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domingo, 12 de abril de 2015

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000

Característica diferenciadora: Baga & 15 anos




Preço: 40€



Onde: El Corte Inglés eventualmente

Nota pessoal: 18.5


Comentário:  Que dizer dum vinho com 15 anos que quando se deita no copo está literalmente preto e opaco? Não se diz nada. Arregalam-se os olhos! E agradece-se ao Universo o estarmos no mesmo sítio e na mesma hora que aquela garrafa se abriu.
Aromas fechados ainda balsâmicos, ligeiramente mentolados. Muito sério, com fruta escura, mas são as notas balsâmicas que predominam.

Na prova de boca é magnífico.
Muito denso, larguíssimo no alcance imediato e com o equilíbrio que só os grandes vinhos conseguem ter.
Ao contrário do que é comum actualmente na maioria dos vinhos, este vinho cresce em garrafa. Literalmente.
Aqui não há amaciados de barrica, nem massagem nos taninos... Não. Há que esperar pelo tempo certo. Mas quando o tempo chega, é inalcançavel através de "festinhas" como actualmente se faz. E a Baga presta-se como poucas castas a crescer com o tempo. Que vinho! É muito, muito, muito bom. É um vinho para qualquer mesa do mundo.
Para qualquer apreciador de vinhos, que saiba que vinho não é só o estilo contemporâneo com ares de sugus de fruta, ou laivos de caramelo e baunilha, doces, com Madeira a pontapé, e suculentos. A suculência deste Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000 vem da qualidade genuína e do tempo, duma forma que do os dois conseguem produzir... Claramente no pódio dos vinhos do ano de viragem do século. Curiosamente, o outro é Baga também e o outro - no meu pódio, naturalmente - é Barca Velha. 

Um prazer.



Provador: Mr. Wolf



domingo, 31 de agosto de 2014

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2000


Característica diferenciadora: Sumptuosidade


Preço: 25€-30€... se encontrarem.

Onde: Garrafeiras particulares ou especializadas.

Nota pessoal: 18.5

Comentário:  Que dizer dum vinho com 14 anos que quando se deita no copo está literalmente preto e opaco? 
Não se diz nada. Arregalam-se os olhos! 
Aromas fechados, a muito esforço e cuidada espera, balsâmicos e ligeiramente mentolados.
Muito sério, com fruta escura, mas são as notas balsâmicas que predominam... que carácter único, averso à perfeição... se fosse uma pop star, era bonita com 20, 30, 40, 50 ou mais anos... sem plásticas, silicones, ou o que seja. É bom e bonito, como veio ao mundo... percebem a comparação?

Na prova de boca é magnífico. Muito denso, larguíssimo no alcance imediato e com o equilíbrio que só os grandes vinhos conseguem ter. Os muito grandes... Ao contrário do que é moda agora, este vinho cresce em garrafa. Literalmente.
Aqui não existem carícias de barrica, nem spa nos taninos... Não. Há que esperar pelo tempo certo. Mas quando o tempo chega, é inalcançavel através de "festinhas" como actualmente se faz. E a Baga presta-se como poucas castas a crescer com o tempo.
Que vinho!
É muito, muito, muito bom. É um vinho para qualquer mesa do mundo. Para qualquer apreciador de vinhos, que saiba que vinho não é só o estilo americanizado que se quer, doces, com Madeira a pontapé, e suculentos. 
A suculência deste vinho vem da qualidade genuína e do tempo, duma forma que só estes 2 vectores dois conseguem produzir... Claramente no pódio dos vinhos do ano de viragem do século. Curiosamente, o outro é Baga também é o outro - no meu pódio, naturalmente - é Barca Velha. 

Provador: Mr. Wolf





terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Quinta das Bágeiras Colheita Tinto 2008

Característica diferenciadora: Baga!

