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domingo, 12 de abril de 2015

Duas Quintas Reserva 2011


Característica diferenciadora: Pujança




Preço: 25€



Onde: Garrafeiras especializadas e distribuição

Nota pessoal: 17.5


Comentário:   2011 é de facto um grande ano em Portugal e em particular na região do Douro. A Casa Ramos Pinto, há décadas que nos habitua a excelentes vinhos, amigos da cave e da mesa, sempre com uma excelente relação preço qualidade. Foi neste contexto de expectativa que o Duas Quintas Reserva de 2011 foi provado.
Negro na cor. Opaco, parece Porto vintage!
Escuro  e misterioso. Fechado ainda, cheio fruta e muita, muita mineralidade. Marca de barrica assumida, concentração elevada com notas púrpuras vivas...
Prova de boca a dizer-nos que é muito cedo para o beber... mas enfim, tem de se provar novo.
Barrica muito em evidência e espera-se que a cave lhe traga a elegância que merece. Fruta preta, amora e bastante acidez secundária a toda a mineralidade, mas prova de boca pautada por taninos e fruta concentrada presente e vigorosa.
Todas as sensações estão ainda (muito) fortes. Mas vale a experiência de o beber já e o preço tem a honestidade que a Casa Ramos Pinto assume com o mercado... bem como toda a cadeia de disrtibuição!


Bom, obrigatório guarder no mínimo 5 anos...



Provador: Mr. Wolf





Quinta de Roriz 1996

Característica diferenciadora: Elegância




Preço: 30€



Onde: Leilões eventualmente

Nota pessoal: 18


Comentário:  Que dizer? Um rótulo que um tem tanto de peculiar, um tanto rústico e um tanto de mítico. Desconhecido para muitos. Glorificado por alguns... Eu faço parte desses admiradores!
Nunca bebi um Quinta de Roriz que não fosse extraordinário... Não fosse o terroir mítico também... Mas para isso, e para os mais curiosos, remeto para o livro...Roriz, História de uma quinta no curacao do Douro, de Gaspar Martins Pereira (2011).



Este - voltando ao vinho -  de 1996 é o mais antigo que me lembro. Está em grande forma! Não é perfeito na cor, tão pouco no aroma. Tem as imperfeições que a idade nos grandes vinhos enaltece... e se perdoa. É maduro demais? Sim, é. É pouco opaco, e até um pouco turvo? É. É complexo nos aromas? É, mas diferente das complexidades contemporâneas. Este é genuinamente complexo... Imperfeito... Mas estrondosamente bom. Sabe a fruta. Não tem madeira. Tem taninos aguçados. Não é polido... Mas é - como diria o Jorge Jesus - "muita bom e com elevada nota artística!".

Sim, é isso mesmo... Como os quadros em que o JJ não vê a mulher a chorar, mas a artista vê... É um clássico e do melhor que se fez no Douro nas duas ultimas décadas. 
Carregado de carácter, muitos aromas de fruta madura, cereja, ameixa macerada... Tênue na entrada, guloso, muita groselha no palato, fino e com final recheado de fruta...
Um bocadinho doce, mas muito suculento. 18 anos...
Provavelmente já foi mais grandioso, mas mantém uma simplicidade majestosa, apesar do seu berço de nobreza.

Adorei


Provador: Mr. Wolf





Quinta do Portal Grande Reserva 2009

J
Característica diferenciadora: Douro com frescura e elegância




Preço: 28€



Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Quinta do Portal já nos habituou a vinhos que conseguem ter porte e estrutura mas ao mesmo tempo manifestarem-se num registo bastante fresco. Este Grande Reserva de 2009 está ainda na sua puberdade...
Cor viva e muito opaca, com aromas evidentes de cacau. Opaco, vivo. Dá gosto olhar para o copo.
Tem a particularidade dum perfil muito próprio... em que os aromas cativam, pelo vinco e aprumo, mas na prova de boca é bastante mais elegante que os aromas anunciam.


