Campolargo Espumante Pinot Noir Rosé 2008
Quinta das Bágeiras Espumante Garrafeira 2003
Poeira 2008
Quinta do Vale Meão 2008
Giorgio Primo La Massa 2007
Achaval Férrer Finca Bellavista 2008
Quinta do Monte D´Oiro Ex- Aequo 2008
Anima L8 (2008)
Esporão Private Selection Tinto 2008
Calda Bordalesa 2007
Campolargo Pinot Noir Tinto 2008
Pape 2007
Fonseca Quinta do Panascal Vintage 2005
Translate
domingo, 8 de dezembro de 2013
Wine Penacova Meeting 2012
Casa Ferreirinha Antónia Adelaide Ferreira 2008
Alves de Sousa Abandonado 2007
Quinta do Vallado Reserva 2008
Esboço 2001
Campolargo Pinot Noir 2008
Flor de Pingus 2006
Passadouro Reserva 2008
Quinta do Noval Vintage 2000
Quinta das Bageiras Bruto Natural 2009
Graham´s Vintage Port 1985 - não estava em condições
Openday:
Alves de Sousa Abandonado 2007
Quinta do Vallado Reserva 2008
Esboço 2001
Campolargo Pinot Noir 2008
Flor de Pingus 2006
Passadouro Reserva 2008
Quinta do Noval Vintage 2000
Quinta das Bageiras Bruto Natural 2009
Graham´s Vintage Port 1985 - não estava em condições
Openday:
| Bageiras Grande Reserva Bruto Natural | 2003 |
| Quinta das Bágeiras Pai Abel | 2010 |
| Quinta do Monte D´Oiro Madrigal | 2010 |
| Domingos Soares Franco Moscatel Roxo Rosé | 2011 |
| Buçaco Branco Reservado | 2007 |
| Quinta do Monte D´Oiro Reserva Tinto | 2007 |
| Anima L8 | 2008 |
| Quinta do Vesúvio | 2009 |
| Xutos 79/11 Reserva | 2008 |
| Esporão Private Selection | 2008 |
| Vida Nova | 2009 |
| Calda Bordalesa | 2007 |
| Dona Touriga e o Castelão (Magnum) | 2005 |
| Sozinho, O Castelão (Magnum) | 2007 |
| Pape | 2007 |
| Campolargo Alvarelhão | 2011 |
| Dona Berta Vinha Centenária | 2007 |
| Passagem Reserva | 2009 |
| Quinta do Monte D´Oiro Ex-Aequo | 2008 |
| Marquesa de Alorna Tinto | 2007 |
| Hexagon | 2005 |
| Post Srciptum | 2010 |
| Pombal do Vesúvio | 2010 |
| Chryseia | 2009 |
| Poeira | 2009 |
| Achaval Ferrer Finca Bellavista | 2008 |
| Carcavelos Quinta dos Pesos 1990 | 1990 |
| Moscatel Roxo Domingos Soares Franco Colecção | 2003 |
| Quinta do Panascal Vintage 2005 | 2005 |
| Blandy´s Bual 10 Anos |
Collares Viúva Gomes Reserva Tinto 1965
Característica diferenciadora: 48 anos depois da vindima.
Preço: Indiferente.


Aromas de azeite imediatos. Torrados e tostados juntam-se à festa. Antes da expressão cromática, o potencial aromático é impressionante.
Na realidade a década de 60 em Collares foi marcante. Nota-se ainda quase meia década depois em garrafa. Inigualável, penso eu. Mas conheço muito pouco ainda.
Viscoso a cair no copo, cor de café escuro de opacidade relevante, é na prova de boca que percebemos exactamente o que estamos a falar. Densidade que se aproxima dum Jerez, mas de expectativa... na realidade é extremamente liquido e nada pesado.
Preço: Indiferente.
Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18.5
Comentário: Este é sem dúvida o comentário a um vinho cujo cuidado fotográfico procura fazer justiça ao respeito e admiração que tenho por estes vinhos.
Verdadeiros vinhos de culto.