Preço: 5€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguma distribuição (Leclerc)

Nota pessoal: 17


Comentário:  Revisitar um Baga de 2008 é sempre motivo de entusiasmo. 
2008 é na minha opinião um dos mais particulares anos desde o início deste século. Por estranho que pareça...  é um ano discreto, pouco dado a exuberâncias, mas extremamente competente, comedido e elegante... Em geral. Talvez porque 2007 foi um ano de muitas promessas e quiçá terá ensombrado o lançamento dos anos seguintes... Até que surge 2009 que outra vez nos projecta as expectativas. Mas 2008 não é expectativa. É certeza. Produziu peculiar elegância, tenacidade e factualmente os vinhos são muito bons. Um baga da Casa Quinta das Bágeiras então...


Cor rubi mate, esbatido e de mediana opacidade. Aromas fiéis e verdadeiros embaixadores aromáticos da majestosa baga. Vincados, mentolados e extremamente potentes. Limpos no entanto. Muito enérgico aromaticamente e estranhamente equilibrado. Directo e assertivo. Não acrescenta muita complexidade, mas o que anuncia é bom. 
Boca muito boa. 
Ténue na acidez inicial, guloso na fruta silvestre e com carácter vegetal muito vincado. Extremamente directo, guloso e com final que termina de forma quente, apenas espicaçado pela acidez que se apresenta nesta fase final.
Excelente vinho, cheio de músculo e personalidade. Perfil muito específico, mas para quem gosta de Baga... é obrigatório ter na garrafeira.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2005



Característica diferenciadora: Persistência e complexidade.

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18


Comentário: Qual é o vinho Branco Português que se abre a uma mesa após um Bussaco Branco de 2005? Não é fácil, mas dentro da escolha da humilde cave, o Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco de 2005 seria a escolha óbvia. Um desafio. Mas ultrapassado com distinção.

Cor amarelo intenso, limpo e com untuosidade manifesta na lindíssima lágrima que provoca.
Aromas curiosos, quase que a fazer lembrar croquetes de carne quentinhos... estranho, não? Mas é verdade. Aromas de carnes quentes, que rapidamente desaparecem. Mas bom, muito bom.
Mais uma volta no copo e as notas mais quentes desaparecem e surge tosta, amendoim torrado... e outra vez notas tostadas. Bom, vamos ao ataque de boca.

Impressionante... frescura, frescura e mais frescura. Muito cítrico, notas de lima muito finas e elegantes, alguma glicerina e garra! Muita garra. Uma verdadeira Pantera na mesa.
É impressionante a complexidade deste vinho, a sua vivacidade e o corpo e estrutura que mantém ao longo da prova, culminando no final muito persistente... e sempre fresco, apesar da concentração.

Excelente ano, em excelente forma e com muitos e muitos anos ainda preparado para a cave para quem tiver a felicidade de ter estas garrafas.

Top!

Provador: Mr. Wolf

terça-feira, 14 de maio de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2011



Característica diferenciadora: Elegante e perfumado

Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Gosto de todos os vinhos que o Mário Sérgio faz. São vinhos sempre sérios, honestos, com grande respeito pelo material que lhes dá origem, com grande carácter, que gostam de cave e que pedem mesa. Na pequena localidade de Fogueira e com base nas castas Baga, Maria Gomes, Bical e alguma Touriga Nacional, forjam-se dos melhores vinhos de Portugal!

Recentemente chegado ao mercado, este garrafeira de 2011 repete a receita de colheitas anteriores. Segundo informação do produtor, Maria Gomes e Bical de vinhas velhas, fermentadas em tonel de madeira avinhada e engarrafadas sem recurso a colagem e filtração. Tradição e qualidade!