Necessita de respirar, onde cresce e cresce, num estilo unívoco de estrutura, acidez e elegância. Apesar de alguns aromas a fumeiro, é delicioso para o nariz. Aromas de pólvora também.
Prova de boca com carácter terroso, folhas secas, mas que rapidamente se torna fresco e mais num estilo herbáceo que fruta. O que é bom.
Guloso, precisa claramente de cave para afinar e registar o seu estilo num perfil de elegância, e deixar que as notas mais fumadas e torradas se "esfumem".
Muito bom.


Provador: Mr. Wolf





sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Quinta do Crasto Reserva 2007


Característica diferenciadora: Douro

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas.
 
Nota pessoal: 17.5

Comentário: Já andava há muito tempo a olhar para ela na cave... tem lá mais uma ou duas irmãs... mas andava mortinho por ver como estava.

Fora de modas e tendências, estes vinhos da Quinta do Crasto Reserva, criaram o seu próprio perfil, assente em muita qualidade na fruta e seguramente no cuidado durante a produção... e estágio em barrica de qualidade superior... e de facto, o que é bom, é muito bom sempre.

Pode variar ligeiramente no perfil, mas é bom. Quinta do Crasto Reserva 2007 não é para todos... Mais do que o custo financeiro que este vinho sempre teve - sem ser extraordinariamente caro, é um vinho inacessível para muitos consumidores -  é a maturidade de o deixar descansar e ir provando ao longo dos anos...

Cor limpa e rubi escura, caldosa e côr de cereja. Muito brilhante e lustrosa. Muito bonita a côr.
Aromas muito limpos com fruta e notas aromáticas vegetais também. Foi-se a hegemonia aromática da excelente barrica... o que não é mau de todo, apesar da barrica dos Crasto ser sempre muito boa! Ainda presente, mas pouco marcante.
Primários de fruta, carne e floral, com a fruta a pautar a prova sem estar em demasia. Muito maior subtileza do que evidência, o que confere um registo bastante elegante e distinto.

Gostei muito. Valeu a pena esperar e vai ser bom provar outras mais tarde.
 
Provador: Mr. Wolf

domingo, 14 de setembro de 2014

Luis Pato Vinha Pan 2000


Característica diferenciadora: Classe e elegância.



Preço: 25€-30€.

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário: Patamar de excelência de vinhos elegantes em Portugal, Luis Pato dispensa qualquer tipo de apresentações e salamaleques. 
Os vinhos são normalmente excelentes e pontualmente muito bons. 
Este Vinha Pan de 2000 faz parte do conjunto de garrafas que se apresenta em excelentes condições!  
Rolha impecável, lustrosa e imaculada na sua função de vedar. 
Cor límpida, rubi escura. 14 anos...sim, 14!
Na prova de boca tudo é expandido, largo e homogéneo! 
Nada de barrica presente, nada de frutas fáceis - muito menos tropicais... a vinha não é um resort com palmeiras e fruta tropcial...
Aqui é a acidez perfeita que pauta a prova, subtil e fresca salpicada - a equilibrar - com as notas mais maduras de fruta seca, estilo tâmaras ou ameixa muito madura, mas muito, muito ligeiras. O carácter em  evidência é vegetal, balsâmico e profundo ... esporadicamente ligeira fruta vermelha, que curiosamente oscila entre a mais madura e silvestre à medida que o vinho respira. 
O final do vinho é imenso, integrado no prazer da prova desde o início... toda prova é imensa, desde os aromas ao primeiro trago que se engole. 
Perpetua o prazer, sempre num registo muito fino, coloquial e muito sério. 
É um perfil fora de moda, mas que há-de voltar a calibrar a excelência do vinho português, ao invés do que se premeia hoje em dia. 
O perverso deste paradigma, é que quando voltarem esses tempos, provavelmente diminui a capacidade financeira para beber estes vinhos como existe hoje... ou seja, subitamente encarecem ao ritmo de 3 dígitos percentuais...
Por isso, vou ser um humilde consumidor egoísta e desejar que se continuem a premiar os perfis que hoje se premeiam... Tirem as vossas ilações. 