Estonteante a longevidade, classe e pujança dum produto perecível que após 48 anos continua com um fulgor e qualidade absolutamente impressionantes.
Pode ser verdade que a região de Collares foi prejudicada pela falta de consistência na qualidade dos vinhos. Tudo bem. Mas os anos que são bons, não são somente excepcionais. São míticos e calibram de novo a percepção sobre o que é a longevidade dum vinho.
![]() |
| Detalhe do contra rótulo |
![]() |
| Detalhe de "Collares" como terroir e região |
Este, após eu ter provado o de 1967 que estava majestoso, carregava aos ombros a responsabilidade de validar ou fragilizar a minha opinião sobre estes vinhos. Pode ter sido uma garrafa fantástica (a de 67) que num dia em que eu estaria propenso a provar e de gastronomia apropriada me soube extraordinariamente bem... ou o cair dum sonho e afinal não era nada disso... e remetia-nos para um vinho apreciável pela idade, mas nada mais do que isso.
Mas não. Comprovou e carimbou com relevos de ouro a supremacia do carácter agreste, rude e vincado destes vinhos. Para serem apreciados por quem os queria apreciar. Não devem ser comparados a nada em Portugal. Nem impostos a nenhum enófilo da actualidade. Se não gostar, é indiferente. Arrolha-se e bebemos depois sozinhos.
Mas não. Comprovou e carimbou com relevos de ouro a supremacia do carácter agreste, rude e vincado destes vinhos. Para serem apreciados por quem os queria apreciar. Não devem ser comparados a nada em Portugal. Nem impostos a nenhum enófilo da actualidade. Se não gostar, é indiferente. Arrolha-se e bebemos depois sozinhos.
![]() |
| Detalhe das letras em relevo dourado |

O vinho apresenta-se com uma rolha de qualidade superior, retirada sem grande sacrificio apesar de cuidada posição do saca-rolhas e ligeiramente húmida.
Aromas de azeite imediatos. Torrados e tostados juntam-se à festa. Antes da expressão cromática, o potencial aromático é impressionante. Na realidade a década de 60 em Collares foi marcante. Nota-se ainda quase meia década depois em garrafa. Inigualável, penso eu. Mas conheço muito pouco ainda.
Viscoso a cair no copo, cor de café escuro de opacidade relevante, é na prova de boca que percebemos exactamente o que estamos a falar. Densidade que se aproxima dum Jerez, mas de expectativa... na realidade é extremamente liquido e nada pesado. ![]() |
| 11% e 0,65L- Curiosidades |
É uma partida dos sentidos, que atentando à cor nos precipita para uma ideia de licoroso. Não. Nada disso!
Vincado na acidez, duro e mineral ainda com muito sabor a ferro inicial, adequado para afastar os mais "inexperientes", é quando se foca nos conteúdos mais terrosos, coloniais ao melhor estilo de café acabado de moer em grão, armazém de coisas antigas mas limpas, ligeiro soalho encerado.
Brilhante vivacidade, frescura e acidez a contrabalançarem as características mais evoluídas e naturais do bouquet.
Vincado na acidez, duro e mineral ainda com muito sabor a ferro inicial, adequado para afastar os mais "inexperientes", é quando se foca nos conteúdos mais terrosos, coloniais ao melhor estilo de café acabado de moer em grão, armazém de coisas antigas mas limpas, ligeiro soalho encerado.
Brilhante vivacidade, frescura e acidez a contrabalançarem as características mais evoluídas e naturais do bouquet.
Tenaz como o aço, vivo como um riacho escorreito por entre caminhos de pedras e sulcos, estes vinhos são uma enciclopédia para qualquer enófilo... melhor que qualquer workshop que se faça... basta-nos uns bons copos largos o suficiente, paciência para o colocar à temperatura adequada - 14º-15º quando se abre - e paciência e abertura de espírito para provar este vinho ao longo duma refeição.
Fale-se no fim, não quando se prova pela primeira vez. Temperatura e copos adequados é obrigatório.
Fale-se no fim, não quando se prova pela primeira vez. Temperatura e copos adequados é obrigatório.