Julgo que este vinho espelha na perfeição a colheita de 2011. Quanto a mim 2011 tem-nos apresentado vinhos com muita elegância, com boa fruta delicada e com muito boa acidez. Este vinho do Mário Sérgio é tudo isso mas, em contraponto, por exemplo, com o PAI Abel 2010, com a acidez super bem integrada, sem excessos, tudo delicado e bem arranjado. Esta elegância e delicadeza têm por detrás uma estrutura férrea e de grande compostura onde se encontram escudados as ervas secas, a fruta branca bem madura e um perfume delicado, tudo permitir prova imediata mas também a guarda em cave.

Gosto muito de “emparelhar” este vinho com pratos de bacalhau (frito, cozido ou confitado), com peixes fritos ou com saladas de polvo ou ovas, regadas com azeite e salpicadas com um bom vinagre (pode ser o da Quintas Bágeiras que é fenomenal). No entanto, este 2011, devido à sua elegância, merece um prato mais delicado, que permita captar as suas muitas e delicadas nuances … um arroz de tamboril?!

Só para aguçar o apetite, o Pai Abel Chumbado é mesmo um SUPER VINHO! Aguarde-se pelos próximos post.

Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 24 de março de 2013

Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2008



Característica diferenciadora: Baga tradicional.

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas (eventualmente nos supermercados Intermarché, pois vendem os Colheita)

Nota pessoal: 18

Comentário: Quinta das Bágeiras é sinal de tradição, terroir e genuinidade a fazer vinho no coração da Bairrada. É Português e produz-se em função das suas melhores práticas... Portuguesas. Pena é que exista, em quantidade menos do que o desejável, Portuguses a saberem o que é vinho "a saber a vinho Português" e não a sumo de fruta e demais essências. Mas são sinais dos tempos, que felizmente, estão a mudar. 
Pode-se conhecer ou não o estilo destes Garrafeiras... mas é impossível não apreciar. São sempre vinhos de muito carácter, muito vigor e de prova de boca marcante.

Este Garrafeira Tinto 2008 impressionou-me em Novembro pela garra que tinha e pelo facto de ter já aptidão para se deixar beber. Voltei a provar agora, para tirar as dúvidas.

Escuro na cor, quase opaco, mas muito vivo e de cor muito bonita, quase púrpura nos reflexos. Rubi escuro, limpíssimo, vivaço.
No copo - usei os copos Riedel específicos para a Borgonha ao invés dos habituais Syrah cá da casa - a limpeza de cor, opacidade adequada a um Baga e a bonita cor, não deixam adivinhar o verdadeiro Samurai que está lá dentro!

Cheira a Bairrada... nem sei se não é a Bairrada que cheira a Bágeiras... pois estes vinhos têem sempre vincadas as características mais dominantes de como deve ser um Baga contemporãneo. 
Vegetal, verde, cedro, resinas, bosque... e muitos mentolados... faz lembrar aquelas cápsulas dos eucaliptos tão generosas em aromas frescos. Quase desentope o nariz mais obstruído... isso é que era... ter vinho deste a ser aviado em Farmácias, de preferência sob prescrição e comparticipado pelos seguros de Saúde. Isso é que era conversa.

Na prova de boca é um verdadeiro guerreiro! Assumidamente Baga, destemido, vinhas com mais de 75 anos, solo argilo-calcário,  sem desengace e estágio em barricas avinhadas... querem mais o quê? 

Já pronto para se beber, embora a decantação seja obrigatória... esta garrafa, decantei para um decanter, esperei, voltei a decantá-lo para a garrafa e por fim, decantei de novo para o decanter antes de servir. Sempre com cuidado para não agitar o vinho, mas sim de forma a acelerar o seu contacto e reacções com o ar.