Provador: Mr. Wolf



domingo, 31 de agosto de 2014

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000


Característica diferenciadora: Sumptuosidade


Preço: 25€-30€... se encontrarem.

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Que dizer dum vinho com 14 anos que quando se deita no copo está literalmente preto e opaco? 
Não se diz nada. Arregalam-se os olhos! 
Aromas fechados, a muito esforço e cuidada espera, balsâmicos e ligeiramente mentolados.
Muito sério, com fruta escura, mas são as notas balsâmicas que predominam... que carácter único, averso à perfeição... se fosse uma pop star, era bonita com 20, 30, 40, 50 ou mais anos... sem plásticas, silicones, ou o que seja. É bom e bonito, como veio ao mundo... percebem a comparação?

Na prova de boca é magnífico. Muito denso, larguíssimo no alcance imediato e com o equilíbrio que só os grandes vinhos conseguem ter. Os muito grandes... Ao contrário do que é moda agora, este vinho cresce em garrafa. Literalmente.
Aqui não existem carícias de barrica, nem spa nos taninos... Não. Há que esperar pelo tempo certo. Mas quando o tempo chega, é inalcançavel através de "festinhas" como actualmente se faz. E a Baga presta-se como poucas castas a crescer com o tempo.
Que vinho!
É muito, muito, muito bom. É um vinho para qualquer mesa do mundo. Para qualquer apreciador de vinhos, que saiba que vinho não é só o estilo americanizado que se quer, doces, com Madeira a pontapé, e suculentos. 
A suculência deste vinho vem da qualidade genuína e do tempo, duma forma que só estes 2 vectores dois conseguem produzir... Claramente no pódio dos vinhos do ano de viragem do século. Curiosamente, o outro é Baga também é o outro - no meu pódio, naturalmente - é Barca Velha. 

Provador: Mr. Wolf





Soalheiro Reserva 2010


Característica diferenciadora: Intenso


Preço: 28€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17.5

Comentário:  Soalheiro é o mais consistente representante do bom vinho Alvarinho que se produz em Portugal. Fácil de encontrar - basta ir a um supermercado... - tem todos os anos qualidade acima da média e excelente relação preço/qualidade.
O seu topo de gama é o Reserva. Custa o preço de 3 garrafas do normal... e é muito bom. 
Este ano nas férias de Algarve, após abastado repasto de marisco e em muito boa conversa, abriu-se esta garrafa, bem fresca como convém no verão e em bons copos. Ele mais do que merece... precisa.
Aroma de barrica ligeiro. Lichia. Erva cortada, equilibrio extremo. Ácido e untuoso. Ouro branco. Quando a temperatura sobe ligeiramente, surgem as notas de alperce, pêssego. Quando respira... Perde! A mineralidade que tem, em conjunto com a acidez e vivacidade, estão muito presentes. É luxo, mas precisa e tempo.
Mas a primeira impressão é fenomenal quando tudo está equilibrado. Talvez esteja a dar a volta...
É realmente um Alvarinho muito peculiar, extremamente delicado e luxuoso. Aconselho guardar... Uns 3 ou 4 anos mais no mínimo... mas é muito bom. Para ir bebendo, recomendo vivamente o normal... de qualquer ano.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Quinta do Portal Grande Reserva 2007


Característica diferenciadora: Genuíno Douro


Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário:  Que a Quinta do Portal é sinónimo de muita qualidade em tudo o que faz - pelo menos do que eu conheço - não é novidade...
Que 2007 é um ano que é necessário esperar... também penso que muitos já perceberam... mas que este vinho está extremamente volumoso e acetinado é que provavelmente poucos sabem!