Provador: Mr. Wolf
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Quinta do Côtto 1997

Característica diferenciadora: Quinta do Côtto de 97.
Preço: 19€ - foi o que paguei por cada garrafa num leilão de vinhos...mas normalmente custam à volta de 9€.
Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18
Comentário: Garrafa mítica para mim... Era, a par com os Tapada do Chaves e o Vinha Grande mais 2 ou 3 um dos rótulos preferidos do início do século - e relativamente acessíveis...- e donde retirava muito prazer. Aprazivel em casa com amigos antes de ir sair à noite em soirées muito agradavéis, ou em restaurantes onde os preços eram relativamente acessíveis... Guardo memórias excelentes... incluindo olfactiva deste, bem como do Tapada do Chaves e Vinha Grande muito presente. Acho que isto é a idade. A minha, não a do vinho.
E sem expressões de barrica, sem amargos de abusos de Touriga nacional... Só vinho e do bom!
Adorei. Resta-me outra.
Este de 1997 está no ponto!
Escuro, opaco e muitos aromas de cabedal, especiado e forte. Cheira a vinho, apesar dos aromas mais "animais"... cheira a adega.
Escuro, opaco e muitos aromas de cabedal, especiado e forte. Cheira a vinho, apesar dos aromas mais "animais"... cheira a adega.
Prova de boca a recordar-me porque gostava tanto, tanto deste vinho... Reza a história que me contaram numa adega que os quinta do Côtto mudaram o perfil pois um produtor perto da quinta passou a produzir os seus próprios vinhos e deixou de vender uva à Quinta do Côtto... Pois, não sei. Pode ser, pois são muito diferentes. Mas estes, até 1997 seguramente são extraordinários.
Mas este está um clássico. Virtuoso nos aromas e prova de boca muito especiada e "carnuda", é no entanto no final que marca muito. E por ser longe de perfeito... pela rusticidade, mas ao mesmo tempo pela capacidade de deixar lastro vincado, mas que rapidamente se torna sedoso. Não se percebe muito bem, pois não? Mas é mesmo isso... é rustico, mas ao mesmo tempo tem glamour e classe.
Prova-se e prova-se e ficamos muito impressionados com a diferença de perfil face ao que bebemos hoje em dia... e não vai lá com cave.
Prova-se e prova-se e ficamos muito impressionados com a diferença de perfil face ao que bebemos hoje em dia... e não vai lá com cave.
Basta olhar para a cor do vinho e atentar nos 12 comedidos graus alcoólicos. Onde se vê isto agora? Não vê.
Adorei. Resta-me outra.
Provador: Mr. Wolf
Oboé Superior 2010
Característica diferenciadora: Vivo
Preço: 15€
Preço: 15€
Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17
Comentário: Novo! Muito novo. Sanguíneo e cheio de cor, encarnado carregado muito brilhante.
Notas aromáticas evidentes de Touriga Nacional. Muito floral e vincadíssimo nos aromas. Boca mais adequada ao meu perfil, com surpreendente equilibrio.
Acetinado, final longo e equilibrado. Parece-me que vai melhorar em cave. É o que vou fazer à 2ª das garrafas que me ofereceram neste jantar muito giro! Bom vinho num excelente jantar.
Notas aromáticas evidentes de Touriga Nacional. Muito floral e vincadíssimo nos aromas. Boca mais adequada ao meu perfil, com surpreendente equilibrio.
Acetinado, final longo e equilibrado. Parece-me que vai melhorar em cave. É o que vou fazer à 2ª das garrafas que me ofereceram neste jantar muito giro! Bom vinho num excelente jantar.
Provador: Mr. Wolf
Pegos Claros 1994

Característica diferenciadora: Castelão!
Preço: 15€
Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17.5
Comentário: Vamos lá falar de vinhos portugueses a sério... Periquita, solos franco-arenosos. Carvalho Português por 12 meses... "a sério", não significa que os outros perfis sejam para brincar, nem tão pouco para graduar a qualidade... mas seriedade sim pela capacidade de envelhecer e manter características próprias do lugar onde nasceu, ter acidez e tenacidade para a mesa e organolepticamente estar ainda em excelente forma!