Assertivo na entrada de boca e cheio de personalidade. Duro, sem atenuantes de barrica... vinho para quem  sabe o que é vinho para durar décadas.
Seco e verde, com a fruta a surgir só após longo tempo em copo. Nota-se o carimbo evidente de 2008... onde os vinhos surgiram mais elegantes e frescos, eventualmente por maturações mais dificeis, não sei. Mas apesar de 2008 não ter vinhos de "encher o olho" logo, são vinhos que vão dar que falar ao longo dos anos. Mas voltando a este excelente Garrafeira 2008, está fantástico e obriga a confecção gastronómica com preceito.
Fruta silvestre, sem ser muito doce, mas é no seu lado mais vegetal que encanta. Tem peculiar elegância e finesse, embora necessite na minha opinião, de pelo menos 2 a 3 anos em cave para "crescer" mais. Depois... depois deve ser guardá-lo por décadas.

Provar Bagas destes quando "acabam de nascer" é uma satisfação muito grande para mim... faz-me perceber que estou a provar um vinho, já com idade suficiente para o apreciar, e felizmente, saúde que me permite ter ainda mais longevidade que o vinho para o ir provando... assim espero!

Excelente. Obrigatório comida de confecção que garanta persistência de sabores... senão, nem se dá pela comida!

Provador: Mr. Wolf 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quinta das Bágeiras Pai Abel Branco 2010



Característica diferenciadora: Acidez bem marcada

Preço: 18 €

Onde: Garrafeiras especializadas

Comentário: Se não estou enganado, foi em 2009 que o Mário Sérgio arrancou com este projecto de fazer um vinho com estágio em barrica usada e não em velhos tonéis, como é usual nos seus Garrafeiras brancos e tintos. Além disso, em vez das velhas vinhas usadas nos brancos de topo da casa, este Pai Abel, é feito de uma vinha mais nova, apesar de manter, salvo erro,  as mesmas castas tradicionais.

Bem, e o vinho … o vinho é muito bom e muito novo! Cheio de mineralidade, muito fresco e com uma madeira muito distante e super elegante. É claramente um vinho para guardar ou para pratos que peçam vinhos com estrutura e muita acidez. Foi exactamente o que aconteceu com a ligação que fizemos com um belíssimo Bacalhau à Minhota … perfeito! Ficamos com uma boca limpa e fresca mas com os sabores do prato claramente casados com o vinho. Depois foi a vez de o “chegar” a um Serra da Estrela “daqueles de verdade”, da Queijaria dos Lobos, e deu-se outro encontro extraordinário, com a untuosidade do vinho a ligar-se ao queijo de forma exemplar.

Acabámos com um Whisky The Antiquary 1977. Não sei porquê mas não me sai da cabeça a música "Paradise" dos Coldplay :)


Provador: Bruno Miguel Jorge

domingo, 7 de outubro de 2012

Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2010

Característica diferenciadora: É um vinho super educado

Preço: 12.00 Euros

Onde: Garrafeira Nacional

Comentário:  Este é provavelmente o meu Garrafeira Branco preferido. O nariz levou-me para madeiras exóticas, resinas, flores. A frescura é impressionante, a acidez, como sempre, é perfeita e, o corpo do vinho envolve tudo isto com grande delicadeza. É um vinho com clara vocação gastronómica (acompanhou muito bem uma salada de grão com bacalhau) e com muito boa capacidade para enfrentar cave.
 
Provador: Bruno Miguel Jorge

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2003

Característica diferenciadora: Tudo!

Preço: 20€ (o de 2004, este era mais caro mas não sei quanto custa actualmente)

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Enfim... depois há disto. Pode-se beber... e beber...e provar milhares de vinhos em Portugal, mas muito poucos têem a qualidade e carácter destes Garrafeiras. Ponto final, parágrafo.

2003. 9 anos. Cor escura, intransponível, limpa. Aromas imediatos de mirtilos esmagados. Frutos encarnado escuros, silvestres.
Rapidamente o nariz recebe ao lado da fruta um aroma de humidade, bosque, pinhal que acabou de chover quando está algum calor.
Lenha arrumada na garagem.
Algum fumeiro.
Erva doce e muito vegetal depois.