Cor impenetrável... revestido de rubi escuro, lustroso, muito vivo e brilhante. Aromas de cacau misturados com algumas notas mais minerais... imperfeito nos aromas, no melhor dos sentidos... se querem Douro (ou qualquer outra região, diga-se de passagem...) com notas de caramelo e afins, gastem menos dinheiro que há aí muito para comprar... este não, tem aromas de vinho, ora mais terroso, ora mais doce, tal como alguma fruta quando se espreme.
Apesar de alguma tónica aromatica e vincada personalidade cromatica, é na prova de boca que o vinho se coloca no patamar de excelência que ele tem, dada a sua frescura e facilidade com que se integra na prova de boca.
Com anos ainda pela frente, está pronto para se beber já.
Tem um final muito longo, de deixar lastro como só os grandes vinhos têem.
Bom vinho! 

Provador: Mr. Wolf

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

No Man´s Land Kometa 2010


Característica diferenciadora: Bulgária... Cabernet Sauvignon e Merlot... e carácter metálico


Preço: 30€

Onde: Bulgária... ou e-stores

Nota pessoal: 16


Comentário:  Merlot vindimado um mês antes do Cabernet Sauvignon... menos de 7000 garrafas produzidas... pretensiosa a garrafa e apresentado na loja como uma das coqueluche actuais da Bulgária... bom... apesar de caro, vamos experimentar.
Opaco, grenat mate. Opacidade elevada. 
Aromas de farmácia, untuosos, natureza primária, mineral primário, quase vulcânico. Fruta nada, mas polvilha os aromas com uma doçura estranha e desconcertante. Barro húmido, lamacento. Água de rio misto de salgado, estilo ria... Uau... Não prima pela eloquência aromática, mas tem carácter. Carne crua. 
Entrada directa e extremamente mineral. Pouco corpo e Cabernet Sauvignon praticamente mudo... não é de todo um vinho consensual. Não tem fruta... não se nota a barrica... vale pela mineralidade e pelas notas ferrosas que tem, mas só isso... parece-me que a garrafa e a imagem muito cuidada não me justificam que adquira outra garrafa pelo mesmo preço. Mas valeu pela prova e pela diferença. E vendo em perspectiva o vinho tem cuidada qualidade....mas se soubesse o que sei hoje, tinha trazido da Bulgária mais garrafas da casta Mavrud... bem mais baratos e muito bons! Fica o alerta!

Provador: Mr. Wolf

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Purple Angel 2011


Característica diferenciadora: Super Carmenère...

Preço: 35€

Onde: e-stores

Nota pessoal: 17.5


Comentário:  Do Chile... mais propriamente de Colchagua Valley, chega-nos esta (excelente) homenagem à casta Carmenère pelos vinhos Montes.
Cá a casa chegou pela mão do João... Obrigado!

Cor entre o carmim e o púrpura, faz-se ver e sentir quando se jorra no copo. Impressiona pelo carácter tintureiro, pela elevada opacidade e pelos aromas imediatos que se sentem.
Aromas especiados, fortes, sociabilizados apenas pela barrica de excelente qualidade.
Na prova de boca é surpreendemente delicado e elegante, construindo a sua personalidade em dois vectores essenciais: 
  • especiaria a par com potência, muita potência;
  • frescura e leveza, quase que não "molha" a língua de tão clean  que é.

Neste vinho tudo é para se sentir logo... é como o miúdo que vai sair à noite, acabou de tomar banho, pentear-se e perfumar-se! Quando sai do quarto os aromas de champo, gel de banho e perfume ainda se misturam,... assim está este vinho. Está tudo novo! Mas é tudo bom.
Quando respira, amadurece e surgem notas de frutos vermelhos, estilo ameixa, abrunho, mas sempre acompanhados por um toque picante que lhe dá muita graça.
É um vinho super sensorial... muito educado e de muita qualidade.
Mais de 90% Carmenère e um pouco de Petit Verdot, 18 meses de Barrica e 14,7% de graduação alcoólica. Para mim... bom exemplo de perfil de Novo Mundo evidente. Mas a  precisar de cave.
Uma escolha segura... recomendo para carnes vermelhas muito mal passadas! 
E recomendo que se decante, porque senão, como é bom, acaba antes de respirar.