Aroma de Cabernet... Sim. Em prova cega é o que diria. Extremamente apimentado, de pimento encarnado fresco quando se parte, quase pimentão. Acidez vincada. Entrada de boca muito marcada pelo lado vegetal do pimento, sem duvida.
Vegetal, sem fruta. Tão bom. Tão específico. Tão imperfeito. Picante no aroma. Redondo na boca, pronto para ser bebido. Pede comidas ousadas, com carácter. Eu aconselho entrecosto no forno à italiana. Ou carne de porco à alentejana. Excelente prova! Adorei.
Aroma de Cabernet... Sim. Em prova cega é o que diria. Extremamente apimentado, de pimento encarnado fresco quando se parte, quase pimentão. Acidez vincada. Entrada de boca muito marcada pelo lado vegetal do pimento, sem duvida.
Vegetal, sem fruta. Tão bom. Tão específico. Tão imperfeito. Picante no aroma. Redondo na boca, pronto para ser bebido. Pede comidas ousadas, com carácter. Eu aconselho entrecosto no forno à italiana. Ou carne de porco à alentejana. Excelente prova! Adorei.
Provador: Mr. Wolf
domingo, 24 de novembro de 2013
Valle do Nideo 2006

Característica diferenciadora: Frescura.
Preço: 8€
Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 16
![]() |
| Lebre |
Atentando no vinho em si...10% de Touriga Nacional é de louvar! Tinta Roriz 50% e Tinta Franca 40%... Vale (também) por isso!
6 meses de carvalho francês de estágio. 6 anos depois... Vale a pena ver como está! E dizem que 2006 foi um mau ano...
Opaco. Escuro. Tem acabamento "mate", mas limpo apesar da ausência de brilho.
Boca boa. Entrada farta de fruta e chocolate, mas a compensar muita frescura no final. Verde ainda no fim, fresco. Peca por ser muito curto. E isso penaliza-o. Fica simples, apesar de ter momentos em que chama a atenção.
Aromas intensos de ... Pinho. Muito verde.
Acidez é boa e seca bem a boca. Falta-lhe harmonia e balanço. Mas tem bons apontamentos. Vale por isso. É afinar, procurar menos sustento na madeira, manter a pouca preponderância de Touriga nacional e afinar o equilibrio. Mas é uma boa relação preço qualidade e o que tem de exuberante em novo, mantém de interesse com cave.
Provador: Mr. Wolf
Luis Pato Vinhas Velhas 1990
Preço: 18€
Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 18
Comentário: Extraordinária garrafa duma das primeiras edições do tinto Vinhas Velhas do Luis Pato.
23 anos depois da colheita, é absolutamente impressionante o vigor e frescura que este vinho ainda tem.
Rubi ligeiro na cor, com laivos acastanhados.
Aromas muito frescos, estilo eucalipto, madeiras parecidas com cedro e algum cogumelo quando se cozinha.
Elegantíssimo na prova de boca, largo ainda, com acidez bastante vincada e aromas mais torrados. É no entanto a sua "leveza" que sabe muito bem. Nada cansado, nada oxidado, cheio de vida e capaz para qualquer prato. Não é fácil! Pena ser a última!
Mas são garrafas que dão muito prazer abrir depois de longa guarda.
23 anos depois da colheita, é absolutamente impressionante o vigor e frescura que este vinho ainda tem.
Rubi ligeiro na cor, com laivos acastanhados.
Aromas muito frescos, estilo eucalipto, madeiras parecidas com cedro e algum cogumelo quando se cozinha.
Elegantíssimo na prova de boca, largo ainda, com acidez bastante vincada e aromas mais torrados. É no entanto a sua "leveza" que sabe muito bem. Nada cansado, nada oxidado, cheio de vida e capaz para qualquer prato. Não é fácil! Pena ser a última!
Mas são garrafas que dão muito prazer abrir depois de longa guarda.
Provador: Mr. Wolf
Subscrever:
Mensagens (Atom)







