortável. Para a boa refeição bastam bons ingredientes, cuidada confecção e algum saber...
Para a boa conversa e ambiente confortável, a sala de jantar e a companhia assumem o protagonismo para alcançar o sucesso.
Para elevar o patamar de qualidade, cabe ao vinho que deve silenciar por momentos a amena cavaqueira pelo prazer que proporciona. E foi a pensar nisso que não hesitei a escolher este garrafa... e foi o que aconteceu.
"Filha única" e amavelmente oferecida pelo meu querido amigo e entusiasta de vinho Carlos Janeiro. O meu sincero obrigado.

Rolha difícil... aroma (ao aproximar-me do gargalo) de vinho irrepreensível. Aromas imediatos a Bairrada no seu melhor. 
Balsâmico, vegetal, apesar de ainda nem sequer ter saído da garrafa.

Jorrado no copo, com tanto cuidado como expectativa... Estaria atijolada a cor?  Nada disso. 

Rubi, brilhante e cheio de vida. Escorreito. Nariz repleto de elegância, com aromas de ervas frescas, algum barro molhado e ténue eucalipto. Aquele aroma dos eucaliptos no verão no Algarve... Fresco mas ao mesmo tempo "caloroso", polvilhado de ligeirissino pó de talco. Como diria uma criança: "tão bom!"



Mas é na prova de boca que a excelência se manifesta.
Potentíssimo no carácter, no tanino, na acidez, na mineralidade. Magistral na elegância e eloquência com que se passeia pelos nossos sentidos.
 É daqueles vinhos que parece não acabar.
Se tivesse pele, não ganhava rugas... Podia escurecer com o sol e a idade, mas a elasticidade está intocável. E é exactamente isso que ele tem, elasticidade.


Tenaz na entrada de boca, estende-se em sensações numa dimensão interminável e sempre em crescendo. Não se esgota. Não.
Consegue-se beber com a pretensão de dominar e identificar a quantidade de características que tem e sensações que provoca... mas não se consegue.
Se fosse um motor, não tinha limite para as rotações que é capaz de fazer, dependendo do que se quer retirar da sua performance. Basta para isso prolongar mais tempo na prova de boca e a frescura e intensidade esgotam-nos a nós antes que o vinho se esgote a ele próprio.

O carácter acetinado de fruta que tem impressiona. Impressiona pela subtileza, mas ao mesmo tempo pela clarividência que suscita. A fruta é estilo ginja, cereja quase cristalizada, doce e espessa, mas ao mesmo tempo fina e elegante. O vinho tem uma finesse impressionante. Mas a fruta, ao contrário das modas, não é o que domina neste vinho. É o equilíbrio entre doçura, acidez e mineralidade... para não ter de destacar que tem 19 anos...
Acidez estonteante, hiper equilibrado com final muito longo, repleto de notas cítricas, acidez na despedida e mestre na capacidade de proporcionar a sensação de plenitude que muito poucos vinhos conseguem proporcionar.
Felizmente, um perfil fora de moda... Uma maturidade apreciada por poucos... Uma qualidade seguramente com pouco retorno financeiro. O que faz com que um humilde apreciador de vinho como eu o possa beber, pois com um rótulo de outro país, este vinho teria um valor astronómico. 

Estou muito grato por poder beber vinhos destes. Muito mesmo. Grato, feliz e com sentimento dum dia fechado com chave... não... rolha de ouro.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Passadouro 1995

Característica diferenciadora: Douro de 95...

Preço: 10€

Onde: Leilões?

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Cor rubi atijolada de opacidade média e limpidez média. Lágrima ainda evidente, clara.
Aromas de evolução. Metálico e fenolico. Confesso que a cor inicial e os aromas iniciais não deslumbram. Com o arejamento os aromas ganham um carácter terroso e perdem os aromas metálicos. 
Notas aromáticas de folha seca, com mato seco, esteva. Cheira a Outono seco e quente. 
Prova de boca muito melhor que a análise cromática e olfactiva. 
Muito fresco ainda, fino e elegante, vincado na mineralidade que ainda tem. E tem muita. É mesmo o seu principal argumento. 
Fruta pouca... A haver é cítrica. Curiosamente acho que se não soubesse que vinho era não diria que seria Douro. Estou a aprender.
O que o vinho tem de bom é realmente a sua frescura limite. E mineralidade. Curiosamente eu tinha ideia que este vinho não seria de altitude..mas parece. 
Bom +. 

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Quinta do Côtto Grande Escolha 1995


Característica diferenciadora: Grandiosidade.

Preço: 45€

Onde: Garrafeiras especializadas... e particulares.