Provador: Mr. Wolf

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Quinta do Vallado Reserva 2011

Característica diferenciadora: Tensão, estrutura e equilíbrio

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Este foi o primeiro grande vinho tinto do Douro, da extraordinária colheita de 2011, que tive o prazer de beber. Não provar, beber! Para mim, beber, implica: sentar à mesa, boa comida e bons copos. Foi o que aconteceu.

O Quinta do Vallado Reserva é sempre um grande vinho! Vinhos com perfil Douro. São vinhos que conheço bem e que reflectem com grande acuidade o ano vitivinícola a que se reportam. Destacaria o 2000, bebido em 2013, pela força e raça, o 2007 pela frescura, o 2008 (colheita ensombrada por 2007) pela elegância e este 2011 pela tensão e estrutura.

Apresenta-se com uma cor rubi carregada e com notas de ginjas, cereja, frutas pretas a que se junta algum floral (super bem integrado e sem exageros), acolitado por cacau e uma madeira de luxo, que nunca se impõe. Mineral e muito fresco, excelente acidez, compacto, tenso e estruturado. É um vinho fino e elegante, mas ao mesmo tempo pujante e poderoso.  Muito prolongado. Super equilibrado nas suas componentes. Pede mesa e petisco à altura. Apesar de ter muitos anos pela frente, é um vinho que dá muito prazer a beber desde já. É um grande vinho.

Provador: Bruno Miguel Jorge


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Domaine Confuron-Cotetidot Vosne-Romanée 2010


Característica diferenciadora: Romanée.


Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Romanée... mágico para qualquer entusiasta de vinho. A casta mágica também... desconhecida para muitos pelo seu potencial, mitificada por outros pela experiência que é quando mostra o seu explendor. Pinot Noir.
Cor aberta, translúcida. Rubi suave.
Aromas imediatos de pó talco.
Fruta estrondosa... as sensações sensoriais são muito mais poderosas do que a cor e opacidade fariam supor... face às referências que temos.
Boca... Tracção imediata. Poderoso. Mineralidade a pontapé, extrema elegância, fruta estilo morango pisado.
Sensação de veludo no entanto a par com muita mineralidade crescente em disputa com acidez perfeita, consistente e "quase que" disfarçada.
Nuanças aromáticas assustadoras pelo que crescem no copo. Brutal no nariz... a prova sensorial dos aromas é recorrrente. Não é só no princípio da prova.
Pó de talco, fruta e notas animais... Pêlo de animal.
Profundo e muito largo nas sensações, muito elegante na consistência.
Brutal. Para provar e guardar.

Provador: Mr. Wolf 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aneto Grande Reserva 2007

Característica diferenciadora: Estrutura

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Os anos parecem não passar por este vinho. Nasceu “forte e feio” e, passados 6 anos, continua no mesmo registo. Apresenta-se ainda com uma cor muito carregada. Boca cheia e firme, com muita fruta vermelha e cacau. Muito estruturado. O final de boca é longo mas um pouco quente. Tenho bebido este vinho todos os anos e fico com a sensação de que nunca se vai aprimorar.

Provador: Bruno Miguel Jorge

Portal Grande Reserva 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 22,5€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Eu gosto muito dos vinhos da Quinta do Portal! Estes Grandes Reservas, são sempre muito elegantes e com grande capacidade para se aprimorarem com o tempo de garrafa (não são os vinhos mais Douro da Quinta do Portal, para isso teríamos que ir para o AURU. Aí sim, o Douro exprimisse em toda a sua plenitude). Este vinho, nascido de um ano vitivinícola que se diz excelente, é o epíteto da elegância e do glamour. Ainda muito carregado na cor, com um nariz muito bonito, com fruta vermelha e algum chocolate. Não há madeiras a mais nem excessos espalhafatosos. Denso e muito estruturado. Acidez brilhante. Sempre em crescendo. Deixa muitas saudades. Final de boca muito persistente. Muito gastronómico e com taninos a assegurarem longa vida pela frente.