Cheio de coragem, enfrento a boca dele, pois conheço-os bem de outros anos e temia um néctar ainda adverso à lingua, e surpresa... cetim. Note-se que tive o cuidado de o decantar 1 hora... mas ainda assim... bom, fino e de final longuíssimo. Ficamos a salivar.
Sabor vegetal, de ervas e fruta ligeira. Vinho de inverno. Não tem nada, mas nada a ver com as modas com que o mercado Americano convidou os produtores de todas as regiões do mundo a produzirem vinhos com perfis idênticos. Nada a ver com isso. Aqui é baga pura e dura.  Alíás, o vinho é duro. Mas duma capacidade gastronómica notável. Aguenta-se com qualquer assado, picante, especiado, o que quiserem. Mas recomendo-o, por estranho que pareça com uma boa confecção de inspiração italiana, de massa, com tomate, queijo, etc. O vinho tem acidez para dar e vender, e mantém-se sempre no mesmo registo de evidência do seu perfil no palato. É a comida que se adapta a ele. É um vinhão.

Nota: actualmente, encontra-se na Garrafeira Nacional à venda o de 2004 por cerca de 20€... não desperdicem. Este de 2004, porque a maior parte das pessoas não sabe, saiu no mercado há pouco tempo, posterior ao de 2005, por exemplo. Porque estes Garrafeiras são assim... e é de louvar.

Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2005

Característica diferenciadora: Fora de modas, à antiga e muito, muito bom!

Preço: 25€

Onde: garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18,5

Comentário: Vinho para Homens!

Classe pura.

Necessita de decantar pelo menos 2 horas. Servir a 15-16 º e deixar até aos 18º.

Corpo brutal, seco, vegetal, mas duma delicadeza que envergonha muitos vinhos cheios de maquilhagem como tanto existe hoje em dia.
Não se sente madeira... estranho, não é? Bestial! Fruta vermelha ao fundo e um final que não acaba. Vinhão.

Obrigado Mário Sérgio por continuar a fazer vinhos na Bairrada à Francesa...


Provador: Mr. Wolf

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2004


Região: Bairrada

Castas: Baga

Produtor: Mário Sérgio Alves Nuno

Álcool: 14%

Enólogo: ND

Notas de Prova: Vinhas com mais de 75 anos. Curto estágio em madeira avinhada. É um vinho verdadeiramente à antiga. Já o bebi há uns meses e é impressionante a diferença que é bebê-lo agora. Este vinho não se bebe... tem de se discutir com ele se quer ser bebido ou não. A garrafa foi aberta (antes de começar o Portugal – Malta) e o vinho é absolutamente imbebível para o consumidor comum. Tem “gás”, tem um odor a resina, eucalipto fortíssimo e provoca uma sensação de adstrigência que literamente nos “lixa” a boca... ou seja, fica tão áspera que até podemos usar como esfregão. E uma hora depois, amacia, mas não vacila. Seco. Torna a boca dormente... passadas duas (2) horas de discussão com o vinho, continua com o seu carácter bem vincado. E é uma chatice...à mesa causamos má impressão porque na generalidade ninguém gosta. A única vantagem é que sobra para o fim caso os convivas tenham alternativa.
Muito tempo depois de o jogo de Portugal terminar, resignado, lá voltei ao decanter, e de expectativa reduzida pois pensei que era esquecê-las (as garrafas) na garrafeira um bom par de anos e acabar com esta como estava, surpresa: o filho da mãe deve ter adormecido a guarda, e lá estava um vinho delicioso, macio, cheio de frutos vermelhos... e no fim!
Conclusão: Mário Sérgio, continua a fazer vinhos destes por favor e parvos como eu aprendam a abrir estas garrafas no mínimo 3 horas (literalmente 180 minutos) antes de as beberem.
Nota: vinho em prova cega com o Luis Pato Vinhas Velhas de 2004


Provador: Mr.Wolf

Classificação Pessoal: 17,5

Valor: 25€