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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Quinta do Vallado Reserva 2011

Característica diferenciadora: Tensão, estrutura e equilíbrio

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Este foi o primeiro grande vinho tinto do Douro, da extraordinária colheita de 2011, que tive o prazer de beber. Não provar, beber! Para mim, beber, implica: sentar à mesa, boa comida e bons copos. Foi o que aconteceu.

O Quinta do Vallado Reserva é sempre um grande vinho! Vinhos com perfil Douro. São vinhos que conheço bem e que reflectem com grande acuidade o ano vitivinícola a que se reportam. Destacaria o 2000, bebido em 2013, pela força e raça, o 2007 pela frescura, o 2008 (colheita ensombrada por 2007) pela elegância e este 2011 pela tensão e estrutura.

Apresenta-se com uma cor rubi carregada e com notas de ginjas, cereja, frutas pretas a que se junta algum floral (super bem integrado e sem exageros), acolitado por cacau e uma madeira de luxo, que nunca se impõe. Mineral e muito fresco, excelente acidez, compacto, tenso e estruturado. É um vinho fino e elegante, mas ao mesmo tempo pujante e poderoso.  Muito prolongado. Super equilibrado nas suas componentes. Pede mesa e petisco à altura. Apesar de ter muitos anos pela frente, é um vinho que dá muito prazer a beber desde já. É um grande vinho.

Provador: Bruno Miguel Jorge


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Passadouro 1995

Característica diferenciadora: Douro de 95...

Preço: 10€

Onde: Leilões?

Nota pessoal: 16.5


Comentário:  Cor rubi atijolada de opacidade média e limpidez média. Lágrima ainda evidente, clara.
Aromas de evolução. Metálico e fenolico. Confesso que a cor inicial e os aromas iniciais não deslumbram. Com o arejamento os aromas ganham um carácter terroso e perdem os aromas metálicos. 
Notas aromáticas de folha seca, com mato seco, esteva. Cheira a Outono seco e quente. 
Prova de boca muito melhor que a análise cromática e olfactiva. 
Muito fresco ainda, fino e elegante, vincado na mineralidade que ainda tem. E tem muita. É mesmo o seu principal argumento. 
Fruta pouca... A haver é cítrica. Curiosamente acho que se não soubesse que vinho era não diria que seria Douro. Estou a aprender.
O que o vinho tem de bom é realmente a sua frescura limite. E mineralidade. Curiosamente eu tinha ideia que este vinho não seria de altitude..mas parece. 
Bom +. 

Provador: Mr. Wolf

Markowitsch Rubin Carnuntum 2012


Característica diferenciadora: Carnuntum

Preço: 10€

Onde: e-stores?

Nota pessoal: 17

Comentário: A região Carnuntum na Áustria tem uma longa tradição de viticultura que remonta aos tempos Celtas.

Carnuntum representou uma base estrategicamente ideal para as legiões romanas. O nome é de origem Carnuntum Ilíria e significa pedra, penhasco ou lugar firme.
Abrange uma área a sudeste de Viena e ao sul do Danúbio é dominado pela viticultura.
A pedra em conjunto com o micro clima Panónia e a proximidade com o Danúbio oferecem condições naturais ideais.
Carnuntum é uma das menores regiões vinícolas da Áustria, representando apenas 2% mas com potencial de crescimento, com 1.000 hectares cultivados com videira.
A uma curta viagem de Viena, Carnuntum é uma parte da Áustria, com uma história romana única e muitas ruínas ainda estão presentes em toda a região hoje. A região  estende-se de leste de Viena para a fronteira da Eslováquia com vinhedos espalhados ao longo do famoso rio Danúbio entre três setores: o Leithagebirge, o Arbesthaler Hugelland e o Hainburger Berge.

Porque gostei particularmente deste vinho seguem alguns detalhes que investiguei sobre o mesmo:
Casta: Zweigelt, solo rico em calcário, idade das vinhas 8-20 anos, vindima no final de setembro para início de outubro,f ermentação em tanques de aço de 30-32 °C e estágiou em barricas de carvalho francês.

Cor rubi rosada escura, vivo de opacidade média elevada. Muito tintureiro.
Aromas de carne imediatas. Cheira a adega com pipas de vinho escorrido no chão... Pronto, é rústico. 
Notas florais. Pimenta branca.
Boca cheia de tanino, seco e álcool presente. 
Assertivo, fino e acidez expressiva. Nada polido, mas cheio de carácter. Muito mineral e "vidrado". Quase cítrico.
Para descobrir mais... a comprar! Eu gostei muito e preço muito adequado.

Provador: Mr. Wolf


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Quem nos visita

Janeiro 2014

Portugal 39,2%
Estados Unidos 14,0%
Rússia 12,3%
Brasil 7,9%
Alemanha 4,9%
China 4,4%
Luxemburgo 2,9%
Canadá 2,1%
Holanda 2,0%
Reino Unido 1,5%
Outros 9,1%

Vinha Othon Reserva 2008

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 18€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17.5