Provador: Bruno Miguel Jorge

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Mouchão 2007


Característica diferenciadora: Mouchão.


Preço: 27€

Onde: Qualquer garrafeira que se preze.

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Provavelmente o Mouchão que provo com menos anos de garrafa... mas não me contive.
Escuro... Rubi muito escuro com brilho de sangue vivo. 
Aroma inconfundível e único. Que delicia. Vegetal e quente ao mesmo tempo... Que hino ao Alicante Bouschet. Especiado ao fundo... Extremamente sedutor.
Nervos para provar... nunca provei nenhum tão jovem... Estrondoso! Pujantissimo, muito corpo e volume imediato, a mostrar que está a fazer-se ainda. 
Está jovem, pulsante e já muito complexo. Fechadissimo. 
Taninos a guerrear com a suavidade que só o Mouchão consegue no Alentejo. Tanto, mas tanto para dizer... Muito verde ainda, fresco qb e com uma austeridade muito british. É um portento! Quem tiver possibilidades e gosto por conhecer e aprender o que é um grande vinho e essencialmente uma grande experiência sensorial, compre por favor Mouchão. E prove. 
Obrigatório guardar.

Provador: Mr. Wolf

Domaine Guigal Côte-Rôtie Brune et Blonde 2001


Característica diferenciadora: Elegância e mineralidade.

Preço: 45€

Onde: On-line- Experimentar procurar no wine searcher

Nota pessoal: 18


Comentário:  Gosto dos vinhos do Rhône. É verdade. Constato isso pois sempre que bebo, apesar de não serem estonteantes para os sentidos no primeiro impacto, sabem sempre de forma estonteantemente bem... Este é um achado de E.Guigal.
96% de Syrah e 4% de Voignier. Dois solos diferentes... Brune, com solo rico em óxidos de ferro e Blonde... silico-calcário... e depois o mais curioso... produções normalmente superiores a 200.000 garrafas... enfim.
Esta de 2001 foi adquirida em leilão... pelo que desconheço a proveniência apesar da garrafa parecer impecável.
E o vinho? Cor rosada, translúcida com laivos rubi.
Aromas muito frutados,onde o que impressiona é a clarividência com que identificamos morango, ao mesmo tempo que apresenta também notas muito terrosas.
Boca perfeita, iluminada por equilibrio, fruta, e muita mineralidade. Enche sem pesar absolutamente nada. Parece sumo... no melhor dos sentidos.
Ao longo da prova apresenta casca de laranja, muito carácter mineral, sabe mesmo a "pedra"... isto para quem, como eu, quando era puto e andava à pedrada com os outros miúdos, havia sempre um ritual, não sei se por superstição ou não, tocavamos com a ponta da língua nos projécteis para calibrar a pontaria... mas o certo é que ainda sei que um resto de tijolo, sabe completamente diferente dum calhau da calçada... felizmente, em adulto, o que mais se aproxima são de facto algumas sensações em vinho como esta. Bom, pedradas à parte, o vinho é muito, muito bom. Prima pela intensidade de fruta e pela elegância.

Provador: Mr. Wolf


Luis Pato Vinha Pan 2000


Característica diferenciadora: Luis Pato + Baga + 2000.

Preço: 25€

Onde: Não sei... garrafeiras muito boas, ou leilões.

Nota pessoal: 18


Comentário:  Vinha Pan é o nome querido para identificar a vinha da Panasqueira. 8500 videiras de Baga, plantadas nos anos 80, solos argilo-calcários em encosta virada a sul. Luis Pato... compreende-se por esta apresentação inicial que provar uma garrafa destas, é além da apreciação intrínseca do vinho, beber e ver a escrever uma página de história do vinho da Bairrada da era contemporânea. Mesmo que o vinho não fosse bom, valia pela experiência empírica. Pois meus amigos e amigas... não é o caso. O vinho é muito bom.