Nota pessoal: 18


Comentário: Vinho absolutamente mítico da década de 90... símbolo de qualidade inquestionável, exímio estandarte dum perfil de Douro já transformado, de vinhos grandiosos, rústicos e cuja rusticidade só era aceitável em virtude de a qualidade ser extraordinária. 
Lembro-me perfeitamente da textura aveludada e ao mesmo tempo rústica que estes vinhos tinham. Bebi vários Quinta do Côtto (sem ser Grande Escolha) de 1997 que era fenomenal. Infelizmente hoje são diferentes. Felizmente ainda existem garrafas como esta, em excelentes condições para as provar!
Não era perfeito, nem tinha perfil para agradar a todos os consumidores... nada disso. Nem grandes preocupações relacionadas com preços... este, especialmente, era "caro como fogo"!
Era um vinhão, cheirava a vinho a sério e tinha muita força. Marcava a prova... lembro-me das sensações quando tive as oportunidades de as provar... só comparável, para mim, a alguns Tapado do Chaves antigos, também eles cheios de personalidade, marcantes, diferentes. Nostálgico e triste, quando provei  uma de 2001 e achei que nada tinha a ver com estes magníficos Grande Escolha da Quinta do Côtto...

Bom... temperatura adequada, rolha retirada com dificuldade... garrafa apontada ao copo. Cor de iodo escuro!

Nariz com fruta pisada, estranhamente a puxar para pêras e alguma fruta confitada.
Não está límpido nem cristalino. Longe disso. Está ligeiramente turvo com algumas notas metálicas, no nariz e na boca. Não é de todo um vinho perfeito, mas é dos defeitos que emerge o seu grande carácter.
Clássico, mineral, notas de couro e estevas secas. Muitas. Boca muito harmoniosa. Muito, muito, muito elegante. Não é para agradar a todos 18 anos depois... tal como em jovem. Pode ser pura e simplesmente ignorado, ou pode ser vinho de culto. Volto a repetir... Este, de 1995 está fiél a sim mesmo, grandioso e elegante. 
Final muito longo, fresco e com notas cítricas, espicaçadas por uma acidez ainda presente. Dá prazer beber? Dá!!! Muito! É bom? É!!! Muito.
Enerva pensar porque é que actualmente não há vinhos assim... 12,5% de graduação alcoólica, fiel ao ano e só terroir... Da região de Mesão Frio, que nem é das minhas preferidas do Douro. Mas é uma pena... Hoje em dia, os vinhos saem quase todos os anos iguais... Estes não! 
Mas quando saem (ou saíam) bem, são imortais. 
Muito especiado, entrada momentanea na boca ainda rude, mas final longuíssimo e persistentemente elegante. Nada enjoa, nada está em demasia. Bebe-se com prazer, sem nunca enjoar, pesar, nada... respeita-se o seu tempo e as suas limitações, e sabe muito bem, que é o que fica na memória... agora, como há 18 anos atrás.

Os meus parabéns caro Miguel. Gostava que conseguisse produzir na sua Quinta vinhos outra vez semelhantes e com este perfil.

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Periquita Clássico Special Reserve 1995


Característica diferenciadora: Vintage taste!

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas... provavelmente particulares.

Nota pessoal: 18


Comentário:  Faz claramente parte das minhas memórias os clássicos Periquita Clássico... vistos a serem bebidos na casa dos pais ou em bons restaurantes, há um bom par de décadas. Vinhos diferentes, mas sinónimo de carácter e qualidade.

Num leilão de vinhos propus-me a adquirir 2 garrafas destas. Arrematei.
Estranhamente, quando as fui levantar verifiquei que estavam absolutamente novas. Rótulo, invólucro da rolha... desconfiei da origem do produto, tal é o receio de falsificações hoje em dia. Ou isso, ou estiveram provavelmente armazenadas nas caixas em condições adequadas. Felizmente foi isso.

Aberta e provada com pompa e circunstância, proporcionou surpresa e delicia ao grupo. Rolha impecável de extracção simples.

Cor de opacidade média, mas ainda rubi e sem notas evidentes da sua maioridade.
Nariz arenoso... areia da praia molhada com notas de fruta encarnada à medida que respira.
Algumas notas florais, de Erva Principe e flor de limoeiro. Verde no nariz... como é possível?!
Prova de boca algo amorfa no inicio... paladar com mofo e ferrugem. Bom... pânico. Mas dada a análise sensorial, decidiu-se decantar.
Após respirar, ganham protagonismo as notas menos evidentes de fruta e perde-se o carácter de mofo inicial. O carácter mais ferrugento acompanha a prova, mas sem chatear muito. Acidez ainda muito vincada, e textura granular na prova de boca acompanhada por casca de laranja, quase a chegar a laranja cristalizada.
Final muito longo e com muito caractér, quase "salino" e de persistência elevada.... vinho a pedir comida de confecção particular, sem medo de exageros de condimento ou carnes mais fortes.

Muito bom.

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Barca Velha 1995


Região: Douro

Castas:
Cerca de 50% de Tinta Roriz, cerca de 40% de Touriga Nacional e Touriga Francesa e 10% são Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Amarela (in Barca Velha, Histórias de um Vinho, Fonseca, Ana Sofia, Dom Quixote, 2004)

Produtor: Sogrape

Álcool: 12,0%

Enólogo: José Maria Soares Franco

Notas de Prova: O exemplo do que é Barca Velha na sua expressão máxima. Cor impenetrável, rubi, denso. Nariz cheio de especiaria, muito complexo, fruta, profundo, misterioso. Boca perfeita. Macio, persistente... enfim, foi discutível qual o melhor Barca Velha para beber nesta altura, e curiosamente o de 1995 reuniu mais adeptos.

Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 19,5

Valor: 150€