Comentário: Vinho para conhecedores... normalmente o Vinha Paz existe nos supermercados, estilo Continente... este (Vinha Paz) Vinha Othon só em garrafeiras... que eu saiba. 
Chateia o facto de ser tão desconhecido e ao mesmo tempo tão bom. 
Constante na (boa) evolução na cave, persistente na qualidade ao longo dos anos.
Opacidade elevada, denso e escorreito.
Aromas discretos, quentes com notas de  caruma de pinheiro, balsâmico e muito apelativo.
Prova de boca excelente.
Potente e opulento sem nunca pesar nada. Taninos perfeitos, acidez no ponto, pouca fruta e a existir é estilo tâmaras, ameixas em passa - sem as notas extremamente doces.
Melhora muito se for decantado umas duas horas. Ganha volume e espessura. Importante a temperatura. Servir a 17º. Com temperatura mais baixa, perde largura.
Fresquissimo na saída de boca, acidez acutilante no final a dizer que está para "lavar e durar".
Para qualquer carne - assada, grelhada, condimentada ou só com sal.
Para tacho, pede confecção aprumada, pois é extremamente aprumado.
Vinho top a preço "acessível". 
Difícil de encontrar. Se quiserem mesmo, o El Corte Inglés, no Club Gourmet normalmente tem. Estas comprei em Cascais na Garrafeira Cabaz Tinto ao pé da Estação de comboios de Cascais.

Provador: Mr. Wolf

Katarzyna Mezzek White Soil Mavrud 2012


Característica diferenciadora: Carácter. Trácio!

Preço: 6€

Onde: Bulgária?

Nota pessoal: 16.5

Comentário: Vinho proveniente da região de Mezzek. Sul da Bulgária, Vale Trácio (Thracian Valley), respira história... o que eu desconhecia é que respirava qualidade também.
Casta mais conhecida da Bulgária, Mavrud que tem a sua etimologia no Grego mavru que significa "preto".

E porque é que aparecem de repente vinho Búlgaros neste fórum?

Porque na minha opinião merecem... profissionalmente tive de efectuar uma viagem a Sofia, onde a expectativa de beber bons vinhos era mais ou menos semelhante a comer um bom Robalo au Sal em Arganil... refiro Arganil pois pensei no local mais impróprio para comer peixe fresco, dada a sua distância do mar e hábitos gastronómicos locais... podia ser uma chanfana no Alvor... percebem a ideia, não percebem? Pois, enganei-me...
Mezzek é a região...perto da fronteira com a Grécia e Turquia. Mauvrud a casta... comum em muitos vinhos.
Rubi escuro, cheio de tanino, muito especiado e muito "calcário". Uau... eu esperava uma tentativa de perfil internacional. Nada disso. Muito carácter próprio de quem ainda não se procupa com o consumidor "global" e ao mesmo tempo faz o melhor que sabe com as uvas que tem.
Notas terrosas, com "pó" de pedra e muito tenaz. Cheio de especiaria, seco e cheio de erva cortada quase amargo mas estranhamente bem balanceado. Cresce muito, mas mesmo muito quando respira, mantendo um perfil calcário e de "pedreira" que dificilmente dificulta a prova mesmo para os que procuram vinhos mais consensuais.
Impossível de encontrar em Portugal, é verdade, mas quiçá encontra-se on-line, não sei. Mas garanto que vale a pena.

Aberta a "página" para esta região de vinhos, espero que cresça ao longo do tempo pois vou estar mais atento.
Provador: Mr. Wolf 


Casa da Carvalha 2009


Característica diferenciadora: Elegância e potencial de guarda


Preço: 5€

Onde: El Corte Inglés

Nota pessoal: 17

Comentário: Vamos lá voltar a este excelente vinho. Fechado no aroma inicial que emana quando jorramos no copo.
Este vinho é muito peculiar. Está com o tempo em garrafa a ganhar muito músculo. Não é que lhe faltasse músculo... Está é mais evidente agora.
O que faz sentido, pois há uns meses atrás o vinho tinha de respirar um pouco para aparecer no copo... Agora está mais evidente e "crescido".
Nariz com aromas de Outono... Lenha seca. 
Barrica a marcar ligeiramente pelo carácter tostado. Aroma é parco de versatilidade, ainda que intenso. Mas é na boca que ele se manifesta como grande vinho que é. 
Fruta escura, cereja, guloso e suculento. Touriga Nacional a por-se em bicos de pés, mas felizmente não consegue sobrepor-se. 
Gosto muito pois tem carácter, é fiél ao melhor que o Dão nos dá, é clássico no perfil, o que é de louvar e consistente. Para não falar que tem uma relação preço/qualidade praticamente imbativel.

Provador: Mr. Wolf 

Domaine Confuron-Cotetidot Vosne-Romanée 2010


Característica diferenciadora: Romanée.


Preço: 35€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18

Comentário: Romanée... mágico para qualquer entusiasta de vinho. A casta mágica também... desconhecida para muitos pelo seu potencial, mitificada por outros pela experiência que é quando mostra o seu explendor. Pinot Noir.
Cor aberta, translúcida. Rubi suave.
Aromas imediatos de pó talco.
Fruta estrondosa... as sensações sensoriais são muito mais poderosas do que a cor e opacidade fariam supor... face às referências que temos.
Boca... Tracção imediata. Poderoso. Mineralidade a pontapé, extrema elegância, fruta estilo morango pisado.
Sensação de veludo no entanto a par com muita mineralidade crescente em disputa com acidez perfeita, consistente e "quase que" disfarçada.
Nuanças aromáticas assustadoras pelo que crescem no copo. Brutal no nariz... a prova sensorial dos aromas é recorrrente. Não é só no princípio da prova.
Pó de talco, fruta e notas animais... Pêlo de animal.
Profundo e muito largo nas sensações, muito elegante na consistência.
Brutal. Para provar e guardar.

Provador: Mr. Wolf