Fino na cor, rubi grenado, muito limpo e translúcido.
Aromas imediatos de pinheiro, caruma, resina. Eucalipto. Muito mentolado. Baga no seu esplendor, quando se apruma e se torna elegante.
Como explicado anteriormente, cerca de 20 anos após a plantação na vinha da Panasqueira, em solos argilo calcários, virada a Sul, engarrafou-se este vinha Pan...Mais de 12 anos após o engarrafamento, prova-se. Ainda só com o nariz e olhos... De destacar a imaculada e belíssima rolha, a respirar saúde.
Bom, há que tocar-lhe com a língua!

Limpo de sabores, taninos "sonsos"... Não se dão por eles inicialmente, mas estão lá e pregam grandes partidas, acutilantes e alicerçados em excelentes camadas de sensações primárias mais terrosas e vegetais. Barro húmido e eucalipto.
Após uns 20 minutos no copo, despe-se de preconceitos e mostra-se a Baga como ela é.
Muito músculo e adstringência, mas também muita profundidade e frescura. Devia mesmo haver pastas de dentes com toques de baga. Comparado com hortelã, a frescura da Baga faz em 5 segundos na boca o que a hortelã não faz em 5 minutos de infusão. Deixa tudo limpo e arejado, fresco e neutralizado. Diria mais... Purificado.

Devia-se beber baga 100% pelo menos uma vez por semana. Eu tento.

Agora é esperar que venha a fruta. Demora, mantém-se a frescura vegetal, os aromas de lenha seca.
Não tem fruta... A não ser castanha, no máximo. 1 hora depois de aberto e no copo é impressionante a acidez do vinho. 
Sensação de pedra molhada, limpo e crescente. Aromas muito carnudos agora. Gordura. Uau! Que transformação. Mas sempre impecável na estrutura, tenacidade e "goma". Sim, "goma". Vincado, erguido.

É comprar, ter paciência para ajustar a temperatura ao tempo que se deve decantar para que quando se serve esteja no máximo no início a 16º (não esquecer que numa sala em casa, normalmente a temperatura social é de cerca de 22º-24º... dificilmente menos de 20º) pois no copo, em alguns minutos sobe para 18º-20º. Aqui convém bebe-lo e pedir mais do "fresco"!

É de "levar à igreja" este vinho!

Mais uma vez... Luis Pato não falha. Magnífico.

Provador: Mr. Wolf

domingo, 8 de dezembro de 2013

Poeira 2008


Característica diferenciadora: Elixir de elegância e fruta.


Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Poeira dispensa apresentações... o que não significa que se abra sem a devida preparação ou conveniente briefting... neste fórum, é um velho conhecido e sabemos bem o que abrimos quando pegamos numa garrafa de Poeira!
Escorreito e muito virtuoso no rubi com que se apresenta... há que compreender que são quase 5 anos em garrafa. Parece acabadinho de engarrafar.
Aromas sérios, masculino sem vincar muito nas expressões de fruta, o que é bom, mas mais minerais, quase com aparas de lápis... num registo sempre distinto e discreto.
É sem dúvida o perfil de vinho que mais prazer me dá. Não se evidencia logo, insinua-se e nunca "pesa" em nada. Precisa é de cave. 
Este de 2008 está a começar a ficar em forma para a mesa!
Prova de boca excelente. Está um verdadeiro hino à elegância. Fresquissimo, foi o rei da noite. Numa noite em que nem se procuravam comparações... pela disparidade de estilos à mesa, onde provámos um super Toscano, ou pelo conhecimento que já temos destes vinhos que abrimos... mas foi sem dúvida a garrafa que mais rápido acabou quando todas estavam abertas e a que melhor mais considerações de admiração recolheu dos convivas.
Depois de respirar está repleto de fruta encarnada, muita amora, e como é apanágio, acidez no ponto conferindo-lhe extraordinária elegância. Mineralidade a evitar que a fruta seja o actor principal.
É realmente "sumo", no melhor dos sentidos. Vivíssimo, equilibrado, intenso, muito homogéneo e com final muito longo. Memória de fruta muito delicada, encarnada e boa e extrema facilidade em beber. 
Maravilhoso.

Provador: Mr. Wolf


Pape 2007


Característica diferenciadora: Elegância.


Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário:  Pape é sempre Pape... PA de Passarela e PE de Pellada... para mim é o vinho mais consistente e equilibrado que Álvaro de Castro engarrafa ano após ano.
Segundo consta, este de 2007 provém de predominância - senão totalidade - de vinhas velhas de Touriga Nacional.
Cor rubi, translúcida e de mediana concentração.
Muito fino, estranhamente elegante para o que o Pape nos habituou. Recorte de barrica evidente, aromas e sensações mais "verdes", que tornam a prova ligeiramente curta, apesar do vigor inicial.
Vale sem dúvida pela elegância, num exercício de perfil do Dão, diferente dos Pape mais antigos. Guardar, pois apesar de não estar numa altura excepcional para provar, parece-nos que com o tempo vai melhorar e ganhar muito mais garra. A Touriga Nacional tem "muito disto"... é temperamental em cave.

Provador: Mr. Wolf

sábado, 23 de novembro de 2013

Poeira 2011


Característica diferenciadora: Poeira e opulência.

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  10 anos de Poeira significam uma década de história  que assenta o seu sucesso numa pirâmida cujos vértices da base são a qualidade sempre muito acima da média num lado, a frescura ao invés de excessos de maturação tão típicos no Douro no outro vértice e no vértice superior, sempre, mas sempre, elegância suprema como voz das particularidades climatéricas de cada ano. 
Apesar do perfil de referência ser sempre idêntico, exprime o que resultou das condições climatéricas do ano em questão. 
Organolepticamente, é sempre exemplar.

Este de 2011, aposto que é um "infanticídio" provar já... mas pronto, sou assim. Gosto de opinar com propriedade.
Na cor...Preto... Ou melhor, cor de cereja escuríssima e fugir para reflexos de tinta da china. Cromaticamente é muito vincado. 
Aromas muito cerrados. Notas de fruta em maceração e ao mesmo tempo aparas de lápis. WIP! Work in Progress... perdoem o Inglesismo... Claramente o aroma de quando se afiava lápis na 4ª classe. 
Repousado no copo, passado menos de 1 hora o aroma mantém-se muito sério. Pouco dado a exuberâncias, sisudo. Quiçá a nota aromática mais evidente é mesmo a madeira verde, mas sem ser evidente em demasia. Tem de se procurar. 
Muita profundidade aromática, com frescura mentolado ainda que ligeira. É a grande diferença nos vinhos de Jorge Moreira. Less is (much) more
Prova de boca... Explosão de intensidade e elegância ao mesmo tempo. Vincadíssimo e cheio de mineralidade, fruta fresca, com sabor a cereja quando ainda não estão perfeitamente maduras. Licoroso e acidez cortante a por tudo em ordem. Fruta silvestre, e muito concentrado. Que vinho!
Nada quente, nada doce, mas sim muito cheio e muito prolongado. Muito, muito intenso. Mineral. Tem muito grip. Agarra de forma vigorosa, sem "magoar". Mas agarra muito. Muito granular, repleto de pormenores e com a sensação de "saber sempre a pouco", mas ao mesmo tempo, sacia muito.
Sem dúvida, na primeira impressão, o Poeira mais robusto e opulento de sempre. Afirmação de um patamar diferente e único de tudo o que se produz no Douro.

Muito bom. Guardar e provar paulatinamente ao longo dos anos. O ideal é ir comprando uma garrafa de dois em dois meses em 2014... e depois ir bebendo a caixa ao longo de 10, 12 anos... parece-me que do ponto de vista financeiro, o retorno em prazer será seguramente "lucro puro"!

Provador: Mr. Wolf